fotocycle [240] namoricos

olha-me esta… agora quer é namorar!

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isso ou uma pilha de nervos!

O passeio de bicicleta é um ritual importante para mim. Depois de alguns minutos de pedalada, as endorfinas entram em acção, começo a recarregar as baterias e a sentir a energia acumular. É especialmente nas primeiras horas da manhã que melhor me sabe o vento a cortar as orelhas. À medida que o horizonte brilha e se torna deslumbrante, nesses momentos é fácil esquecer a fadiga, o relógio e as responsabilidades. Estou no comando, só, no piloto automático, vendo e absorvendo a maravilhosa metamorfose da manhã e do mundo ao meu redor. Mas algo me desperta a atenção e não resisto parar. Aparentemente, quando se gosta de fotografar a sua bicicleta, o ciclista deve, pelo menos uma vez, usar uma pilha de troncos como pano de fundo para alinhar a sua menina e partilhar uma icónica foto com a comunidade.

Click

Mas atenção onde se pára a bicicleta para sacar a tão bela da fotografia! Não basta ter bom olho para o motivo fotográfico, tem se ter cautela com a fauna que vive nas redondezas. Não fosse o irritadiço pastor alemão ter uma resistente coleira à volta do pescoço presa por uma firme corrente, que o manteve fora do meu raio de alcance, o que eu arranjava era lenha para me queimar… como bem me lembrou o xôr que passeava de camelo 😀 !

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não, ainda não é a minha pré reforma!

Chegou a hora da minha pedalada pós-laboral. Encerrado o expediente, arrumo o kit do dia-a-dia na mala de selim, solto-a do aloquete, ligo o contador e entro em modo solitário. Só eu e a minha bicla. Mesmo debaixo de um temporal, me embrenhando no meio do trânsito, a perspectiva de um período de “tempo sozinho” agrada-me. Quando a chuva dá tréguas e a agenda me permite, o passeio de volta a casa torna-se mais alargado e demorado. O caminho a escolher será sempre por minha conta.

Pedalando pelas ruas da cidade, na mobilidade simplificada para resolver certos assuntos, encarando as subidas e aproveitando as descidas, sigo o rio enquanto vou pondo os pensamentos em ordem. Numa hora, ou mais, antes de rodar a fechadura para me resguardar, finjo estar a fazer uma grande viagem, pelas montanhas ou numa fuga solitária, e ser o primeiro a cortar a meta!

É importante distinguir aqui a palavra “solitário”. Em contraste com a pessoa sentada ao volante de um carro, engarrafado no pára-arranca urbano, a não ser que se pedale uma bicicleta tandem, a opção para mim é seguir na minha, por conta própria. Não se está num ambiente fechado, isolado, mas estou só, em modo solitário, a usufruir da liberdade que a bicicleta me confere.

A verdade é que eu gosto de pedalar em grupo ou mesmo seguir a par com um amigo de ocasião. Assim como acenar para outros colegas entusiastas do ciclismo com quem me vou cruzando. Esta é uma ideia que acho atraente no ciclismo, a camaradagem. Como é maravilhoso pedalar, não importa a desculpa: exercício, lazer, trabalho… o que for! O passeio é que conta.

A propósito, ontem a meio do commute voltei a encontrar o Jacinto, velho companheiro de longas pedaladas, e o simpático grupo de amigos no seu passatempo diário, para pedalar em conjunto o que restava da minha rota.

 

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can´t miss [197] dn.pt/lusa

Parlamento aprova projetos de resolução sobre segurança para utilizadores de bicicletas

Nesta notícia tomei conta que hoje seria apresentada uma proposta do CDS e PEV na Assembleia da República para o seguro escolar passar a cobrir acidentes com velocípedes. Já o PAN propôs um grupo de trabalho sobre mobilidade relacionada com as bicicletas.

Entretanto saiu ao fim da manhã a confirmação que o parlamento aprovou na generalidade os projectos de resolução que recomendam ao Governo o alargamento da cobertura do seguro escolar às deslocações em bicicleta, bem como a adopção de medidas que aumentem a segurança.

Podem ler a notícia na íntegra aqui: https://www.dn.pt/lusa/interior/parlamento-aprova-projetos-de-resolucao-sobre-seguranca-para-utilizadores-de-bicicletas-10520966.html

Muito boas notícias, portanto.

