de bicicleta nos movemos mais rápido, vamos mais longe, mas não tão rápido ao ponto de não perceber as pequenas coisas

Desde que a pandemia de coronavírus se instalou, em março de 2020, o confinamento obrigatório como medida de controle da pandemia de covid-19 libertou as cidades da pressão do trânsito e da poluição, tornando-as menos intimidantes para os ciclistas. A mobilidade individual ao ar livre, em bicicleta ou a pé, tornou-se parte significativa da solução para alguns trabalhadores essenciais que necessitam de se deslocar. Embora o uso geral continue a ser muito escasso, ir de bicicleta para o trabalho, ajudando a evitar ter de ir no transporte público superlotado, reduz o risco de entrar em contacto com alguém que possa estar doente, tornou-se menos estranho aos olhos de muita gente. Embora reconheça que na maioria as pessoas são muito dependentes do transporte individual automobilizado, essencial para a sua vida cotidiana, é fundamental manifestar e incentivar que todos podemos usar a bicicleta nas nossas viagens curtas e, daí, colher os benefícios.

Enquanto vivermos estes tempos de incerteza, é normal nos sentirmos ansiosos. Pedalar uma bicicleta pode ser um escape. Pedalar tem o benefício adicional de melhorar a saúde mental e reduzir o stress. A grande vantagem em subir para o selim da bicicleta e dar ao pedal, independentemente da idade, nível de condição física ou habilidade, é que qualquer pessoa pode sentir a alegria do passeio – Tudo o que se precisa é uma bicicleta com pneus cheios e estamos prontos a ir. Aqueles que se deslocam de bicicleta são mais bem-aventurados e menos propensos à depressão. Podemos fazer muito, como indivíduos, para ajudar a reduzir o risco de adoecer. Para ajudar a prevenir a propagação do vírus, o conselho do confinamento é redutor. Com boas práticas de higiene e distanciamento social, a utilização da bicicleta é uma forma de tornar as nossas vidas melhores.

Já aqui o disse, o meu commute rotineiro para e do trabalho continuou activo e, na medida do possível, não deixei de dar as minhas pedaladas recreativas. Para muitos a bicicleta também se tornou um símbolo de liberdade na pandemia. Verificou-se um aumento na utilização da bicicleta, não apenas nas deslocações laborais mas sobretudo como uma oportunidade para a libertação mental e física dos confins da vida confinada. Os horários de maior movimento velocipédico são nos finais de semana, sugerindo que o aumento se deve principalmente ao uso recreativo. Mas não são apenas os guerreiros de fim de semana vestidos de licra que acumulam quilómetros. Ok, é quase desnecessário dizer – Coloque a sua saúde e segurança em primeiro lugar. Se não estiver se sentindo seguro, fique em casa, não faça aquela viagem a pedais em grupo e descanse o que precisa.

A pandemia continua a se espalhar mesmo com os planos de vacinação em andamento, a conta-gotas. Mas o cerco está sendo quebrado por jovens e velhos, especialmente por famílias, que tentam manter as crianças activas e entretidas. Agora não é hora de parar de pedalar. Se a tendência atual de diminuição de casos, e consequente alívio da pressão nos hospitais continuarem a se verificar, prevê-se que mais pessoas voltem ao trabalho. Pois que comecem a se deslocar de bicicleta, assim o desejo. Evidentemente que no pós-pandemia, com as vidas a retornarem à normalidade possível, uma nova realidade possa emergir – O entusiasmo pelo ciclismo, especialmente como meio de transporte. Para tal, espero ver as cidades e o governo cá da terrinha a adoptar medidas de incentivo com garantias que isso possa ser feito com segurança, fornecendo infraestruturas e facilitando a aquisição de bicicletas.

O que acontecerá nas próximas semanas e meses é incerto, mas claro está que há muito que todos podemos fazer para ajudar a reduzir o impacto social e individual. Vamos nos esforçar para nos concentrar nas coisas que podemos controlar, em vez daquelas que não podemos e, para nós, isso significa sair e desfrutar dos simples prazeres da vida como a de pedalar uma bicicleta. Estou confiante de que as bicicletas vieram para ficar. E que as pessoas encontraram uma maneira de tornar suas vidas melhores. Espalhar positividade num momento em que todos nós mais precisamos. De bicicleta nos movemos mais rápido, vamos mais longe, mas não tão rápido ao ponto de não perceber as pequenas coisas.

