can’t miss [216] publico.pt

Porto tenta apanhar o pelotão das cidades amigas das bicicletas

(acho que já vai tarde, mas tá bem!)

“As intervenções para a criação de uma primeira rede estruturante de vias cicláveis já começaram junto à Boavista. Utilizadores prometem ajudar o município a corrigir eventuais erros de um projecto que aguardavam há muito.”

“O Porto tem carros a mais nas ruas? As horas de ponta com o pára-arranca, e a impaciência das buzinadelas dizem que sim. Os atrasos nos autocarros, atascados entre automóveis, dizem que sim. E os poucos utilizadores de bicicleta, que se sentem inseguros com o tráfego automóvel, e com a falta de infra-estrutura dedicada, dizem que sim. Daí a expectativa com que está a ser encarado o início da construção da primeira rede ciclável da cidade, uma malha que o município classifica como “estruturante”…”

Se és assinante (eu não sou) podes ler o resto da notícia em: https://www.publico.pt/2020/08/09/local/noticia/porto-tenta-apanhar-pelotao-cidades-amigas-bicicletas-1927560 e depois voltas aqui para nos contares do que achaste, ok?

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vou, vou. O melhor, todos os dias…

Por estes dias uma campanha publicitária espalhada nos mupis da cidade prendeu-me a atenção. A BP Portugal anuncia o programa “Drive Carbon Neutral”, com o slogan “Vá de Bicicleta. Se não puder vá com a BP”!

De acordo com o presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira, esta campanha é “o resultado de um ano de trabalho, que visa contribuir para a nova ambição da BP de atingir a neutralidade carbónica até 2050 e ajudar o mundo a atingir o mesmo objetivo”. Supostamente com a neutralidade carbónica em vista, a campanha é dirigida aos seus clientes, habituais e potenciais, onde a BP se compromete compensar a emissão de mais de 2 milhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente, segundo a empresa, a retirar 400 mil automóveis das estradas.

Vamos tirar dois milhões de toneladas de carbono do sistema”, sublinhou.

“As escolhas que fazemos todos os dias podem ter um grande impacto na nossa pegada de carbono individual, em especial a maneira como viajamos em trabalho ou em lazer. Enquanto o mundo não consegue atingir a neutralidade carbónica, e como afirma a própria campanha de comunicação, “Vá de bicicleta (a pé ou de trotinete). Se não puder, vá com a BP”.

 “Assim, enquanto conduz com combustíveis BP, o cliente sabe que, por todo o mundo, estão a ser apoiados projectos que compensam as emissões de carbono dos seus abastecimentos.”

O presidente da BP Portugal acredita que a petrolífera acabará o ano com resultados positivos, apesar das quedas registadas na sequência da pandemia.

A brutal diminuição de viagens a nível global levou a uma forte redução no consumo de combustível. A COVID-19 tem tido um grave impacto global a nível económico e continuará a ter por um período mais longo do que o previsto. Os períodos de quarentena exigem que as pessoas “fiquem em casa” e evitem fazer viagens desnecessárias. Essencialmente, o coronavirus restringiu todas as formas de transporte público, ferroviário, rodoviário e aéreo, portanto, o consumo de petróleo do sector dos transportes caiu acentuadamente. A demanda por combustíveis fósseis, excepto GPL e gás natural doméstico, está em queda livre. Como consequência do confinamento devido ao efeito da pandemia, as refinarias foram forçadas a reduzir a sua produção.

A indústria está numa fase turbulenta. Como em muitas outras, a indústria petrolífera procura apoio junto dos respectivos governos para atravessar a turbulência financeira. Os países importadores de petróleo podem desfrutar de um preço baixo, enquanto os países exportadores terão que encontrar novos caminhos para gerar receita a partir de mecanismos alternativos.

“A empresa precisa se reinventar”, disse o novo director executivo da BP, Bernard Looney em conferência no passado 12 de fevereiro: “A estimativa mundial de carbono é finito e está acabando rapidamente; precisamos de uma transição rápida para a descarbonização.”

Está a BP a ficar “verde”?

Vai de facto a BP compensar as emissões de carbono de todos os combustíveis, gasóleo, gasolina e GPL utilizando créditos de carbono gerados a partir de projetos globais, rigorosamente selecionados, que financiam a utilização de energias renováveis, baixo carbono e a proteção das florestas?

Será este um passo no caminho certo, que uma marca de combustíveis incorpore a compensação de emissões de carbono na sua oferta para toda a gama de combustíveis e dessa forma se traduzir na redução das emissões?

