então, e mudanças… não precisa?!

Aqui, pelo Porto e arredores, temos muitos percursos “rolantes”. Há muitas subidas é claro, algumas demasiado íngremes, que as evito, mas, regra geral, a maior parte são por mim escaladas com relativa facilidade.

Eu entendo. Para qualquer ciclista que pedala para cima e para baixo, todas as mudanças que puder ter na bicicleta fazem muito jeito. Em todas as minhas bicicletas tenho um carreto e desviadores prontos para facilitar a pedalada, atendendo às vontades dos meus músculos.  

Bem, todas as minhas bicicletas excepto uma, Sua Alteza Velo Invicta, que muito tenho usado e abusado nos meus recentes comutes diários.

Um par de semanas atrás, subia eu a Estrada da Circunvalação na minha bicicleta singlespeed. Na subidinha antes do semáforo do Hospital da CUF, atrás de uma fila de carros no ralenti, surge à minha esquerda um “estranho” ciclista montado na sua moderna bicicleta de fibra de carbono, batendo nos shifters.

Homem redondo, inclinado sobre o guiador e com um olhar grave, parecia que estava a subir uma montanha de categoria especial. Prestes a engolir um dos pulmões, e dando graças à pausa da pedalada, solta um palavrão e, desajeitadamente, solta também um pé dos pedais pousando o cleat no asfalto.

Olhando para o meu cubo traseiro, exclamou: “Old school, hein?” É fixie?”

– Não, não é fixa mas é fixe, retorqui.

“Então, essa baique é feita de aço?” “É preciso pernas, hããã?” “Bela bicicleta, mas não é pra mim!”

Depois veio mais um interrogatório de quem vangloria as novas tecnologias. Obrigado, retribuí diversas vezes.

De facto, a bicla do sujeito parecia ser daquelas último modelo, incrivelmente leve. Pelo menos, teria menos da metade do peso da minha. Seja como for, não é para o meu bolso, mas agi como se estivesse devidamente impressionado com a máquina, como aqueles viciados em gadgets, peritos no último grito tecnológico das baiques.

– A sua é daquelas com mudanças electrónicas, mas parece-me estar dessincronizada”

E, de facto, era e estava. Sem pilhas, a baique xispêtêó do sujeito mais não era que uma ostentosa singlespeed na roleta de uma qualquer mudança marada… ou pesada, na qual tivesse ficado presa.

O karma é uma coisa estranha… e lixada.

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can’t miss [217] alexatravels.com/cycling-portugal

Quando descobri Alexa e os seus “directos” no Instagram já ela pedalava pelo interior alentejano, rumo a norte. “Boa Noite Portugal, Alexa Here…”.

Alexa Humphreys apresenta-se como uma cidadã do mundo, humanitária e uma ávida viajante movida pela curiosidade e pelo desejo de compreender a experiência humana, “na missão de ver o máximo possível deste mundo incrível”. Trabalha como consultora na área da luta contra a fome em entidades internacionais como a Unicef, entre outras. Já viveu um pouco por todo o mundo, como na India, na Austrália, no Afeganistão, no Congo e Zâmbia. Há cerca de três anos, e depois de pedalar pela Europa, estabeleceu residência no nosso país por o considerar um “país lindo, seguro, tolerante e com pessoas afáveis”.

Apaixonada por Portugal e pelo ciclismo, prontificou-se pedalar durante o mês de Setembro pelos caminhos de Portugal, contornando-o numa viagem a solo. Ao fim de cada jornada da sua Thirty Day Cycling, Alexa foi fazendo um resumo nas redes sociais com um pequeno “jogo” que ela gosta de chamar High/Low, onde foi revelando o momento alto e o momento que ela considerou ser o mais fraquinho do seu dia de pedalada. Mais tarde foi actualizando o seu blogue pessoal com detalhadas crónicas diárias, sugestivas dicas e informações dos locais por onde foi passando, adornadas com maravilhosas fotografias desta sua viagem a pedais.

Passados que foram estes 30 dias à volta de Portugal, termina hoje a sua viagem. “The especiality here?”, a sugestão desta ciclista norte americana, qual cicerone dos caminhos de Portugal, é que abram o apetite com uma fascinante leitura carregada de inspiração, motivação para que façamos como Alexa, saíamos estrada fora no selim da nossa bicla à descoberta do que é nosso. Ao longo do horizonte azul deste país à beira-mar plantado, à descoberta dos tesouros do interior “desquecido e ostracizado”.

“Cycling counterclockwise around the country the journey begins September 1st, 2020. For one month I will cycle through sparkling cities and quaint villages; rugged forests and rolling plains. I will begin the journey south of the Tagus River, cycling south along the Atlantic coast aided by the trade winds, then cycling east along the Algarve coastline before cycling north through the interior of the country along the border of Spain. After cycling west through the northern region of the country, I will again join the Atlantic coast to cycle to my home in Lisbon.

This trip is designed to be a solo trip, but friends are welcome to join and I’m sure I will make new ones along the way. The journey won’t be easy, but I will draw upon my previous experiences having cycled across the US in 2010 and cycled along the Mediterranean in 2016.

The directory below can be used to skip to specific days. I hope you enjoy reading about my 30 days on the road!”

Podem ler as suas crónicas (Cycling Around Portugal) no seu blog pessoal: https://alexatravels.com/cycling-portugal/

Podem segui-la no Facebook em: https://www.facebook.com/alexatravelstheglobe/
e/ou no Instagram: https://instagram.com/alexatravlestheglobe?igshid=11dpx8gwa5ptl

Keep on moving Alexa.

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fotocycle [252] vai trabalhar malandro

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algures por aí, com a companhia do Jacinto

 

O Jacinto já havia enfrentado a Nortada e ido passar o final de semana no seu resort em Moledo. Avisou que iria voltar ao Porto na tarde de domingo. Eu não me fiz rogado e convidei-me a ir ao seu encontro e assim acompanhá-lo para baixo. Até lá, iria pedalar algures por ali, para norte mas pelas belas estradas do interior, e assim proporcionei-me a reciclagem de mais uma voltinha minhota.

Embora fresquinha, a manhã despertou soalheira e convidativa. O vento também acordou cedo. Desde logo às primeiras pedaladas, a Nortada fazia-se sentir, de frente e potente. Após passagem por Vilar do Pinheiro, assim que surge a foz da N306, bela estrada interior que desagua na turbolenta N13, desvio e entro num percurso mais tranquilo e bucólico. Esta estrada tem sido a eleita para as minhas incursões a norte. Peregrinos, rebanhos, belas paisagens e os aromas da ruralidade, um harmonioso quadro mesmo às portas do Porto.

Com dona Tripas no estaleiro por tempo indeterminado, desta vez fui no selim da gOrka bater PR’s sem qualquer esforço extra. Estou mais leve, e com uma bicicleta mais leve, a única preocupação foi não me entusiasmar em demasia e fazer uma boa gestão do esforço.

Sem cantar de galo, atravesso Barcelos indo direitinho à N204, estrada que me iria levar direitinho até às margens do Rio Lima. Isto do coronavírus, coiso, faz-me ter menos vontade de parar para fotografar ou ter aquele pretextozinho de tomar um cafezinho. Agora, quando há muita gente por perto, o que há são cagufes.

A atmosfera aquecia lentamente, mas apenas o suficiente para abrir o zip do colete. A estrada dava-me o vislumbre da beleza minhota e as poucas paragens sem tirar o pé do pedal foram sempre à beira de fontes de água fresca. Antes de passar o Rio Lima pela ponte de Lamezes e enfrentar a subidinha pelas bordas da Serra d’Agra, era necessário repor os níveis. Um pit-stop mais demorado numa esplanada bem frequentada, já em plena N203, impôs-se.

Contornando a Serra d’Agra, a bela e sossegada estrada ruma até à costa, até à veraneante Vila Praia de Âncora. A N305 é uma daquelas estradas que me enchem o bandulho. Subida aligeirada com uma agradável sequência de curvas e o enquadramento paisagístico perfeito para ir nas calmas, digerindo as derradeiras calorias. No topo, após o cruzamento com a estrada que segue até ao cocuruto da serra. A hora avançada e a saborosa descida até ao mar, levou-me direitinho à terra do grande Quim Barreiros, e foi ali mesmo junto à praia e à ciclovia que abanquei e aguardei pela chegada do grande Jacinto.