 

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can’t miss [221] www.viaverde.pt

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Conhecer o Algarve de bicicleta

“O clima ameno algarvio é uma das caraterísticas mais apetecíveis para quem visita o sul de Portugal. Mas se ao invés de estender a toalha numa praia, prefere explorar a região de forma mais ativa, propomos-lhe um guia que o vai pôr a pedalar.

São 20 percursos turísticos cicláveis, de dificuldade baixa, que envolvem todos os municípios do Algarve e que vão levá-lo a conhecer de perto as vilas e aldeias algarvias, a sua riqueza natural, cultural e histórica, bem como as suas gentes.

O guia divide-se em três zonas, cada uma com as suas localidades: o Barlavento, que inclui Aljezur, Lagoa, Lagos, Monchique, Portimão, São Bartolomeu de Messines, Silves e Vila do Bispo; a zona centro, com Albufeira, Faro, Salir, São Brás de Alportel e Vilamoura; e, por último, o Sotavento, que engloba Alcoutim, Cachopo e Martim Longo, Castro Marim, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António

Os percursos em cada um destes municípios são apresentados de forma circular, com início e fim no mesmo local, e variam em termos de distâncias e graus de inclinação.

Mas se quiser fazer um desafio mais exigente, pode embarcar numa grande travessia por todo o barrocal algarvio. Este percurso, de 223 km, começa em Vila Real de Santo António e termina em Aljezur, sendo considerado como um complemento às rotas já existentes — a Ecovia do Litoral do Algarve, a Rota Vicentina ou a Via Algarviana.

Pode fazer os percursos cicláveis do Algarve durante todo o ano, sendo estes apropriados para as bicicletas de touring ou trekking. Contudo, esteja atento a avisos meteorológicos e se optar por fazê-los nos meses de verão, evite as horas de maior calor. Talvez essas alturas sejam mais indicadas para encostar a bicicleta e ir conhecer ao detalhe as vilas por onde passa.”

via (Verde): https://www.viaverde.pt/particulares/viagens-vantagens/descobrir-portugal/artigos/conhecer-o-algarve-de-bicicleta

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can’t miss [220] jornaldenegocios.pt/empresas

Bicicletas portuguesas dão a volta à covid-19 e aceleram as exportações para 424 milhões

“O setor das duas rodas, que em 2019 destronou a Itália e ascendeu ao lugar de campeão europeu na produção de bicicletas, fechou o pandémico ano de 2020 com um crescimento de 5% nas exportações.

Portugal tem a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa (a RTE, em Gaia), a maior produtora europeia de rodas para bicicletas (a Rodi, de Aveiro), a primeira empresa do mundo a soldar quadros em alumínio através de robôs (a Triangle’s, de Águeda), assim como a empresa que faz os selins para bicicleta mais leves do mundo, com apenas 24 gramas (a Gelu, em Vila Franca de Xira).

Resultados: em 2019, Portugal destronou a Itália e tornou-se o principal produtor de bicicletas na União Europeia, ao fabricar 2,7 milhões de unidades, praticamente um quarto de toda a produção dos 27 Estados-membros, tendo as exportações nacionais gerado 402 milhões de euros.”

Fonte: https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/bicicletas-portuguesas-dao-a-volta-a-covid-19-e-aceleram-as-exportacoes-para-424-milhoes

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os bons momentos

O tempo não parou. Quando certas consequências tomam um rumo inesperado, depois sofremos com elas. Ao viver este cativeiro forçado percebemos a falta do tempo, do tempo que não aproveitamos e que agora temos de sobra. Olhando para trás, sente-se a necessidade dessas coisas nas quais não demos tanta atenção. Não eram apenas ilusões, não foram o desperdício do nosso valioso tempo. Fazem-nos falta. Para manter a sanidade, tentamos reforçar as conquistas que tivemos e focamos no que possa garantir que a vida faça sentido.

