a par, em par com os carros

Motorist perception of bicyclist position and available passing space. [Graphic: Keri Caffrey]

Motorist perception of bicyclist position and available passing space. [Graphic: Keri Caffrey]

Na bicicleta, não há nada mais stressante do que sentir a opressão do trânsito. Andar de bicicleta acarreta algumas situações arriscadas, bem sabemos, mas se algumas estão directamente relacionadas com o nosso comportamento, muitas outras são deliberadamente ocasionadas pela acção directa de automobilistas que não ajudam. Quando não conhecem ou simplesmente se estão a borrifar para os direitos dos ciclistas, a postura ideal na estrada, a nossa reacção perante essas situações, é o “truque” eficaz e legal para a nossa segurança.

Dentro da faixa de rodagem, afastado q.b. da berma, tanto quanto possível deveremos estar o mais visíveis possível, “obrigar” o automobilista a abrandar e, quando ao nosso lado, respeitar a distância de metro e meio. A recente legislação aprovou uma distância de segurança em torno do ciclista, no entanto se o ciclista for empurrado, obrigado a andar o mais próximo à borda da estrada, isso não é seguro para si. Ele tem o direito à utilização plena da estrada.

Alguns mais impacientes vão-nos amaldiçoar por estarmos ali, vão buzinar ou mesmo acelerar para expressar a sua arrogância. Temos pena. Se estamos ali é porque a posição do ciclista na estrada é fundamental para a sua segurança. A postura a par com outro colega ciclista obriga o tráfego a abrandar e então proceder à ultrapassagem a uma velocidade segura.

Cyclists riding double file on a narrow rural road. Riding double file deters unsafe same-lane passing in narrow lanes and makes the cyclists as visible as a car from the front and behind. [Mike Dayton photo]

Cyclists riding double file on a narrow rural road. Riding double file deters unsafe same-lane passing in narrow lanes and makes the cyclists as visible as a car from the front and behind. [Mike Dayton photo]

Este excelente artigo do bikewalknc.org contém interessante informação que explica porque teimam os ciclistas circular a par, em par com os automobilistas.

…”Cyclists must obey traffic signals and stop signs just like any other driver. These traffic controls divide intersection time among different directions of travel and effectively limit the traffic throughput at the intersection. Riding double file reduces by half the time required for the group to get through an intersection, reducing light signal cycles and delay for other road users as well.”…

 

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can’t miss [130] mubi.pt

Câmara do Porto persiste em manter uma solução perigosa para as bicicletas na Avenida da Boavista

MUBI - ciclovia Avenida Boavista Porto
“A MUBi reuniu várias vezes, entre janeiro e abril de 2014, com a Câmara Municipal do Porto, a propósito da mobilidade em bicicleta na cidade. Foram quatro importantes reuniões, com a Vereadora da Mobilidade, Cristina Pimentel – tendo também estado presentes, em alguns dos encontros, os vereadores da Inovação e Ambiente, Filipe Araújo, e do Urbanismo, Correia Fernandes – e equipas técnicas, em que se considerou que uma nova etapa se estava a abrir na cidade. Políticos e técnicos camarários ouviam finalmente os utilizadores da bicicleta.

A auscultação e envolvimento da associação, no desenvolvimento das infraestruturas e, em particular, de uma ideia de cidade, augurava uma postura política aberta à participação pública de forma continuada e dialogante, a exemplo do que acontece nas melhores práticas europeias. Quer-se pois acreditar que foi de boa-fé que a MUBi foi chamada a reunir-se com o executivo e os técnicos, no início de 2014.

Nos encontros com a câmara do Porto, a MUBi manifestou a sua extrema preocupação com a solução que foi adotada para a requalificação da Avenida da Boavista. Nessas reuniões, a MUBi fez uma apresentação, onde justificou por que é que algumas das soluções implementadas na avenida são extremamente perigosas, estando perfeitamente catalogadas nos manuais técnicos da especialidade como tal, e já foram abandonadas há muito pelas boas práticas europeias. Consequentemente, a Câmara Municipal do Porto não as deve adotar a não ser que queira pôr em causa a segurança de pessoas para “mostrar obra”, o que é profundamente irresponsável e lamentável. A formalização de uma faixa ciclável encostada ao estacionamento automóvel, sem qualquer tipo de proteção, e descontínua, acentuada pela intermitência da cor do pavimento, torna a infraestrutura dedicada às bicicletas inútil e perigosa, como se pode verificar na fotografia:

Por todas estas razões, e antes que algo de muito grave aconteça, a MUBi para além de alertar, mais uma vez, para os perigos da solução, e para as responsabilidades que podem ser assacadas à Câmara do Porto (por lesões ou morte de pessoas e negligência nas disposições quanto à segurança rodoviária), exige que sejam restabelecidas as condições mínimas de segurança, conforme é aconselhado em qualquer manual básico de desenho de infraestruturas para bicicletas.”

