can´t miss [227] dinheirovivo.pt/empresas/

Governo reforça ‘cheque’ para comprar bicicletas

Fundo Ambiental injeta mais meio milhão de euros na compra de velocípedes com e sem assistência elétrica. Apoios tinham esgotado em menos de meio ano

“Governo reforçou o ‘cheque’ para comprar bicicletas. O Fundo Ambiental injetou meio milhão de euros na medida de apoio à aquisição de veículos sem emissões, segundo despacho publicado esta terça-feira em Diário da República.

Subiu de 650 mil para 1,1 milhões de euros (mais 450 mil euros) o orçamento para a compra de bicicletas, motos ou ciclomotores. Sejam particulares ou empresas, as ajudas serão de até 350 euros por unidade, com a comparticipação de até metade do preço. Os particulares apenas poderão apresentar uma candidatura; as empresas terão direito a um máximo de quatro ajudas.

No caso das bicicletas convencionais, sem assistência elétrica, o envelope financeiro duplicou para 100 mil euros. O Fundo Ambiental comparticipa em 20% no valor da aquisição, no máximo de 100 euros.

A grande fila de espera para beneficiar da ajuda do Estado explica o reforço do orçamento para a compra de bicicletas.”

[…]

Podes ler a noticia a notícia completa em: https://www.dinheirovivo.pt/empresas/governo-reforca-cheque-para-comprar-bicicletas-14056688.html

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fotocycle [261] Verão no Porto

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can’t miss [226] www.alvorada.pt/

Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho abre esta quinta-feira em Torres Vedras

Foto: D. R.

“O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho tem abertura marcada para esta quinta-feira. O novo equipamento cultural encontra-se no espaço do antigo refeitório da Casa Hipólito, no Bairro Arenes, onde irá apresentar uma exposição permanente e uma exposição temporária.

Preservar a memória do ciclista torriense Joaquim Agostinho faz parte da missão do mais recente museu oestino, que pretende, ainda, promover o ciclismo enquanto prática desportiva e social. Segundo uma nota de imprensa do Município de Torres Vedras enviada ao ALVORADA, “para isso, o equipamento irá investigar, conservar, interpretar, divulgar e valorizar os testemunhos materiais e imateriais mais relevantes da história do ciclismo, do uso da bicicleta e da memória e identidade da comunidade ciclística”.”

[…]

Podes ler a notícia completa em; https://www.alvorada.pt/index.php/oeste/4199-museu-do-ciclismo-joaquim-agostinho-abre-esta-quinta-feira-em-torres-vedras

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can’t miss [225] 24.sapo.pt/atualidade/artigos

Portugal quer abraçar a bicicleta, mas precisa de pedalada para proteger os ciclistas

“De quatro rodas para duas, o futuro da mobilidade quer-se suave, com os carros a ceder espaço às bicicletas e trotinetes. A vontade política manifesta é essa e há cada vez mais pessoas a optar por meios de transporte alternativos. Mas falta segurança, a real e a percecionada — e isso reflete-se em números e histórias trágicas que colocam ciclistas e automobilistas em confronto. E há quem já tenha metido as mãos (e a inteligência artifical) à obra para encontrar uma solução. Se é certo que a vaga de fundo da mobilidade alternativa é incontornável, pede-se uma “transição” em vez de uma “revolução”, e exige-se um plano pensado à medida para que a cidade não seja de uns ou de outros, mas de todos.”

[…]

Partilho este excelente e pertinente artigo de António Moura dos Santos publicado na edição de 20 de julho da Sapo24. Recomendo vivamente a sua leitura e análise.

fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-quer-abracar-a-bicicleta-mas-precisa-de-pedalada-para-proteger-os-ciclistas

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duas vezes por dia, cinco dias por semana, ao fim de semana também.

Dei me conta que já cumpro esta rotina de pedalar para e do trabalho pr’aí há uns 10 anos! Ok, não me recordo bem do meu primeiro commute, mas lembro-me porque razão dei a pedalada em frente: “Já que sou um ciclista de fim-de-semana, porque não juntar o útil dia de trabalho ao agradável acto de pedalar?” Descomplicando o bloqueio mental, mais simples foi adaptar uma das minhas bicicletas para o permitir fazer com a maior das facilidades. Venha chuva, frio, calor, vento, adoro pedalar de todas as formas e tenho bicicletas para tudo.

