reciclando [44] liberta a bicicleta

a UCAL, que foi da minha mãe e que me ajudou a aprender

Para começar pega nela, qualquer uma, mesmo aquela bicla velha de pneus vazios e corrente enferrujada que tens há muito abandonada. Enche-lhe os pneus, unta-lhe a corrente, monta-a delicadamente e impulsiona os pedais. Dizes que vais ficar com as pernas e o rabo doridos! É bem provável, mas o meu palpite é que ela te vai fazer sorrir, recordar velhos tempos, evocar a criança que explorava o mundo e arredores em aventuras com os amigos. Dá-lhe um par de semanas sentado no selim e verás como o teu corpo se volta adaptar a ela. Redescobres a sua simplicidade, a geometria, o peso, os travões, o equilíbrio. Uma estrutura simples, com duas rodas e um par de pedais que movidos pelo fogo dos músculos te dão uma sensação de liberdade. Há algo organicamente gratificante sobre o acto de usar a própria força e provocar movimento, velocidade, inclinação, vibrações e vento no rosto. Há a mudança de cenário, o poder ver, sentir e cheirar. Gozar do que a liberdade traz consigo, uma sensação de autonomia, um senso de proeza. E a bicicleta oferece-te tempo. Tempo para alcançar, para conhecer, para acompanhar ou ficar sozinho. Um simples passeio de bicicleta é muitas vezes um momento em que podemos gerar ideias, procurar uma melhor maneira de fazer as coisas, sonhar novas abordagens para a felicidade. As minhas bicicletas são um refúgio, o meu compromisso para uma vida melhor. É a antítese entre ficar enclausurado numa cápsula de anonimato ou, de um modo peculiar, manifestar os meus sentimentos ao mundo…

a Cosmos, que me fez voltar a ganhar e a viver

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o vintage

Sábado passado foi dia de repetir a clássica ao Santuário de Fátima. Desta vez, e ao contrário do nosso feito, feito ano passado na companhia do Rui, do Couto e do Jacinto, reservamos a noite para o ripanço e cânticos góticos roncos no abrigo de um hotel, encetando no dia seguinte o regresso a casa com saída marcada para depois do reforço do pequeno almoço.

Este ano o grupeto foi alargado para oito, sendo que três dos nossos amigos de route, estes mais habituados às lides do bêtêtismo, não só fariam a mítica clássica pela primeira vez como completariam, também pela primeira vez, um esticanço de mais de duzentos quilómetros pedalados numa só etapa. Umas longas oito horas de rabo alapado no selim.

Entre estes dois momentos medeiam dez bons aninhos e muita quilometragem nas pernas.

Desde as três primeiras participações na clássica, do Porto a Fátima, a bordo da fiel e grotesca bicicleta de montanha, verdadeiro tractor com as devidas proporções e adaptações, de seu nome Etielbina, este ano e pela primeira vez coube à vintage Tripas Inbicla a sorte de me fazer transportar.

Dos vários modelos com pedais, do grupeto sobressaía uma Orbea, a tradicional bêtêtê rodinha 26” com o respectivo ciclista, imberbe nisto das longas distâncias, a rezar a todos os santinhos para que os quilómetros passassem e depressa – nós, lá lhe íamos prometendo que as subidas acabariam já ali… Isso fez-me recordar as agruras vividas para acompanhar o ritmo das rodas finas, bem mais condizentes com a velocidade no asfalto, e o derradeiro suplício que foi é alcançar o climax da serra com a meta à vista.

O nosso amigo Fugas está de parabéns pelo esforço e tenacidade empenhado em chegar à meta.  Inclusive, já fez saber à malta que ficou cliente destas aventuras das longas distâncias, e pretende agora ampliar o seu harém, desta vez com uma leve menina de estrada. Ora, isso é para mim uma espécie de déjà vu. É que um gajo não tem descanso! Volta e meia, lá vem uma recaída deste síndrome que se nos apega, o N+1!

E para remate, numa espécie de postal reciclado, aqui fica a ligação para o relambório por mim relatado vai pra dez anos, à altura da terceira participação na mítica clássica Porto-Fátima (isto não é peregrinação, é uma tradição), ainda na vertente “já a formiga tem catarro”.

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fotocycle [244] grupeto do rebuçado

A visão que temos do mundo depende do meio de transporte que escolhemos e da velocidade a que nos deslocamos. Aproveitamos cada momento.

(fotografia: Armindo Gonçalves)

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can’t miss [201] lisbonlovers.com

Crónicas de uma ciclista holandesa em Lisboa

[…]

“Já não tenho carro nem passe de transportes. Só duas pernas e uma bicicleta. De bicicleta sou mais rápida que os transportes nalguns percursos. Mas para mim, a maior vantagem é o sorriso na cara que a Almirante Reis sobre duas rodas me causa diariamente. Adoro Lisboa e a bicicleta é uma forma de viver a cidade mais intensamente. Na sequência desta introdução, em breve partilharei algumas das minhas experiências boas e menos boas enquanto ciclista na Capital.”

Por Bo Irik

Podes ler toda a crónica em: http://lisbonlovers.com

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“phone off”

A operação “Phone Off” da PSP estará na estrada até 12 de maio e visa fiscalizar o uso indevido do telemóvel durante a condução.

O uso de telemóveis fora das condições regulamentares durante a condução tem originado bastantes sinistros. A operação tem por objectivo diminuir os elevados níveis de sinistralidade rodoviária e para isso irá promover a “adopção de comportamentos seguros por parte dos condutores e a segurança rodoviária de todos os utentes da via”. A fiscalização visa “prevenir e dissuadir os comportamentos de risco que, de forma decisiva, contribuem para a ocorrência de acidentes rodoviários”.

Com excepção dos aparelhos dotados de um único auricular ou de microfone com sistema de alta voz, o Código da Estrada proíbe a utilização e manuseamento de telemóveis durante a condução/marcha dos veículos atendendo a que estudos demonstram os seus efeitos nocivos, comprovando que o uso de ferramentas digitais ao volante aumenta drasticamente o risco de acidentes rodoviários. Esta contra-ordenação é punida com uma coima de 120 a 600 euros à qual poderá corresponder uma sanção acessória de inibição de condução de 1 mês a 1 ano.

De acordo com um estudo de 2015, usar o telemóvel enquanto se conduz multiplica o risco de acidente por 23, e 31% dos portugueses admitem enviar e ler SMS enquanto conduzem. Os estudos confirmam que é difícil para os condutores levarem a cabo as tarefas básicas e essenciais a uma condução segura, se estiverem a realizar uma outra tarefa secundária.

“#ParkYourPhone targets road users that are using smartphones in traffic. Drivers, pedestrians and cyclists are all putting themselves at risk. To combat this alarming trend, FIA Region I, the Royal Automobile Club Belgium and Touring Club Belgium are encouraging all road users to stay focussed on the road. The campaign will raise more awareness about distraction and show dangers of being distracted. In addition to the European launch in Brussels, FIA members in over 20 European countries will be launching the initiative this autumn. Join Pharrell Williams, European Commissioner for Transport Violeta Bulc, FIA President and the UN Secretary-General’s Special Envoy for Road Safety.”

Evidentemente, nas minhas rotinas a pedal, não ando a fiscalizar os automobilistas como faz a polícia, mas, infelizmente, não há um dia que eu não “apanhe” vários condutores ao telemóvel. Não tantos com o aparelho encostado ao ouvido mas muito mais com os olhos nas redes sociais.

O problema real é bem maior. Agora são as selfies ao volante. Aproveitar o semáforo vermelho para consultar as redes sociais e coisas do género. Conduzir fica para segundo plano. A cada dia que passa são mais as pessoas que conduzem de cabeça descaída. E podem ter a certeza que não estão deprimidos ao volante nas “secas” dos engarrafamentos. Simplesmente, estão a olhar para os joelhos porque estão a conduzir com o telemóvel na mão.

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da Liberdade

A independência envolvida a pedalar uma bicicleta permite a liberdade de escolher o nosso próprio caminho. Desfrutar da natureza, em qualquer lugar, fazer parte do ambiente, da calma vastidão do oceano e da cacofonia das coisas naturais. Na bicicleta traçamos rotas, desenhamos o imaginário, sedutor como o horizonte, com o constante desejo de explorar e descobrir. Um sorriso, uma renovação, pensamentos que voam e nos levam para o futuro. Eles também sabem como aproveitar cada momento.

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can’t miss [201] diariodominho.pt

A bicicleta não é um brinquedo

Na semana em que uma grevezita de três dias deixou um país há beira de… não, há beira não, deixou um país numa total e  crise de nervos e histeria colectiva, vem a propósito este artigo de Victor Domingos publicado no Diário do Minho. A bicicleta pode não ser apenas um brinquedo mas para mim é a solução:

“Muitos de nós guardamos recordações felizes de uma infância ou juventude marcada pela presença da bicicleta. Primeiro, como brinquedo, mas mais tarde como meio de emancipação, um modo de transporte de baixo custo, acessível e sem requisitos complicados. Hoje em dia, demasiadas vezes esquecemos esse potencial libertador e utilitário da bicicleta, e apenas a consideramos, erradamente, como um mero brinquedo.

Pode parecer uma discussão fútil e despropositada, mas não é. A bicicleta tem algumas características que fazem dela a melhor opção de transporte para boa parte das nossas deslocações diárias, com vantagens impossíveis de igualar por outros modos de transporte.

[…]

Finalmente, quando há escassez de combustível nos postos de abastecimento, até isso já não nos afeta de forma tão direta, e podemos prosseguir a nossa viagem sem preocupações.

Encarar a bicicleta como mais uma das nossas opções de transporte pode facilmente traduzir-se numa transformação libertadora a nível pessoal. Menos despesa, menos tempo perdido, mais saúde, melhor disposição. Não é evidentemente solução para todas as necessidades de transporte, mas é sem dúvida o melhor transporte em muitas situações nas quais habitualmente ainda usamos o carro.

[…]

Clica aqui para leres o artigo e aceita o desafio do Victor. Vais ver que a única bomba de que ficas dependente é aquela que usarás para encher pneus. Boa semana.

(artigo de opinião também publicado no blogue Braga Ciclável)

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1 euro por 1 quilómetro

É já neste sábado, 13 de Abril, que o bêtêtista Pedro Bento irá dar a primeira pedalada nos mais de 10 mil quilómetros que separam Almeirim, a sua terra Natal, da capital do Nepal, Katmandu.

Para completar esta distância o Pedro vai com os dias contados, 73 mais precisamente. Guiado não apenas pela motivação da superação, sairá para a estrada sozinho com um projecto solidário em mente: “1 euro por 1 quilómetro”.

Ao completar este desafio o Pedro espera angariar 10.000€, sendo que uma parte será para retribuir em equipamento aos Bombeiros Voluntários de Almeirim, pela ajuda recebida no processo de resgate e recuperação do grave acidente de mota que sofreu em 2017.

Outra parte da verba será doada a bolsas de estudo e alimentação durante um ano a dois jovens nepaleses do projecto “Dreams of Katmandu”, do português Pedro Queirós, que continua no Nepal a apoiar as crianças do Campo Esperança, vítimas do terramoto de 2015. Pedro Bento conheceu de perto este projecto um ano depois do terramoto que atingiu aquele país durante a sua participação na prova de BTT no Nepal, onde foi o primeiro português a chegar aos 5.400 metros de altitude de bicicleta.

Tendo a plena consciência das dificuldades que irá enfrentar, “sonhar enaltece e fortalece, e alcançar um sonho faz parte da humanidade e também da minha pessoa”, neste seu desígnio ele irá atravessar 14 países, apenas evitando passar no Afeganistão e no Paquistão, viajando de avião do Irão para a índia, por não ter os dias que lhe permitiriam procurar um percurso alternativo.

Podes seguir a aventura na sua página de atleta: https://www.facebook.com/Bakonbike2019, no site: https://bakonbike2019.wixsite.com/bakonbike2019, e ajudar o Pedro a ajudar em: https://www.gofundme.com/bakonbike-10-000kms

Boa sorte Pedro.

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can´t miss [200] vidadeciclistabrasil.wordpress

Um tributo ao prazer de pedalar

“Muitos dizem que a bicicleta é a maquina mais perfeita criada pelo homem. Eu diria que sua inspiração é divina. Ela reflete o homem e seu tempo, uma vez que evolui junto com seu criador. É uma ferramenta completa, simples e multifuncional. Imagine um mecanismo que serve para transportes, exercícios, integração com o meio ambiente… fazer amigos! Tudo junto, além de te dar um prazer único. […]”

Este trecho retirei de um magnífico texto que descobri publicado num explêndido blogue, vidadeciclistabrasil.wordpress.com, e que convido à leitura.

A fotografia, tirei-a numa das minhas recentes pedaladas e conjuga-se na perfeição com o texto: “… é uma ferramenta completa, simples e multifuncional”.

Aqui o link para o texto.

Boas pedaladas.

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fotocycle [243] o Porto não é Amesterdão…

… mas podia ser

(este postal não é patrocinado pela VelurbRent a Bike mas podia ser)

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