Resignado, contestando o confinamento e o mau tempo, ponho-me pr’aqui à procura de bons momentos…

Eu tenho a sorte de continuar a sair para trabalhar, mantenho a liberdade de pedalar as minhas bicicletas. Diariamente, tenho a tarefa de encontrar algo que traga sentido a cada dia. A satisfação em aproveitar melhor todos os bons momentos. E todos o podemos fazer, faça o que fizer e vá onde for, com consciência, respeito e em segurança.

Boas pedaladas.

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passe a publicidade [85] Elogio da Bicicleta

Sinopse

«A primeira pedalada é a aquisição de uma nova autonomia, é a bela escapada, a liberdade palpável, o movimento na ponta dos pés, quando a máquina responde ao desejo do corpo e quase o antecipa. Em poucos segundos, o horizonte limitado abre-se, a paisagem move-se. Estou noutro lugar. Sou um outro e, no entanto, sou eu mesmo como nunca antes tinha sido; sou aquilo que descubro.»

Este elogio da bicicleta de um dos mais destacados antropólogos mundiais passa por três momentos: o mito, a epopeia e a utopia. A bicicleta tem uma dimensão mítica que é, ao mesmo tempo, individual e coletiva. Hoje, o mito sofreu um revés. Mas a bicicleta regressa através das políticas urbanas, e a sua presença é hoje objeto de um renovado entusiasmo.
Podemos imaginar os grandes traços da cidade utópica de amanhã, em que os transportes coletivos e a bicicleta seriam os únicos meios de deslocação na cidade e em que a paz, a igualdade e o ar fresco e limpo seriam a regra no mundo depois da queda dos magnatas do petróleo. Podemos imaginar um mundo em que as exigências dos ciclistas fizessem vergar os poderes políticos.
Mas tudo isto não passa de um sonho. A bicicleta ensina-nos acima de tudo a conciliar-nos com o tempo e com o espaço. E leva-nos a descobrir o princípio de realidade num mundo invadido pela ficção e pelas imagens.
Da primeira pedalada de uma criança de 5 anos aos feitos heróicos dos ciclistas da Volta à França, passando pelo urbanismo e pelas políticas ambientais, este breve ensaio de Marc Augé reflete sobre a maior invenção da humanidade para chegar à conclusão de que «o ciclismo é um humanismo».

Via Livaria Almedina, em: https://www.almedina.net/elogio-da-bicicleta-1596190711.html

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fotocycle [256] São Pedro é que manda toda a gente para casa

A primeira semana de (re)confinamento infelizmente chegou mas, infelizmente, muitos dos portugueses estão-se a borrifar. O frio não tem sido suficiente para desencorajar a malta a ficar em casa e saír só se extremamente necessário. As últimas semanas têm tido dias soalheiros o que leva o pessoal para a rua laurear a pevide, com a máscara nos queixos marimbando-se para a Covid!!!

Gente, o coronacoiso não ficou em 2020. Ele anda por aí, e em força!

Hoje e nos próximos dias o frio irá se manter e será acompanhado de chuva forte, trovoada e rajadas de vento, até 100 quilómetros por hora nas terras altas. No entanto, os que têm profissões que não permitem o trabalho à distância vão continuar a circular. Os que podem ficar a tele-trabalhar no recesso do lar casa, em dias tempestuosos como estes, eu invejo. O Governo bem tenta mas a malta só faz caso ao São Pedro, que é que manda a toda a gente para casa. Com este tempinho não se vê vivalma na rua. São finos os gajos 😉

Pronto, agora vou pedalar e também vou confinar… pelo menos até amanha de manhã.

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novos confinamentos e outros quinhentos

Face ao agravamento da crise sanitária, na situação actual com um acentuado pico de casos positivos de Covid-19, e face à crescente necessidade de resposta do SNS em função da evolução ascendente da curva pandémica, o Governo viu-se obrigado a decretar um novo confinamento. A urgência é conter a propagação da doença.

Estando previsto um agravamento das multas a aplicar pelo incumprimento das regras em vigor, o novo regulamento obriga ao dever de recolhimento domiciliário. O novo confinamento antecipa várias diferenças em relação ao que vivemos em Março e Abril. Desde o dia 15 que vários sectores do comércio e serviços voltaram a encerrar, mas existem excepções. As medidas irão vigorar por um prazo inicial de duas semanas, a renovar por mais quinze dias.

