reciclando [32] apenas ao nosso ritmo

Quando se está no selim de uma bicicleta não há nada entre nós e o mundo que nos rodeia. Apenas o ar que nos torna vivos, vulneráveis e livres. O ambiente chega-nos espontâneo, envolve-nos com tudo ao redor. Não há vidro, não há metal, não há interior climatizado que nos contenha a liberdade e o tempo. Em movimento exploramos o universo: uma estrada, uma montanha, uma cidade, tudo o que nos chega e tem para nos oferecer. Os nossos sentidos são seduzidos a cada pedalada. É maravilhosa a sensação do vento na pele e no cabelo. Ao rodar os pedais para a frente levamos uma bofetada de estímulos sensoriais que alimentam o nosso corpo. A música que ouvimos, esse coro de risos e vozes, medley sonoro da natureza com ruídos da cidade, uma doce canção que nos fica na cabeça por muito tempo. O furor dos aromas que nos invade as narinas, não apenas o perfume das flores mas também a maresia, do pão que está a ser cozido, da chuva fresca no asfalto quente. Maravilhosos os contornos do horizonte, um padrão definido no céu, o fogo do pôr-do-sol, os pontos turísticos da cidade que especialmente se ama, as expressões nos rostos das pessoas, um qualquer pormenor que nos prenda a atenção. Às vezes o ar é pesado, às vezes é mais húmido, um quente e frio que nos faz arrepiar caminho. Não precisas de ser mais rápido, apenas sentir-te vivo, decidir e optar seguir no nosso próprio ritmo. E tudo isto cria mente e imaginação, um dos mais simples e agradáveis actos que é a alegria de andar de bicicleta.

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à volta da bicicleta

29 de Junho: Pedalar no Verão, Grande Encerramento da Recicleta

“5ª feira, dia 29 de Junho de 2017
18H – Preparação do jantar; 20H – Jantar; 21H30 – Filme

Ciclovida é sobre bicicletas e a luta contra os combustíveis fósseis, as sementes naturais e a luta contra o agronegócio, duas coisas que têm feito parte do dia-a-dia do GAIA. Fala de 5000 km de autonomia, causas e relações, de uma nova relação com a Terra e dos afectos que, afinal, fazem mover o mundo, em direcção oposta à do dinheiro!

Com este documentário despedimo-nos da Recicleta até Setembro e antevemos os km para pedalar e viajar este verão! **

** Uma citação para alegrar:
“A bicicleta é um invento da mesma geração que criou o veículo a motor mas as duas invenções são símbolos de avanços feitos em direções opostas pelo humano moderno. A bicicleta permite a cada um controlar o emprego da sua própria energia; o veiculo a motor, inevitavelmente, torna rivais entre si os utentes, por causa da energia, do espaço e do tempo” Ivan Illich, 1975, Energia e Equidade, pp. 71 e 72.” […]

(lê o artigo completo em https://gaia.org.pt/2017/06/26/29-de-junho-pedalar-no-verao-grande-encerramento-da-recicleta/)

A bicicleta celebra seu bicentenário de maneira discreta

“A bicicleta tem 200 anos de vida e poucos parecem saber desse aniversário, que acontece na semana em que será disputado o Tour de France, a partir de sábado, precisamente na Alemanha, o país de seu inventor, Karl Drais.
“Não se comemora nada porque não é algo que se conheça”, diz resignado Claude Reynaud, historiador amador francês que batalha há 50 anos para defender a memória da bicicleta, um método de transporte utilizado no mundo todo.
“O Tour de France sai de Dusseldorf este ano, mas quando a ‘Grande Boucle’ apresentou sua rota ninguém falou do bicentenário. Não é algo que se saiba fora de pequenos círculos”, lamenta este fã de ciclismo que é também viticultor no sul da França.” […]

(lê o artigo completo em: https://tudonumclick.com/noticias/mundo/199758/a-bicicleta-celebra-seu-bicentenario-de-maneira-discreta)

Volta a Portugal em bicicleta: A Torre ‘falhou’ o convite para a festa dos 90 anos

“Nem tudo são ausências nos 1.626,7 quilómetros do percurso da 79.ª edição, hoje apresentado, no Teatro Thalia, em Lisboa, mas é nelas que os olhos se centram quando calcorreiam o mapa do país, que será cruzado por um pelotão de 20 modestas equipas, no pico do verão nacional.

É certo que a caravana vai voltar a mergulhar, depois de quase uma década de ausência, no Alentejo profundo, e que o palco da consagração foi deslocado da mais comedida capital para a sempre calorosa cidade de Viseu, e que até há 30 prémios de montanha a testar as pernas dos candidatos e um contrarrelógio mais curto, incapaz de diferenças tão pronunciadas no último dia, mas é, outra vez, a inexistência de uma meta na Torre que mais se destaca nesta viagem de celebração da prova que nasceu em 1927.” […]

(lê o artigo completo em http://24.sapo.pt/desporto/artigos/volta-a-portugal-em-bicicleta-a-torre-falhou-o-convite-para-a-festa-dos-90-anos)

 

