fotocycle [167] das artimanhas da minha bicicleta…

… que a cada stop no semáforo aproveita uma obra de arte só para dar nas vistas!

na Rua da Quinta Amarela

na Rua da Quinta Amarela com a Rua de  Oliveira Monteiro

 

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reciclando [10] velo… cidade

a pedalar para o trabalho

a pedalar para o trabalho

Nunca é demais relembrar as razões pelas quais se pode incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. São as mais variadas, no entanto uma dessas razões me mereceu maior importância quando adquiri o hábito de pedalar para o trabalho: A pontualidade. Entendo que possa parecer um pouco estranho, mas só será realmente difícil de acreditar para quem ainda não pedala.

Mais do que um dado evidente, trata-se acima de tudo da comprovação de qualquer ciclista urbano no seu commute diário. E a dedução é simples: Um ciclista que pedale por vias urbanas a uma velocidade média de 15 km/h. e preveja completar um percurso de 5 km, a sua experiência diária demonstra de uma forma convincente que demorará cerca de 20 minutos a chegar ao destino, sem pressas. Um semáforo vermelho, a mais ou a menos, as subidas, o vento, a chuva, tudo isso interfere pouco. As variantes estarão sempre dentro de uma margem de erro razoável.

Salvo algum acidente de percurso, a relação distância/tempo torna o ciclista um cidadão cumpridor dos seus horários, algo que para os habitantes automobilizados (no carro ou em transportes colectivos) nem sempre é exequível. Com as facilidades trazidas pelos mapas, disponíveis nas novas tecnologias, um ciclista precisa apenas delinear qual o melhor percurso para saber a distância, e com um simples cálculo matemático avaliar assim o tempo necessário para a viagem pretendida.

Com congestionamentos ou sem constrangimentos, durante as horas de ponta ou a altas horas da madrugada, quem pedala saberá sempre quanto tempo demora para ir daqui a acolá, e voltar do ponto B ao ponto A. Com as contrariedades de quem diariamente depende de combustíveis para se locomover, o ciclista urbano torna-se um pouco numa personagem mítica. Ela é capaz de dominar o tempo. A grande verdade é que com a bicicleta se socializa, se aproveita a cidade e se promove a qualidade de vida. Dita alguma experiência das pedaladas pela minha cidade que, com a bicicleta, o andar a pé e o Metro, juntos ou em separado, sustentam a mobilidade urbana.

a pedalar do trabalho

a pedalar do trabalho

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porque o Porto é a minha praia e porque há outras praias bonitas para onde pedalar

Conhecer o Porto de riquexó

riquexós Porto“Depois dos autocarros e comboios turísticos, e dos divertidos tuk-tuk, chega agora uma nova moda nos transportes turísticos no Porto: os riquexós. Um novo meio de transporte ecológico que permite dar a conhecer a cidade, como tradicionalmente se fazia.
Antigamente, esta tipologia de carruagens eram o meio de transporte de eleição. Puxadas por cavalos e, posteriormente, a motor, a evolução industrial veio terminar com este conceito que acabou por cair em desuso. Atualmente, este passado voltou para ser reinventado e distinguir-se de forma chique e clássica, permitindo dar a conhecer um pouco da história da indústria dos transportes.
Desde março, que todas as pessoas que queiram conhecer a cidade, podem fazê-lo através de um passeio de riquexó. Estes riquexós, para além de serem veículos ecológicos, são constituídos por uma carruagem para duas pessoas e uma bicicleta que é conduzida por um guia turístico.
Devido à topografia da cidade, foram definidos dois percursos estratégicos para estes passeios, ambos os trajetos englobam ida e volta: um, vai desde o Largo de São Francisco até ao Passeio Alegre e, o outro, vai desde o Largo de São Francisco até à Afurada.
São percursos com uma duração média de 60 a 70 minutos e custam 20 euros por pessoa.”

