“muitas frutas, muitos legumes”

Sobreviveu a duas guerras mundiais, conheceu 16 presidentes da república francesa, viveu na Venezuela e no Canadá, mas agora o que quer mesmo é continuar a ter forças para pedalar.

Há coisa de três anos, o francês Robert Marchand conseguiu percorrer quase 27 quilómetros (26,927) de bicicleta numa hora. Falta dizer que tinha 102 anos.

Agora tentará ser a pessoa com mais de 105 anos a pedalar mais rápido numa bicicleta. Será hoje no velódromo nacional de Saint-Quentin-en-Yvelines, o mesmo no qual havia batido seu próprio recorde de velocidade sobre uma bicicleta para pessoas da sua idade. “Não estou tão bem quanto há dois anos, se estivesse seria um fenómeno, mas não sou um fenómeno”, declarou com modéstia e em tom de brincadeira.

Robert Marchand acredita que poderá percorrer 23 ou 24 quilómetros numa hora. “Se fizer 30 dirão que estava dopado”, sorri. O sentido de humor é um mero palpite para justificar a genica sem limites deste jovial ciclista: “Durante toda a minha vida pratiquei desporto, comi muitas frutas, muitos legumes, pouco café e álcool e nada de cigarros”, explica como factores chave para sua invejável forma física. “Como de tudo mas em pequenas quantidades e bebo ocasionalmente um copo de vinho, faço uma hora diária de alongamentos e outra ainda de bicicleta.”

A psicóloga e professora universitária Veronique Billat, que o acompanha desde que completou 100 anos, completa o mistério: “Tem um corpo pequeno, mede apenas metro e meio, mas tem um coração que bombeia tanto sangue por minuto como o de uma pessoa maior”. Sua personalidade também desempenha um papel fundamental: “Tem uma grande determinação, não hesita, não tem medo de tentar as coisas”.

Marchand diz não temer a morte, apenas a paralisia. Enquanto isso, não para de pedalar.

Allez Robert.

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ciclistas portugueses contra o uso obrigatório do capacete

“A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta manifesta-se contra o “uso obrigatório do capacete” e exige “uma tomada de posição” por parte das autoridades fiscalizadoras do trânsito e do actual governo”

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Texto de Andreia Cunha • 02/01/2017 in P3 Público

“No próximo domingo, dia 8, o Terreiro do Paço, em Lisboa, é o ponto de encontro da manifestação que pretende juntar utilizadores de bicicleta em protesto contra algumas das medidas presentes no novo Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE2020), que se encontra em consulta pública até ao próximo dia 8 de Janeiro.

O protesto organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) é “uma tomada de posição”, frisa ao P3 José Manuel Caetano, explicando que a ideia é “alertar” para a preocupação em relação a “algumas alterações que venham a ser tomadas pelo governo e que podem restringir o uso da bicicleta”.

Em causa estão, entre outras medidas, a obrigatoriedade de utilização do capacete pelos utilizadores de velocípedes e o cumprimento das regras através de medidas de fiscalização dirigidas para os comportamentos de alto risco, como o desrespeito da sinalização semafórica e a não utilização de iluminação. A FPCUB, em comunicado enviado ao P3, classifica “estas propostas como negativamente discriminatórias” e considera necessária a revisão destas medidas.

“Nós não somos contra o uso de capacete e até recomendamos. Somos é contra o uso obrigatório do capacete porque consideramos que a sua utilização deve depender da livre vontade de cada um”, explica o presidente da FPCUB, que fala da possibilidade desta obrigatoriedade ter influência directa no “número de pessoas a andar de bicicleta”. “Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde, o uso obrigatório do capacete é nefasto e está a provocar uma redução de 40% no uso da bicicleta, ou seja, as pessoas estão a deixar de fazer qualquer tipo de exercício, aumentando o risco de doenças”, acrescenta.

Para justificar a crítica ao programa de acção do governo, José Manuel Caetano sublinha ainda que “os limites de velocidade não estão a ser cumpridos”, bem como “a distância dos automóveis quando passam por um ciclista”. Mas por que razão não são cumpridas estas normas? O responsável aponta a “falta de fiscalização e penalização” por parte das autoridades.

