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 Receber um mail destes logo pela manhã é motivo de consolação. Embora este blogue não tenha nascido para ganhar absolutamente nada, seria um grande mentiroso se não admitisse que este prémio, de consolação, em si mesmo, não é bom! É claro que é! Ainda para mais, estando nos preparativos para daqui a uns dias lá voltar a pedais, só me satisfaz. Eichhh…
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numa voltinha pelas notícias

De Vila Franca de Xira a Lisboa de bicicleta? Em 2018 vai ser possível

“Ciclovia vai ligar Vila Franca de Xira a Lisboa já no próximo ano.

A Câmara Municipal de Vila de Xira anunciou hoje que quer construir uma rede de ciclovias com ligação a Lisboa, mais precisamente ao Parque das Nações, com uma extensão de 44,5 quilómetros.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS) explicou à agência Lusa que, no total, a autarquia pretende implementar uma rede de ciclovias que cubra todo o concelho, numa extensão de 100 quilómetros, constituindo a ligação a Lisboa, com passagem também pelo município de Loures, segundo divulga a comunicação.” […]

(ler artigo em: http://www.jornaleconomico.sapo.pt)

Paraibano pedala 40 km todos os dias para levar filha para a escola

“Bicicleta utilizada foi adaptada para dar mais segurança à criança

[…] A rotina do pai começa por volta das 5h20 e dura uma hora e meia, passa por estrada de terra, rodovia e trânsito urbano. Depois de deixar a filha na escola, o pai retorna para casa e faz novamente o trajeto no final da aula, para buscar a menina. “Quero dar a ela o que eu não tive, porque eu não tive essa oportunidade”, declarou Souza.

Para levar a filha para a escola, Juracir fez algumas adptações na bicicleta. Ele instalou uma cadeirinha para a criança e fez uma cobertura na bicleta usando madeira de reciclagem e uma cortina de banheiro.” […]

(ler artigo em: http://www.jornaldaparaiba.com.br)

Ciclistas pedalam com ‘respeitômetro’ para conscientizar motoristas a manter distância de 1,5 m

[…] “Por ser integrante do coletivo Mobicidade, Martinez participou nesta quinta-feira (9) do ato de lançamento do “respeitômetro”, uma campanha conjunta do Detran e de grupos de defesa dos direitos do ciclista que busca conscientizar a população sobre a necessidade de se respeitar o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro, que afirma que o motorista, ao ultrapassar um ciclista, deve reduzir a velocidade e guardar ao menos 1,5 m de distância. Para isso, um grupo de ciclistas realizou nesta manhã um passeio pela Av. Wenceslau Escobar, no bairro Tristeza, zona sul de Porto Alegre, com um estrutura acoplada à bicicleta marcando justamente a distância que os veículos devem manter dos ciclistas. A data para o lançamento da campanha foi escolhida em razão do Dia de Mobilização pela Segurança de Ciclistas. […]

[…] Martinez concorda que essa questão é fundamental. “É reconhecer o espaço que existe para a bicicleta na rua. O 1,5 m é o espaço mínimo. É apenas uma das faixas de uma avenida que fica reservada, quando tem um ciclistas, para fazer a ultrapassagem. Se fazemos isso quando ultrapassamos um carro, porque não fazemos isso quando ultrapassamos o ciclista?”, questiona. “É um e metro e meio pela vida. Quando você encosta no ciclista, é a vida dele”.” […]

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rios, pontes e vinho verde, a crónica CaMinho200

Os caminhos são criações humanas, vestígios de uma civilização, das necessidades existentes das populações, facilitando a rápida afluência de bens, comércio, pessoas e correio. Desde a Pré-História, da rede viária romana, que os nossos antepassados calcorrearam trilhos para a ligação entre várias civitate, foram rasgadas estradas medievais, simples caminhos antigos de transumância, onde desde tempos idos os peregrinos para Santiago de Compostela caminhavam, paravam e descansavam.

O mote do Brevet CaMinho 200 era o de percorrer alguns desses caminhos antigos e velhas estradas nacionais do presente, onde muita poeirada se levantou. Para além das inevitáveis estradas principais, iríamos seguir o traçado de várias estradas secundárias, de 3 ª classe, assim definidas no primeiro Plano Rodoviário Nacional, que surgiu em 1945. Foi afinal mais um pretexto para novo encontro randonneur no Posto da Cruz Vermelha de Marinhas, Esposende.

