…para além do facto de ser a melhor altura do ano para pedalar

“Os dias ficam mais curtos; As manhãs podem estar frias; Faz vento; Pode chover com mais regularidade… Ah e tal, e coiso!!!”

Desculpa lá, mas não é pela chegada deste friozinho de Outono que te vai impedir de saíres a pedalar na tua bicla, sempre e quando tiveres vontade. Não deixes que uma coisinha de nada como a mudança do tempo te faça deixar a bicla pendurada em casa, parando as pedaladas para o trabalho, para o café ou para a casa da sogra…

Já sabemos como o Outono pode ser instável e por vezes até será difícil encontrar motivações suficientes para sair de casa, sentado ao selim, a sacudir o capô, debaixo de uma chuvinha molha-tolos, mas se quiseres encontrarás sempre muito boas razões para pedalar, nesta ou em qualquer época do ano.

Sim, este sou eu a pedalar para a casa da sogra, e deve ser só por isso que gosto tanto do Outono, deve!

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fotocycle [236] a sentir-me romântico

Apesar de já ter percorrido novecentos quilómetros, assim visto, deste magnífico miradouro, o rio não parece cansado, correndo alegremente debaixo da ponte que lhe marca o destino. Casmurro, transportando conforto e almas, o rio lança-se no revolto oceano cujas ondas se abatem nos molhes da Foz.

Daqui miro o Douro, a última curva, a paisagem. Sob o arco da ponte mais um barco carregado de turistas. Uma visita sem pressa, maravilhado pela magia que só a luz do entardecer tem, seduzido pelo silêncio que nem a cidade se atreve a quebrar.

É pelos caminhos do romântico, por esta cidade feita do sabor do tempo e onde as ruas escondem mistérios, que retomo o caminho para casa e me reencontro com o rio, entretendo-me com as gaivotas, o vento e a maresia que este poderoso caudal de água encontra no seu abraço extremoso com o mar.

Aproveito cada momento.

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projecto Pedalar Sem Idade

Foi através da partilha do meu amigo Manuel Couto que fiquei conhecedor de uma excelente iniciativa para a nossa cidade: O projecto Pedalar Sem Idade – Porto (Cycling Without Age).

Um grupo de voluntários do Porto pensou trazer para a nossa cidade uma ideia que já faz gente feliz em mais de 30 países: Passear pessoas idosas, de mobilidade reduzida, pela cidade em bicicletas dinamarquesas com motor eléctrico e plataforma elevatória de acesso, adaptadas ao transporte confortável de duas pessoas. Trazem até uma manta para manter as pernas quentinhas e uma cobertura impermeável para os dias de chuva.

“Somos pais e filhos, tios e irmãos. Todos vamos envelhecer e todos temos gente muito próxima a quem a idade tirou alguma coisa. Queremos devolver à terceira idade algo que quase sempre lhe falta: mobilidade.”

O Rotary Club Porto Portucale Novas Gerações, o promotor que havia lançado a campanha de financiamento, apresentou sábado passado, no Edifício Transparente, a bicicleta que permitirá a vários felizardos voltar a sentir a satisfação que é a de passear de cabelos ao vento. Este veículo fantástico irá acrescentar movimento à vida destas pessoas e um dos prazeres que o envelhecimento lhes tirou.

Queres saber mais sobre este projecto? Clica nos seguintes links:

facebook.com/pedalarsemidadeporto
www.pedalarsemidade.pt

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can’t miss [193] jornalciclismo.com

As bicicletas atropelam os automóveis

O tema da circulação de velocípedes nas estradas, onde podem andar, dá cada vez mais que falar. Sendo em número crescente os utilizadores da bicicleta, sobretudo usada como lazer, mas também como simples meio de transporte, acaba por ser natural, segundo os padrões latinos e do Sul da Europa gerar-se alguma discussão.

