O Miguel no seu 1PNPeONP lançou o isco e eu apenas segurei o guiador com ambas as mãos, e acelerei nas teclas motivado a colaborar com o meu testemunho a pedal e “contribuir com umas linhas sobre a minha experiência, percurso realizado diariamente, principais dificuldades que encontrei e sugestões para dar aos ciclistas do Porto”.
Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40.
Era apenas mais um dos (auto)imobilizados no engarrafamento urbano. Perdia paciência e euros só para estacionar o popó perto do trabalho, bem no centro da cidade. Com o início da revolução intermodal que o Metro proporcionou à área metropolitana, e dispensado de algumas obrigações paternais, voltei a ser adepto das caminhadas e sócio dos transportes públicos. Sem querer, mas dando-me já conta disso, a obesidade e a ferrugem pesavam-me no corpo e, a partir de uma certa altura da vida, ou se começa a ter alguns cuidados físicos e abandonar maus hábitos, ou então poderá ser mais difícil nos convencermos, se nos queremos sentir mais fortes e saudáveis, que teremos de adoptar outros estilos de vida mais ousados. Vai daí, comprei duas biclas, a Etielbina para mim e Maria del Sol para a minha cara metade, aumentei a frota com a pequena para o meu pequenote e, mais tarde, tive de arranjar espaço para a Gorka lá na arrecadação. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem, é absorver todo o prazer que elas me têm proporcionado.
(e a pedalada continua…)


















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