no BRM Beira Rios 200, por rios de sobem e que descem

Para relatar este novo brevet no calendário breveteiro dos Randonneurs Portugal, e para melhor emoldurar as fotografias que por lá fui tirando, decidi intercalar aquilo que fui retendo com a descrição “Por dentro do Brevet… Uma jornada onde rios e serras marcam o ritmo de cada quilómetro, que saquei da sua página (https://randonneursportugal.pt/brevet/beira-rios-200-2026/)

Costumo dizer que gosto de pedalar por estradas velhas e isoladas ao longo de um rio, de qualquer rio. Pedalar em boa companhia. Vaguear calmamente, relembrando histórias, ouvindo e revendo o que vivi inúmeras vezes. Não importam os destinos ou as distâncias, faço-me à estrada para sentir a inspiração de uma nova viagem e conhecer novos companheiros de viagem.

“O Beira Rios 200 é um brevet desenhado para quem procura descobrir o território pedalando ao ritmo dos rios e das serras do interior do centro de Portugal. Com 200 quilómetros de distância e aproximadamente 3000 metros de desnível acumulado, o percurso propõe uma jornada recompensadora, atravessando vales fluviais, pequenas vilas históricas e estradas tranquilas que revelam a autenticidade desta região.”

Pessoalmente, o atractivo para este “passeio” seria o de pedalar pelos encantos da região, onde uma boa parte era totalmente desconhecida para mim, e revisitar algumas passagens pela EN2. Comum a todos os brevets são os encontros e reencontros com alguns participantes das, e nas, mais variadas paragens.

A saida e a chegada têm lugar em Serpins, no concelho da Lousã, uma localidade intimamente ligada ao vale do rio Ceira e ao ambiente serrano que caracteriza toda esta paisagem. Logo após os primeiros quilómetros o percurso segue em direção a Góis, acompanhando o Ceira através de uma sucessão de estradas sinuosas passando pelo cerro da Candosa, com o som da água e o silêncio da serra a criar o cenário perfeito para iniciar esta aventura.

E como a tradição de me esquecer de alguma coisa continua a ser o que era, desta feita não sincronizei o percurso traçado na geringonça indicadora do caminho em devido tempo, o que me levou a ficar dependente das orientações do Jorge ou então ir seguindo a roda de outros companheiros de viajem. para não me perder algures por ali.

“De Góis avançamos para Arganil, entrando no magnífico vale do rio Alva, uma das zonas mais emblemáticas do interior do distrito de Coimbra. Aqui o percurso acompanha o rio através de estradas ondulantes e paisagens naturais que revelam aldeias tradicionais, campos agrícolas e encostas serranas que marcam profundamente este território.”

A primeira paragem de controle estava prevista para Arganil e fomos tão lestos a lá chegar que apanhamos a Filomena, habitual voluntária ao nosso serviço, a improvisar o escritório para nos registar a passagem. A meteorologia esteve de feição, mas a manhã teimava a elevar o termómetro e o sol aconselhou-me a aliviar alguma roupagem, até porque as subidas iriam suceder com maior frequência.

“A viagem continua até Côja, muitas vezes chamada de Princesa do Alva, uma vila encantadora conhecida pela sua praia fluvial e pelo enquadramento natural que a rodeia. Pouco depois surge Avô, perto da confluência dos rios Alva e Alvoco, onde a ponte antiga e o casario tradicional recordam séculos de ligação destas comunidades à água e ao comércio fluvial.”

O desejo de pararmos com o pretexto para mais um par de fotografias, de nos abeirarmos e admirarmos vários rios, ao cruzarmos vilas de elevado interesse histórico, era imenso, mas a estrada, fascinante e quase deserta nos impelia para a frente. A escalada do dia teve o seu inicio, aqui e ali com algumas elevações consideráveis, fez com que cada um marcasse o seu ritmo, sozinho ou acompanhado. Assim estavam reunidos os condimentos para fazer crescer o acumulado de forma significativa nos próximos quilómetros.

“O percurso larga o rio para encontrar a icónica N17, mais conhecida por Estrada da Beira, agora uma estrada local perfeita para ciclistas, largando-a em direção a Tábua onde nos aproximamos de uma primeira visita ao Mondego. Depois de o cruzar, chegamos a Carregal do Sal, atravessando zonas rurais tranquilas onde o ritmo do interior ainda se sente nas pequenas aldeias, nos campos cultivados e nas estradas pouco movimentadas.”

