“conhece os direitos que o Código da Estrada concede aos ciclistas?”

A pergunta é apropriada, pois tanto é endereçada aos automobilistas como aos ciclistas. Como refere António Henriques no seu pertinente artigo, há por aí muita gente automobilizada que infelizmente ainda desconhece os direitos dos ciclistas  na estrada e, como tal, recorre ao expediente ignorante de que “nós é que somos os donos da estrada”! É que efectivamente não o são. A partilha da estrada é fundamental para um bom ambiente rodoviário, redução dos acidentes e das suas nefastas consequências. E não se esquece de, evidentemente, dar também conta dos deveres dos ciclistas. Mas vamos ao artigo que, e com a devida referência do autor e da publicação, “copypasto” com sublinhados a bold e sem publicidade não endereçada, que aqui partilho:

Carro vs Bicicleta ptjornal

foto: ptjornal.com

“As alterações do Código da Estrada protegem os ciclistas, mas a verdade é que, dois anos depois, ainda há muito desconhecimento sobre as alterações. Saiba mais.

Os ciclistas são os mais vulneráveis utilizadores da via. Nesse sentido, em janeiro de 2014, foram introduzidas alterações, com o objetivo de protegê-los.

Apesar de vigorarem há dois anos, as novas regras não são respeitadas. Pior: nem sequer são do conhecimento de alguns condutores.

Assim, impõem-se algumas perguntas, ao estilo de exame de código, que permitirão ao leitor reforçar conhecimentos ou esclarecer dúvidas.

Em primeiro lugar, quando se apresentam pela direita, os ciclistas têm prioridade?

A resposta é óbvia. Sim, têm prioridade. Mas esta é uma das alterações, já que antes das modificações de 2014 os ciclistas eram obrigados a ceder passagem aos veículos a motor.

Dois ciclistas podem circular lado a lado, ou devem seguir em fila?

Podem, desde que não provoquem embaraço no trânsito. Esta regra também foi alterada, uma vez que o anterior Código da Estrada proibia. A exceção são as vias com visibilidade reduzida ou em caso de engarrafamentos.

E qual é a distância lateral mínima que os automobilistas têm de deixar, relativamente aos velocípedes?

No mínimo, de 1,5 metros. Há o mau hábito de os condutores considerarem que o ciclista tem de seguir fora da berma. Erradamente. A estrada também é sua, por direito.

E será que os ciclistas podem circular nas vias reservadas aos autocarros? A resposta dependerá da regulamentação municipal. Assim, a observação da sinalização torna-se prioritária.

Mas os ciclistas não têm apenas mais direitos.

Há exigências que só os próprios podem cumprir, também em nome da sua segurança. Desde logo, o uso do capacete nos velocípedes com motor (bicicletas elétricas).

E cuidado com a circulação em contramão. É muito comum os ciclistas utilizarem a estrada de forma arbitrária, mas andar em contramão pode dar uma multa até 625 euros.

A sinalização das mudanças de direção também são obrigatórias. E é proibido usar o telemóvel na bicicleta (multa até 150 euros).

E circular nos passeios? A regra é a mais lógica: proibido. Mas igualmente lógica é a exceção: crianças até 10 anos podem circular no passeio.

E nas ciclovias? Quem tem prioridade – ciclistas ou automobilistas?
As ciclovias estão equiparadas às passagens para peões. Os condutores estão, desse modo, obrigados a ceder passagem aos velocípedes.

Também a travessia de uma passadeira em cima de uma bicicleta é proibida, exceto em crianças com menos de 10 anos (nestes casos, são equiparados a peões). Os restantes ciclistas devem fazer a travessia a pé, segurando a bicicleta.

Nas rotundas, a circulação dos ciclistas deve ser feita na via de trânsito mais à direita, sendo que devem permitir a saída dos condutores que circulam no interior da rotunda. Há, no entanto, uma questão: as regras municipais impedem que esta regra seja homogénea. Logo, cuidados redobrados nas rotundas.