Para mais informações, consulte: Riquitó Tours

(fonte: porto.pt)

XII Passeio de bicicleta Porto Antigo – 13 de Setembro

XII Passeio Porto Antigo“Já abriram as inscrições para o XII Passeio de bicicleta Porto Antigo, uma iniciativa apoiada pela Câmara do Porto, criando assim um boa oportunidade para conhecer o Porto, a pedalar…
O passeio tem data marcada para 13 de setembro, com partida e chegada na Quinta da Bonjóia, em Campanhã. O percurso da iniciativa “Conhecer o Porto, a pedalar”, de 25 quilómetros, é acessível e pretende dar a conhecer alguns pontos histórico da cidade.
Uma boa oportunidade para aqueles que ainda receiam e acham que o conhecer o Porto a pedal possa atrapalhar ou mesmo “estragar” a aventura. Costuma-se apontar as subidas, o estacionamento precário para bicicletas, o tempo de deslocação (sendo este muito relativo) e claro, a integridade física ao partilhar a estrada com tantos veículos motorizados…”A inscrição pode ser feita online.

(fonte: invictadeazulebranco.pt)

Porto Urban Cicle Chic – 19 de Setembro

Porto urban cicle chic“Bicicletas, Moda, Fotografia e Cultura, uma combinação perfeita para uma tarde única.
Passear pelo Porto em duas rodas e captar dos mais belos monumentos e ruas do Porto é a razão perfeita para pedalar. Esta é a filosofia do URBAN CICLE CHIC
URBAN – Somos urbanos, citadinos, cosmopolitas e com estilo. Queremos por isso um evento que se defina desta forma e que proporcione aos participantes a possibilidade de passearem por um circuito urbano, repleto de pontos de interesse e com passagem pelas zonas, bairros, ruas e avenidas mais emblemáticas da cidade Porto.
CICLE – Uma visão única, privilegiada e emocionante. Só usando uma bicicleta é possível ver desta forma a cidade do Porto. Estamos empenhados em proporcionar a todos os participantes a melhor experiência ciclável de sempre. Um percurso pensado e desenhado para que todos os participantes desfrutem da viagem.
CHIC – O estilo, a personalidade e a visão de cada um é importante para nós e queremos que se traduza não só na bicicleta mas também na forma como se vestem. Por isso pedimos a todos os participantes que se vistam a rigor, que usem o outfit com mais estilo e mais adequado para um passeio de bicicleta altamente cosmopolita.” Inscrições em www.easy-cicle.pt.

(fonte: fpcub.pt)

As praias de Portugal mais bonitas para conhecer de bicicleta

gobybike“O calor convida a longos passeios e o Verão é a altura ideal para relaxar e apreciar a beleza do exterior.
Se gosta de longos passeios de bicicleta, porque não juntar o útil ao agradável? Um passeio com cheirinho a mar não é má ideia (e já agora, porque não fazer uma pausa para um mergulho?).
Deixe o conforto de casa e conheça as praias de Portugal mais bonitas para pedalar e desfrute de uma experiência relaxante!”

(fonte: blog.gobybike.eu)

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sobre a temática “Circular de bicicleta na cidade com segurança – uma ideia fantástica”

Circular de bicicleta na cidade com segurança – uma ideia fantástica.

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O artigo cujo link e foto partilho ali acima vem no Avatar, blogue de largo espectro temático e de popularidade.

Concordando, ou não, poderá ser de facto uma boa ideia, esse conceito urbanístico que é colocar a pista de bicicletas junto ao passeio e usar os carros estacionados como uma barreira de protecção. Não é no entanto um conceito exclusivo do “lá fora”. Este tipo de morfologia rodoviária já existe em algumas estradas ou ruas nacionais. É disso exemplo a Rua Sousa Aroso em Matosinhos.

Rua Sousa Aroso

Só que há muitos “mas” a atrapalhar as boas ideias, e há boas ideias que até funcionariam não fosse o caso de alguma esperteza saloia a atrapalhar a vida de muitos. Não raras vezes dá-se de caras com o desrespeito e arrogância do “que é que queres, estou a trabalhar!” e que sempre se está marimbando para ti e acha aquilo tudo uma boa ideia para si, um sugestivo tapete vermelho para quando quiser estacionar!