Entre paragens para controlo de passagem e reforço, até parar novamente à hora do almoço, reuniram-se as condições do relevo da estrada que permitiram aumentar a velocidade e recuperar a média. Em Carregal do Sal as meninas da Pastelaria Millenium não tiveram mãos a medir para nos servirem as calorias necessárias e assim recompor energias para a etapa complementar da viagem. São porventura estas oportunidades de negócio que os cicloturistas esfomeados favorecem o comércio tradicional com a sua passagem.

Descendo e cruzando o vale do rio Dão, seguimos para talvez a estrada mais conhecida de Portugal, a velhinha N2. Fazemos um pequeno desvio para voltar ao Dão, antes de chegarmos a Santa Comba Dão, onde a paisagem começa gradualmente a anunciar a aproximação ao grande vale do Mondego.

Na minha memória fotográfica ia retendo alguns pontos marcantes aquando da minha travessia da Estrada Nacional 2, especialmente os vividos durante o segundo dia da minha epopeica viagem em que ainda tive a boa companhia do meu saudoso amigo Jacinto que estoicamente resistiu até ter de abdicar por dificuldades físicas.

A partir daqui seguimos pela N2 para Penacova, vila situada sobre as escarpas do rio e conhecida por oferecer uma das vistas mais marcantes sobre o Mondego. Aqui encontramos também uma das especialidades gastronómicas mais conhecidas da região: o Bolo Nevada, doce tradicional que poderá ser usado para recuperar energias antes de enfrentar os quilómetros finais do percurso.

Mas a envolvente é compensadora, com pouca civilização, muito arvoredo e descidas em conjunto com o grupo proveniente da zona de Condeixa. O convite para, em Penacova, acompanhar aquela malta a degustar uma bifana da região, que como sabemos é uma febra magnificamente temperada dentro de um pão, acompanhada com um ou dois copos de cerveja, foi aceite de bom grado. E ainda bem, pois as pernas e os olhos me agradeceram a paragem para apreciar a panorâmica do rio Mondego que se podia ter do miradouro.

“Deixamos de seguida o Mondego para subirmos a Vila Nova de Poiares, obrigando a uma gestão cuidada do esforço quando o contador de quilómetros já ultrapassa a centena e meia, antes de voltarmos à N17 e vermos novamente o rio Ceira. Pouco depois, tocamos brevemente o concelho de Miranda do Corvo antes de regressamos ao concelho da Lousã, dominado pela presença da serra e por estradas que são bem conhecidas de muitos amantes do ciclismo.”

Ao rever o suigéneris fontanário de Louredo e sentir de novo a ingreme subida para Vila Nova de Poiares, levam-me a retirar do baú algumas memorias, dos bons momentos e conquistas vividas em conjunto com o meu grande amigo Jacinto. (Na foto de cima revejo a última foto do Jacinto quando me acompanhou pela N2; na seguinte como o fontanário é no presente). A partir daqui o foco foi deixar ir o grupo de Condeixa, acompanhando e ajudando o meu amigo Jorge no sobe e desce para, em equipa, concluirmos o brevet em Serpins.

“Nos últimos quilómetros seguimos novamente pelo vale do rio Ceira, fechando o círculo em Serpins, onde termina esta jornada. O Beira Rios 200 é muito mais do que um simples percurso de longa distância: é uma travessia por alguns dos mais belos vales fluviais do centro de Portugal, onde cada quilómetro revela paisagens naturais, história local e o prazer puro de pedalar em estradas que parecem feitas para Brevets.”

Findada a jornada e a colecção de carimbos no cartãozinho, foi com enorme satisfação que nos juntamos aos que já haviam chegado e os que iam chegando em amena cavaqueira fazer uma espécie de rescaldo do dia vivido. Devo agradecer o esforço e dedicação dos VOA’s –  Voluntários Organizadores Autónomos do Beira Rios 200, Rui Fernandes & Carlos Rego, pela excelente organização deste magnífico dia de ciclo+turismo

Publicado em marcas do selim | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

um Porto – Póvoa alternativo

Ontem não foi dia de Brevet mas parecia. O propósito de sair de casa cedo ao encontro do Pawel, tomar café e a invariável EN13, desviar mais à frente para a campestre EN306 em direcção ao Minho, não foi apenas a intenção de rodar os pedais, mas o de fazer o reconhecimento do Brevet CaMinho 200 que se irá realizar no inicio de Maio.

