depois da descoberta, a gastronomia do Maria Rita


Se a longa jornada anterior tinha sido dedicada à descoberta do lugar onde iríamos pernoitar, o dia seguinte seria todo ele para desvendar a aldeia do Romeu e os seus encantos. O sol despertou, a preguiça e a estafa não me prenderam à cama. Fui espreitar pela varanda e… Que manhã incrível! Nem uma nuvem à vista, apenas uma brisa amena e a promessa de um dia fantástico.

Domingo, dia da Mãe… um sorriso e uma lágrima de saudade se soltou. Depois de algumas arrumações na bicicleta, a manhã foi reservada para outro tipo de andanças. E por falar em “reservada”, já nos haviam avisado de véspera que a gastronomia no Maria Rita poderia estar comprometida. As mesas do restaurante estavam todas reservadas! – Oh… diacho! Depois do pequeno-almoço saí munido do telelé para fotografar e descobrir a aldeia das rosas. Romeu é um belo povoado de casas graníticas com muitos ex-líbris: a capela, os fontanários, a loja, o Museu das Curiosidades… E eu cheio de curiosidade! A aldeia é pequena, no entanto está repleta de história e histórias. O restaurante Maria Rita, ainda fechado e sem os aromas das panelas, já me abria o apetite.

Não havia dúvida que a casa secular convidava a entrar e sentar à mesa. Antes mesmo de contar qual foi o “prato do dia”, deixo alguns apontamentos sobre a sua origem: Em 1874, após uma viagem de quatro dias até aos montes e planaltos do nordeste transmontano, Clemente Menéres chega a Romeu para comprar sobreirais que, ouviu dizer, por lá havia. Na sua biografia “Clemente Menéres 40 Anos de Trás os Montes, 1915”, escreveu o seguinte:

“Cheguei à povoação do Romeu às 4 horas da tarde do dia 18 de Maio de 1874. Procurei uma estalagem e encontrei a única que lá existia e que era da Sr.ª Maria Rita que, por signal, nada tinha que nos dar de comer. Mandei então assar bacalhau, acompanhado, a primeira vez para mim, de pão negro de centeio…”

Ex-emigrante no Brasil, negociante e empreendedor viajado pelo mundo inteiro, chegou do Porto à procura de negócios e ficou rendido à beleza natural e potencialidades da região. Em Jerusalém do Romeu fixou residência e fundou a Casa Menéres. Criou uma vasta propriedade, a Quinta do Romeu, dispersa por oito concelhos do distrito de Bragança e “de pedras fez terra”. Notabilizou a região com a exploração do sobreiro, refez vinhas que encontrou dizimadas pela filoxera e alargou os olivais que existiam para a produção do azeite. Mobilizou esforços para a construção da linha férrea do Tua. Manteve vários negócios na região do Porto e durante alguns anos dirigiu a Associação Comercial do Porto. Fez também parte dos corpos gerentes de várias instituições de beneficência da Cidade Invicta, onde veio a falecer em 1916. A Câmara Municipal do Porto deu o seu nome à rua que ladeia o Jardim do Carregal, junto ao Hospital de Santo António. Os seus descendentes deram continuidade à Sociedade Clemente Menéres até aos dias de hoje.

Andava eu por ali a meter o nariz em tudo, quando o Couto nos apresenta as binas que nos iriam transportar num tour cicloturístico pela vizinha mata e montes do Quadraçal. Qual coleccionador de biclas, o nosso amigo guarda na garagem vários exemplares de duas rodas, clássicas do todo-o-terreno, umas melhorzinhas do que outras, autênticos monos com as mínimas condições para rolar. No bike sharing calhou-me em sorte um exemplar da casa Cosmos, com corninhos no guiador e mudanças engrenadas a murro. Guiados pelo nosso cicerone, partimos para uma pedalada pela história.

Mal saímos do paralelo fiquei logo para trás. Quer dizer, as pernas ainda estavam perras e não era lá pela corrente estar constantemente a saltar que eu esfarrapava desculpas! O trilho empinado depressa fez aumentar a temperatura e obrigou o Jacinto a tirar o casaco. Os caminhos por entre os sobreirais levaram-nos primeiro a um casario onde em tempos idos pernoitavam os obreiros da cortiça. Vendo as ruínas das instalações, da cozinha e camaratas, deu para imaginar as condições de vida dos corticeiros e a quantidade de pessoal necessário à dura tarefa de extrair a cortiça. Os terrenos rochosos onde proliferam os sobreiros, entre fragas de difícil acesso, acresciam as dificuldades na recolha e transporte da cortiça, que depois tratada seguia quase na totalidade para a exportação.

A certa altura o Couto mandou-nos desmontar e seguimos por entre o matagal. Cravado num penedo mostrou-nos uma placa evocativa da função comercial da família Menéres. Depois deixamos as binas à sombra e escalamos um afloramento rochoso até ao topo. Com meia dezena de metros de altura emerge um monumento de memória, mandado erigir pelos descendentes após a morte do fundador da Sociedade.

