fotocycle [244] grupeto do rebuçado

A visão que temos do mundo depende do meio de transporte que escolhemos e da velocidade a que nos deslocamos. Aproveitamos cada momento.

(fotografia: Armindo Gonçalves)

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can’t miss [201] lisbonlovers.com

Crónicas de uma ciclista holandesa em Lisboa

[…]

“Já não tenho carro nem passe de transportes. Só duas pernas e uma bicicleta. De bicicleta sou mais rápida que os transportes nalguns percursos. Mas para mim, a maior vantagem é o sorriso na cara que a Almirante Reis sobre duas rodas me causa diariamente. Adoro Lisboa e a bicicleta é uma forma de viver a cidade mais intensamente. Na sequência desta introdução, em breve partilharei algumas das minhas experiências boas e menos boas enquanto ciclista na Capital.”

Por Bo Irik

Podes ler toda a crónica em: http://lisbonlovers.com

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“phone off”

A operação “Phone Off” da PSP estará na estrada até 12 de maio e visa fiscalizar o uso indevido do telemóvel durante a condução.

O uso de telemóveis fora das condições regulamentares durante a condução tem originado bastantes sinistros. A operação tem por objectivo diminuir os elevados níveis de sinistralidade rodoviária e para isso irá promover a “adopção de comportamentos seguros por parte dos condutores e a segurança rodoviária de todos os utentes da via”. A fiscalização visa “prevenir e dissuadir os comportamentos de risco que, de forma decisiva, contribuem para a ocorrência de acidentes rodoviários”.

Com excepção dos aparelhos dotados de um único auricular ou de microfone com sistema de alta voz, o Código da Estrada proíbe a utilização e manuseamento de telemóveis durante a condução/marcha dos veículos atendendo a que estudos demonstram os seus efeitos nocivos, comprovando que o uso de ferramentas digitais ao volante aumenta drasticamente o risco de acidentes rodoviários. Esta contra-ordenação é punida com uma coima de 120 a 600 euros à qual poderá corresponder uma sanção acessória de inibição de condução de 1 mês a 1 ano.

De acordo com um estudo de 2015, usar o telemóvel enquanto se conduz multiplica o risco de acidente por 23, e 31% dos portugueses admitem enviar e ler SMS enquanto conduzem. Os estudos confirmam que é difícil para os condutores levarem a cabo as tarefas básicas e essenciais a uma condução segura, se estiverem a realizar uma outra tarefa secundária.

“#ParkYourPhone targets road users that are using smartphones in traffic. Drivers, pedestrians and cyclists are all putting themselves at risk. To combat this alarming trend, FIA Region I, the Royal Automobile Club Belgium and Touring Club Belgium are encouraging all road users to stay focussed on the road. The campaign will raise more awareness about distraction and show dangers of being distracted. In addition to the European launch in Brussels, FIA members in over 20 European countries will be launching the initiative this autumn. Join Pharrell Williams, European Commissioner for Transport Violeta Bulc, FIA President and the UN Secretary-General’s Special Envoy for Road Safety.”

Evidentemente, nas minhas rotinas a pedal, não ando a fiscalizar os automobilistas como faz a polícia, mas, infelizmente, não há um dia que eu não “apanhe” vários condutores ao telemóvel. Não tantos com o aparelho encostado ao ouvido mas muito mais com os olhos nas redes sociais.

O problema real é bem maior. Agora são as selfies ao volante. Aproveitar o semáforo vermelho para consultar as redes sociais e coisas do género. Conduzir fica para segundo plano. A cada dia que passa são mais as pessoas que conduzem de cabeça descaída. E podem ter a certeza que não estão deprimidos ao volante nas “secas” dos engarrafamentos. Simplesmente, estão a olhar para os joelhos porque estão a conduzir com o telemóvel na mão.

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da Liberdade

A independência envolvida a pedalar uma bicicleta permite a liberdade de escolher o nosso próprio caminho. Desfrutar da natureza, em qualquer lugar, fazer parte do ambiente, da calma vastidão do oceano e da cacofonia das coisas naturais. Na bicicleta traçamos rotas, desenhamos o imaginário, sedutor como o horizonte, com o constante desejo de explorar e descobrir. Um sorriso, uma renovação, pensamentos que voam e nos levam para o futuro. Eles também sabem como aproveitar cada momento.