Pedro Oliveira lamenta que em Portugal, ainda não existam programas de compensação de emissões de carbono certificados, mas sublinhou que estão a trabalhar para que tal seja possível.

Entre as condições para ser um “projeto elegível”, segundo Pedro Oliveira, “estão a necessidade de ser um projeto incremental (não “pipeline”) que compense na justa medida as emissões de carbono, sem fins lucrativos, e que promova a melhoria da qualidade de vida das populaçõe”s. O responsável espera que a BP abra caminho nesta área, tal como abriu no passado noutras áreas.

“Se todos os operadores incorporarem esta externalidade será a forma mais rápida, concreta e tangível de reduzir as emissões”, disse.

A COVID-19 já teve um fortíssimo impacto no preço e no comércio de petróleo bruto. O efeito combinado da guerra de preços e da COVID-19 resultou na redução do preço do petróleo Brent, atingindo “preços negativos”, o que levou os produtores terem de pagar ao comprador para levar e reduzir stocks. A queda do preço do petróleo já causou angústia suficiente entre os investidores do setor “upstream”, e dos fornecedores.

 “A BP teve que mudar”, acrescentou Looney. “E queremos mudar – isso é a coisa certa para o mundo e para a BP”.

Mas qual mudança? Andam todos iludidos? Publicidade Comparativa? A fonte primária de energia continuará a ser a mesma, não haverá qualquer alteração. Se fornecem a energia ao consumidor final sob a forma de hidrocarbonetos ou electricidade, pouco interessa! Continuo a acreditar que daqui por muitas décadas tanto a BP como outras multinacionais petrolíferas vão continuar com os mesmos postos de combustíveis fósseis por aí espalhados.

Eu, claro, eu vou continuar a ir e vir de bicicleta.

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Ana Oliveira

Ciclistas ocuparam o Campo Grande em homenagem a jovem atropelada

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can´t miss [215] sicnoticias.pt/mundo

Da Escócia à Grécia de bicicleta. A “ideia mais maluca” em tempo de pandemia

Querer é poder.

Kleon Papadimitriou, um jovem grego de 20 anos, estudante na Escócia, estava sem possibilidades de regressar à sua terra natal pelo sucessivo cancelamento de voos (3) de regresso a Atenas devido à pandemia de Covid-19. Vai daí, decidiu fazer-se à estrada e partiu de bicicleta a pedalar os 4.100km para chegar a casa.

“”O confinamento faz-te pensar fora da caixa e eu acabei de ter a ideia mais maluca! O que estás a fazer no confinamento?”

Foi desta forma que Kleon Papadimitriou, um estudante grego, de 20 anos, a estudar em Aberdeen, cidade escocesa, deu a conhecer o seu “desafio do confinamento”.

Uma viagem de 4.100 quilómetros entre Aberdeen e a capital grega, Atenas, de bicicleta.

O impacto e a propagação da pandemia da Covid-19 pelo continente Europeu, sendo o Reino Unido uma das regiões mais afetadas, o que obrigou ao encerramento de fronteiras e ao cancelamento de milhares de voos, impediu Kleon de passar o período de confinamento junto da sua família.

[…]

Kleon admite que ainda não tem noção do que conseguiu alcançar, mas reconhece que este precurso fê-lo crescer pessoalmente e espera inspirar outras pessoas a saírem “da sua zona de conforto”.”

Podes ler esta notícia/aventura em: https://sicnoticias.pt/mundo/2020-07-15-Da-Escocia-a-Grecia-de-bicicleta.-A-ideia-mais-maluca-em-tempo-de-pandemia

A entrevista de Kleon à CNN aqui: https://edition.cnn.com/travel/article/greek-college-student-bikes-home-48-days-trnd/index.html

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fotocycle [249] obrigado Vhils

“o nosso dia-a-dia é isto, tentarmos dar o nosso melhor para que as pessoas fiquem bem”

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can´t miss [214] lavozdegalicia.es

E enquanto a Covid-19 paira no ar, ali na vizinha Espanha, via La Voz de Galícia, unem-se esforços entre o Governo e associações de ciclistas para juntamente construir o que eles chamam de Estratégia Estatal de Bicicleta, com o objetivo de manter a actual tendência em favor da mobilidade limpa “estabelecendo medidas que promovam o uso da bicicleta”.