Dali a panorâmica é vasta e as vistas são deslumbrantes. Nos sentimos inspirados pela natureza e não paramos de tirar fotos. Entretanto algo me chamou a atenção. Algumas cavidades no granito das enormes rochas, que a princípio julgava serem resultantes da construção do monumento, são vestígios de que há muitos e muitos milhares de anos ali houve mar!

Voltamos aos selins e descemos até às margens da ribeira do Quadraçal, um local bem fresquinho onde pudemos visitar um pequeno açude formado pela barragem da Estrangeira e o dique da Fábrica Velha, local onde outrora se procedia à transformação da cortiça, nomeadamente ao fabrico de rolhas. Depois de passar pelos poucos vestígios da linha do Tua, que ali passava fazendo a ligação entre Mirandela e Macedo de Cavaleiros, foi já com as barrigas a dar horas que voltamos ao preâmbulo da nossa digressão. À medida que galgávamos os trilhos, as nossas bicicletas começaram a dar sinal de si e as avarias não demoraram. Enquanto eu me debatia em voltar a colocar a corrente nos carretos, o Rui desistiu de tanto martelar o eixo da roda traseira e desatou a fazer um corta-mato com a princesa a seu lado! Já só pensávamos na comidinha do Maria Rita, mas iríamos ter uma surpresa antes da sobremesa.

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Estacionada a demoníaca Cosmos, fui ao Maria Rita na companhia do Campelo, directos à cozinha. Depois de bem recebidos pelas simpáticas meninas e cozinheiras, o menu escolhido para o take-away foram três doses do típico Bacalhau à Romeu. Na maioria dos lugares, é reconfortante saber que, onde quer que estejas no mundo, sempre encontrarás pessoas afáveis e prestativas. Posta a mesa e trazido o vinho da garrafeira, não me importei nada em ter trocado o almoço na sumptuosa sala do Maria Rita pela fresca sombra da varanda do Couto. Aquele bacalhau é divinal, recomendo. Ainda voltei ao restaurante para tomar um café e apreciar mais detalhadamente a sua história e decoração. A velha estalagem ficou abandonada após a morte da Sr.ª Maria Rita e permaneceu em ruínas até que já na década de 60, Manuel Menéres, o segundo na sucessão, restaurou a velha estalagem, trouxe o recheio de uma das suas quintas e recriou o restaurante Maria Rita com a cozinheira de sua casa e as receitas de família.

Enquanto fazíamos a digestão do saboroso repasto, e o Jacinto, deitado no chão, tirava uma soneca endireitava as costas, faltava-nos a sobremesa. O Couto e o Rui decidiram dar ao pedal até Macedo de Cavaleiros, para comer um gelado. A tarde estava quente e convidava-me a ficar, fazendo companhia ao Jacinto, a passar pelas brasas, só que o apelo da estrada foi mais forte. O Campelo decidiu ir eu não resisti à tentação do gelado. Lá fomos… sem que antes a curiosidade nos aguçasse de novo o espírito de descoberta e adiasse-mos a pedalada por mais uma horita.

O Museu das Curiosidades é um espaço museológico fundado por Manuel Menéres, cuja vocação é a divulgação da história, do vasto espólio familiar e da Casa Menéres. Uma interessante colecção de objectos curiosos dos finais do Séc. XIX e princípios do Séc. XX, ora utilizados no dia a dia, relacionados com as aldeias de Romeu, Vale de Couce e Vila Verdinho, ora relacionados com os interesses lúdicos, da influência política, empresarial e obra social da família. Lá pudemos observar diversos documentos e fotografias ligadas à história da terra, vários automóveis e um primitivo carro dos bombeiros. Foi nos dado a ouvir o cristalino som de uma das encantadoras caixas de música. Pudemos admirar um raro e original fonógrafo, patenteado por Thomas Edison, as primeiras máquinas fotográficas, de projecção de cinema, de costura, de engomar, telefonias, as novas tecnologias de comunicação da época, carros de cavalos, bicicletas…

… destacando-se a Penny Frathing amarela, que tive a permissão de fotografar, chamou-nos desde logo a atenção. Bastante curiosa é também a carta do Real Velo-Club do Porto datada de 1898, assim como a humorística litografia bem a propósito da época.

Voltando aos planos para a tarde, fomos finalmente pedalar ao longo das estradas da terra quente transmontana. Se a ideia inicial seria saborear um gelado em Macedo e depois voltar, a demorada visita ao museu, justificada pelo seu significado cultural e histórico, depois a vagarosa pedalada e o calor relógio, não se haviam completado meia dúzia de quilómetros e decidimos parar na aldeia vizinha de Cortiços, onde há também um museu, este dedicado ao azeite, mas desta vez não fomos lá enriquecer a nossa cultura geral. Antes que nos desse os azeites, ficamos sentados à sombra a degustar o tão apetecido gelado e a dar duas de letra com o senhor do café. Recebido o telefonema do Jacinto, que nos tirou da indolência, voltamos a calcar o pedal de regresso à casa, onde já estava a Sónia com o veículo que nos haveria de devolver à procedência. Preparada a carroça e encaixadas as biclas no reboque, um par de horas depois estava a chegar a casa, super satisfeito com o passeio.