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can’t miss [201] diariodominho.pt

A bicicleta não é um brinquedo

Na semana em que uma grevezita de três dias deixou um país há beira de… não, há beira não, deixou um país numa total e  crise de nervos e histeria colectiva, vem a propósito este artigo de Victor Domingos publicado no Diário do Minho. A bicicleta pode não ser apenas um brinquedo mas para mim é a solução:

“Muitos de nós guardamos recordações felizes de uma infância ou juventude marcada pela presença da bicicleta. Primeiro, como brinquedo, mas mais tarde como meio de emancipação, um modo de transporte de baixo custo, acessível e sem requisitos complicados. Hoje em dia, demasiadas vezes esquecemos esse potencial libertador e utilitário da bicicleta, e apenas a consideramos, erradamente, como um mero brinquedo.

Pode parecer uma discussão fútil e despropositada, mas não é. A bicicleta tem algumas características que fazem dela a melhor opção de transporte para boa parte das nossas deslocações diárias, com vantagens impossíveis de igualar por outros modos de transporte.

[…]

Finalmente, quando há escassez de combustível nos postos de abastecimento, até isso já não nos afeta de forma tão direta, e podemos prosseguir a nossa viagem sem preocupações.

Encarar a bicicleta como mais uma das nossas opções de transporte pode facilmente traduzir-se numa transformação libertadora a nível pessoal. Menos despesa, menos tempo perdido, mais saúde, melhor disposição. Não é evidentemente solução para todas as necessidades de transporte, mas é sem dúvida o melhor transporte em muitas situações nas quais habitualmente ainda usamos o carro.

[…]

Clica aqui para leres o artigo e aceita o desafio do Victor. Vais ver que a única bomba de que ficas dependente é aquela que usarás para encher pneus. Boa semana.

(artigo de opinião também publicado no blogue Braga Ciclável)

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1 euro por 1 quilómetro

É já neste sábado, 13 de Abril, que o bêtêtista Pedro Bento irá dar a primeira pedalada nos mais de 10 mil quilómetros que separam Almeirim, a sua terra Natal, da capital do Nepal, Katmandu.

Para completar esta distância o Pedro vai com os dias contados, 73 mais precisamente. Guiado não apenas pela motivação da superação, sairá para a estrada sozinho com um projecto solidário em mente: “1 euro por 1 quilómetro”.

Ao completar este desafio o Pedro espera angariar 10.000€, sendo que uma parte será para retribuir em equipamento aos Bombeiros Voluntários de Almeirim, pela ajuda recebida no processo de resgate e recuperação do grave acidente de mota que sofreu em 2017.

Outra parte da verba será doada a bolsas de estudo e alimentação durante um ano a dois jovens nepaleses do projecto “Dreams of Katmandu”, do português Pedro Queirós, que continua no Nepal a apoiar as crianças do Campo Esperança, vítimas do terramoto de 2015. Pedro Bento conheceu de perto este projecto um ano depois do terramoto que atingiu aquele país durante a sua participação na prova de BTT no Nepal, onde foi o primeiro português a chegar aos 5.400 metros de altitude de bicicleta.

Tendo a plena consciência das dificuldades que irá enfrentar, “sonhar enaltece e fortalece, e alcançar um sonho faz parte da humanidade e também da minha pessoa”, neste seu desígnio ele irá atravessar 14 países, apenas evitando passar no Afeganistão e no Paquistão, viajando de avião do Irão para a índia, por não ter os dias que lhe permitiriam procurar um percurso alternativo.

Podes seguir a aventura na sua página de atleta: https://www.facebook.com/Bakonbike2019, no site: https://bakonbike2019.wixsite.com/bakonbike2019, e ajudar o Pedro a ajudar em: https://www.gofundme.com/bakonbike-10-000kms

Boa sorte Pedro.

