1 euro por 1 quilómetro

É já neste sábado, 13 de Abril, que o bêtêtista Pedro Bento irá dar a primeira pedalada nos mais de 10 mil quilómetros que separam Almeirim, a sua terra Natal, da capital do Nepal, Katmandu.

Para completar esta distância o Pedro vai com os dias contados, 73 mais precisamente. Guiado não apenas pela motivação da superação, sairá para a estrada sozinho com um projecto solidário em mente: “1 euro por 1 quilómetro”.

Ao completar este desafio o Pedro espera angariar 10.000€, sendo que uma parte será para retribuir em equipamento aos Bombeiros Voluntários de Almeirim, pela ajuda recebida no processo de resgate e recuperação do grave acidente de mota que sofreu em 2017.

Outra parte da verba será doada a bolsas de estudo e alimentação durante um ano a dois jovens nepaleses do projecto “Dreams of Katmandu”, do português Pedro Queirós, que continua no Nepal a apoiar as crianças do Campo Esperança, vítimas do terramoto de 2015. Pedro Bento conheceu de perto este projecto um ano depois do terramoto que atingiu aquele país durante a sua participação na prova de BTT no Nepal, onde foi o primeiro português a chegar aos 5.400 metros de altitude de bicicleta.

Tendo a plena consciência das dificuldades que irá enfrentar, “sonhar enaltece e fortalece, e alcançar um sonho faz parte da humanidade e também da minha pessoa”, neste seu desígnio ele irá atravessar 14 países, apenas evitando passar no Afeganistão e no Paquistão, viajando de avião do Irão para a índia, por não ter os dias que lhe permitiriam procurar um percurso alternativo.

Podes seguir a aventura na sua página de atleta: https://www.facebook.com/Bakonbike2019, no site: https://bakonbike2019.wixsite.com/bakonbike2019, e ajudar o Pedro a ajudar em: https://www.gofundme.com/bakonbike-10-000kms

Boa sorte Pedro.

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can´t miss [200] vidadeciclistabrasil.wordpress

Um tributo ao prazer de pedalar

“Muitos dizem que a bicicleta é a maquina mais perfeita criada pelo homem. Eu diria que sua inspiração é divina. Ela reflete o homem e seu tempo, uma vez que evolui junto com seu criador. É uma ferramenta completa, simples e multifuncional. Imagine um mecanismo que serve para transportes, exercícios, integração com o meio ambiente… fazer amigos! Tudo junto, além de te dar um prazer único. […]”

Este trecho retirei de um magnífico texto que descobri publicado num explêndido blogue, vidadeciclistabrasil.wordpress.com, e que convido à leitura.

A fotografia, tirei-a numa das minhas recentes pedaladas e conjuga-se na perfeição com o texto: “… é uma ferramenta completa, simples e multifuncional”.

Aqui o link para o texto.

Boas pedaladas.

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fotocycle [243] o Porto não é Amesterdão…

… mas podia ser

(este postal não é patrocinado pela VelurbRent a Bike mas podia ser)

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o CaMinho fez-se pedalando

São cinco e meia da matina e sigo ao volante, só mas acompanhado, com Dona Tripas ao frio empoleirada no tejadilho. Quanto mais me aproximo de Esposende mais aumenta a neblina e desce a temperatura do ar. Vou juntar-me ao grupo de coletes garridos organizados e participar no primeiro evento randoneiro de 2019, a norte. O Brevet CaMinho200, um fantástico passeio a pedais com uma temática própria e que vai na sua segunda edição. Foi há dois anos que na companhia do Jacinto, do Couto e do Campelo, pedalei na maior das calmas, por velhas estradas e modernas ciclovias minhotas. Desta vez, porém, terei outras companhias e também outro ritmo.

No baiquecheco muitas máquinas topmodel, a maioria do tipo anoréxicas mirradas, e poucas da categoria de pesos pesados. Eu, claro, estava à procura de bicicletas vintage mas, neste evento, Dona Tripas era a única de pedigree clássico. Um a um, os participantes iam chegando. Muitas caras conhecidas e algumas novas que fariam um BRM pela primeira vez. Com as conversas em dia, ao sabor da simpatia das meninas da Cruz Vermelha, dos biscoitos e do café, terminado o curto briefing o pessoal foi montando nos selins das suas queridas biclas previamente validadas, em grupinhos, entrando na monótona EN13 rumo a sul.

