na Velo Invicta de cara lavada

Depois de uma boa temporada a apanhar sol, e com o todo o tipo de turistas e ciclistas, à beira rio, mister Barbosa reabriu as portas da velha e afamada oficina Velo Invicta, Capas Peneda para os amigos, há coisa de dias. A eficiência, as secas, a simpatia, estão de volta à Praça Filipa de Lencastre para quem quer dar uma afinaçãozita à bina, quer comprar uma bicicleta nova ou usada, ou então transformar em bala o canhão que tem há muito guardado lá na garagem. Ontem fiz um desvio até lá, onde Sua Alteza viu a lua pela primeira vez, para cumprimentar o staff e dar conta das transformações no histórico edifício, velho e restaurado, que irá partilhar a oficina com um serviço de bar e restauração. A loja perde aquele encanto de mui antiga e invicta oficina de bicicletas, perde algum espaço, mas continuará a ter as portas abertas, quando estiverem abertas,  à malta ciclista cá da praça.

Veloinvicta reciclada 2   Veloinvicta reciclada 1

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reciclando [17] o ciclismo e as redes sociais

Biclas no Porto 6

Antes do advento das redes sociais já éramos sociais. O relacionamento humano permanecia baseado na comunicação visual e verbal. Em todos os sentidos, cada parte comunicava com o outro, em tempo real. Depois dos olhos nos olhos, dos sinais de fumo, da comunicação escrita, o telefone e os audiovisuais, outras formas de comunicar foram surgindo. O reconhecimento pessoal mútuo levava à participação em reuniões e actividades conjuntas. Os cafés, por exemplo, eram um tradicional ponto de encontro. Este era também o modo de vida entre muitos dos aficionados das bicicletas antes do mundo digital.

Caímos na rede da globalização. Com o aparecimento da Internet tudo mudou e tudo ficou mais fácil. Algumas mudanças foram boas, outras nem por isso. Por definição, a rede social é um sistema interligado de pessoas, de conveniências e futilidades. Em todo o caso a rede foi feita na sua maior parte para a comunicação interpessoal. Apesar de ter sido originalmente uma forma das pessoas partilharem interesses, fazer amigos, a rede global transformou-se num chavão no mundo social e dos negócios. Para todos, ou quase todos, tornou-se em algo imprescindível e fundamental nos dias de hoje.

O ciclismo e as redes sociais tornaram-se bons parceiros. Agora, facilmente se pode conectar com outros que comungam interesses e interagir em tempo real. Agora temos lojas virtuais que tudo vendem. Temos sítios que compartilham a informação que procuramos. Temos tudo sobre bicicletas à distância de um click. Temos as ferramentas  onde nos divertimos com as histórias que lemos, onde publicamos o que nos dá na gana e contamos as nossas façanhas. Damos dicas, fazemos comparações, enviamos convites, fazemos passeios em grupo, divulgamos percursos, compartilhamos a experiência de andar bicicleta com outros que também pedalam. Acompanhamos conversações online. Podem ser sobre a mobilidade, sobre o desporto, até mesmo conversas da treta com amigos reais ou com quem electronicamente estabeleceu um certo tipo de amizade.

sua Alteza na Velo Culture

A tradicional loja de bicicletas, que foi noutras épocas o local de encontro para gente que usava a bicicleta como modo de vida, voltou a ser o ponto de encontro predilecto de muitos nós. Lá podemos ver, experimentar, invejar biclas das mais diversas espécies, partilhar aventuras, informações sobre bons percursos, pontos de interesse, de conflito. De lá fazemo-nos à estrada de bicicleta, para ir beber um copo, conviver com outros que como nós respiram ciclismo.

