passe a publicidade [77] OSOB + VELO CULTURE CARGO BIKE

Uma homenagem ao nosso bairro e a uma forma mais sustentável de viver a cidade // Celebrating our neighbourhood and a more sustainable way of living the city.

OSOB + VELO CULTURE – Handmade in Porto, Portugal
Realização, edição e sonoplastia: João Bento Soares – joaobentosoares.com/
Filmado em Matosinhos, Porto
veloculture.cc
Agradecimento: Manifesto | omanifesto.pt/

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isto é assim…

isto-e-assim

A uma semana do tradicional L’Antique, o brevet suavezinho que dará início às hostilidades dos randonneiros tugas, já era mais que tempo de perceber como reagiriam as pernocas a uma sova das boas, ou seja um dia inteiro a dar ao pedal . Sem grandes planos quanto ao destino ou à distância, o encontro estava marcado bem cedo com o amigo Jacinto, um pouco receoso da sua capacidade física após uma arreliadora gripe que o atirou para a cama durante três semanas, e com o sempre bem disposto Manuel Couto, mais acostumado aos raids pelo monte e que fará deste o seu primeiro BRM homolgado.

Que dia maravilhoso para um passeio! Fora de casa um frio de rachar, mas a erva é verde estava branca, o céu azul e o sol a girar. Mas quem presta atenção ao termómetro e ao vento gélido quando é hora de pedalar?! A malta encheu-se de roupa e coragem, e fez-se à estrada com a firme intenção de cumprir um roteiro à imagem e semelhança da planície ribatejana, planinho quanto baste. As estradas do litoral são generosamente rolantes, como tal a opção foi rumar a sul junto ao mar.

“Isto é assim…” , “Isto é assim!…” , o Jacinto repetia a cada meio minuto, qual papagaio da Fabrina, até que o Couto liga a aparelhagem da bicla e enche o ar, debitando notas musicais ao ritmo da pedalada e da simpatia. Com o vento a soprar pelas costas, tudo a correr às mil maravilhas, quando demos por ela já deslizávamos pela agradável ecopista da mancha florestal de Esmoriz, com a Mãe Natureza a proporcionar um belo espectáculo de cores e odores. Entretanto, mais pessoal se juntou e engrossou o pelotão até ao Furadouro.

A extensão do nosso plano era pedalar até quando nos desse a fome, ir parando, convivendo e tirando fotografias. Foi entretanto decidido um plano A. Uma vez chegados a São Jacinto seria o ponto de retorno, mas depois de reconfortar os estômagos numa esplanada ao sol a observar o ferry, ancorado e pronto a zarpar, sugeri então um plano B, estender o passeio pela Costa Nova até Mira, voltar a visitar a belíssima lagoa para registar a nossa passagem com a foto da praxe no banquinho mágico.

Depois das tropelias apontamos as biclas para norte, pela velha rabugenta N109, e foi com o vento a bater nas nossas caras que cumprimos a segunda parte da viagem. Os carros e camiões que ocasionalmente passavam não foram muito incomodativos. Apenas à nossa passagem por Aveiro, e já no cair da noite, o tráfego impunha-nos uma maior concentração na pedalada. Com os músculos a latejar, e de luzes ligadas, a vontade de comer uma sopinha não me saía do pensamento. Mas às 18h30 ainda não havia panelas ao lume. Só mesmo à entrada de Espinho é que se parou para uma dose dupla de boa sopa. Bem nutridos e agasalhados, o regresso à estrada foi a custo, com pedaladas mais sonolentas, demorando um bom bocado a  reaquecer o motor, mas o ânimo era grande.

Chegamos a casa, noite alta e de alma cheia. A nossa voltinha, que de início seria de aferição/preparação/…, foi uma grande curtição. No final das contas, completou-se um brevet de 200 quilómetros simplesmente incríveis. Ainda melhor do que isso foi sentir a boa resposta do corpinho à distância e às diferentes amplitudes térmicas, algo semelhante ao que certamente iremos encontrar no próximo sábado. As dúvidas que acossavam o Jacinto esvaeceram, ficando mais confiante para o próximo desafio, o L’Antique 200. Um dia rende mais quando é pedalado em boa companhia. Estamos em forma pessoal.