O que mais activa e torna estes passeios tão atraentes para mim é o convívio e a luz da manhã. O mini pelotão rolava em amena cavaqueira, o ar frio descolando as remelas e o sol despontando a nascente. Em Fão, assim que saí da treliça de ferro da ponte, o rio Cávado apareceu sereno e por si só esta cena faria o dia já ter valido a pena. Não resisti, apertei os travões, posicionei a bicla e tirei a foto.

E fiquei para trás, prontes!

Em modo solitário prossegui, controlando ao longe os pontos vermelhos LED das bicicletas a perseguir. Pedalava agora numa cadência mais rápida, não só na intenção de os vir a alcançar mais à frente mas também para aquecer as pernas. Antes da viragem a nordeste, perdi-os completamente de vista e fui alcançado pelo Valter, outro iNBiCLAdo. Primeiros quilómetros na contagem decrescente da EN306 e concluiu-se a primeira etapa com a devida paragem em Gião. Não porque estivesse cansado, mas porque era necessário dar a primeira carimbadela no cartão brevet.

A velha estrada ziguezagueia através de áreas rurais, património arquitectónico e pequenos povoados, permitindo aos ciclistas cruzar míticos locais de passagem de peregrinos a caminho de Santiago. Eu não fiz muitas fotos neste brevet e as poucas que tirei foram em andamento.

A bruma da manhã eleva-se visivelmente e a temperatura sobe ligeiramente. As nuvens foram-se dissipando e o sol, a dez graus acima do horizonte, espreitava, desenhando as primeiras sombras no alcatrão.

Chegamos a Barcelos e o Valter teve galo. Forçado a interromper a pedalada ali mesmo, a meio da ponte medieval, foi só com o recurso a ferramenta e muita teimosia que conseguiu soltar a corrente encravada na roda pedaleira da sua titânica iNBiCLA. A muito custo lá se conseguiu engrenar de novo o mecanismo e continuar rumo a Norte por muitos quilómetros.

Sempre que a estrada empinava sou atingido pelo calor do ar, o que tornava incomodo o excesso de roupa a cobrir o corpinho. Depois de um pequeno topo, foi a meio de uma curva que resolvi parar, para, ali mesmo, fazer um strip ao vivo.


Mais uma vez à passagem pelo rio do esquecimento, em Ponte de Lima, lembrei-me logo que vinha aí a parte dura do percurso. A Serra da Labruja e aqueles 10 quilómetros de parede até Paredes de Coura. Desta vez a escalada correu-me às mil maravilhas e sempre com companhia para jogar cartas. Quase no topo, em Rendufe, havia uma foto que valeria a pena repetir.

Arrematado mais de metade do brevet, chegamos ao posto de controlo seguinte, que é numa pizzaria, na hora certa para enfartar a barriguinha.

Depois de um pequeno descanso, suficiente para desfrutar da infusão de carboidratos, aproveitamos os suaves declives da estrada para relaxar. O peso e a estabilidade de Dona Tripas funcionam a meu favor nas descidas, contra fortes ventos cruzados, empurrando-me a um ritmo de bolina. No posto de controlo em São Pedro da Torre, um reforço de cafeína esperava-me. Da minha cadeira de esplanada a sesta faria milagres mas, já sei, ainda nos resta muito chão neste belo dia.

 

Atravessada a linha férrea, fomos explorando o lugar até que nos surge o espelho da fronteira natural, do Rio Minho. Mais uns metros pedalados e calca-se o tapete vermelho da ecopista que segue ao longo da margem do rio. Dou um gole de água, viro a bicicleta a poente, e um forte vento encanado de noroeste sopra-me mesmo nas fuças.

Mas a erva é verde, o céu é azul, os bosques estão florescendo… Quem presta atenção ao vento quando é assim à nossa volta? E assim foi, um pachorrento passeio com a Mãe Natureza soprando-me aos ouvidos: Quem precisa de ter pressa, afinal? Instantaneamente, fui acordado do entorpecimento com a pesada massa de aço de um comboio que corre paralelo ao caminho.

Menos concorrida nas áreas rurais, a ecopista está mais movimentada quanto se aproxima de locais de lazer à beira rio. A seguira Vila Nova de Cerveira, passados poucos quilómetros, termina a pista. Após um empedrado manhoso retoma-se a estrada, a famigerada EN13. A paragem de autocarro ali existente foi abrigo por alguns minutos para repor a armadura e fazer um pequeno lanche.