Ao pedalar diariamente para o trabalho não chego a completar 5 quilómetros. Mesmo quando o tempo está feio, chove a potes e as ruas estão engarrafadas, é muito divertido. Sempre me faz sentir como se tivesse a ganhar algo. E estou. A pior parte é tentar manter a minha bicicleta limpa! Confesso que por vezes fico um pouco a ferver com alguns abéculas ao volante, mas a esses eu tento adicionar alguma calma e desprezo às suas frustrações. “Oh pá, se não estás bem muda-te, pá!”.

O Porto é uma cidade fabulosa para pedalar. Tem muitos altos e baixos, pois tem, mas posso escolher livremente o percurso mediante as possibilidades. Acima de tudo devemos pedalar na cidade com segurança, respeitando as regras e restantes utilizadores da estrada. Como ciclista urbano tenho testemunhado uma mudança no estilo de vida das pessoas, e não é apenas justificada pela pandemia. Há mais “trotineteiros” e ciclistas, o que leva a menos tráfego. Durante o período de confinamento, pedalar pela cidade era uma maravilha, sem carros as ruas e estradas eram como ter a minha própria ciclovia, no entanto, conforme as restrições foram sendo levantadas, mais e mais tráfego apareceu e denotei que algumas pessoas se esqueceram das regras de condução e sobretudo de olhar ao redor!

Um dos meus “passeios” favoritos é combinar áreas urbanas e rurais, e isso é muito fácil com os excelentes parques que temos. Tem dias em que o trabalho pode ser stressante e pedalar de volta a casa é uma óptima oportunidade para obter alguma paz, organizar a cabeça e processar as coisas. Se estou em pulgas, posso sair na bolina e queimar um pouco do excesso de energia. Se estou fatigado, vou nas calmas a apanhar vento nas trombas à beira mar. Se precisar recarregar as baterias, embrenho-me nos parques para obter uma dose da natureza.

A bicicleta não é apenas uma ótima forma de exercitar o corpinho, mas também uma maneira fantástica de limpar a cabeça e soprar as teias de aranha no final de cada dia de trabalho. Posso voltar pelo caminho mais curto. Posso fazer uma demorada viagem de regresso a casa, apenas por diversão, procurar os amigos ou comprar pão. A bicicleta me dá tempo e espaço para clarear a cabeça. Não leva muito mais tempo do que conduzir e realmente ajuda no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Acima de tudo, aproveito o passeio!

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fotocycle [260] um fim de semana na aldeia

“Já deste conta como vai estar o tempo?” – pergunta-me a Carla.

Sim, mas pelo menos vai estar bom para dar umas pedaladas.

“Está bem, tu é que sabes. Olha, se o tempo melhorar eu e o Rafa vamos passar o dia no rio e levo a tableta para ver a Volta à França”… – Notem que esta frase foi dita pela minha esposa, a maior fã de ciclismo que conheço.

Eu só lhe disse: Ok, eu depois vou lá ter.

E assim, depois de uma bela manhã a pedalar pelos contornos e relevos do rio (a azul o registo stravico do passeio de domingo), no sábado já tinha dado um mergulho no Douro (também a azul se quiserem ver o registo da voltinha).

O fim de semana soube que nem cerejas.

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Patri

“Tinha 37 anos, estava grávida de cinco meses e era investigadora do Departamento de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico, mestre em Engenharia de Materiais. Patrizia Paradiso perdeu a vida em plena avenida da Índia, Lisboa, onde circulava de bicicleta, depois de ser ablaroada por um automóvel ligeiro.

A sua morte motivou a organização de uma vigília com o objetivo de homenagear as vítimas mortais de acidentes com bicicletas e a exigir alterações à lei que proteja os ciclistas que circulam nas estradas. O encontro está marcado para 3 de julho, na avenida da Índia, entre Algés e Belém, onde Patrizia perdeu a vida no passado dia 26.

“É comum o sentimento de insegurança na via pública devido ao excesso de velocidade praticado. Os utilizadores vulneráveis, pela sua condição, são quase sempre as vítimas da sinistralidade dentro da cidade”, explicam os organizadores da vigília no Facebook.

Os ciclistas exigem ao governo e às autarquias que “tomem medidas de acalmia de tráfego nas zonas urbanas: lombas, velocidade limitada a 30 km/h”, que “fiscalizem os excessos de velocidade tão constantes em Lisboa e noutras cidades, e que são de alguma forma socialmente aceites” e que “repensem o perfil de ‘auto-estrada’ desta avenida (da índia) e de outras com características idênticas nas nossas cidades”.

