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Não mostra a cara nem diz o nome, mas pinta o Porto de Hazul

“Ele pinta espaços abandonados para os deixar mais bonitos. O estilo é inconfundível, ondulado e cheio de curvas, figuras sem rosto, aves que parecem serpentes, peixes capazes de voar. Já fugiu da polícia e de laranjas atiradas de varandas. Não mostra a cara nem dá o nome. Assina como Hazul e faz parte da memória coletiva da cidade.

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Num dia de 2013, Hazul saiu para tomar café e apanhou a brigada antigraffiti, criada no mandato de Rui Rio. Um grupo de funcionários da Câmara Municipal a apagar uma das suas pinturas. Encostou se a uma parede a observar os homens que lhe perguntavam, em jeito de piada, se estava a tirar fotografias para a televisão. Não respondeu e, nesse mesmo dia, colocou uma fotografia no Facebook. A polémica estalou. Limpar ou não limpar? Notícias, reportagens, imprensa nacional e estrangeira. Courrier Internacional, Libération. Hazul não parou de ser contactado para comentar o assunto. Limpar sim, mas com um objetivo. «É normal que as pinturas desapareçam, não ficam acumuladas eternamente. É uma cidade, faz parte, e até é uma forma de eu continuar a pintar. É normal apagar uma pintura para reabilitar um sítio, mas apagar pinturas em sítios abandonados não faz sentido.» Limpar sim, mas com juízo, defende.”

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“Quem pinta na rua tem uma forma peculiar de olhar a cidade. Percebe se a rua tem ou não moradores, o que há à volta, onde fica a esquadra mais próxima, se há seguranças nas redondezas, qual o melhor atalho para uma fuga. «Quando passeio pela cidade nunca é só um passeio. É passeio e trabalho ao mesmo tempo.»

E há uma coisa que ainda ninguém lhe conseguiu explicar e já leu as leis que tinha de ler. Se a câmara empareda uma porta num prédio abandonado, os tijolos que lá coloca não fazem parte da origem do edifício. Até que ponto o dono do prédio passa a ser dono daqueles tijolos? Pelo sim, pelo não, tenta não ultrapassar os limites dos tijolos. Se antes era necessário o proprietário apresentar queixa, agora é preciso licença camarária para pintar na rua. Caso contrário, uma contraordenação. Hazul tem o cadastro limpo. Sem multas, apenas uma ida à esquadra para identificação que não deu em nada, depois de uma corrida e de a polícia o apanhar ao cimo da Rua 31 de Janeiro.”

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(Lê o artigo completo em: Não mostra a cara nem diz o nome, mas pinta o Porto de Hazul http://www.noticiasmagazine.pt/2017/porto-as-paredes-pintadas-por-hazul/#ixzz4ZK4wr2VZ)

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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