ten, nine, eight, seven, six, five, four, three, two, one, liftoff

… This is Ground Control
to Major Tom
You’ve really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it’s time to leave the capsule
if you dare

Bicycle Friends David Bowie
This is Major Tom to Ground Control
I’m stepping through the door
And I’m floating
in a most peculiar way
And the stars look very different today…

 

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Veloculture, um verdadeiro caso de amor à camisola.

Se num passado recente cá no burgo o mercado das biclas estava principalmente voltado para a bicicleta desportiva, a situação mudou. Aquilo a que chamam “a moda das bicicletas” retornou a um tempo em que as pessoas, os nossos avós, optavam pelo transporte de duas rodas a pedais, por ser essencialmente um meio barato e prático de locomoção. O uso da bicicleta, como opção para o transporte diário e opcional ao trânsito estático no Grande Porto, aumentou substancialmente. A pedalada dá prazer físico, ajuda a preservar o meio ambiente e confere agilidade. O pessoal adaptou as pedaladas ao conceito ciclismo urbano e procura o tipo de bicicleta e acessório prático para o seu commuting diário. Deseja restaurar a velha bicla guardada desde o tempo dos avós. Quer simplesmente mudar o seu estilo de vida para melhor. É a bicicleta que está na moda ou será a moda que tende para a bicicleta. You tell me!

sua Alteza na Velo Culture

Há quatro anos, três marmanjos entusiastas das biclas bonitas, o Sérgio, o Miguel e o Hugo apropriaram-se de uma pequena loja no Mercado Municipal, um dos principais centros de comércio tradicional de Matosinhos, e abriram as portas da Velo Culture Porto, que certamente estarão já pelos cabelos de tanto ouvir falar. Na sua prática diária, de utilizadores regulares da bicicleta como meio de locomoção, estes três amigos perceberam as necessidades dos ciclistas urbanos e de uma lacuna no mercado, tanto na oferta de bicicletas charmosas como na montra de acessórios e coisas fixes. Proporcionaram-nos as novas e velhas tendências do mercado “biciculturista” dos países do norte da Europa.

Veloculture Porto
A pedalada tem sido bem sucedida, dando resposta às necessidades dos seus clientes num momento em que a conjuntura económica tem sido desfavorável. A prova disso foi a abertura da filial na capital do império e, mais recentemente a inauguração da terceira megastore, a segunda tripeira, a do Palácio, aproximando os seus vastos serviços à malta velocipedista da Invicta.

Mas o melhor mesmo é fazer um sprint até à Adega Gazeta do Ciclista para estar a par das novidades que os duendes estão a preparar e dar a conhecer este verdadeiro caso de amor à camisola…

“Ora então caros amigos, como têm andado? Nós bem, obrigados.

Como fazemos anos no início do ano, o nosso balanço do ano é feito ao dia sete de janeiro do ano seguinte. É uma boa forma de começar o ano e não atrapalha com a altura mais movimentada do ano anterior, que é quando o Menino Jesus faz anos.

Aqui o duende de serviço à máquina de escrever repetiu deliberadamente a palavra ”ano”, para ganhar tempo e ir fazendo a retrospectiva mental do que se passou em 2015. Isto de escrever enquanto se pensa tem destas coisas.

Ora vamos lá então.”…

os duendes de serviço

os duendes de serviço

Foto: Viver o Porto, Fevereiro de 2015

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ciclofilia [132] Touch the Earth

“This is a little therapeutic passion project I did. Inspired by nature, and the way mountain biking can tour through it, Joshua Pearson and I set out on a day of zen in Alafia River State Park. Thanks to Joshua Pearson for showing me the ropes and letting me shoot him riding out at the park. Thanks to Eric Hunter for mastering my sound mix and making sure it doesn’t sound like crapola. The quote in the beginning and the title “Touch the Earth” are from a great book titled “Touch the Earth – A Self Portrait of Indian Existence”.”

