Porto Património Mundial, vinte anos, vinte momentos

Ao meio-dia em ponto desta segunda-feira, os sinos da Invicta repicaram 20 minutos em uníssono para celebrar a consagração do centro histórico do Porto como Património Mundial. Passadas um par de horas, não exactamente em ponto, repico aqui 20 das mais interessantes fotografias que fui tirando enquanto fui dando ao pedal pela minha cidade, cidade natal onde vivo, trabalho, pedalo e me divirto com satisfação e muito orgulho.

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can´t miss [166] revistatrip.uol.com.br/trip/

Viajando de bike

“A fotógrafa Cacá Strina, 35 anos, começou a levar a bicicleta mais a sério em 2012, quando atravessou a Espanha pedalando sozinha. Não tinha nenhuma experiência em viagens de bicicleta, mas viveu 44 dias reveladores. “Foi minha primeira cicloviagem e foi maravilhosa. Onde tudo começou. Realmente mudou minha vida”, diz ela.

trip-route66-caca-strina

Cacá então nunca mais largou a bike. Pedalou por Urubici e Florianópolis, em Santa Catarina, na Chapada Diamantina, na Bahia, e no Jalapão, no Tocantins. Mas foi no mês passado que ela se lançou em sua maior aventura: pedalar os 3.900 quilômetros da histórica rodovia norte-americana Route 66. “Ainda estou processando, não faz nem uma semana que voltei. Foi um sonho muito difícil de realizar, em todos os sentidos. No início tive muitos imprevistos e a viagem quase não rolou. Eu já tinha o patrocínio, o motor-home e a bike, mas não tinha o câmera e não podia esperar mais por causa da janela climática, ou então teria que adiar a viagem para maio do ano que vem”, conta ela, que vai transformar a experiência em um documentário que pretende resgatar um pouco da história e da cultura da famosa rota dos EUA.”…

(podes ler o artigo completo e ver as magníficas fotografias desta fantástica viagem em:  http://revistatrip.uol.com.br/trip/caca-strina-bicicleta-esporte-espanha-fotografia-route-66-bike)

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reciclando [25] moldando comportamentos

hoje, a fintar o trânsito

Na bicicleta é fácil driblar os carros, mas também não há nada mais stressante do que sentir a opressão do trânsito. Andar de bicicleta acarreta muitas situações de risco, é sabido, mas também sabemos que enquanto algumas situações de perigo estão directamente relacionadas com o nosso comportamento, outras são deliberadamente ocasionadas pela acção de automobilistas, que não ajudam. Quando não conhecem ou simplesmente se estão a borrifar para os direitos dos ciclistas. Num acidente ninguém fica a ganhar, sendo que os mais vulneráveis da estrada não viajam dentro da bolha metálica. Como tal, todos devemos moldar os nossos comportamentos.

contradição e coerência

Nas estradas estreitas e sinuosas, onde desaparecemos a cada curva e contracurva, deveremos nos posicionar no espaço de estrada que sentimos estar mais a salvo, dentro da faixa de rodagem, afastados q.b. da berma. Estar o mais visível possível, obrigar os automobilistas a abrandar e respeitar a distância de metro e meio, impedindo-os de acelerar ao nosso lado. A legislação obriga à distância mínima de metro e meio em torno do ciclista, no entanto se o ciclista for empurrado, obrigado a andar o mais próximo à borda da estrada, esse comportamento não é seguro para si. Para sua segurança, ele tem o direito de utilização plena da estrada.

Senhora da Graça #16

Ao viajarmos numa via de acentuado declive, a subir, o ciclista pedala a ritmo bem mais lento, de dentes cerrados a carregar nos pedais. De carro a subida não se nota e a diferença de velocidade aumenta, pelo que temos de nos posicionar melhor para que os movidos a motor melhor nos vejam. Pois com certeza que muitos nos vão amaldiçoar por estarmos ali, vão buzinar e acelerar para expressar a sua arrogância. Temos pena. A posição do ciclista é fundamental para a sua segurança. Pode ser questionável para muitos automobilistas que julgam que o ciclista não tem o direito à estrada, mas o ciclista tem de saber lidar com esse assédio e não reagir negativamente à provocação. Ali o ciclista é a pessoa mais vulnerável e deve ser prudente na sua resposta, adoptando um comportamento adequado, não agravando uma situação que poderá colocá-lo em maior risco.

BRM 200 Montejunto ao Atlantico #6

A postura a par com outro colega ciclista obriga o tráfego a diminuir o ritmo, para os automobilistas nos passarem a uma velocidade segura. Este comportamento é legal e eficaz, pois o ciclista está mais visível ao tráfego. Em demasiadas ocasiões em que pedalava sozinho vi surgir na minha direcção um veículo em manobra de ultrapassagem. Isso pode resultar muito mal para mim. Em estradas estreitas e sinuosas procuro auxiliar o tráfego que surge por de trás, dando sinal com a mão para sinalizar e permitir ser ultrapassado a uma distância segura. Eu defendo que o ciclista deve ser atencioso para com os automobilistas. Para cada um que abrandou e me respeitou, sempre que seja possível, eu aceno com um obrigado. É importante ser respeitoso no trânsito, independentemente dos sentimentos que nos foram impostos por condutores imprudentes e/ou com comportamentos agressivos.

reset

Considerando uma série de coisas, tais como o brilho e a visibilidade à distância, existem sistemas luminosos de bateria recarregáveis a um custo razoável. Com poucas dezenas de euros podemos equipar a nossa bicicleta com um bom par de luzes, não havendo desculpa para não sinalizarmos correctamente a nossa presença no trânsito, tanto de noite como de dia. Uma luz brilhante, a piscar ou permanente, suficientemente forte para ser visto pelo menos a cem metros atrás e à frente, já é eficaz.

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A nossa segurança tem prioridade. Um comportamento assertivo, calmo e atento, se posicionando correctamente, tornando-se bem visível no trânsito, cumprindo cabalmente as regras, é a melhor prática para boas pedaladas. Não há rotas perfeitas e lidar com as condições de tráfego e as más estradas é recorrente, mas o que deveremos fazer é passar mais tempo a aperfeiçoar a nossa conduta, tornando a experiência mais agradável e segura.

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este distinto cais, “waterfront” como agora se diz!

distinto

O Douro é o cenário e a sua presença um elemento de ligação às memórias e ao imaginário. Um passado construído do impulso do desenvolvimento comercial e portuário. A história comprime-se numa imagem fixa, onde tudo se congela para que o tempo, mítico, misture a cidade, as muralhas medievais, as margens, os armazéns, os barcos. Negócios do comércio do vinho que se estendiam ao longo do curso do rio. O antigo entreposto vinhateiro de Vila Nova de Gaia que recebia os tradicionais barcos de transporte de vinho. O vinho do Porto que já não desce o rio nos Rabelos, essas velhas embarcações, que na margem direita à Ribeira apenas flutuam, em primeiro plano, compondo o postal guardado em imagens e recordações.

Correntes preocupações pela importância económica, na lógica do negócio global que é o turismo, vão restaurando e convertendo velhos edifícios. Em segundo plano vem a preocupação de manter uma fisionomia de paisagem de velho burgo, do Porto Património da Humanidade. O pensamento de suporte de uma economia do souvenir, cais de cruzeiros e wine tasting, transfigurando o íntimo das habitações e das margens em espaços públicos e adegas adaptadas para receber visitantes. Várias escalas para diferentes estrelas, multiplicam-se os hotéis, residenciais, espécie de parques temáticos de esplanadas e vistas exclusivas, vendo sair os residentes, cada vez mais envelhecidos, e os seus descendentes. Impulsos de uma neo-urbanização das duas margens, numa nova maneira de pensar a relação da metrópole, reciclando o passado e actualizando a condição urbana que evolui com outras relações e outros modos de ver e fazer a cidade.

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can’t miss [165] bikeelegal.com

Em Copenhague, número de bikes ultrapassa o de carros pela primeira vez

Como os cidadãos se locomovem diariamente para o trabalho, escola ou universidade na cidade de Copenhague / © Colville-Andersen/Copenhagenize

Como os cidadãos se locomovem diariamente para o trabalho, escola ou universidade na cidade de Copenhague / © Colville-Andersen/Copenhagenize

“Não é por acaso que Copenhague é conhecida como uma das melhores cidades para pedalar no mundo, mas agora em 2016, a capital da Dinamarca atingiu um feito histórico que deixa boquiaberto qualquer apaixonado pela bicicleta e pela mobilidade ativa. Pela primeira vez, o número bicicletas superou a quantidade de carros circulando na cidade – as autoridades fazem essa medição do tráfego na região central desde 1970. Enquanto o número de magrelas foi de 265.700, o de carros foi de 252.600. A porcentagem de bicicletas cresceu 13% desde o último ano, o que representa 35.080 novas bikes.

São números como esses que fizeram a cidade alcançar também em 2016 a primeira colocação do ranking de Cidades Amigas da Bicicleta, feito desde 2011 por uma consultoria baseada na própria cidade. Nas duas outras edições do ranking, Amsterdam foi eleita a campeã.”

(clica em: http://bikeelegal.com/em-copenhague-numero-de-bikes-ultrapassa-o-de-carros/ para continuares a ler este artigo e assistir ao vídeo da capital do pais das biclas)

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grizo e chuva, perfeito!

Andar de bicicleta nesta época do ano é previsivelmente imprevisível. Mesmo que ontem tenha estado um magnífico sol de Outono, a chuva veio para ficar. O Inverno ainda não chegou mas já está um grizo daqueles. Esta noite o termómetro desceu muito para de manhã estacionar nos 3º C, mais coisa, menos coisa. A meteorologia promete chuva e frio para os próximos dias. Manhã cedo, olho de soslaio pela janela, panorama cinzento, um manto de nuvens ameaçadoras. Ponho o nariz de fora e estico o braço… Brrrrrr… que briol, pelo menos não chove!

>oitavo andar

Um dos muitos desafios que o ciclista tem de enfrentar é combater o frio e manter o corpo quente. Antes de sairmos de casa a pedalar, especialmente de manhãzinha ou ao cair da noite, o melhor é estarmos preparados para bater o dente. Seguindo algumas regras básicas, levando a vestimenta necessária e acessórios a adoptar, estaremos precavidos para as mudanças de humor do clima. Nada a temer, pé no pedal e arrisca-se a pedalada mesmo que o tempo esteja de maus humores

Quem nos observa fica com um olhar admirado, não tanto pelo que vestimos mas pela forma como abordamos o mau tempo numa bicicleta. Qualquer que seja o clima, nada significa uma mudança radical no nosso ritual. Com roupas em camadas, confortáveis e quentes, fica-se com a sensação de ser uma salsicha, e uma vigorosa pedalada é suficiente para permear o corpo com um calor consolador, pois nós sabemos como a bicicleta é mais que um aquecedor com rodas.

Até que a chuva lá aparece, pontual, para nos cumprimentar.

Verão Azul

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fotocycle [196] pra lá e pra cá

Aprecio este hábito cómodo de voltar, regressar aos mesmos lugares por onde bem me apetece. É um privilégio legítimo fazer do meu itinerário um variado diário, e este meu meio de transporte leva-me por onde quero. Até à fronteira do mundo, ao frio, ao vento, à chuva, pelos humores subtis da vida. Não estou imune a nada, mas em cima de uma bicicleta é uma história diferente. É aventura, é diversão, é apetrecho… para pessoas comuns fazerem coisas comuns. Aproveito cada momento.

pra-la-e-pra-ca

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reciclando [24] a bicla é fixe

bike to workA cada oportunidade, circunstância ou lugar, procuro sempre destacar os aspectos positivos do ciclismo. As bicicletas proporcionam vários benefícios: à saúde, ao nosso bolso, ajudam a reduzir o trânsito e a diminuir a poluição. As bicicletas facilitam um modo de transporte e é uma opção para as pessoas se deslocarem diariamente com rapidez e comodidade.

Quando sou cumprimentado à porta do prédio, do elevador, com a bicla na mão, os meus interlocutores normalmente evocam uma imagem positiva da bicicleta. No entanto, como certas coisas mesquinhas da vida, há sempre um vizinho que entende a bicicleta como algo perigoso e evitável. Pensa que pelo facto de se dar ao pedal nas estradas ou em qualquer outro sítio vai sofrer algum tipo de acidente. Tem uma imagem preconcebida que gira em torno do ciclismo, de corridas de bicicleta, de trambolhões, de lesões, e que isso é coisa de putos. Enfatizam em demasia notícias negativas que esporadicamente publicam sobre quem usa a bicicleta.

Acidentes acontecem, infelizmente, mas ao contrário de notícias trágicas diárias sobre sinistralidade rodoviária, (relembro apenas que no dia de ontem, o dia para recordar as vítimas de acidentes de viação e reflectir sobre a segurança, foi apenas outro dia negro nas estradas nacionais) relatos envolvendo acidentes com pessoas que pedalam são felizmente muito mais invulgares que tantos outros acidentes envolvento veículos a motor.

Assim, e apesar de tudo, o ciclismo tem muitos benefícios. Tem-se incentivado mais o uso da bicicleta como meio de transporte. A crescente visibilidade da bicicleta no actual contexto tem vindo a reforçar os motivos e convicções sobre a sua versatilidade no meio urbano. Para estimar a velocidade, e é muitas vezes feita a comparação, andar de bicicleta é relativamente lento em comparação ao veiculo a motor, mas parte da razão que os não ciclistas desconhecem é que de facto a bicicleta é mais célere no centro da cidade: planeando um determinado percurso, uma rota alternativa, as bicicletas oferecem claramente muitas vantagens sobre os carros, são mais fáceis de estacionar, são mais manobráveis, silenciosas e limpas.

Os automobilistas que não gostam do ciclismo e, por conseguinte, de partilhar a via com ciclistas, vão sempre servir-se, com mais evidência, de esporádicos incidentes para promover uma publicidade negativa do ciclismo. Não lhes vamos dar importância, atribuir relevância às suas atitudes agressivas, vamos sim interagir assertivamente com eles nas estradas. Além das vantagens mencionadas, as bicicletas também lhe são especialmente úteis pelo seu lado positivo, pois retiram carros à via rodoviária. Para os automobilistas de mente mais aberta, devemos chamar atenção para a polivalência que uma bicicleta pode ter e usar a nossa presença como um lembrete, para que todos observem cuidadosamente os ciclistas em todos os momentos. É o sinal de que as bicicletas estão presentes, cada vez mais integradas na sociedade e lentamente a substituir os carros. Em suma, pedalar é uma coisa boa.

beautiful ride

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hoje não há fotografias

A fotografia de ciclismo inspira… e quem diz fotografia diz vídeo. Faz-nos sonhar com aquela bicicleta. Ter a visão deslumbrante do pico da montanha, como se nós mesmos escalamos a tais alturas vertiginosas. A noção de velocidade, a elegância sob o asfalto, um momento de esforço, um fotofinish…

Num click rápido na câmara do telefone que retiramos do jersey, documentamos os nossos passeios, pixel por pixel, instantâneos que substituirão as nossas memórias. Mais tarde somos compelidos a aborrecer os nossos seguidores nas redes sociais com imagens das nossas aventuras épicas, mas isso agora “é mato”! Até ao momento que acabaste de ler esta frase, provavelmente dois milhões de fotografias alusivas ao ciclismo terão sido fotografadas.

Num passeio de bicicleta, onde tão sozinhos estamos nas nossas viagens como de repente formamos um pelotão de amigos, queremos registar esses momentos que tomam a forma das estradas, as colorações dos trilhos, os momentos que vivemos. Focar o brilho do nascer do sol através da silhueta de um quadro com duas rodas. Tornar as lentes da objectiva os nossos olhos e captar o momento certo, no sítio certo. O pixel perfeito, provando que realmente subimos a montanha no selim da nossa bicicleta.

Nada pode saciar o nosso desejo de mais imagens de ciclismo. Despir com os olhos as bicicletas dos outros. Exibir as nossas. Mas, algumas bike selfies são melhores do que outras, convenhamos! Ao entrar numa qualquer plataforma de multimédia ou rede social, o nosso monitor fica repleto de bike selfies, de retratos de bicicletas solitárias em pé, em primeiro plano ou num fundo aleatório. A grande revelação da nossa linda bicla, exposta ao pormenor, deixa o ego do feliz proprietário suficientemente acariciado, e todo um submundo prevertido no bike porn babado!

Orgulhosos, partilhamos todos os momentos de vida da nossa companheira de pedais. Seu nascimento, primeiros arranhões e acidentes, novas roupas, as viagens de férias, brindes e suas conquistas. Ao fim e ao cabo é um peculiar caso de amor por um objecto inanimado, que nem sempre é correspondido. Depois percebemos os olhares estranhos daqueles que não pedalam. Para eles, o ciclista é um obsessivo, um gajo saudável, com bom coração, mas que não é bom da cabeça. Não faz mais nada do que andar de bicicleta!

Sim, nos gostamos da nossa bicicleta, de estar em cima dela e com ela seguir a nossa vida. Por trás da sombra do nosso “eu”, narcisista, o que fazemos é da nossa conta. Também não comento quando postam selfies ao volante ou tiram auto-retratos de beiças ao espelho! Tá?…

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passe a publicidade [75] porque vem aí o Natal…

Raleigh Bikes Christmas Advert

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