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reciclando [27] pare, escute e olhe

Os semáforos visam regular o fluxo do trânsito, garantir a segurança dos peões, controlar limites de velocidade. Tanto faz se vamos de carro, de bicicleta ou a pé, os riscos de incumprimento são claros e quem já apanhou um susto a sério sabe que sim. Quem quer que seja que passe um semáforo vermelho num cruzamento coloca-se em perigo, expondo-se a um acidente. Apesar da cidade ser perfeitamente ciclável, está sobretudo feita e regulada para o tráfego automóvel. Uma vez inseridos no car doom, os ciclistas terão sempre de cumprir as mesmas regras, mesmo que por vezes as julguem inadequadas às bicicletas. É ponto assente que quem anda na estrada tem obrigações e, uma vez na bicicleta, se o semáforo está vermelho, no cumprimento da lei temos de parar.

cheiro de chuva
Abundam no entanto vários estereótipos sobre os ciclistas. Chavão, cliché, estereótipo, qualquer que seja o palavrão, há um preconceito generalizado sobre este grupo social. A característica frequentemente mais depreciativa é de que todos os ciclistas são uns incumpridores, uns “fora-da-lei”! Ainda para mais, com a aprovação da Lei 72/2013, que actualizou alguns artigos do Código da Estrada, tenho lido nas redes sociais das coisas mais aberrantes e incompreensíveis de que os ciclistas são acusados. Algumas pessoas, automobilistas ou não, têm sobre nós uma espécie de fobia doentia. Não nos querem na estrada e vêem-nos como todas as coisas más, ora porque estamos no caminho, ora porque somos uns incumpridores, ora porque representamos uma mudança, o que para eles parece ser difícil de aceitar. E o exagero é norma. Todos os estereótipos impõem exagero, é um elemento chave do preconceito, e daí até generalizar a coisa é um instantinho. Basta estar atento ao não tema da actualidade, obrigatório enfiar o capacete!

Sinceramente, compreendo o porquê de quem pedala não se sentir obrigado em determinadas situações a parar perante um sinal vermelho! Até porque muitos dos semáforos instalados nas cidades estão ligados mais para regular a velocidade dos veículos motorizados. O semáforo tornou-se o sinal vermelho de tudo o que há de crendice contra os ciclistas. E apontam o dedo à ignorância, demonstrando muito do seu carácter, pois perante o mesmo incumprimento, constantemente observado no comportamento abusivo dos automobilistas, estes desviam a conversa, devolvendo com o falso argumento da pretensa obrigatoriedade de um seguro para os ciclistas, de licenças para as bicicletas, de penalizações só porque há quem se atreva a usar corpo na mobilidade em pé da igualdade de direitos na estrada. Eu já ouvi e li isto, infelizmente demasiadas vezes, e isto é o que enfrentamos nas estradas todos os dias. É raro escutar um não ciclista discutir desafogadamente o papel da bicicleta na mobilidade sem ouvir esse chavão que os ciclistas são uns fora-da-lei. A aceitação dos factos faz com que as pessoas tenham razão para reclamar, mas afirmar que os ciclistas são todos uns bandidos que escapam impunes às regras da sociedade é ter a cegueira permanente do que vejo com muito maior frequência, ou seja, automobilistas a acelerar no amarelo para cruzar a intersecção sob o semáforo vermelho, colocando-se a si e aos outros num risco muito mais elevado.

Como qualquer pessoa que anda na rua pode atestar, os ciclistas não são diferentes dos peões ou dos automobilistas. Bem ou mal, o comportamento por eles adoptado é parte da mesma cultura urbana que observamos por todo o lado. “Achas que eu sou parvo, havias de me ver ali plantado!” Uma vez parado num STOP, após confirmar que a via está desimpedida e sem trânsito, perante a “via verde”, não correndo o risco de atrapalhar os peões numa passadeira, da mesma forma que os peões o fazem, porque não atravessar com cautela, continuando em segurança o seu caminho!? Outro exemplo, que sei legal em vários países, é a possibilidade de avançar sob o semáforo vermelho nas viragens à direita. Confesso que também cometo as minhas infracções e assumo que não sou exemplo para ninguém. Até corri o risco de ser multado por passar num vermelho enquanto pedalava! Valeu-me o facto de o agente da autoridade me ter visto parado no vermelho antes de eu decidir avançar e entrar na rotunda. “Sim, eu passei no vermelho, mas se não havia trânsito!” O polícia condescendeu. Não estou com isto a dizer que fiz bem e que todos o devam fazer, sei bem que o quão fraco sou como elo nesta via, mas o facto é que por vezes me sinto mais em perigo ficando ali, na pole position, à espera do arranque da manada motorizada. Mas o melhor é mesmo respeitar as regras do código de estrada ao máximo, cumprir o código para receber em troca alguma dose de compreensão de quem connosco partilha a estrada, evitando constrangimentos e prejuízos, principalmente para nós.

pare, escute e olhe

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fotocycle [201] descontraido

Respiro fundo, sinto a liberdade, a independência, este modo de vida mais ou menos à nora, porque os caminhos que percorro são os que gosto, na firme intenção de me manter na direcção certa. E assim vou, aproveitando cada momento.

respirar-fundo

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can’t miss [169] oprojetopedal.wordpress.com

Concludente artigo de Pedro Silva sobre o não tema do momento…

Capacete obrigatório, sim, ou não?