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can´t miss [200] vidadeciclistabrasil.wordpress

Um tributo ao prazer de pedalar

“Muitos dizem que a bicicleta é a maquina mais perfeita criada pelo homem. Eu diria que sua inspiração é divina. Ela reflete o homem e seu tempo, uma vez que evolui junto com seu criador. É uma ferramenta completa, simples e multifuncional. Imagine um mecanismo que serve para transportes, exercícios, integração com o meio ambiente… fazer amigos! Tudo junto, além de te dar um prazer único. […]”

Este trecho retirei de um magnífico texto que descobri publicado num explêndido blogue, vidadeciclistabrasil.wordpress.com, e que convido à leitura.

A fotografia, tirei-a numa das minhas recentes pedaladas e conjuga-se na perfeição com o texto: “… é uma ferramenta completa, simples e multifuncional”.

Aqui o link para o texto.

Boas pedaladas.

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fotocycle [243] o Porto não é Amesterdão…

… mas podia ser

(este postal não é patrocinado pela VelurbRent a Bike mas podia ser)

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o CaMinho fez-se pedalando

São cinco e meia da matina e sigo ao volante, só mas acompanhado, com Dona Tripas ao frio empoleirada no tejadilho. Quanto mais me aproximo de Esposende mais aumenta a neblina e desce a temperatura do ar. Vou juntar-me ao grupo de coletes garridos organizados e participar no primeiro evento randoneiro de 2019, a norte. O Brevet CaMinho200, um fantástico passeio a pedais com uma temática própria e que vai na sua segunda edição. Foi há dois anos que na companhia do Jacinto, do Couto e do Campelo, pedalei na maior das calmas, por velhas estradas e modernas ciclovias minhotas. Desta vez, porém, terei outras companhias e também outro ritmo.

No baiquecheco muitas máquinas topmodel, a maioria do tipo anoréxicas mirradas, e poucas da categoria de pesos pesados. Eu, claro, estava à procura de bicicletas vintage mas, neste evento, Dona Tripas era a única de pedigree clássico. Um a um, os participantes iam chegando. Muitas caras conhecidas e algumas novas que fariam um BRM pela primeira vez. Com as conversas em dia, ao sabor da simpatia das meninas da Cruz Vermelha, dos biscoitos e do café, terminado o curto briefing o pessoal foi montando nos selins das suas queridas biclas previamente validadas, em grupinhos, entrando na monótona EN13 rumo a sul.

O que mais activa e torna estes passeios tão atraentes para mim é o convívio e a luz da manhã. O mini pelotão rolava em amena cavaqueira, o ar frio descolando as remelas e o sol despontando a nascente. Em Fão, assim que saí da treliça de ferro da ponte, o rio Cávado apareceu sereno e por si só esta cena faria o dia já ter valido a pena. Não resisti, apertei os travões, posicionei a bicla e tirei a foto.

E fiquei para trás, prontes!

Em modo solitário prossegui, controlando ao longe os pontos vermelhos LED das bicicletas a perseguir. Pedalava agora numa cadência mais rápida, não só na intenção de os vir a alcançar mais à frente mas também para aquecer as pernas. Antes da viragem a nordeste, perdi-os completamente de vista e fui alcançado pelo Valter, outro iNBiCLAdo. Primeiros quilómetros na contagem decrescente da EN306 e concluiu-se a primeira etapa com a devida paragem em Gião. Não porque estivesse cansado, mas porque era necessário dar a primeira carimbadela no cartão brevet.

A velha estrada ziguezagueia através de áreas rurais, património arquitectónico e pequenos povoados, permitindo aos ciclistas cruzar míticos locais de passagem de peregrinos a caminho de Santiago. Eu não fiz muitas fotos neste brevet e as poucas que tirei foram em andamento.

A bruma da manhã eleva-se visivelmente e a temperatura sobe ligeiramente. As nuvens foram-se dissipando e o sol, a dez graus acima do horizonte, espreitava, desenhando as primeiras sombras no alcatrão.

Chegamos a Barcelos e o Valter teve galo. Forçado a interromper a pedalada ali mesmo, a meio da ponte medieval, foi só com o recurso a ferramenta e muita teimosia que conseguiu soltar a corrente encravada na roda pedaleira da sua titânica iNBiCLA. A muito custo lá se conseguiu engrenar de novo o mecanismo e continuar rumo a Norte por muitos quilómetros.

Sempre que a estrada empinava sou atingido pelo calor do ar, o que tornava incomodo o excesso de roupa a cobrir o corpinho. Depois de um pequeno topo, foi a meio de uma curva que resolvi parar, para, ali mesmo, fazer um strip ao vivo.