Querem ver?! Então vou entrar à socapa na Adega do Ciclista e do meio do caruncho recuperar estes dois postais do Velho Lau (este aqui e outro aqui) para demonstrar isso mesmo, que de boas ideias está o ciclista urbano e o inferno das ruas cheio!

 ciclosia Sousa Aroso ciclosia Sousa Aroso 2

(fotos de Miguel Barbot)

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can’t miss [137] ciclaveiro.wordpress.com

Pedalar por uma cidade mais feliz

Ciclaveiro

por Joana Ivónia (Artigo originalmente publicado no Diário de Aveiro de 25/06/2015)

“A bicicleta faz parte da cultura da região de Aveiro, sendo porém também verdade que essa característica se foi desvanecendo ao longo do tempo, muito devido à adopção do automóvel particular, originando uma redução da circulação de bicicletas. Mas o facto é que, na região de Aveiro, ainda é difícil encontrar alguém que não saiba andar de bicicleta ou que não tenha uma ou mais bicicletas na garagem, no arrumo ou na casa do vizinho.

Desde a sua primeira edição, o Relatório da Felicidade Mundial tem vindo a reforçar a importância do bem estar e da felicidade como indicadores fundamentais para o desenvolvimento económico e social, considerando serem estes os indicadores de maior relevância para a implementação de políticas que conduzam nesse sentido. Dados recentes indicam, ainda, um aumento na qualidade de vida e de bem estar dentro de comunidades que são mais próximas, ativas e colaborativas.”…

(podes continuar a ler este artigo e ficar a conhecer mais um interessante espaço em ciclaveiro.wordpress.com)

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mais três interessantes artigos, estes em português do Brasil: Belo Horizonte – Moscovo – Paris

Fotógrafo Gil Sotero reúne imagens de ciclistas urbanos na exposição BH Cycle Chic

cycle chic BH“Debaixo de chuva ou de sol, frio ou calor, muita gente em Belo Horizonte não abre mão da bicicleta como meio de transporte. E até 22 de agosto, essas pessoas poderão ser encontradas em um outro lugar além das ruas. É que o jornalista e fotógrafo Gil Sotero, que tem coleção de bikes e todos os dias atravessa a cidade sobre duas rodas, começou a fotografar ciclistas que usam a bicicleta no dia a dia, não especificamente como diversão ou esporte, mas para ir para o serviço ou para a escola. O trabalho dele resultou na exposição BH Cycle Chic, aberta nessa terça-feira no Centro de Referência de Moda, na Rua da Bahia, 1149, no Centro.

“A exposição mostra o estilo de pessoas que já deixaram os carros e utilizam bicicletas em deslocamentos pela região central de Belo horizonte”, conta o fotógrafo. A exposição é integrada ao Slow Week, evento da 1ª Semana de Moda, Ética e Sustentabilidade.

O Projeto BH Cycle Chic é inspirado no trabalho de outro fotógrafo e também ciclista, o dinamarquês Mikael Colville-Andersen, que em 2006 criou o blog Copenhagen Cycle Chic. O objetivo era o registro do estilo dos ciclistas no cotidiano da cidade. O projeto repercutiu e hoje existem várias “franquias” pelo mundo afora.

Em BH, o projeto nasceu em 2013. “As bicicletas estão voltando ao cenário urbano devido à decadência e perda da qualidade de vida por causa do excesso de carros. Porém, no imaginário popular ainda é reproduzido a ideia da bicicleta associada a esporte ou lazer. Na verdade ela nunca deixou de ser utilizada como meio de transporte, mas sua representação na mídia só a contextualizava em eventos esportivos ou de lazer. O BH Cycle Chic é um registro de muitas pessoas que já utilizam a magrela para ir a escola, trabalho, padaria, etc. Sem perder seu estilo e tão pouco adotar um visual de ciclista esportivo”, conta Sotero.”

(continua a ler em: divirta-se.uai.com.br)

A revolução das bicicletas (em Mosvoco)

alguns russos já vão trabalhar diariamente em bicicleta“Para quem vive um inverno em que os termômetros ultrapassam os 25 graus positivos, pode parecer difícil de acreditar, mas a gélida Moscou, assim como São Paulo, começa a viver a revolução do cicloativismo.

Um dos indícios dessa tendência é que a demanda por bicicletas na capital russa aumentou drasticamente nos últimos cinco anos. Hoje, Moscou conta com 150 pontos de aluguel, que deverão chegar a 300 até o final do ano.

Além das agências de aluguel, a cidade tem 755 estacionamentos para bicicletas, e ciclovias começam a aparecer em alguns bairros.

