#commutescount

Depois de algumas honrosas presenças nos patamares inferiores do mais cobiçado pódio do blogobairro, a única camisola que alguma vez almejaria vencer neste excelso clube strávico que é a Divisão Velopata, um grupeto de moços e moças pedalantes que permitem as suas boas vidas vividas no selim serem bisbilhotadas com pertinácia por um cusco, como quem cusca mesmo, o Velopata, e mensalmente escarrapachadas, gozadas e/ou admiradas, palavras do próprio, numa exposição hum… humor… humoríficoanalítica e insuspeita classificação para a posteridade e honradez de quem ganha horas de vida no pedal.

Quem leva o transporte/passeio/treino velocipédico mais a sério deve necessariamente ter um registo detalhado das suas voltas na aplicação de todas as aplicações, o Strava. Quer por uma questão de contabilidade quilométrica, altimétrica, por uma questão de comparação da evolução ou simples gabarolice, a malta dá ao pedal e acumula kom’s e kudos (não, não são escudos). O que interessa é que esses dados estejam guardados para mais tarde partilhar. E não falo apenas de números. Há depois quem seja mais metódico e coloque belas fotografias de bicicletas, autoretratos e paisagens só para outro ciclista ver. E gostar.

Mas voltando à pêra doce, a Divisão Velopata do Blog do Velopata, pois só mesmo, com o mesmo, o próprio, de quarentena por causa de uma virose coronada… ahhh, afinal foi só uma gripesinha e uma dorzinha de garganta, mais o amigo David Matos mais no processo tântrico da busca do autoconhecimento em sapatilhas, e o meu amigo Frinxas distraído com as vizinhas lá do prédio (diz que foi uma birra! tsss…), é que este vosso companheiro da dura vida de dar ao pedal, inesperadamente venceu a afamada, invejada e suada… tcharammm

Jersey Alucinado Diário

1º Paulo Almeida – 53 RS

2º David Matos – 46 RS

3º Frinxas él Térribelé ® – 43 RS

…”o destaque vai para a grande ausência velopática do pódio dos que não só utilizam a Bicicleta como elemento desportivo em suas vidas mas também para meio de transporte, desconfiando o Velopata que neste adorado clube do qual é curador, muitos desconhecem esta virtuosa faceta da Bicicleta.

Paulo Almeida, curador do blog “na bicicleta” (que podeis encontrar clicando aqui), e David Matos, o nosso diário distribuidor de carochas urbanas pejadas de Pranayama ou lá o que é, como habitualmente assumem as despesas de liderança pelo exemplo, no entanto, o grande destaque prende-se com a chegada do nosso Ciclista com marca registada e tudo, Frinxas él Térribelé ®, ao pódio dos commuters, portantos, praticantes do Commute.

Segundo coscuvilhices velopáticas, Frinxas deu por si acometido de uma invernante desmotivação velocipédica (maleita que o Velopata jamais entenderá; como é possível um bicho humano desmotivar de dar ao pedal?!?!?), portantos é aguardar que este seu lugar no pódio motive seu regresso, não apenas a este, mas a outros pódios velocipédicos onde já o ouvistámos.

E para os mais distraídos, o Velopata explica – RS é a grandeza física, nos entretantos já aceite pelos elevados padrões do SI (Sistema Internacional), que mede a quantidade de Registos Strávicos de um atleta.

No jardim da entidade laboral, já quase todos se habituaram a ver uma das minhas biclas amarrada ao gradeamento, partilhando o espaço com bicicletas e motas de outros funcionários. Colegas não ciclistas, com quem cruzo nas minhas pedaladas diárias entre casa e o hospital, comentam ter me visto ao longo do percurso e questionam-me sobre isso.

O clique deu-se há muitos anos após um desbloqueio mental: “Se ao fim de semana saio em longas pedaladas cicloturistas porque não fazê-lo diariamente para ir trabalhar!”. Essa coisa de ter que usar roupa e equipamento específico para pedalar, à chuva, ao vento, ou debaixo de um sol abrasador, mais não era do que algum acanhamento inerente. Mudar o paradigma da bicicleta na cidade, enfrentar o trânsito diário no Porto para o transporte é dizer convictamente que é possível. Apesar de todos os mitos associados à bicicleta na cidade, muitos outros também adoptaram esse modo de vida.