Neste Brevet dos Randonneur Portugal a minha participação será meramente de voluntário organizador e, como tal, tinha encontro marcado com Mr. Miranda, habitual organizador dos brevets nortenhos, para uma reunião prática de trabalho. Em Barcelos estava combinado o ponto de encontro, para a partir dali pedalamos em grupo, também com o Mário.

O dia prometia várias sensações e que não demorariam muito a se sentir na pele. No rescaldo da voltinha disse ao Pawel que num só dia tivemos direito às quatro estações, não em forma de pizza mas dos vários padrões climáticos: primeiro a manhã gélida sob um sol convidativo (a primavera), na subida do dia levamos com a anunciada chuva, que surgiu em dobro (o inverno), até ao rio Minho o vento cortante e constante de frente (o outono) e no regresso, rumo a a sul, a força da Nortada que nos empurrou levou a suar mais um pouquinho (o verão).

Foi um excelente dia de pedal e convívio que me fez recordar a passos dos dois CaMinho 200 que completei em anos distintos e já longínquos (como o tempo passa), a bordo da polivalente Tripas InBicla com a inesquecível companhia dos meus amigos Couto e do saudoso Jacinto.

Um Porto – Póvoa alternativo, só porque nos lembramos de interromper o círcuíto e do Metro nos fazer o favor de nos poupar as pernas e nos deixar relaxados, mesmo a tempo do jantar.

Ficam aqui mais algumas fotos deste magnífico dia de pedal.

Publicado em marcas do selim | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Alvão? Porque não!

Para um domingo bem passado no selim da bicla e em boa companhia, o Jorge apresentou-me um roteiro montanhoso por estradas desertas e fascinantes, como diria Duchene.

“Alvão? Porque não!”

Em pouco mais de uma centena de quilómetros e dos colossais 3 mil metros de acumulado, muito bem aproveitadinhos por sinal, a média foi muito baixa, mas não podia ser de outra forma, com tanto para ver, admirar e fotografar.  

Foi tal como esperado, ou melhor, as expectativas foram-se superando tais foram as surpresas que fomos tendo ao longo do dia, de um excelente dia.

Do sopé do Alvão, desde Vila Real, a estrada N313 leva-nos ao cume e começa logo com inclinações consideráveis. Assim, lá fomos encosta acima com a lentidão aconselhada, vendo aumentar a panorâmica a cada quilómetro, a cada curva, fosse qual fossem as vistas sobre o vale do Corgo.

Sob um céu limpo e luminoso, a princípio estava uma manhã frescota mas depressa o motor foi aquecendo.   

No verão do ano passado a serra do Alvão voltou a arder. O fogo começou em Vila Real e alastrou ao concelho de Mondim de Basto. Ardeu durante vários dias e destruiu uma parte significante do Parque Natural do Alvão. Quem vê as imagens no Street View e depois se depara com aquele cenário de destruição é uma dor de alma. Animais que ficaram sem pasto, agricultores que perderam fontes de rendimento, floresta que desapareceu, tudo devido à incúria, negligência ou crime.

Felizmente o fogo não apagou tudo e ainda há muito Alvão para descobrir. O roteiro incluía a passagem ao largo da pequena aldeia de Lamas de Olo que marca a transição paisagística, de sul para norte. A festa ainda estava no adro e já o acumulado metia respeito, mas o melhor ainda estava para vir.

À entrada no planalto do Alvão somos saudados pelo verde dos pinheiros, matas de carvalhos, bosques de coníferas, onde o vislumbre de aves características, campos verdejantes cheios de vida nos encheram a alma, dando outro alento para o resto da epopeia.

A estrada que percorre o Parque é lindíssima e, de ambos os lados, a paisagem autóctone ressurge, fazendo as delícias destes vossos cicloturistas, em recuperação muscular pós escalada. A serra, rica em granito, é um depósito natural de água, onde se vê, ou se escuta por todo o lado, pequenos riachos a escorrer dos penedos para as levadas.