“Pedalo há mais de três anos”, conta a engenheira balística Anna Konstantínova. “Tenho uma bicicleta com várias marchas e um cesto na frente para colocar minhas coisas. Para percorrer a distância de 5,5 quilômetros da minha casa até o trabalho, eu costumava gastar 40 minutos. Agora, com a bicicleta, preciso de apenas 25 minutos. Por isso, passei a ir de bicicleta para o trabalho mesmo durante o inverno.”

Ela explica que pedala seguindo estritamente as regras de trânsito, ou seja, mantendo-se na pista da direita, e nunca a mais de um metro de distância da calçada. Segundo Anna, os carros mal estacionados dificultam a vida dos ciclistas na cidade, já que atrapalham sua passagem. Outro fator que poderia ser melhorado é a quantidade de estacionamentos para ciclistas, que ainda é pequena.

“Por causa disso, temos que acorrentar nossas bicicletas a cercas e postes, o que ainda incomoda os pedestres”, diz.”

(continua a ler em gazetarussa.com.br)

Aumento de turistas de bicicleta irrita moradores de Paris

turistas pedalam por Paris“Uma nova moda entre os turistas de Paris está causando a ira de alguns moradores da capital francesa: o cicloturismo. A prática se tornou popular nos últimos anos e vem cada vez mais obtendo adesão por ser uma forma ecológica, divertida e rápida de passear pela cidade e conhecer suas principais atrações. Mas, ao que parece, alguns turistas estariam ignorando as regras do compartilhamento de espaços e da boa convivência com os pedestres. O problema é registrado principalmente nas regiões dos pontos turísticos, onde os grupos de cicloturistas se multiplicam.

A reportagem da RFI foi a dois dos locais mais visitados de Paris e onde os cicloturistas costumam fazer passeios em grupos: a torre Eiffel e os jardins do Louvre, as Tuileries. Entrevistados, vários parisienses negaram ter problemas com os cicloturistas e muitos até elogiaram a iniciativa dos visitantes de utilizar um meio de transporte ecológico para conhecer a cidade.

Poucos, como a jovem Shanice, não escondem sua revolta: “É verdade que os turistas de bicicleta acham que eles podem fazer o que bem entenderem. É preciso que eles respeitem as regras mesmo se eles estão de férias. Eles têm que lembrar que não estão na casa deles! Os orientais, principalmente, quase sempre nos atropelam e ainda nos olham com uma cara brava.”

(continua a ler em brasil.rfi.fr)

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fotocycle [166] bronzeador…

toalha bronzeador e bicicleta

Estamos em pleno Verão, o sol aquece os corpos sedentos de vitamina D e o calor convida uma ida até à praia… Então, porque não, levar a bicla a banhos também!? Aproveitando o tema, deixo algumas dicas para pedalares sob o calor:

A hidratação é fundamental. A ingestão de água durante a pedalada mantém a frescura corporal e substitui o que se perdeu na transpiração e respiração.

O uso de roupas leves, de cores claras, ou até das do tipo que retardem a transpiração, vão ajudar a manter o corpo fresco. Arregaçar as mangas, tirar a gravata e abrir um botão à camisa também vai ajudar. Um chapéu na tola é um item a considerar.

Evita levar mochilas às costas. O passeio será mais agradável se as costas e os ombros estiverem livres do peso excessivo. Transportar a toalha, chinelos, o protector solar num cesto, no porta-couves ou em alforges, é o ideal.

Vai sem pressas. Diminui a velocidade e mantém uma pedalada a baixo ritmo, principalmente nas subidas onde o esforço pode ser elevado e a brisa quase nenhuma. Vais chegar lá quase ao mesmo tempo.

Dá tempo para te refrescares. A transpiração continua mesmo depois de terminar a pedalada. Na verdade vai intensificar-se sem a brisa natural da deslocação. Após o passeio, procura um local fresco e tem calma por alguns minutos. Isso vai ajudar a diminuir a transpiração.

Boas pedaladas e boa praia.

