fotocycle [263] algo mágico

Na bicicleta cada tarde é diferente. O caminho é diferente, o tempo é diferente, e diferente é o meu estado de espírito quando pico o ponto à saída do trabalho. Pedalar ao longo da cidade é uma das alegrias que tenho. É meio caminho andado pedalado para voltar a boa disposição.

Num ritual de mobilidade, numa rota aleatória, a cada retorno a casa, todas as tardes encontro sempre algo diferente que me detém a pedalada: um velho amigo para saudar, boas e más atitudes que me fazem pensar, um fugaz momento que de novo me liberta a mente e me faz fantasiar.

Aproveito cada momento

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário

às vezes, só é preciso fazer um longo passeio de bicicleta com amigos

Escolher um título assim parece banal para quem não alterou muito as suas rotinas em cima de um selim. Simplificando, o tema tem tudo a ver com esta pandemia prolongada em que definhamos, com confinamentos, cercos, testes e o diabo a quatro… sete ou oito variantes, já nem sei!

Na realidade, nenhum de nós está realmente bem no que está relacionado com a saúde mental. Uma definição de definhar é uma sensação de estagnação e vazio. Certamente, nesta comunidade incrível de aficionados do ciclismo muitos de nós deverá estar a sentir o mesmo, mesmo não parando de dar ao pedal.

O que sinto nas pessoas não é depressão, é a sensação de que as coisas estão um tanto ou quanto sem alegria e sem objetivo. Negligenciar a saúde mental pode entorpecer a motivação e o foco, passando o tempo parado, olhando para sua vida através de um ecrã ou de um pára-brisas enevoado.

Em vez de mergulhar a cabeça na areia e de nos auto-clausurarmos, a actividade de pedalar, especialmente para quem utiliza a bicicleta diariamente, para e do trabalho, tem esta coisa boa de dar uma boa razão para cuidar da mente, permitir o escape ao teletrabalho e ao sedentarismo. O que não fazia há tempos era um dia assim, a livre convivência de pedalar com amigos.

Queria voltar com eles para as estradas abertas, para as mesmas estradas que ultimamente tenho pedalado sozinho. Queria reviver um qualquer passeio que com eles fiz no passado. Queria lembrar um dos melhores dias que já tive numa bicicleta. Queria recordar o nosso grande amigo Jacinto, que quis o destino nos levar sem pré-aviso, o corpo mas não a sua alma que sempre estará, e esteve, ao nosso lado.

Ao nascer do sol do último dia do ano, eu, o Rui e o Couto, nos juntamos e pedalamos para norte, conversando e almejando dias melhores. Os raios da manhã fluíram livres através da brisa fresca, sob um sol luminoso. A minha mente estava serena, o ritmo pausado e adequado para, em harmonia, continuar a viagem em boa companhia.

Horas se passaram e as pernas continuaram, rodando os pedais em consonância com o ritmo das conversas e dos reencontros. Na tranquilidade da ecopista, em transe com tudo o que via e ouvia… Um melro perfurou o silêncio quando abandonou o seu poleiro, sobrevoou a minha cabeça, e na minha frente ficou a flutuar por alguns metros, como que para me dizer que eu estava no caminho certo.

Sabendo de antemão o que vinha depois de cada curva, eu estava ali desconhecendo tudo, como se fosse a primeira vez que pedalasse por esses caminhos. Maravilhado com cada paisagem, a querer tirar fotos a tudo, a cada cenário, sabendo que seria suficiente tirar fotografias com os próprios olhos.

Um dia de sol perfeitamente claro e quente demais para a época do ano. Ao longo da manhã nos deparávamos com um horizonte cada vez mais nítido, entre um verde brilhante contra o céu azul ofuscante. A natureza estava oferecendo a chance para a nossa mente relaxar. A bicicleta estava proporcionando o impulso para nos livrarmos das preocupações, dúvidas ou tristezas.

Enquanto rodávamos lentamente para sul, antes de irmos ao encontro com o oceano, o estômago reclamou. O almoço nos brindou mais uma vez com o valor da amizade, da vontade de estar junto. Nenhuma grande decisão na vida foi tomada naquele dia, mas uma tranquilidade no pensamento surgiu, por estar a disfrutar da boa companhia, a ouvir, a sorrir, a celebrar.

