can´t miss [229] www.publico.pt

Metro do Porto disponibiliza parques para bicicletas nas estações

“Estes equipamentos são reservados a clientes com um título Andante válido e cada um deverá usar o seu próprio cadeado para efectuar a fixação das bicicletas aos aros.

A Metro do Porto tem disponível um novo serviço que consiste em permitir “o estacionamento seguro” de bicicletas em várias estações, que visa contribuir para “uma mobilidade cada vez mais sustentável e ainda mais intermodal”, foi anunciado nesta quinta-feira.” […]

Lê a notícia completa em: https://www.publico.pt/2021/11/25/local/noticia/metro-porto-disponibiliza-parques-bicicletas-estacoes-1986324

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sobre a reportagem SIC “A diferentes velocidades”

Clicar no link abaixo para assistir à reportagem:

https://sicnoticias.pt/programas/reportagemespecial/2021-11-13-A-diferentes-velocidades-3132a540

Esta reportagem da SIC é sobretudo focada na total impunidade de “automobilistas” que circulam na estrada sem consciência da arma que têm em mãos. A reportagem poderá ter o cliché de “dar medo às pessoas” que pensam vir a utilizar a bicicleta no trânsito. Ora, porque nela são apresentados os mais recentes casos fatais de acidentes rodoviários, que resultaram na morte ou ferimentos graves em pessoas utilizadoras da bicicleta, não implica necessariamente amedrontar ninguém mas em fazer entender que é premente punir esta selvajaria rodoviária, castigar devidamente as acções de quem ao volante coloca em risco a vida de terceiros. Pôr atrás das grades quem provoca o acidente e foge, abandonando o sinistrado.

A meu ver esta reportagem fazia falta. É serviço público e deveria ser de visualização obrigatória nas aulas de código e condução. Até hoje não tinha ainda visto nenhuma outra reportagem, televisiva ou impressa, onde se expõem os reais perigos na convivência entre ciclistas e automobilistas no que à partilha da estrada diz respeito. A questão do ónus da segurança tem de recair no automobilista e não no ciclista. Os comportamentos de risco de quem conduz são muito mais gravosos e mortíferos do que uma casual distração de quem vai a pedalar.

Muita gente diz ter receio em andar de bicicleta no trânsito, no meio dos carros, um temor que os impede de usar a bicicleta como meio de transporte. Esse medo não é totalmente infundado, tenho de admitir. Pedalar acarreta riscos como qualquer outra actividade. Um trambolhão é uma coisa, mas ser atingido nas costas por um caixote de aço com várias toneladas é muito pior.

Do ciclista é esperado o ónus da sua segurança, da preservação da sua integridade física. É esperado que o ciclista se equipe, a si e à sua bicicleta, com os apetrechos adequados. Luzes dianteiras e traseiras para ser visível à noite. O hábito de vestir roupas coloridas ou faixas reflectoras evidência o seu nível de prudência. Usar um capacete é visto como um ciclista consciente. Respeitar as regras de trânsito mais elementares. Mas o ónus da segurança inequivocamente deve incidir sobre quem conduz um veículo a motor. A maior cota de responsabilidade e obrigação na prevenção rodoviária tem de recair sobre o cachaço do automobilista.

Ao automobilista quase tudo é permitido e desculpado. Tudo o que faz de errado é invariavelmente justificável, como uma distração ocasional. Quando acontece o acidente foi porque algo fugiu ao seu controle, desculpam-se. Os cidadãos são liberados de muitas obrigações normais quando estão atrás do volante. Qualquer um pode cometer um erro. Então, quando se trata de prejudicar outra pessoa, especialmente um ciclista ou um peão, nenhum crê que tal lhe possa acontecer.

Não é simplesmente uma questão de automobilistas contra ciclistas. O ónus da segurança também deve ser exigido aos gestores públicos e governamentais. São devidas medidas para tornar as ruas mais seguras, bem como fiscalizar o devido cumprimento das regras de trânsito e punir quem não as cumpre. É algo que deve ser feito para o bem de todos. A culpa e o remorso nunca serão suficientes para devolver as vidas perdidas.

É bastante duro ver os testemunhos destes pais, destes filhos de pessoas que viram ceifada de uma forma brutal a vida dos seus familiares. Só porque estavam a pedalar uma bicicleta! É deprimente ver como a “Justiça” lida com isto. É chocante ver a impunidade dos tribunais para quem mata. É revoltante perceber o “sacudir a água do capote” das seguradoras.