Foi um inesquecível fim de semana, uma jornada de descoberta e também de redescoberta, por rotas que conheço muito bem e por novos e tortuosos atalhos. Por dois dias convivemos e partilhamos bons momentos. Observei muita coisa, experimentei e vivenciei imenso.

Um agradecimento especial ao nosso cicerone, obrigado pelo convite Couto, é sempre um prazer pedalar ao teu lado. Outro à simpática e amável Sónia Couto que nos foi buscar para depois nos ter de aturar as cavaqueiras de ciclistas. Um obrigado aos meus amigos Rui, Jacinto, Campelo, Kiko e Wolf pelo esforço e convívio. Venha a próxima aventura.


Sobre a viagem, a descoberta não se trata de chegar lá, é sobre estar lá.

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à Descoberta do Romeu…

A nossa recente pedalada, rodopiando o Douro pela N222 até à aldeia dos meus avós paternos, reavivou no espírito do meu amigo Manuel Couto o desejo de empreender uma viagem de bicicleta ligando as suas casas, entre Vila Nova de Gaia e Romeu  de Jerusalém, em Mirandela. O plano estava traçado, sete convivas alinhavam no desafio, faltava apenas escolher o percurso. Em mim, acicatou-se a enorme curiosidade de conhecer uma terra que recentemente vi e ouvi falar, num dos meus programas televisivos favoritos. Foi através do Caminhos da História, notável programa do douto historiador Joel Cleto, que semanalmente passa no Porto Canal, que no episódio sobre Mirandela (clicar no link para ver o episódio) fiquei a conhecer a relação da aldeia transmontana do Romeu com Clemente Menéres (e seus descendentes). Clemente Menéres foi um empresário de sucesso da segunda metade do séc. XIX e que dá nome a uma rua do Porto, mesmo aqui ao lado do meu gabinete.

Cinco da manhã de Sábado e já estava pronto para saltar da cama. Com tudo preparado de véspera, apenas a incerteza meteorológica me mantinha inquietado. A adrenalina de mais um convívio e de outra distante pedalada estava nos píncaros. O apelo da velha estrada, explorar novos lugares, a liberdade rodoviária, fugir do reboliço da cidade… Que pensamento libertador! A reunião com o Rui, o Jacinto, o Couto e o Campelo estava marcada para uma das portas de saída do Porto, no Freixo, onde se daria o arranque para a pedalada temática “à Descoberta do Romeu com gastronomia no Maria Rita”. A  parte da “Descoberta” debruço-me nesta crónica, da restante temática do evento, “a gastronomia no Maria Rita”, farei crónica mais tarde.

Sentia-me particularmente revigorado, uma boa noite de sono é importante, e o meu corpo ansiava quilometragem. O passeio de bicicleta é um ritual importante para mim. Depois de alguns minutos a pedalar, as endorfinas começam a surgir, os músculos a dilatar, mente sã e revigorada. Aos habituais cinco cicloturistas, juntavam-se desta vez o Tozé, aka Wolf, e o Henrique, aka Kiko, para pedalar em conjunto ao longo do mais belo rio, o Douro, pela N108. O nosso amigo Wolf, mais habituado a pneus largos e aos saltos no monte, fazia o seu baptismo com uma bicicleta de estrada. E um baptismo que se preze deve ser com água fria, neste caso um furo, e logo nos primeiros quilómetros de pedalada.

A manhã estava fresquinha, o asfalto molhado da alvorada chuvosa mas as nuvens mantinham-se afastadas. Com as povoações ainda adormecidas, o dia ia despontando, sereno e imenso. No horizonte o sol prometia-nos uma viagem amena, aqui e ali encoberta, mas seca. Rolamos demoradamente até à primeira paragem para trincar e bebericar alguma coisa. Fomos cruzando com um grupo de vespistas e ciclistas conhecidos da malta. Depois da Pala, aceleramos o ritmo cardíaco até fazermos o pit-stop obrigatório na mercearia da Venda Nova para o tradicional brinde com um Moscatel de Favaios. Deixo umas palavras de conforto e o nosso muito obrigado a dona Mariazinha que está a passar numa fase delicada da sua vida.

A N108 é por excelência a via panorâmica do Douro. A estrada serpenteia o rio, contornando-o ao sabor da geografia dos vales. Há pouco tráfego e podemos sentir os sons e aromas da região. A certa altura a húmidade adensou-se e começamos a sentir a morrinha na cara e a salpicar os óculos. Após uma breve paragem no Miradourodos Dízimos para bebericar um pouco de água, admirar a paisagem e registar o momento numa bela fotografia de grupo, aceleramos o rtimo pois a morrinha passara a moderado chuvisco. Estávamos já à mesa no restaurante Novo Sol, em Loivos da Ribeira, degustando um saboroso e caseiro repasto, quando de súbito se abateu lá fora uma valente chuvada. Ufa… do que nos livramos!