Formalidades concluídas, bicicletas veneradas e reunião de esclarecimento cessada, “vamos lá antes que chova!”. E não demorou muito. Seguramente não haveria melhor forma de iniciar a pedalada competindo contra o vento e a chuva, que nos haveria de acompanhar durante os primeiros trinta e tal quilómetros pela sensaborona N13, em direcção ao Porto. Em Vilar, revertemos a marcha e entramos na bucólica N306, em direcção ao Minho.

À chega ao primeiro posto de controlo, em Gião, a malta deu com a cara na porta do Café. Enquanto ia diminuindo a fila para o visto no cartão amarelo chega a patroa, desculpando-se com o despertador. Quando viu os primeiros possíveis clientes virarem costas ao Café Costa, lamentou-se! “Olhe, abrisse cedo e teria vendido a pastelaria, assim!…” lembrei-lhe e pus-me a caminho.

Para além da chuva a manhã estava fria. Normalmente eu me envolvo em camadas de roupa térmica para evitar o frio, mas normalmente quando chove a solução é recorrer a vestuário impermeável. O problema é a humidade. O corpo aquece, sua, e sob o efeito estufa a roupa fica molhada, deixando aquela sensação de estar embrulhado em papel absorvente. A leva de uma muda de jersey tornou-se uma boa solução e, mais tarde despi o ensopado casaco térmico que foi secando pendurado no estendal do rack traseiro.

Depois de uma paragem técnica junto à estação de comboios de Barcelos, deambulamos pela cidade e retomamos a N306 em direcção a Ponte de Lima. Se bem se lembram, há duas semanas, havia feito com os compinchas Jacinto e Couto uma voltinha recreativa por ali, mas na altura, a partir dali, as bicicletas levaram-nos pela N204, estrada também muito bonita, também pouco concorrida, mas bem mais amiga das pernas dos ciclistas.

Não há, talvez, nada tão omnipresente na tradição do cicloturismo como a noção romântica de pedalar ao longo de uma estrada rural numa bicicleta inglesa. A Tripas é uma bicla bem à portuguesa, tem anca e bagagem larga para levar carregos. Num passeio pelo campo, parecia apropriado ter levado nos alforges um garrafão de tinto, um tacho com arroz de tomate e bolinhos de bacalhau. Mas não! Sentia a bicicleta mais pesada mas era eu que estava perro e mais lento! Continuei calmo e tentei não me preocupar. Mesmo assim, fiquei um pouco surpreso com a minha aparente falta de velocidade.

Os céus nunca se abriram de maneira significativa, e quando finalmente atravessamos as pedras da velha ponte romana de Ponte de Lima, reencontramos a N306. As nuvens deixavam passar alguns raios de sol que, aliados ao empinar do asfalto, aumentaram gradualmente a temperatura.

Uma das coisas agradáveis das estradas secundárias do interior é a calma com que sentimos o carácter das aldeias por onde passámos, os lugares com nomes incomuns ou nomes confortavelmente conhecidos, mas que ali estão fora de contexto. Ao longo da velha estrada vemos florestas, mas a paisagem rural é na sua maioria agrícola, pasto entregue às vacas, porcos e galinhas. Os cães, às vezes levantavam um olho desinteressado, quando passávamos.

Até chegar a Paredes de Coura faltavam dez íngremes quilómetros, e os meus músculos, aparentemente em desacordo com o cérebro, ditavam a cadência, muuuuuito lenta. Mas havia um propósito no meu ritmo, desfrutar vagarosamente da manhã, parando aqui e ali para dar uso ao meu telemóvel, que nestes passeios não tem servido para outra coisa senão como uma oportuna câmara fotográfica. Quando paro para “reflectir”, o suor escorre pelo meu rosto e aproveito o momento para fazer uma fotografia, evaporar algum suor e arrefecer o motor. Prosseguia em transe mental, desprezando as pernas doridas, deliciando-me com as belas paisagens minhotas, o verde e o azul, os lugarejos aparentemente esquecidos mas bem cuidados, o prazer de estar ali a usufruir de um dos subprodutos mais atraentes de ciclismo, o cicloturismo. Quanto mais lento melhor para desfrutar da viagem. Quem quer que a subida termine!?

