ciclofilia [28] Vida

What began as simple bike ride one morning, transforms into ‘Vida’. The film explores Life as a Bike ride. A personal message from Actor / Director Jalen James Acosta to his daughter becomes a compelling powerful message that will make you reflect and appreciate life. This film will inspire you, touch your soul and change your outlook of Life.

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esta manhã o cenário era branco.

Os terrenos verdejantes entre a Alameda e o Parque da Prelada estavam hoje cobertos de um manto de geada que brilhava sob o sol amarelado que despontava. O movimento matinal estava no entanto um pouco estranho para o habitual. Os meus vizinhos, que deixam os carros ao relento, antes mesmo de ligarem o motor de arranque tiveram uma tarefa extra, de raspar o gelo dos pára-brisas. O vento frio cortava-me as orelhas mas eu iniciei a minha pedalada com satisfação, e um sorriso de quando eu também tinha essa tarefa ingrata de quebrar o gelo com as unhas para ver por onde conduzia!

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diploma aprovado! finalmente pá

Porque raio haverão sempre as querelas partidárias de se sobreporem aos interesses dos cidadãos? Ah e tal, é a actividade parlamentar e o processo legislativo. Pois! E como a coisa cumpriu os trâmites habituais destas coisas parlamentares e demorou, pelo menos lá saiu fumo branco e foi aprovado o diploma que recomenda ao Governo “a promoção da mobilidade sustentável com recurso aos modos suaves de transporte, nomeadamente através de medidas práticas que garantam efetivas condições de circulação aos seus utilizadores e o reforço da sua segurança”.

Não é caso para deitar foguetes mas…  Podem apreciar o resultado aqui:

http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheDiplomaAprovado.aspx?BID=16928

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bici’stória [3] A big swarm of bikes

A big swarm of bikes is one of ten short Digital Stories I produced in 2011 for the ‘I, Cowley’ project – a heritage project funded by the HLF which sought to produce a creative archive of images and stories about the Cowley area of Oxford over the past 100 years.

The ‘I, Cowley’ Digital Stories represent a wonderful collection of personal and at times, intimate stories of Cowley people, their lives, experiences and memories of the place they all call home. They are all short, accessible and diverse in their nature but together, they help to weave a picture of Cowley’s past in an engaging, entertaining and moving way.

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ciclista misterioso

Um ciclista vestido de lycra não tem nada de anormal, mas se for apanhado pelo Google Street View a pedalar uma grande-bi, Penny Farthing ou High-Wheeler, enquanto reboca um pinguim de peluche, já deixa espaço a um sorriso e merece um postal aqui nabicicleta.

Nicky Armstrong, ciclista campeão de Penny Farthing, foi fotografado pela câmara do tio Google na Marine Parade em Cottesloe, Perth, Austrália em 2009. Ao que consta, o pinguim não vai ali por mera diversão, mas para ajudar a estabilizar a bicicleta e evitar capotar caso o ciclista tenha de a parar de repente. As imagens do Google foram reveladas há poucos dias por um internauta e trouxeram de novo à discussão o direito de exposição de cenas do quotidiano.

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ciclista prevenido…

tudo o que restou da vintage de estrada do meu pai

As bicicletas são veículos notavelmente fiáveis, que exigem muito pouco em termos de manutenção. Raramente avariam na estrada. Até mesmo no caso improvável de uma falha mecânica, a pior será talvez o caso de se partir a corrente quando se sobe aquela parede (não é mesmo Rui?), qualquer problema pode muito bem ser reparado em poucos minutos apenas recorrendo a algumas ferramentas básicas.

Para os que se sintam livres de pedalar longas distâncias, ou até médias e curtas, segue-se uma pequena lista de ferramentas que fazem parte do nosso kit de sobrevivência:

Como sabemos, a maioria das reparações que fazemos à nossa bicicleta na beira da estrada relacionam-se maioritariamente com os malditos e inoportunos furos. Se não tivermos pachorra e preferirmos não perder tempo a trocar ou reparar a câmara-de-ar que furou, podemos remover da lista a câmara-de-ar se o pneu for tubless e tiver selante suficiente para rapidamente remediar o embaraço. E caso a tua bicicleta tenha apertos de roda fixos então ainda precisas de juntar ao kit de ferramentas uma chave separada apenas para as porcas do eixo.

Podemos levar o nosso kit de ferramentas num pequena bolsa própria para o efeito (tipicamente colocada sob o selim), num outro estojo plástico ou num bidom velho, como eu faço, no bolso da jersey, numa mala… não importa. O que é importante é levá-lo sempre, porque esquecido em casa ele não serve para nada.

