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Etielbina, a fiel companheira
Gorka, devoradora de Km’s

a outra Maria, a Del Sol

… abram alas a Sua Alteza

o Rafa na Metallicaaaaaaa…

fusão, harmonia, união… numa bicla que é(ra) Cósmica

Tripas iNBiCLA que me faz(ia) bater o coração

la bamBina Pinarello

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a Maneirinha da Canyon
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watching the river flow
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ciclofilia [82] The faraday Effect
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build it then ride it
Publicado em filme
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fazer “montanhas” de quilómetros
Não há sensação tão boa quanto a de viajar por um lugar bravio. Pedalar por onde podemos tocar os espíritos da natureza, ouvir e sentir as pessoas, o ar pitoresco das aldeias, os animais, sinos e canções antigas. A terra lavrada, o ritual do campo, onde a vida corre lindamente, contrastando com o cinzento do horizonte. A paz e sossego que conseguimos encontrar quando nos afastamos das cidades, pedalando apenas! Observar o movimento das nuvens, os vales de manto verde, onde pedalar por entre eles, no ziguezegue da estrada, torna a viagem no mais puro prazer. Caminho aberto, subida após descida… após subida. Pedalar aqui, é trazer para junto de nós a nossa existência. Gosto de estar ali, perto, bem perto, a fazer as delícias da minha máquina fotográfica. Fazer “montanhas” de quilómetros, com mesma audácia que nos faz continuar. E assim o fizemos!
Publicado em marcas do selim
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fotocycle [79] the pupil and the master
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esse estilo Randonneur
Sempre gostei de ver aquelas velhas bicicletas francesas e inglesas de estilo touring, em que homens e mulheres se aventuravam para lugares distantes, desenhando o optimismo em desenfreadas pedaladas por poeirentas estradas. O bucólico ambiente do Country Side, do golden age da bicicleta e o romantismo da Provence, do antes, durante, e do pós-guerra, dependendo da data da fotografia.
Naturalmente que gostaria de viajar e construir o meu próprio sonho tourer, palmilhar mundo numa randonneira clássica com todos os apetrechos a que ela tem direito. Para mim um dos elementos mais distintos das bicicletas francesas e inglesas estilo touring ou randonneur, são por exemplo os alforges de couro e malas de guiador, tudo isso feito à mão por hábeis artesãos numa cave escura, onde podemos resguardar uma máquina fotográfica, um livro, uma garrafa de vinho e uma toalha de mesa para a merenda. Não é que um saco Ortlieb não tenha a mesma função e não deixe de ser elegante, mesmo que necessite de um rack frontal e/ou traseiro para se segurar, tudo isso junto somando uma bonita e pesada factura.
Até é bem possível que o faça um dia, mas não é fácil encontrar a bicicleta certa, com padrões clássicos, acessórios antigos a preços também antigos. E também não é coisa que consiga do pé pr’á mão, ter a elegância de pedalada numa bicicleta condigna, bem ao estilo de uma era passada. Vai daí juntei a necessidade premente ao facto de ter na minha posse coisas contemporâneas. Combinei acessórios das outras minhas biclas e tornei a minha speeder numa maravilhosa bicla de carga, porque de longo curso já ela é. Para tal, bastou-me desenrascar umas abraçadeiras para a escora e uma espécie de anilha com aperto de espigão com roscas laterais para apoiar o porta-couves. Até que não foi considerada uma má ideia. Sem querer fazer grandes despesas para uma única, longa e desgastante viagem, eu queria aproveitar o que tinha, ter uma bicicleta prática e rápida q.b. E foi este o toque final, perfeito para meu sonho tourer pós moderno.
Encaixado o porta-couves, que com o improviso de um saco plástico serviu também de guarda-lamas traseiro, pendurei-lhe um alforge de 15L. da Decathlon. Para poupar as minhas nádegas às longas horas de rabo alapado, troquei-lhe o selim tipo tábua de passar a ferro pelo Brooks da Alteza. Gamei as luzes magnéticas da bicla do meu herdeiro e acrescentei-lhe outras extra. Com toda essa parafernalia, a gOrka engordou uns quilos mas cumpriu garbosa a sua função.
Publicado em viagem
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reportagem: A bicicleta não está morta
Este é um trabalho elaborado pela Alexandra João Martins e no qual tive o privilégio de participar há uns meses (embora tenha palavreado muito mais do tempo de antena). Podem ouvir a reportagem aqui.
Publicado em motivação
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o apelo da estrada
Randonneurs, Audax, o objectivo é divulgar e estimular o ciclismo de longa distância e criar condições para que os ciclistas vençam os seus próprios desafios. A coisa começou assim.
