reciclando [4] cidade “ciclável”, um mito viável

cidade ciclável #1
As cidades não têm facilitado o modo como aproveitamos o espaço e o tempo. O ritmo de vida tornou-se rápido, apressado, urgente. O espaço ficou apertado e as pessoas foram engolidas pela voracidade de um quotidiano cada vez mais competitivo. Os portuenses, como outros habitantes de muitas cidades do mundo inteiro, reclamam uma série de mudanças em várias áreas da sua vida: saúde, trabalho, educação, hábitos alimentares, entretenimento, mobilidade… E, em grande medida isso deve-se às “regras” impostas pela sociedade: comer rápido, trabalhar mais, ter um carro, etc. Será que já nos questionamos onde nos vai levar esse estilo de vida? Será uma visão utópica desejar um futuro e estilo de vida melhor? É possível trazer a mudança através do ciclismo urbano? É pois!

cidade ciclável #2

Lentamente, as metrópoles contemporâneas procuram soluções de transformação com implicações no desenvolvimento e na estrutura urbana, social e cultural. As propostas de mobilidade não motorizada que lentamente surgem, propõem uma mudança de hábitos dos habitantes. A poluição ambiental, o mau planeamento urbano, a deterioração do espaço, o aumento da circulação automóvel, são ameaças às suas justas pretensões. As vantagens da bicicleta como meio de transporte alternativo, regular, económico, ecológico e saudável, são imensas. É uma das formas de recuperar o bom ritmo da cidade, do civismo e boas maneiras, que caracterizam uma sociedade civilizada. A bicicleta é um elemento de união. Traz felicidade, exercita não só o corpo, mas também a mente. Resgata o espaço público e permite que milhares de pessoas, de todas as idades, possam apreciar as ruas da cidade, a sua arquitectura, seus parques e, ao mesmo tempo, reúne as famílias, os cidadãos e os turistas numa convivência saudável.

cidade ciclável #3

Mas para ser uma óptima opção e ajudar a mobilidade, a bicicleta pode exigir um pouco de dedicação. Pedalar todos os dias e ir para as ruas circular, espremido entre os veículos nas estreitas ruas, não é nada fácil. Eu percebo que é um pouco arriscado driblar o trânsito das grandes cidades, atendendo às várias dificuldades que se depara a um pretendente commuter: a falta de vias que sejam cicláveis, os obstáculos naturais, os elementos da natureza, a exigência física. Infelizmente são muito poucas as ruas que oferecem espaço dedicado ou reservado aos ciclistas, o que obriga a uma convivência por vezes atribulada entre todos. Basta avaliar e comparar o espaço que os automóveis ocupam nas cidades com o espaço utilizado pelos ciclistas. O grande problema é que as infra-estruturas dirigidas aos ciclistas não incentivam e não estimulam nem mesmo os ciclistas esporádicos a fazerem uso da bicicleta com maior intensidade, muito menos conseguem atrair os que utilizam outros meios de transporte.

cidade ciclável #4

Para que ocorra uma mudança significativa na mobilidade nas nossas cidades, seria necessário traçar metas ousadas para os próximos anos. Urge contribuir para recuperar a qualidade de vida urbana. Não é uma utopia, tanto que muitas cidades no mundo inteiro já o fizeram. Mas isso depende dos governos, de uma boa administração dos recursos existentes e das escolhas correctas por parte do poder camarário. Aí sim, saberemos que a mudança engrenou, que as cidades melhoraram e corrigiram o caminho, rumo a um progresso sadio. Mas sabemos a que velocidade essas mudanças ocorrem. Apesar de tudo, há mais gente a pedalar nas ruas e isso é de salutar. Devemos ocupar o nosso espaço, perder o medo, discutir se for o caso, viajar de bicicleta e aprender a respeitá-las no trânsito.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , | Deixe o seu comentário

passatempo Sexta de Bicicleta… é pra amanhã

sexta de bicicleta

“Certamente conhecem o projeto Sexta de Bicicleta da MUBi. É uma iniciativa que convida todos os portugueses a assumirem voluntariamente o desafio de tentarem usar a bicicleta como meio de transporte às sextas feiras. Se ainda não estão inscritos, visitem já o site do projecto: http://sextadebicicleta.mubi.pt/

Esta sexta-feira teremos novo passatempo, desta vez gentilmente
patrocinado pela Escola da Cenas a Pedal.

