can’t miss [183] dm.com.br/cotidiano

Diário de muitos ciclistas

O repórter que começa este diário compartilhado por muitos, inúmeros ciclistas de Goiânia: solidariedade e ativismo caracterizam movimento que não para de crescer (Foto: Arquivo pessoal)

[…] “Técnicos e gestores não pensam bicicletas no ambiente urbano e quando elas surgem chamam tanta atenção que se tornam “alvos” e sujeitos resignificados: pobres, vagabundos, otários e agora “bichas”, por usarem equipamento de segurança e roupas adequadas – e, sim, muitas vezes fashionistas.

Nas pedaladas, o ciclista tem a exata noção de seu papel no trânsito: exercitar, transitar, percorrer espaços de forma a impactar o mínimo possível o espaço urbano e o trânsito. Sobretudo, permitir que o exercício de sua cidadania não impeça o conjunto de direitos do outro.

“Reconhecer a bicicleta como modal é, antes de tudo, um desafio para a democracia nas cidades”, diz o sociólogo e cientista político Lehninger Mota. Ele afirma ao DMOnline que a reação dos ciclistas é típica das minorias críticas.”[…]

Natasha Rocha, deficiente visual, ao lado do marido Ricardo Veríssimo no “Na Bike com DV”: adrenalina, descoberta do ciclismo e da cidadania da mobilidade (Foto: André Costa)

Ciclistas de Goiânia, vêm a sua cidade e a sua mobilidade de forma diferente.
Os seus testemunhos num excelente artigo em: https://www.dm.com.br/cotidiano/2017/11/diario-de-muitos-ciclistas.html

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

espalhando as boas ideias, partilhando as boas acções


Uma fotografia tirada por acaso resultou num sorteio solidário. Tiago Costa quer restaurar uma bicicleta “toda chamuscada” e doar o dinheiro angariado ao sr. Almerindo, o antigo dono que perdeu tudo nos incêndios de 15 de Outubro

Texto de Renata Monteiro

Uma bicicleta estava estacionada nos escombros da casa, em Arganil, Coimbra. O telhado da habitação, completamente consumida pelo fogo, tinha caído em cima da bicicleta. Tiago Reis encontrou-a quando andava com o sr. Almerindo, dono da casa e da pasteleira, a ver os estragos de um dos incêndios de 15 de Outubro último. Estava junto “a uma série de peças de ferro que o senhor ia, talvez, tentar vender à sucata”, conta. Sem pensar muito, fotografou-a.

Tiago não sabe o último nome do vizinho. É amigo há muitos anos da família que também tem casa na aldeia de Vale do Moinho onde, naquele dia, arderam cinco casas, duas de habitação própria, recorda. O que também não sabia é que ao publicar aquela fotografia no Facebook estava na verdade a arranjar quem ajudasse o vizinho depois de este ter perdido quase tudo o que tinha para o fogo.

A ideia veio de outro Tiago, Costa, dono de uma loja de restauro de bicicletas do Porto, a Sub 954. “Nem ela [a pasteleira] escapou… Pergunta ao dono quanto quer por ela que eu salvo-a e penduro lá na loja! Pelas circunstâncias merece uma nova vida!”, comentou na publicação. “Amanhã pergunto-lhe!”, respondeu-lhe Tiago Reis. No dia seguinte, disse-lhe o que tinha dito o sr. Almerindo: “Não quero nada, ofereço-lha, pode levá-la.” E Tiago Costa não aguentou. “Estamos a falar de uma pessoa de 80 anos que perdeu tudo: casa, carros, animais e material agrícola. Ficou com um porco, um cavalo e uma pick up velha. Foi isto que ele conseguiu salvar”, diz ao P3, à volta de uma bicicleta que começa a ganhar vida nas suas mãos.