Todas as regras que não forem respeitas implicam o pagamento de multas. O desconhecimento das diretivas não dá direito a perdão, como é óbvio. Assim, aconselha-se uma leitura atenta das alterações ao Código da Estrada, no que aos ciclistas diz respeito.

A regra que nem ciclistas nem automobilistas podem descurar é o bom-senso.”

Fonte: ptjornal.com

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can’t miss [145] bragaciclavel.pt

Também vais levar aí as batatas?

foto Braga ciclavel tambem vais levar ai as batatas

…”Este pequeno episódio demonstra que ainda existe uma enorme falta de conhecimento no que diz respeito à bicicleta e ao seu uso, e demonstra ainda que existe um preconceito para com a mesma por parte de algumas pessoas. Não é por falta de carro ou de dinheiro que escolho a bicicleta para me deslocar na cidade. É a minha opção por me deixar menos stressado no dia a dia, sem ter que estar em filas de trânsito ou as chatices, por poder desfrutar da cidade, por me poder deslocar mais rápido, por ser mais conveniente. Mas, faltam infraestruturas para que as pessoas se sintam seguras nas suas deslocações. Se queremos realmente aumentar de 0,4% para 10% os utilizadores da bicicleta e reduzir de 65% para 40% o uso do automóvel em Braga, então é preciso investir nas nossas ruas e torná-las ruas completas, onde todos tenham o mesmo direito de circular em segurança.”

Quem faz ou já fez da bicicleta a sua mula de carga, para levar tralha do dia-a-dia ou as compras da mercearia, muito provavelmente já viveu um episódio do género, atraiu olhares inquisidores e comentários idiotas de automobilistas mentecaptos. O nosso amigo Mário Meireles do Braga Ciclável conta-nos o seu encontro imediato com um desses cabeças de batata. Está no Braga Ciclável, para ler, encolher os ombros e sorrir.

(fonte: http://bragaciclavel.pt/2016/01/tambem-vais-levar-ai-as-batatas/)

 

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fotocycle [174] antecipando a folga

O final de semana augura o lazer. Algo em nós anseia por paz e tranquilidade. Deixar que a mente vagueie, sentir o mundo, relaxar. O nosso estilo de vida determina como vamos aproveitá-lo. Desfrutando o ar livre, pedalando e usufruindo a beleza e o brilho do sol da manhã. Ir de encontro àquele ponto de que os fotógrafos falam, porque é mágico. Recuperar no vai e vem das ondas, deitar na relva de papo pró ar e saborear a boa vida. Aproveito cada momento.

de papo pró ar

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é parar, entrar e pasmar, na Livraria Lello

A Livraria Lello & Irmão, uma pérola do Porto faz hoje 110 anos. Elogiada desde sempre pela sua beleza arquitectónica exterior, sendo a sua fachada em Arte Nova um dos emblemas arquitectónicos da cidade invicta, é no seu interior que quem lá entra não evita dispersar por instantes a atenção aos livros e encantar-se com a sua beleza e estilo ímpar.

lello & irmão
Esta pérola do Porto recebe repetidamente as mais diversas distinções mundiais. Em 2011 o “Planet’s Best in Travel 2011” editado pela Lonely Planet, considerou-a como a terceira mais bela livraria do mundo, pois para mim é a primeira… e mais recentemente a revista Time publicou um artigo dedicado a este espaço icónico da cidade.

A história da livraria remonta a 1869, ano em que é fundada na Rua dos Clérigos a Livraria Internacional de Ernesto Chardron. Após o imprevisto falecimento de Chardron, aos 45 anos de idade, a casa editora foi vendida à firma Lugan & Genelioux Sucessores. Em 1894 Mathieux Lugan vendia a Livraria Chardron a José Pinto de Sousa Lello que possuía então uma livraria na Rua do Almada. Associado ao irmão, António Lello, mantêm a Livraria Chardron, com a razão social de José Pinto de Sousa Lello & Irmão, até 1919, ano em que o nome da sociedade muda para Lello & Irmão Lda. Tendo sido desenhado de raiz para ser uma livraria, o actual edifício foi inaugurado em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa.

