fotocycle [197] dos dias curtos

Chegou o mês de Dezembro e com ele vem o Inverno e os dias mais curtos. Mas o Inverno no Porto também traz dias lindos. De manhãzinha a pedalada para o trabalho tem sempre os minutos contados, e pouco para contar. Já o final de tarde, quando a agenda permite e a tarde convida, o regresso a casa torna-se um sortido de desejos. Entre a luz do ocaso e as estrelas, configuro um escape com os pneus da bicicleta e estico os minutos do commute. Aproveito cada momento.

sunset

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vespertinas

Vadiagem Voadora: vá de Chaves até Faro de bicicleta (pela EN2)

low angle view of cyclist riding mountain bike on rocky trail at“Imagine um passeio de três dias em que passa por dez distritos, oito províncias, quatro serras, 11 rios e 32 concelhos portugueses, enquanto conhece todos estes sítios em detalhe, pratica desporto, diverte-se com outras pessoas e vive uma experiência única, sempre a pedalar, em cima de uma bicicleta. Despertámos o seu espírito aventureiro? Ainda bem, porque é exatamente isto que vai acontecer na viagem EN2 Vadiagem Voadora.
Mas o que é a Vadiagem Voadora? É um mega percurso de bicicleta que está a ser organizado pelo grupo de ciclismo Bicicleta Voadora. Vai percorrer a Estrada Nacional 2, que, com 739 quilómetros, une, de norte a sul, o interior do País (atravessa Portugal a meio). Mais concretamente, vai de Chaves, em Trás-os-Montes, a Faro, no Algarve.
Aquilo que se propõe é que, no máximo, em 80 horas se percorra esta estrada, tendo Chaves como ponto de partida. A Vadiagem Voadora decorre entre 8 e 11 de dezembro e arranca às 7 horas da manhã. Quem quiser participar, pode aderir ao grupo no Facebook e aparecer no local (que será definido brevemente no grupo do evento) e hora estipulados. É tudo gratuito — só precisa de ter uma bicicleta.
A Vadiagem Voadora é uma iniciativa organizada pela Bicicleta Voadora e a Vadiagem Outdoors.”

(fonte: http://nit.pt/article/vadiagem-voadora-chaves-faro-bicileta)

Rede de bicicletas elétricas estreia mobilidade sustentável em Lagoa

daniel-ferreira“Lagoa é o primeiro concelho do país a ter um sistema de 20 bicicletas elétricas públicas, num grande passo para a mobilidade sustentável no concelho. Na próxima semana será a vez do Barreiro e o objetivo é que este projeto seja replicado. Para já, segundo Daniel Ferreira, fundador e diretor geral da Wegoshare e representante europeu da Bewegan, há «potencial para alargar a outras cidades do Algarve, já havendo interesse, mesmo antes do sistema ser instalado».
«Não me espantará que assim que estiver lançado e que as pessoas experimentem», comece a surgir mais interesse, pois «a grande magia deste equipamento é experimentar. Só assim se percebe o potencial» que estará disponível a residentes e turistas, considerou.
E como não há nada como experimentar, na quinta-feira, dia 24, as bicicletas foram o meio escolhido por uma comitiva da Câmara Municipal de Lagoa, liderada pelo presidente Francisco Martins, para um passeio entre Carvoeiro e Estômbar, para inaugurar as duas das obras do Orçamento Participativo (OP) de Lagoa, o sistema de bicicletas elétricas e uma parede de escalada.”…

(ler + em http://barlavento.pt/destaque/rede-de-bicicletas-eletricas-estreia-mobilidade-sustentavel-em-lagoa)