Mais do que uma necessidade, o ciclismo é uma paixão, é um vício alimentado pela vontade de recuperar a humanidade sedentária, intoxicada, perdida na dependência do petróleo. Movendo-se, montado numa bicicleta ou fora da estrada, nas redes sociais, somos o elemento humano na circulação, com o desejo idealizado de mostrar aos outros o quão bem faz pedalar. Demonstrar que temos o direito e a merecida consideração de todos a estar na estrada. Que podemos partilhar o mesmo espaço, ao mesmo tempo, conscientes da presença física um do outro. Tornar a bicicleta mais atraente para os novatos. Atrair mais gente para o grupo, onde os não-ciclistas também cabem. Traduzir a nossa amizade e camaradagem a toda a gente. Extravasar a alegria que é andar de bicicleta porque o ciclista faz o mundo melhor.

Aqui está outra fresca e muito interessante rede de partilha, a bikedataproject.com.

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preso pelo beicinho

Não será difícil imaginar que quem pedala por gosto terá uma grande paixão pela sua bicicleta. Quem não pedala pode achar que é um sentimento estranho, no entanto aquela coisa é uma coisa especial. Ninguém, mas mesmo ninguém tem uma bicicleta igual à nossa. A nossa bicicleta é sempre a mais bonita, mesmo que esteja carcomida pela ferrugem, mesmo que seja do século passado, mesmo que custe menos de menos de metade e pese o dobro ou o triplo da bicicleta do amigo aqui do lado… A nossa bicicleta é sempre a melhor, e prontes!

bike park improvisado

Não se empresta a ninguém… bem, provavelmente as empresto ao meu filho se este me prometer que as estimará! A nossa bicicleta é mais útil que o nosso carro, mais barata que a prestação mensal do vosso carro, merece todos os mimos, todos os euros que gasto invisto nela.  Com a nossa bicicleta há uma paixão assolapada, tipo romance de novela mexicana. É a nossa amante, dominatrix, companheira. Flagela-nos o corpo nas subidas, nas quedas, acompanha-nos nas curvas e aventuras. Da glória à dor, sem que ninguém nos consiga separar.

Perante isto, e como toda a gente sabe, eu sei o quanto gostas da tua chavala de duas rodas, sabendo de antemão que os amigos do alheio também a admiram muito, deixo algumas dicas para quando tens de te separar da tua beldade na rua. Deixá-la bem presa, em segurança, para quando voltares e ela te prender pelo beicinho.


Sempre que saíres na tua bicicleta leva contigo um aloquete… ou cadeado, como queiram chamar. Há vários modelos, mas vale a pena investir num U-Lock, que é um aloquete rígido em forma de “U”, um dos mais seguros que existem para prender o quadro a uma estrutura fixa. Caso sejas dos mais zelosos leva um cabo de aço flexível, que com o aloquete te permite passar pelas rodas e prender o selim também. Opta por deixar a tua fiel amiga nos suportes fixos dos bicicletários, os que estão em locais visíveis, iluminados e com movimentação de pessoas. Caso tenhas de improvisar, prende-a a postes ou grades firmes e resistentes. Se outras biclas estiverem presas no mesmo local, melhor ainda. Aperta bem o cabo na hora de prender. Quanto mais folgada, mais fácil para alguém a manipular. Ah… e não te esqueças de levar contigo todos os acessórios amovíveis, como o selim, as luzes, o velocímetro… Amor com amor se paga.

Properlylocked

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from “the Portuguese capital”… of bikes

Veloculture Porto

Para que saibam do que se está a falar, e poucos são os que ainda não sabem, é com orgulho que a Magstore das biclas bonitas está presente na lista da Soigner, edição de 2016, dos 25 melhores lojas/cafés/bares de ciclismo/oficinas/locais que giram à volta das bicicletas de todo o mundo.

Então para comemorar, e relembrar: “Fizemos este pequeno filme para celebrar a abertura da Megastore do Palácio de Cristal, a bicicleta e a cidade.

Foi realizado pelo nosso amigo Sidney, com música e sonoplastia do João Bento Soares, grande ciclista, e som directo do Diogo Alves Pinto.”

