de reserva para me levar à Reserva

Ontem à tarde, para ir ao encontro de vários amigos que vinham a pedalar em grupo desde o Cais de Gaia, resolvi tirar a poeira à Etielbina. Quando lhe apertei os pneus para testar a pressão e estavam vazios, já que estava há meses sem rodar, foi como se reclamasse comigo de um modo um tanto quanto severo. Devo reconhecer que me deixou um certo remorso deixá-la pendurada na garagem da casa paterna, numa espécie de reforma dourada, mas é para isso que ela está lá, de reserva e pronta a dar-me pedalada. Depois de lhe encher os pneus foi automático relembrar o meu afecto por ela, um objecto da minha afeição que se estabeleceu quando juntos seguimos por estradas e desbravamos trilhos que nos surgiram pelo caminho. Rumo ao Douro, assento as rodas na melhor via de acesso até ao Cabedelo, até à Afurada.

A Reserva Natural Local do Estuário do Douro é um paraíso perto do mar, perto do Porto. Com atenção escutamos a apresentação e explicações do Filipe e do Paulo, guia da Reserva, um auxiliar fundamental para quem visita e quer espreitar a passarada, conhecer a fauna e flora local.  Ponto de passagem quase obrigatório nas minhas pedaladas, pela costa gaiense até à Madalena e mais além, a Reserva é local de passagem e um dos locais de nidificação de muitas espécies de aves, das mais conhecidas às aves raras, havendo nesta época do ano um reboliço maior por ser rota migratória. A Reserva Natural Local do Estuário do Douro tem uma área de 62 hectares e goza de um estatuto de protecção específico que assegura a conservação da sua biodiversidade e do património natural local.

Se espreitarem bem e com atenção deverão identificar o corvo-marinho-de-faces-brancas! Na maré vaza dá para observar algumas Larus ridibundus e Phalaropus fulicarius em plumagem nupcial, Pandion haliaetus, hããã… ok, dizem os entendidos que com paciência pode-se até testemunhar uma águia pesqueira a apanhar tainhas e a repousar nos postes de madeira nas dunas a poente do “Observatório a Norte”.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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Uma resposta a de reserva para me levar à Reserva

  1. Pingback: da série: dona Etielbina vai para a aldeia [parte I] | na bicicleta

apenas pedalar ao nosso ritmo.

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