À excepção das escolas que se mantém a funcionar, assim como as missas e celebrações religiosas que podem manter as suas rotinas (!!!), o modelo de fecho é muito semelhante ao que se passou na Primavera de 2020, quando a Covid-19 atingiu Portugal.

Além das restrições à circulação permitidas em casos que devem ser justificados, como ir trabalhar, frequentar a escola, regressar a casa ou apoiar alguém dependente, os sectores do comércio e serviços mais penalizados pela primeira vaga da pandemia continuam a ser visados.

A ideia é manter apenas em funcionamento tudo o que pode ser considerado serviço essencial ou específico, como alimentação, saúde, mas também, oficinas, como por exemplo as lojas e oficinas de bicicletas. No caso das grandes superfícies deixam de ter as restrições de horário que têm vindo a ser postas em prática a cada fim-de-semana, nos concelhos de maior risco de contágio.

As medidas vão ser dirigidas às empresas e às famílias: O teletrabalho passa a ser automático e obrigatório por Lei, sem necessidade de acordo; A restauração pode apenas funcionar em take away ou com entregas ao domicílio, sendo que as taxas deste serviço passam a ter um limite previsto por Lei; As excepções aplicadas à Saúde permitem que farmácias, consultórios e dentistas continuem a funcionar. Os tribunais e repartições mantém funcionamento com agendamento prévio; Comércio e serviços, incluindo cabeleireiros, fecham portas, excepto hipermercados, mercados, super e mini, e mercearias, bem como outros pontos previamente autorizados, devendo cumprir algumas regras e restrições de horários.

A restrição à circulação que vigorará nos mesmo termos do primeiro confinamento, com as excepções apontadas, será quebrada a 24 de Janeiro, data da votação para as presidenciais.

Dado o difícil momento que atravessamos, como forma de se evitar as aglomerações nos transportes colectivos, mas também para manter as pessoas fisicamente activas, a bicicleta é um meio de transporte recomendado.

A mobilidade de bicicleta, em meio urbano e inter-urbano, está a mudar. Este saudável hábito, muito comum nos países nórdicos, é uma tendência crescente nas sociedades desenvolvidas. Além de privilegiar a mobilidade activa e sustentável, o uso da bicicleta tem uma excelente relação custo-benefício e promove a qualidade de vida de todos. Mesmo de quem não se desloca neste meio de transporte alternativo.

A bicicleta é já o meio de transporte de eleição para muitos portugueses, não só para atividades recreativas / desportivas, mas sobretudo para as deslocações casa-trabalho e também para a escola.

Se já a adoptaste ou pretendes começar a usar este meio de transporte, relembra ou fica a par das regras a cumprir de acordo o Código da Estrada (sobretudo das regras mais relevantes para os velocípedes), mas também estar informado acerca dos cuidados a ter para circular em segurança:

O Código da Estrada (CE) foi atualizado este ano. Podes consultar aqui o documento que regula o trânsito de pessoas e veículos engloba artigos específicos destinados à circulação de bicicletas. Recordo que, desde 1 de janeiro de 2014 (decorrente da Lei 72/2013), os velocípedes passaram a ser equiparados aos veículos com motor, tal como os ciclistas aos automobilistas. Isto significa que os automobilistas devem respeitar a ocupação do espaço para uso das bicicletas, tal como os ciclistas devem respeitar as regras do CE para circular em segurança. Algumas dessas regras são as seguintes:

Circular livremente, mas respeitando as regras de trânsito

Os ciclistas podem circular na estrada, na berma, nas ciclovias (caso existam) ou nas faixas reservadas aos transportes colectivos, consoante regulamentação municipal. Já os menores até 10 anos estão autorizados a andar de bicicleta nos passeios e desde que não ponham em perigo ou perturbem os peões. Qualquer veículo, incluindo o velocípede, só pode circular nos passeios apenas nos casos em que o acesso à casa assim o exija.

Respeitar as regras de prioridade

A partir do momento em que os velocípedes foram equiparados aos veículos passaram a gozar da chamada regra da prioridade. Isto é, desde que não haja sinalização em contrário, os ciclistas têm prioridade sempre que se apresentarem pela direita. No caso das rotundas, os ciclistas podem ocupar a via de trânsito mais à direita, sem prejuízo do dever de facultar a saída aos condutores que circulem na rotunda. Ou seja, os ciclistas perdem a prioridade face aos veículos que circulam na via mais à esquerda e pretendem sair da rotunda. 

Facilitar a ultrapassagem

Tal como indica o artigo 38º do CE, na ultrapassagem os automobilistas devem dos velocípedes assegurar a distância lateral mínima de 1,5 metros, e abrandar a velocidade sempre que ultrapassarem bicicletas que circulam à sua frente, na estrada ou na berma.

Para a realização da manobra, o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário ou, se existir mais de uma via de trânsito no mesmo sentido, a via de trânsito à esquerda daquela em que circula o veículo ultrapassado.

Todos os condutores, incluindo os ciclistas, devem facilitar a ultrapassagem sempre que não haja obstáculo que o impeça. Para tal, devem desviar-se o mais possível para a direita e não aumentar a velocidade enquanto não for ultrapassado.

Usar capacete

O uso do capacete para quem circula de bicicleta não é obrigatório, mas é recomendável, sobretudo para garantir a proteção dos ciclistas em caso de acidente. De acordo com o CE, o capacete é apenas obrigatório para quem conduz um velocípede com motor.

Sinalização luminosa (semáforos)

A sinalização luminosa destinada a regular o trânsito de veículos também se aplica às bicicletas. Perante um semáforo, devem respeitar as indicações dos sinais luminosos. Por exemplo, não cair na tentação de avançar num sinal vermelho. Esta infração está sujeita a coimas.

No trânsito, e sempre que precisarem de mudar de direção, os ciclistas devem tomar as precauções necessárias, sinalizando atempadamente as suas manobras, que podem ser indicadas com sinais de mão.

Ter iluminação adequada

O artigo 93º do CE prevê que a circulação de bicicletas durante a noite esteja sujeita à utilização de dispositivos de iluminação. É obrigatório que as bicicletas tenham luzes, à frente e artás, desde o anoitecer ao amanhecer ou durante o dia sempre que as condições meteorológicas ou ambientais tornem a visibilidade insuficiente.

Seguros

Os ciclistas não são obrigados a ter um seguro de Responsabilidade Civil. Porém, é sempre aconselhável fazer um seguro, tanto de danos próprios como também para se precaverem contra danos a terceiros, seja a pessoas ou a outros veículos.

Os ciclistas estão dispensados da titularidade de licença de condução, mas são obrigados a circular munidos de cartão de cidadão.

A manutenção e o zelo com a querida bicicleta

A correta manutenção da bicicleta é outro dos fatores fundamentais para que possas circular em segurança. Verifica com regularidade o estado dos travões, dos pneus, da direcção, do guiador, das mudanças, das luzes, e restantes componentes.

Boas pedaladas.

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reciclando [46] ciclistas de inverno, uma raça rústica

Alapado no sofá, assistindo televisão enquanto se sopra o topo de uma caneca aquecida, numa manhã invernal como as destes dias, a procrastinar a saída a pedalar, para o trabalho ou um simples treininho, não soa estranho ao comum mortal. O conforto da habitação, da força vital das máquinas, é sedutor, e andar de bicicleta nesta época do ano pode ser um desafio.

Apenas o acto de vestir pode ser uma tarefa vagarosa: várias camadas de roupa, impermeável ou corta-vento, botas com a respectiva capa, luvas, gorro, máscara facial (não estamos obrigados a pedalar de mascara mas assim até que sabe bem para não congelar o nariz)  são vestes necessárias para as pedaladas de inverno. Isso deixa uma sensação de ciclista volumoso, aquela impressão desagradável de roupa a esfregar na roupa, que se torna mais audível a cada pedalada. Tanto esforço faz o ciclismo no inverno parecer o cabo dos trabalhos, mas todo esse trabalho pode fazer das pedaladas no inverno momentos inesquecíveis.

