reciclando [3] “quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho”

Notdottir

Quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho“. Ora essa frase lida e sabida levou-me a pensar no poder do pedal e nas possibilidades que poderia ter para as nossas cidades, especialmente na Imbicta. A crise não poupa ninguém. Os problemas da mobilidade urbana afectam a todos, no entanto são mais notados no quotidiano da população de fracos recursos, famílias numerosas, gente jovem e estudante, e nos mais velhos. As dificuldades de mobilidade não são apenas sentidas nas ruas desordenadas mas, cada vez mais, na gestão dos parcos orçamentos familiares, de quem necessita dos transportes públicos e/ou privados para se locomover. As políticas públicas de mobilidade urbana dependem muito do poder central e dos dinheiros comunitários, não sendo de todo pensadas para auxiliar as pessoas, quando muito para servir o mercado e o poder económico que este gera.

Aí entra a bicicleta. A bicicleta um veículo vantajoso e oferece à sociedade a aptidão suplementar de promover a mobilidade e igualdade. Muitos já percebem esta vantagem e aliaram a bicicleta como o seu veículo de eleição para o uso quotidiano. A bicicleta qualifica-se e promove-se como o meio de transporte por excelência. Afinal é o caminho mais justo e democrático para a construção de uma sociedade que privilegie a mobilidade por meio de transportes colectivos e não motorizados. A utilização regular da bicicleta, mesmo associada à utilização conjunta do transporte público e/ou do carro para qualquer tarefa, representa uma grande contribuição individual na mobilidade, na qualidade de vida social e na sustentabilidade ambiental. Tanto aqueles que pedalam regularmente quanto os que buscam meios alternativos para o fazer, reconhecem as dificuldades das grandes cidades, do volume de tráfego e da falta de um sistema viário perfeito. Uma vez que não é tolerável que cada um possua um carro e o use diariamente, o caminho mais justo e democrático à construção de uma sociedade que privilegie a consciência ambiental e a mobilidade, terá de ser privilegiada com a utilização de veículos colectivos e veículos não motorizados.

Muitos já deram conta disso, (isso dos benefícios do pedal para o nosso bolso, bem retratado neste estudo britânico do impacto do ciclismo sobre as economias) e também gostariam de optar pela alternativa, só que ainda não encontraram incentivos e meios seguros para empreender a mudança. Evidentemente que a mobilidade não motorizada causa dificuldades acrescidas e para alguns, esses factores limitam a sua praticabilidade, mas não podemos aceitar estes argumentos de ânimo leve. No que toca à mobilidade não motorizada, percebesse que o Estado e as autarquias pouco têm feito e apenas reafirma o modelo rodoviário como essencial para o desenvolvimento quando a razão seria por exemplo a elaboração de regulamentos pelo Estado que privilegiem a mobilidade não motorizada. Falta, portanto, coragem política e consciência social aos gestores públicos para empreender uma autêntica revolução, já para não falar da falta de infra-estruturas cicloviárias e de outras condições de segurança para pedalar.

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can’t miss [122] wp.clicrbs.com.br/ciclosdevida

Preso na bolha sonhando com minha Bicicleta!

comparacao ciclosdevida

“Se houvesse interesse da Sociedade e Poder Público, teríamos um transporte coletivo com muito mais horários, uma restrição ao uso do transporte individual motorizado e uma efetiva integração com as Bicicletas. Assim eu poderia pedalar 4 quilômetros até o terminal, deixava minha Bike no bicicletário (desde que fosse seguro) e chegava a 800 metros do meu trabalho/estágio que faria caminhando.

Este último parágrafo me lembrou uma frase que minha filha trouxe de uma pedalada que ela fez com a escola, no dia mundial sem carro, no Campeche, a frase dizia:

“Você não está em um congestionamento,
você é o congestionamento.”

Agora aqui sentado, preso, pensando na minha Bicicleta. A esta altura eu já estaria no meu compromisso e teria dado tempo de tomar meu café da manhã!”

(podes ler todo o testemunho aqui)

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ciclofilia [123] Bikes vs Cars – Trailer II

“Bikes vs Cars depicts a global crisis that we all deep down know we need to talk about: Climate, earth’s resources, cities where the entire surface is consumed by the car. An ever-growing, dirty, noisy traffic chaos. The bike is a great tool for change, but the powerful interests who gain from the private car invest billions each year on lobbying and advertising to protect their business. In the film we meet activists and thinkers who are fighting for better cities, who refuse to stop riding despite the increasing number killed in traffic.

In the trailer you meet Aline Cavalcante in Sao Paulo, Brazil, From the same city also urban studies professor Raquel Rolnik and car salesman Nicolas Habib. Over the film we meet local historian and bike acitivist Dan Koeppel in Los Angeles. Joel Ewanick who defends the good souls of the car industry is a former top marketing director for General Motors, Porsche and more. He is now working with hydrogene car solutions in California.

