fotocycle [180] biking park

É singular a sensação de pedalar no parque e de me misturar com a natureza. Tão agradável e relaxante é o trilho que me leva em ritmo descontraído por um refúgio verdejante, pacato oásis urbano entre cursos de água, denso arvoredo ou em campo aberto, ora escutando a passarada, ora observando patos bravos, sob a luz suave de um final de tarde. Aproveito cada momento…

biking park
… ah, e não apanhei nenhum pato para o jantar!

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can’t miss [148] circulaseguro.pt

Maior parte das localidades portuguesas não estão preparadas para a circulação segura de bicicletas

ciclo-campinas
“Quando cada vez mais se procura que as cidades tenham o menor número de veículos motorizados possível, virando-se a movimentação das pessoas, entre lugares, através dos veículos de transporte público e recurso a bicicleta, percebe-se que as localidades portuguesas não se encontram preparadas para tal.

Sem olharmos meia-duzia de casos de sucesso, onde a estructura da cidade permite a edificacação das ditas ciclovias, facilmente encontramos diversas localidades onde o trânsito de bicicletas está sujeito ao uso da faixa-de-rodagem e de todas vicissitudes que daí advêm.

Uma ciclovia que promova segurança, por favor.

(podes ler este pertinente e reinvindicativo artigo na totalidade em: http://www.circulaseguro.pt/mobilidade-sustentavel/maior-parte-das-cidades-portuguesas-nao-estao-preparadas-para-a-circulacao-segura-de-bicicletas#more-7894)

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ode às pedaladas de Domingo

ode às pedaladas de domingo #1
Assim é, certamente, o meu perfeito começo de dia. Quer dizer, em parte também sinto essa alegria às primeiras horas dos tais dias úteis, mas pedalar pela cidade num Domingo preguiçoso, com este sol a puxar a Primavera, tem um sabor diferente. Sem um caminho obrigatório ou horas a cumprir, apenas um cardápio de lugares tão bonitos à escolha, onde podemos ir e voltar. Qualquer hora é perfeita para começar a pedalar. Logo de manhãzinha tem-se uma sensação de exclusividade dos locais, do momento, do tempo. Na garupa de uma bicicleta, contemplando a cidade, todos os possíveis estímulos abrem demais o apetite: o ar puro que revigora, a frescura do rio que contagia, o sol que aquece e nos dá corda.

ode às pedaladas de domingo #2

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fotocycle [179] circul(ando)

Entram no carro e ficam sozinhos. Motor a trabalhar, o rádio a cantar e lá vão. Pela mesma rua, constantemente, e um pouco mais à frente outro beco sem saída. O trânsito do costume, as paragens do costume, as secas do costume. Automaticamente, empurram-se quando a fila arranca, entram no carrocel e param. Sem um pensamento que os guie, os tontos andam em círculos, fervem até à próxima saída da rotunda! Mas, e se um dia, quando estiver mais uma vez no carro, às voltas a “rotundar”, olhar para o lado de dentro e sair mesmo? E se tiver a coragem de mudar o chip, quebrar a rotina sem nada a perder, e entrar no oásis? Vai sentir algo diferente, um éden urbano que sempre esteve ali. A sombra de uma árvore despida, um cómodo banco do jardim, muita História para contar. Povoada de pessoas que a cruzam a pé, que por ali andam, pedalam, porque seguem o seu caminho.

circulando

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um passeio no parque

 

BRM200Gerês #13
Sábado, cinco e meia da matina e soou o despertador. Aproveitando a disponibilidade de pernoita no albergue de Marinhas, a poucos metros do depart, fui para Esposende de véspera na companhia do jovem Jacinto na tentativa de estender o repouso antes do brevet. A noite pareceu longa mas foi curta. A nortada estava forte e a chuva batia inclemente nas janelas. Parecia que o sono tinha durado apenas 10 minutos. Devorei a aletria caseira enquanto ia dando os últimos retoques na vestimenta, na bicicleta e na malinha a estrear. Após o bikecheck, e mal nos havíamos reunido no reconfortante hall do edifício da Cruz Vermelha para o breefing da praxe, outra bategada de água dava a entender que S. Pedro queria nos refrescar os ânimos para outra aventura randoneira. Era todo um brevet a inaugurar, com a mesma emoção e entusiasmo. Pedalar pelos encantos do Gerês e voltar, coisa para duzentos quilómetros e pouco.