E lá terminou, em Rendufe… ufe! E eu agradeci, especialmente por estar já bem pertinho do posto de controlo nº 4 em Paredes de Coura, onde uma ou duas sopinhas e um prato de comida iriam me dar novo vigor. Mas a malta que primeiro chegou à Pizzaria Romântica acabou com a panela da sopa – vá lá que ainda tive direito à última colherada – e, depois de carimbar o passaporte, o quarteto de cordas foi tirar a barriga de misérias com uns saborosos filetes de pescada, a preço muito mais romântico, no Restaurante Snack-Bar “O Furão”. Repostos os níveis, iríamos digerir os próximos quilómetros de uma longa descida pela N303 ao encontro do Rio Lima, em São Pedro da Torre. Depressa chegamos à Linha do Minho e ao seguinte posto de controlo, no Café da Estação, mas achei que ainda era cedo para o lanche.

Sempre se enalteceu a engenharia e imponência da rede viária construída pelos romanos. O rigor técnico do traçado; a sólida colocação do piso; a majestade das pontes; o domínio gravado nos miliários… Grandiosa e eterna. Mas do que estes romanos não se lembraram foi construir uma ecopista fofinha ao longo do Rio Minho. Eu e o Jacinto já havíamos experimentado o tapete vermelho ocre desta bonita e tranquila Ecopista, entre o arvoredo, campos de cultivo e as águas do Minho, de Valença a Gondarém, passando por Cerveira. Habitualmente muito concorrida, cruzamos com poucos ciclistas e peões que habitualmente povoam e circulam na Ecopista, provavelmente desanimados pela instabilidade climática.

Pedalávamos à conversa, tão relaxados que a certa altura os relógios das bússolas electrónicas davam cinco horas e meia! Apertados com o tempo arrepiamos caminho e, uma hora depois à passagem por Caminha, os relógios das bússolas electrónicas continuavam nas cinco horas e meia!!! Mau… Quer dizer, fomos enganados pelo fuso horário de nuestros hermanos! Fixe.

O que não foi fixe foi quando percebemos que não íamos tirar proveito da Nortada ao longo da N13. O vento contra, de sul, era absolutamente feroz e tornou a viagem de retorno pela orla marítima um teste no túnel de vento, num ritmo difícil e lento. O quarteto separou-se e eu estava sozinho, quando sou surpreendido – pois para mim deveriam estar bem mais à frente – e ultrapassado pelos CC Riazor com o Jacinto na cauda do mini-pelotão. Aproveito o comboio por um par de minutos. É fácil aumentar a velocidade aproveitando a força do grupo rasgando o ar, mas quando se está no elástico e no limite das forças depressa se acaba a gasolina e voltei de novo a ficar só, contra o vento. Por essa altura um lanche ajantarado vinha a calhar. Reagrupamos mais à frente e paramos em Viana do Castelo para comer qualquer coisita. Depois, foi pedalar o que faltava pedalar e até chegar, voltar ao ponto de partida, nada de assinalável houve para contar.

Tenho no entanto de falar maravilhas e dar foco ao extra que a Tripas ganhou e testou neste brevet. Montado um mecanismo de rotação, o cubo SP VP-8 36H, numa roda da frente nova, alimentando um farol Busch+Muller IQ-X, tão útil quanto fácil e divertido de usar, não só melhorei o alcance luminoso, como me proporciona maior independência em todos os períodos de obscuridade, permitindo que enfrente a noite com protecção e segurança. Um upgrade fantástico, encaixa bem na harmonia estética da bina e acabaram-se as pilhas, baterias e arrelias. Obrigado iNBiCLA, excelente trabalho.


Mais uma vez foi um prazer pedalar ao lado do Jacinto do Manuel e do Campelo. A todos os randonneur participantes, velhos e novos conhecidos, um abraço e até breve(t).

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ciclofilia [138] Itaú Ciclos -Documentário completo

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no meu percurso rotineiro pr’o trabalho [1] Velódromo Maria Amélia

Esta manhã, no meu percurso rotineiro pr’o trabalho, parei junto a um dos famosos muros da cidade Invicta e encostei-lhe a minha bicla à moda antiga só para tirar esta fotografia.

