can’t miss [210] outsideonline.com

Need to Get Around in a Pandemic?
Ride a Bike.

As COVID-19 shuts down buses and trains in cities, we remember that bicycles are the ultimate contingency plan

New Yorkers laughed off the bit about the subway—until social distancing became a way of life, there was no such thing as a New York City subway train that wasn’t packed during rush hour—but they took his bike-to-work advice more seriously. Days later, the New York City Department of Transportation reported a 50 percent surge in cycling over the East River bridges compared to the same time last year. Citi Bike also saw a 60 percent increase in ridership. Certainly, the warm weather and the extra hour of daylight from changing the clocks that weekend contributed to the bumper crop of cyclists, but plenty of people also cited coronavirus as the reason they chose to ride. One rider told the New York Post: “I feel better taking the bike… There are fewer hands touching these handlebars than the subway poles.”

This is by no means the first time people in major cities have turned to the bicycle in a crisis. When Hurricane Sandy knocked out the subway in 2012 and caused gas rationing, people rode bicycles. When the blackout of 2003 plunged New York City and huge swaths of the northeast into darkness, halting trains and causing mass gridlock, commuters scrambled for rental bikes. The bicycle has been a clutch player during transit strikes in New York, Philadelphia, London, and Paris. And on a personal note, during the chaos, confusion, and horror of 9/11, the bicycle got me where I needed to go. When the shit hits the fan, the bicycle is a powerful contingency plan.

[…]

As this pandemic compels us to consider the shortcomings of our healthcare system, the fragility of the economy, and our need for affordable healthcare, we should also give the bicycle its due. Even when you neglect it, it’s always there for you—all it ever needs is a little air in the tires.

Mais alguns artigos de bastante interesse sobre a mesma temática:

“As autoridades belgas estão a encorajar as pessoas a fazerem passeios de bicicleta e caminhadas, desde que mantenham uma distância de segurança de um metro e meio.”  in Jornal Económico

“Em particular, no que diz respeito ao uso da bicicleta, é permitido usá-la como meio de transporte nos movimentos permitidos para chegar ao local de trabalho, ao local de residência, bem como às lojas de primeira necessidade e à prática de desporto ao ar livre.
As condições a serem seguidas, como para todos os movimentos permitidos, não se mover em grupo e mantendo a distância mínima de segurança de 1 metro entre as pessoas.” in: Radiogold.it

“É possível pedalar durante o confinamento anunciado na segunda – feira por Emmanuel Macron , que entrou em vigor por pelo menos duas semanas a partir desta terça-feira. No entanto, várias condições devem ser respeitadas: você precisa andar de bicicleta sozinho e deixar entre 1 e 2 metros entre você e as pessoas que conhece. Finalmente, um certificado de viagem depreciativo será obrigatório para esse passeio, assim como para cada outra finalidade.”  in: liberation.fr

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vivemos dias estranhos

O impacto do surto de coronavírus na realidade lusa é agora evidente. O que parecia estar confinado ao continente asiático se materializou numa ameaça global. O crescimento exponencial do surto do Covid-19 volta a colocar o mundo em estado de guerra contra um microscópico vírus. Ao contrário da primeira pandemia do século, a gripe H1N1, o Covid-19 tem causado uma situação desesperante e de mortalidade muito grande. O cenário é preocupante, e qualquer que seja o desenvolvimento é já um grave problema global de saúde pública.

Se a propagação do coronavírus continuar, na proporção actual, por vários meses, os custos na saúde, na economia e nas condições de vida da população mundial serão terríveis. A perspectiva imediata é de continuidade da pandemia e consequente pandemónio na economia global. Se a pandemia não for controlada e mantiver o ritmo actual, o mundo poderá sofrer uma crise social sem precedentes.

Depois de alguma desvalorização da doença não vamos agora entrar na fase do pandemónio da ignorância e dos medos. Nada de alarmismos, não entremos em pânico. É preciso um esforço colectivo para fazer frente ao inimigo com os nossos comportamentos. Se não forem aceleradas e adoptadas as medidas de contenção da epidemia, estamos bem fodidos… lixados!