Os organizadores planeiam ocupar a avenida da Índia durante cerca de 30 minutos e durante 20 minutos será pedido silêncio, numa homenagem a Patrizia e a todas as vítimas de atropelamento. “Pelas 11h15 iremos deslocar-nos ordeiramente desde a Rua dos Cordoeiros a Pedrouços até ao sítio onde será feita a homenagem, e o trânsito será cortado – este processo irá contar com o apoio da Polícia, que foi contactada para o efeito”.

Num post no Facebook de uma amiga da ciclista que morreu, é explicado que a mulher, que nasceu em Itália e vivia em Portugal há 14 anos, “estava a dar uma volta de bicicleta com um amigo, quando um condutor idoso ficou encadeado pelo sol, não a viu, e numa fração de segundo a tragédia aconteceu”. A vítima ainda foi transportada para o hospital de São José em estado muito grave, mas acabou por morrer no próprio dia.”

Fonte: https://multinews.sapo.pt/mobilidade/patrizia-estava-gravida-e-morreu-a-andar-de-bicicleta-em-lisboa-ciclistas-juntam-se-em-vigilia-no-sabado/

Eu não queria, não queria mesmo nada estar a repetir-me…

Não é apenas por ser pai de filho ciclista que bato na mesma tecla. É como cidadão que diariamente se move a pedais e que estremece perante as mortes de quem livremente circula de bicicleta. Todas as mortes, desafortunadamente demasiadas, deixam-me triste e apreensivo.

Embora as regras de trânsito tenham sido (pouco) reformuladas na protecção que é dada aos utilizadores vulneráveis da estrada, é um pressuposto falso se repetir que o automobilista deve ter a supremacia na via pública porque o veículo que conduz é mais rápido. Não é o tipo de veículo que regula a ordem rodoviária. As leis de trânsito deverão ser ponderadas para controlar o veículo motorizado, para criar ordem e cooperação entre os diferentes utilizadores da estrada. A maioria dos acidentes rodoviários é causada pelo desrespeito constante das regras de trânsito, negligência e desatenção de quem conduz. Independentemente do tipo de veículo, o desrespeito individual nas estradas tem correspondência na maior probabilidade de ocorrerem acidentes, o que responsabiliza também todos os que partilham a via pública, como os peões e os ciclistas.

Com o aumento das bicicletas nas ruas e estradas, temos de intensificar a discussão, no bom sentido, de como as leis de trânsito deverão ser cumpridas. Mas a quantidade de bicicletas a circular não é a questão. A questão essencial do problema é como educar os automobilistas. Os números assombrosos dos acidentes rodoviários, atropelamentos e das vítimas mortais resultantes são assustadores. A revisão de algumas das regras da estrada (CdE de Janeiro de 2014) visou proteger os utentes mais vulneráveis. O CdE deu mais direitos aos ciclistas mas veio também responsabilizá-los na sua conduta e no respeito das regras. Por outro lado, ao estabelecer a regulamentação do cumprimento da distância mínima de 1,5m que deve ser dado nas ultrapassagens aos ciclistas, por exemplo, pede-se maior responsabilidade ao condutor. No dever implícito do cumprimento dos limites de velocidade, no redobrar da atenção e cuidados na partilha da via com os restantes utilizadores. Precisamos de bicicletas por todas as razões e pelo valor que elas nos oferecem. Precisamos promover e incentivar o uso da bicicleta como modo de transporte limpo, eficaz e seguro, que se sobreponha à contínua prevalência do sacrossanto automóvel. Precisamos planear a cidade ao transporte suave e pôr as pessoas a pedalar. Sem medos.

Como ciclista, um dos meus objectivos ao pedalar é também demonstrar que a bicicleta é um dos modos mais eficazes e alternativos no combate à pandemia “covidiana”. Utilizar este meio fantástico de divulgação para promover a segurança e a cooperação entre os carros e as bicicletas. Devemos ter a noção que a cooperação é necessária, e eu acredito que é possível. A partilha, segura e eficiente da estrada é muito mais provável de acontecer quando ambos seguem os mesmos regulamentos. Não é suposto tentarem nos convencer que são os ciclistas o foco do perigo. Ouço e leio comentários que alguns dos ciclistas têm comportamentos “incumpridores” das regras. O que acontece muitas vezes é que esses ciclistas estão apenas a tentar salvar o coiro. Todos somos testemunhas diárias que alguns automobilistas são impacientes, agressivos e com pouca consideração para qualquer tipo que vá à sua frente e o faça abrandar. O aborreça! Alguns, tendenciosos contra os ciclistas, são encorajados a acreditar que as bicicletas pertencem a uma terceira categoria nas ruas. Gabam-se com um sinistro orgulho que desrespeitam deliberadamente as regras e incentivam um comportamento irresponsável, infringindo a lei. Para eles as bicicletas são intrusas e não deveriam estar ali, a partilhar a rua. Se houvesse mais respeito, ao peão, ao ciclista e ao Código da Estrada, estou convencido que não haveriam estes acidentes.