Mais uma vez à passagem pelo rio do esquecimento, em Ponte de Lima, lembrei-me logo que vinha aí a parte dura do percurso. A Serra da Labruja e aqueles 10 quilómetros de parede até Paredes de Coura. Desta vez a escalada correu-me às mil maravilhas e sempre com companhia para jogar cartas. Quase no topo, em Rendufe, havia uma foto que valeria a pena repetir.

Arrematado mais de metade do brevet, chegamos ao posto de controlo seguinte, que é numa pizzaria, na hora certa para enfartar a barriguinha.

Depois de um pequeno descanso, suficiente para desfrutar da infusão de carboidratos, aproveitamos os suaves declives da estrada para relaxar. O peso e a estabilidade de Dona Tripas funcionam a meu favor nas descidas, contra fortes ventos cruzados, empurrando-me a um ritmo de bolina. No posto de controlo em São Pedro da Torre, um reforço de cafeína esperava-me. Da minha cadeira de esplanada a sesta faria milagres mas, já sei, ainda nos resta muito chão neste belo dia.

 

Atravessada a linha férrea, fomos explorando o lugar até que nos surge o espelho da fronteira natural, do Rio Minho. Mais uns metros pedalados e calca-se o tapete vermelho da ecopista que segue ao longo da margem do rio. Dou um gole de água, viro a bicicleta a poente, e um forte vento encanado de noroeste sopra-me mesmo nas fuças.

Mas a erva é verde, o céu é azul, os bosques estão florescendo… Quem presta atenção ao vento quando é assim à nossa volta? E assim foi, um pachorrento passeio com a Mãe Natureza soprando-me aos ouvidos: Quem precisa de ter pressa, afinal? Instantaneamente, fui acordado do entorpecimento com a pesada massa de aço de um comboio que corre paralelo ao caminho.

Menos concorrida nas áreas rurais, a ecopista está mais movimentada quanto se aproxima de locais de lazer à beira rio. A seguira Vila Nova de Cerveira, passados poucos quilómetros, termina a pista. Após um empedrado manhoso retoma-se a estrada, a famigerada EN13. A paragem de autocarro ali existente foi abrigo por alguns minutos para repor a armadura e fazer um pequeno lanche.

Volto a escrever sobre a malinha que trago agarrada ao selim. A mala Carradice é um acessório indispensável nesta bicicleta. Não é só óptima para as pequenas coisas do commute diário como me dá boa capacidade de carga nas longas distâncias, para levar as ferramentas de emergência, as mudas de roupa e a comida. Quanto mais pedalo com ela mais dependente me torno dela.

Depois de Caminha rodamos para sul e viramos as costas ao vento. Agradavelmente, as minhas pernas ainda parecem frescas mas não estava a pedalar em velocidade de corrida. Há um propósito no meu ritmo. Seguir confortável. Embora Dona Tripas seja mais cómoda do que as bicicletas de estrada, é bem mais pesada e mais lenta. Tanto o desejo como o esforço tem de ser geridos com ponderação.

Com Viana do Castelo no horizonte, pedalávamos a bom ritmo e não sentia a necessidade de reabastecimento. A programada paragem na Natário ficou sem efeito e, à passagem na Ponte Eiffel sob o Lima, faltavam pouco mais de vinte quilómetros que seria superados com boa disposição. Não eram ainda as 18h e estávamos de novo no Posto da Cruz Vermelha de Marinhas a carimbar o cartãozinho amarelo e a registar a nossa chegada.

Venha o próximo…

 

 

 

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fotocycle [242] CaMinho

[…] “Uma das coisas agradáveis das estradas secundárias do interior é a calma com que sentimos o carácter das aldeias por onde passámos, os lugares com nomes incomuns ou nomes confortavelmente conhecidos mas que ali estão fora de contexto. Ao longo da velha estrada vemos florestas, mas a paisagem rural é na sua maioria agrícola, pasto entregue às vacas, porcos e galinhas. Os cães, às vezes, levantavam um olho desinteressado quando passávamos.” […]

Amanhã vou voltar a passar para reaproveitar cada momento.

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