uma questão de atitude

Bicicletada de Dezembro – foto de Sónia Arrepia

Andar de bicicleta é bem mais que uma forma de lazer que proporciona bem-estar físico e psíquico. A bicicleta é um simples e provecto meio de transporte. Pedalar faz bem à saúde e garante qualidade de vida. A menos que pedale uma tandem ou se dê uma boleia ocasional, a bicicleta é apesar de tudo um veículo individual e tem o poder de reunir grupos de pessoas, familiares, amigos que ao descobrirem novos caminhos, novas rotas, renovam e consolidam laços de amizade. Quando nos sentamos ao selim e pisamos os pedais todos somos ciclistas. O espírito de solidariedade, o respeito e a honestidade é o distintivo de quem pedala. Quando alguém entra no grupo e não está ao mesmo ritmo dos outros não fica sozinho. Ninguém deixa ninguém para trás.

A bicicleta é uma amiga, confidente e terapêutica. Leva-me para todo o lado e faz questão de tornar o meu quotidiano em algo maravilhoso. Chego ao trabalho bem relaxado. Com ela aprendo a saborear o tempo, a superar os meus próprios limites.  A pessoa que faz da bicicleta o seu veículo de eleição não é a mesma quando volta. Chego a casa menos stressado. Às vezes pedalo sem um objectivo ou um destino definido. Pedalo como que por pedalar, como uma forma de ocupar o corpo com uma actividade determinada e libertar a mente para outras correrias. A bicicleta tem essa capacidade maravilhosa de nos desentorpecer, de nos fazer perceber a real dimensão da distância, do relevo, da temperatura. Ter os olhos abertos, descobrir outras visões da cidade, outras formas de ver o mundo.

Boas pedaladas.

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yes, we do

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na “ciclovia”

Já escrevinhei algures que pratico todos os dias aquilo a que gosto de chamar pedalar no cardume, “car doom” em estrangeiro. Quase sempre prefiro praticar um ciclismo veicular do que pedalar pelas ciclovias, ciclopistas, vias cicláveis, etc. A meu ver, para que a bicicleta seja eficiente na mobilidade urbana é necessário que a mesma seja considerada um veículo, com o ciclista exigindo os seus direitos e cumprindo as suas obrigações, conforme prevê o Código de Estrada. Uma vez exigidas as ciclovias, tornou-se muito fácil, e até cómodo, para quem administra as vias urbanas, tirar a bicicleta do seu espaço conquistado no trânsito como um veículo e colocá-la em cima de passeios, calçadas, caminhos quase sempre partilhados, nivelando a bicicleta nas mesmas condições de mobilidade dos peões e deixando as vias públicas exclusivamente para os veículos motorizados. Como quase sempre as bicicletas atrapalham o trânsito, e existindo mesmo ali ao lado uma via pintada com uma tinta colorida, o legislador encontrou aí um pretexto para tirar as bicicletas da rua. Eu próprio já tive a prova que o automobilista não tolera um ciclista ao seu lado, na rua, achando que o meu lugar seria no passeio, ou na tal ciclovia!

A bicicleta no passeio perde o respeito, a agilidade e a sua importância como um veículo eficiente na mobilidade urbana, transformando-se apenas numa opção de lazer, sujeitando-se ao direito dos peões em utilizar o seu espaço. Um exemplo típico acontece quando as ciclovias são tomadas por pessoas a caminhar, jovens de patins e até em bicicleta a ziguezaguear, animais de companhia, veículos estacionados. A ciclovia compartilhada é um jeito elegante de expulsar o ciclista urbano da rua. Quem utiliza a bicicleta diariamente sabe que a ciclovia compartilhada não é a melhor solução.

Claro que existem ciclovias onde há mais vantagens do que desvantagens, mas a meu ver, nas raras que existem não é justificação suficiente para a segregação das bicicletas. A demarcação de ciclo faixas, com uma largura mínima nos dois sentidos da pista, é um investimento de baixo custo e que permite a inserção da bicicleta no seu espaço natural, no trânsito, resultando daí um deslocamento mais rápido e com maior nível de segurança. Falar da segurança dos ciclistas, justificando a sua criação, a segregação dos ciclistas com a justificação para evitar que sejam atingidos por um automóvel, a mim não pega.