Vamos lá malta, cabe a nós, bichos humanos, juntar as mãos… neste caso os cotovelos, e unidos dar cabo deste bichinho, com inteligência, abnegação e civismo. Não lavar daí as mãos, achando que o vírus não nos apanha, mas pelo menos ter as mãos bem lavadas, pois sabe-se que este vírus se transmite com muita facilidade, no contacto próximo com pessoas infectadas ou superfícies e objectos contaminados. Algumas medidas preventivas de higiene pessoal são fundamentais para evitar a propagação da coisa: Evitar o contacto social. Não entupir as linhas de triagem Saúde24. Racionar o consumo de bens essenciais, máscaras de protecção e afins. Seguir as orientações emitidas pelas entidades oficiais. Foi absolutamente recomendado suspender ou adiar eventos com grandes aglomerados, sendo aconselhável ficar de quarentena, restringindo ao indispensável sair de casa.

Mas vida continua, o mundo gira e muitas de nós precisam de se deslocar de um lugar para outro. Ir trabalhar e dar o contributo possível para a sociedade. Diante desta realidade questiona-se qual a forma adequada para o fazer sem se colocar em risco de um possível contágio. Parece óbvio que uma situação de alarme colectivo, viajar de transporte público será o mais arriscado. Basta o sujeito sentado ao lado tossir para causar a dúvida se é seguro entrar num autocarro, comboio ou metro!

O facto é que na mobilidade urbana e interurbana existe uma clara correlação entre o uso do transporte público e a propagação da gripe. A mesma incidência foi verificada em estudos à mobilidade em veículos particulares, como o automóvel, e o risco de contágio com alguém que está com gripe é também presente. Esta evidência é mais um factor para recomendar o uso da bicicleta como a melhor alternativa para o transporte. Obviamente, isso depende da pessoa, da idade, da distância a percorrer, do preparo físico… Não vou dizer a um tipo que leva uma vida sedentária que comece agora a pedalar para o trabalho. Mas, honestamente, quando se têm a opção de se deslocar a pé ou de trotinete eléctrica, acho que é uma prática altamente recomendável e isso reduz significativamente o risco de contágio.

Enquanto durar esta ameaça do Covid-19, continuarei a sair à rua de bicicleta, seja para o meu commute diário, de e para o trabalho, seja para uma pedalada mais demorada e distante. A prática do ciclismo pode ser o antivírus de que precisamos. Desde logo porque todos nós que praticamos ciclismo sabemos que, mentalmente, pedalar é uma actividade lisonjeadora. Não pensamos nas coisas más e nos sentimos mais autónomos e confiantes. Por outro lado, o ciclismo tem benefícios evidentes para o sistema imunitário e pode retardar os efeitos de um possível contágio. Depois, e concordando que é absolutamente recomendado suspender ou adiar eventos com muita gente, não vejo perigo, ou colocar alguém em perigo, ao sair à rua no selim da minha bicicleta. Nesse sentido, não há nada negativo. Não consigo encontrar nada melhor para fazer do que pedalar, mesmo que seja sozinho pois então, para depois, quando chegar a casa, continuar a ser um tipo e cidadão responsável, permanecendo de quarentena, a descansar as pernas.

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can’t miss [209] circulaseguro.pt

Do assunto, traquejo já tenho e muito, demasiado até… Longe vá o agouro (batendo com os nós dos dedos na madeira), prever um acidente, um desfalecimento, uma queda, mas cair de bicicleta pode ocorrer a qualquer um que pedala. Não há destreza do ciclista que supere a física e a lei da gravidade, portanto depois de um infortúnio é importante ter algumas noções do que se pode fazer.

O que fazer se cair da bicicleta na estrada ou em cidade?

“Longe de baixar drasticamente, a sinistralidade de ciclistas mantém-se em alta há alguns anos. O aumento do número de pessoas que se deslocam em bicicleta é um dos motivos que justifica o crescimento de mortos por acidentes com este tipo de veículos, mas não é o único.

