reciclando [1] vale bem o esforço de subir a torre

ex-líbris

Para o pobinho a bicicleta é mais um passatempo de tempos livres do que um fantástico meio de transporte. O maior número de viagens feitas de bicicleta pela cidade, são para divertimento e para a prática desportiva, num exercício de fim de semana. Pois a actividade de pedalar poderia ser mais do que um mero passeio pelo Parque da Cidade ou pela orla marítima. Aproveitando a condição física adquirida com as pedalas sazonais, o pobinho bem que poderia gradualmente ir subindo a torre complementando a utilização da bicicleta para muitas outras coisas do dia-a-dia. Tem-se verificado nestes últimos anos a crescente utilização da bicicleta na mobilidade diária, especialmente nas deslocações casa/trabalho. Atendendo à crescente quantidade de pessoas que pedalam em recreação ao fim de semana, deveriam rentabilizar a tonificação das pernocas e dar ao pedal nos chamados dias úteis para coisas também úteis. Porque não!? Se forem levadas em conta outras actividades habituais, como ir para o emprego, para a escola, fazer compras ou ir ao cabeleireiro, o índice de melhoria do estilo de vida seria mais gratificante. Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer, mas socialmente o seu uso está mais ligado ao transporte e ao uso conjugado com outros meios de transporte, especialmente os públicos. É uma simples e prática ideia, uma espécie de juntar o agradável à útil independência que só a bicicleta proporciona e assim poupar uns euros no combustível fóssil pela gratuíta transpiração.

ps: aproveitando alguma falta de tempo/inspiração dou inicio a uma espécie de reciclagem de alguns textos mais antiguinhos, que há tempos aqui foram publicados. Boas pedaladas.

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o rei está vivo e faz hoje 80 anos

Para o staff melhor se deslocar no complexo de estúdios em Hollywood, era (diz-se que ainda é) muito habitual usar-se uma bicicleta e muitas vezes uma estrela de cinema era presenteada com uma bicicleta personalizada. Quando da produção de Loving You, em Janeiro de 1957 na Paramount Studios, Elvis recebeu a sua própria bicicleta de aço, uma Schwinn Racer, a famosa bicicleta Hound Dog.

Elvis and the hound dog bikeDiz-se que o rei está vivo! Pois se está, porventura andará por aí no rock n’ roll a pedalar a sua vintaje bike …

 

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can’t miss [119] circulaseguro.pt

Em 2014 o código da estrada mudou, valeu a pena?
respeite o ciclista

“Agora que começa um novo ano vale a pena relembrar as regras que no ano passado mudaram o código da estrada português, será que ainda sabe quais foram as mudanças? 2014 foi sem dúvida o ano das bicicletas, cada vez mais as vemos nas estradas e, consequentemente, cada vez mais sabemos de acidentes que tenham ocorrido envolvendo ciclistas, uma triste verdade que agora vemos que as alterações do ano passado não vieram melhorar os números.

A 1 de Janeiro de 2014 entraram em vigor 60 alterações ao Código da Estrada. Entre novos limites de velocidade, taxa de alcoolemia mais baixa, alterações nas regras de prioridade entre automóveis e bicicletas e um novo limite de velocidade de 20km/h nas zonas de coexistência, saiba quais são as principais mudanças.

Relativamente às bicicletas, os velocípedes passam a ser equiparados a automóveis e motos. Deixa de ser obrigatória a circulação nas ciclovias, podendo rolar junto do restante tráfego, e deixa de ser obrigatória também a circulação o mais próximo possível da berma, devendo agora circular pelo lado direito conservando uma distância de segurança da berma. Podem passar a circular em paralelo até um máximo de dois, exceto em vias de pouca visibilidade ou com trânsito, desde que não causem embaraço ao tráfego (multa entre 30 e 150 euros) – até aqui estavam limitados às ciclovias, onde as havia. E podem agora circular nas bermas desde que não ponham em perigo ou perturbem os peões que nelas circulam.

Quem pretender ultrapassar um ciclista tem que abrandar e guardar uma distância lateral mínima de 1,5 metros (multa entre 120 a 600 euros para ambos os casos). As bicicletas poderão vir a ser autorizadas nas faixas bus pelas autarquias que o permitirem. As crianças até 10 anos poderão andar de bicicleta nos passeios.