A segunda centena de quilómetros foi feito para sul, de barriga cheia, à conversa, em despique com a Nortada e com os condutores de domingo. O vento empurrava e bem, mas nós tínhamos de abrandar o ímpeto à conta dos engarrafamentos ao longo da N13, principalmente o troço entre Esposende e a Póvoa de Varzim, apinhado de carros como há muito já não via.

Não era apenas o pessoal proveniente das praias. Muitos paravam à conta dos vendedores de hortaliças e frutícolas à beira da estrada, e sobretudo a afluência de clientes da feira semanal de Estela, que eu não sabia é ao domingo! Foi um pequeno martírio, circulando com mil cuidados pela berma ou pelo meio das filas de carros, de olhos bem abertos ao pára-arranca, às portas que se abriam, aos sacos de batatas que se atravessavam à nossa frente. Depois de Vila do Conde até casa foi um tirinho.

Aquele abraço Jacinto, foi mais um dia super divertido e bem passado. Obrigado pela amizade.

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fotocycle [251] tão depressa o sol brilha como a seguir está…

… a seguir está tudo a correr pra casa cheio de frio!

Aquele típico final de tarde na Cidade Imbicta, durante o meu commute habitual pela beira-rio e à beira-mar, um regresso a casa que me faz cantarolar aquela famosa canção, devidamente adaptada às circunstâncias.

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dar crédito dá pouco trabalho

A câmara fotográfica do telemóvel que trago comigo é um instrumento indispensável nas minhas pedaladas. Durante as minhas viagens a pedais, a diversidade de oportunidades para captar um belo cenário ao longo da rota, enfatizando a bicicleta como assunto primordial, é um complemento ao cicloturismo. Juntamente com as panorâmicas, paisagens dos locais por onde vou passando, onde a natureza e a influência humana reúnem motivos para a coisa, é difícil não encontrar a desculpa perfeita para parar, encostar a bicla e tirar a câmara do bolso. Capturas rápidas no selim da bicicleta fazem também parte do apelo das pedaladas, as longas e as curtas, vendo o mundo passar lentamente podendo agarrar aquele momento certo e logo ali partilhá-lo através do visor desta geringonça.

Ontem deparei-me com esta excelente notícia, diga-se, na NiT. (Clicar ali nas letrinhas azuis para a ver)

Douro vai ter uma nova rota para ciclistas com 275 quilómetros

A publicação revela o projecto de uma nova rota ciclável com cerca de 275km pelo Alto Douro, pensada para “a prática de BTT e para cicloturistas, com direito a paisagens únicas”.

“Não é um percurso para ciclistas principiantes, embora seguramente valha o esforço, nem que seja apenas pelas paisagens singulares do Douro (…)

Vai chamar-se Grande Travessia do Douro Internacional e Vinhateiro e o seu percurso cruza três rios (Douro, Sabor e Tua) e sete concelhos: Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa.

“Será um equipamento para prática de BTT a nível nacional e internacional, que oferece aos praticantes um contacto privilegiado com um vasto território, nas melhores condições técnicas e logísticas para a prática do cicloturismo”, explica à “Lusa”, citada pelo “Público”, Nuno Trigo, secretário geral da Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS), a responsável pelo projeto.

O investimento de cerca de 428 mil euros contempla também a instalação de centros onde os ciclistas poderão descansar, tomar um banho e cuidar das suas máquinas de duas rodas. Serão 20 espalhados por todo o percurso que estará dividido em seis etapas, uma em cada concelho.”

Contaram-me, fui ver a notícia e fiquei boquiaberto ao rever uma fotografia da velha Cósmica numa das minhas pedaladas breveteiras, no longínquo ano de 2014, ao longo do rio Douro.