Volto a escrever sobre a malinha que trago agarrada ao selim. A mala Carradice é um acessório indispensável nesta bicicleta. Não é só óptima para as pequenas coisas do commute diário como me dá boa capacidade de carga nas longas distâncias, para levar as ferramentas de emergência, as mudas de roupa e a comida. Quanto mais pedalo com ela mais dependente me torno dela.

Depois de Caminha rodamos para sul e viramos as costas ao vento. Agradavelmente, as minhas pernas ainda parecem frescas mas não estava a pedalar em velocidade de corrida. Há um propósito no meu ritmo. Seguir confortável. Embora Dona Tripas seja mais cómoda do que as bicicletas de estrada, é bem mais pesada e mais lenta. Tanto o desejo como o esforço tem de ser geridos com ponderação.

Com Viana do Castelo no horizonte, pedalávamos a bom ritmo e não sentia a necessidade de reabastecimento. A programada paragem na Natário ficou sem efeito e, à passagem na Ponte Eiffel sob o Lima, faltavam pouco mais de vinte quilómetros que seria superados com boa disposição. Não eram ainda as 18h e estávamos de novo no Posto da Cruz Vermelha de Marinhas a carimbar o cartãozinho amarelo e a registar a nossa chegada.

Venha o próximo…

 

 

 

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fotocycle [242] CaMinho

[…] “Uma das coisas agradáveis das estradas secundárias do interior é a calma com que sentimos o carácter das aldeias por onde passámos, os lugares com nomes incomuns ou nomes confortavelmente conhecidos mas que ali estão fora de contexto. Ao longo da velha estrada vemos florestas, mas a paisagem rural é na sua maioria agrícola, pasto entregue às vacas, porcos e galinhas. Os cães, às vezes, levantavam um olho desinteressado quando passávamos.” […]

Amanhã vou voltar a passar para reaproveitar cada momento.

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reciclando [43] porque o tamanho realmente conta

Nota prévia: Atendendo a que é este um dos postais de maior sucesso aqui nabicicleta.com, reconheço que muita boa gente vem aqui parar ao engano. Tem malta que acha que uns centímetros a mais pode fazer milagres, sendo que a dúvida que os/as traz por cá é o quesito de saber se foram abençoados pela natureza!

Minhas senhoras e meus senhores, devo recordar que este é um blogue de boas famílias. Sendo também importante saber o que fazer com a ferramenta, aqui o que mais importa é a bicicleta, não só dá prazer e traz felicidade e que para tal o tamanho realmente conta.

Reciclando…

Pedalar sempre foi considerado um hábito saudável e a bicicleta tem cada vez mais adeptos dispostos a sentar o rabo no selim e ganhar anos rodando as pernocas.

“Olha lá, tudo que pedalas que bicicleta me aconselharias?”

Só de ouvir um amigo afirmar que está a pensar voltar às pedaladas já é uma óptima novidade mas, antes da primeira volta aos pedais, é fundamental reflectir nos cuidados prévios a ter para que o magnífico acto de pedalar seja de facto um acto de prazer e não uma fonte de problemas, de dores de cabeça e em algumas partes sensíveis do corpinho.

Escolher uma bicicleta é como escolher um par de sapatos. Cada pessoa tem o seu tamanho certo. Pois se, como o sapato pequeno vai apertar os calos o sapato se for grande vai saltar do pé, pedalar uma bicicleta que não é do nosso tamanho vai ser uma viagem muito curta.

O que fazer então para encontrar a bicicleta perfeita para nós?

Há pelo menos duas formas para o fazer.

Para quem fez uma recente incursão no ciclismo ou está a pensar pedalar com regularidade, recomenda-se iniciar as pedaladas com uma bicicleta de passeio, nem que seja emprestada. Experimentar e testar as suas necessidades é o primeiro passo para encontrar a bicicleta perfeita, aquela que não só é a nossa cara como a do tipo de modalidade ciclística que desejamos praticar. Também poderá ser aquela bicicleta que herdamos e pretendemos restaurar. Em todo o caso, antes de comprar/reabilitar/restaurar uma bicicleta devemossempre observar se o tamanho do quadro é proporcional à altura do pretendente e qual o tipo de ciclismo que deseja praticar, beneficiando assim da sua biomecânica e desempenho. Quando definir o que realmente quer, tamanho e tipo de quadro para melhor desfrutar do ciclismo, deverá observar as medidas anatómicas para melhor adaptação da pessoa ao equipamento. A bicicleta precisa ser personalizada.