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da Baixa à Cantareira

No meu commute pós laboral, fujo dos gases de escape e do rugido mecânico para um pequeno refúgio de paz e sossego, a Cantareira. Quase a chegar à Foz do Douro, esta zona histórica da cidade do Porto resguarda um pequeno cais, porto de abrigo de pequenas embarcações onde pescadores ribeirinhos preservam tradições, concertam e arrumam as suas artes de pesca. Diz que o local deve esse nome a um tempo em que por ali existiam muitas fontes que traziam as pessoas a buscar água com as suas cantaras.

Testemunha de tantos perigos ao longo de séculos, assenta no cais a capela renascentista de São Miguel-o-Anjo, dantes com a função de farol, de fogo e facho, que orientava os navios manobrados pelos experientes pilotos na arriscada e temerosa correnteza do rio. Guarda memórias das façanhas e calamidades náuticas de que o Marégrafo foi sentinela. Da inquietação das marés que ao longo de séculos regulava o ritmo de entrada dos barcos na barra do Douro.

Então, dizia eu, desvio as rodas da bicla do meu habitual rumo e, sem incomodar as gaivotas, calco as gastas pedras do cais para ser capaz de sentir o som do rio, do vento e do faro. Dos putos das redondezas que em dias de calor vão para ali se refrescar com mergulhos destemidos para as águas do Douro, dos gabirus nem vê-los.

Dali tenho uma das vistas mais encantadoras do Porto e do largo correr do Douro, onde as águas se misturam com o sal do mar. Ao fundo, o imponente arco da Arrábida faz a ponte harmoniosa com a bela paisagem ribeirinha, de onde se avista da outra banda a Afurada e o Cabedelo. Deixo dona Tripas a reluzir sob um espelho d’agua. O Porto é uma cidade que me surpreende a cada instante e fico ali a matutar, que muitas vezes a maior beleza está em olharmos para um local de sempre e reparar na sua beleza como se fosse a primeira vez.

[Click]

Aproveito cada momento – onde é que eu já ouvi isto!:

…Com a merda na algibeira
O Chico Fininho …
Da Cantareira à Baixa,
Da Baixa à Cantareira…

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reciclando [42] o Senhor António das Bicicletas

É com mágoa que leio nesta notícia, que o Sr. António das bicicletas está prestes a fechar a sua oficina.

“Há mais de seis décadas que António Maria Pereira, agora com 85 anos, repara bicicletas e motorizadas, no centro da cidade de Leiria. Uma história que está prestes a chegar ao fim.”

É a lei da vida! Em jeito de homenagem, reciclo um postal com seis anos onde podes assistir a um pequeno filme do dia-a-dia do Senhor António, mecânico de bicicletas e motorizadas.

“Lembram-se dos tempos em que ter uma bicicleta era um luxo? E que para aprender a andar numa só alugando? Nós também não, mas António Pereira lembra-se como se fosse ontem. Ele próprio deu as primeiras pedaladas em bicicletas alugadas e depois fez disso negócio.”

Podes ler o resto da notícia em: preguicamagazine.com/2013/02/07/3703/

Deixo ainda outro filme sobre o Sr. António, este bem mais recente.

Bem haja Sr. António.

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cabeça na Lua

Como é costume, depois do trabalho estou a pedalar de regresso ao lar, antes que o sol se deleite no oceano. Apesar de resplandecente, a tarde estava um pouco fria. Maldita nortada. Em busca de um quebra vento, saio da rua e sujeito os pneus ao caminho ondulante do Parque da Cidade, circundado por árvores e passarada. Deixo o meu rastro marcado na terra humedecida. Contemplo e rodo, em modo câmara lenta.

O sol estava se entregando, mas a minha camada superior já me aquecia e um fulgor de transpiração brilhava na minha testa. Um banco de jardim no meio do verde torna-me o passeio mais longo do que o previsto. Ali, o tempo parece dar um tempo. Luvas para fora. A pausa para relaxar e absorver a iluminação deu-me a oportunidade de inclinar a bicicleta e tirar-lhe mais uma fotografia.

Eu adoro esta hora do dia mais do que qualquer outra: a quietude, a solidão, a Lua que lentamente cresce. Ouvi dizer que naquela noite a sombra da Terra fará o seu brilho desvanescer!Não acordei para ver.

Retorno ao selim e esboço o regresso a casa, desenhando linhas no chão, continuando perdido em devaneios, seguindo as sombras que cresciam rápidas. Sem pressas sigo a cidade, explorando ruas escurecidas e esquecidas, de paralelo e asfalto lascado, onde poucas pessoas parecem coabitar. Ainda há muito inverno de sobra. Os dedos frios e o pingo no nariz dão um senso de alerta. Retrocedo e acelero a cadência. Abandonadas no banco de jardim, reencontrei as minhas luvas e lampiões, tristes e sós!