Foto Aurálio Paz dos Reis dia inauguração em 1906

Foto Aurélio Paz dos Reis dia inauguração em 1906

“A riqueza de tons do grande vitral, o recorte gracioso das janelas, a balaustrada da galeria e os grandes candelabros situados nos ângulos que demarcam esse espaço, as linhas das ogivas que se entrelaçam no tecto (…), deixam o visitante deslumbrado”. A 13 de Janeiro de 1906, no dia da inauguração, era assim que um jornalista da época classificava a Lello & Irmão.

Em 1994, as obras de restauro a cargo do arquitecto português Vasco Morais Soares permitiram que continuasse a manter todo o seu esplendor neogótico.

De visita obrigatória, à Rua das Carmelitas, nº144, afluem cada vez mais curiosos. Quando lá entram, os visitantes são envolvidos por um ambiente acolhedor, numa viagem instigadora onde se respira história e madeira. Uma ampla sala dominada pela imponente e belíssima escada ornamental, e onde os livros pontificam numa decoração impressiva. A livraria possui um total de 120 mil volumes que podem ser consultados enquanto se ouve música ambiente. Perfilam-se algumas mesas onde estão destacados alguns dos livros, bancos revestidos a couro e estantes a toda a altura da galeria perfazem o espaço próprio de uma livraria moderna, mas que guarda a memória e o ambiente místico de uma livraria antiga, cheia de história nas paredes e nas lombadas dos seus livros. Nos pilares sobressaem os bustos de distintos homens de letras: Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, entre outros. O tecto, lavrado e rendilhado, resguarda no centro uma luminosidade translúcida que provém do amplo vitral. Quem lá entra, fica de tal forma maravilhado que olvida olhar para os livros e deslumbra-se com a divinal estrutura fazendo disparar, incontroláveis, os flashes, para no final da visita soltarem inevitáveis exclamações: “Vês como valeu a pena entrar!”

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ten, nine, eight, seven, six, five, four, three, two, one, liftoff

… This is Ground Control
to Major Tom
You’ve really made the grade
And the papers want to know whose shirts you wear
Now it’s time to leave the capsule
if you dare

Bicycle Friends David Bowie
This is Major Tom to Ground Control
I’m stepping through the door
And I’m floating
in a most peculiar way
And the stars look very different today…

 

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Veloculture, um verdadeiro caso de amor à camisola.

Se num passado recente cá no burgo o mercado das biclas estava principalmente voltado para a bicicleta desportiva, a situação mudou. Aquilo a que chamam “a moda das bicicletas” retornou a um tempo em que as pessoas, os nossos avós, optavam pelo transporte de duas rodas a pedais, por ser essencialmente um meio barato e prático de locomoção. O uso da bicicleta, como opção para o transporte diário e opcional ao trânsito estático no Grande Porto, aumentou substancialmente. A pedalada dá prazer físico, ajuda a preservar o meio ambiente e confere agilidade. O pessoal adaptou as pedaladas ao conceito ciclismo urbano e procura o tipo de bicicleta e acessório prático para o seu commuting diário. Deseja restaurar a velha bicla guardada desde o tempo dos avós. Quer simplesmente mudar o seu estilo de vida para melhor. É a bicicleta que está na moda ou será a moda que tende para a bicicleta. You tell me!

sua Alteza na Velo Culture

Há quatro anos, três marmanjos entusiastas das biclas bonitas, o Sérgio, o Miguel e o Hugo apropriaram-se de uma pequena loja no Mercado Municipal, um dos principais centros de comércio tradicional de Matosinhos, e abriram as portas da Velo Culture Porto, que certamente estarão já pelos cabelos de tanto ouvir falar. Na sua prática diária, de utilizadores regulares da bicicleta como meio de locomoção, estes três amigos perceberam as necessidades dos ciclistas urbanos e de uma lacuna no mercado, tanto na oferta de bicicletas charmosas como na montra de acessórios e coisas fixes. Proporcionaram-nos as novas e velhas tendências do mercado “biciculturista” dos países do norte da Europa.

