duas rodas, dois artigos

Dois artigos com a etiqueta “can’t miss”,  de leitura imperdível, que nos dão curiosas prespectivas das bicicletas, essas vellhas p…

As bicicletas, essas putas

Andar nas ruas de Amesterdão é um pouco como ser perseguido pela máfia, agentes da judiciária e espiões soviéticos durante a Guerra Fria, todos ao mesmo tempo. Na realidade, o sentimento de estarmos num filme de espiões é tão autêntico que só falta a mala com os códigos de um qualquer míssil nuclear. A desconfiança é constante, olhamos para trás e para os lados com incerteza, e todos nos querem matar. E é mesmo verdade. As estimadas 800 mil bicicletas existentes na cidade não param por ninguém. Nem querem saber. Vêm lançadas com a autoridade de quem “manda nesta merda toda sou eu” e acabou. Não há conversa ou discussão possível.”…

Lê o artigo completo em: http://visao.sapo.pt/nos-la-fora/2016-08-23-As-bicicletas-essas-putas

A velha bicicleta

O escritor italiano, Giovani Guareschi, conhecido pelas histórias de uma pequena aldeia, onde vivia Padre Camillo, católico fervoroso e teimoso, sempre as turras com o alcaide comunista Dom Peppone, traz uma singular descrição do veículo de transporte mais utilizado no início do século passado: a bicicleta.

Em Bassa, o pequeno vilarejo, todos, sem exceção, dos oitenta aos cinco anos de idade, andavam de bicicleta.”…

Lê o artigo completo em: https://correiodolitoral.com/14637/colunas/colunistas/correio-de-itapoa/a-velha-bicicleta

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can’t miss [157] carretofixo.blogs.sapo.pt

O hábito da bicicleta

http://carretofixo.blogs.sapo.pt/invade-43303

à falta de foto, esta veio do mesmo sítio: http://carretofixo.blogs.sapo.pt/invade-43303

“Nós somos seres de hábitos. Nós somos comodistas. Nós temos uma certa aversão à mudança. Nós somos preconceituosos. Não há volta a dar.
Quando olho para trás e vejo a resistência que fiz para largar o automóvel e implementar a bicicleta nas minhas rotinas e respetivas deslocações diárias, nem quero acreditar! Algo que hoje faço com a maior das naturalidades, ao ponto de já não me ver fazê-lo de outra forma.
Comecei. Debati-me com supostas adversidades. Desisti. Esqueci. Voltei, mesmo que motivado por circunstâncias exteriores. Repeti. Adaptei. Adaptei-me. Continuei. A bicicleta faz parte da minha rotina. Hábito implementado.”…

E como este blogue é também uma “blogcicleta” de hábitos, partilho aqui mais um interessante espaço e o respectivo link (http://carretofixo.blogs.sapo.pt/o-habito-da-bicicleta-55483) para continuares a ler o  testemunho do Carreto Fixo.

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can’t miss [156] infinitomaisum.com

O Dia em que Aprendi a Andar de Bicicleta

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“Se alguém me dissesse que, aos vinte e três anos, ia aprender a andar de bicicleta eu ia-me rir muito. Porquê? Porque pensaria que nesta altura do campeonato já não haveria nada a fazer e que se não aprendi com dez anos não ia ser agora que ia acontecer. Enganei-me.

A verdade é que eu, Ana Garcês, aprendi a andar de bicicleta graças ao Mário, que tinha feito a promessa de me ensinar mal soube da minha condição de não me conseguir aguentar em veículos a pedal com duas rodas. E é essa a história que vos venho contar hoje.”…

Continuar a ler

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fotocycle [191] um nevoeiro estranho

está um nevoeiro estranhoEstou aqui de frente ao oceano mas o cenário é estranho. O som anódino das gaivotas, um céu que não é azul, a maresia misturada com um odor defumafo. É tristeza o que se sente nessas ocasiões. Como num fugaz se tornam em cinzas a Natureza, a floresta, lugares tão emblemáticos como a Serra da Freita e a ilha da Madeira. Deixa um sentimento de impotência. Incêndios ateados cruelmente por criminosas intenções, chamas que há dias devastam bens e consomem vidas. Deixam um rasto de destruição. O tempo  e o vento amplificam a desgraça e cobrem a cidade com um manto escuro. O sol está envergonhado, o  ar está pesado. É dificil respirar, mais difícil é entender…

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can’t miss [155] thecityfixbrasil.com

(Para reflexão de todos e acordar os gestores públicos cá da praça)

Fazer da bicicleta uma realidade exige mais do que construir ciclovias

By Paula Tanscheit in thecityfixbrasil.com

thecityfixbrasil.com

“Parte da infância de muitas pessoas, as primeiras pedaladas em uma bicicleta geralmente remetem a memórias positivas. No entanto, aos poucos as magrelas vão ficando sem uso e sendo substituídas por outros meios de entretenimento e de transporte. A questão é que o estabelecimento de uma mobilidade sustentável de centenas de cidades pode, num futuro bem próximo, depender delas. Fazer elas voltarem às ruas só precisa de um pouco de incentivo.

