fotocycle [258] nevão de Primavera

Caso a tarde esteja solarenga e apetecível, e eu exiba certos níveis de stress pós-laboral mais elevados, gosto de alongar o comute pós-laboral até ao Parque de Rio Tinto, descendo tranquilamente o  Parque Oriental do Porto até ao Freixo para, mais à frente em Gramido, me juntar ao grupeto do rebuçado, aturando os amoques dos veteranos amigos, enquanto damos a volta ao Porto no regresso a casa.

No Parque Oriental, ao longo do curso de água do Rio Tinto que corre livremente até ao Douro, encontramos passadiços e estruturas de lazer, subsistem pequenos núcleos habitacionais, terrenos agrícolas cultivados, fauna diversa e bosques de grande valor ecológico, conferindo-lhe uma paisagem e tranquilidade encantadoras.

Ora estamos no auge da primavera, a passarada anda louca, a Natureza retoma o seu esplendor e a evolução biológica leva a que uma variada espécie de árvores disseminem as suas sementes, numa espécie de algodão que se espalha através do vento e imita um nevão, podendo durar durante semanas de acordo com as condições meteorológicas.

Leio que, e ao contrário do que se diz, este “algodão” não provoca alergia, podendo apenas causar incómodo a pessoas com hipersensibilidade cutânea. Deste modo, não é necessário o abate ou poda dos malfadados choupos que não causam problemas de saúde. Pelo contrário, auxiliam na depuração da atmosfera.

Simultaneamente, com a dispersão destas sementes, ocorre uma grande produção e libertação de pólenes de diversas espécies de gramíneas, causadora das tais reações alérgicas que afectam uma crescente parte da população. Estes pólenes não são visíveis e dispersam-se facilmente por largas centenas de metros, sendo a sua dispersão mais eficaz em dias de vento. Caso chova, as concentrações de pólenes baixarão significativamente. Então que chova, que chova bem e só à noite! – Oubistes São Pedro?

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do Oeste à Europa

José Ferreira, de 21 anos, natural de Gaeiras, concelho de Óbidos, deu na passada quinta-feira a primeira pedalada numa aventura de bicicleta pela Europa fora, “um desafio e um sonho numa viajem”, onde, durante 4 meses, percorrerá mais de 8000 quilómetros com passagem por 13 países.

Fonte : https://obidosdiario.com/2021/04/14/jovem-de-obidos-aventura-se-de-bicicleta-do-oeste-ate-a-noruega/

[…]

“O jovem considera-se “determinado e aventureiro”, é licenciado em Desporto de Natureza e Turismo Ativo, procura viver a sua vida ao máximo e inspirar outros a fazer o mesmo. Já possui algumas viagens de bicicleta no seu currículo, sendo esta a sua maior viagem até hoje. Garante, que a irá realizar “vencendo todos os obstáculos que lhe surgirem pelo caminho”.

Parte de Caldas da Rainha, pelas 08h00, em direção a Oslo (Noruega) e pretende passar por Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Dinamarca. No regresso tenciona visitar a Suíça e a Itália.

José Ferreira diz que “pretende ser um projeto de divulgação da Região Oeste, associado a valores de superação, sustentabilidade, aventura e de união por parte de todas as entidades contribuintes para o avanço de cada um dos dias de viagem”. Esta será feita a 100% de autonomia, sem qualquer tipo de carro de apoio.

Inicialmente tinha decidido viajar sozinho, mas depois da divulgação da viagem no Instagram arranjou companhia para a «proeza». Com ele vão pedalar mais dois aventureiros, de 40 e 50 anos, naturais das Caldas, mas um deles reside em Lisboa.

Recentemente iniciou um trabalho a fazer turnos numa fábrica, mas chegou à conclusão de que “estava a desperdiçar” a sua vida ainda como jovem. Porque considera o emprego fabril como “repetitivo” tomou a decisão de querer “conhecer melhor o mundo”. Recorde-se que antes já tinha criado a empresa Block
Experience, com sede em Óbidos. www.blockexperience.pt

Devido à situação pandémica, viajar era algo praticamente «alcançável». Mas, determinado, conta que “cabe-nos realizar os nossos sonhos” e não estava disposto a deixar escapar esta oportunidade.

Sente-se fisicamente bem preparado. Leva consigo pouca roupa, uma tenda e saco-cama, um equipamento tipo “Campingaz” para cozinhar, cujas refeições vão ser à base de hidratos de carbono” e frutos secos. No entanto, através do Instagram, tem já convites de noruegueses e portugueses que vivem naquele país a oferecerem estadia.

