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A história do cicloturismo em Portugal

“O Cicloturismo (passeios turísticos em bicicleta com os amigos, com a família ou individualmente) constitui uma atividade lúdica, recreativa e desportiva que contém uma filosofia de comunhão com a natureza e de respeito pelo ambiente. Os cicloturistas sempre privilegiaram, ao longo dos anos, regiões de grande valor paisagístico, biológico e cultural.

Em Portugal, a partir de 1890, surgem pessoas que usam a bicicleta para deslocações turísticas, não havendo, no entanto, dados conhecidos sobre a sua evolução até aos anos 20. Nessa altura as voltas a Portugal em cavalo, de grande impacte popular e cobertura pelos jornais da época, eram acompanhadas também por cicloturistas.

O Cicloturismo ressurge nos anos 40 e 50 em Portugal pela mão de António Duarte Laureano que cria o Grupo “Os Quinze” – Lisboa, percorre o país e desenvolve as ideias do Cicloturista francês Velócio, fez palestras em várias academias culturais e sociedades recreativas, usando a bicicleta para percorrer o país nas suas deslocações. A polícia política confundiu, varias vezes, as suas atividades com ações políticas, tendo sido detido ao longo dos anos pela PIDE. Deslocava-se de bicicleta frequentemente nas suas viagens a Espanha e a França.” […]

Podes ler o artigo completo em https://www.mundoportugues.pt/a-historia-do-cicloturismo-em-portugal/ e saber mais sobre a história do cicloturismo no nosso país.

Bom fim de semana e boas pedaladas

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como de pão para a boca

Imagina ires de bicicleta para o trabalho. Imagina não teres de te preocupar com o trânsito e onde estacionar o carro. Imagina poupares dinheiro nos transportes públicos. Imagina só, deixar de imaginar desculpas esfarrapadas sempre que chegas atrasado. Imagina depois regressares do trabalho sem o remorso de teres desistido do ginásio. Suas as estopinhas, desopilas pelo parque, encontras amigos, vais às compras, ao pão…

A sensação de liberdade quando pegas na bicicleta e sais para treinar ao fim de semana é a mesma, não é só imaginação… Então, morcão, e porque não fazes isso mesmo, pegas na bicla e pedalas uns dez quilómetros diários, nas tuas idas e voltas do trabalho?

E assim, mais ou menos por esta altura ano, já lá vai uma década que libertei este meu delírio. Diariamente, bem cedo, passei a sair de casa com uma bicicleta na mão. Rasgando ganga no selim, untando a baínha na corrente, vento nas trombas, fazendo sol ou fazendo chuva.

“… Gingando pela rua ao som do Lou Reed. Sempre na sua, sempre cheio de speed…”

Gradualmente, as minhas bicicletas foram mudando os meus hábitos, como o meio ideal de transporte, saudável e sustentável. A bicicleta tornou-se tão banal quanto imprescindível. Na minha vida quotidiana, a dependência e o deslumbramento na bicicleta têm sido como de pão para a boca.

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sempre a meter àgua

Sempre que o vento sopra irado e trespassa o arco metaliforme da ponte, faz-me supor a perversa tentação que por aí vem. Como um menino traquinas que espia a catraia no meio da maralha, a tímida fotografia tirada do outro lado do rio tem um certo grau bisbilhoteiro.

Vista daqui, a cidade rebelde e apertada, onde os telhados ocres se encavalitam na confusão, tem sempre diferentes formas de me surpreender. Travestindo-se, assemelha-se a uma velha rabugenta no rumor que perpassa por entre o casario, através do seu semblante severo. – Põe-te a andar daqui p’ra fora, senão…!

As ameaçadoras nuvens, cinzentas, vêm atestadas de água vinda do mar, cujo pranto se antevê abundante ao primeiro ribombar do trovão… Iludindo-me através do reflexo no lençol, dramatizo o quadro que aqui reproduzo. Aperto o gasganete com o fecho do agasalho hermético e deixo cair o inspirador sonho. – Sim, é melhor começar a dar ao pedal!