Lê o artigo completo em: http://www.circulaseguro.pt/condutor-e-ocupantes/2014-o-codigo-da-estrada-mudou-valeu-a-pena

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em dia de ano novo

Ainda alguns se atropelavam ensandecidos entre garrafas esvaziadas e copos de plástico, já eu aproveitava os primeiros raios de sol de Janeiro,  numa voltinha a pedais pela quimera da Invicta. A bordo de Sua Alteza, a minha bicicleta turquesa, cor azul, cor do Porto, companheira de tantas aventuras, busquei nas pedaladas a tranquilidade do cenário e os mistérios da cidade. Agitando o couro, por ruas e ruelas estendi o horizonte de pontos turísticos com o frio das sombras. Do alto da ponte, num coro de risos e vozes, ouvi o silêncio agitado e estranho das águas do rio. Feliz, ia parando para conversar, para fotografar, prendendo a atenção em qualquer pormenor do remanso do burgo, da cidade que especialmente amo. Agradeci a boleia e brindei ao ano novo com muito para desejar. Feliz 2015.

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em jeito de balanço

“Ciclisticamente” falando, 2014 foi um ano bonzinho. Desde logo pelo notório mini-boom de ciclistas que fui observando no dia-a-dia ao longo das estradas. Muita malta já optou pela bicicleta como meio de transporte urbano e extra-urbano em detrimento do carro. Bastantes mais terão iniciado as pedaladas pela prática desportiva. A actualização do Código da Estrada com novas prerrogativas sobre os direitos dos ciclistas na rodovia, deu o mote aos automobilistas para respeitarem mais o ciclista e para que também cumpramos a nossa cota parte de responsabilidade. Orientados a pedalar no trânsito de forma segura, com consciência, só ajuda ao convívio mais amigável entre automobilistas e ciclistas. Algumas medidas municipais também ajudaram a compor esse movimento nas ruas, estimulando o uso da bicicleta como transporte, por exemplo com novas vias cicláveis, estacionamentos apropriados, algumas melhorias de condições para quem pedala e que permitem uma global percepção das cidades, aos seus habitantes e quem as visita.

Pessoalmente foi um ano menos cicloturístico do que gostaria. Mesmo assim, e para além das minhas voltinhas costumeiras pelo bairro, porque a principal razão é andar de bicicleta, procurei oportunidades para dar umas pedaladas mais longas. Entre amigos e bicicletas, a primeira aventura do ano foi o “bai e bolta a Baiona”. E cagandabolta! Para começar foram logo uns 300 km de uma assentada. No mês seguinte concretizei duas epopeias ciclistas a algum tempo planeadas: Aceitei de novo o desafio dos Randonneur de Portugal de concluir a desafiante Flèche, entre Melgaço e Coimbra, o que para mim era também uma espécie de desforra pessoal depois de frustrada a tentativa do ano anterior. Resumindo, foram muitas as peripécias durante as 24 horas de pedalada. No dia da liberdade abri asas e voei pelas memórias, acompanhado por amigos cumprindo um desejo de infância, pedalar pelo Alto Douro, pelas estradas nacionais 108 e 222, ligando o Porto a Foz Côa e passando nas terras dos meus avós.

Depois vieram as férias e não relaxei. Deixei que as minhas bicicletas me carregassem por vários e belíssimos locais: Aproveitei inclusive para dar de novo um saltinho à vizinha Galiza e ver passar o Pelóton da Vuelta. Depois na volta, pedalamos por belíssimos locais junto ao Minho e conheci uma das mais bonitas ecopistas do nosso país. Foi já depois das víndimas que arrematei o ano ciclistico no que às longas distâncias dizem respeito. Foi junto com o pelotão nacional dos Randonneur de Portugal, fui ao encontro do mais belo rio do mundo pela Região Demarcada do Douro.

Para 2015 não faço grandes projectos. Continuarei o meu comute diário, as minhas voltinhas domésticas, voltarei a lugares para conhecer outros lugares. Espero que as minhas biclas não se cansem de mim e que tenha pernas para pedalar tanto ou melhor. Estou certo que será outro ano com mais ciclistas a ocuparem as estradas, a partilharem a via dando o bom exemplo. O blogue talvez venha ressentir-se e estar um pouco menos activo, haverá alguma falta de disponibilidade à frente do computador que certamente será ganho não selim da bicicleta. Desejos de bom ano, boas motivações, boas pedaladas.

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é uma espécie de quente e frio!

