ó pneu, o qu’é que te deu?!

No meu percurso laboral habitual, depois de passar a Travessa, entre a Quinta e o Hospital da Prelada, levanto o rabo do selim e atalho caminho por uma passagem que existe de terra e pedras. Ontem a ida não foi excepção, mas passado o asfalto esburacado da Sarmento de Beires, já a subir para o Carvalhido, a Etielbina gingava num estranho passo doble vindo da roda traseira. Resumindo, estava coxa. – Queres ver que furou!, pensei. Mas não, não detive a pedalada e só à chegada é que dei conta do pneu traseiro rasgado. – Ok, já estava muuuiiito usado, mas tinha de rasgar? Ainda bem que não furou!

Sempre gostei destes pneus. Rolam que é uma maravilha e são o equilíbrio perfeito entre um piso bom e outro ruim. Na esperança de conseguir uns iguais, no regresso passei na mesma loja onde os comprei. Bem, iguais, iguais, não havia, mesmo assim trouxe de lá uns do mesmo modelo mas mais finos, os slick 1.0. Na minha oficina improvisada, onde já lá tenho uns todo-o-terreno novos, a estrear nos caminhos de Santiago, troquei finalmente os pneus e aí percebi porque razão rasgaram daquela forma. A câmara que eu lá tinha colocado num desenrasque “on road”, uma 26x 1.75/2.125 Schrader, portanto de calibre superior ao aconselhado, por lá ficou esquecida a engordar o pneu, tanto tempo que acabou por ceder à pressão e rebentar pelas costuras.

Mas como um ciclista desmazelado também se vai tornando num mestre da improvisação, há uns anitos, numa das minhas pedaladas dominicais à volta pela Barragem de Crestuma, furei já vinha de volta na N222. E digo desmazelado, porque ciclista prevenido não fica apeado. Não tinha câmara de ar sobresselente nem kit de remendos, o que me valeu foi o meu amigo Rui levar sempre consigo uma câmara extra para a sua Bianchi de estrada. Desse modo, ficou devidamente testado que uma câmara de ar  700×18/23 Ultralight Presta  serve às mil maravilhas num pneu 26×1.4, e que se não se desse o caso de ter de a devolver, certamente por lá ainda andaria às curvas!

Dois “pormaiores” a reter:

♦ A Etielbina com os novos pneumáticos é delicada no asfalto e uma trituradora no paralelo.

♦ Confirma-se, a bicicleta gasta borracha, a dos pneus e os pneus da barriga.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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2 respostas a ó pneu, o qu’é que te deu?!

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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