ainda é “pouca-terra” mas vai entrando nos carris!

Resolução n. 43 2013fonte: http://dre.pt/pdf1sdip/2013/04/06500/0195001951.pdf

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the pre-match biking

Serena Williams

Normalmente, não leio tudo o que mister Google me sugere. Por uma questão de preguiça mental, tempo ou pachorra, deixo que ele me faça a papinha toda e procure por mim algo específico, algo relacionado por exemplo com a bicicleta no noticiário global diário. Algumas coisas para me entreter, outras boas para possivelmente divulgar aqui.

Ora um destes dias andava eu a pesquisar à unha pela imprensa estrangeira e tropecei numa curiosa notícia sobre uma diva bem conhecida do ténis mundial. Mesmo sendo ela uma tenista de top, o foco da notícia não versava as suas conquistas no court.  As letras gordinhas diziam:  “Serena Williams rode her bike to a match to beat traffic”. Assim de repente, pensava eu ser apenas mais uma dessas notícias tingidas a cor-de-rosa, coscuvilhice pura, onde famosos se envolvem em algum tipo de acidente, ou coisa do género, no trânsito. Mas não, afinal nem só de negativo dão destaque às notícias sobre ciclistas. O relato era curto e debruçava-se sobre a forma serena como a desportista fintou um enorme engarrafamento em Key Biscayne, na Flórida, para chegar a tempo e horas a um jogo desse importante torneio.

Aparentemente, ela tinha apenas oito minutos para chegar ao local do torneio, mas não tinha maneira de chegar lá porque a estrada principal estava entupida com o transito parado. Para se safar, o seu primeiro pensamento foi pedir ao staff do hotel um carrinho de golfe. Sendo de circulação ilegal na via pública, claro está que o carrinho foi imediatamente descartado. Depois de também recusar o motor de uma bicicleta eléctrica, aceitou de bom grado a proposta de ir a pedalar até ao torneio, respondendo: “’I really don’t do bicycles, but I will today.”!!! Nem arrisco a tradução, mas o facto é que a necessidade fez a ocasião. Serena pode não ter o hábito de ir a pedalar para os torneios mas desta forma acabou por descobrir a melhor opção e, sobretudo, ela gostou: “Foi muito divertido. Esta será provavelmente uma das minhas melhores memórias, ir de bicicleta para um jogo. Isto é muito fixe. “

Nem sei porque Serena demorou tanto para descobrir as vantagens e alegrias de utilizar a bicicleta como meio de transporte! A bicicleta seria até benéfica como forma de treino! Bom, esta é mais uma evidência em como pedalar uma bicicleta é o ideal para ultrapassar o trânsito engarrafado, e faz todo o sentido até para a sobranceira “carrocultura” americana.

“The pre-match biking didn’t seem to have any ill-effect on Serena. She defeated Morita 6-3, 6-3.”

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can’t miss [39] urbscapeblog.wordpress.com

Onde se anda mais de bicicleta

ranking bicla portugal

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watching the river flow

Douro

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ciclofilia [82] The faraday Effect

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build it then ride it

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fazer “montanhas” de quilómetros

foto Ricardo Cruz

foto Ricardo Cruz

Não há sensação tão boa quanto a de viajar por um lugar bravio. Pedalar por onde podemos tocar os espíritos da natureza, ouvir e sentir as pessoas, o ar pitoresco das aldeias, os animais, sinos e canções antigas. A terra lavrada, o ritual do campo, onde a vida corre lindamente, contrastando com o cinzento do horizonte. A paz e sossego que conseguimos encontrar quando nos afastamos das cidades, pedalando apenas! Observar o movimento das nuvens, os vales de manto verde, onde pedalar por entre eles, no ziguezegue da estrada, torna a viagem no mais puro prazer. Caminho aberto, subida após descida… após subida. Pedalar aqui, é trazer para junto de nós a nossa existência. Gosto de estar ali, perto, bem perto, a fazer as delícias da minha máquina fotográfica. Fazer “montanhas” de quilómetros, com mesma audácia que nos faz continuar. E assim o fizemos! 

bull horn para hipsters

bullhorn para hipsters

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can’t miss [38] idonotdespair.com

Folding bike – seats three

folding bike made for three

 

… três ou quatro!

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fotocycle [79] the pupil and the master

the pupil and the master

 

EN205 Braga-Cabeceiras de Basto

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esse estilo Randonneur

Gilbert Herse

classicrendezvous – Gilbert Herse

Sempre gostei de ver aquelas velhas bicicletas francesas e inglesas de estilo touring, em que homens e mulheres se aventuravam para lugares distantes, desenhando o optimismo em desenfreadas pedaladas por poeirentas estradas. O bucólico ambiente do Country Side, do golden age da bicicleta e o romantismo da Provence, do antes, durante, e do pós-guerra, dependendo da data da fotografia.

Naturalmente que gostaria de viajar e construir o meu próprio sonho tourer, palmilhar mundo numa randonneira clássica com todos os apetrechos a que ela tem direito. Para mim um dos elementos mais distintos das bicicletas francesas e inglesas estilo touring ou randonneur, são por exemplo os alforges de couro e malas de guiador, tudo isso feito à mão por hábeis artesãos numa cave escura, onde podemos resguardar uma máquina fotográfica, um livro, uma garrafa de vinho e uma toalha de mesa para a merenda. Não é que um saco Ortlieb não tenha a mesma função e não deixe de ser elegante, mesmo que necessite de um rack frontal e/ou traseiro para se segurar, tudo isso junto somando uma bonita e pesada factura.

Até é bem possível que o faça um dia, mas não é fácil encontrar a bicicleta certa, com padrões clássicos, acessórios antigos a preços também antigos. E também não é coisa que consiga do pé pr’á mão, ter a elegância de pedalada numa bicicleta condigna, bem ao estilo de uma era passada. Vai daí juntei a necessidade premente ao facto de ter na minha posse coisas contemporâneas. Combinei acessórios das outras minhas  biclas e tornei a minha speeder numa maravilhosa bicla de carga, porque de longo curso já ela é. Para tal, bastou-me desenrascar umas abraçadeiras para a escora e uma espécie de anilha com aperto de espigão com roscas laterais para apoiar o porta-couves. Até que não foi considerada uma má ideia. Sem querer fazer grandes despesas para uma única, longa e desgastante viagem, eu queria aproveitar o que tinha, ter uma bicicleta prática e rápida q.b. E  foi este o toque final, perfeito para meu sonho tourer pós moderno.

em Amarante

em Amarante

Encaixado o porta-couves, que com o improviso de um saco plástico serviu também de guarda-lamas traseiro, pendurei-lhe um alforge de 15L. da Decathlon. Para poupar as minhas nádegas às longas horas de rabo alapado, troquei-lhe o selim tipo tábua de passar a ferro pelo Brooks da Alteza. Gamei as luzes magnéticas da bicla do meu herdeiro e acrescentei-lhe outras extra. Com toda essa parafernalia, a gOrka engordou uns quilos mas cumpriu garbosa a sua função.

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