“Acho que vou regressar com uma bagagem cultural muito maior e pretendo aplicar esta experiência na minha empresa, a Block Experience. “Quero oferecer aventuras inéditas às pessoas, mas para fazer isso tenho que viver a experiência primeiro e só assim posso influenciar e inspirar outros a fazer o mesmo, criando roteiros de aventura para grupos”, mencionou.

A viagem:
1ª Etapa – Caldas da Rainha (Portugal) – Pamplona (Espanha)
2ª Etapa – Pamplona (Espanha) – Paris (França)
3ª Etapa – Paris (França) – Bruxelas (Bélgica)
4ª Etapa – Bruxelas (Bélgica) – Hamburgo (Alemanha)
5ª Etapa – Hamburgo (Alemanha) – Oslo (Noruega)
6ª Etapa – Oslo (Noruega) – Copenhaga (Dinamarca)
7ª Etapa – Copenhaga (Dinamarca) – Berlim (Alemanha)
8ª Etapa – Berlim (Alemanha) – Munique (Alemanha)
9ª Etapa – Munique (Alemanha) – Milão (Itália)
10ª Etapa – Milão (Itália) – Barcelona (Espanha)
11ª Etapa – Barcelona (Espanha) – Caldas da Rainha (Portugal)

Os interessados podem acompanhar o dia a dia desta aventura através do link: https://www.blockexperience.pt/do-oeste-a-europa/

Instagram oficial:
https://www.instagram.com/ze_migferreira/

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can’t miss [223] tonowhere.com.br

Ciclismo urbano: a bicicleta como meio de transporte

“Quando pensamos no ciclismo urbano, a imagem que vem à mente é a de cidades como Amsterdão e Copenhaga. Mas o que acontece em Bogotá, Buenos Aires, Santiago, Paris ou Cidade do México? Algumas dessas cidades começam a se autodenominar “capitais mundiais do ciclismo”, afirmação que geralmente coincide com a adoção de políticas públicas e investimentos que privilegiam a mobilidade diária de bicicleta.”

[…]

Podes ler o artigo completo em: https://tonowhere.com.br/ciclismo-urbano-a-bicicleta-como-meio-de-transporte

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aqui, nenhum conselho é válido

Ernest Hemingway escrevia, mais ou menos por estas palavras, que é a pedalar uma bicicleta que melhor se tem a noção dos contornos de um país, já que é preciso suar nas montanhas e largar os travões nas descidas. É deste modo que se adquire uma memória precisa do que se vive, do que se vê e se sente. A melancolia é incompatível com as sensações de pedalar, com a liberdade que amplifica a energia da conquista e a vontade da lentidão. A bicicleta não é só um meio de locomoção, é mais do que nunca um modo de vida, de quem não devora mas saboreia, não consome mas absorve, não olha mas contempla, não acelera mas flui.

Pedalar ajuda a reflectir em plena harmonia com o meio envolvente. A redescobrir as nossas potencialidades e os nossos limites. Como a vida, a bicicleta é o equilíbrio entre múltiplas e contrastantes exigências, em harmonia com o essencial condimento da responsabilidade. Dar um mero passeio pela vizinhança ou ter o privilégio de percorrer longas distâncias em bicicleta, faz com que a relação entre diferentes estados de alma, como a felicidade, o sofrimento, a euforia, a fadiga, nos dê mais saúde e nos inspire o bom humor. Para além de físico, pedalar é um exercício espiritual. A bicicleta como lazer e meio de transporte sugere que quem a utilize seja mais feliz e saudável do que quem escolhe uma qualquer mobilidade motorizada.

A bicicleta é a única corrente que nos torna livres. É a melhor forma de trilhar caminhos inexplorados que nos fazem sentir em unidade com a natureza. É a lentidão que nos permite apreciar o mundo à volta. Na sua simplicidade permite-nos percorrer estradas e visitar lugares de uma maneira segura, num mundo que, apesar de doente, é sempre maravilhoso. Ela é o símbolo do respeito pela natureza e pelo ambiente. É alternativa a ir até onde os automóveis não chegam.

Desejo-a mais do que nunca nestes dias. Este sol primaveril, a temperatura amena e os aromas estimulam não só os sentidos. O desejo de viajar a pedais em tempo de pandemia é ainda mais forte. Preparemo-nos desde já para programar belos passeios, sozinhos ou na responsável companhia de familiares ou amigos.


“A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz”.