E porquê a bicicleta e não o carro ou o autocarro? Simplesmente porque é o meio de transporte que permite explorar da melhor forma o ambiente que nos rodeia. A bicicleta permite uma relação diferente com o tempo e o espaço. Ser pontual. Permite descobrir a cidade de uma outra forma, explorar trajectos, conhecer recantos ignorados até pelos próprios residentes. Depois temos o factor económico, a condição física, a tendência ecologista da bicicleta, que influenciam de forma positiva a massa crítica que vai ocupando as ruas da cidade.

Depois do trabalho alargo mais a distância do “commute”. Nos dias de folga, em estrada aberta ou por trilhos campestres, cada curva pode trazer uma coisa nova para contemplar, para explorar. Ao longo destes anos sinto-me cada vez mais acompanhado nesta “aventura” pelo país, reforçando a sensação de autonomia e independência que a bicicleta me dá. E isso é um sentimento que não tem preço. É um estilo de vida adoptado por muita boa gente.

As pessoas são mais felizes a pedalar e sinto isso quando dou ao pedal em boa companhia. A influência externa de ver e acompanhar as pedaladas de amigos com mais anos nas pernas é um exemplo. E muitas vezes tenho de “chupar a roda” deles, que é o mesmo que dizer pedalar a bom pedalar atrás deles e a tentar manter o ritmo. Depois dos cinquenta a diabetes apanhou-me meio de surpresa, o que me tornou ainda mais dependente do prazer terapêutico da bicicleta.

Não há como negar a evidência: estão cada vez mais bicicletas a rodar por todo o lado. Não estamos na Dinamarca, nem temos a cultura velocipédica que se move em Amesterdão, mas as bicicletas inavdiram em modo ligeiro a paisagem urbana e extra-urbana. Mulheres e homens, mais velhos ou mais novos, ciclistas de longa data ou curiosos em iniciação, commuters diários ou cicloturistas de fim de semana, somos todos velopatas.

 

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can’t miss [207] randonneursportugal.pt

“… cá estou eu, infeliz, a tentar dar cumprimento à tarefa de tentar pasmar eventuais leitores com meia dúzia de memórias esfumadas já que, como dizem os RP, quaisquer pérolas de sabedoria poderão ser úteis a potenciais participantes…”

José Ferreira
Randonneurs Portugal Nº20100006
Paris Brest Paris 2019

O Paris-Brest-Paris não tem a emoção de uma clássica Paris-Roubaix nem tem o mediatismo do Tour de France. O que tem de especial o PBP é a atmosfera ao longo do extenso percurso, dos 1.200 e tal quilómetros de pedalada, e o apoio e incentivo dos moradores locais. Não é somente uma “corrida de bicicletas” mas a pertinácia de loucos aventureiros, ciclistas amadores de várias idades e origens, e na diversidade de máquinas a pedais. Para os milhares de participantes o PBP é uma competição pessoal, inerente à sua habilidade, superação e resistência física e mental.

O Paris-Brest-Paris ocorre a cada quatro anos. Depois da edição de 2015, em 2019 teve lugar a 19ª, onde repetentes e estreantes randonneurs tugas também se fizeram às estradas francesas.

Ficando a promessa da partilha dos relatos que venham a ser publicado no sitio dos Randonneur Portugal, para inicio de conversa fica a crónica do Xôr Ferreira, intrépido randonneiro,  coorganizador dos brevets a norte de Portugal.

Via: https://www.randonneursportugal.pt

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fotocycle [247] procrastinar

assim do tipo, “bai indo q’eu bou la ter”… Tás a bêr?!

