can’t miss [194] publico.pt

Kilis, na Turquia, tem um plano ambicioso para mudar os modos de vida e de locomoção dos seus habitantes.

Kilis é uma pequena cidade turca, junto à fronteira com a Síria, que nos últimos anos tem sido notícia por ser um dos principais locais de acolhimento dos milhões de refugiados que escaparam à guerra no país vizinho. E é também uma cidade barulhenta, cheia de motas e scooters, que quer passar a ter nas bicicletas o seu principal meio de transporte. Para concretizar esta mudança, a autarquia de Kilis começa pelos mais novos. As autoridades estão agora a oferecer bicicletas a crianças e jovens que assumam alguns compromissos: convencer um familiar a deixar de fumar; terem boas notas na escola e melhorarem o rendimento numa disciplina em que tenham maiores dificuldades, e prometerem usar a bicicleta pelo menos uma hora por dia.

“Até agora, distribuímos mais de 4 mil bicicletas e nossa meta é distribuir pelo menos 15 mil”, explica o presidente da câmara de Kilis, Hasan Kara, citado pelo jornal britânico The Guardian. O objectivo do autarca é criar na cidade um ambiente habitável para toda a população. “Demos prioridade ao projecto das bicicletas porque o uso de motocicletas e carros é muito comum. Agora já vemos crianças a fazer o caminho para a escola de bicicleta”, diz ao diário londrino.

Além deste projecto para crianças, a autarquia construiu uma ciclovia de seis quilómetros ao longo de uma rua na periferia da cidade, à qual deverão juntar-se em breve outras ciclovias que irão ligar toda a urbe. A câmara de Kilis conta com o apoio financeiro do Governo turco mais vai procurar também a ajuda da União Europeia.

[…]

Podes ler o artigo completo em: https://www.publico.pt/2018/12/11/p3/noticia/ha-cidade-dar-bicicletas-criancas-parentes-deixarem-fumar-1854311

 

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fotocycle [237] Movimento colete laranja

  • Incentivar a aquisição de bicicletas e estimular a produção nacional;
  • Zero IVA na compra de bicicletas e acessórios;
  • Fomentar o uso da bicicleta;
  • Reduzir do tráfego automóvel;
  • Reduzir a sinistralidade rodoviária;
  • Reduzir as emissões e a dependência energética do petróleo;
  • Estimular estilos de vida saudáveis;
  • Qualificar e humanizar o espaço público das cidades

E estas são só para início de conversa!

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o Camisola Amarela

O Tour de France do ano que vem vai celebrar o centenário da camisola amarela. A camisola mais icónica do ciclismo.

Em 1919, o amarelo foi a cor escolhida para vestir o líder da prova, e a camisola amarela tornou-se no símbolo mais icónico do ciclismo mundial. Ao longo destes cem anos, a camisola amarela deixou a sua marca também noutras provas. Foi adoptada em vários países como o símbolo do vencedor das suas corridas nacionais. Esta peça do vestuário velocipédico experimentou de tudo, as maiores façanhas, os maiores campeões, as maiores mentiras. Muitos ciclistas tiveram a honra de a usar, mesmo que fosse apenas por um dia, para no final da etapa a ter de entregar a outro.

“Lá vai o Camisola Amarela”

O amarelo é uma cor que se destaca melhor do que qualquer outra, na poeira, no nevoeiro, na multidão. Evidencia o líder da prova no meio do pelotão. A equipa defende-a, guarda e protege o líder com unhas e dentes. Controla as corridas, nas montanhas, nas fugas, repelindo os ataques dos adversários até ao derradeiro esforço do sprint em cima da meta.

O “Camisola Amarela” demonstra a sua valentia e honra a camisola que veste.

Presto assim a minha homenagem a Joaquim Leão, antigo ciclista do pelotão nacional e que envergou a camisola do F.C. Porto. Faleceu ontem, aos 75 anos.

Joaquim Leão venceu a prova rainha de Portugal, a Volta em 1964, a clássica Porto-Lisboa em 1966, entre vários títulos, nomeadamente seis, de campeão nacional de estrada. Teve participações no Tour e na Vuelta, onde por cinco vezes se classificou no top-ten.

A camisola amarela com que Joaquim Leão venceu a Volta a Portugal está exposta no Museu do Futebol Clube do Porto, perpetuada como a Amarela do Adamastor.

