fotocycle [138] São Pedro é que manda toda a gente para casa

A primeira semana de (re)confinamento infelizmente chegou mas, infelizmente, muitos dos portugueses estão-se a borrifar. O frio não tem sido suficiente para desencorajar a malta a ficar em casa e saír só se extremamente necessário. As últimas semanas têm tido dias soalheiros o que leva o pessoal para a rua laurear a pevide, com a máscara nos queixos marimbando-se para a Covid!!!

Gente, o coronacoiso não ficou em 2020. Ele anda por aí, e em força!

Hoje e nos próximos dias o frio irá se manter e será acompanhado de chuva forte, trovoada e rajadas de vento, até 100 quilómetros por hora nas terras altas. No entanto, os que têm profissões que não permitem o trabalho à distância vão continuar a circular. Os que podem ficar a tele-trabalhar no recesso do lar casa, em dias tempestuosos como estes, eu invejo. O Governo bem tenta mas a malta só faz caso ao São Pedro, que é que manda a toda a gente para casa. Com este tempinho não se vê vivalma na rua. São finos os gajos 😉

Pronto, agora vou pedalar e também vou confinar… pelo menos até amanha de manhã.

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novos confinamentos e outros quinhentos

Face ao agravamento da crise sanitária, na situação actual com um acentuado pico de casos positivos de Covid-19, e face à crescente necessidade de resposta do SNS em função da evolução ascendente da curva pandémica, o Governo viu-se obrigado a decretar um novo confinamento. A urgência é conter a propagação da doença.

Estando previsto um agravamento das multas a aplicar pelo incumprimento das regras em vigor, o novo regulamento obriga ao dever de recolhimento domiciliário. O novo confinamento antecipa várias diferenças em relação ao que vivemos em Março e Abril. Desde o dia 15 que vários sectores do comércio e serviços voltaram a encerrar, mas existem excepções. As medidas irão vigorar por um prazo inicial de duas semanas, a renovar por mais quinze dias.

À excepção das escolas que se mantém a funcionar, assim como as missas e celebrações religiosas que podem manter as suas rotinas (!!!), o modelo de fecho é muito semelhante ao que se passou na Primavera de 2020, quando a Covid-19 atingiu Portugal.

Além das restrições à circulação permitidas em casos que devem ser justificados, como ir trabalhar, frequentar a escola, regressar a casa ou apoiar alguém dependente, os sectores do comércio e serviços mais penalizados pela primeira vaga da pandemia continuam a ser visados.

A ideia é manter apenas em funcionamento tudo o que pode ser considerado serviço essencial ou específico, como alimentação, saúde, mas também, oficinas, como por exemplo as lojas e oficinas de bicicletas. No caso das grandes superfícies deixam de ter as restrições de horário que têm vindo a ser postas em prática a cada fim-de-semana, nos concelhos de maior risco de contágio.

As medidas vão ser dirigidas às empresas e às famílias: O teletrabalho passa a ser automático e obrigatório por Lei, sem necessidade de acordo; A restauração pode apenas funcionar em take away ou com entregas ao domicílio, sendo que as taxas deste serviço passam a ter um limite previsto por Lei; As excepções aplicadas à Saúde permitem que farmácias, consultórios e dentistas continuem a funcionar. Os tribunais e repartições mantém funcionamento com agendamento prévio; Comércio e serviços, incluindo cabeleireiros, fecham portas, excepto hipermercados, mercados, super e mini, e mercearias, bem como outros pontos previamente autorizados, devendo cumprir algumas regras e restrições de horários.

A restrição à circulação que vigorará nos mesmo termos do primeiro confinamento, com as excepções apontadas, será quebrada a 24 de Janeiro, data da votação para as presidenciais.

Dado o difícil momento que atravessamos, como forma de se evitar as aglomerações nos transportes colectivos, mas também para manter as pessoas fisicamente activas, a bicicleta é um meio de transporte recomendado.

A mobilidade de bicicleta, em meio urbano e inter-urbano, está a mudar. Este saudável hábito, muito comum nos países nórdicos, é uma tendência crescente nas sociedades desenvolvidas. Além de privilegiar a mobilidade activa e sustentável, o uso da bicicleta tem uma excelente relação custo-benefício e promove a qualidade de vida de todos. Mesmo de quem não se desloca neste meio de transporte alternativo.