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can’t miss [206] facebook.com/Gasto-Meu-Salário-Com-Bikes

Andar de bicicleta

“Um dia vou ficar velho e não poderei mais conduzir a minha bicicleta e ela vai ficar na minha garagem como um troféu das minhas memórias.
Conheci pessoas com o mesmo espírito, as quais me ensinaram alguma coisa, conheci outras que fico feliz por tê-las esquecido.
Algumas vezes me molhei, passei frio, senti calor e medo, caí e levantei, às vezes me feri.
Mas também sorri muito dentro de um capacete.
Falei inúmeras vezes comigo mesmo, cantei e gritei como um louco.
Sim, houve vezes em que eu chorei.
Vi lugares maravilhosos e tive experiências inesquecíveis.
Encarei curvas, daquelas que nem eu mesmo sei como saí inteiro e depois estive em outras mais perigosas.
Parei mil vezes para observar uma paisagem e falei com desconhecidos, me esquecendo daqueles que vejo todos os dias.
Rolei com meus irmãos e voltei para casa com paz no meu coração.
Toda vez pensei que seria perigoso, mas sempre tinha presente que o significado de ser corajoso é avançar ainda tendo medo.
Toda vez que eu monto na bicicleta penso como é maravilhoso tomar um caminho, muitos deles sem um destino traçado.
Parei de falar com quem não entende e aprendi a me comunicar com gestos… todos nós os entendemos!
É muito verdade: não é um meio de transporte confortável, não é um pedaço de ferro com duas rodas, mas sim a parte perdida dos meus sonhos e espírito.
Há aqueles que dizem que para ser uma pessoa mais séria teria que parar de andar de bicicleta.
Não respondo, só sorrio e penso: para aqueles que não entendem, nenhuma explicação seria suficiente e para aqueles que entendem… nenhuma é necessária!
É impossível explicar e falar de paz e liberdade a quem nunca pedalou. Andar de bicicleta… só sabe quem pedala,
Um feliz dia para todos os ciclistas que vivem esta “loucura”.”

De um modo sucinto, é aquilo o que sinto… Viver.

(fonte: https://www.facebook.com/157875931084373/…)

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resoluções/desejos/coisas para fazer no ano

Refeito dos efeitos do espumante, das doze badaladas e do fogo de artifício, endireito Sua Alteza e volto a pôr as duas rodas bem assentes no chão. Esta é altura ideal para estabelecer novas metas e considerar alguns desejos para alcançar nos próximos 12 meses.

Pretendo respirar ar puro e mover o meu corpo todos os dias. Seja para enfrentar a loucura rodoviária no meu comute diário, numa lúdica aventura betêteira ou numa ida nocturna ao WC para aliviar a bexiga, mexer as perninhas faz sempre bem.

Espero ter vontade suficiente para me levantar todos os dias da cama e me desafiar, mesmo que seja só para ir trabalhar. Que enfrente a estrada e alcance o cume de pelo menos uma montanha.

Anseio que o trambolhão da praxe seja suavezinho, venha como mais uma lição e que tenha paciência e perspicácia para aprender essa mesma lição, pela enésima vez… Pelo menos faço figas para que não mande mais nenhuma bicicleta para o galheiro!

Aspiro manter as amizades fortes e fazer muitas outras. Novos companheiros de estrada com quem possa compartilhar sonhos e objectivos. Correr o risco de enfrentar as distâncias e os incautos automobilistas. A escuridão e reflectir a minha presença na via, até ao nascer do sol. Ah… e que as assaduras não esgotem o stock de Halibut.

Confio que as correntes e os cabos do desviador se aguentem à bronca. Caso cedam, então  que aconteça a pouca distância de casa ou pertinho de uma loja de bicicletas. O mesmo espero que aconteça com os infalíveis furos, ou pelo menos que não me chateiem quando me esquecer da câmara sobressalente… ou da bomba-de-ar!

Parar de comprar coisas de ciclismo que já tenho ou que então não precise, mesmo que as promoções me consumam. Posso sempre tentar algo que parece ser impossível, encontrar as meias certas ou os óculos escuros quando estiver pronto para sair para mais uma pedalada, mas não prometo.

Finalmente, que tenha tempo e capacidade iguais para me deliciar com uma viagem requintadamente longa para depois ter um dia de descanso requintadamente preguiçoso. Claro que o desejo de liberdade é mais forte que a paixão, certamente encontrarei o valor em ambos. Pelo menos ter assegurada aquela boleia de resgate quando não houver outra salvação.