Começando então por falar da segurança dos ciclistas, visto ser esta a justificação que é mais apontada para a criação de ciclovias, torna-se premente circular com cuidados mais que redobrados. Na maioria das vezes as ciclovias são usadas por pessoas que nem sequer andam de bicicleta. É fundamental que todos saibam compartilhar o espaço com precaução, velocidade moderada, e acima de tudo com uma atitude defensiva. Os acidentes com ciclistas que ocorrem com maior frequência acontecem nas ciclovias, nos passeios e vias compartilhadas, onde os automóveis não entram.

Quando eu opto por aproveitar o caminho tranquilo e livre de uma via ciclável, no passeio ou no parque, eu sei que estou a entrar num espaço comum. Se modelo o meu comportamento, espero de todos o mesmo modo de atenção e cuidado. Dependendo quase sempre do momento, e claro que também da bicicleta que esteja a usar, eu gosto de ser livre de poder escolher onde circular, até pela minha segurança, e não é por acaso que às vezes me sinta melhor pedalar na rua, no meio do cardume. E por alguma razão será, penso eu de que…

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ciclofilia [22] dos ciclos

This Short Film was initially made for the Bicycle Film Festival, which travels more than 20 countries around the world. bicyclefilmfestival.com. Enjoy! Thanks for watching!
-The Panchits-

… Riding a bike is having wings on your feet. Entirely free. I feel this intimate relationship with the city, riding fast across it.…

… I ride away smiling. Do you know what life is about? Is about being happy! To ride my bike is my happiness. Are you quite happy? Why don’t  you try it?

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a pedalar pelas crianças do Brasil

Uma crónica inspiradora chega agora ao ritmo da pedalada do outro lado do Atlântico. Um jovem casal inglês, Laura Pollit e Patrick Mottram, ambos de 30 anos e activistas da ONG Action for Brasil’s Children, empreenderam uma viagem conjunta de bicicleta pela América do Sul com o intuito de arrecadar fundos para crianças carentes no Brasil. A viagem conta com o apoio de empresários e de instituições que se interessaram pelo projecto. O dinheiro arrecadado será destinado à construção de centros desportivos e de atendimento ao menor. A jornada começou no Rio de Janeiro e está prevista acabar no mesmo local, em Julho de 2012, após terem passado por todos os países do continente. Por enquanto, os dois já passaram pela região sul do Brasil e também pelo Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Equador, num percurso que já soma 11 mil km.

O casal está neste momento a pedalar pelo Equador e tem ainda pela frente a Colômbia, a Venezuela, o Suriname e as Guianas, francesa e inglesa. Depois disso, voltarão ao Brasil para encerrar a viagem. “Pedalar pela América do Sul é uma grande aventura, pois há muitos desafios, como por exemplo os Andes e a Floresta Amazónica”, disse Laura à Agência EFE.

Os dois afirmaram ainda que foi muito bom realizar a viagem nesta época e deixar para trás a crise na Europa. “É um bom momento para estar longe de casa”, afirmou Mottram, ao lembrar que a aventura começou quando ambos decidiram fazer algo diferente para comemorar seus 30 anos. Os dois destacaram que ficaram satisfeitos por terem encontrado pessoas amáveis e receptivas. Laura lembrou que no Deserto do Atacama, no Chile, os motoristas paravam os seus veículos para oferecer água, comida, ou simplesmente para conversar e tirar umas fotografias.

Apesar disso, ela contou que “pedalar no deserto foi muito duro” e que no planalto boliviano a areia e o vento dificultaram muito as pedaladas. Mottram disse também que eles puderam conhecer pontos turísticos tradicionais, como Macchu Picchu e as Cataratas do Iguaçu, mas que o mais significativo foi estar em lugares menos badalados, principalmente pela simplicidade das pessoas.

Fonte: Agência EFE

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quase 8 da matina, 2 graus lá fora…

Que frio, que nada!

esta manhã no Parque da Prelada, Porto

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bem ao estilo Flintstone

Fred Flintstone já havia prognosticado o nosso futuro. Que haveríamos de circular num veículo familiar movido pelos pés onde uma família inteira poderia exercitar o corpo e, à conversa, explorar novos caminhos.