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no Audace

O Audace (Audax) é o evento de cicloturismo mais antigo do mundo. A sua história começa em 1891 quando Pierre Giffard, jornalista francês e obstinado cicloturista, criou o desafio fantástico de pedalar os 600km que separam Paris de Brest e depois fazer todo o percurso de volta. Parecendo uma loucura, Charles Terront completou o desafio em 71 horas e 22 minutos. Com 1.225 km de extensão, este desafio é a “Volta à França” dos cicloturistas de longa distância e chega a reunir actualmente mais de 4 mil participantes. Em 1897, um grupo de cicloturistas italianos percorreu os 230km entre Roma e Nápoles. Pela audácia da proeza, e tendo em conta as condições e equipamentos existentes à época, a estes aficionados das pedaladas foram chamados de audazes, o que levou dominar-se a prova de “Audax”. A palavra “Audax” provém do latim e significa audacioso, corajoso. É o nome dado a este evento cicloturistico, não competitivo e de longa distância, conhecido internacionalmente também pelo nome de “Randonnée”. São eventos de massa muito comuns na Europa, na América e na Austrália. No início o Audax surgiu como uma prova competitiva, onde eram aceites cicloturistas entre os participantes, mas em 1951 a prova torna-se não competitiva. O Audax consiste em terminar uma distância pré-determinada dentro do tempo limite, pedalando no seu próprio ritmo. O conceito utilizado nos eventos Audax possibilita a quase todos os utilizadores regulares de bicicleta, aos que pedalam de forma recreativa e ocasional, ou principiantes determinados, de desfrutar do prazer de participar em eventos que representam um objectivo e atingem altos padrões de satisfação pessoal, reconhecidos internacionalmente. Os Audax tendem a atrair ciclistas profissionais mas o limite máximo de velocidade média, a não publicação de resultados e a proibição do uso de veículos motorizados de apoio, garantem que os eventos não se transformem em provas competitivas. Por exemplo, o limite na velocidade média e mínima é de aproximadamente 15 km/h, para distâncias até 600 km. Ao longo do percurso existem postos de controlo com horário de abertura e fecho pré-determinados. Os eventos são organizados por clubes. As regras variam de acordo com cada evento, mas o espírito é o mesmo de sempre: enfatizar a realização pessoal e o prazer de pedalar em grupo, em detrimento da competição.

Tendo feito já alguns Audaces particulares, ontem participei no meu primeiro desafiozinho Audace. Foram apenas 100 Km às voltas pelo Porto, Gondomar e Gaia, numa manhã gira, bem gelada e com um excelente convívio. Até que não estive nada mal e as minhas pernas também não!

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ciclofilia [27] Being a messenger


“I just love to ride”…
“my job is to deliver”…

“I live with my city and I am alive”…

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raios e coriscos

meu avô Zé Maria, eu , o Tó e o macho

Embora até dê pra encontrar algumas cenas em comum, à primeira vista as bicicletas e os cavalos nada terão de comparável. As biclas, por exemplo, não param para mordiscar aqui ali algumas ervas e raminhos suculentos, não enchem o bandulho de palha, não relincham e, não cagam o chão em qualquer lugar. Mas, como ultimamente a dona Etielbina me tem cobrado os seus prestimosos serviços com uma insólita birra, isso fez-me recordar com saudade o tempo em que eu e o meu irmão passávamos as férias na aldeia dos meus avós, em Mós do Douro, e íamos passear no lombo do macho. Sim, do macho!

Tal qual as mulas, o macho é da espécie muar, que resulta do cruzamento híbrido de outras duas espécies, no caso o de um asinino (o burro) com um equídeo (a égua), e do qual deriva o género masculino do bicho. Estes animais, perfeitamente adaptados a terrenos de topografia acidentada, e os burricos eram uma das principais fontes de riqueza das aldeias de toda a região transmontana. Com eles se lavravam as terras de xisto, transportavam-se pessoas, produtos agrícolas e água. Nesse tempo, havia pelo menos um desses animais em cada casa da aldeia. Bicicletas haviam muito poucas, e carros, para além do táxi do senhor Fernando e das furgonetas de venda de pão e peixe que chegavam a buzinar, só se viam no verão com o regresso dos filhos da terra para umas semanas de férias, pelo menos até às festas da freguesia em Setembro.

