preso pelo beicinho

Toda a gente sabe, ou pelo menos um ou dois dos meus leitores saberão, que quem pedala, seja no monte, na estrada ou na cidade, tem infalivelmente uma grande paixão, pancada mesmo, pela sua bicicleta. É um sentimento estranho, no entanto especial. Para começar, ninguém, mas mesmo ninguém, tem uma bicicleta igual à nossa. A nossa bicicleta é sempre a mais bonita, mesmo que esteja comida pela ferrugem, mesmo que seja do século passado, mesmo que custe menos de metade e pese o dobro da bicicleta do nosso colega, a nossa bicicleta é a melhor.

bike park improvisado

A nossa bicicleta não se empresta a ninguém. Provavelmente, custou mais que a prestação mensal do nosso carro, mas achamos a nossa bicicleta mais útil que o nosso carro. A nossa bicicleta merece todos os mimos, todos os euros, mesmo que seja apenas para emagrecer uns gramas. A relação que temos com a nossa bicicleta é uma espécie de romance, na versão novela. É a nossa amante, dominatrix, companheira. Flagela o corpo nas subidas, nas quedas, acompanha-nos nas curvas e aventuras. Da glória à dor, sem que ninguém nos consiga separar.

biclas presas com u_lock e cabo

Perante isto, e como toda a gente sabe, eu sei o quanto gostas da tua chavala de duas rodas, sabendo de antemão que os amigos do alheio também a admiram muito, deixo algumas dicas para quando tens de te separar da tua beldade na rua. Deixá-la bem presa, em segurança, para quando voltares e ela te prender pelo beicinho.

novo Bike Park Alfândega
Sempre que saíres na tua bicicleta leva contigo um aloquete… ou cadeado, como queiram chamar. Há vários modelos, mas vale a pena investir num U-Lock, que é um aloquete rígido em forma de “U”, um dos mais seguros que existem para prender o quadro a uma estrutura fixa. Caso sejas dos mais zelosos leva um cabo de aço flexível, que com o aloquete te permite passar pelas rodas e prender o selim também. Opta por deixar a tua fiel amiga nos suportes fixos dos bicicletários, os que estão em locais visíveis, iluminados e com movimentação de pessoas. Caso tenhas de improvisar, prende-a a postes ou grades firmes e resistentes. Se outras biclas estiverem presas no mesmo local, melhor ainda. Aperta bem o cabo na hora de prender. Quanto mais folgada, mais fácil para alguém a manipular. Ah… e não te esqueças de levar contigo todos os acessórios amovíveis, como o selim, as luzes, o velocímetro… Amor com amor se paga.

Properlylocked

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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