Vou agora ao despique com a vagarosa corrente do rio que é feito de ouro. Aligeiro a pedalada rumo à agitação salgada do mar. O vento frio colora-me as bochechas, enquanto o poderoso Atlântico se aproxima decididamente do meu nariz. A morrinha salpica-me a face como se estivesse na proa elevada de uma heróica embarcação. As gotas suspensas aglomeram-se, densas e compactas como que formando um corpo só, prontas a saltar borda fora.

E depois de superadas as batidas fortes do vento de sul, a turva orla marítima entre o Cabedelo e a Madalena, passo o portão, encosto a bicla à parede e recebo as boas vindas de um pai embevecido pelo regresso do filho pródigo… – Tu és maluco, vires de bicicleta com este temporal?! Vai já trocar essa roupa…

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reciclando [39] diário de um guerreiro urbano

Tanto faz, seja num dia quente e solarengo ou debaixo de chuva, como está lá fora, eu saio montado na bina para trabalhar e quero lá chegar ligeiro, voando entre os carros engarrafados, gozando com os idiotas lá dentro. Hoje o dia está bem feio.

É segunda-feira, acabaram-se as férias da Páscoa, para quem as teve, e com isso surgiram os retardatários e os preguiçosos. Amaldiçoo os automobilistas estúpidos. Espero o inesperado a cada esquina, a cada momento. A competição nas ruas é feroz, e na luta pelo espaço tenho a necessidade constante de passar à frente dos cardumes de automóveis imobilizados, a fim de ter caminho livre e seguro pela frente. Devem estar a pensar que eu sou o tipo de ciclista que passa os semáforos vermelhos. Claro que eu não vejo isso como parte do desafio. Comporto-me apenas com todo o cuidado necessário e procurando salvar a minha pele.

Ao aproximar-me de um semáforo vermelho, procuro passar os carros parados à minha frente, pelo lado esquerdo, pelo centro da via, e afirmar a minha presença. É vital que me chegue à frente. No cruzamento, abrando, paro e olho. Espero. Às vezes hesito, outras vezes não. Defendo o pensamento geral que os veículos são diferentes e, por tanto, defendo regras diferentes. O direito à estrada do utente velocipedista está em conformidade com os nossos próprios limites. Regras específicas e adequadas para as bicicletas que permita ao ciclista manter a sua dinâmica para se sentir mais seguro, passando por uma luz vermelha para evitar o conflito com os carros. Embora outros julguem que o que fazemos requer um certo grau de bravura, essa bravura só está nos olhos de quem nos vê.

Boa semana.

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fotocycle [225] caso para dizer…

Se a primavera não vem até nós, vou eu ter com a primavera!

 

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doce de Páscoa

Brevet Alto-Minho 200

Esta coisa de agora se dar nome às tempestades que assolam a terrinha e o Sul da Europa está a deixar São Pedro com ideias. Se em meados de Dezembro com a tempestade Ana se deu o início à contagem, estamos no início de Abril e a ordem alfabética da lista pré-estabelecida já vai no i! E note-se que não é um qualquer pé-d’água que tem direito a baptismo, apenas os temporais de nível laranja ou vermelho serão os felizardos. Assim, a este ritmo, depressa vamos esgotar o abecedário das tempestades.

– Ó Pedrocas, acho que estás a exagerar pá!

O tuga até está habituado a depressões de vários géneros, agora tirar-nos o Inverno suave e a amena Primavera, vai lá vai. Mas um gajo que usa a bicicleta diariamente para ir e voltar do trabalho, vai e volta no selim nem que chovam canivetes. Depois um gajo que pensa aproveitar o fim de semana, e na tarde de sexta-feira devaneia com um agradável passeio de bicicleta, é acordado na madrugada de um sábado ou de um domingo com a borrasca a bater forte na janela, volta-se para o outro lado e continua no sono dos justos.