O principal pedido da iniciativa “Inicie o Ano a Pedalar” é a “acalmia do tráfego” e a execução das normas presentes no código da estrada, de forma a “reduzir as sinistralidades e as mortes que envolvem ciclistas e peões”. “Hoje a bicicleta está no mesmo pé de igualdade que o automóvel e parte dos automobilistas não conhecem o código da estrada. O que pedimos é que as autoridades reforcem a formação e alertem os automobilistas que não estão a cumprir as normas”, afirma o presidente da FPCUB. “A manifestação é um alerta e uma forma de chamar a atenção as autoridades, procurando que seja cumprida a lei”, garante.”

fonte: http://p3.publico.pt/node/22543

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fotocycle [200] Bom Ano

Outro ano começa, faz-se um reset e renovam-se planos: Continuar no meu comute diário, nas pedaladas domésticas, voltar a lugares para conhecer outros lugares e procurar alimentar o ano cicloturístico com mais voltinhas inesquecíveis. Espero que as minhas biclas não se fartem de mim e que eu continue a ter pernas para lhes dar rotação aos pedais, tanto ou melhor que no ano que findou, aproveitando todos os momentos, é claro!. Um Bom 2017

bom-2017
Da mobilidade a pedais espero outro ano em crescendo, vendo cada vez mais ciclistas a ocuparem as estradas, a partilharem a via dando o bom exemplo. Anseio que as prerrogativas dos direitos e responsabilidades dos ciclistas na estrada sejam melhor entendidas e assimiladas pelos automobilistas. Relembro que para sermos respeitados temos de cumprir a nossa cota parte de responsabilidade, pois isso ajuda ao convívio mais amigável com os restantes utentes da estrada. Gostaria de ver mais investimentos municipais para acompanhar este movimento de massa crítica nas ruas. Isso iria criar um maior estímulo no uso da bicicleta como meio de transporte e permitiria uma melhor percepção das cidades, uma cidade sustentável e viva.

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bye bye 2016

bye-bye-2016

Pois é… mais um ano passou, e passou tão rápido! Um ano marcado por grandes acontecimentos, muito deles bons, outros nem tanto. De certa forma foi para mim um ano positivo e gratificante. No que às pedaladas diz respeito, atingi alguns objectivos, pedalei que me fartei, dei cabo de uma bicicleta mas ganhei outra, esta aqui ao meu lado, que tantas alegrias me tem dado e vai ter de continuar a me aturar! A todos um Bom 2017, com alegria e saúde para desfrutar a pedalar. Aproveitem cada momento… e até pró ano 🙂

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das Crónicas do Primeiro Mundo

Velho Lau volta a carregar no pedal e publica hoje mais um episódio da novela:

“Isto é o que todos os cidadãos do Porto que não utilizam ou não querem utilizar o automóvel na cidade podem esperar deste executivo.

Tirar um mísero lugar de estacionamento para montar um parque para bicicletas numa das zonas mais movimentadas da cidade?

Não é prioridade. Palavras do Departamento Municipal de Mobilidade e Gestão da Via Pública.”…

Podem ler aqui a resposta vaga e desconsiderante do Departamento Municipal de Mobilidade e Gestão da Via Pública às sugestões / reclamações de Miguel Barbot, enviadas há meses para a Câmara Municipal do Porto com fotografias tiradas num só dia às várias bicicletas deixadas amarradas ao calhas num local de grande afluência como é a zona circundante da Rotunda da Boavista,  sem que haja um parque de bicicletas digno do que quer que seja.

Lá por a CMP ter implementado espaços de parqueamento “em condições de segurança e gratuitidade para que os utilizadores de bicicletas estacionem as mesmas, em grande parte dos parques de estacionamento da cidade”, são insuficientes e não servem todos os ciclistas. Nem todos os ciclistas necessitam de parquear por um tempo prolongado, nem todos vão deixar a bicicleta no Parque da Trindade para depois irem a pé para o Carmo ou à até Praça da República!