Bikes vs. Cars, a new film project from BANANAS! * and Big Boys Gone Bananas! * director Fredrik Gertten.
Release 2015

Latest news about the documentary on facebook: facebook.com/pages/BIKES-vs-CARS/471560182885475
Twitter: twitter.com/bikes_vs_cars
Instagram: @bikesvscars”

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can’t miss [121] diariodecuiaba.com.br

Pedal de ouro

por: Rosildo Barcellos

“Com snipers nos telhados e brigadas de desativação de explosivos em alerta máximo o domingo na França foi sob tensão. Enquanto isto, em outra parte do mundo, especificamente no Mato Grosso do Sul vivíamos o clima da cordialidade. Na França milhões de pessoas solidárias ao não terrorismo. No Brasil, a chance e a oportunização ao recomeço. É fato que existem conquistas que são irrecusáveis e que tem íntima relação com os direitos humanos, onde estão alcançados o direito à vida, à liberdade e a responsabilidade de expressão além do direito a ser considerado naquilo que são convicções. Estes direitos, que também são deveres são irrenunciáveis.

Contrastando com o que no mundo se vê, paulatinamente, apoiando os pés no chão, a busca do equilíbrio. Ali naquele espaço estavam Jullyanes, Laynes e Viviannys e assim como os nomes as idades variavam, mas assim como na França todas lutavam por um ideal: A Liberdade. Cada uma com sua história, cada uma com sua dificuldade ou trauma, mas em comum…não saber andar de bicicleta. Às vezes se te perguntarem se você sabe andar de bicicleta para muitos vai parecer uma pergunta fácil de responder, mas não para aquelas que não sabem ou carregam alguma dificuldade de infância. Quantos tentaram e não conseguiram e outros tantos nem tentaram.

E desta vez o resgate a alegria da liberdade através dos pedais foram apresentados pelos Bike Anjos, que em Cuiabá, terá a próxima oficina no estacionamento da UFMT dia 25 de janeiro às 15 horas. Neste espaço podemos encontrar por exemplo: Edson Kubilha, campeão estadual de ciclismo de 2013 e que certamente vibra mais com o êxito de quem aprendeu a andar de bicicleta, do que o próprio aprendiz. A essência do trabalho dos Bike Anjos é resgatar a autoestima perdida, e transmitir a confiança necessária, para convencer o aprendiz da segurança do pedalar, ensinando técnicas e postura e apresentando a ideia do equilíbrio e da importância de se distanciar um pouco das aparelhagens eletrônicas para sentir a brisa no rosto.

A grande lição que fica é que nunca é tarde para aprender e a gente aprende com exemplos. Exemplos de lutas, exemplos de solidariedade e exemplos de vitória e superação. E por isso os abnegados “Bike Anjos” são ciclistas apaixonados pela vida, pela sua cidade e esperançosos por uma melhor qualidade de vida. Que tem por maior alegria ouvir a frase, entrecortada com um abraço “Muito Obrigado – Eu aprendi” e sonham ainda com uma cidade com menos poluição e mais carinho intercomunitário e ainda, que as pessoas sejam detentoras de uma convivência pacífica e harmoniosa. Certamente é disso que Cuiabá precisa, que Mato Grosso precisa e que o mundo precisa: Paz!”

Artigo publicado em: diariodecuiaba.com.br

(o bold é meu)

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as voltas que um cartão BRM não dá!

Flèche Minho

Depois de concluído com sucesso um Brevet Randonneur Mondial, o cartão de percurso que nos dão à partida e que levamos para nele carimbar e registar a nossa passagem pelos vários pontos de controlo, é devolvido à organização que o envia posteriormente para certificação no Audax Club Parisien (entidade que internacionalmente homologa os BRM). Mais tarde o cartão é devolvido ao bravo breveteiro, ora para o colar na caderneta de cromos, ora para partilhar no FB com os amigos ou provar à mulher o que andou a fazer.

Aqui há dias recebi uma mensagem dos organizadores a norte dos BRM, que aproveitando uma visita à VeloCulture em Matosinhos cravaram os nossos amigos duendes como fieis depositários de dois dos meus cartõezinhos BRM, o do Douro Vinhateiro 200 e o da Flèche 2014. Segunda feira passada, após o trabalho, passei pela megastore das biclas bonitas, que são sempre um bom tema de conversa, e recebi os papeluchos. Mais tarde, e uma vez chegado a casa, dei conta da falta dos cartões! Esperançado, coloquei a vã hipótese de os ter deixado esquecidos na loja, o que depois não se veio a confirmar. Aborrecido, percebi então que algures no percurso entre o Mercado de Matosinhos e a Prelada, no Porto, os papelotes voaram do bolso do meu casaco durante as pedaladas, e depois de um dia de chuva e vento intenso a esperança de os procurar e encontrar rapidamente se esfumou.