Por isso, é peremptório fomentar a convivência. Se nos colocarmos na pele de um ciclista, um dos momentos que mais tememos, desde o mais experiente ao menos rodado, é uma queda. Cair e levantar. Duas ações incluídas de série na nossa genética e que qualquer um de nós que já andou de bicicleta experienciou de forma natural. As consequências de uma queda de bicicleta podem variar muito de acordo com a forma como e onde acontece.

Assim, vamos tomar com fator diferenciador e dedicar a nossa análise às quedas em asfalto. E, ainda que seja inevitável encontrar aspetos em comum, os acidentes em cidade e em estrada que acontecem aos comandos de uma bicicleta podem ter diversas causas, modos de prevenir e repercussões.

Acidentes em cidade e em estrada

Pedalar sobre o asfalto, tal como fazem os ciclistas urbanos e os que pedalam em estrada, significa integrarmo-nos no trânsito e respeitarmos as normas de circulação.
No caso dos acidentes em cidade e em estrada de bicicleta, os ciclistas têm uma certa margem de manobra para esse desagradável e tormentoso momento que experienciam quando sabem que a queda é iminente e que desta vez não a podem remediar. É como quando andar de moto. Todos sabemos que algum dia vamos cair, só não sabemos quando.

O primeiro é genuinamente psicológico. Influencia em boa medida, não só a experiência do ciclista, mas também o grau de atenção que tem nos segundos anteriores ao incidente e a calma que se consegue manter. O ciclista não se livra da necessidade da atenção permanente em estrada. Em caso de queda, esta oferece a oportunidade de colocarmos a preceito os nossos reflexos ou até a vontade direcionada para evitar consequências mais graves.

O que fazer quando caímos?

Se não pudermos evitar cair, podemos tomar algumas medidas…

1 – Mantenha a calma…
Como já referimos, manter a calma pode dar-nos a tranquilidade necessária para evitar diferentes situações que possam ocorrer de imediato. A primeira tem a ver com o trânsito à nossa volta. É muito importante, no caso de quedas pouco graves, procurar afastar-se da zona de circulação dos veículos. Desta forma podem ser evitados males maiores.

2 – Aperceba-se do seu estado de saúde e… mantenha a calma
Claro que a primeira medida vai depender da gravidade da queda. Não é a mesma coisa uma queda que faz um pequeno corte numa perna ou num braço e uma outra que deixa o ciclista imobilizado no asfalto e cheio de dores. Daí a importância dos veículos manterem uma distância de 1,5 m quando circulam ao lado de ciclistas.
Comprove as consequências físicas que a queda pode acarretar para perceber sinais que vão para além da dor. Levando o tempo que for preciso, convém ter atenção ao nível de consciência, ao movimento das articulações, à respiração, à presença de possíveis hemorragias e a tudo o que tenha a ver com os primeiros socorros.
De acordo com a Fundação MAPFRE:
Se depois de uma queda existir dor, perda de conhecimento, dificuldades respiratórias, sonolência, vómito ou outras consequências, chame-se o 112 ou desloque-se, no caso de conseguir, ao hospital mais próximo.
Sem descurar outros possíveis sinais, é mais do que relevante percebermos se a queda afetou a zona da cabeça, pescoço ou costas. É um bom sinal se conseguirmos mexer a cabeça, olhar para os dois lados, para cima e para baixo sem dor.

3 – Peça ajuda
Ainda que aparentemente não estejamos bem, convém dedicarmos tempo suficiente a avaliar a necessidade de ajuda. Isto inclui pedir auxílio aos restantes utilizadores da via, como solicitar o quanto antes assistência médica.