Shot in Alafia River State Park – 14326 South CR 39, Lithia, FL 33547 – floridastateparks.org/park/alafia-river

Mountain Biker: Joshua Pearson – peprallyinc.com

Music: Origin One by PILOTPRIEST – pilotpriest.bandcamp.com/album/origin-one

Audio Mastering – Eric Hunter – erichunterdp.com

Shot.Cut.Grade – Joe Boccia

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volta não volta, lá volto eu à temática “pedalar à chuva”

O inverno tardou mas a chuva já voltou, e com toda a força. Depois de voltar a levar com ela no lombo, volto a lembrar algumas dicas e pequenos truques para que, na basófia dos infiéis, nos voltem a chamar de maluquinhos só porque teimamos pedalar mesmo debaixo de fortes chuvaradas e ventania! Pois, como sabemos, o primeiro passo pedalada é mental e como sabe bemmm!

Verão Azul
Pedalar à chuva é só um pouco diferente, no entanto requer alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Vestir um bom casaco impermeável, com capuz, um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada da roupa. Um poncho também serve para o efeito. Certamente o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal, convém portanto pedalar de uma forma mais lenta e suave, até por questões de segurança. É sempre aconselhável termos uma muda de roupa no local de destino/casa/trabalho. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter o corpo quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de ficarmos doentes. Usando botas impermeáveis ou cobrindo os sapatos com capas de neoprene, para os isolar, manteremos os pés secos. Da mesma forma para as mãos, usando luvas resistentes à água. O capacete, já se sabe, protege, e caso seja um integral, sem buraquinhos, irá manter a cabeça seca. Um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental termos uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, assim que paramos num semáforo as lentes vão certamente embaciar e deixamos de enxergar.

a humidade faz a força
Ter a bicicleta equipada com um par de pára-lamas é a forma mais eficaz para manter o rabo e a cara secos, evitando o spray vindo das rodas. Um porta-couves com alforges impermeáveis é o ideal para o transporte de equipamento vulnerável à água. Recomenda-se o uso de material fluorescente, bem como manter as luzes acesas, mesmo durante o dia, para sermos vistos entre a chuva e o nevoeiro. É recomendável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para desgastar a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta de água e juntamente com a borracha derretida perde-se bastante eficiência na travagem. Um bom truque de prevenção é ir travando com antecedência. Usar um lubrificante mais consistente na corrente, tipo cera própria para a época das monções, não dilui tão rapidamente, dura mais tempo e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Maria Del Sol, a que me guarda da chuva

Maria Del Sol, a que me guarda da chuva

Durante o tempo seco muito óleo e detritos foram se acumulando no pavimento. Com a chegada da chuva, as ruas e estradas tornam-se mais escorregadias e perigosas. É importante mantermos a atenção ao piso que calcamos, procurando evitar as superfícies metálicas, tais como as tampas de esgoto e os carris do eléctrico, as marcações de trânsito pintadas no pavimento, como algumas passadeiras, folhas de árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto possa parecer, deve-se evitar passar sobre poças de água pois podemos ser surpreendidos por buracos submersos. Redobrar cuidados nos pisos empedrados. Curvar com o piso molhado pode ser complicado e arriscado. Teremos mais segurança se reduzirmos a velocidade antes da curva e usarmos o corpo de modo a manter a bicicleta “o mais direita possível”. Assim evitamos o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer devido às invisíveis manchas de petróleo e aos traços pintados no pavimento.

serenata à chuva
Uma ultima dica, mesmo que pareça cómica: Caso um aguaceiro daqueles torrenciais nos apanhe a meio caminho e não estamos preparados para ele, não trazemos o kit nem um guarda chuva, e à nossa volta nem uma varanda ou paragem de autocarro salvadora, enfiar um saco de plástico na cabeça e nas sapatilhas é sempre um bom improviso.

sacochas

Boas pedaladas molhadas

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fazia tempo que não botava aqui um bídeo!…

Bike Inventions That Take Cycling to a Whole New Level

https://vimeo.com/150178293

“For generations, people have used bikes to get from A to B. But thanks to our continually congested streets, more and more people are turning to biking for the daily commute. These innovative (and sometimes futuristic) devices are making this form of travel a whole lot more enjoyable for the modern individual.”