E para acabar uma pequena confraternização, afinal de contas é para isso que estamos aqui. A pedalada é só uma desculpa.

Depois de um longo e completo dia, o regresso a casa trouxe novos objectivos, embora pareça menos importante agora do que é a minha perspectiva, do que um longo dia de bicicleta realmente significa. Eu me senti revigorado, não pela distância, mas pelo tempo que passei com velhos amigos. BOM ANO.

Publicado em marcas do selim | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 10 Comentários

de que me adianta ter asas se não puder sentir o vento!

Sai para a rua, alça a perna esquerda e sobe para o tubo superior da bicicleta. O primeiro ataque de rajada causa-lhe um certo desequilíbrio e a posição desajeitada a tentar encaixar o sapato no pedal.

Chicotadas de vento no rosto, os olhos semicerrados, o ciclista fecha o casaco até ao pescoço. Imóvel, com o peso do corpo sobre o outro pé, o cérebro é chamado para ajudar. 

Assentando levemente o rabo na ponta do selim, o pedal é puxado para cima, meia volta. Empurrada horizontalmente com um golpe de força, a bicicleta sai da sua dormência. O pé direito eleva-se do chão e, com dificuldade, calca o pedal oponente para ganhar algum impulso.

Por fim o ciclista começa a rolar para a frente, lentamente, vacilante, à procura de um caminho recto.

O arranque é vagaroso, o corpo estremece com uma outra rajada de vento lateral, do lado esquerdo, quase derrubando o ciclista da bicicleta, para a direita.

Perseverante, segurando o guiador, o ciclista vira para o vento, contrário, desafiando-o para uma competição de força. De pé, com firmeza sobre os pedais, corpo erecto, músculos activados, o ciclista se esforça para manter o progresso em resposta à mão pesada da natureza.

No ar livre, algo parece agitado. Folhas secas, pedaços de matéria descartada e objectos não identificáveis, tudo se move num poderoso redemoinho. Uma desprezada folha de jornal cola-se à canela, recusando-se a ceder, debatendo-se para evitar esvoaçar livremente.

Coxas que tremem de fadiga na competição contra uma parede invisível. Submissa, a bicicleta rola pela rua, em sincronia com a respiração ofegante do ciclista, dobrado pelo esforço e pelo atrito dinâmico.

Ora soprando da esquerda, ora ventando da direita, a corrente de ar pressiona-o, impedindo o movimento perfeito. Acelera para que mantenha o equilíbrio. É um turbilhão de velocidade, uma atmosfera sem limites.

Quase vertical agora, a mudança de direcção dá ao ciclista uma benesse. Sem aviso, a força do vento suaviza. A inércia tem o seu princípio. Um pedaço de espaço vazio, um vácuo inesperado, sem resistência ao andamento.

O vento empurra-o mais e mais rápido, impondo uma corrida favorável em confronto com a estrada. Rapidamente, as pernas ficam leves. Impelem a corrente sem esforço, consomem a energia do vento, como uma vela inflada nas suas costas. 

Planar, pedalando, rolando, desviando, a velocidade aumenta sem esforço. Ao sabor do vento.

Soltando o corpo, desprotegido através da dança da bicicleta, o ciclista chega ao seu destino, desmonta e equilibra as pernas, feliz por estar em terra firme.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário

can’t miss [230] lisboaparapessoas.pt

IVA reduzido para bicicletas?
União Europeia está a trabalhar na proposta, pode chegar a Portugal em 2022

“O objectivo da União Europeia (UE) é, em parte, alinhar o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) com os objectivos e metas climáticas.