Quem é do Porto e pedala pelas ruas da cidade, gostaria de conhecer melhor o que estes muros escondem. No interior do quarteirão entre as ruas D. Manuel II, do Rosário, de Miguel Bombarda e a de Adoldo Casais Monteiro, atrás dos muros e edifícios que o resguardam de qualquer olhar mais indiscreto e o torna quase desconhecido, existiu algo que nos liga aos primórdios do velocipedismo na Invicta.

No jardim das traseiras do Palácio dos Carrancas, que é, recorde-se, o actual Museu Nacional de Soares dos Reis e que foi propriedade da família real desde 1861, sendo o local de residência quando se deslocava ao Porto, e fruto da paixão do rei D. Carlos pela novel modalidade, foi no ano de 1893 doado um terreno ao Real Velo-Club do Porto para que se construísse um velódromo para a prática do velocipedismo. Teve o clube como presidente honorário o rei e ao velódromo, inaugurado em 1895, foi dado o nome de “Real Velódromo Maria Amélia”, em homenagem à excelsa senhora que foi rainha de Portugal.

O velocipedismo foi, em finais do século XIX¸ uma modalidade das elites. Pedalar uma machina, … uma bicycleta, permitia aos seus utilizadores não só um maior desembaraço na sua mobilidade como também uma certa ascensão social. Quando os automóveis e a sua industria era ainda incipiente, longe de alcançar os progressos actuais, à época tinha já o ciclismo atingido grande desenvolvimento. As corridas de bicicletas multiplicaram-se, tornando-se espectáculos desportivos do agrado das massas.

Pelo que se sabe, o recinto na Quinta do Paço Real não seria o primeiro espaço na cidade ou arredores que recebia provas de bicicletas. O primeiro velódromo havia sido instalado na Quinta de Salgueiros e pertencia ao Clube de Caçadores do Porto. Posteriormente, na Serra do Pilar, construiu-se o primeiro Velódromo D. Amélia, em homenagem à mulher do rei, designação que seria transferida para a nova pista do Porto, passando a pista de Gaia a ostentar o nome de Príncipe Real.

Com a implantação da República, em 1910, e a partida do rei para o exílio, o velódromo foi encerrado. O palácio e terrenos foram doados à Misericórdia para, em 1939, o Estado Novo nacionalizar o Palácio Real e aí instalar o Museu Soares dos Reis. Os museus terão mais valia quando permanecem vivos, conservem e apresentem a herança, de usos e costumes de determinada época. Reconstruindo um passado longínquo, pleno de vida, muitas vezes escondido e esquecido, obras de ampliação do museu destruíram uma significativa parte da pista oval. O espaço do velódromo é hoje denominado Jardim da Cerca. Encontram-se aí expostos alguns dos brasões das antigas casas senhoriais do Porto. No contexto da “Porto’2001, Capital Europeia de Cultura”, o espaço foi objecto de uma requalificação pelo arquitecto portuense Fernando Távora, que fez questão de preservar integralmente alguns dos elementos da centenária pista desportiva.

No Velódromo, em 1900. Foto de Humberto Fonseca.

Corrida no Velódromo, em 1900, com a Torre dos Clérigos a espreitar ao fundo.  (Foto de Humberto Fonseca)

O Real Velódromo Maria Amélia, com os seus 333,3 metros de comprimento e que em três voltas se percorria um quilómetro, foi o primeiro recinto desportivo do Porto. É uma recordação do maior palco desportivo do Porto, do findar do séc. XIX e da primeira década do séc. XX, de uma modalidade muito apreciada que os tripeiros sempre abraçaram e acarinharam. Vendo estas imagens de há cinco anos, permite imaginar as loucas corridas que ali se disputaram e os milhares de adeptos que a elas assistiram. Parte das suas instalações mantiveram-se intactas até aos nossos dias. Ambas as curvas da pista e respectivos relevos são perfeitamente visíveis ao nível do solo. O local onde permanece preservado é quase um segredo, e a grande maioria dos habitantes e pedalantes da cidade desconhece a sua existência num local tão nobre.