A experiência em muitas cidades sugere que oferecer instalações especiais para o trânsito de bicicletas é apenas uma parte – ainda que de grande importância – do processo de estimular cada vez mais pessoas a pedalar. Políticas mais amplas, que incluem mudanças no desenho urbano das vias, áreas sem carro, regiões de baixa velocidade, todas essas são atitudes vitais para que a população se sinta segura a trocar o transporte particular pela bicicleta. Porém, aproximar a própria bicicleta das pessoas também é necessário. Para isso, cidades podem valer-se das mais diversas iniciativas, desde fechar ruas para o uso da bicicleta aos domingos ou organizar workshops para quem quer começar a pedalar, até a promoção de megaeventos.”

(continua ler este excelente artigo em thecityfixbrasil.com)

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sinais de fumo, sinais de alerta

o filtro fumarento

O sol poente de ontem estava deslumbrante, mas a beleza do momento não representa a realidade que quero realçar. O céu está quente, ardente, turvado pela fumaça que cobre a cidade e filtra o sol.

Antes de mais, aos nossos heróis, bravos soldados da paz, muita força e coragem.

O Grande Porto está em brasa e as altas temperaturas combinadas com o vento forte e seco fazem com que chamas imparáveis destruam a floresta e tudo o que apanham pelo caminho. A mão criminosa aliada à falta de limpeza das matas, continua a ser a maior causa do flagelo dos incêndios. Ainda há dias, quando pedalava pelo Monte de Santa Justa, fiquei chocado com a quantidade de pneus velhos, lixo e entulho criminosamente espalhado pela mata. Todos nós sabemos que a floresta só com o calor não arde e que muitos destes incêndios não são obra do acaso. O fogo posto e a falta de limpeza das matas deve ter mão pesada da justiça.

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fotocycle [190] el rei vai de bike

Surpreendentemente, ou não, o dia acordou envolto pela neblina. Um manto cobre as copas das árvores, dilui o firmamento da cidade e tolda-me o horizonte. Gosto deste mistério das manhãs de nevoeiro, deste místico despertar tripeiro, da bruma fresca e parda melancolia que me transporta… até o regresso do tão desejado sol! E eu aproveito cada momento.

el rei vai de bike

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amor é, chegares a “casa” e ouvires a frase: “Que é!? Vais já para a banheira.

“-Vais pedalar? -Vou… -Vai com cuidado.” Este é o diálogo rotineiro a cada minha saída matinal de licra vestido e capacete na tola. Não imaginava ela para onde eu ia pedalar esta manhã de Sábado, só havia avisado que não me esperasse para o almoço.

Serra #20

Não é todos os dias que tenho a possibilidade de marcar o rodado dos pneus em trilhos de todo-o-terreno. Sem viatura própria, isto é, sem uma bicla de bêtêtê decente, moderna e funcional guardada na arrecadação, para aceitar o convite do Rui tive de recorrer ao empréstimo da sua Rockabilly, assim a baptizei. Ponto de encontro na Ribeira com o Luís e o Tozé, aka W. Wolf, amigos com quem fizemos a recente bicigrinação a Compostela. Também alinharam no desafio o Domingos, o Sérgio e o filho do Luís, num excelente convivo por montes, vales e rios. Um magnífico passeio pelo nosso quintal serrano, comendo pó e bebendo camaradagem.

Depois de uma semana de intenso calor, estranhamente a manhã estava fresquinha e carregada de nuvens, mas estávamos optimistas. Cumprimos nas calmas o percurso alcatroado até às portas de Valongo, para então começarmos a desbravar a Serra e acumularmos bons momentos. Orientados pelo lobo mau, o tal das “subidas lizinhas, sem dificuldade nenhuma”, galgamos trilhos agrestes de pedra solta, ao ponto alto da paisagem se abrir à nossa frente, e depois descer vertiginosamente num downhill alucinante e poeirento. Eu era sempre o último a chegar aos cursos de água.

A luz enevoada dos densos arvoredos, a orografia dos trilhos do Paleozóico tornava a coisa quase mística, mas só até ao reencontro com o asfalto. Justamente na íngreme ascensão empedrada do Monte de Santa Justa, aos poucos fomos chegando ao cume para a foto de grupo na escadaria da capela.

É tão agradável a sensação de pedalar no meio do monte, na paz e sossego da floresta, nos misturarmos com a natureza para voltarmos de novo à civilização e, demorado algum tempo, percebemos que não sabemos bem onde estamos! E quando dei por ela já estávamos no alto da Senhora do Salto! Então descemos para finalmente relaxarmos ao sabor da célebre febra no pão, com todos os extras a que tínhamos direito.