Pois então, nas bicicletas e nos quadrúpedes distingo pelo menos três coisas em comum: Transportam pessoas e carga, são teimosamente irrequietos e têm cornos! Sim, têm cornos. Acabei por chegar a essa surpreendente conclusão ao recordar um praguejar habitual que ouvia da boca do meu avô sempre que resmungava com o seu macho. Ou era quando o animal lhe desobedecia às ordens ou sempre que as ferraduras do bicho resvalassem nas pedras e tropeçava, o meu avô no alto da sua sabedoria refilava-lhe: Arre macho… raios te partiram os cornos! E agora deu-me para também para resmungar da mesma forma mas com a minha Etielbina. O diacho da bicla anda-me a empenar os nervos e a carteira. Em menos de um mês já vai no terceiro raio partido. Arre bina… raios te partiram os cornos!

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crises e oportunidades

Vivemos numa época em que o meio ambiente é continuamente destruído. Depressivos e mortiços, vamos sobrevivendo a esta crónica crise económica. Estamos a colher daquilo que fomos plantando. A revolução industrial permitiu o desenvolvimento das sociedades. Temos a tecnologia, inventamos o automóvel. A sociedade moderna trouxe diversos benefícios e comodidades ao Homem, maior esperança de vida, a facilidade de acesso à informação com o advento da Internet… O comportamento do ser humano é influenciado pelas facilidades oferecidas pelas tecnologias. É influenciado pelo tipo de oferta de transporte que lhe é disponibilizado e pela valorização ou desvalorização dos mesmos. A tecnologia favorece o sedentarismo. Uma avaliação crítica da sociedade contemporânea à muito que demonstra que passamos por um processo de insustentabilidade, não só ambiental, mas também de estilos de vida, individual e social. O perigo do esgotamento dos recursos naturais compromete não só a nossa qualidade de vida como coloca o planeta em risco. Em nome do progresso, o modo de produção baseado no consumo levou a que o Homem manipulasse e degradasse a Natureza. Para além de ser um grande foco poluidor, a pressão e o excesso de veículos motorizados causa prejuízos físicos e psicológicos.

O conceito da Mobilidade Urbana Sustentável surge na ordem do dia e a bicicleta é parte importante deste conceito e fundamental nas deslocações em meio urbano e suburbano. Há então a necessidade de se adoptar um conjunto de políticas de transporte e circulação que visem proporcionar um acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através de prioridade aos modos de transporte colectivo e não motorizados de maneira socialmente aceite e ecologicamente sustentável.  Nesta era de vacas mirradas que nos deparamos: a crise ambiental, a crise económica e a crise de mobilidade, entre todas elas há um agente comum: o automóvel. Consequência da má qualidade e a fraca oferta dos transportes públicos, o transporte individual e o aumento de veículos a circular comprometem a qualidade de vida das pessoas que se deslocam em meio urbano e suburbano.


A bicicleta é o veículo ideal para preencher a necessidade de mobilidade. Muito usada como meio de transporte em muitos locais espalhados pelo mundo, a económica bicicleta necessita de espaço reduzido para circular e a sua manutenção não requer gastos excessivos, o que a torna ainda mais atraente. Distinguida consoante o objectivo do utilizador, a bicicleta é essencialmente, um meio de transporte eficaz, como alternativa ao automóvel e ao transporte público em meio urbano e suburbano. É uma máquina que funciona em perfeita harmonia com a habilidade do Homem. É notório o crescimento do uso da bicicleta, tanto por jovens como por adultos, para irem trabalhar, estudar, como prática desportiva e de lazer. Nesse cenário a bicicleta emerge como alternativa para uma mobilidade urbana sustentável. Ao ter a bicicleta como um instrumento fundamental do seu quotidiano, além da opção de transporte urbano ecologicamente correcto, ao pedalar promove-se a diminuição do stress, melhora-se o estado físico, bem como os sistemas cardiovascular e respiratório.


Com este texto pretendo apenas chamar a atenção para a importância da bicicleta como elemento essencial à mobilidade urbana. Entre ruas e avenidas, carros e pessoas, é necessário contextualiza-la e dar-lhe o devido destaque. Defender o uso da bicicleta como alternativa às grandes dificuldades económicas que atravessamos, para o alívio nos congestionamentos do trânsito das grandes cidades, para a sensibilização dos governos e municípios à falta de políticas públicas em favor deste extraordinário meio de transporte. Para a necessidade de agregar o uso da bicicleta através de medidas eficazes e projectos implementados. Não tenho nenhuma formação nessas áreas, apenas sou mais um que impulsionado pela corrente colocou as rodas bem assentes na terra e com os pés nos pedais descobriu que a bicicleta assume diversas finalidades. Com ela a crise passa-me ao lado.

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