Fotografia de Mário Rui André/Lisboa Para Pessoas

O imposto sobre o valor acrescentado (IVA) das bicicletas pode descer em Portugal e na União Europeia (UE), mas isso não significa que os veículos de duas rodas se tornem mais acessíveis. Os ministros das Finanças da UE acordaram flexibilizar as regras para aplicação das taxas reduzidas de IVA por parte de cada Estado-membro em diversos bens.” […]

Podes ler o artigo completo em: https://lisboaparapessoas.pt/2021/12/14/iva-reduzido-bicicletas-uniao-europeia/

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário

can’t miss especial: Velo Invicta tem destaque no Porto.pt

Velo Invicta não perde pedalada para manter o estatuto de rainha das bicicletas

Mr Barbosa todo babado (foto: Porto.pt)

“Em agosto de 1959, a Alteza vencia a Volta a Portugal em bicicleta, com Carlos Carvalho nos pedais e Domingos Capas Peneda como diretor da prova. Este e outros registos, guardados em papel que a história foi amarelecendo, fazem do percurso da Velo Invicta Capas Peneda uma verdadeira camisola amarela entre as rainhas das bicicletas. Na mais antiga loja de velocípedes da cidade, a paixão ainda se sobrepõe a modas e há muito pedala do lado sustentável do caminho.” […]

Assim começa o excelente artigo hoje publicado no Porto.pt sobre a mais velha e afamada oficina loja de bicicletas do Porto: a Velo Invicta. Foi ali mesmo, na húmida oficina loja do rés-do-chão do nº 208 da Praça Filipa de Lencastre, mais tarde com acabamentos feitos com uns finos à mistura na movimentada noite do varandim dos restaurantes, que Sua Alteza viu a lua pela primeira vez.

É com o profissionalismo e permanente prontidão do bicycle repair man cá do sítio, mister Barbosa, Capas Peneda para os amigos, que lá tenho ido tratar das maleitas e operações mais complicadas às biclas do meu harém. À laia de muita paciência, conversa barata e peças raras, no final de contas o serviço fica pronto e, um dia mais tarde, todas sem excepção, voltam lá para nova revisão.

Com as transformações feitas no histórico edifício, entretanto restaurado para partilhar a oficina loja com um serviço de bar e restauração, a Velo Invicta perdeu muito daquele fascínio, poeirento e húmido, de mui antiga e invicta oficina loja de bicicletas, com o brio e dedicação do amigo Barbosa permanece de portas abertas a quem a visita, cada vez mais atafulhada de bicicletas, plena de simpatia e a mestria de sempre.

a “antiga” Velo Invicta Capas Peneda era assim

Mais uma vez partilho o Link para o Artigo: https://www.porto.pt/pt/noticia/velo-invicta-nao-perde-pedalada-para-manter-o-estatuto-de-rainha-das-bicicletas

Publicado em can't miss it, motivação | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário

can´t miss [229] www.publico.pt

Metro do Porto disponibiliza parques para bicicletas nas estações

“Estes equipamentos são reservados a clientes com um título Andante válido e cada um deverá usar o seu próprio cadeado para efectuar a fixação das bicicletas aos aros.

A Metro do Porto tem disponível um novo serviço que consiste em permitir “o estacionamento seguro” de bicicletas em várias estações, que visa contribuir para “uma mobilidade cada vez mais sustentável e ainda mais intermodal”, foi anunciado nesta quinta-feira.” […]

Lê a notícia completa em: https://www.publico.pt/2021/11/25/local/noticia/metro-porto-disponibiliza-parques-bicicletas-estacoes-1986324

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário

sobre a reportagem SIC “A diferentes velocidades”

Clicar no link abaixo para assistir à reportagem:

https://sicnoticias.pt/programas/reportagemespecial/2021-11-13-A-diferentes-velocidades-3132a540

Esta reportagem da SIC é sobretudo focada na total impunidade de “automobilistas” que circulam na estrada sem consciência da arma que têm em mãos. A reportagem poderá ter o cliché de “dar medo às pessoas” que pensam vir a utilizar a bicicleta no trânsito. Ora, porque nela são apresentados os mais recentes casos fatais de acidentes rodoviários, que resultaram na morte ou ferimentos graves em pessoas utilizadoras da bicicleta, não implica necessariamente amedrontar ninguém mas em fazer entender que é premente punir esta selvajaria rodoviária, castigar devidamente as acções de quem ao volante coloca em risco a vida de terceiros. Pôr atrás das grades quem provoca o acidente e foge, abandonando o sinistrado.