Ao ouvir/ler alguns comentários, ou até ver/ouvir programas de televisão ou de rádio, de audiências massificadas, fico contudo, por vezes, com a sensação de que são as bicicletas ou os peões que atropelam os carros e os automobilistas, como sabemos, com notável capacidade letal! Na estrada, não há arma maior do que um ciclista, envergando um fato de licra e um capacete de esferovite tratada.

[…]

Podes ler o artigo completo em http://jornalciclismo.com/?p=49156

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soube bem mudar o chip

Às vezes, quando revejo as minhas memórias, vejo bicicletas. Fecho os olhos e desbravo um trilho de recordações, terra batida, lama, paralelos aleatórios e asfalto esburacado. Quarenta anos mais novo, no selim de uma bicicleta “de corrida”, a Altis cor de laranja do meu pai. A pura rebeldia da juventude. O caminho marcado ao longo dos anos, joelhos e cotovelos esfolados. O rosto sujo e suado, de sorriso e calção rasgado.

Soube bem mudar o chip e voltar a ser um bicho do mato. Trocar a burra de estrada pela roda 26. Descer à maluca, agarrado aos travões de disco, aos pinotes com pneus de monte. O Rui se quiz a minha companhia teve de me emprestar a Bergolina que serviu lindamente para me deixar levar pela conversa da malta amiga do bêtêtê. De novo a terra batida, a lama, paralelos aleatórios e asfalto esburacado, que me reavivou memórias de outros tempos, desta vez pelos trilhos enlameados das Serras do Porto, no NGPS Gondomar.

Depois o furo da praxe e a surpresa pelo nosso pequeno (cof.) engano! Como eu o Rui não usamos essa  geringonça do gêpêésse e contavamos com o ovo no cú da galinha, seguindo na roda dos experts, ao falhar o desvio previsto, foram uns para um lado, eu e o Rui para o outro, que era apenas o percurso mais longo de 70 km’s, o que que só veio adocicar ainda mais um Sábado fresco e tristonho.

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fotocycle [235] Foto: Luis Moreira

Este é um belo exemplo do “efeito panning”. Na linguagem fotográfica, a técnica panning é um efeito óptico que se obtêm de um objecto em movimento. Esta técnica permite “congelar” um assunto ou objecto em movimento, enquanto o fundo fica borrado ou desfocado. É uma técnica muito usada, por exemplo, na fotografia desportiva.

Para o meu amigo Luís Moreira captar esta belíssima fotografia, manipulou a sua Canon e utilizou esta técnica de uma forma brilhante. “Apanhou” a elegante ciclista em movimento lateral à sua posição, a forma mais adequada para que o efeito resulte, e o resultado é fantástico.

O panning parece ser bem complicado, mas com alguma prática e o equipamento adequado, o fotógrafo pode ensaiar várias fotografias criativas. Com a ajuda de um tripé, ou um monopé, fica mais fácil conseguir o efeito nas fotografias. Um pré-requisito, no entanto, é ter uma câmara fotográfica com compreensão básica do triângulo de exposição (ISO, velocidade e abertura). Com esses 3 componentes em simultâneo pode manipular a luz.

No modo manual ou semi manual, ajustando manualmente a velocidade do obturador (da velocidade normal, 1/25 sec, para, por exemplo, 1/40 ou 1/60 sec), a partir daí pode experimentar e regular a velocidade do obturador com a velocidade de movimento do objecto. Com o modo de foco da câmara configurada para o AI Focus, a câmara vai ajustar continuamente o foco ao objecto conforme este se move.

Quando o objecto que deseja evidenciar se aproximar, deve apontar e focar o objecto em movimento, acompanhando-o e começando a tirar a foto. Uma dica será tirar uma série de fotos no modo burst. Como a velocidade do obturador está lenta, quando a exposição terminar, o objecto que estava em movimento ficará focado enquanto o fundo da imagem estará desfocado. Porém isso só irá acontecer se conseguir seguir a velocidade do objecto com a sua câmara à mesma velocidade, anulando assim o seu movimento.

O meu sonho é conseguir uma fotografia tão bela quanto esta, mas como a minha câmara fotográfica também atende e faz chamadas, acho melhor meter a viola o telemóvel no saco bolso.