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bonne route…

No momento em que sair este postal, 12 audazes cilotugas (10 da Associação Randonneurs de Portugal)  estarão já a dar ao pedal pelas curvas e contracurvas, subidas e descidas, das estradas francesas na mítica Paris-Brest-Paris.

ciclotugas no PBP 2015

O depart do Paris-Brest-Paris (PBP) foi dado ontem, 16 de Agosto de 2015. Pela 22ª vez (18ª edição sob a batuta do Audax Club Parisien, ACP, sem profissionais à mistura), cerca de 5.000 homens e mulheres de todo o mundo calcaram o pedal e deram ontem início à aventura no velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines em Paris, no rasto das rodas dos pioneiros. Todos eles tiveram anteriormente de completar passeios de 200, 300, 400 e 600 kms. Todos eles pedalam em direcção a Brest, uma cidade na ponta ocidental da Bretanha, todos eles darão a volta e regressarão ao ponto de partida a fim de completar o brevet, como é conhecido, o passeio de bicicletas mais famoso do mundo. Uns singelos 1,200 e picos km’s num tempo máximo de 90 horas.

PBP

Desde a 1ª aventura em 1891 que muita coisa mudou. As bicicletas, as estradas, o avanço tecnológico, mas o espírito, a ousadia, a resistência destes loucos aventureiros e a versatilidade da bicicleta, qualquer que ela seja, manteve-se sempre presente. À época, o jornalista e inveterado ciclista Pierre Giffard reconheceu potencial em tão novel criação e viu ali uma demonstração impressionante do desempenho e do alcance do homem. Deve-se ter em mente que a bicicleta tinha acabado de ser inventada, na forma como a conhecemos actualmente. Giffard formulou então a ideia de uma competição, no uso de uma bicicleta, ir de Paris com destino a Brest e voltar a Paris. O PBP não seria somente uma corrida, mas principalmente uma competição de superioridade, habilidade e resistência. Os médicos da época eram de acordo em que isso não seria possível. Muitos outros condenavam a ideia e achavam que era pura loucura. Poderia um homem realizar apenas por meio da sua força muscular tal acto heróico?! Apesar dessas incertezas e vozes do contra, o PBP começou com muitos aventureiros, exceptuando os estrangeiros e as mulheres.

Le Petit Journal

De modo que, em 6 de Setembro de 1891, 207 ciclistas profissionais e amadores apresentaram-se à partida em Paris montados nas suas loucas máquinas voadoras, das quais constam 10 triciclos, 2 tandems e um monociclo. Em relação ao número de Penny-farthins, não obtive troco! Curiosamente, um dos temas mais ferozmente debatidos à época, havia sido a questão de qual o melhor tipo de pneu a utilizar. Apenas dois anos antes, os irmãos Michelin tinham inventado os pneus e as câmaras-de-ar correspondentes. Para que conste, e porque dos heróis reza a história, Charles Terront, apoiado pela Michelin, venceu com o tempo de 71h35, sem pregar olho! Já o segundo classificado Jiel-Lavel usou os tradicionais pneus de borracha maciça e cortou a meta com mais de 8 horas. Um total de 99 ciclistas cruzaram a linha de chegada e a maioria levou vários dias a completar o percurso porque fizeram várias pausas durante a noite. Pelo caminho só tiveram de gerir o cansaço, reparar as avarias e regressar num prazo de 10 dias.

Terrot

A vitória de Terront foi considerado um exemplo impressionante do tamanho do ser humano e a corrida teve um enorme impacto no público. Giffard encheu durante meses as páginas do Le Petit Journal com as façanhas do seu evento. Escreveu, entre outras coisas: “Pela primeira vez, vimos uma nova forma de viajar, uma nova aventura, uma nova perspectiva de prazer. Estes ciclistas pedalaram por 10 dias, em média 120 km por dia, e ainda chegaram frescos e saudáveis…”

PBP percurso

Devido à natureza árdua da corrida, à distância tão grande e às dificuldades dos profissionais em gerir os treinos e participações em outras provas de estrada, como o Tour de France surgido em 1903, o PBP só viria a ser repetido uma década depois, em 1901, e a cada 10 anos, até 1931. Em breve o Tour de France viria a ser considerada a corrida de bicicletas mais importante e viria a realizar-se anualmente, mas foi inspirada em última análise pelo sucesso e fama do lendário Paris – Brest – Paris.

 Alguns factos curiosos podem ser consultados aqui.

