reciclando [34] o gosto pelo pedal

Não sou grande entendido nas relações humanas mas desde que recomecei a pedalar percebi que os seus utilizadores, embora focados na mesma prática de dar ao pedal, detêm algumas características e comportamentos muito distintos uns dos outros. Na estrada nunca encontrei uma comunidade tão unida e receptiva quanto a dos guerreiros do asfalto. Nas montanhas, os aventureiros de todo o terreno têm uma espécie de conduta, de auxílio e partilha invulgares. Quando definitivamente optei pela bicicleta para ir e vir do trabalho, para definitivamente ser o meu modo de transporte urbano, conheci a Massa Crítica, pessoal fixe com quem troco muitas informações a respeito das biclas, das experiências, apetrechos, rotas, sucessos, dicas, lugares porreiros para pedalar e por aí fora. Com ou sem licra, nunca fiz parte exclusiva de um grupo. Gozo do prazer de pedalar, sob o aço ou outra fibra, sem a necessidade de me integrar numa tribo. No mundo das bicicletas, uma característica interessante e que me atrai é que não existe distinção entre nós, ou pelo menos não deveria. Comigo não existe essa coisa dos esteriotipos. Para mim todos os que pedalam e com quem pedalo são tipos fixes. O gosto pelo pedal é o ponto comum e isso é quanto basta. A única distinção que existe dá-se na diferença de comportamentos, e andamentos, mas nisso dos comportamentos eu sempre tive de me ajustar.

Bom fim de semana

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fotocycle [217] o Outono está no ar…

… e o ar está mais frio do que inferno! As estações estão finalmente no seu natural estado de transição, e nós ainda em estado de choque!

Volto para casa. Pedalo com um sensível senso de lazer, numa jornada de redescoberta, enquanto o Outono transforma rotas que conheço muito bem em novos mundos, caminhos repletos de cores, tapetes de folhas ocre, cenários entre o verde e o amarelo, paisagens de ferrugem e ouro. Por alguns dias, este mundo permanecerá mágico e então desaparecerá, substituído por céus pardos e árvores estéreis. Independentemente disso, continuarei a pedalar e a percorrer este meu mundo, transcendente, como um participante contemplativo, um observador constante.

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do “pior dia do ano”

O Outubro é vermelho, o futuro é negro. As regiões centro e norte de Portugal são as mais atingidas por estes incêndios, é “o pior dia do ano“. Várias mortes confirmados, destruição e desespero. A força, a coragem e disponibilidade dos bombeiros, e de todos os meios envolvidos, são escassos para acudir a tantos pedidos de socorro.

Ontem, apesar da manhã já registar temperaturas sufocantes, vi fazerem queimadas! Com o pneu da minha bicicleta já apaguei beatas a fumegar no alcatrão! As altas temperaturas, o vento e mato seco são terreno fértil para os incendiários. Dos 430 incêndios registados ontem, cerca de um quarto teve inicio durante a noite e madrugada! É óbvio que a maioria dos incêndios se deve a mão criminosa. Penas pesadas de prisão para todos os criminosos que ateiam estes fogos. Proliferam as lixeiras a céu aberto, bermas de plásticos e materiais inflamáveis. A falta de civismo é um flagelo. O resultado é trágico.

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can’t miss [181] tambmqueroumblog.blogspot.pt

Reler-me #42

 

A máquina de fazer ciclistas

[…] “Por isso um verdadeiro ciclista só desiste do que quer que seja se não tiver outra hipótese, por isso um verdadeiro ciclista só não se levanta disposto a montar novamente a bicicleta e a continuar se isso for humanamente impossível. Só te sentes um verdadeiro ciclista quando a dor de desistir de um objectivo ultrapassa a dor de continuar, de tentar. Não sei de que é feito um ciclista, não sei qual será a máquina que os prepara para isto, só sei que me sinto uma, e se em cima da bicicleta sou uma verdadeira ciclista, não vai ser na vida que vou ser uma jogadora de futebol. ”

Veio daqui (tambmqueroumblog.blogspot), de um texto que eu também gostaria de ter escrito. Imperdível a sua partilha, imprescindível a sua leitura.
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fotocycle [216] aquela misteriosa luz