Com esta minha preguiça/indolência/moleza, com a desculpa das intempéries, aproveitando apenas algumas abertas d(e)o tempo, revendo o meu filme cicloturístico de #doismiledezoito, eu ainda não havia completado uma volta minimamente longínqua, daquelas que vão para além de uma centena de quilómetros e com pelo menos cinco horas seguidas alapado no selim! As pernas e o rabo ainda não estavam formatados para as longas distâncias, e dei por mim a agradecer a um tal de Félix ter chegado em força no sábado que estava talhado para a minha primeira participação nas festividades randoneiras anuais, no Brevet Alto-Minho 200.

Com o imprevisto e forçoso adiamento do Brevet devido às “muito más previsões meteorológicas” provocadas pela depressão de um tal de Félix, aproveitei as ultimas três semanas para atenuar alguma falta de ritmo com uns curtos treininhos no pátio cá de casa. Nem a sexta-feira santa escapou e nem uma tal de Irene, que não é a sIrene dos Recursos Humanos, me deprimiu. Cedi à tentação de ficar a manhã do santo feriado enrolado na cama e aceitei o desafio do Rui e do Couto.

O mote seria dar um giro para lavar o espírito e preparar o corpo para os doces da Páscoa. Ora, em vez de ficar a poupar-me para o dia seguinte, alevantei-me e espreitei o céu cinzento pela janela. Parecia que o dia prometia uma excelente aventura e não me enganei. Foi chuva da grossa com vendaval à mistura, rajadas do pior, e que nada tiveram a ver com o trambolhão no fofo chão de pedras e lama que amandei. Fiquei bonito!

“quero ver Irene dar a sua risada”

Sábado, quatro da matina, acordo com o ruído da borrasca que batia forte na janela. Era a Irene a recordar-me os avisos meteorológicos de véspera. Ainda algo dorido no meu arcaboiço, mais concretamente no flanco esquerdo, preparei a trouxa, pendurei a bicla no carro e saí para a primeira etapa do dia, até Esposende. A chuva copiosa que apanhei na estrada foi óptima para deixar a gOrka bem lavadinha. A chegada à delegação da Cruz Vermelha de Marinhas, o local habitual de saída para estas brincadeiras randonneiras a norte, percebi que iria formar de novo o grupeto com a Lenita, o Luís, o Mário e o Campelo.

Sendo este o meu terceiro brevet pelo Alto-Minho (aqui o relatório do primeiro) o circuito era-me familiar, portanto. Na hora do depart, com o firmamento a tornar-se mais azul, abalei para o vira minhoto com a promessa de um doce dia de Páscoa. As primeiras conversas foram mantidas numa pedalada relaxada pelo asfalto alagado da N13, o que naquela estrada obriga a activar o modo extra de sobrevivência. Do relaxe pró sonolento, após o vira para nascente, despertamos definitivamente quando a luz solar reflectida no espelho da estrada nos encandeava. E foi com um saboroso ventinho pelas costas que nos embrenhamos no belo Minho.

Ponte de Lima, Ponte da Barca, ponte medieval sobre o Vez, cada vez que cruzávamos um rio, cada vez que pedalávamos aos solavancos, a monotonia era zero. Não me canso de repetir, o Minho é lindo, exuberante e mágico. O panorama verdejante dos vales, das casas, do granito, dos animais a pastar na berma das estradas, o som da água em cascata, tudo junto nos impelia impetuosamente pelo deslumbre da Natureza e amolecia a cadência da pedalada no declive da estrada. Foi a pedalada de tartaruga que passamos o chamado “pequeno Tibete português”, a aldeia de Sistelo, às portas da serra Peneda-Gerês.

Depois da paragem na Portela do Alvite para registar a passagem e trincar uma sandes de presunto, só as exigências de uma estrada perigosa a precisar urgentemente de obras, e a repentina ferroada de um zângão abelhudo no meu pescoço, me poderiam abstrair de admirar o imponente Glaciar do Alto Vez como pano de fundo… Xiça qu’esta doeu!

Com Monção para trás, e com o corpo renascido pela canja, o prato do dia seria agora enfrentar com afoiteza o vento de frente e a subidita para Rubiães. A passagem por Valença, toda tomada pela retención de coches, provocada por bandos de espanhois em férias pascoais, estava pior que a hora de ponta na cidade Imbicta!