No horizonte, o recorte da inconfundível silhueta do Monte Farinha orienta-nos como um farol em alto mar. Fazemos mais um par de quilómetros e começamos a sorrir com o declive traiçoeiro da estrada. As descidas aumentam com frequência, mas quando se volta a ter de subir é obrigatório levantar o rabo do selim. Antes de descermos o vale do Olo ainda tínhamos encontro marcado com a serra da Toutuça, uns quilómetros mais à frente.

As Cascatas de Bilhó, situadas entre as aldeias de Cavernelhe e Bilhó, são um verdadeiro tesouro natural do norte de Portugal. Formadas pelas águas cristalinas do rio Cabrão, estas quedas de água criam uma sequência de lagoas e pequenas cascatas, moldando uma escadaria natural entre rochas e a vegetação exuberante. Seguimos em direção a Ermelo via Fervença.

Sabendo que só seria possível contemplar as Fisgas na parte complementar da nossa excursão, vagarosamente fomos descendo pela degradada estrada que atravessa prados naturais e campos de cultivo alimentados pelo rio Olo, descobrindo aspetos interessantes como é a vida rural das pequenas aldeias. Ao longo da descida fomos encontrando espécies de flora e fauna típica da região, como rebanhos, burros e gado bovino que coabitam nos pastos.

À passagem pela aldeia de Ermelo ficamos encantados com a mostra de ardósias de xisto, alindadas com dedicatórias deixadas por caminhantes e visitantes dos trilhos. Subitamente surge o proprietário da casa e fiquei à conversa. O Sr. Carlos Rodrigues Sousa, ilustre poeta, é um apaixonado pela sua aldeia, orgulhoso da cultura e história da região.

Depois de uma pausa mais demorada, respondendo à recomendação do Jorge, retomamos a descida para lá ao fundo cruzar o rio Olo pela Ponte Medieval de Ermelo. Mais à frente reencontramos a magnífica estrada N304, uma das mais belas deste país, e seguimos a bom ritmo para Mondim de Basto, onde ao meio-dia nos detivemos para almoçar.

A digestão do repasto foi demorada, tal como a ascensão, de novo orientada para Bilhó. Tomamos a estrada que bordeja a base do Monte Farinha. O convite que lá do alto a Senhora da Graça nos lançava era muito forte, mas teria de esperar. Na ascensão progressiva ia regulando o calor que se fazia sentir ao início da tarde, fazendo várias paragens sempre que necessário, para descanso e desfrute da paisagem.

Em Bilhó fez-se o desvio para Vila Chã, onde, a certa altura uma placa nos indicou a direção certa para as Fisgas de Ermelo. A estrada pendeu para baixo e a descida fez-se com cuidado. Nunca mais acabava. Já me doíam as mãos de tanto apertar os travões. Entretanto em Covas o gêpeêésse indicou nova subida e até a visão do colorido avermelhado do gráfico já era assustadora.

Do nada surge uma parede de 600 metros que, sem respeito por estes dois que já tinham 70km e mais de 2000 acumulados nas pernas, se apresentam com uns simpáticos 15% de média. A coisa inicia de forma suave e depois só piora. Rapidamente, ultrapassa os 20%. Aí foi preciso morder a língua e, literalmente, proibir-me de pôr o pé no chão, tão perto que estava do cruzamento. O que nos valeu foi serem poucos metros até à Capela da Senhora do Fojo, onde paramos para recuperar o folego e o ritmo cardíaco.

Com o famoso miradouro em obras de restauro e o acesso interdito aos automóveis, aquele quilómetro de pedalada até à panorâmica da cascata de água foi feito com a maior das tranquilidades. Poucos visitantes por lá e assim tivemos a oportunidade de fotografar e apreciar a beleza das cascatas sem nenhuns atropelos.

A Cascata das Fisgas de Ermelo é uma das maiores quedas de água de Portugal, não se precipitando num único salto vertical mas em vários patamares. Atravessa progressivamente uma grande barreira de quartzo e xisto, num profundo socalco com um desnível de cerca de 200 metros de extensão cavados pelas águas calmas, mas abundantes do rio Olo. Com a persistência chuvosa deste inverno isso ficou ainda mais evidente.

Registamos tudo o que havia a registar e fomos lestos a descer a rugosa estrada até à N304. Mais uma vez, apenas se cruzaram comigo quatro automóveis, o que atesta da pacatez das estradas que percorremos.