Fotografia e ciclismo são a combinação perfeita. Muito antes da minha redescoberta das bicicletas eu sempre gostei de fotografia. Assim que voltei a andar de bicicleta logo percebi que o ciclismo é o modo perfeito para viajar e fotografar. Podemos viajar para perto ou para longe e não perder pitada do que acontece à nossa volta, como quando vou enlatado num carro. Juntamente com as vistas panorâmicas da paisagem, posso visitar aldeias históricas, conhecer o património e a sua cultura. Como ciclista sinto-me parte da Natureza, deslizo através da mistura dos elementos onde o tempo reúne a influência humana com a vida selvagem, e a vida selvagem parece aceitar melhor a minha presença. O instante é a desculpa perfeita para sair da estrada e empurrar a bicicleta pela areia sob o pretexto de tirar uma fotografia. E esta é sobre um feitiço. Não se trata de chegar lá, é sobre estar lá…

… sob o feitiço daquela misteriosa luz.

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um ano a fazer parar o trânsito

Faz hoje um ano que uma nova bicicleta entrou na minha vida. A bem da verdade, já a conhecia de qualquer lado. Os alumínios, o selim, as malas… o quadro é que era outro! O aço gasto da velha Cósmica havia cedido ao meu encontro imediato com o pára-choques de um carro, vai daí não foi ao criador que lhe encomendei a alma mas à confiança do meu amigo xôr Machado, artesão que faz das biclas coração, a quem entreguei uma Cosmos partida em duas para me devolver uma iNBiCLA inteira. E foi pegando na expressão popular que significa transformar as adversidades em forças, que lhe dei o nome e o mote: fazer da Tripas coração.

Para minha alegria, o ajuste global não poderia ser melhor. Posso dizer, e disse-lhe, que o resultado saiu bem melhor que a encomenda. Se o conjunto quadro e forqueta estavam originalmente destinados a um outro projecto, depois de montar a noviça parecia que a bina havia sido feita mesmo à medida para mim. Especialmente habituado ao peso da velha Cósmica, quando a agarrei pelo tubo fiquei surpreso como a levantei tão facilmente. Gostei logo do gracioso design do quadro e do esquema de cores, meia azul Bianchi, meia cor de burro quando foge. A tubulação Reynolds e forqueta Tange, a sua geometria, o acabamento, são exactamente aquilo que gosto numa bicicleta vintage randonneur: leve, ligeiramente relaxada, encaixe perfeito do corpo, lugged para racks e pára-lamas.. Os componentes eram basicamente os que foram transplantados da Cósmica, excepção feita ao espigão do selim e ao eixo pedaleiro. Acrescentados depois os pára-lamas, saiu do estaleiro uma muito sólida e versátil bicicleta.

Primeiro numa curta voltinha pelo paralelo urbano e após montá-la por várias horas, numa longa pedalada estrada fora com muito sobe e desce, fiquei feliz por descobrir que me encaixava bem e nela me sentia confortável. Em suma, tinha nas mãos uma bicicleta polivalente, tanto para os meus propósitos diários como para longas distâncias. E por falar em longas distâncias, um dos pontos altos nesta bicicleta foi repetir a Flèche Randonneur. Depois de 24 horas e quase 400 km em cima dela, de chegar ao destino fresquinho como uma alface, esse foi o verdadeiro teste e a confirmação que tinha comigo o veículo perfeito para estas aventuras.

Numa das matinais pedaladas pelo Douro, três distintos desconhecidos nas suas modernas biclas de plástico carbono estavam surpreendidos com a minha velocidade. Depois de me acompanharem por alguns minutos, um deles olhou para a minha bicicleta e me perguntou: “Essa coisa é feita de aço!?” Satisfeita a curiosidade, mantiveram-se comigo durante algum tempo e, um a um, faziam par para melhor a admirar e gabar. Elogios do seu design elegante, do sotaque clássico de uma bicicleta à moda antiga, com os shifters montados no tubo do quadro, dos detalhes metálicos, dos cromados, já se tornaram banais sempre que sou engolido por pelotões carbónicos, de sorrisos estranhos e olhares intrigados.