Quanto às baboseiras do xôr Barbosa, mais do mesmo. Declarações absurdas, de uma total falta de carácter, sensibilidade e civismo.

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fotocycle [262] pedal outonal

Os cheiros, o ar fresco, as cores douradas. Este deve ser o momento que faz a mente vaguear, para relaxar ou ter a desculpa de um “ciclofotógrafo” de fim-de-semana. Muitas vezes não resisto parar, encostar a bicicleta para que possa admirar a beleza e o brilho da manhã. Porque é quase mágico, porque tenho vontade, porque gosto de desfrutar do ar livre, viajando, experimentando uma vida simples. Aproveito cada momento.

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por mim falo…

Aqui o ciclista é um descalabro para a economia. Não comprou carro e assim não precisou de pedir dinheiro emprestado para o comprar. Não paga portagens, estacionamento, seguros, oficina… Não consome combustíveis fósseis e, como tal, não contribui para os impostos ISP, ISV, IUC… Resumidamente, aqui o ciclista não acrescenta nada ao PIB do país.

Agora, fora de tangas, nesta crise energética que não tem fim à vista, estar diariamente a levar com a lamúria generalizada da escalada do preço dos combustíveis dá vontade de dizer: “Not my problem”.

Estou a ser um pouco irónico, porque na verdade esta crise energética afecta-nos a todos, directa ou indirectamente, fazendo aumentar os preços dos bens de consumo.

Ok, nem todos podem usar bicicletas ou trotinetes, nem todos têm transportes públicos à disposição. Mas outros querem ter e também não têm em nada a vida facilitada. 

Para que a opção pela bicicleta na mobilidade e acessibilidades seja possível para a maioria das pessoas, é necessária uma profunda reorganização no planeamento urbano e na requalificação das vias rodoviárias. É necessária uma aposta clara na promoção de soluções multimodais e de mobilidade partilhada, com o reforço da oferta do serviço ferroviário. Dotar as estações de interface de transporte público com estacionamento seguro para bicicletas. Incrementar e fomentar a utilização de serviços de bicicletas partilhadas. Reforçar a rede de vias cicláveis. É preciso haver a mudança de hábitos, educação e o incentivo.  

Mas a minha demanda aqui é bater forte no capacete daquela malta que só dá ao pedal por estradas e trilhos ao fim-de-semana. Esquecem-se que a bicicleta é um fantástico meio de transporte. Ora, aproveitando a condição física adquirida com as pedalas desportivas, os “prós” bem que poderiam gradualmente ir “subindo a torre”, rentabilizar a tonificação das pernocas para também dar ao pedal nos chamados dias úteis, para fazer coisas também úteis. Porque não!?

Se forem levadas em conta as actividades quotidianas, como ir e voltar do local de trabalho, ir e voltar da escola, fazer umas compras ou simplesmente ir ali ao café da esquina ter com os amigos, o índice de poupança na carteira é muito mais compensador do que andar sempre de “cu tremido”. Acreditem.

Mesmo no seio do pelotão de ciclistas de fim-de-semana, há erradamente o consenso de que o ciclismo é para treinar e para o lazer, mas socialmente a sua prática está mais associada ao transporte e à utilização conjugada com outros meios de transporte, especialmente os transportes ferroviários. A ideia aqui é muito simples, é uma espécie de juntar o agradável à útil independência que só a bicicleta proporciona e assim poupar uns euros no bolso. Não tem nada que saber. Se o gasoil está pela hora da morte, é trocar o dispendioso combustível fóssil pela gratuita transpiração.

Por mim, e por mim falo, levava as gasolineiras à falência.

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can´t miss [228] lisboaparapessoas.pt

Bicicletas, Einstein e a Lua

“Enquanto ciclista e mulher, quero o direito à liberdade de me mover na cidade com o meio de transporte que quiser, e não ser penalizada em termos de segurança porque o meio escolhido é a bicicleta.”

[…]

Enquanto não estamos a olhar, a realidade acontece

Gostaria de terminar trazendo à baila um episódio que envolve Einstein, e que vem muito a propósito, em que o génio da física diz acreditar que a matéria tem uma realidade independentemente das medições que são feitas. 

