can’t miss [186] smart-cities.pt

Para mim um tema quente, para Joana Ivónia é também uma questão pertinente.
Um texto imperdível.

Se cá nevasse, andávamos mais de bicicleta

“Se cá nevasse, andávamos todos muito mais de bicicleta e usaríamos os parques, as esplanadas e as crianças brincariam no exterior todos os dias. Não é assim que acontece nos países onde neva? Mas esta não é a nossa realidade. Portugal tem cerca de 300 dias de sol por ano e cerca de 250 dias sem chuva. Tem temperaturas amenas, com uma média mínima anual que não baixa os 10º C e uma temperatura média anual a rondar 16º C. […]

[…]
O estudo português sobre Independência de Mobilidade das Crianças, que data de 2012, coordenado pelo professor Carlos Neto da Universidade de Lisboa e integrado num estudo internacional pelo Instituto Policy Studies Institute, concluiu que as crianças portuguesas são das mais sedentárias e com menos liberdade para brincar, colocando-nos na 14ª posição em 16 países analisados. Recentemente, também foi difundida a notícia de um outro estudo da Skip que referia que as crianças têm menos tempo ao ar livre do que um presidiário, em que se referia que sete em cada dez crianças passam uma hora ou menos ao ar livre por dia. Transpondo este cenário nacional para a utilização da bicicleta, percebemos que, em Portugal, assumimos com demasiada naturalidade que a bicicleta é para os dias bons de primavera e verão.

Nos países nórdicos, o clima é bem diferente do nosso, mas nem isso os demove de ter os mesmos hábitos de mobilidade e de vivência do espaço exterior independente da estação do ano. Os nórdicos reforçam continuamente a mensagem de que não há mau tempo, mas sim roupas não adequadas. Por isso, por lá, encontramos as crianças equipadas com impermeáveis e galochas a caminho da escola, nos parques, nos recreios e sem limite mínimo de idade. Mesmo os bebés, nas creches, passam cá fora um tempo diário no recreio a apanhar o ar livre, dentro das alcofas, independentemente de ser ar frio.

Nestes países, a taxa de utilização da bicicleta é também incrivelmente superior à nossa, que é à volta de 1%. A média europeia ronda os 8%, com a Holanda a liderar com cerca de 36% de utilizadores, segundo dados fornecidos pela European Cycling Federation. Nos países com mais utilizadores de bicicleta, as pessoas não têm uma bicicleta de verão e um carro de inverno, as crianças não hibernam dentro de casa nos meses mais frios e as esplanadas adaptam-se com mantinhas e aquecedores, mas não fecham.

Será que é mesmo a neve que faz com que as pessoas saiam de casa, libertem as crianças e andem mais de bicicleta?”

(Podes ler na íntegra este interessante artigo em: http://www.smart-cities.pt/pt/noticia/se-ca-nevasse1601joanaivonia-cidadao/)

Anúncios

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
Esta entrada foi publicada em can't miss it com as etiquetas , , , , , , , , , , . ligação permanente.

apenas pedalar ao nosso ritmo.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s