uma espécie de balanço

Pois bem, pessoalmente não me posso queixar muito. 2015 foi um ano positivo. Embora o blogue tenha andado um pouco murcho, na bicicleta tenho mantido as minhas rotinas e acrescentando rotas ao mapa das realizações. Para mim o ano passou a voar. Aliás, todos somados, fica sempre aquela sensação de que os anos passam demasiado depressa. Quanto ao que se passou no país e no mundo é um déjà vu! De ano para ano vivem-se as mesmas crises, anti-crises, antíteses de uma sociedade pobre de valores e mascarada para a realidade.

2016!? Como qualquer tuga que se preze também gosto de dar os meus bitaites. É um costume típico, bem português, mandar uns palpites para o ar. Fazer adivinhações / antevisões / previsões, basicamente dar largas ao Zandinga que cada um tem dentro de si. Ora, é claro que na esmagadora maioria das vezes são tiros no escuro e só saem imprevisões, mas estou certo que continuaremos a fazer contas à vida…”Vês pá! Eu sabia. Só não acerto no Euromilhões!!!” Então, e para variar, mais vale aproveitar os momentos vividos e nos dias todos que temos pela frente procurar estar no caminho certo, acelerando ou mantendo a cadência, aproveitando a pedalada e a viagem, porque senão a vida é uma monotonia. Deixo um filme fotográfico do meu melhor 2015 passado na bicicleta, desejando a todos os meus amigos que aqui me visitam um Bom 2016.

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Até pró ano…

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eu “vi bem o filme”

O caso está a tomar as devidas proporções, tanto pela sua gravidade como pelo sacudir de responsabilidades do comando da GNR de Aveiro ao comportamento agressivo e irresponsável do interveniente causador do incidente, o guarda Rodrigues, militar da GNR de Lourosa, Santa Maria da Feira. Uma família que seguia de bicicleta para casa, quase foi atropelada, foi depois insultada e ameaçada por um agente da GNR. O filme já vinha sido divulgado desde o último domingo nas redes sociais e hoje a notícia traz a identificação do sujeito (clicar para ver).

GNR abalroa ciclista na estrada

Certa manhã de um sábado bem disposto, numa das minhas pedaladas em modo desportivo e relaxado, também tive a minha quezília com um “guarda” motorizado à paisana, o qual, e pelo que me foi dado presenciar no filme desta notícia, pelas características e semelhanças do personagem e seu veículo, poderia muito bem ter sido o mesmo fulano mal disposto que me tentou estragar o dia.

N12 ponto negro antiga Fábrica do Cobre
Na Estrada Interior da Circunvalação (N12), ao fundo da recta junto aos terrenos da antiga Fábrica do Cobre, quem conhece bem o local sabe que existe ali uma bifurcação um tanto ou quanto manhosa para os ciclistas: quem segue em frente, pela faixa da direita, entra numa rua de acesso à VCI; quem segue pela faixa da esquerda contínua a circular pela Circunvalação. Ora, sabendo-se que ali o maior volume de tráfego segue em frente, para a VCI pela Rua das Linhas de Torres, a certa altura o ciclista experiente e conhecedor do local sabe que para se preservar terá de se posicionar no centro da via, entre as faixas, pois terá forçosamente de continuar a circular pela Estrada da Circunvalação. A velocidade excessiva e alguma incúria de alguns automobilistas são bem explícitas naquele ponto negro da N12. Como habitualmente faço, e assim que passo a saída à esquerda para a zona residencial, coloco-me na faixa da esquerda (seta azul) dando a direita aos que querem seguir em frente (seta vermelha).

Como dizia, numa certa manhã de sábado um automobilista quis implicar comigo. Insultou-me e eu esbracejei, refilando com o gajo. Juro que não o insultei. Nisto, o gajo, que já tinha as rodas do carro na Rua das Linhas de Torres, passou-se! Trava a fundo, faz marcha a trás para depois me perseguir devagar mas acelerando insistentemente o motor do carro de uma forma agressiva. O filho da puta estava a ameaçar-me! Depois de perceber as más intenções do individuo,  paro, ponho o pé no chão, olho para trás e fico à espera. Aproxima-se, e pelo vidro do carro exibe-me um cartão dizendo-se agente de autoridade (sinceramente não liguei nenhuma e não vi que corporação seria), acusando-me de o ter insultado e de eu estar a infligir o Código da Estrada. Segundo o tal “agente da autoridade” eu deveria estar a circular na berma!!! Disse-lhe que segundo a nova versão do Código da Estrada não era obrigado a isso, que ele deveria saber disso, e que devido à perigosidade do local posiciono-me sempre defensivamente na via. Depois pedi-lhe para me voltar a mostrar o cartão de identificação pois tinha sido ameaçado na minha integridade física com o seu veículo e pretendia fazer queixa disso mesmo. De dentro do carro solta mais um impropério, volta a acelerar em tom de ameaça e vira à direita, fugindo para dentro do Bairro de S. Roque. Coincidência ou não, era também uma carrinha Audi preta. Algumas características físicas semelhantes ao “guarda” da notícia só me vêm levantar algumas dúvidas. Pena que no meio de tanta adrenalina não fixei a matricula. Por isso digo que, se calhar, fui vitima do abuso de autoridade do mesmo guarda da “merda”. As aspas são minhas.