Louvei em tempos o empenho da CMP na colocação de bicicletários, bons ou maus, em vários pontos da cidade. Mas essa gestão de prioridades que D. Alexandra Santos reclama deixa-me baralhado, pois se a prioridade é fazer asneiras, e dou como exemplo os 4 bicicletários plantados à volta do Jardim do Passeio Alegre, não percebendo bem porquê nem para quê, pois teria bastado aquele que está junto ao Chalé Suisso, ainda estou para ver o que vai ser da ciclovia da Rua Coronel Peres! No que diz respeito às tais medidas do município para o “fomento à utilização de transportes suaves”, até vêr é ZERO.

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can’t miss [168] fatimamissionaria.pt

Quando uma simples bicicleta faz toda a diferença

“No mundo tecnológico em que a generalidade da sociedade dita desenvolvida está mergulhada, uma bicicleta será apenas mais um artigo desportivo, de diversão ou de lazer. Mas na República Democrática do Congo, ainda é um importante meio de locomoção”


“Imagine uma zona de floresta densa, atravessada por trilhos sinuosos, esburacados na época da seca, enlameados no tempo das chuvas. Agora imagine-se a fazer esse caminho a pé, todos os dias da semana, muitas vezes na companhia apenas dos sons da selva, durante o tempo suficiente para cumprir entre seis a 20 quilómetros. Parece um mero desafio, fruto da imaginação? Puro engano. Esta é a realidade que enfrenta a maioria dos professores do ensino básico e secundário da região de Neisu, na província oriental da República Democrática do Congo (RDC).

E é aqui que entra a importância da bicicleta. Se a tiverem, os docentes podem chegar às aulas a horas, menos cansados e mais disponíveis para ensinar. Por outro lado, ao fim de semana e nas férias podem emprestá-la aos familiares, para que possam transportar os produtos agrícolas da aldeia para o mercado ou do mercado para aldeia, e assim assegurarem o sustento do lar. A pedaleira tem ainda a vantagem de não necessitar de combustível e requerer pouca manutenção. O problema é comprá-la. É necessário importá-la do Uganda e o negócio não se consegue fechar por menos de 160 euros por unidade.

E é aqui que entram em cena os missionários da Consolata que trabalham na missão de Neisu. Os religiosos criaram um projeto, orçado em 26 mil euros, que tem como objetivo final a compra de bicicletas para fornecer a cerca de 160 professores. Os primeiros 3.500 euros já chegaram, pela mão de uma benfeitora privada, e permitiram a aquisição de duas dezenas de velocípedes, que foram distribuídos pelos docentes mais pobres e mais distantes dos estabelecimentos de ensino, explicou o missionário italiano Rinaldo Do, um dos responsáveis pela campanha.”

Fonte: http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=35926&sec=8

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ciclofilia [135] Bichiclo

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“vão fazer uma ecopista na Dona Maria!” Será qu’é desta?!

A Ponte Maria Pia foi inaugurada em 1877 e encerrada em 1991. Foto: Patrícia Garcia

A Ponte Maria Pia foi inaugurada em 1877 e encerrada em 1991. Foto: Patrícia Garcia

O início da construção da primeira ponte ferroviária que iria unir as duas margens do rio Douro deu-se em Janeiro de 1876. A Ponte Maria Pia, projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig e construída pela empresa de Gustave Eiffel, foi inaugurada em Novembro de 1877, cerimónia presidida pelo rei D. Luís e pela rainha D. Maria Pia, que lhe deu o nome. Mesmo para a época da “arquitectura do ferro” era uma obra de engenharia audaciosa. As dimensões exigidas, pela largura do rio Douro e das escarpas envolventes, produziram o maior vão construído até essa data, com a aplicação de métodos revolucionários para a época. Na sua construção utilizaram-se cerca de 1.600 toneladas de ferro. Esta ponte que embeleza a cidade do Porto há 140 anos fez a ligação ferroviária entre o Norte e o resto do país pela Linha do Norte, tendo sido um motor importante de desenvolvimento económico e social. Foi desactivada em 1991, substituída então pela moderna Ponte de S. João.