E é tudo, acho…!

Bom ano, nota 20, e boas pedaladas.

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2019 em poucas imagens… em poucas palavras

Estes são alguns dos bons momentos deste ano que finda, um ano positivo em termos de contabilidade do pedal, onde mais de 70% dos dez mil quilómetros acumulados a rodar as pernocas foram registados na utilização diária da bicla.

O único e doloroso senão foi o acidente com outro ciclista durante o meu commute pós-laboral.  Felizmente as consequências físicas são (espero) recuperáveis.  No que diz respeito ao esqueleto da minha querida bicla Tripas, que levou a pior, está ainda em reconstrução.

O blogue é que tem estado um pouco bastante murcho, mas lá vai sobrevivendo às agruras da falta de tempo, inspiração, pachorra mesmo, deste seu mentor que para o manter mais ou menos interessante para os seus dois ou três seguidores, lá vai publicando conteúdos de interesse duvidoso, só para manter este muquifo livre de teias de aranha.

Mais uma vez o ano passou a voar. Aliás, todos somados, fica sempre aquela sensação de que os anos passam cada vez mais depressa. Mesmo assim, desejo para mim e para os meus amigos que 2020 seja fantástico, que continuemos a fazer da bicicleta um instrumento da nossa liberdade e necessidade, mantendo rotinas e acrescentando novas rotas ao mapa das realizações pessoais.

Bom ano e boas pedaladas.

 

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pesado, sem estar a falar de papo cheio

O dia depois do Natal é aquele dia em que só conseguimos rebolar.

Depois uma tempestade a seguir a outra, da depressão Fabien a seguir à depressão Elsa, com chuva e rabanadas de vento à fartazana, as pedaladas têm sido limitadas ao estritamente necessário – era isso ou aqui o que vos chateia teria ido na enxurrada e não chegaria a provar da doçaria natalícia.

Ao contrário das catástrofes naturais, para as quais raramente estamos preparados, sentiu-se também o sobressalto da depressão Centeno, para o qual o dique da paciência está prestes a rebentar. Este Orçamento do Estado para 2020, com um superávite previsto de 0,2% e um enorme aumento de 0,3% para os funcionários públicos, que como eu não vêm um cêntimo ser acrescentado ao ordenado base vai para mais de dez anos, também dá para rebolar, se de riso ou de choro já não sei bem!

Eu sei, eu sei… Para post pós-natalício isto está um tanto ou quanto pesado. Vou ali comer mais uma rabanada, a ver se adoço o bico e se engrosso mais um bocado.

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uma pequena prenda de Natal

A Avó que Percorreu o Mundo de Bicicleta

de Gabri Ródenas; Tradução: Maria João Ferro

 

Sinopse

“Um livro de autoajuda em que o leitor é o verdadeiro protagonista.

Doña Maru tem noventa anos e uma vida pacata em Oaxaca, México. Percorre diariamente de bicicleta uma longa distância para levar doces, alegria e o seu sorriso às crianças do orfanato. Criada, ela própria, num orfanato, no Chile, de onde fugiu com treze anos, sabe bem o que é estar só no mundo. A vida não foi fácil para ela, mas a velha senhora sempre manteve o caráter rebelde e ouviu os murmúrios do seu coração.

Quando descobre que tem um neto, em Veracruz, decide partir a galope no cavalo de vento? A sua velha bicicleta? Em busca do rapaz numa viagem reveladora do poder dos sonhos.

Com esta fábula cheia de magia, humor e espírito positivo, Gabri Ródenas convida-nos a abrir a caixa dos tesouros que a vida nos oferece – a esquecer o que nos entristece ou o que nos aborrece para abraçarmos uma existência mais emocionante, mesmo que de início isso nos possa parecer desconcertante e insólito. É um convite para vermos a realidade tal como a víamos nos longos verões da nossa juventude, em que tudo resplandecia e o mundo se revelava pleno de aventuras e oportunidades.”