Em nova e duradoura ascensão pela N304 até Campeã, e apesar de estar àquela hora bem mais fresco, eu suava em bica enquanto, a cada pedalada, ia admirando a deslumbrante paisagem à minha volta. E aqui entra em campo a preparação psicológica que ao longo do tempo se vai apurando e que é especialmente importante nestas tiradas longas e de elevada altimetria. Manter a cabeça ocupada em não pensar na subida.

Com toda a tranquilidade que este mundo não vive de momento, perante o obstáculo à minha frente, segui ao meu ritmo, o que levou ao aumento gradual da distancia para com o Jorge. Mediante a considerável diferença de ritmos, numa situação de carga como era esta, é preferível cada um manter o seu ritmo, seja para evitar disparar os batimentos cardíacos como para manter a sensatez.

No único fontanário visível à berma da estrada, que fica mesmo antes da parte mais dura da subida, parei para beber, atestei a bilha, aproveitei também para verter águas, alimentar-me, perceber o pouco tráfego por lá existente, vários grupos de motards em excursão na sua maioria, e aguardar a chegada do Jorge.

Particularmente, sentia-me muito bem nesta fase do percurso. É natural que a baixa cadência da pedalada ajudou a minimizar o desgaste, mas é este tipo de gestão que me interessa, não pela desculpa de já não ir para novo, mas essencialmente porque o meu objectivo é a regularidade e não a rapidez. Com o horizonte cada vez mais dominado pelo granito, sinto que o final da subida está próximo. Desmonto, tiro a derradeira foto do dia e espero pelo Jorge para, juntos, descermos até Vila Real.

Já dentro da malha urbana vilarealense descuidei a consulta do “aparelhometro”, segui erradamente o instinto e perdi o Jorge, que mais tarde e depois de algumas voltas desnecessárias voltei a reencontrar no local onde de manhã tinha deixado o carro.

Depois de um café milagroso voltamos ao Porto, radiantes já que este dia e esta voltinha foi, sem dúvida alguma, uma volta fabulosa cheia de atractivos e de muitos e interessantes motivos para voltar a pedalar pelo Alvão, numa outra ocasião.

Strava

Publicado em marcas do selim | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 2 comentários

reciclando [48] dias de “trumpestade”

Em Fevereiro de 2017, nos dias seguintes à chegada do pedófilo ocupante da Casa Branca, eu publiquei isto. Não foi uma grande previsão para o que viria a seguir, um verdadeiro caos mundial, mas infelizmente o louco voltou e este seu segundo mandato não é só um dejávù mas a real consequência de que o gajo ensandeceu. Desta feita estou bem mais apreensivo…

Os ventos são perversos e as águas estão agitadas. Rapidamente o tempo está a mudar. À medida que surgem as vagas desta “trumpestade”, aqui deste nosso cantinho vamos assistindo às diatribes do imbecil que, como que por encomenda, se tornou no homem mais poderoso do mundo. Trump é o esterco baseado na arrogância e, como seria de esperar, já encarnou o seu papel de herói misógino do típico redneck, racista e xenófobo, que o elegeu. Na sua demanda em esmagar qualquer outra religião, povo ou pessoa que não concorde com as suas idiotices, estamos perante uma nova era de uma nova tirania. Já se percebeu que é basicamente uma questão do que ele considera ser o bem contra o que ele acredita ser o mal, o que se traduz, basicamente, na América contra o resto do mundo. O embrutecimento do sonho americano está em curso. Num ápice, um turbilhão de medidas proteccionistas inundou a conjuntura mundial. Quando o alvo é o mínimo denominador comum, o ser humano, e as políticas extremistas sobrepõem-se às reformas económicas ou ecológicas em curso, vamos levar por tabela, não tenhamos ilusões. A crescente maré nacionalista e populista, comum a sinistros círculos da Europa, a escalada da tensão diplomática e ameaça global, é assustadora. Os muros que construímos deveriam ser apenas para nos abrigar dos elementos da Natureza. E eu sigo, desafiando-a, auxiliado por uma bicicleta!

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , , , , , , , | Deixe um comentário

fotocycle [279] like a “Bridge Over Troubled Water”…

Como uma ponte sobre águas turbulentas, clássico de Simon & Garfunkel é um hino à empatia. É um compromisso de força, esperança e determinação, onde a ponte representa o meio seguro quando tudo o resto parece desmoronar. A mensagem é uma metáfora poderosa sobre oferecer apoio, conforto e segurança a alguém que está a passar por momentos difíceis. Atravessar a calamidade com coragem e determinação, não se deixando derrotar por toda esta corrente de incessantes tempestades que assolam populações, bens e negócios por todo o país.

