reciclando [18] “tá de chuiba!? fixe…”

porque o que tem de ser...
Não há fome que não dê em fartura e não há Inverno que não dê chuva. Temos um clima favorável à nossa opção de ir de bicicleta, para todo o lado, e a chuva acontece com toda a naturalidade. Quem é ciclista regular já lidou muitas vezes com os aguaceiros. Acreditem ou não, é uma sensação que aprecio, não de levar com água no lombo mas a frescura e liberdade que é desafiar a chuvarada numa bicicleta, porque às vezes é o mau tempo que nos prega uma partida. Se for apanhado pela chuva a meio caminho procuro um local abrigado e aguardo até que passe. Quando não tenho escolha senão continuar a pedalar, também é fácil de lidar com isso, um saco de plástico na cabeça improvisa. Caso esteja a chover a potes no momento da abalada, com o equipamento e bicicleta adequados, saio a pedalar mesmo debaixo da borrasca. Não tenham dúvidas que é uma experiência agradável.

N108 Barqueiros

O primeiro passo é mental. Com um pouco de prática, experiência e conhecimentos, pedalar à chuva requer apenas alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Um casaco com capuz e um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada do corpo. Um poncho impermeável é outra opção. Ter em conta que o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal. Assim convém pedalar de uma forma mais lenta e suave para ficar mais seco. Levar uma muda de roupa para o trabalho ou tê-la no trabalho é aconselhável. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter-se quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de adoecer. Usar botas impermeáveis ou cobrir os sapatos com capas de neoprene para os isolar irá manter os pés secos. Usar também luvas resistentes à água e um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental manter uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, depois ao parar num semáforo vão certamente embaciar e deixar-nos pitosgas. Durante o tempo seco vai-se acumulando óleo e vários detritos no pavimento, o que torna a via mais escorregadia e perigosa logo às primeiras chuvadas. Manter redobrada atenção onde colocar as rodas, evitar as superfícies metálicas, tais como tampas de esgoto, pavimentos de aço como os carris do eléctrico, marcações de trânsito pintadas como algumas passadeiras, folhas das árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto pode parecer, deve-se evitar passar sobre as poças e redobrar cuidados nos pisos empedrados, pois podem-se encontrar buracos submersos pela água. Curvar com o piso molhado é mais arriscado, como tal é aconselhável “não deitar nas curvas” e manter a bicicleta o mais direita possível. Ao fazer isso será capaz de curvar em segurança, reduzindo a velocidade e evitando o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer se usarmos pneus mais finos e lisos.

a humidade faz a força
Ter na bicicleta um bom conjunto de guarla-lamas é a maneira mais eficaz de evitar o spray vindo das rodas que molha o rabo e a cara. Um porta-couves com alforges impermeáveis é bom para transportar equipamento vulnerável à água, como laptops, documentos ou roupas de trabalho. Recomenda-se o uso de material fluorescente e ligar as luzes para ser notado entre a chuva e o nevoeiro. É aconselhável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para corroer a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta da borracha gasta e perde bastante eficiência na travagem. Planeie com antecedência e trave cedo. Usar um lubrificante mais consistente na corrente possa durar mais e não dilui tão rapidamente e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Verão Azul
Andar de bicicleta na chuva exige um pouco mais de cautelas do que é habitual mas que é bem divertido, lá isso é.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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2 respostas a reciclando [18] “tá de chuiba!? fixe…”

  1. Nelson Branco diz:

    um excelente artigo. É de facto bem divertido… diria, refrescante para a mente.

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  2. paulofski diz:

    Obrigado Nelson.

    E como ela vaio para ficar, não tarda nada lá estarei de volta a cantar… não, é melhor não… lá estarei a pedalar à chuva. Bom fim de semana.

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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