Retomamos a estrada num ritmo calmo, fazendo a digestão da feijoada. Entretanto o tempo havia melhorado e um sol tímido escondia-se nas nuvens. Um pouco mais à frente, na vila de Frende, terra natal da minha mãe, veio uma lágrima rebelde de emoção. Depois de passar Barqueiros, com a descida para a Régua, depressa voltou o sol e todo o esplendor mágico e vigoroso do rio. Coincidiu ser aquele o fim de semana do anual evento velocipédico da região, o Douro Gandfondo e, é claro, não íamos desaproveitar uma visita ao palco do evento, nem que fosse para sentir o clima da festa. “- Isto agora é tudo vosso” ouvi da boca de um automobilista, frustrado por não lhe ser permitida passagem. Temos pena!

De novo no selim da bina, fomos em busca do desconhecido, a Ecopista (!) do Corgo, o trilho deixado para o povo aventureiro da desativada linha férrea que outrora ligou Régua a Chaves. O objectivo era aproveitar os seus suaves 2% de ascensão até Vila Real, em detrimento do alcatrão das empinadas estradas N2 ou N313. Nas pesquisas que havia feito no sentido de obter informação do estado dessa parte da Ecopista, a informação era escassa e desatualizada. Querendo acreditar na melhoria ciclável da via, algumas fotos do último quilómetro de strerrato à chegada a Vila Real faziam-me crer nisso, certo é que a via tem muito de “eco” mas quase nada de “pista”.

Para além das vistas fantásticas do vale do Corgo, das escarpas, das aldeias, do Marão, do Alvão e da belíssima ponte da A4, não é de todo aconselhável andar por ali em bicicleta de estrada com pneu 28, quanto mais 23! Demorámos cerca de duas horas para fazer uns meros 22 quilómetros, o que derrotou todas as nossas previsões de chegar a Vila Real lá pelas 16h, e derrotou também o novato das rodas fininhas. Foi obra termos saído daquele tormento com apenas um furo registado. Eu cá gostei e curti a experiência. A Tripas mostrou-se resistente, capaz de calcar todo o tipo de solo com cascalho solto e pontiagudo, ultrapassar pontes estreitas e vertiginosas… Bem, esta parte foi à minha custa, mas que valeu a experiência, valeu!

Para mim, andar de bicicleta é também companheirismo. Nos momentos em que se sente que já chega e custa continuar, quando algo parece faltar, há que compreender e resignar. Com mais de 150 quilómetros entretanto pedalados, os nossos dois amigos menos habituados às longas distâncias aproveitaram o carro vassoura e deram por fim à aventura. A maneira como eu vejo a coisa, é que com determinação todos podemos concluir aquilo que fixamos como meta. No final do dia, o mais importante é que tentamos, com a dificuldade em desafiar-se e sair da zona de conforto. A parte mais difícil é sempre dar o primeiro passo para fazer algo que nunca se fez antes. Depois disso, tudo é fácil. Quanto ao que algumas pessoas comentam, e não fazem a mínima ideia do que estão a comentar, é deixá-las a falar sozinhas.

Depois de abastecer as locomotivas junto à esquecida estação ferroviária de Vila Real, os duros do pelotão voltaram ao selim e retomaram o caminho. Foi quando, à paragem num semáforo vermelho, em pleno cruzamento no centro vilarealense, o animado diálogo entre o Couto e os ocupantes de um jipe lhe valeu uma inesperada e inusitada oferta. Amarrada a garrafa de vinho, continuamos à procura da N15 para dar seguimento à descoberta.

Faltava ainda um terço de pedalada e as pernas já reclamavam do esforço. Os dez quilómetros seguintes foram apenas diversão. Encontrei o meu ritmo e fui vendo os meus companheiros lentamente se afastando na ascensão do asfalto. Gosto da distância e da companhia, mas eu poderia provavelmente nunca fazer parte da comunidade randonneur se não tivesse também um espírito de lobo solitário. Mais à frente esperaram por mim, reagrupamos, descemos, voltamos a subir, até nos determos num café para um lanchinho. Depois do Pópulo, finalmente tivemos direito a uma longa, serpenteante e deslumbrante descida até à ponte sobre o Rio Tinhela, mesmo às portas de Murça. Ao longo da descida deliciei-me com o enquadramento verdejante das vertentes, salpicadas pelo amarelo vivo das maias, as flores das giestas. De notar também os pouquíssimos carros que passamos e nos passaram.

À medida que o horizonte se pintava com todos os tons de rosa, laranja e violetas, que os pássaros procuravam abrigo, apenas o rugido do vento nos meus ouvidos e a minha abordagem bastante calma ao relevo. Nesses momentos é fácil esquecer o relógio, e a passagem do tempo é uma coisa relativa. Já não sinto se estou a subir ou a descer. Estou no piloto automático e de alguma maneira a rodar os pedais, vendo e absorvendo a maravilhosa metamorfose do mundo ao meu redor. Eis que anoiteceu e o objectivo em mente passou a ser chegar a Mirandela a horas decentes para jantar.