(podes ver mais belas fotos do Luis em: https://instagram.com/luis.moreira.111)

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“viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”, já dizia o tio Alberto

Todos os animais se movem; correm, saltam, voam, nadam… O movimento é parte essencial da vida. Os seres humanos costumavam viver da mesma forma.

Antes do advento da agricultura, os humanos eram nómadas, andavam muitos quilómetros por dia em busca de caça e alimento. Sempre em movimento, o Homem aprendeu a fazer as coisas por si mesmo. Com as próprias mãos construía abrigos, vestuário e utensílios de caça. A força física era fundamental para atender às suas necessidades. Completa auto-suficiência para garantir a sobrevivência.

Depois, com a agricultura, os humanos estabeleceram-se em comunidades e uma interdependência mútua começou. Surgiu uma forma colectiva de vida, com o intercâmbio de produtos, e não demorou muito para surgir o comércio. As pessoas criavam as suas próprias actividades e contavam com outras para satisfazer as suas necessidades. Coisas que queriam ter e que outros faziam por si. Dependência de terceiros.

A domesticação de animais, levou ao uso de algumas espécies como auxílio no transporte. Para além da força necessária para manter o equilíbrio montado num animal, dessa forma o ser humano movia-se sem despender do esforço. Com cada avanço social e tecnológico, o estilo de vida tornou-se progressivamente mais fácil. Se até aí os pés eram os meios principais de transporte, andar era a única maneira de ir do ponto A ao ponto B, a vida era agora mais perguiçosa.

Com a ideia do transporte sem esforço, o estilo de vida tornou-se sedentário. Enquanto os burros puxavam a carroça, a inactividade tornou-se um costume. Não fazer nada é um sinal de sucesso, sobretudo se, se pode dar ao luxo de contratar outras pessoas para fazer as coisas para e por ele. Menos actividade significava um status social mais elevado.

O automóvel foi baseado nesta ideia. Diferia sobretudo na fonte de energia, na propulsão de um motor a combustível em vez da tracção animal. Nenhum esforço era necessário para se mover de um lugar para outro. Embora isso parecesse uma boa ideia, muitas consequências negativas vieram com ela. Delas, a mais gritante é a poluição ambiental e as implicações para a saúde. A inactividade, juntamente com factores de estilo de vida mais sedentária trouxe outras maleitas.

Quase sem aviso, os seres humanos encontraram-se onde estão hoje. Além de usar o veículo automóvel como principal fonte de transporte, o Homem obtém comida a qualquer hora do dia ou da noite, apenas usando o dinheiro para comprar os seus desejos. Tudo o que temos de fazer é pagar e comer. Muitas conveniências, difícil é manter o controle de todas elas.

Este cenário transformou o mundo, onde a maioria dos seres humanos está hoje. Raramente se esforça fisicamente. As actividades giram em torno do entretenimento entre paredes. Mesmo as crianças já não brincam na rua, permanecendo imóveis, por longos períodos de tempo, com os seus dispositivos portáteis. O tempo de lazer passou para a posição sentada, sem sair do sítio. Em suma, a espécie humana como que renunciou ao ritual do movimento diário.

Agora, a fim de recuperar alguma da nossa saúde, temos de programar o tempo para o movimento. Os ginásios são exemplos desse movimento programado. E o tempo é cada vez mais escasso. Daí, tem de encontrar tempo na gestão do tempo para programar algum tempo para se exercícitar durante algum tempo. A nossa forma de viver já não se move naturalmente.

Para o ser humano algo está a faltar, e devemos lutar para ajustar algo que deveria ser uma função básica. Andar, caminhar, passear… Mover.

Felizmente, existe um movimento de retorno num determinado segmento da sociedade. É um conceito, que não é novo, e que não deveria ter que ser um conceito, mas que leva em consideração o movimento humano, alimentado na sua própria energia. Um segmento crescente da sociedade, implementado nas ruas e que não é apenas andar a pé, mas é andar de bicicleta, não apenas como exercício, mas como parte das suas/nossas vidas diárias.