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não sei se do frio ou do f.d.s. que está à porta, mas hoje sinto-me eléctrico!

A primeira linha de eléctricos da Península Ibérica foi inaugurada no Porto a 12 de Setembro de 1895. Nestes quase 124 anos, a rede de linhas de eléctricos teve um importante desenvolvimento, cobrindo praticamente todo o território urbano, chegando ao centro dos concelhos limítrofes da área metromopolitana tripeira. Na segunda parte do século XX seguiu-se um processo de declínio, designadamente na década de 80, levando que este meio de transporte fantástico passasse a ser praticamente marginal. Aos poucos, os eléctricos foram sendo postos de lado, desaparecendo das ruas da cidade. Foram sendo substituídos pelos tróleis e por autocarros. Depois surgiu o metro que revolucionou totalmente a mobilidade da Invicta. Na Rotunda da Boavista, a Remisse cedeu o lugar à Casa da Música. Em Massarelos, na antiga central termo-eléctrica, foi instalado o Museu do Carro Eléctrico.

O eléctrico da Linha18 manteve-se em circulação, entre o Carmo e Massarelos, fazendo ligação com a Linha 1 que circula ao longo da Marginal do Douro, entre o Infante e o Jardim do Passeio Alegre. Em certa ocasiões especiais, é nesta linha que podemos apreciar alguns dos belos exemplares dos velhos carros de carris. Alinhados, em desfile, os eléctricos históricos saem à rua para encantar os passageiros, e que os vê passar, relembrando o passado. Ressurgiu a Linha 22, que liga o Carmo à Praça da Batalha, bem como a Linha Turística, a Tram City Tour.

Os carros eléctricos são uma mais-valia para a cidade. Costuma-se dizer, e com razão, que o “velho” torna a cidade mais bonita. Este é um meio de transporte muito agradável, não poluente e arejado, contemplativo, adequado ao turismo e à fruição de importantes espaços paisagísticos do Porto. Permite que as pessoas se movimentem no centro, melhorando a mobilidade e ajudando a retirar os carros dos passeios… quer dizer, isso quando os xôres automobilistas não se lembram de deixar os seu popós sobre os trilhos (o que é recorrente), estorvando ou mesmo impedimento a circulação. Deixo ficar um desejo de ver expandida a rede de eléctricos da cidade, por exemplo a vontade de ver o eléctrico chegar ao Castelo do Queijo, de voltar a subir a Avenida da Boavista no 19 de tão boa memória, e, já agora, porque não uma ligação entre o Infante e a Estação de São Bento pela Rua Mouzinho da Silveira.

Quem anda regularmente de bicicleta na cidade já sabe que onde existam carris de eléctrico é necessário estar mais alerta. Muitos ciclistas aproveitam o corredor entre os carris para improvisar uma ciclovia, perfeitamente viável, mas terão obrigatoriamente de redobrar a atenção para que as rodas nãoentrem na ranhura dos carris. É também forçoso redobrar cuidados num dia de chuva, por causa da água que torna os carris muito escorregadios. De uma forma ou de outra, eu já experimentei a técnica e me estatelei no chão, várias vezes, e só vos digo, não é nada agradável, nem para o corpo nem ao ego.

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fotocycle [239] do que se faz no lusco-fusco?

São 5, 7 minutos de grande diversão…

Voltando para casa, pedalando por aí, numa pedalada prazeirosa e proveitosa. Aproveitando cada momento destes belos finais de dia de Janeiro.

 

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fotocycle [238] o “baiqueparque” mais in da Baixa do Porto.

Há uns anitos, quatro mais precisamente, não deixei escapar a novidade, e que novidade, dando conta neste postal do aparecimento de um estacionamento de biclas como manda a lei. O município reservou um espaço de estacionamento para bicicletas no interior do parque de estacionamento da Trindade. Assim, no espaço de parqueamento para dois carros, cravou dez robustos suportes do agrado do ciclista urbano, sem arestas agressivas à pintura das meninas, para o estacionamento de, pelo menos, vinte bicicletas a zero cêntimos à hora.

Nos entretantos, o xôres inginheiros da CMP tiveram a brilhante ideia e moveram o “baiqueparque” mais para o interior do recinto, ficando assim as biclas mais protegidas dos elementos e bem à vista dos seguranças.

no “baiqueparque” da Trindade o lema é: quantas mais melhor

Um destes dias voltei lá, e pelo que me foi dado ver, à conta da amostra e da afluência que o parque tem tido, qualquer dia a CMP terá de alargar o espaço para mais bicicletas, sacrificando assim mais um ou dois lugares aos popós… Oh, que pena!

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