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fotocycle [172] reset

Espreito a janela com a soneira do costume. Lá fora outro dia apático. Os dias curtos sempre me deixam letárgico, mas sair de casa bem cedo a pedalar, ao arredondar a primeira curva já se está acordado e revigorado para o que aí vem. Sente-se a brisa matinal que morde a preguiça, a fresca aragem que toca no rosto, flui pelas narinas e insufla os pulmões de vida. Depois de um saboroso fim de semana prolongado sente-se outra energia. O meu humor retoma os níveis normais e com ânimo renovado dou ritmo às rodas a caminho do trabalho.

reset

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estamos de Volta, temos equipa

ciclista de chumbo FCP

O Futebol Clube do Porto está de volta ao pelotão nacional em associação com a equipa de ciclismo W52

fonte: http://www.fcporto.pt/pt/noticias/Pages/Pinto-da-Costa-equipa-de-ciclismo-vai-levar-o-FC-Porto-a-toda-a-parte.aspx

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era uma vez…

… uma época em que tudo parecia grande e misterioso. Guardada lá em casa estava uma máquina que nos convidava à aventura. Não tinha asas mas tinha duas rodinhas que nos mantinha aprumados. Não tinha foguetões mas tinha dois pedais suficientemente dóceis para nos transportar no espaço. Tinha guarda-lamas para nos manter limpos. Tinha protecção de corrente que nos poupava as bainhas. Tinha um assento que parecia tão confortável como um sofá. Tinha pneus largos que marcavam riscos nos caminhos de lama. E às vezes furavam-se! Tinha punhos no guiador para que pequenas mãos o segurassem firmes. Travões… tinha, mas caso não a fizessem abrandar, uma sapatilha Sanjo fincada no pneu de trás servia para o efeito. Brincadeiras de criança. Da escola vinha com toda a bolina, pasta ao dependuro e um amigo de pendura. Do campo da bola chegava todo sujo e com os joelhos esfolados, tocando a campainha. Eram bicicletas duras e feitas para durar. Mesmo quando precisava de uma reparação, umas ferramentas da caixa do pai davam para se desenrascar. -Oh, deixa-me dar uma volta? E eu deixava. Se até uma criança de oito anos o podia fazer… numa Órbita!

                      Paulo      Paulo e Tó

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can’t miss [144] investimentosenoticias.com.br

Turismo de bicicleta é a nova tendência do mercado português

Eliane Leite, diretora da Adventure Club

“Segundo pesquisa feita pela Federação Europeia de Ciclismo o mercado de bicicleta, incluindo o cicloturismo, gera mais emprego na Europa do que os de siderurgia, minas e pedreiras. De olho no potencial de crescimento desse mercado, Eliane Leite, diretora da Adventure Club, agência brasileira especializada em programa de cicloturismo, realizou uma famtrip em novembro pela região Alentejo, que fica ao sul de Portugal, para conhecer o mercado de lá.

“Foram quatro dias no destino e realizei percursos diários de bicicleta que variavam de 8 km a 32 km, mesclando ciclovias de terra batida e asfaltada, trilhas leves e pesadas passando por cidades como Arraiolos, conhecida pelo artesanato, e Évora, declarada Patrimônio da Humanidade”, diz Eliane Leite.

O Alentejo tem pontos ecológicos e históricos, cozinha de ponta, rotas de vinícolas, hospedagens que prezam pelo conforto, atmosfera amigável, segurança e passeios guiados em grupos pequenos.

O mercado europeu como um todo tem investido bastante no segmento de turismo e em tornar a bicicleta um dos meios de transporte mais utilizados no continente. Em janeiro de 2015 havia aproximadamente 655 mil pessoas trabalhando na economia ciclística europeia, que inclui produção de bicicletas, turismo, varejo, infraestrutura e serviços, contra 615 mil pessoas nas áreas de mineração e pedreiras, e 350 mil no setor siderúrgico.”