La bicicleta, una cuestión de Estado a rebufo del covid-19

“El Ministerio de Transportes se lanza a diseñar una estrategia nacional para promover su uso

“La política no siempre se desploma de arriba a abajo. Excepcionalmente se deja impregnar por las inquietudes de la gente. El Ministerio de Transportes ha sabido detectar la época dorada que vive la bicicleta en la desescalada sanitaria, por su efectividad en los desplazamientos inferiores a cinco kilómetros -los que más aumentaron con el fin del confinamiento- y su seguridad intrínseca respecto a los preceptos del distanciamiento social. El ministro Ábalos reunió ayer a varios colectivos de reivindicación ciclista para construir con ellos lo que denominó la Estrategia Estatal por la Bicicleta, con el objetivo de mantener esta tendencia en favor de la movilidad limpia «estableciendo medidas que fomenten el uso de la bicicleta».” […]

Continuar a ler o artigo em: https://www.lavozdegalicia.es/noticia/galicia/2020/06/19/bicicleta-cuestion-estado-rebufo-covid-19/0003_202006G19P9992.htm

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reportagem TVI “estratégias para o ambiente da Câmara Municipal do Porto”

Chegou-me ao ouvido e fui verificar. Estou no Big Brother da TVI. Vá lá que é por uma boa causa. A CMP percebeu finalmente que a mobilidade suave é o motor para uma cidade sustentável e de futuro. E já que fiquei no boneco da reportagem (até Sua Alteza fez furor), cabe-me agora avaliar as anunciadas transformações e se serão melhorias viáveis.

 

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can’t miss [213] observador.pt

Ruben pedalou 26.000 quilómetros e ficou de quarentena num paraíso angolano

“Depois de pedalar 26 mil quilómetros através de África, percorrendo 17 países num ano e meio, Ruben Alonso Elorza viu a sua aventura chegar ao fim, estando há mais de dois meses numa praia angolana.

Durante ano e meio, Ruben Alonso Elorza pedalou 26 mil quilómetros através de África, percorrendo 17 países, mas a pandemia de Covid-19 acabou com a aventura do viajante, que vive há mais de dois meses numa paradisíaca praia angolana.”

Conhece a fanástica história deste aventureiro em: https://observador.pt/2020/05/25/ruben-pedalou-26-000-quilometros-e-ficou-de-quarentena-num-paraiso-angolano/

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notícia de última hora

“Bicicleta anunciada como novo meio de transporte”

Na edição de hoje do jornal desportivo O Jogo saiu esta “novidade” em parangonas numa página inteira dedicada à bicicleta e ao ciclismo urbano em tempos de pandemia:

CICLISMO Aproveitar a pandemia para revolucionar a forma de viajar, zelando por saúde e clima, é estratégia já em marcha no Reino Unido e em Itália

Será a “idade de ouro para o ciclismo”, disse há dias Boris Johnson, Primeiro-Ministro britânico e não por acaso um fanático da modalidade. O Reino Unido considera ter na bicicleta a resposta para os próximos meses, de regresso à atividade mas ainda com obrigações de distanciamento social, o que coloca restrições na utilização dos transportes públicos. A bicicleta, por outro lado, representa um exercício físico, importante quando em causa está a saúde, e ajudará a manter o planeta limpo, único dado positivo destes meses de pandemia. Em Portugal, a Abimota (Associação Nacional da lndústria das Duas Rodas), enviou na passada semana uma carta aberta ao Primeiro-Ministro, António Costa, na qual lembra que “a Organização Mundial de Saúde recomenda a utilização da bicicleta nas deslocações para o trabalho, porque promove o distanciamento social e o exercício físico”. Gil Nadais, secretário geral da organização, lembra ainda que a atual crise deve ser transformada “em oportunidades para a sociedade”, propondo uma comparticipação de 50% na aquisição de bicicletas convencionais, dedução até 200 euros no IRS dos encargos com ela, custo com bicicletas adquiridas pelas empresas integralmente dedutível até 1000 euros, criar redes de ciclovias em estradas nacionais e ensinar o ciclismo nas escolas, entre uma série de outras medidas. Por enquanto apenas o BE pediu no Parlamento, há uma semana, “ações concretas para estimular a mobilidade pedonal e ciclável no espaço urbano”, com o PAN a fazer idêntica sugestão em Lisboa, mas há países mais avançados na matéria, como Itália, onde já foi aprovada uma ajudade até 60% no valor da compra de uma bicicleta, num máximo de 500 euros – o apoio estende-se a trotinetas elétricas e “segways”. Será uma forma de responder a limitações como as de Roma, onde autocarros e metro só transportam até 25% da sua capacidade, evitando-se um aumento dos automóveis, já utilizados diariamente por 16,5 milhões de pessoas, dois terços da população. Em Itália, apenas três milhões vão a pé ou de bicicleta para o trabalho.