A meu ver esta reportagem fazia falta. É serviço público e deveria ser de visualização obrigatória nas aulas de código e condução. Até hoje não tinha ainda visto nenhuma outra reportagem, televisiva ou impressa, onde se expõem os reais perigos na convivência entre ciclistas e automobilistas no que à partilha da estrada diz respeito. A questão do ónus da segurança tem de recair no automobilista e não no ciclista. Os comportamentos de risco de quem conduz são muito mais gravosos e mortíferos do que uma casual distração de quem vai a pedalar.

Muita gente diz ter receio em andar de bicicleta no trânsito, no meio dos carros, um temor que os impede de usar a bicicleta como meio de transporte. Esse medo não é totalmente infundado, tenho de admitir. Pedalar acarreta riscos como qualquer outra actividade. Um trambolhão é uma coisa, mas ser atingido nas costas por um caixote de aço com várias toneladas é muito pior.

Do ciclista é esperado o ónus da sua segurança, da preservação da sua integridade física. É esperado que o ciclista se equipe, a si e à sua bicicleta, com os apetrechos adequados. Luzes dianteiras e traseiras para ser visível à noite. O hábito de vestir roupas coloridas ou faixas reflectoras evidência o seu nível de prudência. Usar um capacete é visto como um ciclista consciente. Respeitar as regras de trânsito mais elementares. Mas o ónus da segurança inequivocamente deve incidir sobre quem conduz um veículo a motor. A maior cota de responsabilidade e obrigação na prevenção rodoviária tem de recair sobre o cachaço do automobilista.

Ao automobilista quase tudo é permitido e desculpado. Tudo o que faz de errado é invariavelmente justificável, como uma distração ocasional. Quando acontece o acidente foi porque algo fugiu ao seu controle, desculpam-se. Os cidadãos são liberados de muitas obrigações normais quando estão atrás do volante. Qualquer um pode cometer um erro. Então, quando se trata de prejudicar outra pessoa, especialmente um ciclista ou um peão, nenhum crê que tal lhe possa acontecer.

Não é simplesmente uma questão de automobilistas contra ciclistas. O ónus da segurança também deve ser exigido aos gestores públicos e governamentais. São devidas medidas para tornar as ruas mais seguras, bem como fiscalizar o devido cumprimento das regras de trânsito e punir quem não as cumpre. É algo que deve ser feito para o bem de todos. A culpa e o remorso nunca serão suficientes para devolver as vidas perdidas.

É bastante duro ver os testemunhos destes pais, destes filhos de pessoas que viram ceifada de uma forma brutal a vida dos seus familiares. Só porque estavam a pedalar uma bicicleta! É deprimente ver como a “Justiça” lida com isto. É chocante ver a impunidade dos tribunais para quem mata. É revoltante perceber o “sacudir a água do capote” das seguradoras.

Quanto às baboseiras do xôr Barbosa, mais do mesmo. Declarações absurdas, de uma total falta de carácter, sensibilidade e civismo.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , , | 2 Comentários

fotocycle [262] pedal outonal

Os cheiros, o ar fresco, as cores douradas. Este deve ser o momento que faz a mente vaguear, para relaxar ou ter a desculpa de um “ciclofotógrafo” de fim-de-semana. Muitas vezes não resisto parar, encostar a bicicleta para que possa admirar a beleza e o brilho da manhã. Porque é quase mágico, porque tenho vontade, porque gosto de desfrutar do ar livre, viajando, experimentando uma vida simples. Aproveito cada momento.

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário

por mim falo…

Aqui o ciclista é um descalabro para a economia. Não comprou carro e assim não precisou de pedir dinheiro emprestado para o comprar. Não paga portagens, estacionamento, seguros, oficina… Não consome combustíveis fósseis e, como tal, não contribui para os impostos ISP, ISV, IUC… Resumidamente, aqui o ciclista não acrescenta nada ao PIB do país.

Agora, fora de tangas, nesta crise energética que não tem fim à vista, estar diariamente a levar com a lamúria generalizada da escalada do preço dos combustíveis dá vontade de dizer: “Not my problem”.

Estou a ser um pouco irónico, porque na verdade esta crise energética afecta-nos a todos, directa ou indirectamente, fazendo aumentar os preços dos bens de consumo.