Freud


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fotocycle [257] indecisões de um ciclista urbano

😮 Oh pá, tens mesmo a certeza que queres ir por aí? Olha que são só 290 degraus até lá baixo, com ela às costas! 😀

Escadas dos Guindais

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can´t miss [222] imediato.pt

Esmagadora maioria dos portugueses quer mais espaços para outras formas de mobilidade

O objetivo é idealizar formas mais sustentáveis e sem emissão de carbono

“A grande maioria dos portugueses defende a construção de espaços para a utilização de formas de mobilidade além do automóvel, entre as quais a bicicleta. Oito em cada 10 cidadãos gostaria mesmo que a utilização de automóveis diminuísse, principalmente na cidade.

Segundo os dados do Observador Cetelem Automóvel, em Portugal, 92% dos inquiridos são a favor de haver mais espaços adequados para outras formas de mobilidade, a pé, bicicletas, trotinetas, etc., mesmo que isso implique penalizar ou restringir o uso do automóvel.

A posição do automóvel, principalmente na cidade, tem sido contestada e, oito em dez portugueses gostariam que a sua utilização reduzisse. O objetivo é repensar a sua utilização, abrindo caminho a outras formas de mobilidade, de preferência mais sustentáveis e sem emissões de carbono.

“É curiosa a divisão geográfica: de um lado temos os países emergentes e mediterrânicos, e também a China, como os maiores defensores deste conceito; por outro lado, a França, a Alemanha e a Bélgica, os três países onde a ecologia política é mais expressiva, parecem mostrar convicções mais fracas, talvez por se tratar de uma realidade que tem já maior expressão”, lê-se na nota de imprensa enviada pelo Observador Cetelem.

Os resultados do Observador Cetelem Automóvel 2021 também demonstram duas posições distintas em relação às medidas para restringir o tráfego e a poluição dos veículos motorizados, como portagens urbanas, proibição de circulação a determinados veículos, entre outros.”

Fonte: https://www.imediato.pt/mais-espacos-para-mais-formas-de-mobilidade/

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fotocycle [257] esta magnólia tem algo de magnético

a magnólia de CedofeitaAs magnólias anunciam a Primavera e é um espectáculo que convém não perder, mesmo que para a admirar venha a perder um ou dois minutinhos no meu comute matinal.

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quando aqui o cidadão é bem comportado e segue o conselho, não saindo do seu concelho

Na semana passada, durante a minha habitual pedalada dominical, ao chegar à rotunda do Cais de Gaia fui mandado parar e no imediato abordado por dois polícias. Na minha sincera presunção, disse-lhes que estava ali a dar uma volta de bicicleta e, naquele momento, estava de regresso a casa no concelho vizinho do Porto. Os xôres agentes, na sua diligente função fiscalizadora, relembraram-me que, dessa forma e segundo o decreto governamental em vigor sobre a obrigação de confinamento em que a regra fundamental é ficar em casa, eu estava a violar a restrição de circulação entre concelhos.

“O confinamento obrigatório no domicílio prevê deslocações autorizadas para comprar bens e serviços essenciais, desempenho de atividades profissionais e prática de actividade física e desportiva ao ar livre, na zona de residência e de curta duração.”

Ficamos ali à conversa uns bons minutos e deixaram-me desfiar os meus argumentos: “Que a prática do ciclismo, ao ar livre e de forma individual, é para mim, e para muitas pessoas, a solução ideal para manter a saúde física e mental. Observando as boas práticas de higiene e do distanciamento social, o ciclismo é uma actividade desportiva que ajuda a prevenir a propagação do vírus. Pessoalmente dou importância às longas pedaladas, somar algumas dezenas de quilómetros nas pernas é o tipo de exercício que torna a minha vida melhor e ajuda-me a controlar os meus diabretes.”

Evidentemente que a razão estava do lado dos agentes da autoridade. Eles estavam ali para fazer cumprir a Lei, e a Lei é clara: Impera o dever de recolhimento. Toda e qualquer excepção deve ser usada apenas como a excepcão. Dita o bom senso que todos devemos cumprir o dever de confinamento e não abusar das ditas excepções. Na prática, significa que, por exemplo, não são permitidas atividades físicas de longa duração/quilometragem.

O decreto governamental não especifica em quilómetros a distância que podemos percorrer de bicicleta, mas segundo o agente, se estiver a pedalar num local a mais de 20km’s de casa não há justificação possível. Excepto, claro, os ciclistas profissionais!!! “Mas, xôr agente, como ciclista amador e utilizador regular da bicicleta, pois vou e regresso do trabalho nela todos os dias, a bicla é o meu meio de transporte; Como profissional de saúde, maior e vacinado com as duas doses no bucho, compreendo os riscos inerentes; Como diabético que necessita do ciclismo como de pão para a boca, para regular o açúcar no sangue, são os benefícios das longas pedaladas que procuro obter. Se atravesso o rio Douro para pedalar no vizinho concelho de Gaia, é não só por mero prazer mas é sobretudo para poder passar à porta do meu pai e ver se ele está bem”.