Em 1891, as pessoas não sabiam bem onde poderiam chegar numa bicicleta. Alguns crentes, audaciosos, davam já as primeiras pedaladas em corridas de velódromo ou no cicloturismo a cobrir longas distâncias de estrada. Naquela época, aquilo a que chamavam estradas não passava de trilhos aterradores, empoeirados no calor e lamacentos depois da chuva. Algumas ruas das cidades eram de paralelepípedo, bastante agreste tanto para o esqueleto humano como para a resistência das máquinas. A história do Audax confunde-se com a história do Paris-Brest-Paris Randonneurs. Depois da Bordeaux-Paris, uma corrida de estrada de 572 kms, no Verão de 1891 ocorreu a inaugural Paris-Brest-Paris (PBP), corrida tornada mítica pois desde sempre cativou a atenção dos entusiastas das biclas. Antecessora do Tour de France, o PBP é o desafio de resistência, habilidade e determinação mais antigo ainda realizado com regularidade na estrada. Vedada aos ciclistas profissionais, cada participante tem de pedalar os mais de 1200 km num tempo limite de 90 horas. À passagem pelas “cidades controle” é exigido aos participantes parar para ser carimbado e assinado o cartão de controle, procedimento praticado até hoje. Só para que conste, o vencedor da corrida inaugural foi Charles Terront, que entrou triunfante em Paris após pouco menos de 72 horas a pedalar e sem dormir. Assim nasceu a fama do PBP. Ao longo dos anos, houve algumas mudança, o que não será de se estanhar pois o mundo actual é um lugar bem diferente que em 1891. De qualquer forma, a sua mística é perdurável e os desafios que os randonneurs de hoje encontram nos vários brevets que completam, permanecem eternos e destacam-se pela sua determinação, espírito e amor à camisola. A prova tem na realidade 1.225 km de distância e 9.539 metros de subidas acumuladas. Uma pedalada longa e extrema, contra o relógio, assegura que somente os randonneurs mais tenazes recebem a prestigiosa medalha e tenham o seu nome escrito no “Grande Livro” do evento.
Há conta de um por ano, nos recentes cinco, fiz os meus “brevets privativos” entre o Porto e Fátima. Em Fevereiro, cumpri o meu primeiro brevet seguindo os regulamentos da cultura randonneur. A bordo da Alteza, uma bicla sem mudanças bem ao espírito randoneiro do antigamente, completei os 200km do L’Antique organizado pelos Randonneurs de Portugal! Depois virão os 300, os 400, os 600 (!!!)… Mas antes de qualquer outro desvairo, aceitei a proposta do Fernando para “pioneirizar” uma Flèche. E o que é isso da Flèche? Bem, são apenas 24 horas de rabo sentado num selim, a rodar pernas por mais de 360km, o que equivale a uma média de 15 km/hora. Canja, não é!? Assim, amanhã e depois da ligação por comboio, farei uma “Flèchada” com a cara ao vento, à chuva, e na boa companhia, do Jacinto, do Ricardo e do Fernando. Partiremos às 10 horas de Braga, passando por Mondim de Basto, Amarante, Régua, Lamego, Viseu, numa route pioneira pelos caminhos de Portugal até ao meeting point, em Coimbra, pelo que às 10 horas de Domingo esperamos encontrar a equipa que vem de sul.
Nos preparativos para a festa tenho vacilado muito na escolha da bicicleta a levar! Inicialmente pensei ir na Cosmos, bicla facilmente transformável em randoneira, com uma geometria menos racing que não iria flagelar tanto as minhas costas, só que o mesmo já não digo das pernas, pois os andamentos dela são bem durinhos. Com um acumulado de mais de 4 mil metros de altimetria, numa bicla leve, com andamentos leves, posso garantir um desempenho óptimo. Para tal tenho esta, uma bicicleta com andamentos adequados às subidas, que evita ter de levantar o rabo do selim e pedalar em pé a qualquer desnível, evitando um desgaste extenuante e desnecessário. O ciclismo de longas distâncias quer geometrias variadas, rodas robustas, pneus resistentes, equipamentos diversos, selins amigos, e pede faróis. O kit assenta-lhe bem e como é para devorar quilómetros decidi que vou na gOrka. Dá-me garantias. Além de todo o equipamento obrigatório constante dos regulamentos, nos alforges devo ter pelo menos duas câmaras-de-ar de boa qualidade, um jogo de ferramentas simples, espátulas, roupas quentes e impermeáveis, baterias, comida, papel higiénico… Não esquecer uma boa alimentação antes de uma longa pedalada. Um pequeno-almoço bem reforçado, pão, bananas, carboidratos, mas nada de alimentos que soltem os intestinos. Muita água, e quando parar num tasco junto à estrada peço sopa. Entretanto, se carecer daquela bomba de açúcar e sódio, uma coca-cola faz milagres. Estudado o trajecto, bicla nos trinques, é fundamental que me deite cedo e durma bem para acordar bem humorado e cheio de pica, a receita certa para transpor todos os obstáculos. Bora lá fazer a soneca…
Publicado em desafio
Etiquetas bicicultura, desafio Audace, fotografia, história, longas pedaladas, motivação, outras coisas, randonneur
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