Ok, nem todos podem usar bicicletas ou trotinetes, nem todos têm transportes públicos à disposição. Mas outros querem ter e também não têm em nada a vida facilitada. 

Para que a opção pela bicicleta na mobilidade e acessibilidades seja possível para a maioria das pessoas, é necessária uma profunda reorganização no planeamento urbano e na requalificação das vias rodoviárias. É necessária uma aposta clara na promoção de soluções multimodais e de mobilidade partilhada, com o reforço da oferta do serviço ferroviário. Dotar as estações de interface de transporte público com estacionamento seguro para bicicletas. Incrementar e fomentar a utilização de serviços de bicicletas partilhadas. Reforçar a rede de vias cicláveis. É preciso haver a mudança de hábitos, educação e o incentivo.  

Mas a minha demanda aqui é bater forte no capacete daquela malta que só dá ao pedal por estradas e trilhos ao fim-de-semana. Esquecem-se que a bicicleta é um fantástico meio de transporte. Ora, aproveitando a condição física adquirida com as pedalas desportivas, os “prós” bem que poderiam gradualmente ir “subindo a torre”, rentabilizar a tonificação das pernocas para também dar ao pedal nos chamados dias úteis, para fazer coisas também úteis. Porque não!?

Se forem levadas em conta as actividades quotidianas, como ir e voltar do local de trabalho, ir e voltar da escola, fazer umas compras ou simplesmente ir ali ao café da esquina ter com os amigos, o índice de poupança na carteira é muito mais compensador do que andar sempre de “cu tremido”. Acreditem.

Mesmo no seio do pelotão de ciclistas de fim-de-semana, há erradamente o consenso de que o ciclismo é para treinar e para o lazer, mas socialmente a sua prática está mais associada ao transporte e à utilização conjugada com outros meios de transporte, especialmente os transportes ferroviários. A ideia aqui é muito simples, é uma espécie de juntar o agradável à útil independência que só a bicicleta proporciona e assim poupar uns euros no bolso. Não tem nada que saber. Se o gasoil está pela hora da morte, é trocar o dispendioso combustível fóssil pela gratuita transpiração.

Por mim, e por mim falo, levava as gasolineiras à falência.

Publicado em 1 carro a menos | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , | 5 Comentários

can´t miss [228] lisboaparapessoas.pt

Bicicletas, Einstein e a Lua

“Enquanto ciclista e mulher, quero o direito à liberdade de me mover na cidade com o meio de transporte que quiser, e não ser penalizada em termos de segurança porque o meio escolhido é a bicicleta.”

[…]

Enquanto não estamos a olhar, a realidade acontece

Gostaria de terminar trazendo à baila um episódio que envolve Einstein, e que vem muito a propósito, em que o génio da física diz acreditar que a matéria tem uma realidade independentemente das medições que são feitas. 

Einstein está, neste caso, a falar de partículas e de assuntos quânticos que não cabem neste texto, mas a sua conclusão, em jeito de metáfora, encaixa aqui perfeitamente para ilustrar a forma como olho para a existência de cada vez mais ciclistas nas ruas e nas ciclovias de Lisboa. Disse ele: «A Lua não deixa de existir só porque não estamos a olhar para ela.» 

Tal como o vejo, as pessoas que usam a bicicleta diariamente na ciclovia da Avenida Almirante Reis não deixam de existir só porque, num dado momento não estamos a olhar para elas. Ou a olhar por elas.”


Laura Alves é co-autora do livro A Gloriosa Bicicleta e do projecto documental Maria Bicicleta.

Recomendo a leitura na íntegra da excelente crónica de Laura Alves, a sua experiência pessoal, a relação entre a mobilidade urbana e as medidas que fomentem o uso de mobilidade suave, as posições do recentemente eleito presidente da C. M. de Lisboa face às ciclovias, especialmente à que foi desenhada na Av. Almirante Reis pela administração cessante.

Fonte: https://lisboaparapessoas.pt/2021/10/11/bicicletas-einstein-lua/

Publicado em can't miss it, motivação | Etiquetas , , , , , , , , , , , , , , | Publicar um comentário