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

é chover no molhado…

… dizer que o tempo está horrível, mas lá vem o convicto ciclista urbano. Enquanto outros reclamam da chuva, do trânsito, da vida, ele sorri e sai a pedalar debaixo do dilúvio, porque – como bem sabe – para o ciclista não há mau tempo, só mau equipamento. Assim, entre pingos e vento, transforma a tempestade num passeio ao sol… ou pelo menos numa boa desculpa para comprar mais um casaco impermeável.

e nada de gozar com as capas dos sapatos, tá!?
Publicado em 1 carro a menos | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

um novo ano, o mesmo plano

Todos os dias vou de bicicleta para o trabalho. Como depois tenho de regressar a casa, invariavelmente durante a semana percorro mais de uma centena de quilómetros. De bicicleta circulo pelas ruas da minha cidade, o Grande Porto  Ao vento, faça chuva ou faça sol, às vezes tudo ao mesmo tempo.

Uma vez por semana, não tenho dia marcado, depois das obrigações laborais, faço uns quarenta quilómetros, para lá e para cá em visitas paternais. Qualquer coisa de duas horas, bem passadas, o tempo suficiente para pensar, admirar, abstrair e parar de pensar. Só pedalar.

Como também tenho outras bicicletas, o fim-de-semana não significa obrigatoriamente o bom e merecido descanso. Ao sábado e ao domingo lá vou eu, com ou sem destino, alargando horizontes. Só ou bem acompanhado, por agitadas ou encantadas estradas, com paragens a meio para almoçar, a liberdade e a saudade muitas vezes pedalam a par.

Seja para onde for, a bicicleta é o meu meio de transporte. É o meu expediente de trabalho. É o meu ginásio. É a minha intuição de lazer e descontracção. É gratuita… minto, anda a café e pasteis de nata. É ecológica, está sempre disponível de manhã e à noite, de inverno ou verão, haja transportes públicos ou não.

É possível e recomendável promover a mobilidade “ciclável” em Portugal, nas grandes cidades e fora delas. Afinal, de bicicleta, e por causa do trânsito de todos os dias, acabo por andar à mesma velocidade de qualquer veículo motorizado, muitas vezes bem mais depressa. Mas isso é a minha praia.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 4 comentários

fotocycle [278] Pai Natal e o Avô já pedalam pela cidade

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 2 comentários

fotocycle [277] magnético

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

1 ano à Maneirinha

Após um ano de uso intenso, à data deste postal vai com seis mil e seiscentos quilómetros contabilizados, apenas perturbado com um furo e um patético trambolhão, o investimento que fiz na aquisição desta pequena máquina velocipédica compensou, e de sobremaneira!

Não hajam dúvidas que esta bicicleta ultrapassou largamente as minhas expectativas. Nada mal para quem já percorreu tanto. Nada mal para quem ousou optar e não dispensa este veículo de eleição nos commutes diários.. e extraordinários.

Conhecida por ser um modelo versátil, focada para o desempenho urbano, o conforto para quem busca algo entre o asfalto, o empedrado e a terra batida, o seu quadro leve e a geometria versátil tem-me oferecido uma experiência extraordinária, pedalada estável e potente, incrivelmente eficaz mesmo em longas distâncias. Para além de me garantir uma boa performance no trajecto diário, para e do trabalho, oferece-me ao mesmo tempo o conforto e segurança em aventuras mais off-road.

A Canyon Roadlite cumpre na perfeição o papel que se exige a uma bicicleta multifacetada. Perfeitamente adaptada a rodar em terrenos variados, não lhe poderei exigir o desempenho de uma bicicleta específica para cada função, mas esta mistura de utilização está proporcional às suas capacidades, onde o critério conforto é crucial.

Teve os upgrades que achei necessários, um ou outro acessório foi-lhe adicionado, o que melhorou significativamente a sua polivalência e a minha experiência.

.Deixo um apanhado “Stravico” das voltas inesquecíveis que ambos tivemos durante este ano:

Publicado em bicicleta | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário