fotocycle [222] o quadro diário

[…] Porque não havemos de ir pelo caminho mais bonito? Porque é que vamos sempre com pressa, sem tempo de reparar nas mudanças dos dias e das luzes e dos verdes? Porque é que não aprendemos com os turistas que gastaram dinheiro para vir para aqui olhar para as coisas em que já não reparamos? […]

Para emoldurar o postal d’hoje pego numa das fotos que captei antes d’ontem, durante o meu commuting pós-laboral, ao longo do caminho mais bonito. Depois de oito horas de trabalho, e sempre que é possível, pedalo de volta a casa através de lugares tranquilos, sem qualquer senso de urgência, multiplicando distâncias. Na minha bicicleta a estrada é plana, a cidade é feliz. Me sinto um afortunado. Vou onde o tempo parece fazer uma pausa, absorvendo o momento, as temperaturas, os cheiros, as cores dos dias. Pairando no vento, paro quando sinto vontade de fazer mais uma fotografia. Procuro aqueles agradáveis instantes de luz solar, onde a magia da cidade maravilha turistas e também ciclistas. Aproveito todos os momentos.

Para emoldorar o quadro diário, o mote é um excerto da belíssima  crónica de Miguel Esteves Cardoso “A cegueira diária“,  publicada na edição de ontem do Público.

De seguida copipasto a crónica na íntegra:

“Portugal está cheio de caminhos secretos, mas não são necessariamente os mais bonitos. Os caminhos mais bonitos até são conhecidos — basta ter a carta correcta e fazer umas perguntinhas —, mas as pessoas evitam-nos, porque são demorados. Para se perceber o absurdo vou repetir: os portugueses evitam os caminhos bonitos, porque demoram bastante tempo a percorrer. Sim, a beleza prolonga-se no tempo. Não é só um minuto ou dois de encantamento. Pode ser mais de uma hora. É inaceitável.

A vida é curta de mais para ir pelos caminhos feios. Encafuamo-nos em casa ao fim do dia e só saímos no dia seguinte para trabalhar. Para trabalhar encafuamo-nos num edifício, de onde só saímos para voltar para casa. O caminho entre estes dois encafuanços é muitas vezes a única viagem do nosso dia. O caminho pode ser a nossa única liberdade, o nosso momento de vida selvagem, umas pequeníssimas férias, só ligeiramente proibidas, mas por isso mesmo mais merecidas.

Porque não havemos de ir pelo caminho mais bonito? Porque é que vamos sempre com pressa, sem tempo de reparar nas mudanças dos dias e das luzes e dos verdes? Porque é que não aprendemos com os turistas que gastaram dinheiro para vir para aqui olhar para as coisas em que já não reparamos?

Aprende-se muito quando se está a mostrar a nossa terra a uma pessoa amiga. Escolhem-se os caminhos que mais cantam, aqueles para os quais nunca temos paciência. O pasmo da nossa amiga abre-nos os olhos para a cegueira da nossa preguiça e falsa, falsa economia.”

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altos e baixos de um ciclista urbano, na medida exacta das biclas que sustenta

Um dos pontos altos na vida de um ciclista urbano é a eficiência da bicicleta na mobilidade urbana. Especialmente o modo como vive a cidade, evitando todo o stress diário proveniente das horas de engarrafamento urbano. Já um dos pontos baixos é quando em algum lugar ao longo do caminho a sua bicicleta faz birra.

Ultimamente as concubinas do meu agregado velocipédico têm-me dado água pela barba, a que não tenho, e feito desembolsar alguns muitos euros, que também não tenho. E a sequência de imprevistos têm-se multiplicado a um ritmo alucinante para a minha debilitada conta bancária. Cada qual na sua especialidade, e num curto espaço de tempo, para além de me terem deixado apeado, para depois voltar a casa a penantes, têm-me apresentado avultadas despesas de manutenção!

A coisa começou numa bela manhã quando levei a mais levezinha para um curto passeio e ela fez de mim o elo mais fraco. Subitamente, na mais inclinada escalada cá do burgo, a gOrka fartou-se dos meus abusos e quebrou a corrente que nos unia. Para mal dos meus pecados, e para lhe devolver a confiança e o glamour, tive depois de abrir cordões à bolsa ofertando-lhe fina joalharia italiana. Só depois de ver montados um desviador novinho em folha, a dentadura na roda e uma corrente de ouro, é que fez as pazes comigo. Assim, lá voltou ela toda lampeira a pavonear-se por aí.

Entretanto a Tripas teve uma contrariedade… quer dizer, eu é que fui contra um obstáculo. Numa noite escura e no regresso de um longo passeio, não enxerguei a borda de um passeio e assim se acabou o passeio. Assumo a culpa.  Tive um grande estouro a bordo da minha querida faz-tudo. Felizmente não senti a aspereza do asfalto mas fiquei de rastos quando vi a bela merda que fiz. O quadro não estava mesmo nada bonito. Ferida na sua beleza, a lista de danos é tão medonha que nem quero pensar. Ainda se encontra em reabilitação, internada nos cuidados intensivos da clínica iNBiCLA. Felizmente é recuperável, e dentro dos possíveis o prognóstico pode-se considerar favorável. Aguardo pacientemente voltar a tê-la nos meus braços, perfeita e refeita para me alegrar as pedaladas.

Na falta da Tripas, e para não molhar o rabo, nos dias à chuva tem sido a Maria del Sol a escrava para todo o commuting. Ora, com as molhadas invernais das últimas semanas a borracha vai desaparecendo dos calços, tal como os euros fogem dos meus bolsos. Mas já não é de agora que ela andava a pedir calços novos. Das últimas vezes que lhe apertava a manete do travão sentia cada vez mais forte um silvo metálico vindo do aro traseiro. Alerta imediato para se fazer o diagnóstico no especialista. E prontes, lá teve aqui o je de investir mais uns trocos num vêbreique ximano, a destoar de tudo o resto. Vai daí, no dia seguinte e no regresso a casa, talvez propositado por ter não lhe ter oferecido o par da frente para fazer pandan, ofertou-me ela um parafuso cravado no pneu da frente! Mais uma vez lá foi obrigado o pobre ciclista caminhar um par de quilómetros até à oficina mais próxima.

Mas a história não acaba aqui.

Ontem estava um belo dia de primavera inverno. Decidi que seria um dia perfeito para Sua Alteza dar um ar da sua graça e sair à rua. Sendo a fidalga uma bicla de requinte, achei que seria a altura ideal para a levar à secção de sapataria da Velo Invicta escolher uns bitorinos clássicos. Os velhos pneus já estavam a ficar mais carecas que o Barbosa. Pois a senhora não calça uns pneus quaisquer, não! 27 x 1 ¼ … e viva o luxo! Espantosamente, o serviço foi feito com toda a celeridade e mestria. Em meia hora já estávamos despachados, vai daí entendi estender o regresso ao doce lar e descemos à Ribeira.

Acelerava eu alegremente pela marginal do Douro quando começo a sentir Sua Alteza algo estranha. De início eram ligeiras as vibrações no guiador, as quais rapidamente foram dando lugar a saltos estranhos. Quando ela já ia aos pinotes abrandei, para de repente parar com o pneu da roda da frente estranhamente preso ao travão. Para meu espanto vejo o pneu fora do aro e com a língua à mostra! Que raios!!! O que se passou aqui? Uma vez que os pneus eram novos, caso tivessem pressão em demasia aliado ao aquecimento do ar no interior da câmara de ar,  não estando ainda a borracha do pneu bem “colado” ao aro, cedeu! Solução? Esvaziar totalmente o pneu frontal, recolocá-lo no aro e esperar que uma veloalma caridosa, e previdente, com bomba de ar para válvula shrader no kit de sobrevivência, me valesse. Mas não! Como ninguém apareceu, ou se voluntariou à força, lá tive eu, mais uma vez, de subir a íngreme Rua D. Pedro V a penantes de braço dado com a bela da bicicleta. Valeu o Urban Cicle Café estar a meio caminho e aberto para me restabelecer com um cimbalino e uma nata, e emprestar a bomba de ar para dar umas bombadas a Sua Alteza.

Bicicletas, vá-se lá entendê-las!

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fotocycle [221] simpli…cidade

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can’t miss [187] velopata

“Perguntam vocês “O que é um Velopata?”.

Tal como a descrição acima indica um Velopata é alguém que sofre de Velopatia, uma condição em que o indivíduo sofre de um amor incondicional por bicicletas. É alguém que acredita que o mundo seria um local bem melhor se TODOS andassem de bicicleta.

Não acreditam?” […]

Eu acredito, não fosse um caso perdido de velopatia aguda. Não fosse eu um velopata crónico, daqueles que não passa sem a dose diária de velocaína nas veias… acho que já estou a ressacar!

E acredito que, naquelas horas fora do selim, sentado numa cadeira rotativa em frente ao computador, tendo umas boas sessões de veloterapia literária, textos bem escritos, de ironia mordaz e boa disposição, velocomédia no seu melhor, me ajuda a passar melhor estes momentos de abstinência velocipédica… estou mesmo a ressacar!

Prontes, já que ainda é muito cedo para matar o vício ao pedal, vou aliviando os sintomas lendo as aventuras velocipédicas do Velopata. (https://velopata.wordpress.com/).

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entre a compaixão de quem envelhece ao volante, a ignorância dos pobres de espírito e a admiração pelos que pedalam contra ventos e preconceitos

Depois de ler esta “crónica” do Rafael Barbosa, editor executivo do Jornal de Notícias, vi a luz. Estive por estes dias a pensar e cheguei à conclusão que ando há anos a fazer isto mal! Afinal, “isto” é coisa de pobre! Isto de dar voltas e voltas aos pedais, enfrentando automobilistas e a chuva, exposto ao frio e ao sol abrasador, suando nas subidas, apanhando mosquitos nas descidas, ao vento, com lama nos pés e merda de pássaro no capacete, para chegar cansado e esfarrapado pelos tombos… Ando eu aqui a levar uma vida de pobre assim, me desapegando de tantas coisas boas da vida, como o quentinho da sofage, do ar condicionado, dos cavalos potência, do cú tremido! Que pai sou eu que deixa o filho sair à rua a pedalar para a universidade, coisa que faz desde os tempos da escola secundária, o que irão pensar de mim, meu deus! Que mau exemplo.

Bom, não vou negar que quem tem um carro velho, com quinze anos, estacionado na rua, e opta por uma bicicleta para se deslocar, de e para o trabalho, a fim de economizar na gasolina e no estacionamento (afinal de contas o preço do metro e do autocarro também não é barato) é porque tem um poder aquisitivo baixo, ganha mal e não se pode dar a luxos, não é mesmo? Por outro lado, usar o dinheiro que desperdiçaria com a gasolina poderia ajudar este pobre coitado a comprar comida no final do mês. Só que eu pensei em algo diferente, e só quem pode e junta um dinheirinho, pois que a pode comprar. A felicidade.

A bicicleta nos ensina que são as pequenas coisas que nos trazem a felicidade do dia-a-dia. E a felicidade também se compra, custa algum dinheiro, dinheiro que se poupa, na gasolina e no tempo, dinheiro que se gasta em manutenção e acessórios, ou na compra de mais uma bicicleta, que também não são nada baratas. Não quero dizer que o ciclista se contente com pouco. Longe disso! Mas digo que nós, os que entendemos bem o uso da bicicleta, não nos apegamos a coisas que nos trazem dor e sofrimento. Não nos apegamos a coisas que nos tiram a paz de espírito, e qualquer coisa que para muitos pode parecer uma criancice. Para nós ciclistas é algo muito agradável e maravilhoso: passear, trabalhar, divertir, viajar, conviver, entre muitas outras coisas.

Se perguntar a uma pessoa que trocou o carro pela bicicleta, para a sua mobilidade diária, como é que se sente hoje, certamente lhe dirá que se sente menos stressado, sente o tempo mais bem gasto e vê a vida com outros olhos. Nesta sociedade de consumo, onde o valor material tem um carácter muito mais fortuito do que essencial, fazer da bicicleta uma opção das nossas vidas não nos faz mais pobres. Podemos até ter o melhor carro, a maior casa do bairro, viver das aparências, coisas que só nos dão preocupações, a bicicleta pode ser, e é, a mola propulsora do sistema para uma melhor qualidade de vida. Dizer que “andar de bicicleta é coisa de pobre” é um preconceito descabido e retrógrado, de quem é de facto pobre de espírito, de quem sobrevive na bolha do popó, congestionando as ruas e as próprias coronárias. Deixa-te disso pá, desembrulha, pedala, sente a chuva na cara, sente o vento na pele, aprecia a paisagem à volta e a alegria de viver.

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reciclando [36] Stop. A vida parou. Ou foi o automóvel?