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a todos um Bom São João


O “pobo” inventou a noitada de São João e a festa tinha início nas Fontainhas. À hora marcada, respondendo ao chamamento inebriante de aromas fortes e quentes, lá estávamos nós famintos de uma noite inteira de euforia. O cheiro a sardinhas e pimentos assados, cada vez mais intenso e atraente, fazia crescer a água na boca. À mesa chegava o caldo verde com broa, as fêveras e o frango assado, tudo muito bem regado com o verde branco da casa. Ritmados ao som da música popularucha, alta e distorcida, misturada com a algazarra de apitos, cantorias e risadas, o espírito festivo tripeiro ganhava força. Depois da barriga farta, pequenos grupos de todas as idades juntavam-se espontaneamente, formando rusgas de foliões cada vez maiores, de mãos dadas, serpenteando em correrias animadas entre mares de gente com ramos de cidreira e martelos de plástico na mão. Ao virar da esquina, logo se descobriam os arredondados bolbos de alho-porro a dançar sobre as cabeças, irritando narizes. Das Fontaínhas à Ribeira era um tirinho. Descia-se em louca correria para assistir à largada de balões e ao fogo-de-artifício junto ao rio. Sem antes atestarmos bem de carburante, de Super Bock, subiamos alegremente para a Praça. No palco montado, o conjunto musical levava a populaça à loucura total, e nem esse bailarico todo deixava o pessoal com sinais de cansaço. A noite ainda era uma criança e muito havia a percorrer. “- Bora lá para o Palácio?”. “- Bora lá!” E a noite prosseguia nas voltas dos carrocéis, das cestas, à volta da mesa das barracas de farturas. Entretanto dava-se início ao mini campeonato sanjoanino de matraquilhos. Quem chegasse primeiro tinha o direito de escolher o parceiro, os restantes matrecos ficavam para a equipe adversária. A cada moeda de 5 paus, o pessoal dava o seu melhor e o bota-fora era o esquema implantado para que ninguém reclamasse do árbitro. Enquanto alguns jaziam deitados nos jardins do Palácio de Cristal, sucumbindo aos namoricos, os restantes agarravam no mangerico e, entre chuvadas de marteladas, rumavam alegremente para a Rotunda da Boavista. Nova rodada de divertimentos e de louras fresquinhas. Às tantas, já a luminosidade e a orvalhada tradicional se faziam sentir, os bravos guerreiros erguiam-se da ressaca e davam início à última e longa caminhada, abraçados aos pares, Avenida da Boavista abaixo. No areal das praias, desde o Castelo do Queijo à Foz, jaziam os arrojados foliantes, sucumbidos ao cansaço e aos extremos báquicos, assim numa espécie de desfrute final da noitada festiva.

Diversos rituais vividos na noite de São João foram desaparecendo. Este nosso tradicional modo de percorrer metade da cidade, numa longa e bem regada noitada, deixei-a para outros mais jovens que herdaram a tradição e a farão perdurar às mudanças do tempo. Hoje em dia, envelhecido e mais tranquilo, percorro a cidade com outros olhos, recolho-me com o meu amor em casa de amigos, numa mais intima noitada de São João. Só mais uma coisa. Ontem à tardinha, enquanto esperava pelo semáforo verde numa das ruas do centro da cidade, não resisti ao sorriso meigo e à petição tímida de uma menina, com o tradicional: “- Ó senhor, dê uma moedinha ao São João!”.  Não vamos ver subir o balão 😦

 

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uma semana bem passada

Após alguns dias de vida boa, ar puro e muito calor, os momentos passados na praia e à beira rio, a pedalar pela estrada da memória ou meio perdido no monte, deixam sempre boas recordações e uma enorme vontade de ter alargado este curto período de ócio. Mas o regresso ao trabalho é inevitável, por isso, o melhor que tive de fazer foi consciencializar-me que após esses merecidíssimos dias de “repouso” e encarar com boa disposição a indesejada segunda-feira para voltar à vidinha rotineira. Para muitos a situação até pode tornar-se deprimente, para mim nem por isso. O despertador é o que custa mais. Meio estremunhado e ainda remelento, impulsionei as pedaladas deixando os pensamentos e o vento na cara combater a minha falta de vontade de voltar a pegar no batente. Ao chegar ao serviço partilhei as aventuras das minhas férias com os meus colegas e mostrei o meu moreno à ciclista. Os “imbejosos” até ficaram contentes em me rever!…

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em modo férias…

… vou (pedal)andar por aí, volto já 🙂

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fotocycle [209] Mister, é um Porto de Honra, se faxabôre

Sérgio Conceição: “Sou um treinador diferente dos outros.

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passe a publicidade [81] Sem Raça Definida

“Empresa fundada pelo Zé Mario, focada em peças de couro, customizadas para bicicleta”

Brooks, se cuide… 😉

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das acções pedagógicas

As dez coisas que mais nos distraem ao volante

“Faz ideia de quais são as principais causas das distrações ao volante na estrada? O Circula Seguro enumera-lhe os dez fatores que representam cerca de um terço da sinistralidade rodoviária.

São dez factores que nos fazem perder capacidade de resposta e baixar a guarda quando circulamos num local já conhecido ou monótono. Por outro lado, o estado do condutor também é determinante, pois com sono, fadiga ou simplesmente com uma indisposição é mais fácil perder a concentração ao volante.

Existem diversos factores que podem influenciar a nossa atenção, tanto dentro, como fora do veículo, contudo, não associamos o risco de uma distração à gravidade dos riscos que estão inerentes ao álcool ou às drogas. A verdade é que ao comando de qualquer veículo, é necessário manter um nível adequado de atenção.” […]

Confere aqui as 10 coisas que mais nos distraem da condução e aproveita para reflectir, que ao volante não devemos ser peritos no multitasking nem ficar a pensar na morte da bezerra!

(fonte: http://www.circulaseguro.pt/condutor-e-ocupantes/as-dez-coisas-nos-distraem-ao-volante#more-10965)

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ciclofilia [139] Rapha Rides Tokyo

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escritinho* [6] sushi & stuff

(*) sem tirar nem pôr

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