Antes de mais vou deixar claro que é sempre com regozijo quando descubro que uma das minhas bicicletas é capa de reportagem de revista. Toda a gente sabe que a minha bicicleta é a mais bonita, especial e exclusiva do mundo e arredores.

O xôr “não-jornalista” que assinou a dita reportagem, repostou uma foto minha para emoldurar o texto sem me ter solicitado, nem tão pouco ter dado os devidos créditos ao fotógrafo. É tão fácil conseguir alguma foto na Internet, não é mesmo? O uso das imagens é livre, mas seria no mínimo cortês que se desse os devidos créditos ao autor. Não custa nada, né?

A NiT usaria a foto tranquilamente e em troca daria uma “recompensa” a quem a tirou e editou, mencionando o blogue de onde a retirou. Este, nabicicleta.com

Uma publicação como a NiT, que “terá sempre uma presença forte na internet, com produção de textos, fotografias, animações, ilustrações ou vídeos criados por jornalistas ou criativos, que chegarão aos leitores através da rede digital ou de aplicações para telemóvel”, deve no mínimo considerar devidos, respeitar e fazer respeitar, os direitos autorais sobre imagens, com fins comerciais ou não.

Pois é, neste caso, Daniel Vidal achou a foto certa, a imagem de uma paisagem e de um belo exemplar velocipédico condizente com o tema. Gostou da fotografia e quer repostá-la? Tudo muito certo. Falava com o detentor dos direitos autorais dela, e desde logo teria a minha permissão e agradecimento pela sua escolha, até porque teve muito bom gosto. Eu também teria tido todo o gosto em lhe sugerir mais algumas fotografias para escolha, talvez mais condizentes com o terreno, o território por onde irá passar a rota, e o roteiro de uma mágica travessia, por um caminho duraDouro.

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fotocycle [250] venha o coronavirus e escolha

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can’t miss [216] publico.pt

Porto tenta apanhar o pelotão das cidades amigas das bicicletas

(acho que já vai tarde, mas tá bem!)

“As intervenções para a criação de uma primeira rede estruturante de vias cicláveis já começaram junto à Boavista. Utilizadores prometem ajudar o município a corrigir eventuais erros de um projecto que aguardavam há muito.”

“O Porto tem carros a mais nas ruas? As horas de ponta com o pára-arranca, e a impaciência das buzinadelas dizem que sim. Os atrasos nos autocarros, atascados entre automóveis, dizem que sim. E os poucos utilizadores de bicicleta, que se sentem inseguros com o tráfego automóvel, e com a falta de infra-estrutura dedicada, dizem que sim. Daí a expectativa com que está a ser encarado o início da construção da primeira rede ciclável da cidade, uma malha que o município classifica como “estruturante”…”

Se és assinante (eu não sou) podes ler o resto da notícia em: https://www.publico.pt/2020/08/09/local/noticia/porto-tenta-apanhar-pelotao-cidades-amigas-bicicletas-1927560 e depois voltas aqui para nos contares do que achaste, ok?

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vou, vou. O melhor, todos os dias…

Por estes dias uma campanha publicitária espalhada nos mupis da cidade prendeu-me a atenção. A BP Portugal anuncia o programa “Drive Carbon Neutral”, com o slogan “Vá de Bicicleta. Se não puder vá com a BP”!

De acordo com o presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira, esta campanha é “o resultado de um ano de trabalho, que visa contribuir para a nova ambição da BP de atingir a neutralidade carbónica até 2050 e ajudar o mundo a atingir o mesmo objetivo”. Supostamente com a neutralidade carbónica em vista, a campanha é dirigida aos seus clientes, habituais e potenciais, onde a BP se compromete compensar a emissão de mais de 2 milhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente, segundo a empresa, a retirar 400 mil automóveis das estradas.

Vamos tirar dois milhões de toneladas de carbono do sistema”, sublinhou.

“As escolhas que fazemos todos os dias podem ter um grande impacto na nossa pegada de carbono individual, em especial a maneira como viajamos em trabalho ou em lazer. Enquanto o mundo não consegue atingir a neutralidade carbónica, e como afirma a própria campanha de comunicação, “Vá de bicicleta (a pé ou de trotinete). Se não puder, vá com a BP”.