Para melhor incorporar o ciclista à bicicleta, dependendo da altura e peso do ciclista, através do bike fit (ajuste da bicicleta, traduzindo à letra) vai ser determinado o tamanho do quadro e quais os ajustes a fazer para o “encaixar” na perfeição. A postura e movimentos a serem feitos na bicicleta devem estar bem afinados, caso contrário, em pouco tempo, podem surgir maselas corporais indesejadas. São disso exemplos o selim, que deve estar à altura ideal. Caso esteja muito baixo ou muito alto, certamente vai ter problemas nas articulações dos joelhos, na coluna, ligamentos, lombar, cervical, ente outras possíveis mazelas.

Para saber o tamanho do quadro, determinar a medida entre-pernas (cavalo) é fundamental para a escolha da bicicleta.

Para medir a altura da perna deve estar descalço. Assim,  com uma fita métrica mede-se desde o solo até atingir o entre-pernas, onde o rabo senta no selim. Depois, com essa media multiplicada por 0,65, chega-se à medida do quadro. Por exemplo se uma pessoa tem 80cm de perna (80cm x 0,65) neste caso um quadro de tamanho 52 é o ideal. Também é conveniente saber o tamanho do tubo horizontal, a distância entre o selim e o guiador (guidão em brazuca), mas a altura é o mais importante na escolha do quadro. A altura e comprimento podem depois ser ajustados regulando o selim em altura, a altura do guiador, bem como a distência entre o selim e o guiador

A regra para as bicicletas de montanha é diferente. Geralmente o tamanho destas é tido em polegadas. Obtendo-se o tamanho da perna da mesma forma, a regra é convertê-lo em polegadas e subtrair-lhe 14.

Com o exemplo do mesmo tamanho: 80cm = 31,49” – 14 = 17,49. Então o quadro de montanha ideal para mim será um 17 ou 18, que corresponde ao M, o tamanho intermediário e que satisfaz a maioria da estatura da nossa população. Actualmente, em vez da numeração em centímetros ou polegadas, muitas marcas utilizam as medidas S, M, L, XL, tal como uma peça de vestuário.

Escolher a bicicicleta ideal, aquela que se adapte na perfeição ao nosso corpo é, como já vimos, fundamental. E não é num supermercado que a vais encontrar. Para um atendimento profissional e especializado, no sentido de esclarecer todas as nossas dúvidas e obteres orientação adequada para todos os detalhes e dúvidas, especialmente quando não temos a certeza qual é a bicicleta ideal, o mais recomendável é procurar ajuda com profissionais de lojas especializadas cujo conhecimento e prática são necessários para prestar um bom aconselhamento e orientação.

E pronto, agora que já sabes qual é o tamanho da tua… coisa, encontra a tua bicicleta e sê feliz com ela.

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can’t miss [199] jornaldoave.pt

Em Santo Tirso a escola ensina os alunos a andar de bicicleta

“Chama-se “Ciclismo vai à Escola” e é fácil perceber ao que vem. O projeto visa ensinar os alunos do Primeiro Ciclo de Santo Tirso a andar de bicicleta e os resultados já se fizeram sentir. O número de crianças na cidade que não conseguia aguentar-se em duas rodas passou de 43% para 14%, segundo revelação da câmara do distrito do Porto.

O “Ciclismo vai à Escola” arrancou no início do atual ano letivo, tendo percorrido, segundo a autarquia, 33 instituições do I Ciclo, chegando a cerca de 900 alunos. O relatório referente ao primeiro período indica que “cerca de metade dos 43% dos alunos” que no início do projeto não sabiam pedalar já aprendeu a fazê-lo. No total, 253 crianças aprenderam a andar de bicicleta com o a ajuda das ações do “Ciclismo vai à Escola”.

Salientando que o projeto “não se limita a ensinar a andar, mas também a conhecer as regras de segurança e de circulação pacífica na via pública”, o presidente da Câmara local, Joaquim Couto, citado pelo comunicado da autarquia, considerou os “números muito positivos”. “Antes do projeto, escolas como São Bento da Batalha, Quelha, Aldeia Nova e Cantim apresentavam os valores mais baixos no que diz respeito à percentagem de alunos que sabiam andar de bicicleta e, em todos os casos, ficavam aquém dos 40%”, acrescenta a nota de imprensa.