É absolutamente inegável de que o capacete é uma peça chave na protecção da integridade física do ciclista e como tal este deve ser visto como obrigatório para quem recorre à bicicleta como forma de desporto, lazer, ou veiculo de transporte.

No entanto transpor da obrigação moral, para a obrigação legal poderá não ser de todo do interesse da comunidade ciclística.

O capacete e a mobilidade urbana.

É aqui que se apresenta o grave problema. Ao longo dos anos, tem-me passado pelas mãos diversos estudos sobre mobilidade urbana e estes são muitas vezes surpreendentes. Conclusões como: redução nos custos dos sistemas nacionais de saúde pela promoção do uso da bicicleta, melhoria no comercio tradicional através da alteração de artérias, eliminando a circulação de automóveis e promovendo a utilização pedonal e de bicicleta, aumento do valor de propriedades em cidades, etc… Poderia mencionar muitas mais, mas estas são as chaves, que contrariam o senso comum, de que o acesso automóvel beneficia a economia, mentira!

O ciclismo desportivo e de lazer, jamais poderá ser comparado com o ciclismo de mobilidade urbana, no entanto todos são caracterizados como “ciclistas”, todos estes modelos intervêm na sociedade de uma forma muito positiva e construtiva, mas devem ser vistos e tratados como segmentos e publico totalmente diferente.

Obrigar ao uso do capacete, seria castrar a mobilidade urbana e a promoção do uso da bicicleta em geral.

Se obrigar-mos alguém a usar capacete para se iniciar na bicicleta, as probabilidades são um enorme não à partida.”…

(Podes ler o artigo  completo em Projetopedal.com: https://oprojetopedal.wordpress.com/2017/01/10/capacete-obrigatorio-sim-ou-nao/#like-6147)

 

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ciclofilia [136] Biko Promo

“Biko es una app mobil que recompensa a las personas por rodar en bici por la ciudad.”

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nirvana em cenário urbano

nirvana-em-cenario-urbano-1Na calma relativa da balbúrdia urbana sinto cada solavanco, cada declive, cada mudança na configuração da estrada. A bicicleta é parte do meu ser. Firmo as mãos no alinhamento dos drops e sigo pedalando, entre carros, pessoas, animais, obstáculos e coisas estranhas. A ciclovia deve ter açúcar! No encontro com os paralelos, balanço e tremo. A corrente bate no aço, refreio a sensação com o rabo fora do selim. Vento, frio, o corpo reage enquanto a chuva bate na minha cara. Pensamentos que voam. No constante movimento sob o asfalto, a rua arriba e calco os pedais. Ouço os sons das máquinas, os ecos de urgência de uma cidade enfurecida com este ser humano que sai do alinhamento. Avanço com confiança. Não há percalços no caminho. Inclino-me e aperto os travões. Depois de ir buscar pão quente, o  momento da verdade chega…

nirvana-em-cenario-urbano-2… Estamos em casa!

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“muitas frutas, muitos legumes”

Sobreviveu a duas guerras mundiais, conheceu 16 presidentes da república francesa, viveu na Venezuela e no Canadá, mas agora o que quer mesmo é continuar a ter forças para pedalar.

Há coisa de três anos, o francês Robert Marchand conseguiu percorrer quase 27 quilómetros (26,927) de bicicleta numa hora. Falta dizer que tinha 102 anos.

Agora tentará ser a pessoa com mais de 105 anos a pedalar mais rápido numa bicicleta. Será hoje no velódromo nacional de Saint-Quentin-en-Yvelines, o mesmo no qual havia batido seu próprio recorde de velocidade sobre uma bicicleta para pessoas da sua idade. “Não estou tão bem quanto há dois anos, se estivesse seria um fenómeno, mas não sou um fenómeno”, declarou com modéstia e em tom de brincadeira.