Ladrões devolveram-lhe bicicleta roubada no aniversário da morte do pai

james“A última recordação que James teve do pai foi a bicicleta prateada que lhe foi oferecida, poucos dias antes de morrer, algo que aconteceu há um ano.
Acontece que, dias antes de passarem 12 meses desde a morte, a mencionada bicicleta prateada haveria sido roubada e a última recordação que este rapaz tinha do pai viria a desvanecer-se.
Una Magee Brewster, mãe do jovem irlandês, recorreu na altura às redes sociais para pedir ajuda para encontrar a prenda do pai.
“Estou a apelar à pessoa que viu a oportunidade de roubar a bicicleta prateada do meu filho que, por favor, a devolva. Deixe-me enquadrá-lo. Causou ainda mais dor a uma criança que amanhã se vai relembrar do pesadelo que viveu há um ano, quando o seu pai morreu, algo que nenhuma criança devia experienciar”, lia-se numa publicação feita há pouco mais de uma semana no Facebook.
Foi então que, pelos vistos, a mensagem chegou a quem devia e, a dias de se celebrar o primeiro ano desde a morte do marido, James foi filmado a reencontrar a bicicleta prateada no quintal de sua casa. Nas imagens, é mais que visível a felicidade do rapaz com a surpresa.
“Uma coisa incrível aconteceu hoje, um milagre em Pinebank! Estava a sair de casa e alguém tinha devolvido a bicicleta do James. Que lindo fim para esta história. (…) A todos os meus amigos e desconhecidos que partilharam a publicação, a todos que a procuraram, a todos que se ofereceram para comprarem outra bicicleta…vocês são inacreditáveis (…) E, finalmente, a quem devolveu a bicicleta: fez uma coisa maravilhosa. Uma coisa maravilhosa. Fizeste do James um rapaz muito feliz. Obrigada.”, escreveu na legenda do vídeo que verá abaixo.”

(poderás ver os videos desta notícia em: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/700209/ladroes-devolveram-lhe-bicicleta-roubada-no-aniversario-da-morte-do-pai)

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Porto Património Mundial, vinte anos, vinte momentos

Ao meio-dia em ponto desta segunda-feira, os sinos da Invicta repicaram 20 minutos em uníssono para celebrar a consagração do centro histórico do Porto como Património Mundial. Passadas um par de horas, não exactamente em ponto, repico aqui 20 das mais interessantes fotografias que fui tirando enquanto fui dando ao pedal pela minha cidade, cidade natal onde vivo, trabalho, pedalo e me divirto com satisfação e muito orgulho.

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can´t miss [166] revistatrip.uol.com.br/trip/

Viajando de bike

“A fotógrafa Cacá Strina, 35 anos, começou a levar a bicicleta mais a sério em 2012, quando atravessou a Espanha pedalando sozinha. Não tinha nenhuma experiência em viagens de bicicleta, mas viveu 44 dias reveladores. “Foi minha primeira cicloviagem e foi maravilhosa. Onde tudo começou. Realmente mudou minha vida”, diz ela.

trip-route66-caca-strina

Cacá então nunca mais largou a bike. Pedalou por Urubici e Florianópolis, em Santa Catarina, na Chapada Diamantina, na Bahia, e no Jalapão, no Tocantins. Mas foi no mês passado que ela se lançou em sua maior aventura: pedalar os 3.900 quilômetros da histórica rodovia norte-americana Route 66. “Ainda estou processando, não faz nem uma semana que voltei. Foi um sonho muito difícil de realizar, em todos os sentidos. No início tive muitos imprevistos e a viagem quase não rolou. Eu já tinha o patrocínio, o motor-home e a bike, mas não tinha o câmera e não podia esperar mais por causa da janela climática, ou então teria que adiar a viagem para maio do ano que vem”, conta ela, que vai transformar a experiência em um documentário que pretende resgatar um pouco da história e da cultura da famosa rota dos EUA.”…

(podes ler o artigo completo e ver as magníficas fotografias desta fantástica viagem em:  http://revistatrip.uol.com.br/trip/caca-strina-bicicleta-esporte-espanha-fotografia-route-66-bike)

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reciclando [25] moldando comportamentos

hoje, a fintar o trânsito

Na bicicleta é fácil driblar os carros, mas também não há nada mais stressante do que sentir a opressão do trânsito. Andar de bicicleta acarreta muitas situações de risco, é sabido, mas também sabemos que enquanto algumas situações de perigo estão directamente relacionadas com o nosso comportamento, outras são deliberadamente ocasionadas pela acção de automobilistas, que não ajudam. Quando não conhecem ou simplesmente se estão a borrifar para os direitos dos ciclistas. Num acidente ninguém fica a ganhar, sendo que os mais vulneráveis da estrada não viajam dentro da bolha metálica. Como tal, todos devemos moldar os nossos comportamentos.