Einstein está, neste caso, a falar de partículas e de assuntos quânticos que não cabem neste texto, mas a sua conclusão, em jeito de metáfora, encaixa aqui perfeitamente para ilustrar a forma como olho para a existência de cada vez mais ciclistas nas ruas e nas ciclovias de Lisboa. Disse ele: «A Lua não deixa de existir só porque não estamos a olhar para ela.» 

Tal como o vejo, as pessoas que usam a bicicleta diariamente na ciclovia da Avenida Almirante Reis não deixam de existir só porque, num dado momento não estamos a olhar para elas. Ou a olhar por elas.”


Laura Alves é co-autora do livro A Gloriosa Bicicleta e do projecto documental Maria Bicicleta.

Recomendo a leitura na íntegra da excelente crónica de Laura Alves, a sua experiência pessoal, a relação entre a mobilidade urbana e as medidas que fomentem o uso de mobilidade suave, as posições do recentemente eleito presidente da C. M. de Lisboa face às ciclovias, especialmente à que foi desenhada na Av. Almirante Reis pela administração cessante.

Fonte: https://lisboaparapessoas.pt/2021/10/11/bicicletas-einstein-lua/

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se bem me lembro

Rabo no selim – um texto que começa com referência ao rabo deve ser interessante, deve!… – mãos firmes no alinhamento dos drops – para os leigos, drops são as extremidades do guiador, ok?… – duas rodas que obedecem ao impulso dos pedais e dou início à pedalada. Invariavelmente assim começa a diária pedalada para o trabalho, que oficialmente começa à porta do meu prédio. As voltas e passeios ao fim de semana têm o mínimo de planeamento. Têm sempre as maiores expectativas, com intenção para que o passeio seja mais um memorável evento para a vida.

A aldeia das Mós, aquele aglomerado de casinhas aconchegadas entre os montes.

Os melhores dias de férias reservo para as minhas aldeias. Desta feita, o ponto de partida foi à porta da pequena casa onde viveram os meus avós, na aldeia das Mós. Manhã encoberta, a aldeia deserta, parto à emoção. Sem horários, sem urgência, o sorriso estupidamente satisfeito do ciclista e a minha bicicleta. Estrada fora, pela quietude da Natureza, pedalando entre as vinhas, as amendoeiras, a passarada e os sons incógnitos de bichos furtivos. Um caminho bucólico.

Vila Nova de Foz Côa lá ao fundo

Esbugalho os olhos e escancaro as narinas. A bicicleta é parte do meu ser e a estrada está toda por minha conta. A agradável descida com curvas acentuadas traz-me o aroma das uvas. Fecho os olhos e inspiro. Sinto cada fenda, cada solavanco, balanço e tremo a cada mudança das saliências da velha estrada. No reencontro com o rio, que é d’ouro, inclino-me e aperto os travões. Refreio a emoção, detenho-me em silêncio e disparo mais um clique. Repetidamente.

o pachorrento rio Douro e a linha do comboio, que por ali passou logo a seguir

No constante movimento sobre o asfalto, o chão inclina e calco os pedais. Ao longe ouve-se o comboio que leva gente pelas curvas do rio. Sinto o motor de um carro, cada vez mais perto de mim, ecos de uma civilização enfurecida com este ser humano que sai do alinhamento. Avanço com confiança, subida após subida. Os pensamentos voam. A paz e a contemplação na perfeita simbiose. A serra deve ter açúcar.

Altos e baixos, curvas e contra curvas, contornando cada monte do Alto Douro

Não admira que arranje todos os pretextos para parar, olhar para a paisagem ou para me refrescar na água fresca de um fontanário. Simplesmente parar para recomeçar. Também não é estranho não parar, e acelerar estrada abaixo até um minúsculo ponto que cresce com o desejo de lá chegar. Tudo é possível quando a adrenalina espalha o seu efeito. Quanto a mim, só queria, como se pudesse, parar o tempo.

É mais ou menos como uma experiência extra corporal, como quando contemplamos um sonho, onde sabemos tudo e dominamos tudo. Porque é quase mágico, às vezes apenas queremos nunca sair dali, ou então sair a voar, como um falcão que plana lá em cima, domina o vento e tudo vê cá em baixo. Os cheiros, o ar quente, o suor, as sensações têm o seu retorno. Os fluxos de água, as casas antigas, os resistentes das aldeias, a pintura de uma paisagem majestosa e subjugada pelo Homem. Não estou só.