Uma das coisas mais notáveis do ciclismo é o quão pouco mudou. Ok, as bicicletas são mais leves, o vestuário mais confortável, e não há tantos bigodes no pelotão, mas um certo espírito de aventura perdura de quatro em quatro anos num canto do norte da França, onde será para sempre lembrado o esforço e o espírito dos primeiros dias, das bicicletas de aço e das rodas fixas. Se por um acaso Charles Terront, o primeiro vencedor do PBP, fosse transportado através do tempo para 2015, certamente seria capaz de rivalizar muito rapidamente com Froome e com Quintana. Com uma destas biclas modernas xpto provavelmente seria muito competitivo também!

onion seller Mr Buck

Agora o Paris-Brest-Paris ocorre a cada quatro anos. O que tem de especial o PBP é a atmosfera ao longo do extenso percurso e o apoio dos moradores locais. Em muitas vilas os habitantes estão dia e noite com mesas postas, oferecendo água, café e biscoitos. Aqui e ali ouve-se “Bravo!” e vêm-se cartazes com palavras de incentivo aos valorosos ciclistas. São todos amadores do ciclismo e cada um vai abordar a tarefa com a sua pertinaz determinação. Durante a viagem vão passar por aprazíveis estradas, cruzar belas aldeias, registar a sua passagem nos postos de controle, sentar-se à mesa para alimentar o organismo, descansar e dormir por algumas poucas horas, nos pontos de controle ou onde quer que o possam fazer. A sua resistência física e mental será testada. Sabem que terão de enfrentar imensas dificuldades, o clima imprevisível e as noites escuras e tenebrosas, sendo o prémio por tão brava superação o prazer de pedalar e um sentimento de realização por ter concluído o desafio, chegar a tempo a Paris.

Passeie com eles e junte-se ao desafio, deseje-lhes “Bonne Route” e acompanhe estes nossos amigos no Paris-Brest-Paris durante os 1.200 e tal quilómetros de pedalada.

Para as últimas informações detalhadas e, possivelmente, recomendamos para visitar o Clube Audax Parisien (ACP). Aqui pode fazer o download do panfleto oficial de 2015.

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ciclofilia [129] STRAVA, ride with us

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como quem não quer a coisa…

publicado por Marisa Alves no Ciclismo Urbano em Portugal

Somos um povo, no mínimo, curioso… vais sózinho, ocupas o teu lugar na estrada e há sempre alguém, aqui ou ali, pronto a competir pela mesma faixa onde tu vais, ou fazer-te sentir que o teu lugar não deve ser aquele – por desconhecimento do CE, ou porque se sente o dono da dita. Para alguns, os ciclistas podem sempre encostar, ir mais devagar, nunca vão trabalhar, nunca têm horários a cumprir, estão sempre em diversão… – nesta última até têm razão :) Vais em paralelo com outro ciclista e corres sérios riscos do mesmo acontecer – aqui não têm grandes hipóteses, caso te queiram ultrapassar, a não ser a ocupação da outra faixa… Mas, se por acaso fores em paralelo e colocares a mão nas costas, ou no ombro da pessoa que vai ao teu lado, no sentido de ajudar, ou ser ajudado, nada disto acontece… (quando um de nós vai numa E-bike e o outro não, fazemos isto com alguma frequência – Não o tentem em qualquer sítio sem treinar primeiro, ou se as duas bicicletas tiverem alturas similares!) – De repente o automobilista passou a ter toda a paciência. Alguém está a precisar de ajuda! – deve ser a miúda ;) até a polícia já nos congratulou por esta atitude a subir o Freixo – Que bem a entreajuda na estrada. Quando vais com atrelado para transportar crianças, a mesma coisa, o tempo parou… Olha que bonito! – cúcú dádá! Abrandam para ultrapassar e fazem-no sempre pela outra faixa, sem apitar. A última experiência: vais com um atrelado de transporte de carga, a mesma atitude – mesmo indo um pouco mais para a direita, ocupa-se o centro da faixa – não há problema! E se forem dois?? E em fila indiana?!! – Olha, devem ser estrangeiros de viagem! O Porto está mesmo muito turístico – Hello!!! passamos pela outra faixa, afinal é assim que fazemos quando ultrapassamos um carro, não é? Vendo bem até é fácil e a estrada também lhes pertence!!!…

ciclistas urbanos Porto

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