O Quattrocycle fez a sua estreia europeia em 2008. É uma bicicleta de 4 rodas, uma “Quadricicleta” portantos, movida pela pedalada de uma até quatro pessoas. Cada um dos ocupantes pode individualmente ajustar a alavanca de mudanças, permitindo que todos não só participem na força de transmissão como tenham a possibilidade de ajustar o próprio desempenho como bem entenderem. Cada assento é também individualmente ajustável em altura e comprimento das pernas. Se alguém quiser relaxar apenas tem de se encostar. O homem do leme ocupará o banco traseiro esquerdo e dali controlará o veículo através de dois guiadores verticais. Dessa forma as crianças podem viajar nos lugares da frente e o adulto vigiá-las sem ter que virar a cabeça para trás. Pode também interagir com os passageiros do terceiro banco (opcional). A Quatrocicleta tem quatro travões de tambor operados pelo condutor (os travões frontais são operados por ambas as barras do punho movendo para a frente). Tem uma verdadeira suspensão todo-o-terreno, a qual não só proporciona uma condução suave como é um importante recurso de segurança. Quando se viajar por pisos irregulares esta suspensão evita os solavancos e garante que todas as rodas permaneçam em contacto com o solo. Os pedais estão muito acima das rodas, num estilo “recumbent” contrário ao dos Flintstones, o qual garante que os pés não toquem no chão. Os assentos da terceira fila são opcionais e permitem uma capacidade até 7 pessoas, tal qual um monovolume. Na terceira fila, cada assento tem o seu próprio cinto de segurança mas os seus ocupantes não participam na força da pedalada.

Numa Quadricicleta, todos juntos podem encarar as estradas e pedalar com confiança, em segurança e com todo o conforto de um veículo de quatro rodas. Juntos podem enriquecer o prazer de pedalar uma bicicleta e de usufruir de todas as soluções que nos oferece.

A QuattroCycle é produzida na Holanda, natuurlijk…

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you say goodbye and I say hello

Welcome to EcoVelo. This site is the public expression of our personal commitment to reduce our impact on the environment by employing bicycles as our primary mode of transport. By sharing what we learn from this endeavor, while also providing an aesthetically pleasing experience that celebrates the beauty of the bicycle and the joys of everyday bike riding, we hope to inspire others to make a similar commitment.

As of January 1, 2012, this site is no longer being updated. It will remain live at this location as a resource for the transportation cycling community until at least January 1, 2014.

Over the 3.5 years that EcoVelo was active, we generated 3,320 posts of various sorts including road tests, product reviews, op-ed pieces, technical articles, advocacy and infrastructure news pieces, and a myriad of other tidbits related to using bicycles for transportation. Along with our regular daily blog posts, we also curated an extensive commuter bicycle gallery and a large collection of bicycle commuter profiles. Two of our most popular features were our Reader Photo Contests and the Bike Commuting 101 instructional series for beginners.

Probably the best way to surf around the site is by using the links in the left-hand sidebar. If there’s something specific you’re looking for, you might also try the search box at the top left. And, if you have lots of time to burn, you can always peruse our massive Archive Page that includes direct links to each-and-every one of the 3,300 + posts.

Thanks for visiting!
—Alan & Michael

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passe a publicidade [11] The London Bike Show

The London Bike Show is one of the largest and most exciting cycling events within the UK. Whether you’re looking to buy your first bike, treat yourself to some new gear or want to check out the latest bike designs, The London Bike Show has it all.

The London Bike Show runs alongside The Outdoors Show, The Active Travel Show and the Tullett Prebon London Boat Show, and with your ticket being valid for entry to all four shows, it’s a fantastic, affordable day out for the whole family.

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o uso do espaço by Hugo Rocha

Uma provocaçãozinha do Hugo Rocha que pedala de fixa pelo Porto. Cidade de granito e declives, o Porto definitivamente não é o lugar para andar de bicicleta sem travões, ainda assim o Hugo “comuta” todos os dias na sua fixa pela Invicta. O Porto é definitivamente uma cidade ciclável.

O projecto final “o uso do espaço” vai ser Tese de Mestrado de arquitectura, sobre como usar o espaço urbano, com bicicletas, skates ou simplesmente com o seu corpo.

This teaser is featuring Hugo Rocha, a fixed gear rider from Porto, Portugal. Covered with cobblestones and hills, Porto is definitly not the place to ride a bike without brakes, still Hugo is commuting with his bike every day.

The final project “The use of Space” is going to be architecture Master Thesis – about how to use urban space, with bikes, skateboards or just simple with your body.

Thanks to:
Hugo Rocha – The Rider
Ricardo Teixeira – Helping Hand
Fernanda Reis – Translator
Luís Camanho – Tripod

Hugo is supported by Kate Skateshop Porto

If you want to participate in my work “The use of space” please contact me at kg@kmkg.org

more information at kmkg.org

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