O espelho das águas calmas do Douro, apreendidas pela Barragem do Pocinho

Impregnado de sabor deste pedaço de maravilha, o momento da verdade chega. Mergulho no rio. Estou em casa… quer dizer, o piquenique está servido. “Olá pessoal”. Não importa quantas vezes eu pedale por ali, pelo Alto Douro Vinhateiro, que nunca serei capaz de compor tudo numa só imagem. Nunca serei capaz de exprimir tudo num só parágrafo. Tudo aquilo alimenta a mente e a imaginação. Uma encenação dos deuses em horas de contemplação, num dos mais simples e agradáveis actos que é a alegria de pedalar uma bicicleta.

Poorrrrrr… a água está frrrrrriia…

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can´t miss [227] dinheirovivo.pt/empresas/

Governo reforça ‘cheque’ para comprar bicicletas

Fundo Ambiental injeta mais meio milhão de euros na compra de velocípedes com e sem assistência elétrica. Apoios tinham esgotado em menos de meio ano

“Governo reforçou o ‘cheque’ para comprar bicicletas. O Fundo Ambiental injetou meio milhão de euros na medida de apoio à aquisição de veículos sem emissões, segundo despacho publicado esta terça-feira em Diário da República.

Subiu de 650 mil para 1,1 milhões de euros (mais 450 mil euros) o orçamento para a compra de bicicletas, motos ou ciclomotores. Sejam particulares ou empresas, as ajudas serão de até 350 euros por unidade, com a comparticipação de até metade do preço. Os particulares apenas poderão apresentar uma candidatura; as empresas terão direito a um máximo de quatro ajudas.

No caso das bicicletas convencionais, sem assistência elétrica, o envelope financeiro duplicou para 100 mil euros. O Fundo Ambiental comparticipa em 20% no valor da aquisição, no máximo de 100 euros.

A grande fila de espera para beneficiar da ajuda do Estado explica o reforço do orçamento para a compra de bicicletas.”

[…]

Podes ler a noticia a notícia completa em: https://www.dinheirovivo.pt/empresas/governo-reforca-cheque-para-comprar-bicicletas-14056688.html

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fotocycle [261] Verão no Porto

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can’t miss [226] www.alvorada.pt/

Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho abre esta quinta-feira em Torres Vedras

Foto: D. R.

“O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho tem abertura marcada para esta quinta-feira. O novo equipamento cultural encontra-se no espaço do antigo refeitório da Casa Hipólito, no Bairro Arenes, onde irá apresentar uma exposição permanente e uma exposição temporária.

Preservar a memória do ciclista torriense Joaquim Agostinho faz parte da missão do mais recente museu oestino, que pretende, ainda, promover o ciclismo enquanto prática desportiva e social. Segundo uma nota de imprensa do Município de Torres Vedras enviada ao ALVORADA, “para isso, o equipamento irá investigar, conservar, interpretar, divulgar e valorizar os testemunhos materiais e imateriais mais relevantes da história do ciclismo, do uso da bicicleta e da memória e identidade da comunidade ciclística”.”

[…]

Podes ler a notícia completa em; https://www.alvorada.pt/index.php/oeste/4199-museu-do-ciclismo-joaquim-agostinho-abre-esta-quinta-feira-em-torres-vedras

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can’t miss [225] 24.sapo.pt/atualidade/artigos

Portugal quer abraçar a bicicleta, mas precisa de pedalada para proteger os ciclistas

“De quatro rodas para duas, o futuro da mobilidade quer-se suave, com os carros a ceder espaço às bicicletas e trotinetes. A vontade política manifesta é essa e há cada vez mais pessoas a optar por meios de transporte alternativos. Mas falta segurança, a real e a percecionada — e isso reflete-se em números e histórias trágicas que colocam ciclistas e automobilistas em confronto. E há quem já tenha metido as mãos (e a inteligência artifical) à obra para encontrar uma solução. Se é certo que a vaga de fundo da mobilidade alternativa é incontornável, pede-se uma “transição” em vez de uma “revolução”, e exige-se um plano pensado à medida para que a cidade não seja de uns ou de outros, mas de todos.”

[…]

Partilho este excelente e pertinente artigo de António Moura dos Santos publicado na edição de 20 de julho da Sapo24. Recomendo vivamente a sua leitura e análise.

fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-quer-abracar-a-bicicleta-mas-precisa-de-pedalada-para-proteger-os-ciclistas

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