4 – Não se esqueças da saúde da bicicleta
Se nos levantamos do chão com consequências físicas muito leves e se nos encontrarmos em disposição de continuar a rolar, nunca o façamos sem antes verificar como está a bicicleta. É recomendável perceber o estado da direção, do guiador, dos travões, das mudanças e dos restantes componentes. Devemos ainda verificar o estado dos pneus.
A melhor medida a tomar é a prevenção
Seja como for, evitar acidentes em cidade e estrada de bicicleta começa com uma atitude de prevenção. Conhecer e cumprir as normas de circulação é a primeira garantia para salvar situações que podem terminar numa queda.
O capacete é um elemento imprescindível para assegurar uma proteção miníma. A escolha da “roupa” e do equipamento a utilizar é também importante. A própria bicicleta também influencia a sinistralidade. Algumas bicicletas oferecem maior estabilidade e controlo que outras. Ao mesmo tempo é preciso fazer manutenção dos vários componentes da mesma que estão diretamente relacionados com a segurança.
Da mesma forma, é aconselhável tomar medidas para aumentar a visibilidade face ao resto dos utilizadores da via. Isto pode ser conseguido através de elementos refletores, mas também a partir da utilização de sistemas de iluminação permitidos e homologados.

O protagonismo do asfalto

Analisada a frio, uma queda não é mais do que uma junção de variáveis infelizes que acabam por empurrar o ciclista para asfalto. Nesse sentido, existem condicionantes externas que podem influenciar. Falamos da meteorologia ou de pedalarmos com o piso molhado ou até quando está a chover. Este tipo de situações requerem as suas próprias medidas concretas. O asfalto é determinantes nestes contextos.
O estado do asfalto afeta sempre a forma como andamos de bicicleta. Até mesmo no verão. Cair sobre um piso quente pode ser muito perigoso, uma vez que pode rasgar a pela e magoar a sério.
Resumindo, os ciclistas têm de conservar o equilíbrio que os mantém “fixos” ao chão. A ideia é encarar a coisa sem grandes preocupações, tendo sempre o devido cuidado e o material adequado.”

Fonte: Circulaseguro.com

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fotocycle [248] Magnolia x Soulangeana

Assim é outro dia. Mais uma manhã ao fresco, repetindo o mesmo atalho, anunciando a melancolia das metamorfoses de Inverno. Um dia igual e diferente a cada manhã. Frio, mas o dia ainda está a aquecer. Apenas mais uma pedalada para um dia de trabalho. As árvores estéreis invejam as que florescem cedo. Vários tons de branco, rosa e roxo. Floridas camélias e magnólias, que brotam para logo se soltarem e estenderem no chão, no seu ciclo vital. Perene.

Aproveito cada momento.

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can’t miss [208] randonneursportugal.pt

” … desde a pré-inscrição em Janeiro, não passou um dia que não pensasse no PBP, mas de uma forma tranquila, ler/ouvir muitas experiências, treinar, fazer a série … ”

José Mota
Randonneurs Portugal Nº20130132
Paris Brest Paris 2019

“(Foto emprestada) Experienciar um nascer do sol como este no contexto PBP é inexplicável.”

Satisfazendo o compromisso de aqui partilhar os relatos dos aventureiros no Paris-Brest-Pairs de 2019 que vão sendo publicados no sítio dos Randonneur Portugal, chega a vez de dar a conhecer a crónica de José Mota, estreante e “finisher” do PBP, outro randonneur que se sente privilegiado.

“O PBP foi um sonho. Penso que qualquer randonneur que faça distâncias maiores e com alguma regularidade, em algum momento pensa em fazer o PBP, como alguém disse é o “pináculo do calendário randonneur”. É aquele brevet que toda a gente quer fazer pelo menos uma vez. Foi assim comigo também, sonhei e desejei muito e o sonho concretizou-se. Sou um privilegiado.”

Fonte: https://www.randonneursportugal.pt

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#commutescount

Depois de algumas honrosas presenças nos patamares inferiores do mais cobiçado pódio do blogobairro, a única camisola que alguma vez almejaria vencer neste excelso clube strávico que é a Divisão Velopata, um grupeto de moços e moças pedalantes que permitem as suas boas vidas vividas no selim serem bisbilhotadas com pertinácia por um cusco, como quem cusca mesmo, o Velopata, e mensalmente escarrapachadas, gozadas e/ou admiradas, palavras do próprio, numa exposição hum… humor… humoríficoanalítica e insuspeita classificação para a posteridade e honradez de quem ganha horas de vida no pedal.