Dada a minha propensão para bicicletas clássicas de aço, com a estrutura lugged vintage que apela à minha estética pessoal, achei que seria moderno o suficiente ceder à proposta do Vítor e embelezar a Tripas com um bom sistema de iluminação. Com isso, não só teria de se refazer a roda frontal como ficariam fios pendurados no quadro. Em algum lugar ao longo do caminho perdi a cabeça, e alguns euros, mas fiquei rendido. Com o cubo SP Dynamo raiado em aros MAVIC, farol IQ-X da Busch & Müller à frente e LED traseiro montados, o conjunto funciona na perfeição. As luzes são surpreendentemente brilhantes, não só à noite mas também durante o dia. O meu caminho ficou iluminado, muito além do olhar, e dá cá uma independência…

Com mais de sete mil quilómetros registados no STRAVA, sem uma avaria, sem um furo, apenas um ligeiro e estúpido trambolhão, parece-me muito bom para o primeiro ano. Se esta é a minha bicicleta de sonho? Se é aquela que vai durar por uma geração ou mais? Para já, e pelo prazer que me tem dado, é uma história de sucesso que rapidamente me fez esquecer a sua vida anterior, do tempo em que vestia vermelho e cinza e tinha decalques Cosmos. Eu sei que eu já disse isto, eu adoro esta bicicleta. É perfeita em quase todas as situações, especialmente agora que se aproxima a época das chuvas e eu valorizo os seus atributos, mas eu cá não garanto que no futuro não volte a sucumbir à síndrome do N + 1!

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espécie de reflexão pós eleitoral

O candidato, dito independente, e reeleito Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, defendeu há uns anos, aquando da sua estratégia eleitoral para a mobilidade para o Porto, o seguinte:

“Para resolver os obstáculos criados à circulação pedonal e de bicicletas devido à diferença de cotas na cidade, o candidato propõe a reativação do elevador da Arrábida e ainda a criação de duas ligações mecanizadas intermédias, uma entre a Alfândega e o Palácio de Cristal e outra entre as escadas do Codeçal e a ponte Luiz I.
Rui Moreira garante que estes dois novos elevadores são “muito simples e económicos”, tendo um orçamento global de 750 mil euros.”…

(extraído da notícia do DN: http://www.dn.pt/politica/interior/rui-moreira-apresenta-estrategia-de-mobilidade-para-o-porto-3372314.html)

De lá para cá nada se soube no que toca à resolução dos tais “obstáculos”, até porque a cidade sempre teve e terá os seus obstáculos naturais. Das acções concretas e “políticas promotoras de uma mobilidade urbana sustentável” pouco ou nada foi feito. Das medidas de “redução do grande fluxo de automóveis para dentro da cidade e da criação de incentivos à utilização de outros meios de transporte”, a única que me lembro foi a abertura dos corredores BUS aos motociclistas. Pela mobilidade em bicicleta nada foi feito, apenas se concluíram algumas medíocres intervenções que estavam em execução.

Da petição dos ciclistas às medidas promotoras de uma mobilidade urbana sustentável, como por exemplo a utilização legal dos corredores BUS, do Presidente chegou este argumento:

“Problema mais recente, os conflitos de tráfego entre ciclistas e automóveis e peões levaram o município, por precaução, a não criar canais dedicados para bicicletas nas ruas a intervencionar, tendo em conta que, na maioria dos casos, se trata de eixos estruturantes, com muito movimento automóvel. Rui Moreira considera que a legislação deveria ser revista, pois o facto de as bicicletas não terem matrícula e os ciclistas não serem obrigados a ter seguro têm gerado problemas nalgumas situações, argumentou. E, perante isto, a Câmara do Porto não deverá abrir as faixas bus a este modo de transporte, como fez, com bons resultados, com os ciclomotores, assumiram.“