O plano inicial — quando perguntou o preço — era restaurar a bicicleta, vendê-la e doar o dinheiro a uma organização de apoio às vítimas de incêndios. Mas quando Almerindo disse que lhe oferecia a pasteleira, a causa tornou-se pessoal. Decidiu “deixá-la como nova”, tal como o planeado, para depois a sortear. A ideia é entregar a totalidade do dinheiro angariado — juntamente com ração para animais e outros bens essenciais (que não sejam roupa, mobília ou electrodomésticos, pedem) — ao antigo dono da pasteleira EFS.

Para isso decidiu vender 200 números, dos quais já só restam cerca de 50, a dez euros cada. O objectivo é surpreender o sr. Almerindo e entregar-lhe as doações, em Arganil, entre os dias 15 (o prazo para participar no sorteio) e 20 de Dezembro. Tiago Costa gostava que fosse o antigo dono da “bicla” a sortear o nome do vencedor, caso este aceite, em directo para o Facebook.

Noticia P3 (http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/24974/incendios-como-uma-bicicleta-ardida-pode-ajudar-o-antigo-dono)

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

escritinho* [7] ora…

devagar, devagarinho

(* sem tirar nem por)

Publicado em escritinho | Etiquetas , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

can’t miss [182] jn.pt

O Jornal de Notícias trás hoje publicado um excelente artigo de divulgação das diferentes mobilidades da cidade, no caso testemunhos de quem não anda de carro no Porto. Desmistificando algumas ideias preconcebidas de quem só utiliza o automóvel nas suas deslocações, para e do trabalho, quatro testemunhos demonstram com o seu exemplo que a utilização de outros meios de transporte (a correr, de trotinete, em skate ou de bicicleta) são não só mais saudáveis, ambientalmente sustentáveis, mais económicos, como ajudam a criar medidas na redução do grande fluxo e como enganam o congestionamento automóvel na cidade. De uma forma simples, provam como é possível tornar-se menos dependente do automóvel, podendo-se usufruir de uma cidade diferente, de uma cidade viva e moderna.

Fintar o trânsito de trotineta, bicicleta ou a correr

Deixam o carro em casa porque não querem enfrentar o trânsito. Poupam tempo, paciência e ainda subtraem na conta do final do mês. Na cidade do Porto, há quem escolha ganhar qualidade de vida na ida para o trabalho. Vão de trotineta, bicicleta, de skate ou a correr, para evitar o carro a todo o custo. São apenas 16,5% dos portuenses, face aos mais de 60% que continuam a usar o carro como meio de transporte. […]

 

(lê o artigo completo em: https://www.jn.pt/nacional/reportagens/interior/fintar-o-transito-de-trotineta-bike-skate-ou-a-correr-8913194.html)

Já agora, e aproveitando a oportunidade desde postal, volto à minha cartilha e deixo o testemunho diário de um ciclista urbano:

“Optar pela bicicleta para o trabalho, para os afazeres diários ou para um simples passeio, tem se tornado mais popular entre as pessoas. No Porto e arredores, apesar de diversas dificuldades enfrentadas pelos ciclistas, os exemplos multiplicam-se a cada dia.

É o meu caso. Todos os dias, após o pequeno-almoço, saio de bicicleta para o trabalho. A saudável rotina de pedalar até ao centro da cidade, faça sol ou faça chuva, já dura há vários anos. A minha residência dista cerca de quatro quilómetros do meu local de trabalho e para chegar ao serviço levo aproximadamente 15 minutos, nas calmas. Além de poupar tempo, o uso da bicicleta tem outros inúmeros benefícios. Ao optarmos pela utilização diária da bicicleta para o trabalho, pensamos na nossa qualidade de vida, poupamos na carteira, contribuímos para o meio ambiente, e é menos um carro a circular na cidade. Ficar preso no trânsito, para além de um contratempo é burrice.