(fonte: ovelocipedista.wordpress.com; 1penoporto.wordpress.com)

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fotocycle [204] traço rotas…

… aproveito cada momento. Desenho o imaginário, dando cor a um roteiro, sedutor como o horizonte, num aleatório ritual de  retorno a casa, mobilidade na rotação dos pedais e da agradável extensão desta minha rotina: pedalar relaxado e olhar em volta, experimentar a vida apreciando a viagem.

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“Carteiro em bicicleta”

No dia em que passam 30 anos da morte de Zeca Afonso, em jeito de homenagem partilho uma canção de João Afonso, sobrinho do músico, poeta, simbolo da revolução.

Quando for grande vou ser, quero ser um realejo
Ter um pedaço de terra, fogo que salta ao braseiro
Dormir no fundo da serra, quero ser um realejo

Carteiro em bicicleta leva recados de amor
Vem o sono com a música ao som do… do realejo

Quando for grande vou ser, quero ser um realejo
Ter um burro Vialicante, chamar a Dança dos Sapos
Correr com a bola na mão, quero ser um realejo

Quando for grande vou ser, quero ser um realejo
Colher amêndoa em telhados, dar banana às andorinhas
Dobrar o cabo do Mundo, quero ser um realejo

Carteiro em bicicleta leva recados de amor
Vem o sono com a música ao som do… realejo
Carteiro em bicicleta leva recados de amor
Vem o sono com a música ao som do… realejo

Quando for grande vou ser, quero ser um realejo
Ter um burro Vialicante, chamar a Dança dos Sapos
Correr com a bola na mão, quero ser um realejo

Carteiro em bicicleta leva recados de amor
Vem o sono com a música ao som do… realejo
Carteiro em bicicleta leva recados de amor
Vem o sono com a música ao som do… realejo

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can’t miss [173] noticiasmagazine.pt/

Não mostra a cara nem diz o nome, mas pinta o Porto de Hazul

“Ele pinta espaços abandonados para os deixar mais bonitos. O estilo é inconfundível, ondulado e cheio de curvas, figuras sem rosto, aves que parecem serpentes, peixes capazes de voar. Já fugiu da polícia e de laranjas atiradas de varandas. Não mostra a cara nem dá o nome. Assina como Hazul e faz parte da memória coletiva da cidade.

[…]

hazul-1

Num dia de 2013, Hazul saiu para tomar café e apanhou a brigada antigraffiti, criada no mandato de Rui Rio. Um grupo de funcionários da Câmara Municipal a apagar uma das suas pinturas. Encostou se a uma parede a observar os homens que lhe perguntavam, em jeito de piada, se estava a tirar fotografias para a televisão. Não respondeu e, nesse mesmo dia, colocou uma fotografia no Facebook. A polémica estalou. Limpar ou não limpar? Notícias, reportagens, imprensa nacional e estrangeira. Courrier Internacional, Libération. Hazul não parou de ser contactado para comentar o assunto. Limpar sim, mas com um objetivo. «É normal que as pinturas desapareçam, não ficam acumuladas eternamente. É uma cidade, faz parte, e até é uma forma de eu continuar a pintar. É normal apagar uma pintura para reabilitar um sítio, mas apagar pinturas em sítios abandonados não faz sentido.» Limpar sim, mas com juízo, defende.”

[…]

hazul

“Quem pinta na rua tem uma forma peculiar de olhar a cidade. Percebe se a rua tem ou não moradores, o que há à volta, onde fica a esquadra mais próxima, se há seguranças nas redondezas, qual o melhor atalho para uma fuga. «Quando passeio pela cidade nunca é só um passeio. É passeio e trabalho ao mesmo tempo.»

E há uma coisa que ainda ninguém lhe conseguiu explicar e já leu as leis que tinha de ler. Se a câmara empareda uma porta num prédio abandonado, os tijolos que lá coloca não fazem parte da origem do edifício. Até que ponto o dono do prédio passa a ser dono daqueles tijolos? Pelo sim, pelo não, tenta não ultrapassar os limites dos tijolos. Se antes era necessário o proprietário apresentar queixa, agora é preciso licença camarária para pintar na rua. Caso contrário, uma contraordenação. Hazul tem o cadastro limpo. Sem multas, apenas uma ida à esquadra para identificação que não deu em nada, depois de uma corrida e de a polícia o apanhar ao cimo da Rua 31 de Janeiro.”