É claro que não levei a sério aquilo que o Sr. Presidente da CMP considera sobre as bicicletas. Quem não sabe sequer o que é uma bicicleta, não quer ou não sabe pedalar, está longe de perceber o que perde. Da minha parte continuarei a contribuir para a melhoria das condições de mobilidade urbana. Continuarei a utilizar a bicicleta nas ruas da minha cidade. Continuarei a divulgar as vantagens da bicicleta como meio de transporte regular, alternativo, económico, ecológico e saudável. Quem viu o Porto e vê hoje, perceberá que as opções de mobilidade dos seus visitantes e sobretudo dos seus habitantes, mudou para melhor. Hoje, vêem-se muitos utilizadores da bicicleta, alguns esporádicos, vários commuters diários e muitos que só pedalam em lazer. Posso lhe dizer senhor presidente que a mudança engrenou, o Porto melhorou nos hábitos, nos costumes, nos comportamentos e na convivência rumo a um progresso sadio. Há mais gente a pedalar e isso é de salutar. Há uma mudança significativa de mentalidades, na utilização dos recursos e nas opções de mobilidade. Por isso digo que a autarquia, a cidade, só tem a ganhar com isso, contribuindo com uma boa administração dos recursos existentes, implementar melhorias e optar pelas escolhas correctas com medidas concretas do modo como aproveitamos o espaço urbano. Basta avaliar e comparar o espaço que os automóveis ocupam com o que ocupam os ciclistas. As infra-estruturas existentes dirigidas aos ciclistas não incentivam nem estimulam o uso da bicicleta com maior intensidade, por isso reclamamos o nosso espaço para recuperar a qualidade de vida urbana. Os portuenses também reclamam muitas outras mudanças para melhorar a sua vida, na saúde, no trabalho, na educação, nos transportes… Se é possível melhorar a vida da cidade através do ciclismo urbano? É pois!

foto Sónia Arrepia, Massa Crítica Porto, Dezembro de 2011

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das Autárquicas 2017 – Resultados do Inquérito sobre Mobilidade em Bicicleta

“A MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta enviou às forças políticas candidatas às eleições autárquicas de 2017 nos 24 municípios portugueses com mais de 100 mil habitantes, um inquérito questionando-as acerca das suas políticas e propostas para a mobilidade em bicicleta.

Após a análise das respostas recebidas, a MUBi regista com agrado o interesse crescente pelas temáticas da mobilidade sustentável e a sua maior presença nos programas eleitorais. No entanto é fundamental a definição concreta de propostas efectivas para a promoção do uso da bicicleta como modo de transporte. Esperamos que este trabalho possa contribuir para um processo eleitoral mais informado no que toca as questões da mobilidade sustentável e em particular da bicicleta. O nosso inquérito foi respondido por 51 forças políticas distribuídas por 20 municípios.

No site da MUBI apresenta-se uma ficha-síntese por cada município onde o inquérito foi respondido […]

(fonte: http://mubi.pt/en/2017/09/29/autarquicas-2017-resultados-do-inquerito-sobre-politicas-e-propostas-para-a-mobilidade-em-bicicleta/)

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da campanha das autárquicas

PAN pedala por melhores ciclovias e pede partilha de carros

“Equipada a rigor, com câmara go-pro instalada no capacete, Bebiana Cunha tem percorrido desde terça-feira a cidade do Porto na sua bicicleta elétrica. É a campanha eleitoral da candidata do PAN, partido que se apresenta pela primeira vez nesta corrida autárquica e que pretende eleger dois deputados municipais e acalenta ainda a esperança de colocar um vereador no executivo. Os percursos de bicicleta que durante três dias realiza pelo Porto servem o propósito de “discutir a mobilidade da cidade, as acessibilidades e o urbanismo”.

Antes de liderar o grupo de sete bicicletas, a psicóloga que nasceu no bairro da Sé disse ontem que estas temáticas são decisivas para a inclusão. “Se resolvermos os problemas de mobilidade estamos a diminuir o problema de desigualdades sociais. Estamos a permitir a todos ter acessos às mesmas coisas”, diz. A aposta do PAN é nos transportes públicos, mas a preços acessíveis, e nos sistemas de partilha de veículos, automóveis e bicicletas, ambos em sistema elétrico porque a orografia do Porto assim o exige. A Câmara deve ter a iniciativa, alega. “A par disso é essencial criar percursos adequados. Temos poucas ciclovias e são inseguras”, aponta Bebiana Cunha, recorrendo ao percurso efetuado de véspera. “Dou o exemplo da Asprela, passamos lá e aquilo parece mais preparado para fazer BTT do que para andar de bicicleta. Fazer uma ciclovia não é pegar numa trincha e pintá-la no chão.”” […]

(lê o artigo completyo em https://www.dn.pt/portugal/interior/pan-pedala-por-melhores-ciclovias-e-pede-partilha-de-carros-8785915.html)

Câmara aposta na mobilidade sustentável

““O nosso objetivo é devolver a cidade às pessoas, e, por isso, temos um plano de mobilidade que pretende, até 2023, dotar o Município de mais de 20 quilómetros de ciclovia, reestruturando os principais espaços públicos da malha urbana em prol dos peões, apostar num serviço intermunicipal de transportes públicos e reorganizar o estacionamento”, declarou.