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turbilhões, resoluções e ambições

“Ciclisticamente” falando, posso dizer que comecei 2016 em beleza. Primeira pedalada do ano no primeiro dia do ano, o meu habitual commuting desportivo até à casa paterna e o banho de Ano Novo forçado tomado. Nunca havia pedalado dentro de uma máquina de lavar, pois atendendo aos turbilhões de vento e chuvarada que apanhei no lombo foi a sensação que tive. Afinal é inverno e parece que veio para durar.

banho de Ano Novo

Para o ano que começa não faço grandes projectos. Continuarei o meu comute diário, as minhas voltinhas domésticas, voltarei a lugares para conhecer outros lugares e procurarei alimentar o ano cicloturístico com mais kilómetros. Espero que as minhas biclas não se cansem de mim e que tenha pernas para pedalar tanto ou melhor. Estou certo que será outro ano com mais ciclistas a ocuparem as estradas, a partilharem a via dando o bom exemplo. Desde logo pelo notório mini-boom de ciclistas que observo no dia-a-dia ao longo das estradas. Muita malta já optou pela bicicleta como meio de transporte urbano e extra-urbano em detrimento do carro. Bastantes mais terão iniciado as pedaladas pela prática desportiva. Noto que as prerrogativas dos direitos e responsabilidades dos ciclistas na rodovia ainda não estão assimiladas pelos automobilistas. Embora com algumas muitas excepções, continuo a ver um grande desrespeito do automobilista perante a presença do ciclista e das regras do Código da Estrada. Não esqueço também de relembrar que para sermos respeitados teremos de cumprir a nossa cota parte de responsabilidade, que só ajuda ao convívio mais amigável entre automobilistas e ciclistas. Continuam a ser escassos os investimentos municipais para acompanhar esse movimento de massa crítica nas ruas. É necessário um maior estímulo no uso da bicicleta como meio de transporte, por exemplo no investimento de novas vias cicláveis, estacionamentos apropriados, melhoria nas condições para quem pedala, que permita uma global percepção das cidades, aos seus habitantes e a quem as visita.

Desejos de um 2016 sobre rodas, pleno de motivações e boas pedaladas.

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uma espécie de balanço

Pois bem, pessoalmente não me posso queixar muito. 2015 foi um ano positivo. Embora o blogue tenha andado um pouco murcho, na bicicleta tenho mantido as minhas rotinas e acrescentando rotas ao mapa das realizações. Para mim o ano passou a voar. Aliás, todos somados, fica sempre aquela sensação de que os anos passam demasiado depressa. Quanto ao que se passou no país e no mundo é um déjà vu! De ano para ano vivem-se as mesmas crises, anti-crises, antíteses de uma sociedade pobre de valores e mascarada para a realidade.

2016!? Como qualquer tuga que se preze também gosto de dar os meus bitaites. É um costume típico, bem português, mandar uns palpites para o ar. Fazer adivinhações / antevisões / previsões, basicamente dar largas ao Zandinga que cada um tem dentro de si. Ora, é claro que na esmagadora maioria das vezes são tiros no escuro e só saem imprevisões, mas estou certo que continuaremos a fazer contas à vida…”Vês pá! Eu sabia. Só não acerto no Euromilhões!!!” Então, e para variar, mais vale aproveitar os momentos vividos e nos dias todos que temos pela frente procurar estar no caminho certo, acelerando ou mantendo a cadência, aproveitando a pedalada e a viagem, porque senão a vida é uma monotonia. Deixo um filme fotográfico do meu melhor 2015 passado na bicicleta, desejando a todos os meus amigos que aqui me visitam um Bom 2016.

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Até pró ano…

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eu “vi bem o filme”

O caso está a tomar as devidas proporções, tanto pela sua gravidade como pelo sacudir de responsabilidades do comando da GNR de Aveiro ao comportamento agressivo e irresponsável do interveniente causador do incidente, o guarda Rodrigues, militar da GNR de Lourosa, Santa Maria da Feira. Uma família que seguia de bicicleta para casa, quase foi atropelada, foi depois insultada e ameaçada por um agente da GNR. O filme já vinha sido divulgado desde o último domingo nas redes sociais e hoje a notícia traz a identificação do sujeito (clicar para ver).