Talvez, um dia, andar pedalar será tão natural para todos os seres humanos como já foi para os nossos antepassados. Pés e pedais podem fazer um retorno lembrando-nos do que nós deveríamos ter sido.

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can’t miss [192] publico.pt

Crianças pedalam de casa até à escola num “comboio” conduzido por alguns pais

Projecto nascido em Lisboa, na zona do Parque das Nações, está a ser replicado, com grande sucesso, em Aveiro. E a ideia passa por fazê-lo chegar a outros pontos do país.

“O ritual tem vindo a repetir-se todas as manhãs, desde o início do ano lectivo. Às 8h35, César Rodrigues e o seu filho Sebastião saem para a rua, cada um na sua bicicleta. Fazem a primeira paragem um minuto depois, escassos metros à frente, para apanhar Martinho e os seus três filhos: Mafalda, Gaspar e Baltazar. Ao longo do caminho que os conduz até à Escola Básica das Barrocas, em Aveiro, ainda efectuam mais duas paragens. Inês Domingues e Inês Brito, com os respectivos filhos, Tomás e Rodrigo, juntam-se ao grupo no segundo ponto de encontro. Mais à frente, é a vez de Ricardo Nunes, e os filhos Bárbara e João, engrossarem a caravana. Na verdade, é um “comboio” de bicicletas e até já tem nome próprio: Ciclo Expresso das Barrocas.” […]

Podes saber mais sobre este interessante projecto em: https://www.publico.pt/2018/10/16/local/noticia/criancas-pedalam-de-casa-ate-a-escola-num-comboio-conduzido-por-alguns-pais-1847576

 

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fotocycle [234] aproveito cada momento

A bicicleta é uma extensão do corpo e segue comigo, sempre junto, quaisquer sejam as minhas escolhas. É muito mais que um veículo. É a ferramenta disponível no dia-a-dia e que  apenas necessita de mim para funcionar. Com ela não estou dependente de horários, de outros meios de transporte que me levem onde quero ir. Como alternativa viável, a bicicleta reaparece com destaque na actividade desportiva e no lazer. No usufruto útil do meu tempo livre promove a qualidade de vida, na percepção de melhor me relacionar com a cidade, com a estrada e com tudo o que me rodeia. Sem motor, sem gasolina, nas suas múltiplas possibilidades de uso no espaço público. Nas minhas bicicletas aproveito cada momento.

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can’t miss [191] veloculture.pt

Neste postal multi-ilustrado da Marginal tripeira, a via mais ciclo-concorrida da Ribeira até à Foz, Velho Lau faz uma análise bem documentada e testemunhada das cíclicas dificuldades vividas pelos ciclistas: urbanos, licrados e turistas; equívocos e incoerências “num dos percursos mais planos e mais bonitos do Porto”.

COMBOIOS DE BICICLETAS NA MARGINAL (GALERIA E TESTEMUNHOS)


Quem pedala somos nós, os portuenses que andam de bicicleta para cá e para lá nos afazeres diários, nas idas para o trabalho ou para a escola, a treinar ou a passear. E também os turistas, que andam muitas vezes aos pares, ou em bandos, não raramente com um guia acelerado e sorridente à frente. Há ainda um grupo cada vez maior, que são os peregrinos que fazem o Caminho da Costa, muitos de bicicleta, ainda mais a pé.

[…]

Foi por assistir todos os dias aos pequenos conflitos e à organização do espaço improvisada por todos estes ciclistas e pelos peões, que ainda são maioria, seja em passeio, nos seus afazeres, à pesca, em passo de corrida, a beber uma mini num dos bares ao lado do Rio ou em peregrinação, que decidi ir para a Marginal tirar fotografias e escrever este postal. Depois, no Instagram (no meu e no da Velo Culture), pedi a opinião a algum pessoal amigo que também faz este percurso e cujos testemunhos podem ir lendo nos destaques destaque no postal.

[…]

(para ler clicar em: https://veloculture.pt/2018/10/04/marginal/)

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