testemunho a pedal [2]

Os meus percursos a pedal podem não ser diários mas são variados. A descoberta é ilimitada. Tanto dá para esporadicamente pedalar até à escola, para as reuniões da Associação de Pais, para ir ao Dragão actualizar a filiação, ou simplesmente para apanhar ar nas trombas, a bicicleta encurta distâncias e junta o útil ao agradável. E o passeio que mais possibilidades me garante é o que faço sempre que vou a casa dos meus pais. De minha casa, na Prelada, desço a Avenida da Boavista até ao Castelo do Queijo. Aproveitando a nortada na marginal, da Foz à Ribeira é um instantinho. Bom, aí há sempre a possibilidade de seguir o rio até à barragem e atravessá-lo lá, mas desta vez estou preguiçoso e cruzo o Douro na ponte para entrar em Gaia. Sempre com a apaixonante tela invicta a acompanhar-me, faço um sprint pela Afurada até ao Cabedelo, reencontro o mar e sigo na orla até à Praia da Madalena para visitar a famelga, ou então para ir muito mais além. Outra pedalada mais ou menos regular é para o trabalho. E para arrepiar caminho, até porque marco o ponto às oito horas, opto por um destes dois trajectos a partir da Prelada: Depois de passar pelo Hospital, viro para o Carvalhido, sigo por Oliveira Monteiro, cruzo a Rua da Boavista até à igreja de Cedofeita e, a partir daí, qualquer direcção serve para o Jardim do Carregal. Este percurso tem o inconveniente do piso ruim e ruas estreitas, mas é quase plano, simples de fazer e encontro menos trânsito; A alternativa é entrar na Rua 5 de Outubro pela Estação de Francos, seguir cuidadoso para a Rotunda da Boavista, descer e subir Júlio Dinis, no Palácio viro para a D. Manuel II e voilá, eis-me no serviço 5km depois. Por aqui as ruas são largas, o piso é melhor, sobe um pouquinho e tem sempre bastante trânsito. Mas nem tudo são rosas quando se pedala na cidade. Há muita falta de respeito por parte de alguns condutores que não conseguem seguir a vida fora das suas caixas metálicas com vidros eléctricos e ar condicionado. Essas pessoas toleram um carro a mais nos incontáveis engarrafamentos, mas não costumam ver com bons olhos um ciclista desprotegido que se locomove à sua frente sem poluir. Mesmo sendo o ciclista um carro a menos! Acredito no entanto que se formos cada vez em maior número até estes se habituarão a conviver com os “maluquinhos” das bicicletas.

 

(e a pedalada continua…)

 

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
Esta entrada foi publicada em motivação. ligação permanente.

8 respostas a testemunho a pedal [2]

  1. Teté diz:

    >A fotografia é giríssima, do percurso entendi muito pouco, mas espero que ajude os teus amigos aí da Invicta a arranjar alternativas ao trânsito… 🙂

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  2. >Gosto da nova foto do perfil. Quanto ao desrespeito dos automobilistas pelos ciclistas, unam-se, pá, um dia serão mais do que eles. Mas nunca brinquem ao "let's play chicken", o carro é mais duro que a bicicleta.

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  3. >Provavelmente já nos cruzámos alguma vez nesses percursos, Paulo. Mas eu não ia de bicicleta, certamente, porque nunca levo a bicicleta para o Porto.

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  4. paulofski diz:

    >Então com a prestimosa colaboração do Miguel e do seu extraordinário trabalho no 1 pé no Porto e outro no pedal, aqui está um mapa de precurso casa/trabalho.

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  5. paulofski diz:

    >Ajuda certamente Teté.

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  6. paulofski diz:

    >Ó Rafeiro, desde aquele belo fim de tarde em que enfiei os… a bicla na traseira de uma Renault 4L, que passei a brincar com mais cuidado! Uiii…

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  7. paulofski diz:

    >Provavelmente já Carlos, mas não te daria boleia. Eu apearia da bicicleta para te cumprimentar.

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  8. Kok diz:

    >Em passo acelerado na direcção do capítulo 3º

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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