Quem por lá passou, nos comboios a carvão ou nos mais modernos, nunca se irá esquecer da adrenalina, do temor e tremor da experiência. Passaram-se muitos anos e a velha e lindíssima ponte continua abandonada à ferrugem e à corrosão. Um projecto da década passada visava remodelar o tabuleiro da ponte numa passagem ciclo-pedonal, mas ficou na gaveta e nunca se chegou a concretizar. Chegou mesmo a ser assinado um protocolo entre o Ministério das Obras Públicas e as câmaras do Porto e de Gaia nesse sentido. É de novo anunciada a intenção de intervir na ponte. Um estudo prévio, que deverá ficar pronto na Primavera do próximo ano, prevê transformar o tabuleiro da ponte numa ecopista e a reabilitação do ramal de Campanha – Alfândega e uma ligação a Campanha – Parque Oriental. Trata-se de um projecto partilhado entre as câmaras do Porto e Gaia, e que a notícia do JPN explica ao pormenor (leitura do artigo ciclando neste link).

Leio mais uma vez a intenção de dar vida nova à nossa querida Dona Maria. Espero então que haja finalmente a vontade política e os meios necessários para fazer avançar este projecto. Agrada-me bastante a ideia da reconversão da ponte e dos ramais de acesso em cilovias e passeios pedonais, mas acima de tudo agrada-me saber que a velha e esquecida ponte irá continuar lá, firme e viva, património do povo portuense e gaiense, património do Douro e da memória.

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fotocycle [199] a minha árvore de Natal

a-minha-arvore-de-natal

Esta é a minha árvore de Natal. Não tem enfeites nem gatos pendurados. Tem ramos finos e sonhos dourados. Não pisca-pisca nem alberga presentes, tem raizes fortes e resistentes. Iluminada pelo sol, decoro-a com a minha bicicleta e palavras de amizade. Aos amigos que aqui me visitam deixo os desejos de boas festas e que aproveitem todos os momentos. Feliz Natal.

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reciclando [26] monte de ferrugem

Nem sempre posso prever o que vai me inspirar a escrita, um texto, uma situação que mereça ser contada e publicada. Alguma coisa que me lembre uma passagem, talvez da infância, talvez de um outro momento qualquer. Basta um objecto, uma cena testemunhada, especialmente nesse momento que tenho a companhia oportuna da minha bicicleta. Imagino que já deram conta disso! Entre cenas do quotidiano que me chamam a atenção, um pouco ao acaso, naquele momento em que ia ao Monte da Luz e a pé subia a Rua do Farol, detive-me por alguns instantes a olhar para uma velha bicicleta coberta de ferrugem. Abandonada ou simplesmente estacionada, aquela antiga bicicleta carcomida pelo tempo provocou-me um certo fascínio. Não estava presa a nada, apenas deixada ali, no passeio, encostada à parede sombria. Não tive como não deixar de associar aquela velha pasteleira à vasta serventia que com o seu dono, ou donos, se viu envolvida. Parecia ter sido deixada ali, naquele lugar, como um objecto decorativo, uma função diferente tornando-a visível, retirando-a do esquecimento. Quem sabe se à espera de uma nova vida! Quem sabe… O registo fotográfico tinha, então, uma função inspiradora, a imagem como elo de ligação ao contexto, a motivação para este texto. Apontei-lhe a micro-objectiva do telemóvel, periclitante, como se estivesse a invadir a sua privacidade. Não havia ainda recebido o aviso sonoro da autofocagem quando sinto perto de mim uma presença humana, que me ia observando. Na porta da loja, mesmo ao lado, estava um velhote curioso naquilo que eu andava a fazer. Talvez fosse o dono daquele monte de ferrugem, não sei, mesmo assim senti-me na obrigação de pedir permissão para tirar o retrato. “Ahh… esteja à vontade!”. Então, com a sua licença…

carcomida pela ferrugem

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