Nota do autor
«O teu coração sempre soube do que necessita e que caminho deve seguir, embora não lhe tenhas prestado atenção. Agora aprenderás a fazê-lo. Precisas apenas de ouvidos para escutar e um coração para sentir.»
Gabri Rdenas

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fotocycle [246] pedalar é…

… o livre pretexto de escolher a rota. A regalia de contemplar o que vem após uma curva. Colorir o horizonte e ficar a ver navios.

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gesso… Nããã! Gelo Challenge

“GESSO CHALLENGE… 16 de novembro. Mais pormenores brevemente”.

E depois do “brevemente”, novo post:

“Entendam que é um passeio completamente desorganizado, regido por uma anarquia total (pelo menos assim tem sido). Se esperam médias altas, essas irão aparecer apenas na descida da Graça e nem para todos. Resumindo, uma voltinha domingueira. Mas mesmo sendo completamente desorganizado, há alguns pormenores a terem em conta…

– Dia 16 de novembro pelas 8h.

– Haverá uma paragem sensivelmente a meio para um cafézito e umas 200 fotos.

– Para aqueles que queiram fazer apenas o percurso da ida, iremos proporcionar meio de transporte de regresso… A vossa própria bicicleta. Por isso se querem regressar a casa tratem de vida ou dêem ao pedal 😛

– Toda a despesa feita pelo “organizador” durante o dia terá que ser suportada pelos participantes 😛

– Como sempre, este será o percurso que eu irei fazer, mas todos são livres de, regidos por uma anarquia total, fazerem aquilo que bem entenderem.

[…]

“Ainda está muito escuro lá fora”,  conferia a meteorologia com o telemóvel na mão e fazia contas a quantas camadas de roupa iria precisar.

Encontro o Senhor Machado à hora marcada, e a par se rumou, a parlar até Ermesinde City, para desespero de um ou outro enlatado, para aquecer um bocado, para o rendez vous e partida oficial na Tasca da Trabancela.

Mais um ano e mais uma edição, a nona, deste mega evento de renome mundial, internacionalmente conhecido como Gesso Challenge.

Basicamente, diz o organizador, é manter a tradição de anos anteriores.

Reunir alguns masociclistas na tasca, pagar o café para formalizar a inscrição, e desde logo encetar a pedalada ao alto da nossa tão querida Graça para uma boa dor de pernas, comemorar a amizade e esperar que para o ano se repita… o evento, pois claro.

Tudo começou com uma ida do nosso anfitrião ao cocuruto do Monte Farinha, o alto da Senhora da Graça conhecido a nível nacional, e não só, porque é ali que se cumpre anualmente uma das chegadas mais emblemáticas da Volta a Portugal em Bicicleta.

Esta estrada é a síntese entre o esforço heróico de quem se aventura a subir os 8, 4 quilómetros no pico do verão e a recompensa de uma paisagem arrebatadora. Santuário dos aficionados das pedaladas, os 7,2 % de média de inclinação desta mítica subida são um desafio de referência para qualquer ciclista, antecipando o possível sobreaquecimento do motor.

Mais uma vez consegui a proeza de ser o último a chegar lá acima!

Mas se no pico do verão a recompensa da escalada é a consequente relaxante e refrescante descida, num dia outonal como este a descida não teve assim tanta graça. Vestida toda a roupa para enfrentar o gélido atrito da descida, só mesmo a vontade de chegar à pizzaria, sonhando com a crepitante e fumegante Quatro Estações tamanho familiar à minha frente, deu para curtir uns largos minutos de descida rápida quase em hipotermia.

Aquele sábado tinha tudo para que me convencer ficar esticado no sofá com a mantinha nas pernas, ao comando do zapping mode. Mas não. Um tal de Frinxas el Térribelé®️ havia lançado o desafio e eu, de novo, caí que nem um patinho.

Qual gesso challenge qual quê?! GELO CHALLENGE, isso sim.

Depois das despedidas à Senhora, foi rolar calmamente pela encantadora ecopista do Tâmega até Amarante e tomar a consciente decisão do desvio para Vila Meã e recorrer aos préstimos da CP, esperando pelo climatizado comboio urbano para o Porto.

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