“Ok…” fui desculpado do meu delito e liberado sem levar a multazinha para casa, com um: “Vá lá, pode seguir mas tenha cuidado!”

Assim, depois de uma semana com mais de cento e tal quilómetros pedalados em modo commute, depois de uma manhã de sábado em clara violação das regras, numa incursão a pedais pelo campo e mar dos concelhos de Matosinhos e Vila do Conde, no domingo passado resolvi ser obediente e não colocar as rodas da bicicleta em seara alheia, ou seja, não ir para além dos 41 km² do concelho do Porto.

Burbing é um conceito muito simples: pedalar todas as ruas de um determinado local e compartilhá-las no Strava. Existem maneiras diferentes de abordar a aventura como se limitar a um concelho, uma cidade, um bairro, etc. Grande parte da actividade do ciclismo envolve métricas, potência, velocidade média, cadência, distância, frequência cardíaca, elevação… na verdade o Burbing não tem nada disso e começou como um pequeno contraste com o Everesting. Se o Everesting é extremo, épico, de elite e agora cada vez mais profissional, então o Burbing é divertido, descontraído, aventureiro e acessível a todos. O que não quer dizer que o Burbing seja um passeio fácil. Dependendo do concelho/cidade/bairro escolhido, pode levar um pouco de tempo e até mesmo vários passeios em vários dias. Não precisa de uma bicicleta xpto, não precisa de um kit sofisticado. Basta motivação e alguma dose de paciência e loucura.

Alguns planejam meticulosamente a aventura, usando uma infinidade de dispositivos de rastreamento terrestre, ferramentas de mapeamento, que lhes permite delinear rotas precisas para minimizar o tempo e/ou distância. Percorrer minuciosamente cada via possível, cada estrada, rua e beco da sua cidade, conhecer os sentidos obrigatórios e evitar os proibidos. Pode ser feito de uma vez ou em vários passeios, em várias jornadas.

Outros simplesmente se metem nesta maluqueira de pedalar sem nenhum planeamento ou mapeamento, aproveitando o sol, o domingo sem trânsito, tirando fotos de uma cidade praticamente vazia como companhia.

Perdi-me e perdi algumas ruas, mas tudo bem. Sabia ser impossível haver a possibilidade de passar em todas elas. Decidir fazer isto na hora, pedalar apenas com o meu mapa mental, foi uma maneira extraordinária de encontrar e reencontrar as ruas bonitas, as belezas escondidas da minha cidade, a cidade do Porto, um pequeno concelho confinado ao rio Douro, ao oceano e à Estrada da Circunvalação.

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de bicicleta nos movemos mais rápido, vamos mais longe, mas não tão rápido ao ponto de não perceber as pequenas coisas

Desde que a pandemia de coronavírus se instalou, em março de 2020, o confinamento obrigatório como medida de controle da pandemia de covid-19 libertou as cidades da pressão do trânsito e da poluição, tornando-as menos intimidantes para os ciclistas. A mobilidade individual ao ar livre, em bicicleta ou a pé, tornou-se parte significativa da solução para alguns trabalhadores essenciais que necessitam de se deslocar. Embora o uso geral continue a ser muito escasso, ir de bicicleta para o trabalho, ajudando a evitar ter de ir no transporte público superlotado, reduz o risco de entrar em contacto com alguém que possa estar doente, tornou-se menos estranho aos olhos de muita gente. Embora reconheça que na maioria as pessoas são muito dependentes do transporte individual automobilizado, essencial para a sua vida cotidiana, é fundamental manifestar e incentivar que todos podemos usar a bicicleta nas nossas viagens curtas e, daí, colher os benefícios.

Enquanto vivermos estes tempos de incerteza, é normal nos sentirmos ansiosos. Pedalar uma bicicleta pode ser um escape. Pedalar tem o benefício adicional de melhorar a saúde mental e reduzir o stress. A grande vantagem em subir para o selim da bicicleta e dar ao pedal, independentemente da idade, nível de condição física ou habilidade, é que qualquer pessoa pode sentir a alegria do passeio – Tudo o que se precisa é uma bicicleta com pneus cheios e estamos prontos a ir. Aqueles que se deslocam de bicicleta são mais bem-aventurados e menos propensos à depressão. Podemos fazer muito, como indivíduos, para ajudar a reduzir o risco de adoecer. Para ajudar a prevenir a propagação do vírus, o conselho do confinamento é redutor. Com boas práticas de higiene e distanciamento social, a utilização da bicicleta é uma forma de tornar as nossas vidas melhores.

