circular por aí a jogar à cabra cega

Circular nesta altura do ano, no início da manhã ou no final do dia, quando o sol está mais baixo no horizonte, pode ser ofuscante e causar problemas a quem anda da estrada, estejamos na qualidade de automobilistas, peões ou ciclistas. Todos os anos, nesta época, a determinadas horas do dia, o sol está mais baixo no céu e pode provocar encandeamentos. A visibilidade, ou a falta dela, é muitas vezes um factor que pode contribuir para o acidente. Confesso que nem sempre é fácil em tais circunstâncias reagir com rapidez, mas os acidentes influenciados pelo brilho solar podem e devem ser evitáveis.

Talvez todos nós já tenhamos vivido uma situação semelhante, levar subitamente com o sol em cheio nos olhos ao ponto de nos “cegar”, mas o “talvez” não é desculpa para acções negligentes dos automobilistas. A falta de visibilidade é perigosa na medida em que as pessoas podem, repentinamente, deixar de ver com o brilho do sol que incide directamente nos olhos e tornar impossível enxergar a sinalização, quem segue ou se atravessa à sua frente. Embora seja mais perigoso para os condutores, o encadeamento pelo sol pode ser também um problema para os ciclistas. Um ciclista pode ferir um peão ou outro ciclista, mas para os automobilistas a história é bem diferente. Se não forem cuidadosos podem ferir gravemente outras pessoas.

Como ciclistas, devemos ter em atenção quando vivemos situações destas. Somos vulneráveis na estrada e dependemos da capacidade do condutor para nos ver e evitar nos derrubar. Alguns automobilistas não sabem adaptar a sua condução às condições climáticas extremas. Não importa o quão ofuscante é o contra-luz, se está nevoeiro ou chove a potes, eles continuam à mesma velocidade, como sempre. Registo demasiadas vezes a pouca evidência de tomada de precauções extras para evitar acidentes. Baixar a pala do lado do condutor de modo a bloquear o sol ajuda, mas na maioria dos casos a pala proporciona pouca melhoria. Deve-se sempre abrandar a velocidade, sobretudo nestas condições, para tornar mais fácil reagir caso alguém encoberto pela luz do sol se cruze no seu caminho. Não deve haver excepções. Uma casualidade destas pode ser fatal e nunca será em tempo algum desculpa legítima para aumentar a sinistralidade.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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