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festas felizes, saúde, paz e amor, blá blá blá…

… de preferência com bicicletas no sapatinho ou a distribuir prendas com os sapatinhos na bicicleta.

Feliz Natal

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fotocycle [173] reflexo dos meus finais de dia

Menos sinuosos e mais felizes se tornam os caminhos de quem tem este hábito de ciclar. Descobrir a essência na bicicleta é uma experiência única, que se faz a um ritmo singular, sentindo aromas e visões que, de outra forma, talvez passassem despercebidos. Com o mar por companhia, subindo e descendo, parando para uma fotografia, as opções são inúmeras. Aproveito cada momento.

reflexo dos meus diasDesejos de um brilhante final de dia… e de semana 🙂

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na Velo Invicta de cara lavada

Depois de uma boa temporada a apanhar sol, e com o todo o tipo de turistas e ciclistas, à beira rio, mister Barbosa reabriu as portas da velha e afamada oficina Velo Invicta, Capas Peneda para os amigos, há coisa de dias. A eficiência, as secas, a simpatia, estão de volta à Praça Filipa de Lencastre para quem quer dar uma afinaçãozita à bina, quer comprar uma bicicleta nova ou usada, ou então transformar em bala o canhão que tem há muito guardado lá na garagem. Ontem fiz um desvio até lá, onde Sua Alteza viu a lua pela primeira vez, para cumprimentar o staff e dar conta das transformações no histórico edifício, velho e restaurado, que irá partilhar a oficina com um serviço de bar e restauração. A loja perde aquele encanto de mui antiga e invicta oficina de bicicletas, perde algum espaço, mas continuará a ter as portas abertas, quando estiverem abertas,  à malta ciclista cá da praça.

Veloinvicta reciclada 2   Veloinvicta reciclada 1

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reciclando [17] o ciclismo e as redes sociais

Biclas no Porto 6

Antes do advento das redes sociais já éramos sociais. O relacionamento humano permanecia baseado na comunicação visual e verbal. Em todos os sentidos, cada parte comunicava com o outro, em tempo real. Depois dos olhos nos olhos, dos sinais de fumo, da comunicação escrita, o telefone e os audiovisuais, outras formas de comunicar foram surgindo. O reconhecimento pessoal mútuo levava à participação em reuniões e actividades conjuntas. Os cafés, por exemplo, eram um tradicional ponto de encontro. Este era também o modo de vida entre muitos dos aficionados das bicicletas antes do mundo digital.

Caímos na rede da globalização. Com o aparecimento da Internet tudo mudou e tudo ficou mais fácil. Algumas mudanças foram boas, outras nem por isso. Por definição, a rede social é um sistema interligado de pessoas, de conveniências e futilidades. Em todo o caso a rede foi feita na sua maior parte para a comunicação interpessoal. Apesar de ter sido originalmente uma forma das pessoas partilharem interesses, fazer amigos, a rede global transformou-se num chavão no mundo social e dos negócios. Para todos, ou quase todos, tornou-se em algo imprescindível e fundamental nos dias de hoje.

O ciclismo e as redes sociais tornaram-se bons parceiros. Agora, facilmente se pode conectar com outros que comungam interesses e interagir em tempo real. Agora temos lojas virtuais que tudo vendem. Temos sítios que compartilham a informação que procuramos. Temos tudo sobre bicicletas à distância de um click. Temos as ferramentas  onde nos divertimos com as histórias que lemos, onde publicamos o que nos dá na gana e contamos as nossas façanhas. Damos dicas, fazemos comparações, enviamos convites, fazemos passeios em grupo, divulgamos percursos, compartilhamos a experiência de andar bicicleta com outros que também pedalam. Acompanhamos conversações online. Podem ser sobre a mobilidade, sobre o desporto, até mesmo conversas da treta com amigos reais ou com quem electronicamente estabeleceu um certo tipo de amizade.

sua Alteza na Velo Culture

A tradicional loja de bicicletas, que foi noutras épocas o local de encontro para gente que usava a bicicleta como modo de vida, voltou a ser o ponto de encontro predilecto de muitos nós. Lá podemos ver, experimentar, invejar biclas das mais diversas espécies, partilhar aventuras, informações sobre bons percursos, pontos de interesse, de conflito. De lá fazemo-nos à estrada de bicicleta, para ir beber um copo, conviver com outros que como nós respiram ciclismo.