Uma vez ao ar livre, nunca a experiência de pedalar no frio, à chuva e ao vento, parece tão funesta quanto optar por um veículo dispendioso, por um motor a combustão que está mais tempo parado do que móvel. Mas estes argumentos não significam que seja mais fácil motivar outros que olham para mim desconfiados. Com temperaturas mais baixas, negativas, pode-se aquecer de várias maneiras, mas é o exercício físico que melhor gera calor nos tecidos e diminui a contracção musculo-esquelética. Aumenta a temperatura da pele e adapta as nossas respostas metabólicas ao meio ambiente. O gasto energético para além de associado à diminuição de obesidade mantém o corpo aquecido. Assim, a possibilidade de engordar no interior de um veículo pode ser um forte motivador para sair a pedalar, mesmo ao frio.

Para muitos, os ciclistas sempre foram uma raça rústica. Também com a noção de união com a natureza é uma boa razão para assumir o ciclismo no inverno. Andar ao ar livre, através do gelo, da neve, sob o seu próprio poder, leva o ciclista a estar mais perto da natureza e mais perto da sua existência. Manter esses pensamentos em mente, faz com que esteja mais consciente do que o rodeia, e tais ideias podem fazer com que outros encontrem motivação para andar de bicicleta, tanto no inverno como no verão.

De peito feito, determinado de suportar o frio, a chuva cortante e chicotadas de vento, o que leva um tipo a ter doses especiais de motivação!? É uma motivação baseada na certeza que a bicicleta é uma actividade para todo o ano. A alegria de pedalar, de percorrer um qualquer caminho, sob qualquer tipo de adversidade, querendo superar os elementos, criando o sentimento de auto-suficiência, independência e resistência, que o mantém em forma, melhora a sua saúde, o seu humor, alivia o stress e libera endorfinas em resultado do exercício. Sob camadas de roupa, enfrentando condições agrestes, estão armados com o conhecimento de que a perseverança e o esforço lhes dão a vantagem final.

 

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2021, é só mais um

no último dia do ano, no último commute do ano, ao cair do pano 2020 redimiu-se de alguma forma da valente molhada que nos preparou e proporcionou-me o adeus com este cenário fantabulástico.

O Strava tem a importância que tem e a utilidade que cada um lhe queira dar, nem mais, nem menos. É uma ferramenta proveitosa que permite ao utilizador fazer algumas contabilidades, comparações e avaliações. É nesta aplicação que contabilizo os quilómetros que faço a cada volta velocipédica. Atendendo ao facto de não possuir nenhuma geringonça de conta quilómetros nem velocímetro montado nas minhas bicicletas, safo-me com o que tenho e uso o telemóvel para registar as minhas voltas, sejam elas nas deslocações laborais ou em outras pedaladas, tanto na opção da bicicleta como meio de transporte como nas pedaladas mais longas, para espairecer e “turistar”. Assim vou analisando e precebendo quanto progrediu a minha pegada ecológica de ano para ano.

2020 foi pró fracote. No total contabilizei pouco mais de 9 mil km´s pedalados, o que significa ter ficado muito aquém do somatório do ano anterior. Quanto ao que se passou no país e no mundo, já se sabe. Quarentena e constrangimentos à mobilidade foram a minha remissão. Atendendo ao ano atípico que passamos, na utilização diária da bicicleta mantive as minhas rotinas, sendo que nesse aspecto posso dizer que foi um ano positivo. O #commutescount em 2020 correspondeu a cerca de 60% do total pedalado. Já quanto às pedaladas mais longas, as minhas voltas cicloturisticas/randonneiras, acrescentando rotas ao mapa das realizações, ficaram muito aquém dos objectivos pretendidos.

Para a bicicleta, 2020 foi um ano de mudança no paradigma. Observou-se um aumento considerável de utilizadores da bicicleta, principalmente em meio urbano. Com a necessidade de distanciamento social durante a pandemia a despertar alguma aversão aos transportes públicos, favoreceu um dos meios de transporte mais baratos e sustentáveis da atualidade: a bicicleta… A necessidade de um transporte individual para evitar aglomerações, mais livre e seguro na questão do contágio da covid-19, deu o mote para o aumento da aquisição de bicicletas novas, fazendo disparar as vendas ao ponto de esgotar stocks e atrasar a reposição da oferta. Também com o encerramento temporário de ginásios devido à pandemia, a solução encontrada por muita gente para continuar com a vida ativa foi comprar uma bicicleta ou tirar o pó aquela que estava esquecida lá no fundo da garagem.