Desafiamo-vos a partilharem uma foto ou vídeo curto (<1min) da vossa Sexta de Bicicleta, acompanhados de uma frase simples. Podem partilhar diretamente na página facebook do Sexta de Bicicleta1 ou enviar por email para sextadebicicleta@mubi.pt.

As vossas contribuições devem relacionar-se com um tema que será divulgado ainda hoje! A participação vencedora será aquela que receber mais “gostos” depois de partilhada na nossa página facebook, entre aquelas que melhor ilustrem o tema.

Como prémio, a Escola da Cenas a Pedal oferece um vale de oferta de 40 € aplicável na oferta da escola (workshops, aulas regulares, cursos intensivos) ou uma mensalidade (65 €) na compra das primeiras duas mensalidades, para quem se inscreva no Nível 1.1 ou 1.2.

Mais informações aqui: http://escola.cenasapedal.com/as-aulas/conducao/

Contamos com as vossas contribuições!

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , , | Deixe o seu comentário

ciclovia para a freguesia

Meio milhão de euros para rede de ciclovias

Ciclovias de Matosinhos“A Câmara de Matosinhos aprovou hoje a execução das ciclovias da Quadra Marítima, parte integrante da rede para incentivar a utilização da bicicleta como transporte alternativo, um investimento que vai ascender ao meio milhão de euros.

A proposta de execução da geometria dos traçados das ciclovias da Quadra Marítima de Matosinhos, distrito do Porto, foi hoje aprovada, por unanimidade, na reunião pública do executivo, sendo “estratégia incentivar a utilização da bicicleta e de outros meios suaves de transporte como alternativa ou complemento do transporte público de grandes massas”.

A autarquia considera, por isso, “imprescindível promover, conservar, ligar e ampliar o atual sistema cicloviário municipal”.

À agência Lusa, o vereador comunista com o pelouro da Mobilidade e Transportes, José Pedro Rodrigues, antecipou que este investimento poderá ascender a meio milhão de euros, admitindo que as primeiras intervenções para que estas ciclovias sejam uma realidade possam começar na primavera.

Das obras necessárias para a concretização das ciclovias da Quadra Marítima fazem parte pinturas, construção de rotundas e requalificações de pisos, havendo intervenções mais amplas em vias como a Avenida Serpa Pinto ou a Rua Heróis de França.”

(ler em www.dn.pt)

Oeiras inaugura pista pedociclável

Ciclovia Oeiras“A Câmara Municipal de Oeiras inaugurou, no dia 24 de janeiro, a primeira fase da pista pedociclável que liga Algés à Cruz-Quebrada. Este investimento municipal de 115 mil euros traduz-se numa via de 950 metros de extensão. Com três metros de largura, “ampliável para uma largura superior, caso o seu uso assim o justifique”, refere a autarquia. A pista liga a zona da estação da Cruz Quebrada e do Parque Desportivo do Jamor, à zona ribeirinha de Algés, num traçado paralelo e a sul da linha de caminho-de-ferro. A ciclovia ribeirinha de Algés irá, de futuro, dar continuidade ao previsto prolongamento do Passeio Marítimo, entre a zona da curva do Mónaco e a Cruz Quebrada.”

(ler em www.transportesemrevista.com)


Dez novos estacionamentos para bicicletas vão ser inaugurados

olhao bicicletas“Estimular hábitos mais saudáveis junto da população continua a ser um propósito da junta de freguesia de Olhão, que inaugura no próximo domingo, 1 de fevereiro, dez novos estacionamentos para bicicletas em pontos estratégicos da freguesia.

O evento terá início às 11:00 horas, junto à sede da freguesia de Olhão (rua General Humberto Delgado, frente ao terminal rodoviário) e integra atividade física para todos: caminhada e passeio de bicicleta.

A caminhada será orientada pelo ex-atleta olímpico Helder Oliveira, num percurso de 4 km com dois níveis de andamento: médio e fácil.
Nas bicicletas, o guia será António Cerejo, nome bem conhecido do BTT, num percurso urbano fácil de 7 km.

Estes novos apoios para bicicletas em aço inox, num formato intercalado de meia-lua e círculo, permitem uma otimização do espaço, permitindo estacionar sete veículos em segurança.”

(ler + em http://algarve24.pt)

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , , , , , | Deixe o seu comentário

ciclofilia [124] Ride like a girl

 

“Don’t be a wuss, ride like a girl. Magali Bebronne, Vélo Quebec spokesperson for winter cycling, gives a few tips on winter cycling in Montreal, on Friday, January 16, 2015.”

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , , , , , | Deixe o seu comentário

fotocycle [154] só e bem acompanhado

solitude original…no Parque da Cidade

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , | Deixe o seu comentário

teaser – L’ Antique 200, versão 2015

Antique_2015
E amanhã lá estarei de volta às estradas ribatejanas, a rolar por estradinhas esburacadas, vaguear por caminhos antigos, de visita a lugares míticos, explorando cenários bucólicos da planície que riba o Tejo. Quase tudo igual à minha primeira aventura Randonneur, num brevet condizente à memória e ao espírito, apenas diferente porque desta vez levo mais experiência na bagagem e vou pedalar na Cósmica, a outra minha bicla à moda antiga.

Le Antique 5

Ah, sim… depois conto como foi!

Publicado em outras coisas | Etiquetas , , , , , , | Deixe o seu comentário

reciclando [3] “quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho”

Notdottir

Quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho“. Ora essa frase lida e sabida levou-me a pensar no poder do pedal e nas possibilidades que poderia ter para as nossas cidades, especialmente na Imbicta. A crise não poupa ninguém. Os problemas da mobilidade urbana afectam a todos, no entanto são mais notados no quotidiano da população de fracos recursos, famílias numerosas, gente jovem e estudante, e nos mais velhos. As dificuldades de mobilidade não são apenas sentidas nas ruas desordenadas mas, cada vez mais, na gestão dos parcos orçamentos familiares, de quem necessita dos transportes públicos e/ou privados para se locomover. As políticas públicas de mobilidade urbana dependem muito do poder central e dos dinheiros comunitários, não sendo de todo pensadas para auxiliar as pessoas, quando muito para servir o mercado e o poder económico que este gera.

Aí entra a bicicleta. A bicicleta um veículo vantajoso e oferece à sociedade a aptidão suplementar de promover a mobilidade e igualdade. Muitos já percebem esta vantagem e aliaram a bicicleta como o seu veículo de eleição para o uso quotidiano. A bicicleta qualifica-se e promove-se como o meio de transporte por excelência. Afinal é o caminho mais justo e democrático para a construção de uma sociedade que privilegie a mobilidade por meio de transportes colectivos e não motorizados. A utilização regular da bicicleta, mesmo associada à utilização conjunta do transporte público e/ou do carro para qualquer tarefa, representa uma grande contribuição individual na mobilidade, na qualidade de vida social e na sustentabilidade ambiental. Tanto aqueles que pedalam regularmente quanto os que buscam meios alternativos para o fazer, reconhecem as dificuldades das grandes cidades, do volume de tráfego e da falta de um sistema viário perfeito. Uma vez que não é tolerável que cada um possua um carro e o use diariamente, o caminho mais justo e democrático à construção de uma sociedade que privilegie a consciência ambiental e a mobilidade, terá de ser privilegiada com a utilização de veículos colectivos e veículos não motorizados.

Muitos já deram conta disso, (isso dos benefícios do pedal para o nosso bolso, bem retratado neste estudo britânico do impacto do ciclismo sobre as economias) e também gostariam de optar pela alternativa, só que ainda não encontraram incentivos e meios seguros para empreender a mudança. Evidentemente que a mobilidade não motorizada causa dificuldades acrescidas e para alguns, esses factores limitam a sua praticabilidade, mas não podemos aceitar estes argumentos de ânimo leve. No que toca à mobilidade não motorizada, percebesse que o Estado e as autarquias pouco têm feito e apenas reafirma o modelo rodoviário como essencial para o desenvolvimento quando a razão seria por exemplo a elaboração de regulamentos pelo Estado que privilegiem a mobilidade não motorizada. Falta, portanto, coragem política e consciência social aos gestores públicos para empreender uma autêntica revolução, já para não falar da falta de infra-estruturas cicloviárias e de outras condições de segurança para pedalar.

Publicado em 1 carro a menos | Etiquetas , , , , , , | Deixe o seu comentário

notícias do primeiro mundo

Bicicletas na Holanda são fontes de propostas inteligentes

Bicicleta Inteligente “Na Holanda a bicicleta é mais do que um meio de transporte, é um estilo de vida que cresce ano a ano e que cada vez conta com mais usuários, e em 2014 registrou um aumento de 6,5%, um fenômeno que deu lugar a novas propostas como a bicicleta inteligente e os trilhos sustentáveis.

Em cidades como Roterdã o aumento do uso da bicicleta nos últimos dez anos foi de 60%, explicou à Agência Efe o vice-prefeito e vereador de Sustentabilidade, Mobilidade e Organização, Pex Langenberg.

“O aumento do uso da bicicleta em Roterdã é evidente. Mais de 70 mil pessoas utilizam de forma cotidiana este meio de transporte, de modo que prevemos a construção de novas infraestruturas, instalações e serviços para as bicicletas tradicionais e as elétricas, já que se trata de um mercado em alta”, explicou.”…

… (ler notícia completa aqui)

Ciclovias também enfrentaram resistência na Alemanha

ciclovia Alemanha“A bicicleta é um importante meio de transporte na Alemanha, sendo usada para percorrer em média 10% de todas as distâncias no país. Em algumas cidades, são quase 30%. Mas, antes de chegar a esse grau de utilização, ela enfrentou resistências, assim como no Brasil.

A primeira ciclovia da Alemanha foi construída em 1935 em Berlim, visando os Jogos Olímpicos do ano seguinte. O objetivo era tirar os ciclistas das ruas e abrir espaço para os carros. Assim surgiu também a tendência de priorizar o carro como meio de transporte nas cidades alemãs. Somente na década de 1980 essa visão começou a mudar, e a bicicleta deixou de ser um objeto de recreação para ser vista como um meio de transporte. Mas essa mudança não se deu sem resistências.”…

… (ler noticia completa aqui)

7 cidades que estão começando a se livrar dos carros

noticia“Mais de cem anos depois da invenção do carro, parece que algumas cidades estão tentando se livrar desse meio de transporte. A conclusão é de que ele está atrapalhando mais do que ajudando na locomoção das pessoas no contexto urbano.

Pesquisas afirmam que, hoje, o tráfego de Londres está mais devagar do que um ciclista mediano, enquanto os motoristas de Los Angeles gastam, em média, 90 horas por ano procurando uma vaga de estacionamento. Diante dessas condições, algumas cidades europeias estão rapidamente “fechando as portas” para os carros em algumas localidades, mas oferecendo alternativas inteligentes para os pedestres.

Abaixo, confira as cidades que já aderiram ao movimento para diminuir a quantidade de carros nas ruas.”…

… (ler noticia completa aqui)

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , , , , | Deixe o seu comentário

can’t miss [122] wp.clicrbs.com.br/ciclosdevida

Preso na bolha sonhando com minha Bicicleta!

comparacao ciclosdevida

“Se houvesse interesse da Sociedade e Poder Público, teríamos um transporte coletivo com muito mais horários, uma restrição ao uso do transporte individual motorizado e uma efetiva integração com as Bicicletas. Assim eu poderia pedalar 4 quilômetros até o terminal, deixava minha Bike no bicicletário (desde que fosse seguro) e chegava a 800 metros do meu trabalho/estágio que faria caminhando.

Este último parágrafo me lembrou uma frase que minha filha trouxe de uma pedalada que ela fez com a escola, no dia mundial sem carro, no Campeche, a frase dizia:

“Você não está em um congestionamento,
você é o congestionamento.”

Agora aqui sentado, preso, pensando na minha Bicicleta. A esta altura eu já estaria no meu compromisso e teria dado tempo de tomar meu café da manhã!”

(podes ler todo o testemunho aqui)

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , | Deixe o seu comentário

ciclofilia [123] Bikes vs Cars – Trailer II

“Bikes vs Cars depicts a global crisis that we all deep down know we need to talk about: Climate, earth’s resources, cities where the entire surface is consumed by the car. An ever-growing, dirty, noisy traffic chaos. The bike is a great tool for change, but the powerful interests who gain from the private car invest billions each year on lobbying and advertising to protect their business. In the film we meet activists and thinkers who are fighting for better cities, who refuse to stop riding despite the increasing number killed in traffic.

In the trailer you meet Aline Cavalcante in Sao Paulo, Brazil, From the same city also urban studies professor Raquel Rolnik and car salesman Nicolas Habib. Over the film we meet local historian and bike acitivist Dan Koeppel in Los Angeles. Joel Ewanick who defends the good souls of the car industry is a former top marketing director for General Motors, Porsche and more. He is now working with hydrogene car solutions in California.

Bikes vs. Cars, a new film project from BANANAS! * and Big Boys Gone Bananas! * director Fredrik Gertten.
Release 2015

Latest news about the documentary on facebook: facebook.com/pages/BIKES-vs-CARS/471560182885475
Twitter: twitter.com/bikes_vs_cars
Instagram: @bikesvscars”

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , , , , , | 1 Comentário