contradição e coerência

Nas estradas estreitas e sinuosas, onde desaparecemos a cada curva e contracurva, deveremos nos posicionar no espaço de estrada que sentimos estar mais a salvo, dentro da faixa de rodagem, afastados q.b. da berma. Estar o mais visível possível, obrigar os automobilistas a abrandar e respeitar a distância de metro e meio, impedindo-os de acelerar ao nosso lado. A legislação obriga à distância mínima de metro e meio em torno do ciclista, no entanto se o ciclista for empurrado, obrigado a andar o mais próximo à borda da estrada, esse comportamento não é seguro para si. Para sua segurança, ele tem o direito de utilização plena da estrada.

Senhora da Graça #16

Ao viajarmos numa via de acentuado declive, a subir, o ciclista pedala a ritmo bem mais lento, de dentes cerrados a carregar nos pedais. De carro a subida não se nota e a diferença de velocidade aumenta, pelo que temos de nos posicionar melhor para que os movidos a motor melhor nos vejam. Pois com certeza que muitos nos vão amaldiçoar por estarmos ali, vão buzinar e acelerar para expressar a sua arrogância. Temos pena. A posição do ciclista é fundamental para a sua segurança. Pode ser questionável para muitos automobilistas que julgam que o ciclista não tem o direito à estrada, mas o ciclista tem de saber lidar com esse assédio e não reagir negativamente à provocação. Ali o ciclista é a pessoa mais vulnerável e deve ser prudente na sua resposta, adoptando um comportamento adequado, não agravando uma situação que poderá colocá-lo em maior risco.

BRM 200 Montejunto ao Atlantico #6

A postura a par com outro colega ciclista obriga o tráfego a diminuir o ritmo, para os automobilistas nos passarem a uma velocidade segura. Este comportamento é legal e eficaz, pois o ciclista está mais visível ao tráfego. Em demasiadas ocasiões em que pedalava sozinho vi surgir na minha direcção um veículo em manobra de ultrapassagem. Isso pode resultar muito mal para mim. Em estradas estreitas e sinuosas procuro auxiliar o tráfego que surge por de trás, dando sinal com a mão para sinalizar e permitir ser ultrapassado a uma distância segura. Eu defendo que o ciclista deve ser atencioso para com os automobilistas. Para cada um que abrandou e me respeitou, sempre que seja possível, eu aceno com um obrigado. É importante ser respeitoso no trânsito, independentemente dos sentimentos que nos foram impostos por condutores imprudentes e/ou com comportamentos agressivos.

reset

Considerando uma série de coisas, tais como o brilho e a visibilidade à distância, existem sistemas luminosos de bateria recarregáveis a um custo razoável. Com poucas dezenas de euros podemos equipar a nossa bicicleta com um bom par de luzes, não havendo desculpa para não sinalizarmos correctamente a nossa presença no trânsito, tanto de noite como de dia. Uma luz brilhante, a piscar ou permanente, suficientemente forte para ser visto pelo menos a cem metros atrás e à frente, já é eficaz.

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A nossa segurança tem prioridade. Um comportamento assertivo, calmo e atento, se posicionando correctamente, tornando-se bem visível no trânsito, cumprindo cabalmente as regras, é a melhor prática para boas pedaladas. Não há rotas perfeitas e lidar com as condições de tráfego e as más estradas é recorrente, mas o que deveremos fazer é passar mais tempo a aperfeiçoar a nossa conduta, tornando a experiência mais agradável e segura.

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este distinto cais, “waterfront” como agora se diz!

distinto

O Douro é o cenário e a sua presença um elemento de ligação às memórias e ao imaginário. Um passado construído do impulso do desenvolvimento comercial e portuário. A história comprime-se numa imagem fixa, onde tudo se congela para que o tempo, mítico, misture a cidade, as muralhas medievais, as margens, os armazéns, os barcos. Negócios do comércio do vinho que se estendiam ao longo do curso do rio. O antigo entreposto vinhateiro de Vila Nova de Gaia que recebia os tradicionais barcos de transporte de vinho. O vinho do Porto que já não desce o rio nos Rabelos, essas velhas embarcações, que na margem direita à Ribeira apenas flutuam, em primeiro plano, compondo o postal guardado em imagens e recordações.