O sistema de luz que eu tenho instalado na Tripas funciona muito bem. Especialmente no breu da estrada, quando é bastante noite, o feixe luminoso clareia todo o asfalto à minha frente dando-me uma agradável sensação de segurança. A luz traseira é visível a longa distância, deixando muito provavelmente intrigados os automobilistas que me seguem e me vêm, questionando o que diabos está a fazer aquele maluco numa bicicleta àquela hora!

Depois da nossa entrada em Mirandela, da fotografia à iluminada ponte velha, sentámo-nos à mesa de um restaurante que estava prestes a fechar portas. Finalmente, pudemos acalmar as barrigas e degustar as típicas e saborosas alheiras de Mirandela. Mas a nossa excursão ainda não havia terminado. Até Jerusalém de Romeu, do duche e da desejada cama, ainda nos separavam pouco mais de uma dezena de quilómetros que foram cumpridos com uma sonolência e cansaço indisfarçáveis, apenas interrompidos pelo empedrado do par de quilómetros finais. Ao fim de quase 240 milhares de metros pedalados desde o litoral até ao nordeste transmontano, eis-nos chegados a Romeu com um sorriso e satisfação enormes. Tomados os banhos e distribuídos os leitos, tive o sono dos justos sonhando as aventuras que me esperavam no dia seguinte… e a gastronomia do Maria Rita!

(continua…)

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dicas para uma pedalada com segurança

Na circulação rodoviária, urbana e campestre, há varias situações potencialmente perigosas com que regularmente me deparo, motivadas tanto pela aselhice como pela teimosia de “sérios” automobilistas, entre as quais destaco:

  1. Muitos automobilistas não cumprem a distância mínima de segurança de 1,5m quando ultrapassam o ciclista.
  2. Alguns automobilistas não obedecem aos sinais de “STOP” e adoram entrar à lá garder nos cruzamentos quando avistam um desembestado ciclista na sua direcção.
  3. Alguns automobilistas pelam-se por ultrapassar o ciclista para, de imediato, virarem à direita, interpondo-se na sua linha circulação e arriscando um risco na lateral do veículo.
  4. Num cruzamento ou intersecção, alguns automobilistas quando viram à esquerda (o pisca ligado já é uma sorte) metem-se à frente do ciclista que quer seguir a direito.

Estes erros serão porventura a causa de muitos acidentes e atropelamentos no universo ciclista, nunca “estatistiquei” a fundo, mas já tive várias amostras para um colorido gráfico de barras. Nas recentes semanas tivemos infelizmente várias notícias de atropelamentos de ciclistas, inclusive entre os mediáticos profissionais do World Tour durante os treinos e provocados pelo mesmo denominador comum, o automóvel. A recente morte de Scarponi abalou o pelotão e esta semana foi Froome a sentir na pele a “impaciência” de um automobilizado.

Isto leva-me a reflectir e reservei o post de hoje para  relembrar algumas sugestões defensivas que devemos tomar, seja quando vamos pedalar para o trabalho, seja num treino mais puxadito:

Sê visível

Depois de um ciclista ser obstruído ou mesmo atingido por um automobilista, as primeiras palavras que se ouvem da sua boca geralmente são: “- Eu nem o/a vi!. Para se precaver o ciclista deve ser cauteloso em condições de pouca luz. Equipar a bicicleta com boas luzes, nocturnas e diurnas, usar roupas coloridas e reflexivas, reduz o risco de nos tornarmos invisíveis na estrada e permitir a desculpa de sempre dos automobilistas, que não nos viram!

Sê previsível

Uma vez na estrada o ciclista deve seguir as regras do Código da Estrada! Deve respeitar a sinalização, prestar atenção aos restantes veículos e peões com que pode cruzar e não seguir contra o sentido do trânsito.

Dar um sinal da nossa graça, indicando com os braços para onde queremos virar, vai ajudar os outros utilizadores da estrada a prever o nosso curso de acção. Quanto mais previsíveis forem os nossos movimentos, não ziguezaguear de um lado para o outro da via, manter quanto possível um rumo certinho, deixamos o automobilista mais seguro nas suas decisões e acções

Mantém o contacto visual

Nas intercepções, certifica-te em fazer contacto visual com os automobilistas de forma a ter a certeza de que eles te estão a ver antes de fazeres qualquer manobra. Se eles estão distraídos não tenhas receio de dar o alarme para obteres a sua atenção. Enquanto as buzinas, campainhas e apitos são úteis para algumas situações, uma boa dica é estar sempre pronto para assobiar ou mesmo gritar. É imediato e, assim como assim, nem é preciso usar nenhuma das mãos.

Ponderar e calcular as intersecções

Alguns dos acidentes de carro-bicicleta ocorrem bem no meio dos cruzamentos. Um automobilista que vira para a direita pode não te ver. Outro cenário a considerar é quando um carro vira à esquerda enquanto pretendes seguir em frente. Quando o automobilista pretende mudar de direcção e vê o ciclista a andar devagar, pode pensar de terá tempo suficiente para cruzar na sua frente. Pedalar forte através dos cruzamentos e intersecções pode dissuadi-los, pelo menos, de tentar.