Podia ser eu, podias ser tu. Nem mais uma vítima” é o mote da vigília marcada para dia 3 de julho junto ao local do acidente. Em preparação está também uma petição para levar o tema ao Parlamento.

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o commute para uns dias de férias pelas minhas aldeias

Segunda-feira, último dia de Maio. Pedalava estrada afora manhã bem cedo, sabendo antes mesmo da primeira pedalada que seria uma viagem longa e agradável. Por um lado, o dia estava simplesmente lindo, brilhante e fresco, com uma leve brisa pelas costas. Por outro lado, eu não estava no meu commute matinal para o trabalho. Estava a dar início a uma semaninha longe de tudo. Poder desfrutar uns dias de férias, ficar sem rede, reajustar a cabeça e passear com a patroa.

Gosto de pedalar por estradas velhas e isoladas ao longo do rio, de qualquer rio. Adoro pedalar, ponto. Vaguear calmamente, relembrando histórias, ouvindo e revendo o que vivi inúmeras vezes. Não importam os destinos ou as distâncias, faço-me à estrada para sentir a inspiração de uma nova viagem.

Assim, em mais uma jornada de pedal demorado e suado para a minha aldeia mais longínqua, parando na outra minha aldeia que fica precisamente a meio caminho para encher a barriga de sustento e sorrisos, a bicicleta é, e foi, a opção lógica em troca de duas aborrecidas horas de carro, depois da patroa encerrar o expediente.

Ok, actualmente temos as autoestradas que poupam tempo e nos roubam dinheiro, mas por aí o tempo passa demasiado depressa. Relembrando velhos tempos de infância, como relembra a minha amiga Cristina Quartas, outrora a viagem de carro era uma saborosa aventura. Partilho e retiro alguns excertos do seu belo texto: “a viagem era longa – 8 horas. Oito horas de caminho até à aldeia das Mós. Oito horas a caminho de Sta. Bárbara.”

“As estradas eram em paralelo. Estreitas e cheias de curvas. Íamos por Mesão Frio, Régua, Horta, Sebadelhe, Touça… em direcção a Vila Nova de Foz Côa.

Parávamos várias vezes pelo caminho para arrefecer o carro, fazer “chichi”, merendar e descansar um pouco de estar sentados.

Pelo caminho, acima da Régua, encontrávamos recantos maravilhosos para merendar.”

As estradas são as mesmas, as lonjuras são as mesmas, as curvas são as mesmas, os pisos e os automóveis é que são outros.

Estava de volta à velha N108, para lá de Entre-os-Rios, para lá do marco dos quarenta quilómetros, atravessando rios que desaguam no Douro, deitando-me nas curvas ao longo dos vales, lembrando sons e cheiros que me fazem viajar através do tempo e do espaço para aterrar nos mesmos lugares de há quarenta anos.

Logo percebi que estava inebriado, naquele estado cognitivo onde a minha bicicleta parece simplesmente desaparecer debaixo de mim, até que um forte estrondo e a súbita chuvada me acorda para a realidade. Bem me havia avisado o Tio Pinto, que com aquele calor e o céu carregado prometia vir a apanhar trovoada e chuva da grossa algures pelo caminho.

“De repente, ouvia-se o assobio afunilado e prolongado dum comboio, movido a carvão e o barulho da sua engrenagem nas linhas que contornavam as serras no outro lado da margem do Douro, ao longo do seu leito: um comboio a caminho de Barca de Alva!”

Cruzada a ponte, estava de volta à mítica N222, para lá da Régua, a todo o vapor, a par com o comboio que me desafiava da outra banda. Estava para lá do Pinhão, dizendo um “até já” ao pachorrento Douro. Para lá dos montes ia negociando com o calor, sentindo o coração que acelerava nas subidas e as pernas que relaxavam nas descidas.