Correntes preocupações pela importância económica, na lógica do negócio global que é o turismo, vão restaurando e convertendo velhos edifícios. Em segundo plano vem a preocupação de manter uma fisionomia de paisagem de velho burgo, do Porto Património da Humanidade. O pensamento de suporte de uma economia do souvenir, cais de cruzeiros e wine tasting, transfigurando o íntimo das habitações e das margens em espaços públicos e adegas adaptadas para receber visitantes. Várias escalas para diferentes estrelas, multiplicam-se os hotéis, residenciais, espécie de parques temáticos de esplanadas e vistas exclusivas, vendo sair os residentes, cada vez mais envelhecidos, e os seus descendentes. Impulsos de uma neo-urbanização das duas margens, numa nova maneira de pensar a relação da metrópole, reciclando o passado e actualizando a condição urbana que evolui com outras relações e outros modos de ver e fazer a cidade.

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can’t miss [165] bikeelegal.com

Em Copenhague, número de bikes ultrapassa o de carros pela primeira vez

Como os cidadãos se locomovem diariamente para o trabalho, escola ou universidade na cidade de Copenhague / © Colville-Andersen/Copenhagenize

Como os cidadãos se locomovem diariamente para o trabalho, escola ou universidade na cidade de Copenhague / © Colville-Andersen/Copenhagenize

“Não é por acaso que Copenhague é conhecida como uma das melhores cidades para pedalar no mundo, mas agora em 2016, a capital da Dinamarca atingiu um feito histórico que deixa boquiaberto qualquer apaixonado pela bicicleta e pela mobilidade ativa. Pela primeira vez, o número bicicletas superou a quantidade de carros circulando na cidade – as autoridades fazem essa medição do tráfego na região central desde 1970. Enquanto o número de magrelas foi de 265.700, o de carros foi de 252.600. A porcentagem de bicicletas cresceu 13% desde o último ano, o que representa 35.080 novas bikes.

São números como esses que fizeram a cidade alcançar também em 2016 a primeira colocação do ranking de Cidades Amigas da Bicicleta, feito desde 2011 por uma consultoria baseada na própria cidade. Nas duas outras edições do ranking, Amsterdam foi eleita a campeã.”

(clica em: http://bikeelegal.com/em-copenhague-numero-de-bikes-ultrapassa-o-de-carros/ para continuares a ler este artigo e assistir ao vídeo da capital do pais das biclas)

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grizo e chuva, perfeito!

Andar de bicicleta nesta época do ano é previsivelmente imprevisível. Mesmo que ontem tenha estado um magnífico sol de Outono, a chuva veio para ficar. O Inverno ainda não chegou mas já está um grizo daqueles. Esta noite o termómetro desceu muito para de manhã estacionar nos 3º C, mais coisa, menos coisa. A meteorologia promete chuva e frio para os próximos dias. Manhã cedo, olho de soslaio pela janela, panorama cinzento, um manto de nuvens ameaçadoras. Ponho o nariz de fora e estico o braço… Brrrrrr… que briol, pelo menos não chove!

>oitavo andar

Um dos muitos desafios que o ciclista tem de enfrentar é combater o frio e manter o corpo quente. Antes de sairmos de casa a pedalar, especialmente de manhãzinha ou ao cair da noite, o melhor é estarmos preparados para bater o dente. Seguindo algumas regras básicas, levando a vestimenta necessária e acessórios a adoptar, estaremos precavidos para as mudanças de humor do clima. Nada a temer, pé no pedal e arrisca-se a pedalada mesmo que o tempo esteja de maus humores

Quem nos observa fica com um olhar admirado, não tanto pelo que vestimos mas pela forma como abordamos o mau tempo numa bicicleta. Qualquer que seja o clima, nada significa uma mudança radical no nosso ritual. Com roupas em camadas, confortáveis e quentes, fica-se com a sensação de ser uma salsicha, e uma vigorosa pedalada é suficiente para permear o corpo com um calor consolador, pois nós sabemos como a bicicleta é mais que um aquecedor com rodas.