Veloculture Porto
A pedalada tem sido bem sucedida, dando resposta às necessidades dos seus clientes num momento em que a conjuntura económica tem sido desfavorável. A prova disso foi a abertura da filial na capital do império e, mais recentemente a inauguração da terceira megastore, a segunda tripeira, a do Palácio, aproximando os seus vastos serviços à malta velocipedista da Invicta.

Mas o melhor mesmo é fazer um sprint até à Adega Gazeta do Ciclista para estar a par das novidades que os duendes estão a preparar e dar a conhecer este verdadeiro caso de amor à camisola…

“Ora então caros amigos, como têm andado? Nós bem, obrigados.

Como fazemos anos no início do ano, o nosso balanço do ano é feito ao dia sete de janeiro do ano seguinte. É uma boa forma de começar o ano e não atrapalha com a altura mais movimentada do ano anterior, que é quando o Menino Jesus faz anos.

Aqui o duende de serviço à máquina de escrever repetiu deliberadamente a palavra ”ano”, para ganhar tempo e ir fazendo a retrospectiva mental do que se passou em 2015. Isto de escrever enquanto se pensa tem destas coisas.

Ora vamos lá então.”…

os duendes de serviço

os duendes de serviço

Foto: Viver o Porto, Fevereiro de 2015

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ciclofilia [132] Touch the Earth

“This is a little therapeutic passion project I did. Inspired by nature, and the way mountain biking can tour through it, Joshua Pearson and I set out on a day of zen in Alafia River State Park. Thanks to Joshua Pearson for showing me the ropes and letting me shoot him riding out at the park. Thanks to Eric Hunter for mastering my sound mix and making sure it doesn’t sound like crapola. The quote in the beginning and the title “Touch the Earth” are from a great book titled “Touch the Earth – A Self Portrait of Indian Existence”.”

Shot in Alafia River State Park – 14326 South CR 39, Lithia, FL 33547 – floridastateparks.org/park/alafia-river

Mountain Biker: Joshua Pearson – peprallyinc.com

Music: Origin One by PILOTPRIEST – pilotpriest.bandcamp.com/album/origin-one

Audio Mastering – Eric Hunter – erichunterdp.com

Shot.Cut.Grade – Joe Boccia

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volta não volta, lá volto eu à temática “pedalar à chuva”

O inverno tardou mas a chuva já voltou, e com toda a força. Depois de voltar a levar com ela no lombo, volto a lembrar algumas dicas e pequenos truques para que, na basófia dos infiéis, nos voltem a chamar de maluquinhos só porque teimamos pedalar mesmo debaixo de fortes chuvaradas e ventania! Pois, como sabemos, o primeiro passo pedalada é mental e como sabe bemmm!

Verão Azul
Pedalar à chuva é só um pouco diferente, no entanto requer alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Vestir um bom casaco impermeável, com capuz, um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada da roupa. Um poncho também serve para o efeito. Certamente o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal, convém portanto pedalar de uma forma mais lenta e suave, até por questões de segurança. É sempre aconselhável termos uma muda de roupa no local de destino/casa/trabalho. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter o corpo quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de ficarmos doentes. Usando botas impermeáveis ou cobrindo os sapatos com capas de neoprene, para os isolar, manteremos os pés secos. Da mesma forma para as mãos, usando luvas resistentes à água. O capacete, já se sabe, protege, e caso seja um integral, sem buraquinhos, irá manter a cabeça seca. Um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental termos uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, assim que paramos num semáforo as lentes vão certamente embaciar e deixamos de enxergar.

a humidade faz a força
Ter a bicicleta equipada com um par de pára-lamas é a forma mais eficaz para manter o rabo e a cara secos, evitando o spray vindo das rodas. Um porta-couves com alforges impermeáveis é o ideal para o transporte de equipamento vulnerável à água. Recomenda-se o uso de material fluorescente, bem como manter as luzes acesas, mesmo durante o dia, para sermos vistos entre a chuva e o nevoeiro. É recomendável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para desgastar a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta de água e juntamente com a borracha derretida perde-se bastante eficiência na travagem. Um bom truque de prevenção é ir travando com antecedência. Usar um lubrificante mais consistente na corrente, tipo cera própria para a época das monções, não dilui tão rapidamente, dura mais tempo e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Maria Del Sol, a que me guarda da chuva