Com uma boa camada hermética a envolver as carapaças, foi numa cadência suave que o cortejo saiu à hora marcada para pedalar. O amanhecer triste e melancólico foi dando lugar às conversas, aos raios de sol e às borrifadelas na cara do companheiro antecedente. O spray vindo da roda do precedente não só ajudava a manter-nos acordados como garantia alguma diversão. Nesse capítulo eu era um dos piores, pois, depois de confirmar o estado em que fiquei, digamos que, com o colete e porta-bagagens todos cagados, percebi que um guarda-lamas para a bicla seria coisa para acrescentar à lista de compras. E umas capas para os sapatos também, pois nem com dois pares de meias grossas eu me safei. Só viria a sentir os pés quando os posei em Amares, na primeira paragem obrigatória do dia. “É uma carimbadela no cartãozinho, uma nata e um café, oh faxabôre”.

Escusado será dizer que o frio estava de rachar, mas a pedalada e o panorama envolventes tinham o condão de me manter que nem pão quente. Acompanhados pelo rio Cávado, depois da passagem por Póvoa de Lanhoso, a certa altura de uma das muitas subidas do dia percebi, e até comentei com o Jacinto, que já havíamos pedalado por aquela estrada, numa outra pedalada épica da qual não cheguei a fazer relatório, mas que ficou bem gravada na nossa mente. O bucólico ambiente rural conferia pujança e enchia a querença de entusiasmo para galgar a subida até à pequena terra de Rossas. Carimbado o papelucho pela segunda vez, desta vez numa farmácia, a receita foi aviada no Nosso Café com uma malga de sopa a ferver e uma sandes de panado verdadeiramente divinais. Era meio-dia.

De barriga cheia, a pedalada avançava sedutora a cada quilómetro. Nada mais tranquilo e estimulante que vadiar por um reduto de silêncio e paz. Depois da passagem por Vieira do Minho viramos ao encontro da bacia hidrográfica do Cávado. A cada curva da saborosa descida íamos descortinando uma vista deslumbrante sobre o rio, a tranquila albufeira da barragem da Caniçada e as serras da Peneda e do Gerês. As paragens para tirar retratos da varanda foram inevitáveis e o sol voltou para saudar o nosso caminho. À nossa passagem na ponte, metade do percurso estava cumprido. Tudo parecia indicar que a subida que teríamos pela frente seria exigente. E foi! As forças ainda estavam intactas à passagem pelo Santuário de S. Bento da Porta Aberta. As previsões dentro do tempo estipulado, boa temperatura, sem trânsito automóvel excessivo, a viagem prosseguia a compasso de trepador. E a subida que não acabava! Parei num miradouro estratégico, esperei para reunir com outros amigos, e juntos pousamos para a fotografia e reforço da escolta. No auge da subida fomos surpreendidos pela chuva… quer dizer, não foi bem uma surpresa. À nossa chegada ao Parque de Campismo do Gerês, terceiro posto de controle, ainda cumprimentamos um outro grupo de randoneiros que já arrepiava caminho. E porque um “home” tem de comer, o prato do dia foi um bom pretexto para conviver à mesa. Depois continuamos para o controle seguinte, que seria uma etapa bem longa e com muita história para contar.