(podes lêr o artigo completo no site da Mubi)

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convite: apresentação do programa COMBINADO

COMBINADO – PROGRAMA DE INCENTIVO À UTILIZAÇÃO DOS TRANSPORTES PÚBLICOS E BICICLETA

“Exmas(os) Senhoras(es)

Vem a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta convidar para a apresentação do Programa COMBINADO, cujo principal objetivo é de incentivar à utilização do transporte público e bicicleta em mobilidade urbana.

Venha conhecer o novo Programa de Incentivo à Mobilidade Urbana Sustentável e visite a exposição de fotografia “Transportes Públicos e Bicicleta”.

Apresentaremos a ideia no próximo dia 21 de maio, 5ª feira, pelas 18h30 no Velocité Café.

“Combinado significa, para o programa, a possibilidade de utilizar uma rede partilhada de transportes púbicos com a bicicleta nas cidades.

Significa o compromisso da FPCUB para que o programa ganhe rodas e possa chegar à área metropolitana de Lisboa.

Significa, para quem o subscreve, o empenho e participação necessária para mudar o paradigma da mobilidade nas cidades portuguesas.

Combinado, o novo programa de incentivo à utilização dos transportes públicos e bicicleta, traz para o seu nome a coisa mais simples e importante para o sucesso – o compromisso.

Facebook do programa: www.facebook.com/programacombinado

FPCUB - programa Combinado

 

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aparelho rudimentar de fácil invenção… uma útil engenhoca

Cria um carregador de telemóvel para bicicleta

bicicleta-carregador-de-telemóvel
“Tamas, um brilhante inventor húngaro, criou um carregador de telemóvel para bicicleta por apenas 5 dólares (pouco mais de 4 Euros ou cerca de 15 Reais) que funciona a energia do vento.

Tamas vai para todo o sítio de bicicleta e, como acontece a muitas pessoas, enquanto está a pedalar, o seu telemóvel fica sem bateria. Durante um verão, quando participou num Bike Camp, a bateria do seu telemóvel descarregou, magoou-se num joelho e não conseguia falar com os pais nem com a assistência médica.”…

carregador-de-telemóvel-energia-eólica
Podes saber mais sobre esta interessante e útil engenhoca aqui: http://noctulachannel.com/carregador-de-telemovel-para-bicicleta/

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reciclando [9] se aprende na infância e nunca mais se esquece

nunca mais se esquece
Aprender a andar de bicicleta faz parte das primeiras conquistas que temos. É uma das mais importantes aprendizagens, quase como ficar em pé e aprender a andar. Se não compreender a psicologia inserida no contexto então não entende e não sabe pedalar.

No tempo das nossas mães muitas “primeiras bicicletas” não tinham rodinhas. O curso intensivo começava nas bicicletas grandes, nas pasteleiras dos adultos com o selim a roçar o quadro. Apesar de parecer o contrário, aprender a andar numa bicicleta tão grande tem as suas vantagens. A primeira delas é a confiança na destreza do adulto que auxilia. Quando esse adulto era o pai nunca se aprendia tão depressa a técnica do equilíbrio. Sempre mais temeroso que a descendente, ele lá ia agarrando vigorosamente o guiador querendo comandar tudo. Mas quando era o tio que segurava o ombro, aprender a andar de bicicleta era diversão garantida. A segunda é o sentimento de algo conquistado, a intuição forte num corpo tão franzino querendo dominar um meio de transporte tão absurdamente desproporcionado. As demais vantagens estariam no desafio, nos tombos, dos quais se coleccionavam pequenos arranhões, nas risadas e nas horas alegres passadas em boa companhia. As aulas resumiam-se a três momentos: pedir ajuda para subir na bicicleta, começar a rodar e depois sentir um ligeiro e não tão delicado empurrão, deixando-se ir aos zigue-zagues tentando equilibrar-se. O problema era quando o movimento terminava e era preciso rodar os pedais. Para quem começava a aventura-se numa garupa de duas rodas, equilibrar e pedalar ao mesmo tempo não é tarefa fácil. E por mais que se tentava adiar o tombo era sempre certo, mas lá ao fundo do estradão havia sempre um monte de mato seco que amaciava o trambolhão. As esfoladelas não passavam de troféus, e o tio ria-se, esperando que ela se levantasse e voltasse a empurrar a bicicleta para com persistência repetir a proeza.

A teimosia e a aprendizagem possibilita a liberdade de pedalar pelos campos verdes e estradas poeirentas da vida, que a bicicleta nos permite alcançar, e que se transformaram em memórias preciosas dos jovens que somos hoje.

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escritinho* [4] caixinhas de surpresas

Rua das FloresÉ mor, e pra avançar!…

* sem tirar nem pôr

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passe a publicidade [71] Campagnolo – The Revolution continues

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can’t miss [129] exame.abril.com.br

Força no pedal! Como as bikes estão mudando 10 capitais

ciclovia Rio Janeiro (RJ)Transformação sobre duas rodas

A criação de vias exclusivas para bicicletas, um veículo limpo e sustentável, está longe de receber a atenção que merece nas grandes cidades brasileiras. Mas, pedalando, é possível chegar lá.