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arrotar postas de pescada

“A Chica Fininha

Gingando pela rua
Ao som do Lou Reed
Sempre na sua
Sempre cheia de speed
Segue o seu caminho..”

Ia eu na brasa, a cantarolar o clássico tema tripeiro quando, assim de repente, um flipado ao bolante me ultrapassa… Quer dizer, não chega bem a passar! Põe-se ao meu lado, mesmo à nesga, abre o bidro da janela e lança o piropo.

“Oh amigo, quantos anos tem?”

Rebiro os olhos para a esquerda e no lugar do morto topo uma garina, toda gira, que me filma o pername com os seus lindos olhinhos.

Eu!?… Fonix, o borracho tem cá um bozeirom!, pensei eu com os meus… botões! Só que não era ela a cusca!

“A sua bicicleta amigo, quantos anos tem?”

Ah… a bicla!!! Tem dois anos… E o morcom do gajo não me desamparaba a loja!

“Essa bicicleta é à antiga, não é?”

É, é… Esta é das boas e dá pica! Farto de lhe dar trela arrematei com um MUITO OBRIGADO, mas mesmo assim o gajo teimaba.

“Bem bonita… É que parece nova!”

Pois parece… É noba mas é mais rodada que a Bia de Cintura Interna!

A chabala, toda gira, que ia no lugar do morto sorriu, eu “sorri-lhe” (acho que hoube ali um ambiente) e, após um “Parabéns” retribuido com o polegar oponível, finalmente, o freak lá deu de frosques.

E eu sigo o meu caminho na minha Tripas, a Chica Fininha, pela Cantareira e com a merda na algibeira…

Da Cantareira à Baixa
Da Baixa à Cantareira
Conhece os flipados
Todos de gingeira

Chica Fininha

Uh uh…

Já leste tudo? Arreganhaste a tacha e não te esbardalaste?

Achantra a mula, pega num fino e topa-me este som marabilhoso.

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novidades só na bicicleta (.com)

Foram ontem tornados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) os resultados dos Inquéritos à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa, o que confirma a excessiva dependência do automóvel face a um uso reduzido do transporte colectivo.

hoje, a fintar o trânsito

Até aqui, nenhuma surpresa. O automóvel continua a ser o meio de transporte favorito dos residentes nas grandes áreas metropolitanas. Os dados do Eurostat de 2016 já mostravam que os portugueses eram os segundos europeus que mais usavam o carro como meio de transporte principal. Os primeiros são os lituanos.

No Porto, 67,6% dos inquiridos admitiram que o carro era o seu meio principal de transporte. A taxa de ocupação automóvel, isto é, o número de pessoas que transporta cada carro, é de 1,56 pessoas naquela área metropolitana.

Em média, no Porto, admitem passar mais de uma hora por dia no trânsito: 66,8 minutos, sendo os residentes em Vila Nova de Gaia  que mais tempo gastam em média, nas deslocações nos “dias úteis”, cerca de uma hora e 20 minutos agarrados ao volante.

Na área metropolitana do Porto, as distâncias médias percorridas foram de 10,6 quilómetros. Já os residentes em Gondomar percorrem em média uma maior distância no quotidiano: 13,2 quilómetros.

Nesta área metropolitana, as despesas mensais com combustível variam entre 60 e 150 euros por cada agregado: 37,9% dos inquiridos admitiu gastar entre 30 e 100 euros em combustível. As despesas com portagens não chegaram, em média, aos dez euros mensais.

Há, no entanto, quem prefira deslocar-se a pé ou de bicicleta. No Porto, essas pessoas representam 18,9% nos casos que prefere andar a pé, e apenas 0,4% usam a bicicleta diariamente nas deslocações casa-trabalho-casa. Em comparação, em Lisboa a percentagem dos que prefere caminhar é ligeiramente mais alta, 23,5%, mas apenas 0,5% do pessoal dá ao pedal na cidade.

Os transportes públicos surgem em terceiro quarto lugar no pódium das preferências dos residentes. No Porto representam 11,1% das deslocações. Neste particular o autocarro é o meio de transporte público mais usado, mais de 8%, seguido do transporte ferroviário pesado e ligeiro (comboio e metro) que corresponde a 2,8% da utilização no Porto.

Complementando estes dados, leio hoje no Público que o transporte público ainda é para quem não tem alternativa !!!

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a segunda pele de dona Tripas

“Depois desta foto, tão cedo dona Tripas voltará a deixar a sua marca registada neste meu álbum fotográfico. A principal protagonista da série #tripasbicla ficará em quarentena por tempo indeterminado. Eu e esta minha mania de destruir quadros! É que nem tenho nada contra obras de arte! Já quanto a carros, bocas de incêndio, bordas de passeios… eh pá, saiam da minha frente que eu sou um gajo perigoso.”

Completa hoje um ano deste meu postal desconsolado deixado algures no Instagram. Já quase no términus de um fenomenal passeio a solo, de um mágico final de tarde de Novembro, já no bréu da noite e no cardoom rodoviário, não enxerguei a borda de um passeio, e  bruscamente terminou ali mesmo… o passeio!

Numa estúpida distracção fiz da Tripas empadão.

Ficou ela e depois eu, paralisados e de coração partido. Felizmente não senti a aspereza do asfalto mas fiquei de rastos quando percebi a bela merda que havia feito. O quadro não estava mesmo nada bonito. Irremediavelmente ferida na sua beleza, a bicha foi rebocada para os seus aposentos e depois de uma inspecção minuciosa foi posteriormente transferida para os cuidados intensivos da clínica iNBiCLA. Embora com um prognóstico muito reservado, os sinais eram encorajadores e a possibilidade de uma recuperação total uma possibilidade. A reabilitação foi lenta mas valeu a pena a demora. Aguardei pacientemente voltar a tê-la nos meus braços, nos meus pés, sentar-me de novo no seu selim para me alegrar. E assim, precisamente um ano após a tragédia, dona Tripas voltou como nova.

Com mais de oito mil quilómetros registados no STRAVA nos seus treze meses de curta vida, sem uma avaria, sem um único furo, apenas um ligeiro arranhão, já tinha uma longa história de sucesso para contar. Por isso foi ponto assente investir na sua cirurgia reconstrutiva.

Eu sei que eu já disse isto, eu adoro esta bicicleta. É perfeita em todas as situações. Depois do esqueleto de aço afinado pelas mãos sábias do mestre da soldadura, depois do lifting estético operado pelo cirurgião veloplástico, que lhe acrescentou ainda novos apêndices e uns quantos dentes à desmultiplicação, para me aligeirar as subidas e assim beneficiar as gastas pernas, Tripas Inbicla foi ressuscitada e está desde já a carburar a pleno gás.

 

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uma questão de civilização

O Partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN) quer que os incentivos para compra de veículos de baixas emissões sejam extensíveis às bicicletas eléctricas. Nesse sentido, o PAN apresentou uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para que seja dado um incentivo até 20% do valor da bicicleta até um valor máximo de 200 euros.

“A utilização da bicicleta como modo de deslocação, isoladamente ou em combinação com os transportes públicos, traz diversos e enormes benefícios ambientais, sociais, económicos e de saúde pública”, refere o texto da proposta.

O PAN lembra que “metade das deslocações nas cidades europeias é inferior a 5 km, distância para a qual a bicicleta convencional é o modo de transporte urbano mais eficiente”, adiantado que “a bicicleta eléctrica é mais rápida em distâncias até 10 km, e até 20 km a diferença para o automóvel é marginal.”

O PAN sublinha ainda que “o preço médio de uma bicicleta eléctrica pode variar entre os 800 e 5000 euros o que corresponde a 8% do valor total de um carro eléctrico. O incentivo do Estado para a aquisição de bicicletas eléctricas é, portanto, um modo eficiente – para o Estado, assim como para o consumidor e a economia – de descarbonização do sector dos transportes”, refere a proposta de alteração.

A bicicleta eléctrica promove a possibilidade para atrair mais pessoas ao recurso à mobilidade ciclável. A bicicleta eléctrica facilita a pedalada aos que não estão na sua melhor forma física. Torna qualquer subida na mais plana das ruas e os trajectos mais longos são canja. Tudo muito certo, concordo e acho que a medida peca apenas por chegar tarde, não entendo é esta coisa do PAN propor apenas beneficiar o ecologicamente menos sustentável. Porque é que a sua proposta não abrange o mais simples e básico veículo de propulsão humana!? As biclas, as pasteleiras, as estradeiras, as bêtêteiras…

Enquanto isso, a Europa quer acabar com o IVA na compra de bicicletas, excepto eléctricas!!!