A bicicleta é já o meio de transporte de eleição para muitos portugueses, não só para atividades recreativas / desportivas, mas sobretudo para as deslocações casa-trabalho e também para a escola.

Se já a adoptaste ou pretendes começar a usar este meio de transporte, relembra ou fica a par das regras a cumprir de acordo o Código da Estrada (sobretudo das regras mais relevantes para os velocípedes), mas também estar informado acerca dos cuidados a ter para circular em segurança:

O Código da Estrada (CE) foi atualizado este ano. Podes consultar aqui o documento que regula o trânsito de pessoas e veículos engloba artigos específicos destinados à circulação de bicicletas. Recordo que, desde 1 de janeiro de 2014 (decorrente da Lei 72/2013), os velocípedes passaram a ser equiparados aos veículos com motor, tal como os ciclistas aos automobilistas. Isto significa que os automobilistas devem respeitar a ocupação do espaço para uso das bicicletas, tal como os ciclistas devem respeitar as regras do CE para circular em segurança. Algumas dessas regras são as seguintes:

Circular livremente, mas respeitando as regras de trânsito

Os ciclistas podem circular na estrada, na berma, nas ciclovias (caso existam) ou nas faixas reservadas aos transportes colectivos, consoante regulamentação municipal. Já os menores até 10 anos estão autorizados a andar de bicicleta nos passeios e desde que não ponham em perigo ou perturbem os peões. Qualquer veículo, incluindo o velocípede, só pode circular nos passeios apenas nos casos em que o acesso à casa assim o exija.

Respeitar as regras de prioridade

A partir do momento em que os velocípedes foram equiparados aos veículos passaram a gozar da chamada regra da prioridade. Isto é, desde que não haja sinalização em contrário, os ciclistas têm prioridade sempre que se apresentarem pela direita. No caso das rotundas, os ciclistas podem ocupar a via de trânsito mais à direita, sem prejuízo do dever de facultar a saída aos condutores que circulem na rotunda. Ou seja, os ciclistas perdem a prioridade face aos veículos que circulam na via mais à esquerda e pretendem sair da rotunda. 

Facilitar a ultrapassagem

Tal como indica o artigo 38º do CE, na ultrapassagem os automobilistas devem dos velocípedes assegurar a distância lateral mínima de 1,5 metros, e abrandar a velocidade sempre que ultrapassarem bicicletas que circulam à sua frente, na estrada ou na berma.

Para a realização da manobra, o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário ou, se existir mais de uma via de trânsito no mesmo sentido, a via de trânsito à esquerda daquela em que circula o veículo ultrapassado.

Todos os condutores, incluindo os ciclistas, devem facilitar a ultrapassagem sempre que não haja obstáculo que o impeça. Para tal, devem desviar-se o mais possível para a direita e não aumentar a velocidade enquanto não for ultrapassado.

Usar capacete

O uso do capacete para quem circula de bicicleta não é obrigatório, mas é recomendável, sobretudo para garantir a proteção dos ciclistas em caso de acidente. De acordo com o CE, o capacete é apenas obrigatório para quem conduz um velocípede com motor.

Sinalização luminosa (semáforos)

A sinalização luminosa destinada a regular o trânsito de veículos também se aplica às bicicletas. Perante um semáforo, devem respeitar as indicações dos sinais luminosos. Por exemplo, não cair na tentação de avançar num sinal vermelho. Esta infração está sujeita a coimas.

No trânsito, e sempre que precisarem de mudar de direção, os ciclistas devem tomar as precauções necessárias, sinalizando atempadamente as suas manobras, que podem ser indicadas com sinais de mão.

Ter iluminação adequada

O artigo 93º do CE prevê que a circulação de bicicletas durante a noite esteja sujeita à utilização de dispositivos de iluminação. É obrigatório que as bicicletas tenham luzes, à frente e artás, desde o anoitecer ao amanhecer ou durante o dia sempre que as condições meteorológicas ou ambientais tornem a visibilidade insuficiente.