[…]

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(Lê o artigo completo em: Não mostra a cara nem diz o nome, mas pinta o Porto de Hazul http://www.noticiasmagazine.pt/2017/porto-as-paredes-pintadas-por-hazul/#ixzz4ZK4wr2VZ)

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chuviscos, musicol e alguns petiscos, um spoiler a CaMinho

De acordo com o informador meteorológico que labuta no meu telemóvel, iria estar um sábado primoroso e solarengo. De facto, manhã cedo um aguaceiro batia forte na janela, mas nem meia hora havia passado e o sol cumprimentava-me à saída de casa. Esteve quase para ser despedido, o gajo! O Couto e o Jacinto, suspeitos do costume, já estavam a caminho do nosso rendez-vous. Depois de queimar a língua numa deliciosa nata, saímos da confeitaria e aquecemos os motores pela nacional 13, rumando a norte.

O passeio iria nos levar ao longo de estradas secundárias e tranquilas, conhecidas do Caminho Português para Santiago de Compostela e por outras pedaladas. O intento inicial seria cumprir o percurso do nosso próximo brevet Randonneur Portugal, mas ao longo do passeio recreativo / mini treino, como lhe chamou o Jacinto, não nos preocupamos muito com a velocidade e o tempo. À medida que o céu escurecia e a chuva começava a cair, fomos parando frequentemente nas paragens de autocarro ou nos tascos para nos abrigarmos dos chuviscos, tirar fotografias e ir aliviando a carga. Pedalar à chuva pode ser terrificamente revigorante e, embora não fosse inteiramente inesperada, não estávamos com muita vontade de molhar o coiro. Vai daí, a jornada foi encurtada. Mesmo assim, a brincadeira ficou perto das duas centenas de quilómetros. Já o Couto, que mora na terra das broas, tem sempre um caminho extra a percorrer e ultrapassou a fasquia dos 200k.

Os campos em ambos os lados da estrada em breve estarão cobertos de milho e batatas. De vez em quando, outros ciclistas passavam. Gostei de ver um pelotão de juniores da União Ciclista da Trofa em modo treino. Depois da nossa passagem por Barcelos, as nuvens brancas no horizonte e a brisa leve que nos soprava na cara, fazia crer que mais tarde ou mais o clima iria ceder. Seguimos, apreciando o início de tarde com Ponte de Lima como destino. Não, não foram os famosos rojões nem o arroz de sarrabulho que nos atestou o depósito. A imprescindível sopa e o leve prato do dia dividido por três esfomeados, foram saboreados à conversa com dois tipos de Braga, de um outro tipo de ciclistas. Bêtêtê em biclas eléctricas!!! Onde é que já se viu isto!

Rumamos a Este e fomos conhecer a curta Ecovia das Lagoas, pela margem direita do Lima, até ficarmos quase com as rodas atoladas na lama. Neste momento voltamos para o alcatrão da planinha 202 e demos corda às pernas até Viana do Castelo, onde chegamos à hora do lanche. E não é que nem nos lembramos de ir trincar uma bola de Berlim à Natário! Aproveitando a aragem da Nortada, de vento em popa fomos galgando estrada até o Jacinto dar ordem de paragem para regar os arbustos. Quando caiu a noite passávamos Marinhas, em Esposende, local de depart e arrivé dos brevets a Norte. Mas em Fão teve de ser, paragem obrigatória para comprar duas das famosas clarinhas, doces de chila do tão agrado da minha Carlinha.

 

Passadas doze horas estava de volta a casa, com boas sensações, emocionais e físicas, apenas morto de fome e com aquele sentimento que assim, cada passeio realmente tende a ser uma excursão.

Mais um dia fantástico.

 

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só porque sim

Pedalar é muito mais do que exercício para mim. É um meio. É um fim. É tempo útil para vaguear e meditar ou, bem, apenas tempo para estar longe do computador, do serviço e da balbúrdia. É relaxar e rivalizar com o vento, como uma gaivota. É uma vaga ideia de terapêutica, triplicando a distância a um ritmo vagaroso, só porque sim. Transfigurar uma das minhas bicicletas numa espécie de placebo para os meus achaques. Aviar a receita de uma pequena dose de acção rápida! É tiro e queda…

after-work

noc, noc, madeira, madeira… só porque sim!

Um Bom fim de semana

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