Serra #12

Pouco interessado nas mudanças de humor do clima, ao rever aquele “pequeno Canyon”, as escarpas de rara beleza sobre o Sousa, recordei momentos de infância quando os meus pais nos levavam a visitar a capela, merendar e refrescar nas límpidas águas do rio. Gostei de lá ter voltado mas estava triste com o panorama. Aquele mastodonte de cimento, obra do chamado “desenvolvimento”, que paira incongruente sobre um inestimável património natural é demasiado chocante. Os crimes ambientais são facilmente perceptíveis, a poluição do rio e a chamuscada mancha florestal que recentemente foi consumida por mais um incêndio no mínimo duvidoso.

Reparado o estranho furo detectado na minha montada, rápido embalamos pelas margens do rio até reencontrar a estrada e, numa cota bem mais elevada, voltar a sair dela para de novo britar pedra, subir e descer, recarregar os níveis de adrenalina deixando um opaco rasto de pó. O reino da fantasia foi por momentos interrompido pelo roncar do motocross, para logo voltarmos ao silêncio e ao suave zumbido das correntes e dos estalinhos das transmissões das bicicletas… ah, e o rock & roll saído da coluna de som da bicla do Domingos!

Estranhamente, o comandante lobo desorientou-se, enganou-se no caminho até no meio do mato descobrir um autóctone, espécie de gêpêesse humano da terrinha, que nos recolocou no rumo certo. E o rumo era o regresso à estrada, descer ao Douro e à velha nacional 108, para numa cadenciada… vá lá, cansada pedalada, voltar ao ponto de partida. Rebocando quem atrás vinha e ouvia música, a música do vento que se podia ouvir, chegamos a tempo do lanche. Despedidas feitas, cada qual rumou para sua casa…

… e em “casa” me apresentei, feliz da vida, nesta triste figura!… “-Olá amorzinho!” :)

Serra #23

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estamos de Volta, temos equipa

ciclista de chumbo FCP

Como portista e adepto do ciclismo, não poderia deixar de afixar um postal do há muito ansiado regresso do Futebol Clube do Porto à Volta a Portugal em Bicicleta. Hoje dão-se as primeiras pedaladas para a 78ª edição da prova. As camisolas azuis e brancas, associadas à W52, voltam a colorir as estradas de norte a sul do país. Da equipa composta por oito ciclistas, sob a direcção desportiva de Nuno Ribeiro, consta o vencedor das mais recentes edições da Volta, Gustavo Veloso, e um grupo de ciclistas experientes e jovens promessas, alguns deles com historial familiar no ciclismo do clube, embaixadores da mística que irão dar tudo para engrandecer o histórico do clube na maior corrida de bicicletas de Portugal, agora com máquinas em carbono.

Ao longo da história da modalidade, alguns dos melhores e mais prestigiados corredores do pelotão português representaram o clube do dragão, destacando-se Emídio Pinto que se tornou um nome incontornável no historial de sucesso azul e branco no ciclismo português. O ciclismo, então praticado em bicicletas de aço e de alumínio, representou um papel importante no crescimento eclético do FêCêPê. O clube deu as primeiras pedaladas na modalidade em 1945 até a suspender em 1984. O FC Porto detem o maior número de títulos de vencedor na mais importante prova velocipédica nacional, doze vezes colectivamente e treze vezes individualmente:

1948 – Fernando Moreira; 1949 e 1950 – António Dias dos Santos; 1952 – Moreira de Sá; 1959 – Carlos Carvalho; 1960 – Sousa Cardoso; 1961 – Mário Silva; 1962 – José Pacheco; 1964 – Joaquim Leão; 1979 – Joaquim Santos; 1981 – Manuel Zeferino; 1982 – Marco Chagas.

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fotocycle [189] livros para sonhar, bicicleta para voar

Há um pintor galego que gosta de andar pelas cidades a desenhar, ilustrar e pintar o que nelas mais o encanta e impressiona. David Pintor, um humorista gráfico, caricaturista, ilustrador e pintor, com várias exposições, prémios e livros publicados. Pois em Lisboa, foram os monumentos, a calçada, as sardinhas e os eléctricos que mais o inspiraram no seu livro de ilustrações onde David Pintor esboça o seu fascínio pela cidade alfacinha, ao longo de cerca de trinta desenhos, um agradável passeio conduzido pelo seu alter-ego que se desloca de bicicleta. Uma forma muito peculiar de convidar conhecer a cidade.

David Pintor - livros para sonhar

No Porto, quem passa pela rua das artes, a Rua Miguel Bombarda, não passa despercebido ao mural assinado por David Pintor onde o próprio surge autoretratado e, enquanto protagonista, sonha nas asas de um livro. E porque os livros são o alimento da imaginação, tal como são as bicicletas, achei por bem emprestar-lhe a minha, aquela que me fazia voar naquela bela manhã.

http://www.davidpintor.com/

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