Desde novinho, ainda viajava eu no banco de trás do Fiat 600, aprendi a identificar a placa octogonal vermelha com quatro letras em branco e que indica paragem obrigatória (um triângulo invertido colocado dentro de um sinal circular onde constava a inscrição “Stop” foi usado durante anos). Desde crianças que todos fomos familiarizados com esse sinal de trânsito e o anglicismo inerente à palavra. Sendo um termo inglês, tem um significado universal e é conhecido praticamente em todo o mundo. Depois, com a licença de condução ainda verde na carteira, cumprimos religiosamente o código quando, ao volante, nos aproximamos de um desses autoritários STOP. Mas, com a prática e o consequente “à vontade”, o cumprimento vai abrandando. Às vezes, ao nos aproximarmos de um cruzamento, apenas calcamos o travão no último segundo. Olhar à esquerda, depois à direita, e, se não vier ninguém, então engrenar a primeira e voltar a acelerar. Se conseguirmos ver se caminho está livre, esquecemo-nos de parar ou, melhor ainda, de dar prioridade a quem a tem. A pretensão de obediência por vezes torna-se inconveniente. Nos sinais de stop, semáforo vermelho ou passadeira, alguns automobilistas hesitam, espreitam, reduzem a engrenagem mais para ver se a polícia está à vista do que para cumprir a regra, como se a simples presença da polícia o obrigasse!

O sinal de paragem obrigatória representa mais do que parece. Mais do que nos fazer parar e evitar um acidente, impõe-nos civismo, faz-nos recordar que estamos a jogar um jogo com a vida dos outros. Como ciclistas, devemos desenvolver o hábito de olhar para todos com desconfiança, principalmente nos cruzamentos. Mais agora, que não somos obrigados a ceder prioridade quando nos apresentamos pela direita, mas todos os veículos que se aproximam de um sinal de stop têm de parar. E eu presumo sempre que não vão parar. É raro o dia que testemunho automobilistas a falar ao telemóvel, na conversa com o passageiro do lado, a olhar para algo perdido no interior do carro. Até a comer ou a retocar o rímel no espelho retrovisor. Sinais que não estão a adoptar uma condução segura e que não estão minimamente atentos. A medida cautelar é soltar um pé dos pedais e preparar uma travagem de emergência, ou uma manobra rápida de evasão para evitar o encontro indesejado com a chapa de um carro. Por força do hábito, chamo a atenção dos automobilistas, mesmo que isso os irrite. Seja como for, na estrada, na nossa direcção, num cruzamento, quando não tivermos um sinal de Stop pela frente, nunca confiar. Quem nos diz que eles vão parar? E se não podem parar?!

ndr: “Stop. A vida parou. Ou foi o automóvel?”, é de leitura obrigatória o artigo de Carolina Toneloto: “O trânsito das grandes cidades faz com que a vida pare como no poema de Carlos Drummond de Andrade. Como viabilizar a mobilidade urbana sem causar tantos danos às pessoas, às cidades e ao meio ambiente?”

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can’t miss [186] smart-cities.pt

Para mim um tema quente, para Joana Ivónia é também uma questão pertinente.
Um texto imperdível.

Se cá nevasse, andávamos mais de bicicleta

“Se cá nevasse, andávamos todos muito mais de bicicleta e usaríamos os parques, as esplanadas e as crianças brincariam no exterior todos os dias. Não é assim que acontece nos países onde neva? Mas esta não é a nossa realidade. Portugal tem cerca de 300 dias de sol por ano e cerca de 250 dias sem chuva. Tem temperaturas amenas, com uma média mínima anual que não baixa os 10º C e uma temperatura média anual a rondar 16º C. […]

[…]
O estudo português sobre Independência de Mobilidade das Crianças, que data de 2012, coordenado pelo professor Carlos Neto da Universidade de Lisboa e integrado num estudo internacional pelo Instituto Policy Studies Institute, concluiu que as crianças portuguesas são das mais sedentárias e com menos liberdade para brincar, colocando-nos na 14ª posição em 16 países analisados. Recentemente, também foi difundida a notícia de um outro estudo da Skip que referia que as crianças têm menos tempo ao ar livre do que um presidiário, em que se referia que sete em cada dez crianças passam uma hora ou menos ao ar livre por dia. Transpondo este cenário nacional para a utilização da bicicleta, percebemos que, em Portugal, assumimos com demasiada naturalidade que a bicicleta é para os dias bons de primavera e verão.

