a segunda pele de dona Tripas

“Depois desta foto, tão cedo dona Tripas voltará a deixar a sua marca registada neste meu álbum fotográfico. A principal protagonista da série #tripasbicla ficará em quarentena por tempo indeterminado. Eu e esta minha mania de destruir quadros! É que nem tenho nada contra obras de arte! Já quanto a carros, bocas de incêndio, bordas de passeios… eh pá, saiam da minha frente que eu sou um gajo perigoso.”

Completa hoje um ano deste meu postal desconsolado deixado algures no Instagram. Já quase no términus de um fenomenal passeio a solo, de um mágico final de tarde de Novembro, já no bréu da noite e no cardoom rodoviário, não enxerguei a borda de um passeio, e  bruscamente terminou ali mesmo… o passeio!

Numa estúpida distracção fiz da Tripas empadão.

Ficou ela e depois eu, paralisados e de coração partido. Felizmente não senti a aspereza do asfalto mas fiquei de rastos quando percebi a bela merda que havia feito. O quadro não estava mesmo nada bonito. Irremediavelmente ferida na sua beleza, a bicha foi rebocada para os seus aposentos e depois de uma inspecção minuciosa foi posteriormente transferida para os cuidados intensivos da clínica iNBiCLA. Embora com um prognóstico muito reservado, os sinais eram encorajadores e a possibilidade de uma recuperação total uma possibilidade. A reabilitação foi lenta mas valeu a pena a demora. Aguardei pacientemente voltar a tê-la nos meus braços, nos meus pés, sentar-me de novo no seu selim para me alegrar. E assim, precisamente um ano após a tragédia, dona Tripas voltou como nova.

Com mais de oito mil quilómetros registados no STRAVA nos seus treze meses de curta vida, sem uma avaria, sem um único furo, apenas um ligeiro arranhão, já tinha uma longa história de sucesso para contar. Por isso foi ponto assente investir na sua cirurgia reconstrutiva.

Eu sei que eu já disse isto, eu adoro esta bicicleta. É perfeita em todas as situações. Depois do esqueleto de aço afinado pelas mãos sábias do mestre da soldadura, depois do lifting estético operado pelo cirurgião veloplástico, que lhe acrescentou ainda novos apêndices e uns quantos dentes à desmultiplicação, para me aligeirar as subidas e assim beneficiar as gastas pernas, Tripas Inbicla foi ressuscitada e está desde já a carburar a pleno gás.

 

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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