No Reino Unido, foi aprovado um apoio de 2,23 mil milhões de euros para as”viagens ativas”, sendo 280 milhões disponibilizados de imediato, para fazer face ao maior problema: a falta de ciclovias, em estradas geralmente estreitas. Chris Boardman, antigo campeão olímpico e recordista da hora, que trabalha atualmente como consultor da polícia e está a ajudar a mudar as infraestruturas em Manchester, diz que “todas as pesquisas revelam que as pessoas querem pedalar mais e as autoridades têm de aproveitar este momento”. Um estudo indica que 28% dos britânicos andam de bicicleta pelo menos uma vez por mês e o programa #ChooseCycling pretende inflacionar essa frequência, face a dados que impressionam: aumentar o ciclismo para três quilómetros diários e as caminhadas para um quilómetro permitirá poupar 19 mil milhões de euros no serviço nacional de saúde durante os próximos 20 anos!”

O título da notícia é no mínimo estranho. A bicicleta é meio de transporte há mais de cem anos mas agora, que o bicho pega, muitos estão a acordar para esta realidade. Basta fazer uma pesquisa no tio Google para perceber isso

Associado às recomendações da DGS, é evidente que a bicicleta tem sido a opção lógica de mobilidade em distanciamento social por definição. Mas quando isto tudo acalmar, as bicicletas e as trotinetas continuarão uma excelente opção? Vamos ver. 

É importante promover os modos suaves, o andar a pé e de bicicleta. Devem ser promovidos e devem criar-se condições físicas, de infra-estrutura, para a utilização dos meios suaves.

Não há razões para os governos, centrais e municipais, não o fazerem, a não ser que seja por questões financeiras. É uma boa oportunidade de mostrar às pessoas por que é que é um bom investimento público. Para além de dinamizar, provavelmente, toda a actividade socio-económica, com reflexo para o comércio e para o turismo, inexoravelmente, mas também para a qualidade de vida das pessoas.

Para remate, partilho a carta aberta dirigida ao Primeiro Ministro pelo Secretário Geral da ABIMOTA:

“Carta Aberta

Sr. Primeiro Ministro, Dr. António Costa

Dirigimos-lhe esta missiva, numa fase tão importante da nossa vida coletiva, porque entendemos que é um momento de mudança e todos somos poucos para fazer o muito que é necessário.

A ABIMOTA, Associação Nacional da Indústria das Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins, representa entre outros setores o das duas rodas, das bicicletas, que são altamente exportadores.

Mais de 90% da sua produção é enviada para outros países, tendo atingido no ano passado um valor superior a 400.000.000€, que emprega cerca de 9000 pessoas de forma direta e perto de 30.000 indiretamente.

Tal como em outros setores de atividade económica, temos algumas empresas Associadas que estão com dificuldades,mas não é sobre este tema que queremos falar hoje.

Embora não deixe de ser importante enfatizar que o atual clima de incerteza turva a visão de desenvolvimento que o setor tem vindo a trilhar nos últimos anos, com planos e projetos de expansão e desenvolvimento de capacidades tecnológicas e industriais que, podem estar em causa.

Portugal fornece para alguns dos países que mais utilizam a bicicleta no seu modo de vida quotidiana e estamos certos, até tendo por base as políticas Europeias de descarbonização, o Green Deal, Pacto Ecológico Europeu, que estas serão as grandes linhas que orientarão o futuro da Europa, e também do Governo a que preside tendo como objetivo um Portugal mais verde e mais sustentável.

A atual pandemia Covid-19 colocou-nos um conjunto de desafios, mas cumpre-nos a todos resolve-los transformando-os em oportunidades para a sociedade, utilizando novas abordagens, até porque problemas novos não se resolvem com soluções do passado.

Na visão emergente, a procura de soluções para os problemas de mobilidade nas cidades motivados pela utilização do carro para deslocações individuais, veio agora associar-se a necessidade de afastamento social com a consequente diminuição da capacidade dos transportes públicos.

Por estas razões a que se juntam muitas outras já conhecidas, nomeadamente o sedentarismo e a obesidade da população, a bicicleta, em geral e a elétrica em particular, vem dar uma resposta e pode contribuir de forma decisiva para alterar, positivamente, a qualidade de vida dos cidadãos, a saúde e a luta contra a pandemia que é o Covid-19.