Pedalar no centro da via

Algumas vezes os ciclistas colocam-se demasiado encostados à berma direita da estrada. É um instinto de protecção frequente mas errado. Isso torna mais difícil o ciclista ser visto e convida os automobilistas a ultrapassá-lo demasiado rente.

Dá a ti mesmo uma certa distância das portas de veículos estacionados. A última coisa que vais querer acontecer é “levar” com uma porta por alguém que, sem olhar, decidiu sair do carro! Espreitando os espelhos retrovisores podes conferir se os veículos estão ocupados e potencialmente perigosos.

Fica fora do ângulo morto

Evita parar mesmo ao lado do carro à tua esquerda quando parares num semáforo ou sinal de stop. O automobilista pode não te ver e ter uma atitude surpreendente, virando o carro sobre ti. Procura sempre que possível te colocar à sua frente. Alternativamente, podes parar atrás do carro, assim podes ver para onde o carro vai virar.

Estar sempre pronto para fazer uma manobra rápida ou uma travagem súbita. A capacidade de prever, travar ou virar rapidamente pode salvar o dia. É providencial estarmos com o guiador firme nas mãos, aproveitar algum tempo de reacção e espaço livre para uma manobra de emergência.

Boas pedaladas.

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fotocycle [208] Queima das Fitas

Lembro os incautos que esta tarde há mais um cortejo académico na Baixa do Porto. O cortejo é, por excelência, o momento alto da Queima das Fitas, sendo um símbolo da comunhão dos estudantes com a cidade, no seu maior esplendor, em que os finalistas da Academia se apresentam à cidade. Durante toda a tarde a vivacidade natural dos estudantes e a sua criatividade, bem patente nos carros alegóricos, encherá várias artérias da cidade de cor, alegria e algumas parvoíces estudantis. Daqui a pouco, à saída do trabalho e antes de fugir a sete pedaladas, vou procurar um finalista em particular, um filho em especial, para lhe dar um grande abraço. Espero que se divirtam bastante durante a festança, com comédia, energia e ressaca q.b., mas faxabôre não se metam em engarrafamentos, tudo para que levem a vida sóbria e a sorrir.

 

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can’t miss [177] diarioimobiliario.pt

Cidades não podem ser desenhadas a pensar nos automóveis

“O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, defendeu hoje que as cidades não podem continuar a ser desenhadas a pensar nos automóveis, que acabam por estar parados cerca de 92% do tempo.

O membro do executivo afirmou que “temos, de uma vez por todas, que perceber que o que precisamos é de serviços de mobilidade e não de automóveis. Os carros de cada um de nós estão parados 92% do tempo e, por isso, não podemos continuar a desenhar as cidades e os centros urbanos a pensar no automóvel como rei”.

Durante a inauguração da Ecopista de S. Pedro do Sul, que decorreu esta manhã, João Pedro Matos Fernandes sublinhou a importância de as cidades serem pensadas em função das pessoas.

“Os reis e as rainhas somos nós e a forma como escolhemos nos apropriar do território”, acrescentou.” […]

(Lê o artigo completo em http://www.diarioimobiliario.pt/Actualidade/Cidades-nao-podem-ser-desenhadas-a-pensar-nos-automoveis)

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teaser – à descoberta do Romeu com gastronomia no Maria Rita

Cheguei à povoação do Romeu às 4 horas da tarde do dia 18 de Maio de 1874. Procurei uma estalagem e encontrei a única que lá existia e que era da Sr.ª Maria Rita que, por signal, nada tinha que nos dar de comer. Mandei então assar bacalhau, acompanhado, a primeira vez para mim, de pão negro de centeio.

Em Clemente Menéres 40 Anos de Trás os Montes, 1915.

Clemente Menéres acabava de chegar do Porto e fundava então a Casa Menéres, no Romeu.

A Sr.ª Maria Rita entretanto morreu, a estalagem ficou abandonada e em ruínas, e mais tarde a Casa Menéres comprou-a.

Em 1966, Manoel Menéres, filho de Clemente, restaurou a velha estalagem, trouxe o recheio de uma de suas quintas e recriou a Maria Rita com a cozinheira de sua casa e as receitas de família.

Com o mesmo espírito, primeiro o filho e depois um neto continuaram este restaurante com profundas raízes culturais nestas terras.”

Retirado da página Quinta do Romeu, em: http://www.quintadoromeu.com

E é com o mesmo espírito de grupo que sete marmanjos capitaneados pelo Manuel Couto, um filho adoptivo da terra, vão amanhã num roteiro gastronóminco e cicloturístico à descoberta do sítio onde Clemente Menéres comeu, pedalar do Porto ao Romeu.

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fotocycle [207] feito gato-sapato

Acontece com alguma frequência chegar a casa feito gato-sapato. Em primeiro lugar porque gosto de pedalar, desfrutar de um par de quilómetros de vento em poupa, engrenar as velocidades mais altas e voar através do ar. Embora seja certamente divertido de vez em quando, a velocidade não é realmente tão importante para mim. Aproveitar um daqueles belos dias de Primavera para enfrentar a impiedosa colina que nos leva ao topo da montanha, a vistas deslumbrantes e que nos deixam com um grande sorriso. Pedalar por horas ao longo de estradas rurais, no sobe e desce, apanhando sol, desfrutando da amizade e camaradagem. Depois o meu percurso leva-me através da cidade, onde há muita agitação, onde há cada vez mais grupos de pessoas de bicicleta, e isso é bom. Chegar a casa, parar e ficar a pensar: que dia maravilhoso, que desporto fantástico que transforma o “sofrimento” num enorme prazer!

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e tu, já somas quilómetros para o European Cycling Challenge?

O European Cycling Challenge, uma iniciativa de promoção do uso quotidiano da bicicleta nas deslocações urbanas, junta dezenas de cidades europeias numa “corrida” para acumular quilómetros de quem calca os pedais. O país que acumular mais quilómetros, através das respectivas áreas metropolitanas e cidades, ganha o desafio. Esta iniciativa de grande sucesso visa incentivar um estilo de vida mais saudável e promover a bicicleta e a mobilidade suave.

A Área Metropolita do Porto (AMP) volta a assumir o desafio European Cycling Challenge 2017 (ECC2017) que decorre durante todo o mês de Maio. Este desafio deve ser encarado como uma oportunidade dos cidadãos experimentarem as vantagens da utilização da bicicleta nas suas deslocações pela cidade, assim como um pretexto para as autoridades municipais olharem para a cidade numa perspectiva bem diferente, ao ritmo da bicicleta.

A primeira edição do European Cycling Challenge decorreu em 2012. No desafio do ano passado participaram 46 mil ciclistas, de 52 cidades distribuídas por 18 países, o que representou um recorde absoluto e valeu à iniciativa um prémio pela participação pública que mobilizou.

A participação no ECC, aberta a todos os cidadãos, consiste em registar os trajectos percorridos em bicicleta na aplicação móvel Naviki (disponível gratuitamente na AppStore, na GooglePlay e na loja da Microsoft). Todos os utilizadores de bicicleta poderão participar, para isso basta a cada participante registar-se na página oficial do evento, configurar as opções, aderir a uma equipa (“Team AMP”, “Team AMA” ou “Team AML”) e escolher o município para o qual quer contribuir.

Em conjunto com a equipa da Área Motropolitana do Porto, Aveiro e Lisboa representam Portugal no desafio de ciclismo urbano europeu. Fazem parte da equipa da AM do Porto os concelhos de Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Paredes, Porto, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, São João da Madeira, Trofa, Vale de Cambra, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

Os utilizadores devem registar sempre as rotas que percorrem de bicicleta, entre os dias 1 e 31 de Maio, através da opção “Gravar Itinerário”. Quem não puder instalar a aplicação, pode sempre carregar o percurso no site www.naviki.org. São válidas todas as viagens, como de casa para o trabalho ou do centro comercial para escola, por exemplo.

Cada participante e cada equipa têm acesso ao mapa de trajectos e total de quilómetros percorridos. O objectivo é também que a sua Área Metropolitana ganhe uma plataforma estatística que servirá de apoio a decisões de planeamento urbano, como avaliar as zonas mais frequentadas pelos ciclistas urbanos e as que necessitam, ou não, de infra-estruturas, como ciclovias.

Muitos registos, boas pedaladas.

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notícias, de Norte a Sul

Mais novos desafiados a pedalar pela saúde e com segurança

“A partir do próximo sábado, a Escola de Educação Rodoviária de Braga, em colaboração com a Associação de Cicloturismo, abre as portas ao público nos primeiros sábados de cada mês. ‘A pedalar estamos a exercitar’ vai ao encontro do objectivo de “dar um maior dinamismo à escola”, justificou a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, dando assim mais um passo na formação e sensibilização.

A actividade, dirigida a crianças e jovens, dos 5 aos 18 anos, irá decorrer entre as 15 e as 17.30 horas, devendo as crianças ser acompanhadas por um adulto. O convite é dirigido a todos, até ao máximo de 25 participantes por sessão, que não sabem andar bem de bicicleta e gostavam muito de aprender. E aqueles que não tiverem bicicleta, a Escola de Educação Rodoviária tem para emprestar. “Ao dispor estarão monitores experientes e disponíveis para orientar e apoiar as crianças durante toda a actividade”, adiantou a vereadora, referindo que a participação é gratuita.

As ‘aulas’ pretendem, para além de ensi nar a andar de bicicleta, “dar nota da conduta correcta de um ciclista na rua”, adiantou a vereadora. Portanto, “para além dos benefícios para a saúde, pretende-se sensibilizar para o uso da bicicletas e para as regras na estrada”, defendeu Lídia Dias, destacando ainda o facto deste projecto proporcionar mais uma actividade em família.

Neste momento, a pedido de vários agrupamentos, a Escola de Educação Rodoviária “já promove actividades interessantes nas próprias escolas”, adiantou aquela responsável.” […]

(lê a noticia completa em: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=101899)

Aveiro quer mais ciclistas envolvidos no European Cycling Challenge

“Os Municípios da Região de Aveiro apelam à participação no European Cycling Challenge. Pelo segundo ano consecutivo a Comunidade Intermunicipal (CI) da Região de Aveiro participa nesta iniciativa de incentivo à mobilidade sustentável.