Na bicicleta o frio não se estranha, entranha-se. Afinal estamos no Inverno, o que não é de estranhar portanto que mesmo cheio de roupa mal coloque o nariz fora da porta sinta um arrepio na espinha. O dia desponta bonito, mas não eram aqueles imberbes raios de sol reluzindo no aço da bicicleta que me fariam aquecer. Ao pedalar bem cedo, para o trabalho ou outro sítio qualquer, estamos livres e ao mesmo tempo expostos aos elementos matinais. De luvas grossas e gorro a tapar as orelhas, mais que preparado para enfrentar aquele briol, dou as primeiras pedaladas do dia. O ar gelado morde-me a pele, penetra nas narinas e arrefece os pulmões. Rajadas de vento d’Este esbofeteiam-me o rosto e acordam-me de vez. Automaticamente levanto o rabo do selim, activo as pernas para dar ritmo aos pedais. Escalo o topo da montanha, neste caso o viaduto sobre a VCI. Encolho-me no cachecol e prossigo, fungando. Lentamente a energia da pedalada reconforta, o movimento pedaleiro revigora e equilibra-me os níveis do humor. Ao arredondar a primeira curva já sinto a diferença com o corpo a aquecer, mas que está um frio do carago, lá isso estava!

quente e frioChegado ao destino, estou mais que pronto e pré-aquecido para começar a trabalhar.

 

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fotocycle [152] reflectido

reflectido

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can’t miss [118] campoaberto.pt

Bicicleta A Pequena Rainha

campoaberto

“QUE PORTO QUEREMOS, foi o mote de uma tertúlia organizada pela Campo Aberto há tempos. Com vários oradores convidados a apresentarem a sua visão do que deveria ser a cidade, um deles, Miguel Barbot, não podendo estar fisicamente presente, enviou um contributo escrito…

Nesta rubrica do e-sítio da Campo Aberto dedicada à bicicleta, grande paixão de Miguel Barbot, «a pequena rainha» como lhe chamam em França, ela é o tema central. Iniciamos a rubrica com este texto:

À DISTÂNCIA DE UMA PEQUENA PEDALADA – A MINHA CIDADE
por Miguel Barbot

“Que Porto quero?
Fundamentalmente, quero um Porto urbano. Um Porto que seja cidade e que negue a suburbanidade que minou o seu desenvolvimento nas últimas décadas.

Quero um Porto policêntrico, plural, onde as pessoas possam viver, trabalhar e divertir-se à distância de uma caminhada ou de uma pequena pedalada.

Quero um Porto onde o automóvel ocupe o lugar que merece no mix de mobilidade, sendo a terceira opção, um recurso, e não a primeira.

Um Porto onde os transportes coletivos funcionem e onde as pessoas poderão andar nos passeios e as bicicletas na estrada.

Um Porto onde as pessoas podem atravessar a rua sem medo de serem atropeladas. Um Porto onde os automobilistas não andam inconscientemente com uma arma apontada à cabeça das pessoas.

Um Porto onde as cargas e descargas são feitas nos sítios das cargas e descargas, às horas em que as cargas e descargas devem ser feitas.

Um Porto que não é aquela coisa tristonha que as pessoas veem através da janela do carro e à qual fazem um bypass no seu caminho entre a garagem do escritório e a garagem do centro comercial.

Um Porto onde as pessoas andam a pé e comprem coisas a outras pessoas do Porto e não a «eles». Um Porto em que o merceeiro vende fiado, o marceneiro faz uma cadeira e o serralheiro resolve um problema.

Um Porto afirmado como terra de pessoas que trabalham, com outras pessoas e para as pessoas. Uma cidade de pequenas empresas, pequenos comércios e oficinas, de negócios de proximidade viáveis e com valor acrescentado.

O Porto que quero é um Porto onde as pessoas falam umas com as outras, onde se encontram na rua, naturalmente.””

fonte: campoaberto.pt

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postal de Natal

Festas felizes, saúde, paz e amor, blá blá… preservem o bom humor e rodas para pedalar.

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can’t miss [117] stephenrcase.wordpress.com

#lifeonabike

stephenrcase

“Last summer I sold my car and used a portion of the proceeds to buy a commuting bicycle. I wanted to start commuting by bike, and I figured the best way to do it was to remove the option of not doing it. This semester I’ve made the trip to and from my office every day but one by bike (plus a few Saturdays to do planetarium shows). By my calculations, I’ve ridden it about eight hundred miles, in rain and sun and wind and (now) snow. And I’ve been surprised how quickly I’ve become one of those bike, people with all their accompanying eccentricities and various shoulder-chips.”…

(to keep on reading click here)

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