Do vento eu não me deveria ter preocupado, estava forte, sim, mas ia-me empurrando para aquelas belas e perpétuas paisagens do Douro Vinhateiro. É claro que havia ainda muita subida dura e implacável, mas eu tinha tempo. O que me preocupava era aquele horizonte negro sobre o Marão, aqueles verticais riscos cinzentos desenhados pela chuva e evidentes clarões de relâmpagos, bem lá no alto. Estava certo que o mau tempo não me ia apanhar, pois não estava no meu caminho. Pelo telefone chegou a confirmação da forte tempestade que assolava Vila Real. Chuva forte, acompanhada de granizo e rajadas de vento, apavorava quem conduzia pela A4. No final da minha chamada telefónica para a Carla, seguiu também o meu conselho para que conduzisse com cuidados redobrados.

O meu passeio prosseguiu sem complicações e correu bem. Registei as paragens com uma série de fotografias e percebi que estava algo adiantado para as minhas previsões, com uma velocidade média muito respeitável de vinte e cinco quilômetros por hora. Mas a ideia era não ter pressas. Afinal, a chave de casa não estava comigo. A minha pedalada começou a se normalizar, o corpo a reclamar, e numa cadência mais tranquila, os meus pensamentos ficaram mais focados nos dias seguintes.

A minha mente estava repleta de ideias, de listas de “o que fazer” e “para onde ir”, onde muitas delas incluíam longos passeios de bicicleta, mas, às vezes, aquilo que a cabeça quer o corpo não obedece.

“Mas o destino não era aquele. Por isso, havia que seguir caminho.

As lindas paisagens “planaltas” começavam a ficar para trás. Aquela estrada velha e estreita era a que ia para a estação do caminho-de-ferro de Freixo de Numão.

Os barrancos eram agora mais sombrios, mais estreitos. Passávamos a pequena aldeia de Murça e pouco mais adiante uma seta à direita “MÓS”.”

Mas aí a(o) Preguiça falou mais alto. Ao longo da restante semana fiquei de papo para o ar e a bicicleta ficou parada, encostada à sua amiga Dona Etielbina, velha bicicleta que me espera quando me mudar da cidade para o campo. “Então e a bicicleta?”, insistiam em me perguntar. A bicicleta meteu férias, porque eu assim o quis. Também merece carago!

No final de contas, a viagem pedalada entre o Porto e a aldeia dos meus avós, (podem ver aqui mais um registo “strávico”, gravado para a posterioridade e futuras gerações) demorou apenas mais trinta minutos do que as oito horas vividas pela Cristina no Volkswagen do seu pai. Já nós, eu o Tó, a minha mãe e o meu pai, para lá chegar repartíamos a viagem do nosso Fiat 127 em duas etapas: Porto – Frende (Castelo) / Castelo (aldeia da minha mãe) – Mós (aldeia do meu pai). As vantagens de agora são muitas e óbvias. Agora eu não enjoo.

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da velha questão, carro vs bicicleta, ou vice-versa, ou o quê!

Retirado do site Aquela Máquina:

“Já alguma vez ouviu falar de uma drag race entre um carro e uma bicicleta? Foi o que os especialistas do portal sul-africano Cars decidiram experimentar. 

Na liça esteve o indiano Bajaj Qute, considerado o carro mais barato do mundo (3.500 euros na África do Sul), mas, na verdade, não passa de um quadriciclo com 400 quilos de peso. 

A alimentá-lo está um motor a gasolina de 216 centímetros cúbicos e com 11 cv de potência, em tudo semelhante ao que equipa uma motorizada. 

Chega aos 70 km/hora mas, com quatro ocupantes e 20 quilos de carga, essa velocidade apenas deverá ser conseguida em descida. 

Do outro lado estava o piloto Ashley Oldfield, que trocou por uma bicicleta o seu carro de corridas. 

Agora, é ver o vídeo e, sem rir às gargalhadas, perceber quem saiu vitorioso nesta gloriosa drag race.”

O desafio está lançado. Ora, como se ainda não o soubesses, para confirmares o grande vencedor deste duelo no asfalto, acede ao site Aquela Máquina em: https://www.aquelamaquina.pt/videos/detalhe/carro-vs-bicicleta-quem-ganha-nesta-drag-race-inedita.html?ref=videos_Grupo1 e assiste ao video. É diversão garantida.

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fotocycle [259] rage against the machine

“O monumento esculpido por José João Brito, foi inspirado pela tela “Tragédia do Mar” do Mestre Augusto Gomes, natural de Matosinhos. Esta obra, com cerca de três metros de altura, é composta por cinco figuras, viúvas e órfãos que expressam a sua dor pela perda dos seus entes no trágico naufrágio de 1947 que ceifou a vida a 152 pescadores.”
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