O ECC 2017 decorre durante o mês de maio (1 a 31 de maio), período durante o qual todos os quilómetros pedalados serão somados para se encontrar um vencedor.

O Município de Aveiro “apela a todos os munícipes que participem de forma a repetir o primeiro lugar nacional alcançado em 2016 e melhorar o 39º lugar a nível europeu”.

Com esta ação pretende-se promover o uso da bicicleta, a aposta na mobilidade regional e promoção da “Região de Aveiro, Capital da Bicicleta”.

A iniciativa dos municípios passa por fomentar a mobilidade sustentável e são inúmeras as ações que procuram desenvolver esse gosto pelo uso da bicicleta seja pela aposta no lazer ou pelo uso quotidiano da bicicleta.” […]

(lê o artigo completo em: http://www.terranova.pt/noticia/sociedade/aveiro-quer-mais-ciclistas-envolvidos-no-european-cycling-challenge)

Lisboa recebe passeio de bicicleta só para mulheres

“A iniciativa “Cyclo Femme“, um movimento internacional que pretende convencer as mulheres a andarem mais de bicicleta, chegou a Lisboa. Esta ideia nasceu em 2012 por uma ciclista norte-americana, está registada em 11 países e é através do Facebook que as ciclistas organizam os seus passeios. Marque na agenda: 14 de maio, domingo.

A entrada é gratuita e todos os participantes devem levar a sua bicicleta. Além disso, é essencial levar o material necessário para conduzir em estrada e nas ciclovias, como roupa confortável ou até capacete. E não se esqueça de levar água.

O passeio vai ser feito pela zona ocidental de Lisboa e ainda não tem ponto de partida definido. Deverá ser no Marquês de Pombal ou no Terreiro do Paço — a organização vai confirmar o local exato na página de Facebook mais perto da data do evento.

Seja onde for, entre as 15h30 e as 19 horas, a capital vai encher-se de mulheres a pedalar pela Praça do Comércio, a Avenida da Liberdade ou o Saldanha.” […]

(lê o artigo completo em: https://nit.pt/fit/ginasios-e-outdoor/lisboa-recebe-passeio-de-bicicleta-so-para-mulheres)

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dar a volta à Volta, um ícone e outra engenhoca

“Dar a Volta” partiu de Lisboa esta manhã para realizar percurso da 1ª Volta a Portugal em bicicleta.

[…] “Faz hoje 90 anos que se deu a 1ª Volta a Portugal em bicicleta e o projeto “Dar a Volta” visa comemorá-la, através da realização de novo, de todas as etapas do percurso. A primeira teve início esta manhã (ontem) no Marquês de Pombal, em Lisboa, e contou com a presença do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e do Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.
A organização tem como objetivos tornar o percurso da 1ª Volta a Portugal, em 1927, numa rota de turismo ativo, implementando o uso da bicicleta como meio de transporte pessoal, promovendo a atividade física e a saúde através do incremento da mobilidade ativa e a intermodalidade de transportes públicos e da bicicleta. A iniciativa pretende tornar-se numa referência para uma grande rota nacional e internacional, contribuindo para o desenvolvimento do país e promoção da coesão territorial e social.” […]

(lê o artigo completo em: http://www.anoticia.pt)

Citroën x Le Coq Sportif: carrinhas da marca transformam-se em oficinas de bicicleta

“Para celebrar o 70º aniversário da Citroën Type H – e a abertura do Salão de Birmingham, Reino Unido, no passado dia 25 – a marca automóvel juntou-se à Le Coq Sportif para criar duas oficinas de bicicleta ambulantes.
Customizadas no azul, branco e vermelho típicos da marca desportiva francesa, a colaboração coloca o toque francês numa carroçaria icónica da fabricante de veículos – aliás, duas: a Type H e a Jumpy -, evocando a história e nostalgia da marca e homenageando o seu legado.” […]

(lê o artigo completo em http://gqportugal.pt/citroen-le-coq-sportif/)

Conheçam os pneus que não precisam de ar

“A marca Bridgestone acaba de apresentar uma nova geração de pneus para bicicletas com o conceito “Air Free”, uma tecnologia que permite desenvolver pneus que não necessita de ser cheios. A Bridgestone, em colaboração com a Bridgestone Cycle estão a financiar estudos para que o pneu possa chegar ao mercado em 2019.
O conceito “Air Free ” é uma tecnologia que elimina a necessidade de enchimento dos pneus para suportar o seu peso, utilizado uma estrutura de raios que se expandem na parte interna do pneu. Além disso, as resinas utilizadas nos raios e nas borrachas permitem uma utilização mais eficiente dos recursos. A Bridgestone Corporation e a Bridgestone Cycle adaptaram o “Air Free Concept” aodesenvolvimento de pneus de bicicleta sem furos. A resina permitiu também uma flexibilidade do design, originando ideias únicas para a próxima geração de bicicletas.”[…]

(lê o artigo completo em http://bloglikeaman.com/pneus-que-nao-precisam-de-ar-43018)

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