Mais do que uma necessidade, o ciclismo é uma paixão, é um vício alimentado pela vontade de recuperar a humanidade sedentária, intoxicada, perdida na dependência do petróleo. Movendo-se, montado numa bicicleta ou fora da estrada, nas redes sociais, somos o elemento humano na circulação, com o desejo idealizado de mostrar aos outros o quão bem faz pedalar. Demonstrar que temos o direito e a merecida consideração de todos a estar na estrada. Que podemos partilhar o mesmo espaço, ao mesmo tempo, conscientes da presença física um do outro. Tornar a bicicleta mais atraente para os novatos. Atrair mais gente para o grupo, onde os não-ciclistas também cabem. Traduzir a nossa amizade e camaradagem a toda a gente. Extravasar a alegria que é andar de bicicleta porque o ciclista faz o mundo melhor.

Aqui está outra fresca e muito interessante rede de partilha, a bikedataproject.com.

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preso pelo beicinho

Não será difícil imaginar que quem pedala por gosto terá uma grande paixão pela sua bicicleta. Quem não pedala pode achar que é um sentimento estranho, no entanto aquela coisa é uma coisa especial. Ninguém, mas mesmo ninguém tem uma bicicleta igual à nossa. A nossa bicicleta é sempre a mais bonita, mesmo que esteja carcomida pela ferrugem, mesmo que seja do século passado, mesmo que custe menos de menos de metade e pese o dobro ou o triplo da bicicleta do amigo aqui do lado… A nossa bicicleta é sempre a melhor, e prontes!

bike park improvisado

Não se empresta a ninguém… bem, provavelmente as empresto ao meu filho se este me prometer que as estimará! A nossa bicicleta é mais útil que o nosso carro, mais barata que a prestação mensal do vosso carro, merece todos os mimos, todos os euros que gasto invisto nela.  Com a nossa bicicleta há uma paixão assolapada, tipo romance de novela mexicana. É a nossa amante, dominatrix, companheira. Flagela-nos o corpo nas subidas, nas quedas, acompanha-nos nas curvas e aventuras. Da glória à dor, sem que ninguém nos consiga separar.

Perante isto, e como toda a gente sabe, eu sei o quanto gostas da tua chavala de duas rodas, sabendo de antemão que os amigos do alheio também a admiram muito, deixo algumas dicas para quando tens de te separar da tua beldade na rua. Deixá-la bem presa, em segurança, para quando voltares e ela te prender pelo beicinho.


Sempre que saíres na tua bicicleta leva contigo um aloquete… ou cadeado, como queiram chamar. Há vários modelos, mas vale a pena investir num U-Lock, que é um aloquete rígido em forma de “U”, um dos mais seguros que existem para prender o quadro a uma estrutura fixa. Caso sejas dos mais zelosos leva um cabo de aço flexível, que com o aloquete te permite passar pelas rodas e prender o selim também. Opta por deixar a tua fiel amiga nos suportes fixos dos bicicletários, os que estão em locais visíveis, iluminados e com movimentação de pessoas. Caso tenhas de improvisar, prende-a a postes ou grades firmes e resistentes. Se outras biclas estiverem presas no mesmo local, melhor ainda. Aperta bem o cabo na hora de prender. Quanto mais folgada, mais fácil para alguém a manipular. Ah… e não te esqueças de levar contigo todos os acessórios amovíveis, como o selim, as luzes, o velocímetro… Amor com amor se paga.

Properlylocked

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from “the Portuguese capital”… of bikes

Veloculture Porto

Para que saibam do que se está a falar, e poucos são os que ainda não sabem, é com orgulho que a Magstore das biclas bonitas está presente na lista da Soigner, edição de 2016, dos 25 melhores lojas/cafés/bares de ciclismo/oficinas/locais que giram à volta das bicicletas de todo o mundo.

Então para comemorar, e relembrar: “Fizemos este pequeno filme para celebrar a abertura da Megastore do Palácio de Cristal, a bicicleta e a cidade.

Foi realizado pelo nosso amigo Sidney, com música e sonoplastia do João Bento Soares, grande ciclista, e som directo do Diogo Alves Pinto.”

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fotocycle [172] reset

Espreito a janela com a soneira do costume. Lá fora outro dia apático. Os dias curtos sempre me deixam letárgico, mas sair de casa bem cedo a pedalar, ao arredondar a primeira curva já se está acordado e revigorado para o que aí vem. Sente-se a brisa matinal que morde a preguiça, a fresca aragem que toca no rosto, flui pelas narinas e insufla os pulmões de vida. Depois de um saboroso fim de semana prolongado sente-se outra energia. O meu humor retoma os níveis normais e com ânimo renovado dou ritmo às rodas a caminho do trabalho.

reset

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estamos de Volta, temos equipa

ciclista de chumbo FCP

O Futebol Clube do Porto está de volta ao pelotão nacional em associação com a equipa de ciclismo W52

fonte: http://www.fcporto.pt/pt/noticias/Pages/Pinto-da-Costa-equipa-de-ciclismo-vai-levar-o-FC-Porto-a-toda-a-parte.aspx

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