A minha escolha nem sempre é compreendida por algumas pessoas. Depreendo isso pela forma como alguns automobilistas me ultrapassam e viram à minha frente. Outros consideram que pedalar na cidade é bastante perigoso! Crêem que sou louco ao pedalar em dias de temporal! Além das actividades diárias na bicicleta, pedalo dezenas de quilómetros por semana por puro prazer. Acredito que se não fossem as dificuldades que enfrento muitas outras pessoas fariam o mesmo.

O número de automóveis que circula nas cidades aumentou muito. Os gestores municipais perceberam esse problema e olham agora para a bicicleta como uma opção válida de mobilidade. Bem ou mal, existem hoje mais ciclovias, há mais estacionamentos para bicicletas espalhados pela cidade, a legislação rodoviária reconheceu direitos à bicicleta e decretou deveres ao ciclista. Ainda há muitos buracos na estrada mas, mesmo assim, a pedalada vale a pena.”

 

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

circular por aí a jogar à cabra cega

Circular nesta altura do ano, no início da manhã ou no final do dia, quando o sol está mais baixo no horizonte, pode ser ofuscante e causar problemas a quem anda da estrada, estejamos na qualidade de automobilistas, peões ou ciclistas. Todos os anos, nesta época, a determinadas horas do dia, o sol está mais baixo no céu e pode provocar encandeamentos. A visibilidade, ou a falta dela, é muitas vezes um factor que pode contribuir para o acidente. Confesso que nem sempre é fácil em tais circunstâncias reagir com rapidez, mas os acidentes influenciados pelo brilho solar podem e devem ser evitáveis.

Talvez todos nós já tenhamos vivido uma situação semelhante, levar subitamente com o sol em cheio nos olhos ao ponto de nos “cegar”, mas o “talvez” não é desculpa para acções negligentes dos automobilistas. A falta de visibilidade é perigosa na medida em que as pessoas podem, repentinamente, deixar de ver com o brilho do sol que incide directamente nos olhos e tornar impossível enxergar a sinalização, quem segue ou se atravessa à sua frente. Embora seja mais perigoso para os condutores, o encadeamento pelo sol pode ser também um problema para os ciclistas. Um ciclista pode ferir um peão ou outro ciclista, mas para os automobilistas a história é bem diferente. Se não forem cuidadosos podem ferir gravemente outras pessoas.

Como ciclistas, devemos ter em atenção quando vivemos situações destas. Somos vulneráveis na estrada e dependemos da capacidade do condutor para nos ver e evitar nos derrubar. Alguns automobilistas não sabem adaptar a sua condução às condições climáticas extremas. Não importa o quão ofuscante é o contra-luz, se está nevoeiro ou chove a potes, eles continuam à mesma velocidade, como sempre. Registo demasiadas vezes a pouca evidência de tomada de precauções extras para evitar acidentes. Baixar a pala do lado do condutor de modo a bloquear o sol ajuda, mas na maioria dos casos a pala proporciona pouca melhoria. Deve-se sempre abrandar a velocidade, sobretudo nestas condições, para tornar mais fácil reagir caso alguém encoberto pela luz do sol se cruze no seu caminho. Não deve haver excepções. Uma casualidade destas pode ser fatal e nunca será em tempo algum desculpa legítima para aumentar a sinistralidade.

Publicado em outras coisas | Etiquetas , , , , , , , | Deixe um comentário

ciclofilia [142] Fabrico Nacional

Episódio 11: Órbita

Continuar a ler

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , | 3 comentários

fotocycle [218] impressões

Na bicicleta desfruto das ruas, das mesmas ruas que me guiam para o trabalho. Na bicicleta olho o Porto como uma cidade em movimento. Desvendo nas paredes da minha cidade a arte urbana que sai à rua. Arte provisória, tradicional e abstracta, camuflagem do desocupado e do decrépito. A pé e na bicicleta invado os recantos, apodero-me das paredes como as heras ou as mãos de um artista. Aproveito cada momento.

