Há um par anos comprei uma bicicleta nova. Agora que finalmente chegou o dia da última prestação não me custa tanto a acreditar o quanto paguei por ela. Foram dois anos que passaram rápido. Tem me levado a muitas paragens e por mais que tente perdi a conta aos quilómetros que já pedalei com esta bicla. Algumas dezenas de milhar, pr’aí!
Com as surras que tem levado a bicha se tem portado muito bem. Ainda parece nova e os componentes estão em boas condições. Hoje tudo é feito com o objectivo de reduzir o peso, às vezes resultando em menor qualidade e menor durabilidade. E, ainda por cima, a redução do peso vem com um preço ampliado. No entanto este não é o caso. O quadro e a maior parte dos componentes são em alumínio e tem carbono suficiente para criar um novo ecossistema, desde que eu saiba que ordem seguir para reagrupar as moléculas, e que quantidade de músculos usar, como é óbvio!
Sei que corro o risco de parecer gabarolas quando apareço com esta bina junto dos meus amigos, mas afinal foi apenas juntar um desejo antigo de voltar a pedalar uma moderna bicicleta de estrada e a ocasião de um bom negócio. E mais a mais não chega a sete quilos de bicla, o que a torna bastante maneirinha.





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