A data, assinalada por toda a Europa, teve como objetivo alertar para a necessidade de mudança de comportamentos relativamente ao atual paradigma de mobilidade, assente na utilização do automóvel.
Recorde-se que em fevereiro, a Câmara Municipal de Santo Tirso apresentou o Plano de Mobilidade Sustentável, que resultará num investimento da autarquia na ordem dos oito milhões de euros.

“A mobilidade sustentável é uma das grandes apostas do nosso Município. Temos que, paulatinamente, convencer as pessoas a encontrar alternativa ao carro. Para além das bicicletas e das ciclovias vamos ainda investir na aquisição de viaturas elétricas e na instalação postos de abastecimento para estas viaturas no concelho” explicou Joaquim Couto.”

(lê o artigo completo em http://www.santo-tirso.tv/artigo/1/3234/camara-aposta-na-mobilidade-sustentavel/)

Maioria das ciclovias de Lisboa precisa de obras

“Para quem anda de bicicleta em Lisboa não é propriamente uma novidade, mas a câmara assume-o agora abertamente: a maioria das ciclovias da cidade precisa de obras. Em alguns casos é o traçado que não faz sentido, noutros há inclinações demasiado acentuadas, noutros ainda há interrupções abruptas, em muitos falta já pavimento e sinalização.

São 36 os troços de ciclovia a precisar de intervenção, o que perfaz o total de 55 quilómetros numa rede que tem cerca de 70. Num relatório elaborado a meio de Julho a pedido do CDS, o gabinete do vereador José Sá Fernandes fez uma compilação exaustiva dos problemas e definiu uma lista de trabalhos necessários – alguns deles já estão a ser feitos, garantiu o vereador da Estrutura Verde ao PÚBLICO. […]

[…]conclui-se que “todas as pistas para velocípedes analisadas apresentam estados muito avançados de degradação ao nível da cor aplicada sobre o pavimento”. E que a escolha da cor vermelha para os primeiros troços (os novos são pintados a verde) é uma prática desaconselhada pelos “documentos de referência internacionais e recomendações da União Europeia”. Sobretudo “pelos elevados custos que envolve na fase de construção” e “pela falta de simplicidade na fase de manutenção”. Ainda assim, Lisboa não é caso único, pois o vermelho é a cor escolhida pela “maioria dos concelhos portugueses e cidades europeias”. […]

(lê o artigo completo em https://www.publico.pt/2017/09/27/local/noticia/maioria-das-ciclovias-de-lisboa-precisa-de-obras-1786781)

 

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o que é bom acaba depressa

É sempre assim. No primeiro dia de trabalho, imediatamente a seguir às férias, esta é a frase feita a que recorro mais vezes. Mas, para quem gosta de aproveitar os dias para umas valentes pedaladas, estas não foram as férias ideais. Nem de perto. Aproveitei as últimas três semanas para fazer muitas outras coisas que passaram por umas reconfortantes férias familiares, aproveitando o sol, as aldeias e os repastos, acabando por sentir que realmente o tempo voa!

Entretanto, aos poucos, na passada semana fui voltando ao selim. Mas a sensação com que fiquei é que abandonei as minhas bicicletas. Depois do que me sucedeu há dias, quando uma delas pura e simplesmente me deixou apeado com a corrente partida, esta manhã praticamente acordei a encher pneus. Depois da troca recorde de uma câmara de ar, e para recuperar algum atraso, voltei ao trabalho “a voar” e a bufar!

Por isso, e como diz a sabedoria popular, o que é bom acaba depressa. Cá estou eu, de volta ao trabalho, à bicicleta e ao blogue, com mais uns tantos quilos no lombo.

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