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , , , , , , | 2 comentários

da série: dona Etielbina vai para a aldeia [parte II]

(continuação)

Com um brilhozinho nos olhos voltei às curvas da EN108. A velha estrada património liga-me a Frende, leva-me até ao “Castelo”, a um lugar de afectos, à aldeia dos meus avós, à terra da minha mãe. Assim que passei a barragem senti o vento quente que me batia forte, de frente. Lentamente, o sol foi expondo a agradável palete de cores que me iria acompanhar neste Outonão, ou Verono, o que lhe queiram chamar! Eu sabia pró que ia. Sem qualquer senso de urgência, pela frente iria ter cinco a seis horas de pedalada para pouco mais de cem quilómetros, invariavelmente difíceis, constantemente contemplativos. Sabia também que depois de um Verão e Outono severamente secos (já choveu, mas não o suficiente) a tristeza e revolta me iriam devastar os sentimentos. Na panorâmica pedalada ao longo da marginal do Douro, o trecho desde Rio Mau até Entre-os-Rios só me trouxe o cheiro a queimado e a vista enegrecida. Do que antes era verdejante e pleno de vida estava triste e inerte. Transposto o Tâmega, felizmente a paisagem retomou as cores naturais e os cheiros característicos.

Dona Etielbina não me perdoou. Parecia castigar-me por tê-la negligenciado, mas se o carrego e a roçadura me dificultavam a progressão, eu estava a borrifar-me para ela. Eu não tinha muita pressa! Parei sempre que tive vontade de fazer uma fotografia, de trincar uma bucha e encher o cantil. A excursão estava tão agradável que depois da Pala, onde o asfalto é mais custoso, sentia-me como que levado ao colo. As mudanças mais levezinhas da velha bina têm o benefício de me aligeirar o peso das pernas e de tornar o meu ritmo mais vagaroso e deleitado. Especialmente na parte onde se suam bem as estopinhas, aproveitei cada bocadinho de chão. O ciclismo através de lugares tranquilos, estradas desertas, num mundo de paz e silêncio, sem nenhum horário para cumprir, é retemperador. Mas as nádegas exigiam uma trégua e o selim aproveitou, ou terá sido ao contrário!? Propositadamente, planeei a já tradicional paragem na mercearia de Dona Mariazinha. Comprei-lhe duas bananas, que foram comidas ali mesmo, pusemos a conversa em dia, de como vai a vida, enquanto saboreava o inevitável copinho de Moscatel. E claro tirei a fotografia da praxe, sentado à porta, no relaxe.

A manhã estava longe de acabar e o ciclista teria ainda muito que pedalar. Sozinho, enfrentando a lestada que soprava cada vez mais forte, continuei a rodar os pedais ao longo da mesma estrada, a subir e a descer, a curtir e a viver… quando sou abruptamente interrompido do meu devaneio porque um saco plástico trazido pelo vento se enrolou na corrente e não queria sair. Prontes, lá se foi a delicada afinação que Mister Barbosa lhe tinha deixado. A partir daqui Dona Etielbina teve uma mudança de humor, algumas engrenagens saltavam e rangiam, mas aqui o ávido ciclista não se importunou com a mudança de ritmo e continuou a impulsionar os pedais. Parou e fotografou, pedalou e reclamou, parou e almoçou. Chegou lá como um passageiro de uma viagem captadora de todas as emoções.

Após reviver momentos inesquecíveis juntos, deixei a velhota na sua nova moradia, lar doce lar, confortável na sua reforma dourada, preparada para me receber, com ela descer ao rio, me esgueirar por estradas e estradões desertos, me transportar pelo fascinante mundo das montanhas, me ajudar no enquadramento das fotografias, me levar a ver paisagens, sentir os cheiros, os sabores, as subidas, as descidas, os trilhos, as pessoas… A mui antiga, ogre e sempre leal Dona Etielbina vai ficar por ali, disponível, à minha espera, sempre que eu volte a um Lugar que tem um lugar reservado no meu coração.

Depois fui apanhar o comboio.