Quem leva o transporte/passeio/treino velocipédico mais a sério deve necessariamente ter um registo detalhado das suas voltas na aplicação de todas as aplicações, o Strava. Quer por uma questão de contabilidade quilométrica, altimétrica, por uma questão de comparação da evolução ou simples gabarolice, a malta dá ao pedal e acumula kom’s e kudos (não, não são escudos). O que interessa é que esses dados estejam guardados para mais tarde partilhar. E não falo apenas de números. Há depois quem seja mais metódico e coloque belas fotografias de bicicletas, autoretratos e paisagens só para outro ciclista ver. E gostar.

Mas voltando à pêra doce, a Divisão Velopata do Blog do Velopata, pois só mesmo, com o mesmo, o próprio, de quarentena por causa de uma virose coronada… ahhh, afinal foi só uma gripesinha e uma dorzinha de garganta, mais o amigo David Matos mais no processo tântrico da busca do autoconhecimento em sapatilhas, e o meu amigo Frinxas distraído com as vizinhas lá do prédio (diz que foi uma birra! tsss…), é que este vosso companheiro da dura vida de dar ao pedal, inesperadamente venceu a afamada, invejada e suada… tcharammm

Jersey Alucinado Diário

1º Paulo Almeida – 53 RS

2º David Matos – 46 RS

3º Frinxas él Térribelé ® – 43 RS

…”o destaque vai para a grande ausência velopática do pódio dos que não só utilizam a Bicicleta como elemento desportivo em suas vidas mas também para meio de transporte, desconfiando o Velopata que neste adorado clube do qual é curador, muitos desconhecem esta virtuosa faceta da Bicicleta.

Paulo Almeida, curador do blog “na bicicleta” (que podeis encontrar clicando aqui), e David Matos, o nosso diário distribuidor de carochas urbanas pejadas de Pranayama ou lá o que é, como habitualmente assumem as despesas de liderança pelo exemplo, no entanto, o grande destaque prende-se com a chegada do nosso Ciclista com marca registada e tudo, Frinxas él Térribelé ®, ao pódio dos commuters, portantos, praticantes do Commute.

Segundo coscuvilhices velopáticas, Frinxas deu por si acometido de uma invernante desmotivação velocipédica (maleita que o Velopata jamais entenderá; como é possível um bicho humano desmotivar de dar ao pedal?!?!?), portantos é aguardar que este seu lugar no pódio motive seu regresso, não apenas a este, mas a outros pódios velocipédicos onde já o ouvistámos.

E para os mais distraídos, o Velopata explica – RS é a grandeza física, nos entretantos já aceite pelos elevados padrões do SI (Sistema Internacional), que mede a quantidade de Registos Strávicos de um atleta.

No jardim da entidade laboral, já quase todos se habituaram a ver uma das minhas biclas amarrada ao gradeamento, partilhando o espaço com bicicletas e motas de outros funcionários. Colegas não ciclistas, com quem cruzo nas minhas pedaladas diárias entre casa e o hospital, comentam ter me visto ao longo do percurso e questionam-me sobre isso.

O clique deu-se há muitos anos após um desbloqueio mental: “Se ao fim de semana saio em longas pedaladas cicloturistas porque não fazê-lo diariamente para ir trabalhar!”. Essa coisa de ter que usar roupa e equipamento específico para pedalar, à chuva, ao vento, ou debaixo de um sol abrasador, mais não era do que algum acanhamento inerente. Mudar o paradigma da bicicleta na cidade, enfrentar o trânsito diário no Porto para o transporte é dizer convictamente que é possível. Apesar de todos os mitos associados à bicicleta na cidade, muitos outros também adoptaram esse modo de vida.