O incentivo justo seria simplesmente isentar de IVA a compra de uma bicicleta nova, seja ela a pilhas, seja ela simplesmente movida com o esforço dos músculos. E juntar a isso isentar os seus acessórios e manutenções. Argumentos? Porque a bicicleta é de facto uma questão de civilização, também é poesia, é tradição e cultura. Tudo isso já bem sabemos, mas infelizmente este nosso Governo vai mais em touradas, e isso também já nós sabemos!

Não acho que quem goste de tourada seja automaticamente atrasado mental e doente dos cornos. Aliás, os circos com animais e as touradas têm um ponto em comum: ambos maltratam e exploram seres vivos contra a sua vontade e ambos têm palhaços, que no caso do Parlamento costumam estar também nas bancadas.

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…para além do facto de ser a melhor altura do ano para pedalar

“Os dias ficam mais curtos; As manhãs podem estar frias; Faz vento; Pode chover com mais regularidade… Ah e tal, e coiso!!!”

Desculpa lá, mas não é pela chegada deste friozinho de Outono que te vai impedir de saíres a pedalar na tua bicla, sempre e quando tiveres vontade. Não deixes que uma coisinha de nada como a mudança do tempo te faça deixar a bicla pendurada em casa, parando as pedaladas para o trabalho, para o café ou para a casa da sogra…

Já sabemos como o Outono pode ser instável e por vezes até será difícil encontrar motivações suficientes para sair de casa, sentado ao selim, a sacudir o capô, debaixo de uma chuvinha molha-tolos, mas se quiseres encontrarás sempre muito boas razões para pedalar, nesta ou em qualquer época do ano.

Sim, este sou eu a pedalar para a casa da sogra, e deve ser só por isso que gosto tanto do Outono, deve!

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fotocycle [236] a sentir-me romântico

Apesar de já ter percorrido novecentos quilómetros, assim visto, deste magnífico miradouro, o rio não parece cansado, correndo alegremente debaixo da ponte que lhe marca o destino. Casmurro, transportando conforto e almas, o rio lança-se no revolto oceano cujas ondas se abatem nos molhes da Foz.

Daqui miro o Douro, a última curva, a paisagem. Sob o arco da ponte mais um barco carregado de turistas. Uma visita sem pressa, maravilhado pela magia que só a luz do entardecer tem, seduzido pelo silêncio que nem a cidade se atreve a quebrar.

É pelos caminhos do romântico, por esta cidade feita do sabor do tempo e onde as ruas escondem mistérios, que retomo o caminho para casa e me reencontro com o rio, entretendo-me com as gaivotas, o vento e a maresia que este poderoso caudal de água encontra no seu abraço extremoso com o mar.

Aproveito cada momento.

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projecto Pedalar Sem Idade

Foi através da partilha do meu amigo Manuel Couto que fiquei conhecedor de uma excelente iniciativa para a nossa cidade: O projecto Pedalar Sem Idade – Porto (Cycling Without Age).

Um grupo de voluntários do Porto pensou trazer para a nossa cidade uma ideia que já faz gente feliz em mais de 30 países: Passear pessoas idosas, de mobilidade reduzida, pela cidade em bicicletas dinamarquesas com motor eléctrico e plataforma elevatória de acesso, adaptadas ao transporte confortável de duas pessoas. Trazem até uma manta para manter as pernas quentinhas e uma cobertura impermeável para os dias de chuva.

“Somos pais e filhos, tios e irmãos. Todos vamos envelhecer e todos temos gente muito próxima a quem a idade tirou alguma coisa. Queremos devolver à terceira idade algo que quase sempre lhe falta: mobilidade.”

O Rotary Club Porto Portucale Novas Gerações, o promotor que havia lançado a campanha de financiamento, apresentou sábado passado, no Edifício Transparente, a bicicleta que permitirá a vários felizardos voltar a sentir a satisfação que é a de passear de cabelos ao vento. Este veículo fantástico irá acrescentar movimento à vida destas pessoas e um dos prazeres que o envelhecimento lhes tirou.

Queres saber mais sobre este projecto? Clica nos seguintes links:

facebook.com/pedalarsemidadeporto
www.pedalarsemidade.pt

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