Veio então o encontro com a natureza, na mais natural das formas, selvagem e espinhosa. Perplexos com a grandeza da Barragem de Vilarinho das Furnas, bora lá para novo prémio de montanha. A princípio deu para esticar as pernas e ir admirando uma das mais belas paisagens neste cantinho do nosso Portugal. Entrementes, o céu começou a escurecer, ventava forte, quase sempre contrário à nossa progressão. Para melhorar a coisa, enfrentamos a dura ascensão com uma chuvada da grossa. Uma tempestade no seu pior. A chuva continuou, a inclinação aumentou e a temperatura diminuiu. Nem a beleza granítica da aldeia de Brufe no topo da montanha me fez parar para registar no cartão de memória e ver mais tarde. Diria que me sentia como se estivesse dentro de um cubo de gelo. Iniciamos a descida com o grupo fragmentado, ainda debaixo de chuva que entretanto abrandou, e depois veio a minha grande asneira do dia. Confiei em demasia no meu gêpêesse mental e no entroncamento seguinte, assinalado no roadbook para virar à direita, ao ver uma plaquinha indicando o sentido de Terras de Bouro, o meu sentido de orientação que é o mesmo de uma lombriga mandou-me virar à esquerda! Chegar às margens do rio Homem: check; Passar a ponte: confere. “Mas, cum carago! Não me lembro de ler que teria de ultrapassar inclinações pr’aí de 30%!” Assim, uns meros 300m demoraram uma eternidade a vencer. Confiante, tomei a estrada para Braga mas algo me dizia que a bota não batia com a perdigota. Outro aguaceiro para abrilhantar o momento, fui fazendo a descida de forma lenta com receio de estar perdido. A estrada inundada e deserta de pessoas fez-me aproveitar o abrigo de uma paragem de autocarro para tentar me orientar e alimentar. Entretanto vi um ciclista que me revelou duas coisas: A primeira, que sempre estava no caminho certo; A outra, que tinha cruzado com o meu grupo uns minutos à minha frente! “Eh pá, algures no caminho haviam-me ultrapassado!!!” Como foi, estava ainda a tentar perceber! Recomecei a pedalada com vigor e… novo erro de orientação! Sabendo que deveria seguir para Vila Verde, e teria de atravessar novamente o rio, à primeira sinalética virei à direita, e passei exactamente na ponte que deveria ter atravessado mas em sentido contrário! Continuava a jogar à cabra cega, a pensar no sentido que seguia ou não seguia a minha vida. Na beira da estradinha municipal um rebanho de cabritas que pareciam estranhar ver um tonto por ali. Desdobrei pela enésima vez a folha A4, fixei a N308 como objectivo e segui. “Olha um carro da GNR!” O xôr guarda, no meio de comentários à minha bravura ciclista, lá me confidenciou que eu ainda pisava o asfalto esburacado da M531. Estava ainda longe de retomar o rumo certo, mas lá haveria de chegar. Ao fim de longos minutos dei finalmente com a N308, em Figueirinhas, ao que me parece! Já não sentia os pés, as mãos e o pingo do nariz. Sem gás, um pouco desconfortável com a humidade no corpo pelas roupas molhadas, acompanhado da mais absoluta solidão, fui malhando, quilómetro a quilómetro, numa espécie de contra-relógio. A noite ia caindo lentamente. Paragem para ligar os focos e reforçar a alimentação. Fazendo uso de novas reservas e apertado com a hora limite para o último controlo, pedalei com excelente ritmo. Como o tempo passa depressa em cima de uma bicicleta! Fui invulgarmente rápido a chegar à vila de Punhe, mas… outro erro. Já parecia a defesa do FêCêPê! Falhei a viragem para Alvarães mas ainda fui a tempo de corrigir o engano. Último carimbo no cartão arrancado a ferros, de imediato dei ao pedal até colocar as rodas na N13. Esses últimos quilómetros até Marinhas, Esposende, foram algo como a Avenida Champs Elysees em Paris. A aventura chegou ao fim com inúmeras peripécias para recordar e com o incentivo adicional de saber que eu andei às voltas, andei perdido, reencontrei o caminho e acabei sozinho. 213 km de pura emoção, entusiasmo, sangue quente e pé frio.

 “Há sítios no mundo que são como certas existências humanas: tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição. Este Gerês é um deles”… Miguel Torga.