Maria Del Sol, a que me guarda da chuva

Durante o tempo seco muito óleo e detritos foram se acumulando no pavimento. Com a chegada da chuva, as ruas e estradas tornam-se mais escorregadias e perigosas. É importante mantermos a atenção ao piso que calcamos, procurando evitar as superfícies metálicas, tais como as tampas de esgoto e os carris do eléctrico, as marcações de trânsito pintadas no pavimento, como algumas passadeiras, folhas de árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto possa parecer, deve-se evitar passar sobre poças de água pois podemos ser surpreendidos por buracos submersos. Redobrar cuidados nos pisos empedrados. Curvar com o piso molhado pode ser complicado e arriscado. Teremos mais segurança se reduzirmos a velocidade antes da curva e usarmos o corpo de modo a manter a bicicleta “o mais direita possível”. Assim evitamos o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer devido às invisíveis manchas de petróleo e aos traços pintados no pavimento.

serenata à chuva
Uma ultima dica, mesmo que pareça cómica: Caso um aguaceiro daqueles torrenciais nos apanhe a meio caminho e não estamos preparados para ele, não trazemos o kit nem um guarda chuva, e à nossa volta nem uma varanda ou paragem de autocarro salvadora, enfiar um saco de plástico na cabeça e nas sapatilhas é sempre um bom improviso.

sacochas

Boas pedaladas molhadas

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fazia tempo que não botava aqui um bídeo!…

Bike Inventions That Take Cycling to a Whole New Level

https://vimeo.com/150178293

“For generations, people have used bikes to get from A to B. But thanks to our continually congested streets, more and more people are turning to biking for the daily commute. These innovative (and sometimes futuristic) devices are making this form of travel a whole lot more enjoyable for the modern individual.”

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turbilhões, resoluções e ambições

“Ciclisticamente” falando, posso dizer que comecei 2016 em beleza. Primeira pedalada do ano no primeiro dia do ano, o meu habitual commuting desportivo até à casa paterna e o banho de Ano Novo forçado tomado. Nunca havia pedalado dentro de uma máquina de lavar, pois atendendo aos turbilhões de vento e chuvarada que apanhei no lombo foi a sensação que tive. Afinal é inverno e parece que veio para durar.

banho de Ano Novo

Para o ano que começa não faço grandes projectos. Continuarei o meu comute diário, as minhas voltinhas domésticas, voltarei a lugares para conhecer outros lugares e procurarei alimentar o ano cicloturístico com mais kilómetros. Espero que as minhas biclas não se cansem de mim e que tenha pernas para pedalar tanto ou melhor. Estou certo que será outro ano com mais ciclistas a ocuparem as estradas, a partilharem a via dando o bom exemplo. Desde logo pelo notório mini-boom de ciclistas que observo no dia-a-dia ao longo das estradas. Muita malta já optou pela bicicleta como meio de transporte urbano e extra-urbano em detrimento do carro. Bastantes mais terão iniciado as pedaladas pela prática desportiva. Noto que as prerrogativas dos direitos e responsabilidades dos ciclistas na rodovia ainda não estão assimiladas pelos automobilistas. Embora com algumas muitas excepções, continuo a ver um grande desrespeito do automobilista perante a presença do ciclista e das regras do Código da Estrada. Não esqueço também de relembrar que para sermos respeitados teremos de cumprir a nossa cota parte de responsabilidade, que só ajuda ao convívio mais amigável entre automobilistas e ciclistas. Continuam a ser escassos os investimentos municipais para acompanhar esse movimento de massa crítica nas ruas. É necessário um maior estímulo no uso da bicicleta como meio de transporte, por exemplo no investimento de novas vias cicláveis, estacionamentos apropriados, melhoria nas condições para quem pedala, que permita uma global percepção das cidades, aos seus habitantes e a quem as visita.

Desejos de um 2016 sobre rodas, pleno de motivações e boas pedaladas.

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