E porquê a bicicleta e não o carro ou o autocarro? Simplesmente porque é o meio de transporte que permite explorar da melhor forma o ambiente que nos rodeia. A bicicleta permite uma relação diferente com o tempo e o espaço. Ser pontual. Permite descobrir a cidade de uma outra forma, explorar trajectos, conhecer recantos ignorados até pelos próprios residentes. Depois temos o factor económico, a condição física, a tendência ecologista da bicicleta, que influenciam de forma positiva a massa crítica que vai ocupando as ruas da cidade.

Depois do trabalho alargo mais a distância do “commute”. Nos dias de folga, em estrada aberta ou por trilhos campestres, cada curva pode trazer uma coisa nova para contemplar, para explorar. Ao longo destes anos sinto-me cada vez mais acompanhado nesta “aventura” pelo país, reforçando a sensação de autonomia e independência que a bicicleta me dá. E isso é um sentimento que não tem preço. É um estilo de vida adoptado por muita boa gente.

As pessoas são mais felizes a pedalar e sinto isso quando dou ao pedal em boa companhia. A influência externa de ver e acompanhar as pedaladas de amigos com mais anos nas pernas é um exemplo. E muitas vezes tenho de “chupar a roda” deles, que é o mesmo que dizer pedalar a bom pedalar atrás deles e a tentar manter o ritmo. Depois dos cinquenta a diabetes apanhou-me meio de surpresa, o que me tornou ainda mais dependente do prazer terapêutico da bicicleta.

Não há como negar a evidência: estão cada vez mais bicicletas a rodar por todo o lado. Não estamos na Dinamarca, nem temos a cultura velocipédica que se move em Amesterdão, mas as bicicletas inavdiram em modo ligeiro a paisagem urbana e extra-urbana. Mulheres e homens, mais velhos ou mais novos, ciclistas de longa data ou curiosos em iniciação, commuters diários ou cicloturistas de fim de semana, somos todos velopatas.

 

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can’t miss [207] randonneursportugal.pt

“… cá estou eu, infeliz, a tentar dar cumprimento à tarefa de tentar pasmar eventuais leitores com meia dúzia de memórias esfumadas já que, como dizem os RP, quaisquer pérolas de sabedoria poderão ser úteis a potenciais participantes…”

José Ferreira
Randonneurs Portugal Nº20100006
Paris Brest Paris 2019

O Paris-Brest-Paris não tem a emoção de uma clássica Paris-Roubaix nem tem o mediatismo do Tour de France. O que tem de especial o PBP é a atmosfera ao longo do extenso percurso, dos 1.200 e tal quilómetros de pedalada, e o apoio e incentivo dos moradores locais. Não é somente uma “corrida de bicicletas” mas a pertinácia de loucos aventureiros, ciclistas amadores de várias idades e origens, e na diversidade de máquinas a pedais. Para os milhares de participantes o PBP é uma competição pessoal, inerente à sua habilidade, superação e resistência física e mental.

O Paris-Brest-Paris ocorre a cada quatro anos. Depois da edição de 2015, em 2019 teve lugar a 19ª, onde repetentes e estreantes randonneurs tugas também se fizeram às estradas francesas.

Ficando a promessa da partilha dos relatos que venham a ser publicado no sitio dos Randonneur Portugal, para inicio de conversa fica a crónica do Xôr Ferreira, intrépido randonneiro,  coorganizador dos brevets a norte de Portugal.

Via: https://www.randonneursportugal.pt

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fotocycle [247] procrastinar

assim do tipo, “bai indo q’eu bou la ter”… Tás a bêr?!