BRM200Gerês

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cheirinho do Brevet Gerês 200

O aviso é amarelo! Claro que preferia um sábado mais colorido, com mais sol e mais azul e branco (a fazer figas). De qualquer forma uma voltinha pelos encantos do Gerês é sempre um prazer, e sendo este um brevet a estrear, nem que amanhã chova a potes. Deixo um cheirinho da minha última passagem a pedais junto à Porta Aberta de São Bento.

no BRM Baixo Minho 300

no BRM Baixo Minho 300

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passe a publicidade [74] básicos de oficina by Veloculture

Se és dos que gostariam de aprender a afinar um cubo de mudanças de uma pasteleira, ou como manter macia a pele do sofá onde sentas o rabo uma boa parte do dia, vais dar ao sítio certo se clicares no play dos tutoriais com boas dicas de manutenção para a tua bicla.

stay tuned

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“tudo bem amigo?!”

à beira da estrada

Á vista de muito “boa gente”, os ciclistas são caracterizados como uns idiotas que se vestem de licra. É um facto acharem que, como malucos imprudentes, os ciclistas violam todas as leis de trânsito! É uma lástima pensarem que, como tipos arrogantes, os ciclistas são os donos da estrada! Perante todo este preconceito de muito “boa gente”, o que me merece trazer à liça é o lado dos ciclistas que os automobilistas nunca parecem ver. Talvez porque simplesmente não sabem o que é ser ciclista, talvez porque eles nem estiveram na disposição de descobrir. Certamente nunca lhes vestiram a licra pele!

Os ciclistas são um grupo variado. Alguns identificam-se pela bicicleta que pedalam. Vestidos no kit completo e estereotipado da licra, os cliclistas formam subgrupos. Pedalam na estrada, na montanha, na cidade, comportando-se de forma consciente das suas convicções e limites. Outros andam de bicicleta por motivos pessoais, vestem roupa comum e envolvem-se no ciclismo mediante as suas necessidades e costumes. A maioria dos ciclistas não é arrogante ou imprudente, e acho que ninguém que pedale seja dono da estrada. Para nós as estradas são feitas para serem partilhadas e essa atitude de partilha transcende visões sobre cujos direitos devem predominar, se automobilistas ou ciclistas.

Os ciclistas têm uma coisa em comum, todos eles andam de bicicleta, e isso cria um vínculo banal entre eles que quem não pedala dificilmente consegue entender. Existem regras no mundo do ciclismo que não estão escritas. Essas regras determinam como os ciclistas interagem uns com os outros e com o mundo ao seu redor. São baseadas na providência, entreajuda, solidariedade. Um vislumbre dentro deste preceito começa com a observação de como os ciclistas reagem a outro ciclista em necessidade. Quando parou na berma da estrada, principalmente quando anda sozinho, um ciclista pode sempre contar com outros ciclistas que lhe perguntam se está bem. Se responder afirmativamente, os ciclistas continuam a sua etapa. Se não, os ciclistas param e oferecem assistência. Essa assistência inclui a troca de um pneu furado, empréstimo de ferramentas para reparar um problema mecânico, cedência do telemóvel para uma chamada de emergência, a simples partilha de comida e água. Se um companheiro ciclista se ferir num acidente param para ajudar. E enquanto uns prestam auxílio outros instintivamente procuram apanhar o carro que provocou o acidente, no intuito de ajudar o ciclista fazer valer os seus direitos. Confesso que já vi de tudo, ciclistas serem auxiliados por automobilistas e ciclistas, inclusive a auxiliar uma automobilista em apuros. Não é novidade, também já fui auxiliado por um automobilista e não foi surpresa nenhuma quando ele disse também ser ciclista!

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um fim de semana sem pedaladas porque fui em caminhadas

Passeio Pedestre Mós

É raro o Sábado ou Domingo que não dou umas pedaladas e este fim de semana que passou foi um deles. Ontem foi um dia especial, não só porque voltei à bela aldeia dos meus avós, desta vez sem a bicla, como tive o privilégio de, pela primeira ocasião, participar na grande caminhada que a Associação de Cultura e Recreio “As Mós” realiza anualmente. Este foi o XV Passeio Pedestre da ACR, associado uma vez mais à Amendoeira em Flor, com um percurso seguindo os trilhos dos volframistas, recordando a “febre do minério” ocorrida por aquelas bandas durante a 2ª grande guerra. O passeio pedestre teve início em Freixo de Numão, primeiro subindo e depois muito descendo ao longo de quase 10 quilómetros, até às Mós. Á chegada os caminhantes, mais de 250, deliciaram-se com um reconfortante almoço e convivio.