o brevet encontrado

Pois ele há coisas do carago! Esta manhã tive uma boa notícia, recebi um email dos Randonneur de Portugal informando-me que um taxista do Porto havia encontrado um dos meus cartões nas imediações do Norte Shopping. O benemérito taxista é, pelos vistos, “seguidor” da página facebookiana dos Randonneur e divulgou fotos do meu cartão Douro Vinhateiro, deixando o seu contacto. Esta tarde, ou o mais tardar amanhã, irei ao seu encontro para agradecer a sua simpatia, e se quiser, lhe oferecer um cimbalino. A esperança de também reaver o cartão da Flèche mantêm-se pois afinal a voltinha foi maior.

brevet Fléche Minho
A quem encontrar este pedaço de papel amarelo subo a fasquia e está por mim convidado para me acompanhar numa francesinha especial.

 

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passe a publicidade [67] #RideBrilliant

Bike for brilliant people.

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can’t miss [120] circulaseguro.pt

Bicicleta, uma solução ecológica

bicycle-basket

Foto¦ TreeHugger

“É incrível a reserva que muitas pessoas colocam à mais recente alteração ao Código da Estrada, relativamente à prioridade que foi atribuída à bicicleta, numa situação de cruzamento com veículos motorizados.

Alega-se que a bicicleta é um veículo frágil, mais lento, que não proporciona uma boa fluidez no trânsito, uma vez que os seus condutores não têm comportamentos adequados às necessidades do tráfego rodoviário moderno.”

A realidade do uso da bicicleta

(lê o artigo completo aqui)

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reciclando [2] da temática “pedalar à chuva”

Parece que a chuva voltou e com ela, volta não volta, volto às dicas com pequenos truques para que, na basófia dos infiéis, nos voltem a apelidar de maluquinhos só porque continuamos a pedalar mesmo quando chove! Eh pá, será que volto a fazer uma introdução tão… Bom, como sabemos o primeiro passo pedalada é mental.

a humidade faz a força

Pedalar à chuva é só um pouco diferente, no entanto requer alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Um bom casaco impermeável com capuz, um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada da roupa. Certamente o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal, assim convém pedalar de uma forma mais lenta e suave, até por uma questão de segurança. É aconselhável ter uma muda de roupa no trabalho. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter-se quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de ficar doente. Usar botas impermeáveis ou cobrir os sapatos com capas de neoprene para os isolar irá manter os pés secos. Usar também luvas resistentes à água e um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. O capacete, já se sabe, protege, e caso seja um integral, sem buraquinhos, irá manter a cabeça seca. É fundamental manter uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, assim que paramos num semáforo as lentes vão certamente embaciar e deixamos de enxergar.

Ter na bicicleta um par de pára-lamas é a maneira mais eficaz para manter o rabo e a cara secos evitando o spray vindo das rodas. Um porta-couves com alforges impermeáveis é o ideal para transportar equipamento vulnerável à água. Recomenda-se o uso de material fluorescente e manter as luzes para ser notado entre a chuva e o nevoeiro. É recomendável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para corroer a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta da borracha gasta e perde bastante eficiência na travagem. Truque aconselhável é travar com antecedência. Usar um lubrificante mais consistente na corrente possa durar mais e não dilui tão rapidamente e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Com o tempo seco, muito óleo e detritos foram se acumulando no pavimento. Agora, estas primeiras chuvadas tornam as ruas e estradas mais escorregadias e perigosas. É importante manter-se atento e procurar evitar as superfícies metálicas, tais como tampas de esgoto, pavimentos de aço como os carris do eléctrico, marcações de trânsito pintadas como algumas passadeiras, folhas das árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto pode parecer, deves evitar passar sobre poças d’água e redobrar cuidados nos pisos empedrados, pois podes encontrar buracos submersos e fundos. Curvar com o piso molhado pode ser complicado e arriscado. Procura usar o corpo de modo a manteres a bicicleta o mais direita possível. Ao fazer isso será capaz de curvar em segurança, reduzindo a velocidade e evitando o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer devido aos traços pintados no pavimento e às invisíveis manchas de petróleo.

Uma ultima dica, mesmo que pareça cómica: Caso a chuva nos apanhe a meio caminho e não estamos preparados para ela, nem podemos parar e nos proteger sob uma cobertura, um saco de plástico na cabeça ou nas sapatilhas sempre improvisa.

sacochas

Boas pedaladas à chuva.

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ciclofilia [122] Pueblo Bicicletero

…”Luis Huicho Gomez nos cuenta sobre las grandes ventajas que trae el uso de la bici en ciudades conglomeradas, además nos cuenta la presión que han tenido al gobierno, de que la movilidad sustentable existe, no solo la del auto, si no la de camión, peatonal e intermodal.”

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fotocycle [153] voltado a poente

voltado a poente

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