O projeto é fruto de uma parceria entre a câmara e a Federação Portuguesa de Ciclismo, e a autarquia do Porto considera-o “pioneiro a nível nacional”. Pretende, acrescenta, “ajudar a curar hábitos de circulação no espaço público e diminuir patologias como a obesidade infantil e o sedentarismo.”

As iniciativas vão continuar durante todo o ano letivo, sendo que esta medida está inserida no Plano Municipal de Mobilidade Sustentável.”

(fonte: www.jornaldoave.pt)

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fotocycle [241] brain washed

Se a levas para o trabalho durante a semana e a passear ao fim de semana é para que ela tenha contigo os mesmos cuidados. Um bom ciclista sabe que a melhor manutenção da sua bicicleta é dar-lhe uso. Se a pedalares regularmente, além de teres uma bicicleta suja, ela vai retribuir o brilho com os mesmos mimos, deixa a tua mente limpa e prolonga o teu bem-estar. Aproveita-a cada momento.

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o ciclismo e a arte urbana

Com traços característicos, grafittis e outras formas de arte, vários artistas retratam nas paredes a sua vivência na atmosfera urbana. Os seus trabalhos gráficos abordam as culturas da rua. Através da sua técnica, uns deixam a sua pegada característica, outros procuram uma mensagem aleatória através de uma visão própria e alternativa.

O ciclismo e a arte urbana? Acho que tem tudo a ver, porque são coisas da rua. Morar ou trabalhar numa cidade com muitos detalhes arquitectónicos, clássicos ou contemporâneos, o ciclista como que deambula pelos corredores de um museu. Experimenta uma enorme sensação de liberdade ao viajar de bicicleta, enquanto explora os centros históricos, bairros periféricos, lugares mais remotos onde, de um dia para o outro, uma parede deixa de ser uma tela em branco.

A liberdade das intervenções em espaços privados é um tema polémico e cada vez mais recorrente. Especialmente na nossa “pequena cidade”, que é afinal uma grande cidade – para mim o Porto é o grupo das nossas pequenas cidades, coladas umas às outras: Matosinhos, Maia, Gondomar, Gaia… por onde pedale a minha bicicleta, a cada curva, a cada esquina, posso sempre ser surpreendido por uma nova descoberta, por uma nova forma,  por uma obra de arte.

o sol, a praia, a anémona… achei que fazia falta uma bicicleta no calçadão de Matosinhos

 

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cicloturismo, o costume e a cultura de pedalar

Foi durante o meu passeio pedestre pelas amendoeiras floridas, e com o recurso ao zoom da objectiva, que fui surpreendido com a passagem de um par de excursionistas em bicicleta, daqueles que fazem do turismo de bicicleta o verdadeiro cicloturismo, da viagem a pedais um modo de vida. Ciclistas de longo curso, que pedalam para bué-bué longe, por estradas desertas e fascinantes com a casa às costas. No caso, estes amigos pedalavam pela bem bonita e empinada estrada que liga as povoações das Mós, Santo Amaro e Pocinho, no concelho de Vila Nova de Fozcôa.

Os cicloturistas tendem a procurar vias de tráfego reduzido, estradas rurais, ecopistas, ciclovias, estradões, cruzando pequenas cidades e aldeias remotas, onde costumam parar para se alimentar, descansar, pernoitar, podendo permanecer por uns dias o que tem algum impacto económico particularmente significativo nas pequenas comunidades e negócios locais. O seu modo de vida adapta-se facilmente à cultura das localidades por onde passa e visita. Palmo a palmo, pedalada a pedalada, com roteiros turísticos na mão ou modernas geringonças de orientação, não é de estranhar ver passar turistas, nacionais ou estrangeiros, livremente em bicicletas que mais parecem mulas de carga.

É a curiosidade que os motiva. É a cultura dos locais, é a beleza das paisagens, é a adrenalina e o desejo de uma vida tranquila em comunhão com a natureza. O entusiasmo de sentir o sol, a chuva e o vento na cara. Como é agradável não ter pressa e poder apreciar, com a ajuda da aventura e da vontade, o que os olhos e pernas alcançam. São momentos mágicos que não existem em nenhum pacote turístico.

Boa viagem meus amigos.

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