(Podes ler o artigo completo em: investimentosenoticias.com.br)

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linha B: Porto – Aguçadoura

Assim é, diariamente, o meu perfeito começo de dia. Quer dizer, em parte  sinto essa satisfação nas primeiras horas dos chamados dias úteis, mas num domingo preguiçoso tem um sabor diferente. 7 é uma hora excelente para começar a pedalar. Tem-se a sensação de exclusividade das ruas nas primeiras horas da manhã. Acontece que na garupa da bicicleta, aquele amanhecer enevoado é contagiante, o ar puro e frio, a luz do sol que desponta e todos os possíveis estímulos abrem demais o apetite para dar ao pedal. Assim lá fomos em grupo animado,  com o Jacinto, o Manuel, o Zé e o Miguel, para em ritmo de passeio e boa disposição, pedalar pela Nacional 13 até à Póvoa de Varzim. Depois da reposição de calorias e fotografias, alongamos um pouco mais as pernas até à vila de Aguçadoura, a terra natal do nosso campeão Rui Costa que promovia mais um passeio solidário com os seus amigos. Infelizmente não pude ficar para o passeio e assim regressei pouco depois. Só, mas bem acompanhado com Sua Alteza, foi em pedalada acelerada que cheguei à Póvoa para depois aproveitar a boleia do metro, regressando assim mais rápido ao Porto para compromissos em casa.

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rafeiros vs ciclistas

Já aqui contei alguns episódios dos meus encontros imediatos com criaturas dentuças, o da velha Sheila do cais da Ribeira, e o de um outro, o pulguento da vizinhança que afinal só queria brincadeira. Por qualquer razão, alguns cães não se dão lá muito bem com os ciclistas. Topam uma bicicleta ao longe, que vai ou não na sua direcção, e desatam logo a ladrar e a rosnar, perseguindo os afoitos ciclistas. Talvez seja apenas para sacudir as pulgas, talvez porque que lhes apetece coçar os caninos num rechonchudo tornozelo (pelo sim e pelo não, o melhor é não depilar as pernas!), talvez porque se sentem intimidados pela bicicleta, o certo é que há cães que não combinam com as bicicletas. Posso dizer até já possuir alguma experiência na temática “como escapar aos pulguentos”, mas, até ver, só um me deitou ao chão.

O Jacinto e o jeco

Ontem, durante o seu treino/passeio, o meu amigo Jacinto apanhou um valente susto provocado por um desses vira-latas eriçados que estava de atalaia na borda da estrada. A câmara de bordo da sua bicla apanhou o jeco em flagrante delito. O cão aparece do nada, não ligando patavina ao Rui, que ia à frente e,  surgindo de súbito ao lado do Jacinto, deixando o nosso amigo gelado e com as pernas a tremer. Felizmente, teve a frieza de manter o seu equilíbrio, não se desviando para a faixa contrária, onde havia circulação automóvel no sentido contrário. Mais tarde, na sua página do facebook, o Jacinto publicou o vídeo e relembrou o acontecimento fatídico com o nosso Joaquim Agostinho, que sucumbiu num hospital dias após a queda provocada pelo atropelamento de um cão que se atravessou à sua frente, numa das etapas da Volta ao Algarve em 1984.

Caso algum cão danado se intrometa no nosso caminho, não demonstrar medo aos caninos é essencial. Se o cão surgir ameaçador na nossa direcção gritar com toda a força pode desmotivar o bicho, senão o melhor é parar. Desmontar da bicla intimida-os e já não mostram tanta coragem. Ladram um pouquinho e vão embora com o rabo entre as pernas, provavelmente a rosnar algo do género: “Olha, este não quer brincar!”. Mas caso os vadios sejam daqueles que não desistem facilmente e exibem os caninos bem pertinho do nosso tornozelo, então só nos resta dar às canetas, antecipar uma vigorosa pedalada, sacar do bidon e esguichar um pouco de água no focinho, na esperança de os ver ficar para trás.

Volto a lembrar, eu tenho cá esta teoria que poderá explicar a mania dos cães correrem atrás das bicicletas: Cá para mim, o que os move são os ciúmes, porque em todo o caso a bicicleta rivaliza com eles, na qualidade de melhor amiga do homem!

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