É o que mostra o recém lançado livro “A Bicicleta no Brasil”, que fornece um panorama atualizado da ciclomobilidade a partir do olhar daqueles que defendem (e adotam) as magrelas como meio de transporte em 10 capitais.

Obstáculos não faltam no caminho dos ciclistas, especialmente em um cenário que favorece o transporte individual e motorizado. Mas, pouco a pouco, com a mobilização social e as pressões crescentes por melhorias, a distância entre os gestores públicos e as demandas de grupos organizados tem diminuído.

É um pouco dessa revolução sobre duas rodas que você poderá conferir clicando nas fotos.”

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noticias da Holanda… então, e Aveiro não é na Holanda!?!

Bicicletas usadas ganham nova vida nas mãos de estudantes da Universidade de Aveiro

bicicletas usadas ua“Associação Académica da Universidade de Aveiro promoveu uma campanha de recolha de bicicletas usadas e irá, agora, vendê-las a preços simbólicos a estudantes da instituição

São 15 bicicletas no total, das mais variadas categorias – montanha ou passeio -, em bom estado de conservação, a precisarem apenas de ligeiras afinações ou reparações, e que, agora irão ser vendidas a preços simbólicos (10 ou 20 euros cada) a estudantes da Universidade de Aveiro. Foram doadas por cidadãos, oriundos dos mais variados pontos da região e até do país, que responderam positivamente ao apelo lançado pela Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) naquela que foi a primeira campanha de recolha de bicicletas usadas e que terminou nesta quinta-feira.

Além de dar nova vida a veículos que estão largados ao abandono nas garagens e arrumos das casas de muitos cidadãos, a iniciativa prima por conseguir, também, que os alunos que não têm condições económicas para adquirir uma bicicleta nova, possam ter acesso ao seu próprio veículo a um preço mínimo. E, mais importante do que tudo isso, “é um contributo para a promoção do uso da bicicleta no campus universitário”, destacou André Reis, presidente da AAUAv.”…

(lê o artigo em http://www.publico.pt/local)

Nova bicicleta sustentável da DHL promete optimizar distribuição nas cidades

“A DHL Express Holanda apresentou um novo veículo na sua frota que introduz uma redução das emissões de CO2 nas distribuições em centros urbanos. O primeiro “Cubicycle” está já a ser utilizado na cidade holandesa Almere.

O “Cubicycle” é um quadriciclo com uma caixa amovível que tem um volume de carga de um metro cúbico. As vantagens comparativamente aos outros veículos não motorizados são o volume de carga e uma melhor integração nos sistemas operacionais da DHL, além de uma maior eficiência energética.”…

(lê o artigo em http://www.hipersuper.pt)

Ciclovia gera energia para alimentar casa durante um ano

solaroadfietsdef“A primeira ciclovia do mundo a produzir electricidade renovável foi capaz, durante os seus primeiros seis meses de vida, de gerar a energia suficiente “para cobrir as necessidades de uma habitação onde resida uma única pessoa ao longo de um ano”, de acordo com Sten de Wit, porta-voz da SolaRoad.

A ciclovia holandesa produziu mais de 3000 kWh, o que é também equivalente à “energia necessária para uma scooter eléctrica dar duas voltas e meia ao mundo”. “Não esperavamos uma produção tão elevada como esta tão rápido”, confidenciou Sten de Wit.

Desde a sua inauguração em Novembro do ano passado, cerca de 150 mil ciclistas já passaram por esta ciclovia – em fase piloto até 2017 – e “mal notaram que esta é uma superfície ‘especial’” pelo que “o objectivo de aceitação [por parte dos utilizadores] também foi atingido”.”…

(lê o artigo em http://www.smart-cities.pt/)

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o ancoradouro/varadouro, e agora, velodouro da Cantareira

Faz tempo, havia aqui anunciado que o secular edifício hospedeiro da escarafunchosa/antiga/mui-nobre Velo Invicta aka oficina do Capas Peneda iria entrar em obras para se tornar numa cena do tipo restaurante/bar/sei-lá-mais-o-quê. Pois muito bem, confirmei ontem mesmo que a veloloja, das mais famosas e antigas do país, irá permanecer de portas abertas provisoriamente num noutro local também in da Cidade Imbicta, ou seja, na Foz do Douro lá para os lados da Cantareira mais propriamente na rua do Passeio Alegre, onde o rio beija o mar, onde os pescadores enrolam as redes e os reformados gastam tardes a bater umas cartas. É mesmo, a mítica Velo Invicta abancou-se numa velha casa entre vários outros negócios, na afluência de hordas de ciclistas, urbanos e de fim-de-semana, que alegremente pedalam de um lado e para o outro. Não é certo que o novo espaço terá bailarinas e copos mas certamente mister Barbosa e sus muchachos estarão por lá, quase sempre prontos a dar uma afinaçãozita às nossas meninas.

VeloInvicta da Foz

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