Nos países nórdicos, o clima é bem diferente do nosso, mas nem isso os demove de ter os mesmos hábitos de mobilidade e de vivência do espaço exterior independente da estação do ano. Os nórdicos reforçam continuamente a mensagem de que não há mau tempo, mas sim roupas não adequadas. Por isso, por lá, encontramos as crianças equipadas com impermeáveis e galochas a caminho da escola, nos parques, nos recreios e sem limite mínimo de idade. Mesmo os bebés, nas creches, passam cá fora um tempo diário no recreio a apanhar o ar livre, dentro das alcofas, independentemente de ser ar frio.

Nestes países, a taxa de utilização da bicicleta é também incrivelmente superior à nossa, que é à volta de 1%. A média europeia ronda os 8%, com a Holanda a liderar com cerca de 36% de utilizadores, segundo dados fornecidos pela European Cycling Federation. Nos países com mais utilizadores de bicicleta, as pessoas não têm uma bicicleta de verão e um carro de inverno, as crianças não hibernam dentro de casa nos meses mais frios e as esplanadas adaptam-se com mantinhas e aquecedores, mas não fecham.

Será que é mesmo a neve que faz com que as pessoas saiam de casa, libertem as crianças e andem mais de bicicleta?”

(Podes ler na íntegra este interessante artigo em: http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/se-ca-nevasse1601joanaivonia-cidadao/)

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“percurso lusitano” by Robert Schad

Quem sabe se não será uma boa dica, pegar na bicla e pedalar de norte a sul do país à procura das esculturas plantadas pelo escultor alemão Robert Schad.

A obra de Robert Schad, “Percurso Lusitano”, está espalhada em 20 locais diferentes de Portugal, mais de 50 esculturas numa exposição que se revela única, tanto no número de esculturas expostas como na distribuição espacial das mesmas.

“As linhas que determinam as suas esculturas constituem um “fio condutor“ que atravessa o país e permitem novos pontos de vista e perspetivas sobre os locais em que as esculturas se encontram.”

Este Percurso Lusitano é mesmo uma Volta a Portugal. No site schad-percursolusitano.pt/ podemos ver no mapa os sítios da exposição.

Caso residas no Grande Porto e não tens tempo para dar a volta completa, no eixo marítimo entre Canidelo e a Granja podes descobrir e apreciar este tipo de arte urbana em quatro desses locais de exposição.

Boas pedaladas.

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e um ano depois, aos 106…

… com muitas frutas e muitos legumes, ele continua a pedalar, com ou sem rodinhas!

 

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reciclando [35] velo… cidade

a pedalar para o trabalho

Nunca é demais relembrar as razões pelas quais se pode incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. São as mais variadas, no entanto uma dessas razões me mereceu maior importância quando adquiri o hábito de pedalar para o trabalho: A pontualidade. Entendo que possa parecer um pouco estranho, mas só será realmente difícil de entender para quem ainda não pedala na cidade à hora de ponta.

Mais do que um dado evidente, trata-se acima de tudo da comprovação de qualquer ciclista urbano no seu commute diário. E a minha dedução é simples: Um ciclista que pedale por vias urbanas a uma velocidade média de 15 km/h. e preveja completar um percurso de 5 km, a sua experiência diária demonstra de uma forma convincente que demorará cerca de 20 minutos a chegar ao destino, sem pressas. Um semáforo vermelho a mais ou a menos, as subidas, o vento, a chuva, tudo isso pouco interfere. As variantes estarão sempre dentro de uma margem de erro razoável.

a voltar do trabalho

Salvo algum acidente de percurso, um furo ou assim, a relação distância/tempo torna o ciclista um cidadão cumpridor dos seus horários, algo que para os habitantes automobilizados (no carro ou em transportes colectivos) nem sempre se torna exequível. Com as facilidades trazidas pelos mapas, disponíveis nas novas tecnologias, um ciclista precisa apenas delinear qual o melhor percurso para saber a distância, e com um simples cálculo matemático avaliar o tempo necessário para que cumpra a viagem pretendida.

Com congestionamentos ou sem constrangimentos, durante as horas de ponta ou a altas horas da madrugada, quem pedala saberá sempre quanto tempo demora ir daqui para acolá, do A ao ponto B e voltar ao ponto A. Com as contrariedades de quem diariamente depende de combustíveis para se locomover, o ciclista urbano torna-se um pouco numa personagem mítica. Ela é capaz de dominar o tempo. A grande verdade é que com a bicicleta se socializa, se aproveita a cidade e se promove a qualidade de vida. Dita alguma experiência das pedaladas pela minha cidade que, com a bicicleta, o andar a pé e o Metro, juntos ou em separado, sustentam a mobilidade urbana.

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