Bem, resta-me desejar a quem me visita um Bom Ano, que 2021 seja melhorzinho para a humanidade e que continuemos com este bicho, o das pedaladas. Ahhh… e que a(s) vacina(s) nos deixem imunes de covides, qualquer que seja a estirpe em voga… ou a vaga!

 

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2021 é já ali

Pois bem, pessoalmente não me posso queixar muito. 2020 foi, para mim e para a minha família, um ano bem positivo. Mas globalmente tem sido um ano terrível. 2020 não vai terminar tão cedo e irá permanecer nas nossas memórias, mesmo que o calendário diga que já é passado.

No dealbar do ano que agora finda a conjectura parecia promissora. Seria um ano de retoma e de crescimento, com algumas transformações interessantes a caminho. Só que aí chegou o novo coronavírus. Ficamos perdidos, restringidos, sem poder reagir, tentando nos equilibrar entre a saudade dos momentos e a incerteza do futuro. Em cada momento, em cada gesto simples, passamos a sentir mais a preciosidade da vida. Procuramos reconstruir as incertezas e encontrar caminhos alternativos, como em outros momentos difíceis na história da humanidade.

A pandemia pouco afectou a minha vida. Dei continuidade às minhas rotinas diárias. Continuei a sair de casa no meu “commute” diário a pedais, entre o domicílio e o centro hospitalar onde trabalho. Não foi o inicialmente desejado, entre alguns eventos cancelados e desafios adiados, não atingi os números pretendidos, mas dentro das contingências cumpri alguns objectivos das pedaladas cicloturisticas, mantendo o espírito e o corpo saudáveis. O ciclismo sempre me manteve livre, conservando a minha segurança, obedecendo as devidas distâncias.

Dentro das limitações impostas, houve que se adaptar e sobreviver a esta pandemia. Reaprender e reinventar. Mergulhar naquilo que cria esperança, procurar algum remédio para os momentos complicados durante a quarentena. Buscar fortalecer o optimismo e o futuro de uma maneira geral. Acima de tudo preservar a segurança, limitar as relações interpessoais, proteger o próximo e mascarar a realidade.

E como será 2021?

“Mistééérioooooo…” Como qualquer português que se preze, eu também gosto de dar os meus palpites. É um costume típico, bem português, mandar uns palpites para o ar. Dar largas ao Zandinga que cada um tem dentro de si. “Brucho!!!” Ora, é claro que na esmagadora maioria das vezes são tiros no escuro e só sai merda! Quase sempre somos traídos pelo sexto sentido que acomodamos na consciência ou pelo dedo mindinho, o tal que adivinha tudo. No entanto, das poucas vezes em que se acerta um palpite, quando as probabilidades se contam pelos restantes dedos, é ver o pessoal a vangloriar-se, “Vês pá! Eu sabia. Só não acerto no Euromilhões!!!” (aplica-se também ao Totoloto, ao Totobola e às presidenciais da tasca). Eu cá não nego à partida ciências que desconheço. Confio na Ciência e não vou em teorias da conspiração ou no paranormal. Só um céptico superficial poderá negar os poderes que uma vacina tem para a imunização da covid-19, da ignorância e da estupidez latente de muito boa gente.

A mensagem é uma palavra de esperança, e a previsão é que dias melhoras virão. Devemos confiar nos peritos, motivar os profissionais de saúde e crer que a cada ciclo da Natureza podemos vencer o inimigo, sabendo que aquilo que não nos derruba só nos faz mais fortes.

Ano novo, vida nova… A vida, essa não renova, apenas continua o seu ritmo implacável até ao fim. A oportunidade renova-se sempre a cada rotação da ampulheta da vida e é essa a grande esperança de todos… É esse o verdadeiro significado do desejo por cada novo ano, por cada novo ciclo.

Feliz 2021 repleto de bons momentos, de boas pedaladas.

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