Com os pontos mais altos do dia ultrapassados, o doce continuou a ser degustado na fascinante estrada que serpenteia o vale do Coura, a par com o rio até à sua foz, em Caminha. Esta estrada, a EN 301, é um tónico para as mais esotéricas sensações que se podem guardar nesta coisa de pedalar pelos caminhos de Portugal. Está desde já mentalmente agendada nova passagem, mas no sentido inverso, na maior parte da sua extensão em ascensão.

Uns pingos de chuva à passagem por Caminha e a fome vieram apenas amansar a vontade de parar e pedir o lanche.

– É um Sidónio e um Compal de frutos vermelhos, ó faxabôre!

Repostos os açúcares na corrente sanguínea (isto dito por um diabético soa a gulodice) foi dar rotação à corrente “biciclínea”. Reforçada a vestimenta, depois de tanto verde, até ao final da jornada o tom seria o cinzento, do horizonte, do mar e do vento de sul, que embora descolorido era bem sentido na fronha. E foi na parceria de fragrâncias marítimas e chuviscos manhosos que os derradeiros quilómetros, entre Caminha, Viana do Castelo e Esposende, foram vencidos sem grandes dificuldades ou emoções. Já a noite havia caído quando chegamos ao ponto de partida, sorriso estampado para estampar o último carimbo no cartão e concluir mais um brevet, onde cada qual chegou ao termo a seu ritmo, a seu tempo.

O prémio à chegada foram duzentas e tal amêndoas de chocolate. Bem bom.

Se há uma lei irrevogável da física, o facto é que em certas situações os níveis crescentes de esforço não correspondem a níveis crescentes de desempenho. Essas situações envolvem tanto o vento como os declives. Tivemos alguns pontos onde as energias iam começando a faltar mas o alento paisagístico ganhava cor e nos transmitia querença. Independentemente do esforço, da tenacidade, do simples prazer de pedalar, o facto de virarmos as costas às tempestades ou as enfrentarmos de frente, o que só torna a coisa mais exigente e gratificante.  Afinal, esta Irene até que foi muito do serene!

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ora, pois então…

… que seja, na companhia da Irene tempestade ou com a sirene da Irene dos Recursos Humanos, seja a trincar uma amêndoa de Páscoa ou a degustar um doce regional minhoto, este fim de semana é para pedalar, e muito!

Desejos de uma boa pedalada… e coiso!

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tipo catavento

As tendências climatéricas deste inverno têm estado no espectro entre o amarelo e o vermelho, passando pelo laranja, o que tem deixado à malta um horizonte bastante negro no que às pedaladas diz respeito. São Pedro levou à letra a necessidade premente de encher as barragens lusas, o que fez muito bem, escusado teria sido dar asas a três depressões do Atlântico consecutivas, baptizadas com chuvaradas e tufões, granizadas e nevões. Cá pra mim, o feiticeiro contratado para o ritual da dança exagerou na kizombada, foi o que foi!

Para início de conversa, um tal de Félix enche o céu de cumulunimbus, junta-lhe ventania forte e trovoadas que elevam o aviso para o tom vermelho. Previa-se que o dito cujo varreria a Costa Verde no fim de semana e faria a descarga do autoclismo especialmente na tarde do dia do Brevet Alto Minho. Assim, prevenindo que um afoito randonneur se visse de repente arrancado do selim e a flutuar como folha caduca, para depois ficar esmagado no asfalto, a recomendação foi levada muito a sério. O Brevet foi adiado para o sábado que vem, que é o sábado de Páscoa.

Na semana seguinte, outra tempestadezeca de seu nome Gisele, mas que não era a Bündchen, achou que me iria atrapalhar nas minhas idas e vindas de bicla para o trabalho, mas, sinceramente, nem a depressão da dita senhora nem o stress diário dos automobilistas perturbaram as commutices diárias de um pobre ciclista urbano.