Robert Marchand acredita que poderá percorrer 23 ou 24 quilómetros numa hora. “Se fizer 30 dirão que estava dopado”, sorri. O sentido de humor é um mero palpite para justificar a genica sem limites deste jovial ciclista: “Durante toda a minha vida pratiquei desporto, comi muitas frutas, muitos legumes, pouco café e álcool e nada de cigarros”, explica como factores chave para sua invejável forma física. “Como de tudo mas em pequenas quantidades e bebo ocasionalmente um copo de vinho, faço uma hora diária de alongamentos e outra ainda de bicicleta.”

A psicóloga e professora universitária Veronique Billat, que o acompanha desde que completou 100 anos, completa o mistério: “Tem um corpo pequeno, mede apenas metro e meio, mas tem um coração que bombeia tanto sangue por minuto como o de uma pessoa maior”. Sua personalidade também desempenha um papel fundamental: “Tem uma grande determinação, não hesita, não tem medo de tentar as coisas”.

Marchand diz não temer a morte, apenas a paralisia. Enquanto isso, não para de pedalar.

Allez Robert.

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parabéns vereadora Marta Peneda e Dr. Bragança Fernandes

Este exemplo é raríssimo cá na terrinha (acho até que é inédito) mas é uma excelente iniciativa que pode motivar as massas, as velocipedistas e as municipais. Ando há anos nisto de pedalar de casa para o trabalho e nem um cafézinho ou uma palmadinha nas costas, mas insisto e não desisto.

(foto via: Troca Trilhos – Juntos vamos Caminhar, Correr e Pedalar)

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ciclistas portugueses contra o uso obrigatório do capacete

“A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta manifesta-se contra o “uso obrigatório do capacete” e exige “uma tomada de posição” por parte das autoridades fiscalizadoras do trânsito e do actual governo”

inicie-o-ano-a-pedalar-fpcub

Texto de Andreia Cunha • 02/01/2017 in P3 Público

“No próximo domingo, dia 8, o Terreiro do Paço, em Lisboa, é o ponto de encontro da manifestação que pretende juntar utilizadores de bicicleta em protesto contra algumas das medidas presentes no novo Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE2020), que se encontra em consulta pública até ao próximo dia 8 de Janeiro.

O protesto organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) é “uma tomada de posição”, frisa ao P3 José Manuel Caetano, explicando que a ideia é “alertar” para a preocupação em relação a “algumas alterações que venham a ser tomadas pelo governo e que podem restringir o uso da bicicleta”.

Em causa estão, entre outras medidas, a obrigatoriedade de utilização do capacete pelos utilizadores de velocípedes e o cumprimento das regras através de medidas de fiscalização dirigidas para os comportamentos de alto risco, como o desrespeito da sinalização semafórica e a não utilização de iluminação. A FPCUB, em comunicado enviado ao P3, classifica “estas propostas como negativamente discriminatórias” e considera necessária a revisão destas medidas.

“Nós não somos contra o uso de capacete e até recomendamos. Somos é contra o uso obrigatório do capacete porque consideramos que a sua utilização deve depender da livre vontade de cada um”, explica o presidente da FPCUB, que fala da possibilidade desta obrigatoriedade ter influência directa no “número de pessoas a andar de bicicleta”. “Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde, o uso obrigatório do capacete é nefasto e está a provocar uma redução de 40% no uso da bicicleta, ou seja, as pessoas estão a deixar de fazer qualquer tipo de exercício, aumentando o risco de doenças”, acrescenta.

Para justificar a crítica ao programa de acção do governo, José Manuel Caetano sublinha ainda que “os limites de velocidade não estão a ser cumpridos”, bem como “a distância dos automóveis quando passam por um ciclista”. Mas por que razão não são cumpridas estas normas? O responsável aponta a “falta de fiscalização e penalização” por parte das autoridades.

O principal pedido da iniciativa “Inicie o Ano a Pedalar” é a “acalmia do tráfego” e a execução das normas presentes no código da estrada, de forma a “reduzir as sinistralidades e as mortes que envolvem ciclistas e peões”. “Hoje a bicicleta está no mesmo pé de igualdade que o automóvel e parte dos automobilistas não conhecem o código da estrada. O que pedimos é que as autoridades reforcem a formação e alertem os automobilistas que não estão a cumprir as normas”, afirma o presidente da FPCUB. “A manifestação é um alerta e uma forma de chamar a atenção as autoridades, procurando que seja cumprida a lei”, garante.”

fonte: http://p3.publico.pt/node/22543

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