Lembremo-nos que é a própria Organização Mundial de Saúde que recomenda a utilização da bicicleta nas deslocações para o trabalho porque promove o distanciamento social e o exercício físico.

Sr. Primeiro Ministro

Decidimos endereçar-lhe esta missiva porque consideramos existirem algumas discriminações negativas e anacrónicas relativas ao uso da bicicleta que não fazem sentido e estamos certos de não serem do seu conhecimento.

Este documento não é, nem pretende ser,um caderno reivindicativo de uma organização empresarial setorial, é mais um alerta e uma apresentação de propostas para uma luta mais eficaz contra a pandemia, correção de anacronismos e abertura de caminhos de futuro.

Não deixamos de ser uma Associação setorial, como tal não somos ingénuos e não vamos afirmar que a introdução de algumas das medidas que descrevemos abaixo não vão beneficiar o setor, porque é inegável, mas estamos certos que contribuirão também para a diminuição do desemprego, expectável redução na despesa em saúde e para que possamos sair da pandemia com valores ambientais e hábitos de vida, mais adequados aos tempos atuais.

Os utilizadores de bicicletas têm merecido menor atenção, na nossa perspetiva, pelos governos ao longo dos tempos, veja-se por exemplo, que o proprietário de uma moto pode ter benefício fiscal nas reparações que efetua, o dono da bicicleta não; se utilizar a bicicleta para fazer entregas e a utilizar como veículo de trabalho, as finanças não permitem a dedução do IVA na aquisição da
bicicleta, mas se adquirir um veículo velho e poluente pode deduzir todo o IVA; mas também na administração pública, o funcionário ou agente tem direito a despesas de deslocação quando de desloca de carro ou a pé; se for de bicicleta não.

São estas e algumas outras propostas que queremos apresentar e que tomaremos a liberdade também de enviar para os diferentes Ministérios porque a mobilidade e a sustentabilidade é transversal, tal como à sociedade, ao Governo.

Neste contexto propomos relativamente a:

•MINISTÉRIO DO AMBIENTE E DA AÇÃO CLIMÁTICA

Fundo Ambiental

» Reforço do apoio à aquisição das rúbricas destinadas à mobilidade ativa;
» Alterar a percentagem da comparticipação de 10%, para 50% nas bicicletas convencionais, mantendo o valor máximo;

•MINISTÉRIO DAS FINANÇAS e
•MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DA TRANSIÇÃO DIGITAL                 “

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o ciclista mascarado

Os trabalhadores da saúde, independentemente da função que exercemos, estamos todos a usar máscara no hospital. Se no início estranhei colocar o “açaime”, como lhe chamo, o uso da máscara já se entranhou de tal forma no meu quotidiano laboral que já saí a pedalar com ela na fronha. Hoje só dei conta dela quando chegava a casa! Pensando nisso, resolvi fazer esta selfie e vir aqui falar sobre isso.

Está comprovado, o uso de máscara é uma medida crucial na prevenção da disseminação do coronavírus. Ajuda na nossa protecção, mas é ainda mais crucial na prevenção. Pessoas assintomáticas podem ser portadoras e assim infectar outras pessoas. Quando é difícil evitar contacto próximo com outras pessoas, é sensato usar máscara, como por exemplo em ambientes fechados, nos transportes públicos e supermercados.

E quando estamos a correr ou pedalar ao ar livre? A OMS recomenda o exercício físico, os passeios a pé ou de bicicleta, mas também recomenda o distanciamento físico. Usar uma máscara durante estas actividades apenas substitui um risco à saúde por outro. À primeira vista parece ser recomendável cobrir o nariz e a boca enquanto se está a exercitar, mas essa medida pode levar a outros problemas. Usar máscara durante o exercício, a respiração mais ofegante tende a tornar-se mais difícil. Outro facto é que a máscara ficará molhada e deixa de ser eficaz. As máscaras húmidas perdem a eficiência antimicrobiana, podendo inclusive potenciar um possível contágio.

A recomendação é que os atletas, corredores e ciclistas, se exercitem livremente, devendo contudo manter a maior distância possível dos outros. Não há evidências suficientes para lhes exigir o uso de máscara. Durante a prática desportiva, e no exercício do commute, ou seja do transporte em bicicleta para e do trabalho, o importante é estar sozinho. Mas, se por um acaso encontrar um amigo, é importante socializar, mantendo uma certa distância. É que se estiver de máscara é possível que ele não me reconheça.

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