Seguros

Os ciclistas não são obrigados a ter um seguro de Responsabilidade Civil. Porém, é sempre aconselhável fazer um seguro, tanto de danos próprios como também para se precaverem contra danos a terceiros, seja a pessoas ou a outros veículos.

Os ciclistas estão dispensados da titularidade de licença de condução, mas são obrigados a circular munidos de cartão de cidadão.

A manutenção e o zelo com a querida bicicleta

A correta manutenção da bicicleta é outro dos fatores fundamentais para que possas circular em segurança. Verifica com regularidade o estado dos travões, dos pneus, da direcção, do guiador, das mudanças, das luzes, e restantes componentes.

Boas pedaladas.

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reciclando [46] ciclistas de inverno, uma raça rústica

Alapado no sofá, assistindo televisão enquanto se sopra o topo de uma caneca aquecida, numa manhã invernal como as destes dias, a procrastinar a saída a pedalar, para o trabalho ou um simples treininho, não soa estranho ao comum mortal. O conforto da habitação, da força vital das máquinas, é sedutor, e andar de bicicleta nesta época do ano pode ser um desafio.

Apenas o acto de vestir pode ser uma tarefa vagarosa: várias camadas de roupa, impermeável ou corta-vento, botas com a respectiva capa, luvas, gorro, máscara facial (não estamos obrigados a pedalar de mascara mas assim até que sabe bem para não congelar o nariz)  são vestes necessárias para as pedaladas de inverno. Isso deixa uma sensação de ciclista volumoso, aquela impressão desagradável de roupa a esfregar na roupa, que se torna mais audível a cada pedalada. Tanto esforço faz o ciclismo no inverno parecer o cabo dos trabalhos, mas todo esse trabalho pode fazer das pedaladas no inverno momentos inesquecíveis.

Uma vez ao ar livre, nunca a experiência de pedalar no frio, à chuva e ao vento, parece tão funesta quanto optar por um veículo dispendioso, por um motor a combustão que está mais tempo parado do que móvel. Mas estes argumentos não significam que seja mais fácil motivar outros que olham para mim desconfiados. Com temperaturas mais baixas, negativas, pode-se aquecer de várias maneiras, mas é o exercício físico que melhor gera calor nos tecidos e diminui a contracção musculo-esquelética. Aumenta a temperatura da pele e adapta as nossas respostas metabólicas ao meio ambiente. O gasto energético para além de associado à diminuição de obesidade mantém o corpo aquecido. Assim, a possibilidade de engordar no interior de um veículo pode ser um forte motivador para sair a pedalar, mesmo ao frio.

Para muitos, os ciclistas sempre foram uma raça rústica. Também com a noção de união com a natureza é uma boa razão para assumir o ciclismo no inverno. Andar ao ar livre, através do gelo, da neve, sob o seu próprio poder, leva o ciclista a estar mais perto da natureza e mais perto da sua existência. Manter esses pensamentos em mente, faz com que esteja mais consciente do que o rodeia, e tais ideias podem fazer com que outros encontrem motivação para andar de bicicleta, tanto no inverno como no verão.

De peito feito, determinado de suportar o frio, a chuva cortante e chicotadas de vento, o que leva um tipo a ter doses especiais de motivação!? É uma motivação baseada na certeza que a bicicleta é uma actividade para todo o ano. A alegria de pedalar, de percorrer um qualquer caminho, sob qualquer tipo de adversidade, querendo superar os elementos, criando o sentimento de auto-suficiência, independência e resistência, que o mantém em forma, melhora a sua saúde, o seu humor, alivia o stress e libera endorfinas em resultado do exercício. Sob camadas de roupa, enfrentando condições agrestes, estão armados com o conhecimento de que a perseverança e o esforço lhes dão a vantagem final.

 

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2021, é só mais um

no último dia do ano, no último commute do ano, ao cair do pano 2020 redimiu-se de alguma forma da valente molhada que nos preparou e proporcionou-me o adeus com este cenário fantabulástico.

O Strava tem a importância que tem e a utilidade que cada um lhe queira dar, nem mais, nem menos. É uma ferramenta proveitosa que permite ao utilizador fazer algumas contabilidades, comparações e avaliações. É nesta aplicação que contabilizo os quilómetros que faço a cada volta velocipédica. Atendendo ao facto de não possuir nenhuma geringonça de conta quilómetros nem velocímetro montado nas minhas bicicletas, safo-me com o que tenho e uso o telemóvel para registar as minhas voltas, sejam elas nas deslocações laborais ou em outras pedaladas, tanto na opção da bicicleta como meio de transporte como nas pedaladas mais longas, para espairecer e “turistar”. Assim vou analisando e precebendo quanto progrediu a minha pegada ecológica de ano para ano.

2020 foi pró fracote. No total contabilizei pouco mais de 9 mil km´s pedalados, o que significa ter ficado muito aquém do somatório do ano anterior. Quanto ao que se passou no país e no mundo, já se sabe. Quarentena e constrangimentos à mobilidade foram a minha remissão. Atendendo ao ano atípico que passamos, na utilização diária da bicicleta mantive as minhas rotinas, sendo que nesse aspecto posso dizer que foi um ano positivo. O #commutescount em 2020 correspondeu a cerca de 60% do total pedalado. Já quanto às pedaladas mais longas, as minhas voltas cicloturisticas/randonneiras, acrescentando rotas ao mapa das realizações, ficaram muito aquém dos objectivos pretendidos.

Para a bicicleta, 2020 foi um ano de mudança no paradigma. Observou-se um aumento considerável de utilizadores da bicicleta, principalmente em meio urbano. Com a necessidade de distanciamento social durante a pandemia a despertar alguma aversão aos transportes públicos, favoreceu um dos meios de transporte mais baratos e sustentáveis da atualidade: a bicicleta… A necessidade de um transporte individual para evitar aglomerações, mais livre e seguro na questão do contágio da covid-19, deu o mote para o aumento da aquisição de bicicletas novas, fazendo disparar as vendas ao ponto de esgotar stocks e atrasar a reposição da oferta. Também com o encerramento temporário de ginásios devido à pandemia, a solução encontrada por muita gente para continuar com a vida ativa foi comprar uma bicicleta ou tirar o pó aquela que estava esquecida lá no fundo da garagem.

Bem, resta-me desejar a quem me visita um Bom Ano, que 2021 seja melhorzinho para a humanidade e que continuemos com este bicho, o das pedaladas. Ahhh… e que a(s) vacina(s) nos deixem imunes de covides, qualquer que seja a estirpe em voga… ou a vaga!

 

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2021 é já ali

Pois bem, pessoalmente não me posso queixar muito. 2020 foi, para mim e para a minha família, um ano bem positivo. Mas globalmente tem sido um ano terrível. 2020 não vai terminar tão cedo e irá permanecer nas nossas memórias, mesmo que o calendário diga que já é passado.

No dealbar do ano que agora finda a conjectura parecia promissora. Seria um ano de retoma e de crescimento, com algumas transformações interessantes a caminho. Só que aí chegou o novo coronavírus. Ficamos perdidos, restringidos, sem poder reagir, tentando nos equilibrar entre a saudade dos momentos e a incerteza do futuro. Em cada momento, em cada gesto simples, passamos a sentir mais a preciosidade da vida. Procuramos reconstruir as incertezas e encontrar caminhos alternativos, como em outros momentos difíceis na história da humanidade.

A pandemia pouco afectou a minha vida. Dei continuidade às minhas rotinas diárias. Continuei a sair de casa no meu “commute” diário a pedais, entre o domicílio e o centro hospitalar onde trabalho. Não foi o inicialmente desejado, entre alguns eventos cancelados e desafios adiados, não atingi os números pretendidos, mas dentro das contingências cumpri alguns objectivos das pedaladas cicloturisticas, mantendo o espírito e o corpo saudáveis. O ciclismo sempre me manteve livre, conservando a minha segurança, obedecendo as devidas distâncias.

Dentro das limitações impostas, houve que se adaptar e sobreviver a esta pandemia. Reaprender e reinventar. Mergulhar naquilo que cria esperança, procurar algum remédio para os momentos complicados durante a quarentena. Buscar fortalecer o optimismo e o futuro de uma maneira geral. Acima de tudo preservar a segurança, limitar as relações interpessoais, proteger o próximo e mascarar a realidade.

E como será 2021?

“Mistééérioooooo…” Como qualquer português que se preze, eu também gosto de dar os meus palpites. É um costume típico, bem português, mandar uns palpites para o ar. Dar largas ao Zandinga que cada um tem dentro de si. “Brucho!!!” Ora, é claro que na esmagadora maioria das vezes são tiros no escuro e só sai merda! Quase sempre somos traídos pelo sexto sentido que acomodamos na consciência ou pelo dedo mindinho, o tal que adivinha tudo. No entanto, das poucas vezes em que se acerta um palpite, quando as probabilidades se contam pelos restantes dedos, é ver o pessoal a vangloriar-se, “Vês pá! Eu sabia. Só não acerto no Euromilhões!!!” (aplica-se também ao Totoloto, ao Totobola e às presidenciais da tasca). Eu cá não nego à partida ciências que desconheço. Confio na Ciência e não vou em teorias da conspiração ou no paranormal. Só um céptico superficial poderá negar os poderes que uma vacina tem para a imunização da covid-19, da ignorância e da estupidez latente de muito boa gente.

A mensagem é uma palavra de esperança, e a previsão é que dias melhoras virão. Devemos confiar nos peritos, motivar os profissionais de saúde e crer que a cada ciclo da Natureza podemos vencer o inimigo, sabendo que aquilo que não nos derruba só nos faz mais fortes.

Ano novo, vida nova… A vida, essa não renova, apenas continua o seu ritmo implacável até ao fim. A oportunidade renova-se sempre a cada rotação da ampulheta da vida e é essa a grande esperança de todos… É esse o verdadeiro significado do desejo por cada novo ano, por cada novo ciclo.

Feliz 2021 repleto de bons momentos, de boas pedaladas.

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fotocycle [137] Anjos na Terra by Mr. Dheo

A arte é uma mensagem. A mensagem é a visão do seu criador como forma de arte. A arte urbana como forma de homenagem.

“Anjos na Terra” é a mais recente obra de Mr. Dheo, talentoso artífice de representações contemporâneas da sociedade em paredes desgastadas como tela.

“Anjos na Terra” é uma homenagem aos profissionais de saúde que na linha da frente fazem frente a esta perversa pandemia.

Ontem, na minha voltinha de bicla dominical na companhia do meu grande amigo Rui, passamos no local para admirar esta obra de arte e para o respectivo registo fotográfico.

Como profissionais de saúde, no apoio em segunda linha aos colegas que estão na linha da frente, auxiliares, enfermeiros e médicos que combatem sem tréguas e que, no exercício dos cuidados de saúde prestados, sofrem os danos colaterais na luta contra este demónio invisivel.

O mural mostra uma enfermeira armada com um bastão, a acertar em cheio no novo coronavírus. Sofia, “enfermeira no Hospital de S. João”, no Porto, também ela uma vítima do terrível vírus. Muitos profissionais de saúde são os mais vulneráveis ao contágio no exercício das suas funções. Tratam, cuidam e ajudam o próximo, tantas vezes no limite da exaustão, tantas vezes prescindindo de coisas básicas que nós, do lado de cá, damos todos os dias como garantidas.

Deixo a publicação no Instagram, onde o próprio Mr.Dheo deu conta da sua criação:

 

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mais um dia de bicicleta para o trabalho

Mais um dia daqueles, igual a todos os dias de trabalho, excepto na hora de sair de casa. Chove a potes. Conformado, decidiu esperar um pouco, na vã esperança de ver a nuvem passar. Chegou o momento do “não posso esperar mais”, o que coincidiu com o aumento da descarga! São Pedro gosta mesmo dele.

Saiu rápido, se aclimatando ao vento, à borrasca e ao corpo ainda frio. Encoberto na capa impermeável, de olhos semicerrados, ofuscados pelos faróis e pelos borrifos na cara, pedalou determinado, entre o muito trânsito estagnado e vultos sobressaltados, ousados gatos pingados que apressadamente retomam o passeio do outro lado.

O asfalto é um rio e os pneus progridem na enxurrada, espirrando água. Nada de especial para quem tem um bom par de para-lamas. A chuva não dá tréguas. Virando no cruzamento o trânsito oculta-se. Rua escura, vazia de gente e sem iluminações de Natal, a cidade resolve se acalmar. Parado no vermelho, espera ordem para avançar. Sinal aberto, dá as derradeiras pedaladas, forte e apressado. Sem perdas de tempo, travões a fundo, ao local de trabalho chegou.

E a chuva parou! Afinal já era tarde.

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cavalgaduras e outras criaturas

É habitual ver uma dupla de militares da GNR sair do Quartel do Carmo em patrulha a cavalo. É rotineiro ver a dupla de militares da GNR pela cidade, a patrulhar passear de cavalo, nomeadamente no eixo Carmo – Foz – Carmo. Antes ir a cavalo do que ir a pé, pois com certeza, mas hoje em dia faz mais sentido, para mim, que os guardas, os da GNR e os da PSP, façam as patrulhas em bicicleta. Mas, tradições são tradições.

Bom, mas mais do que compreender a necessidade de patrulhar e levar os animais à rua, alcanço ainda menos a lógica do dueto cavalgar em plena ciclovia. Ora, as ciclovias já são tão desadequadas aos ciclistas que, para além de terem de levar com a presença de peões assarapantados, corredores amadores e loucos em trotinetes, se lhe acrescentarmos equídeos de grande porte, pedalar por uma ciclovia do Porto fica um bocado pior.

Depois, para piorar ainda mais o cenário, há a questão dos “presentes” que as cavalgaduras depositam no piso betuminoso / ciclável. Ora, se uma pessoa sai à rua com o seu cãozinho para as necessidades do jeco e depois, civicamente, tem de apanhar os cagalhotos para um saquinho, já os senhores guardas nem dão conta do “aliviar da carga”, continuam garbosamente a sua patrulha / passeio, deixando atrás de si um rasto de bosta. Imagino que seja maçador estar a desmontar do cavalo para apanhar a merda que o animal fez!

E o ecológico do ciclista? Bom, se o ciclista pretende dar uso à ciclovia da Foz, que por si só já é uma cagada, tem de torcer o nariz e fazer uma chincane contornando os “polícias” para não borrar o pneuzinho. E é se quer!

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o outono é um pôr do sol em cada esquina

O sol nasce e se põe todos os dias. São duas experiências visualmente impressionantes, não importa em que parte do mundo se esteja. Faz parte do ciclo do planeta, a cada volta em torno do astro rei. O pôr do sol é uma das experiências mais perfeitas que o mundo natural nos oferece e faz parte do meu ciclo.

Sou um felizardo por despegar a horas decentes e poder vaguear a pedais, pela cidade até ao mar, contemplando o sol poente. É uma explosão de cores, laranjas, rosas, roxos… tonalidades magnetizantes ​​e muitas vezes inspiradoras que me detêm a pedalada e dão magia ao meu desmazelo pós laboral.

Muitas vezes o verdadeiro propósito na minha opção por um regresso a casa mais longo e demorado é para o acompanhar no firmamento. No brilho intenso que se desvanece no horizonte até mergulhar no oceano. Por entre as nuvens que flutuam, não para descarregar chuva mas para adicionar este esplendor aos meus finais de dia, que é quase sempre pode todos os dias.

 

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fotocycle [136] até o sol anda mascarado

As novidades do mundo nada têm de novidade. Nem do coronacoiso, que não nos dá tréguas, nem mesmo as notícias do outro que se barricou na uaitehause e de lá não quer sair. É que nem vamos por aí porque o momento não está para aturar malucos. Nem os dessa estirpe nem os negacionistas que acham que contestam os perigos da Covid-19.

A todo o speed chegamos ao nível avançado da pandemia. Não está fácil terminar este jogo! As coisas não estão a melhorar e o Ser Humano, além de uma estupidez infinita, consegue piorar as coisas, inventando outras coisas igualmente estúpidas. É o oito ou oitenta, pra desgraçar de vez.

Não se esqueçam que amanhã e domingo, às 13 horas, o xôr Costa quer toda a malta em casa, senão levam tau-tau. Bom fim de semana, bom São Martinho, com castanhas e vinho, e acima de tudo divirtam-se, protejam-se e, nunca fiar, façam como o Trump… Fiquem em casa.

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