Já aqui o disse, o meu commute rotineiro para e do trabalho continuou activo e, na medida do possível, não deixei de dar as minhas pedaladas recreativas. Para muitos a bicicleta também se tornou um símbolo de liberdade na pandemia. Verificou-se um aumento na utilização da bicicleta, não apenas nas deslocações laborais mas sobretudo como uma oportunidade para a libertação mental e física dos confins da vida confinada. Os horários de maior movimento velocipédico são nos finais de semana, sugerindo que o aumento se deve principalmente ao uso recreativo. Mas não são apenas os guerreiros de fim de semana vestidos de licra que acumulam quilómetros. Ok, é quase desnecessário dizer – Coloque a sua saúde e segurança em primeiro lugar. Se não estiver se sentindo seguro, fique em casa, não faça aquela viagem a pedais em grupo e descanse o que precisa.

A pandemia continua a se espalhar mesmo com os planos de vacinação em andamento, a conta-gotas. Mas o cerco está sendo quebrado por jovens e velhos, especialmente por famílias, que tentam manter as crianças activas e entretidas. Agora não é hora de parar de pedalar. Se a tendência atual de diminuição de casos, e consequente alívio da pressão nos hospitais continuarem a se verificar, prevê-se que mais pessoas voltem ao trabalho. Pois que comecem a se deslocar de bicicleta, assim o desejo. Evidentemente que no pós-pandemia, com as vidas a retornarem à normalidade possível, uma nova realidade possa emergir – O entusiasmo pelo ciclismo, especialmente como meio de transporte. Para tal, espero ver as cidades e o governo cá da terrinha a adoptar medidas de incentivo com garantias que isso possa ser feito com segurança, fornecendo infraestruturas e facilitando a aquisição de bicicletas.

O que acontecerá nas próximas semanas e meses é incerto, mas claro está que há muito que todos podemos fazer para ajudar a reduzir o impacto social e individual. Vamos nos esforçar para nos concentrar nas coisas que podemos controlar, em vez daquelas que não podemos e, para nós, isso significa sair e desfrutar dos simples prazeres da vida como a de pedalar uma bicicleta. Estou confiante de que as bicicletas vieram para ficar. E que as pessoas encontraram uma maneira de tornar suas vidas melhores. Espalhar positividade num momento em que todos nós mais precisamos. De bicicleta nos movemos mais rápido, vamos mais longe, mas não tão rápido ao ponto de não perceber as pequenas coisas.

 

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can’t miss [221] www.viaverde.pt

n.d.r.: Só por este serviço a Via Verde merece um desconto

Conhecer o Algarve de bicicleta

“O clima ameno algarvio é uma das caraterísticas mais apetecíveis para quem visita o sul de Portugal. Mas se ao invés de estender a toalha numa praia, prefere explorar a região de forma mais ativa, propomos-lhe um guia que o vai pôr a pedalar.

São 20 percursos turísticos cicláveis, de dificuldade baixa, que envolvem todos os municípios do Algarve e que vão levá-lo a conhecer de perto as vilas e aldeias algarvias, a sua riqueza natural, cultural e histórica, bem como as suas gentes.

O guia divide-se em três zonas, cada uma com as suas localidades: o Barlavento, que inclui Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, São Bartolomeu de Messines, Silves e Vila do Bispo; a zona centro, com Albufeira, Faro, Salir, São Brás de Alportel e Vilamoura; e, por último, o Sotavento, que engloba Alcoutim, Cachopo e Martim Longo, Castro Marim, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António

Os percursos em cada um destes municípios são apresentados de forma circular, com início e fim no mesmo local, e variam em termos de distâncias e graus de inclinação.

Mas se quiser fazer um desafio mais exigente, pode embarcar numa grande travessia por todo o barrocal algarvio. Este percurso, de 223 km, começa em Vila Real de Santo António e termina em Aljezur, sendo considerado como um complemento às rotas já existentes — a Ecovia do Litoral do Algarve, a Rota Vicentina ou a Via Algarviana.

Pode fazer os percursos cicláveis do Algarve durante todo o ano, sendo estes apropriados para as bicicletas de touring ou trekking. Contudo, esteja atento a avisos meteorológicos e se optar por fazê-los nos meses de verão, evite as horas de maior calor. Talvez essas alturas sejam mais indicadas para encostar a bicicleta e ir conhecer ao detalhe as vilas por onde passa.”

via (Verde): https://www.viaverde.pt/particulares/viagens-vantagens/descobrir-portugal/artigos/conhecer-o-algarve-de-bicicleta

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