 “Assim, enquanto conduz com combustíveis BP, o cliente sabe que, por todo o mundo, estão a ser apoiados projectos que compensam as emissões de carbono dos seus abastecimentos.”

O presidente da BP Portugal acredita que a petrolífera acabará o ano com resultados positivos, apesar das quedas registadas na sequência da pandemia.

A brutal diminuição de viagens a nível global levou a uma forte redução no consumo de combustível. A COVID-19 tem tido um grave impacto global a nível económico e continuará a ter por um período mais longo do que o previsto. Os períodos de quarentena exigem que as pessoas “fiquem em casa” e evitem fazer viagens desnecessárias. Essencialmente, o coronavirus restringiu todas as formas de transporte público, ferroviário, rodoviário e aéreo, portanto, o consumo de petróleo do sector dos transportes caiu acentuadamente. A demanda por combustíveis fósseis, excepto GPL e gás natural doméstico, está em queda livre. Como consequência do confinamento devido ao efeito da pandemia, as refinarias foram forçadas a reduzir a sua produção.

A indústria está numa fase turbulenta. Como em muitas outras, a indústria petrolífera procura apoio junto dos respectivos governos para atravessar a turbulência financeira. Os países importadores de petróleo podem desfrutar de um preço baixo, enquanto os países exportadores terão que encontrar novos caminhos para gerar receita a partir de mecanismos alternativos.

“A empresa precisa se reinventar”, disse o novo director executivo da BP, Bernard Looney em conferência no passado 12 de fevereiro: “A estimativa mundial de carbono é finito e está acabando rapidamente; precisamos de uma transição rápida para a descarbonização.”

Está a BP a ficar “verde”?

Vai de facto a BP compensar as emissões de carbono de todos os combustíveis, gasóleo, gasolina e GPL utilizando créditos de carbono gerados a partir de projetos globais, rigorosamente selecionados, que financiam a utilização de energias renováveis, baixo carbono e a proteção das florestas?

Será este um passo no caminho certo, que uma marca de combustíveis incorpore a compensação de emissões de carbono na sua oferta para toda a gama de combustíveis e dessa forma se traduzir na redução das emissões?

Pedro Oliveira lamenta que em Portugal, ainda não existam programas de compensação de emissões de carbono certificados, mas sublinhou que estão a trabalhar para que tal seja possível.

Entre as condições para ser um “projeto elegível”, segundo Pedro Oliveira, “estão a necessidade de ser um projeto incremental (não “pipeline”) que compense na justa medida as emissões de carbono, sem fins lucrativos, e que promova a melhoria da qualidade de vida das populaçõe”s. O responsável espera que a BP abra caminho nesta área, tal como abriu no passado noutras áreas.

“Se todos os operadores incorporarem esta externalidade será a forma mais rápida, concreta e tangível de reduzir as emissões”, disse.

A COVID-19 já teve um fortíssimo impacto no preço e no comércio de petróleo bruto. O efeito combinado da guerra de preços e da COVID-19 resultou na redução do preço do petróleo Brent, atingindo “preços negativos”, o que levou os produtores terem de pagar ao comprador para levar e reduzir stocks. A queda do preço do petróleo já causou angústia suficiente entre os investidores do setor “upstream”, e dos fornecedores.

 “A BP teve que mudar”, acrescentou Looney. “E queremos mudar – isso é a coisa certa para o mundo e para a BP”.

Mas qual mudança? Andam todos iludidos? Publicidade Comparativa? A fonte primária de energia continuará a ser a mesma, não haverá qualquer alteração. Se fornecem a energia ao consumidor final sob a forma de hidrocarbonetos ou electricidade, pouco interessa! Continuo a acreditar que daqui por muitas décadas tanto a BP como outras multinacionais petrolíferas vão continuar com os mesmos postos de combustíveis fósseis por aí espalhados.

Eu, claro, eu vou continuar a ir e vir de bicicleta.

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Ana Oliveira

Ciclistas ocuparam o Campo Grande em homenagem a jovem atropelada

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