Publicado em marcas do selim | Etiquetas , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

da série: dona Etielbina vai para a aldeia [parte I]


Conhecemo-nos há 15 anos. Comprada na Etiel em parelha com a bicla da Maria, segundo o meu código ético da época, foi nela que voltei ao duro selim e retomei isto de “dar umas pedaladas”. As BêTêTê´s dos anos 90 eram diferentes das actuais, não só na desmultiplicação como na geometria. Para além do seu resistente quadro de alumínio, das rodas MAVIC e grupo SRAM, pouco resta dos seus dotes originais. Aos poucos foi recebendo uns mimos, ganhou diferentes personalidades, umas mais arrojadas, outras condizentes com as necessidades polivalentes do dono: da estrada ao campo. Foi nela que definitivamente virei um ciclista, fortuito, entusiasta, constante, porque a vida é mais gostosa a pedalar. Com uns requintes de malvadez, fiz dela o meu veículo diário, adaptada a diferentes funções. Me manteve em forma e afastou a melancolia dos dias curtos. Juntos fizemos mais de ______ (favor preencher) quilómetros! Sei lá eu quantos! Já nos perdemos, retomamos o caminho, demos memoráveis trambolhões, rimos, conversámos e nos divertimos. Roda(va) que e(ra) uma beleza, mas a idade não perdoa! Devido ao uso e abuso que aqui o je lhe proporcionou, apareceram-lhe as artroses e o reumático. Depois chegaram as outras. Com a entrada em cena das concorrentes, a velha companheira acabou pendurada a um canto na garagem. Os anos foram passando desde a derradeira vez que nela sentei o rabo e lá foi ficando, negligenciada, porém guardada. Apenas relembrada numa ocasião para me safar e ser o meu veículo de substituição! Dona Etielbina resistiu estoicamente, e como recompensa pelos serviços prestados à comunidade saiu da garagem e da cidade para ir viver na aldeia a reforma dourada a que tem direito.

E é então que passados mais de seis meses em hibernação na clínica do Dr. Barbosa, dona Etielbina livrou-se dos salamaleques, ganhou uma camada de pó e transmissão novinha em folha. Ficou impecábel, pronta a botar os pneus na estrada e me levar pelas curvas e contracurvas desta vida.

(continuará um dia destes)

Publicado em bicicleta | Etiquetas , , , , , , , , | 2 comentários

a distância que protege

Saquei esta foto do registo Strava de um amigo quando pedalava pela zona rodoviária da Vilariça, julgo que na EN102… Entretanto fez-me uma correcção: São vários os sinais que estão espalhados mas pelas estradas municipais de Torre de Moncorvo 😉 […] se fores à Foz do Sabor vês lá estes sinais! E sim, era bom que fossem colocados mais destes sinais, tanto na nacional 102 como nas Municipais de Foz Côa”. Numa via (EN102) onde o controlo de velocidade deveria ser mais apertado, esta sinalização seria de extrema importância para os ciclistas que nela circulam.

É do meu agrado confirmar que existe a preocupação de se espalhar este tipo de sinalização nas nossas estradas, procurando estabelecer uma melhoria na segurança, no civismo e mentalidades, de ambas as partes. Principalmente nas minhas pedaladas extra-urbanas, tenho notado que o respeito pelas regras é mais evidente, tanto por automobilistas como por ciclistas. Aos poucos a bicicleta é vista como um meio de transporte como outro qualquer e não como uma coisa estranha que circula na estrada.

No entanto ainda verifico total desconhecimento das regras por parte de quem comanda um acelerador. Vou, portanto, relembrar o que diz o Código da Estrada:

Artigo 18.º
Distância entre veículos

[…]

3 – O condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 m, para evitar acidentes.
4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

[…]

Por isso meus amigos, se houver bom senso e respeito de parte a parte, então a convivência nas estradas só pode melhorar.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , , , | Deixe um comentário