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can’t miss [206] facebook.com/Gasto-Meu-Salário-Com-Bikes

Andar de bicicleta

“Um dia vou ficar velho e não poderei mais conduzir a minha bicicleta e ela vai ficar na minha garagem como um troféu das minhas memórias.
Conheci pessoas com o mesmo espírito, as quais me ensinaram alguma coisa, conheci outras que fico feliz por tê-las esquecido.
Algumas vezes me molhei, passei frio, senti calor e medo, caí e levantei, às vezes me feri.
Mas também sorri muito dentro de um capacete.
Falei inúmeras vezes comigo mesmo, cantei e gritei como um louco.
Sim, houve vezes em que eu chorei.
Vi lugares maravilhosos e tive experiências inesquecíveis.
Encarei curvas, daquelas que nem eu mesmo sei como saí inteiro e depois estive em outras mais perigosas.
Parei mil vezes para observar uma paisagem e falei com desconhecidos, me esquecendo daqueles que vejo todos os dias.
Rolei com meus irmãos e voltei para casa com paz no meu coração.
Toda vez pensei que seria perigoso, mas sempre tinha presente que o significado de ser corajoso é avançar ainda tendo medo.
Toda vez que eu monto na bicicleta penso como é maravilhoso tomar um caminho, muitos deles sem um destino traçado.
Parei de falar com quem não entende e aprendi a me comunicar com gestos… todos nós os entendemos!
É muito verdade: não é um meio de transporte confortável, não é um pedaço de ferro com duas rodas, mas sim a parte perdida dos meus sonhos e espírito.
Há aqueles que dizem que para ser uma pessoa mais séria teria que parar de andar de bicicleta.
Não respondo, só sorrio e penso: para aqueles que não entendem, nenhuma explicação seria suficiente e para aqueles que entendem… nenhuma é necessária!
É impossível explicar e falar de paz e liberdade a quem nunca pedalou. Andar de bicicleta… só sabe quem pedala,
Um feliz dia para todos os ciclistas que vivem esta “loucura”.”

De um modo sucinto, é aquilo o que sinto… Viver.

(fonte: https://www.facebook.com/157875931084373/…)

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resoluções/desejos/coisas para fazer no ano

Refeito dos efeitos do espumante, das doze badaladas e do fogo de artifício, endireito Sua Alteza e volto a pôr as duas rodas bem assentes no chão. Esta é altura ideal para estabelecer novas metas e considerar alguns desejos para alcançar nos próximos 12 meses.

Pretendo respirar ar puro e mover o meu corpo todos os dias. Seja para enfrentar a loucura rodoviária no meu comute diário, numa lúdica aventura betêteira ou numa ida nocturna ao WC para aliviar a bexiga, mexer as perninhas faz sempre bem.

Espero ter vontade suficiente para me levantar todos os dias da cama e me desafiar, mesmo que seja só para ir trabalhar. Que enfrente a estrada e alcance o cume de pelo menos uma montanha.

Anseio que o trambolhão da praxe seja suavezinho, venha como mais uma lição e que tenha paciência e perspicácia para aprender essa mesma lição, pela enésima vez… Pelo menos faço figas para que não mande mais nenhuma bicicleta para o galheiro!

Aspiro manter as amizades fortes e fazer muitas outras. Novos companheiros de estrada com quem possa compartilhar sonhos e objectivos. Correr o risco de enfrentar as distâncias e os incautos automobilistas. A escuridão e reflectir a minha presença na via, até ao nascer do sol. Ah… e que as assaduras não esgotem o stock de Halibut.

Confio que as correntes e os cabos do desviador se aguentem à bronca. Caso cedam, então  que aconteça a pouca distância de casa ou pertinho de uma loja de bicicletas. O mesmo espero que aconteça com os infalíveis furos, ou pelo menos que não me chateiem quando me esquecer da câmara sobressalente… ou da bomba-de-ar!

Parar de comprar coisas de ciclismo que já tenho ou que então não precise, mesmo que as promoções me consumam. Posso sempre tentar algo que parece ser impossível, encontrar as meias certas ou os óculos escuros quando estiver pronto para sair para mais uma pedalada, mas não prometo.

Finalmente, que tenha tempo e capacidade iguais para me deliciar com uma viagem requintadamente longa para depois ter um dia de descanso requintadamente preguiçoso. Claro que o desejo de liberdade é mais forte que a paixão, certamente encontrarei o valor em ambos. Pelo menos ter assegurada aquela boleia de resgate quando não houver outra salvação.

E é tudo, acho…!

Bom ano, nota 20, e boas pedaladas.

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