Aqui ficam algumas das fotografias que fui tirando durante a caminhada com descrições das mais belas e deslumbrantes paisagens à face da terra.

Tudo a postos para uma longa caminhada, para nos deixar embrenhar na memória florida das amendoeiras e nas histórias de vida da gente da terra…

Bora lá dar corda às sapatilhas que o caminho é longo e a manhã está linda mas está fria…

Recalcar pedras de xisto pelos trilhos de tarimbeiros do volfrâmio e rever a Gricha, outrora terra de sustento dos meus avós. Vislumbre dos vales, testemunhos da passagem do tempo, de um modo de vida rude e um encanto para os sentidos…

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reciclando [18] “tá de chuiba!? fixe…”

porque o que tem de ser...
Não há fome que não dê em fartura e não há Inverno que não dê chuva. Temos um clima favorável à nossa opção de ir de bicicleta, para todo o lado, e a chuva acontece com toda a naturalidade. Quem é ciclista regular já lidou muitas vezes com os aguaceiros. Acreditem ou não, é uma sensação que aprecio, não de levar com água no lombo mas a frescura e liberdade que é desafiar a chuvarada numa bicicleta, porque às vezes é o mau tempo que nos prega uma partida. Se for apanhado pela chuva a meio caminho procuro um local abrigado e aguardo até que passe. Quando não tenho escolha senão continuar a pedalar, também é fácil de lidar com isso, um saco de plástico na cabeça improvisa. Caso esteja a chover a potes no momento da abalada, com o equipamento e bicicleta adequados, saio a pedalar mesmo debaixo da borrasca. Não tenham dúvidas que é uma experiência agradável.

N108 Barqueiros

O primeiro passo é mental. Com um pouco de prática, experiência e conhecimentos, pedalar à chuva requer apenas alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Um casaco com capuz e um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada do corpo. Um poncho impermeável é outra opção. Ter em conta que o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal. Assim convém pedalar de uma forma mais lenta e suave para ficar mais seco. Levar uma muda de roupa para o trabalho ou tê-la no trabalho é aconselhável. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter-se quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de adoecer. Usar botas impermeáveis ou cobrir os sapatos com capas de neoprene para os isolar irá manter os pés secos. Usar também luvas resistentes à água e um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental manter uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, depois ao parar num semáforo vão certamente embaciar e deixar-nos pitosgas. Durante o tempo seco vai-se acumulando óleo e vários detritos no pavimento, o que torna a via mais escorregadia e perigosa logo às primeiras chuvadas. Manter redobrada atenção onde colocar as rodas, evitar as superfícies metálicas, tais como tampas de esgoto, pavimentos de aço como os carris do eléctrico, marcações de trânsito pintadas como algumas passadeiras, folhas das árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto pode parecer, deve-se evitar passar sobre as poças e redobrar cuidados nos pisos empedrados, pois podem-se encontrar buracos submersos pela água. Curvar com o piso molhado é mais arriscado, como tal é aconselhável “não deitar nas curvas” e manter a bicicleta o mais direita possível. Ao fazer isso será capaz de curvar em segurança, reduzindo a velocidade e evitando o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer se usarmos pneus mais finos e lisos.

a humidade faz a força
Ter na bicicleta um bom conjunto de guarla-lamas é a maneira mais eficaz de evitar o spray vindo das rodas que molha o rabo e a cara. Um porta-couves com alforges impermeáveis é bom para transportar equipamento vulnerável à água, como laptops, documentos ou roupas de trabalho. Recomenda-se o uso de material fluorescente e ligar as luzes para ser notado entre a chuva e o nevoeiro. É aconselhável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para corroer a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta da borracha gasta e perde bastante eficiência na travagem. Planeie com antecedência e trave cedo. Usar um lubrificante mais consistente na corrente possa durar mais e não dilui tão rapidamente e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Verão Azul
Andar de bicicleta na chuva exige um pouco mais de cautelas do que é habitual mas que é bem divertido, lá isso é.

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