Até que a chuva lá aparece, pontual, para nos cumprimentar.

Verão Azul

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fotocycle [196] pra lá e pra cá

Aprecio este hábito cómodo de voltar, regressar aos mesmos lugares por onde bem me apetece. É um privilégio legítimo fazer do meu itinerário um variado diário, e este meu meio de transporte leva-me por onde quero. Até à fronteira do mundo, ao frio, ao vento, à chuva, pelos humores subtis da vida. Não estou imune a nada, mas em cima de uma bicicleta é uma história diferente. É aventura, é diversão, é apetrecho… para pessoas comuns fazerem coisas comuns. Aproveito cada momento.

pra-la-e-pra-ca

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reciclando [24] a bicla é fixe

bike to workA cada oportunidade, circunstância ou lugar, procuro sempre destacar os aspectos positivos do ciclismo. As bicicletas proporcionam vários benefícios: à saúde, ao nosso bolso, ajudam a reduzir o trânsito e a diminuir a poluição. As bicicletas facilitam um modo de transporte e é uma opção para as pessoas se deslocarem diariamente com rapidez e comodidade.

Quando sou cumprimentado à porta do prédio, do elevador, com a bicla na mão, os meus interlocutores normalmente evocam uma imagem positiva da bicicleta. No entanto, como certas coisas mesquinhas da vida, há sempre um vizinho que entende a bicicleta como algo perigoso e evitável. Pensa que pelo facto de se dar ao pedal nas estradas ou em qualquer outro sítio vai sofrer algum tipo de acidente. Tem uma imagem preconcebida que gira em torno do ciclismo, de corridas de bicicleta, de trambolhões, de lesões, e que isso é coisa de putos. Enfatizam em demasia notícias negativas que esporadicamente publicam sobre quem usa a bicicleta.

Acidentes acontecem, infelizmente, mas ao contrário de notícias trágicas diárias sobre sinistralidade rodoviária, (relembro apenas que no dia de ontem, o dia para recordar as vítimas de acidentes de viação e reflectir sobre a segurança, foi apenas outro dia negro nas estradas nacionais) relatos envolvendo acidentes com pessoas que pedalam são felizmente muito mais invulgares que tantos outros acidentes envolvento veículos a motor.

Assim, e apesar de tudo, o ciclismo tem muitos benefícios. Tem-se incentivado mais o uso da bicicleta como meio de transporte. A crescente visibilidade da bicicleta no actual contexto tem vindo a reforçar os motivos e convicções sobre a sua versatilidade no meio urbano. Para estimar a velocidade, e é muitas vezes feita a comparação, andar de bicicleta é relativamente lento em comparação ao veiculo a motor, mas parte da razão que os não ciclistas desconhecem é que de facto a bicicleta é mais célere no centro da cidade: planeando um determinado percurso, uma rota alternativa, as bicicletas oferecem claramente muitas vantagens sobre os carros, são mais fáceis de estacionar, são mais manobráveis, silenciosas e limpas.

Os automobilistas que não gostam do ciclismo e, por conseguinte, de partilhar a via com ciclistas, vão sempre servir-se, com mais evidência, de esporádicos incidentes para promover uma publicidade negativa do ciclismo. Não lhes vamos dar importância, atribuir relevância às suas atitudes agressivas, vamos sim interagir assertivamente com eles nas estradas. Além das vantagens mencionadas, as bicicletas também lhe são especialmente úteis pelo seu lado positivo, pois retiram carros à via rodoviária. Para os automobilistas de mente mais aberta, devemos chamar atenção para a polivalência que uma bicicleta pode ter e usar a nossa presença como um lembrete, para que todos observem cuidadosamente os ciclistas em todos os momentos. É o sinal de que as bicicletas estão presentes, cada vez mais integradas na sociedade e lentamente a substituir os carros. Em suma, pedalar é uma coisa boa.

beautiful ride

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