GNR abalroa ciclista na estrada

Certa manhã de um sábado bem disposto, numa das minhas pedaladas em modo desportivo e relaxado, também tive a minha quezília com um “guarda” motorizado à paisana, o qual, e pelo que me foi dado presenciar no filme desta notícia, pelas características e semelhanças do personagem e seu veículo, poderia muito bem ter sido o mesmo fulano mal disposto que me tentou estragar o dia.

N12 ponto negro antiga Fábrica do Cobre
Na Estrada Interior da Circunvalação (N12), ao fundo da recta junto aos terrenos da antiga Fábrica do Cobre, quem conhece bem o local sabe que existe ali uma bifurcação um tanto ou quanto manhosa para os ciclistas: quem segue em frente, pela faixa da direita, entra numa rua de acesso à VCI; quem segue pela faixa da esquerda contínua a circular pela Circunvalação. Ora, sabendo-se que ali o maior volume de tráfego segue em frente, para a VCI pela Rua das Linhas de Torres, a certa altura o ciclista experiente e conhecedor do local sabe que para se preservar terá de se posicionar no centro da via, entre as faixas, pois terá forçosamente de continuar a circular pela Estrada da Circunvalação. A velocidade excessiva e alguma incúria de alguns automobilistas são bem explícitas naquele ponto negro da N12. Como habitualmente faço, e assim que passo a saída à esquerda para a zona residencial, coloco-me na faixa da esquerda (seta azul) dando a direita aos que querem seguir em frente (seta vermelha).

Como dizia, numa certa manhã de sábado um automobilista quis implicar comigo. Insultou-me e eu esbracejei, refilando com o gajo. Juro que não o insultei. Nisto, o gajo, que já tinha as rodas do carro na Rua das Linhas de Torres, passou-se! Trava a fundo, faz marcha a trás para depois me perseguir devagar mas acelerando insistentemente o motor do carro de uma forma agressiva. O filho da puta estava a ameaçar-me! Depois de perceber as más intenções do individuo,  paro, ponho o pé no chão, olho para trás e fico à espera. Aproxima-se, e pelo vidro do carro exibe-me um cartão dizendo-se agente de autoridade (sinceramente não liguei nenhuma e não vi que corporação seria), acusando-me de o ter insultado e de eu estar a infligir o Código da Estrada. Segundo o tal “agente da autoridade” eu deveria estar a circular na berma!!! Disse-lhe que segundo a nova versão do Código da Estrada não era obrigado a isso, que ele deveria saber disso, e que devido à perigosidade do local posiciono-me sempre defensivamente na via. Depois pedi-lhe para me voltar a mostrar o cartão de identificação pois tinha sido ameaçado na minha integridade física com o seu veículo e pretendia fazer queixa disso mesmo. De dentro do carro solta mais um impropério, volta a acelerar em tom de ameaça e vira à direita, fugindo para dentro do Bairro de S. Roque. Coincidência ou não, era também uma carrinha Audi preta. Algumas características físicas semelhantes ao “guarda” da notícia só me vêm levantar algumas dúvidas. Pena que no meio de tanta adrenalina não fixei a matricula. Por isso digo que, se calhar, fui vitima do abuso de autoridade do mesmo guarda da “merda”. As aspas são minhas.

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festas felizes, saúde, paz e amor, blá blá blá…

… de preferência com bicicletas no sapatinho ou a distribuir prendas com os sapatinhos na bicicleta.

Feliz Natal

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fotocycle [173] reflexo dos meus finais de dia

Menos sinuosos e mais felizes se tornam os caminhos de quem tem este hábito de ciclar. Descobrir a essência na bicicleta é uma experiência única, que se faz a um ritmo singular, sentindo aromas e visões que, de outra forma, talvez passassem despercebidos. Com o mar por companhia, subindo e descendo, parando para uma fotografia, as opções são inúmeras. Aproveito cada momento.

reflexo dos meus diasDesejos de um brilhante final de dia… e de semana 🙂

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