Então os planos velocipédicos para a manhã deste sábado seriam, à partida, preparar minimamente a volta randoneurizada que espero fazer pelo Minho no sábado que aí vem. Já estamos na primavera e no que às pedaladas para bué, bué longe diz respeito, este meu ano #doismiledezoito está muito, muito fraquinho. Nem uma voltinha minimamente aceitável para amostra, nem uma centena de quilómetros pedalados cheguei a completar! Não só por culpa das questiúnculas climatéricas ou da falta de tempo, é sobretudo por pura preguiça.

Soavam  as cinco badaladas do relógio da igreja quando ouço algo forte bater na janela do oitavo andar! Era um tal de Hugo que fazia um ruído ensurdecedor no quarto, tão forte ao ponto de me fazer cair das nuvens. As pedras de gelo empurradas pelo vendaval contra as persianas fizeram-me repensar o programa. Amuei e ronquei para o outro lado. Às nove e tal acordo definitivamente, desta vez com uma brilhante luz solar a invadir o recesso do lar e a desafiar-me. “Bora lá!” Boto o nariz fora da janela e o panorama prometia pelo menos dar para fazer a minha voltinha habitual, entre o café da manhã e o almoço familiar em Valadares. Consultado o horóscopo e as redes sociais, a malta randonneira do BRM 400 já tinha dado a volta ao Alqueva, e fiz-me à estrada.  Já agora os meus parabéns aos bravos aventureiros, depois de 200, mais de 200k a bolinar contra o demónio é obra.

Assim, quase sem querer, ao longo do Douro com o vento pelas costas, o meu ritmo estava tão rápido que cheguei a temer bater o recorde nacional do Strava no segmento Freixo-Barragem. Tinha a nítida sensação de estar a voar, literalmente, sem tocar no chão. Afinal o Hugo era meu amigo, que me empurrava tão forte mas não tão rápido como empurrava as nuvens. Se estava um sol agradável, de súbito escurecia e me dava água pela barba (que não tenho). O abrigo das paragens dos autocarros da Gondomarense provaram ser providenciais para preservar o lombo do chuveiro gelado.

Apesar do esforço ser atribuído ao temporal eu sabia que contornada a barragem teria o Huguinho pela frente, até à frente marítima. Já na outra banda a subir para Lever, fico com a suspeita que aquelas nuvens se divertem a seguir ciclistas. Abananado pelas bruscas rabanadas de vento laterais, finquei as luvas aos drops e mantive o rabo bem colado ao selim. A qualquer momento o céu abriria as comportas e despejaria peixes em cima da minha cabeça. Bem, do céu só chuva, a potes, ao ponto do esqueleto da gOrka ficar todo lavadinho, tão branquinho que já nem me lembrava que era essa a sua cor. E já que estava todo molhado aproveitei a descida da N222 para embalar no túnel de vento evitando fazer um drift de bicicleta a saltar pocinhas.

Não sei que mal te fez o Noé para levar com 40 dias de tempestade mas se isso me acontecer no sábado eu vou aí para termos uma conversinha. Vê lá se atinas ó Pedrocas!

e no domingo ao sol e ao vento estiquei a corda para secar as humídades.

 

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a dar água sem caneco

Despego e saio para a minha pedalada rotineira. Nos finais de tarde luminosos a volta aos pedais é mais longa e demorada, o que me acelera o coração e me renova energias. A cada volta aos pedais, procuro me distrair com o Douro e o sol no Atlântico. O prazer ondulante que sinto contra a força da nortada dobra-me o esboço. Os pensamentos fogem soltos, ao vento, esboçados pelo serpenteado azul da orla e do rastro rodado constante dos meus pés. Também é vagarosa a corrente que me empurra pelo verde parque urbano. O paraíso tem este encanto, como se a luz que o atravessa me ensinasse, a mim, o caminho de regresso a casa. Deixo-me ficar na sonoridade da natureza e lanço um olhar de soslaio sobre o lago, numa mise-en-scéne convidativa para fotografar. E é aqui que percebo como a luz já vai ténue, acentuando mais as distâncias, nesta indescritível sensação que é a de estar num lugar que me pertence e ainda assim longe de casa. Aproveito cada momento.

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fotocycle [224] momento publicitário gratuíto

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