fotocycle [161] da Queima das Fitas

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ciclofilia [127] Climb

“Short clip shot in the Vosges mountains, where Le Tour de France 2014 came through, at the Col des Chevères and the Belfahy valley.”

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reciclando [8] crises e oportunidades

A revolução industrial permitiu o desenvolvimento das sociedades. Temos a tecnologia, inventamos o automóvel. Estamos a colher daquilo que fomos plantando. Depressivos e mortiços, vamos sobrevivendo nesta incessante crise económica. A sociedade moderna trouxe diversos benefícios e comodidades ao Homem, malfeitorias ao Mundo. Vivemos numa época em que o meio ambiente é continuadamente destruído. O comportamento do ser humano é influenciado pelas facilidades oferecidas pelas tecnologias. É influenciado pelo tipo de oferta de transporte que lhe é disponibilizado e pela valorização ou desvalorização dos mesmos. A tecnologia favorece o sedentarismo. Uma avaliação crítica da sociedade contemporânea à muito que demonstra que passamos por um processo de insustentabilidade, não só ambiental mas também dos estilos de vida, individual e social. O perigo do esgotamento dos recursos naturais compromete não só a nossa qualidade de vida como coloca o planeta em risco. Em nome do progresso, o modo de produção baseado no consumo levou a que o Homem manipulasse e degradasse a Natureza. Para além de ser um grande foco poluidor, a pressão e o excesso de veículos motorizados causa prejuízos físicos e psicológicos.

O conceito da Mobilidade Urbana Sustentável continua na ordem do dia e a bicicleta é parte importante deste conceito, fundamental para as deslocações em meio urbano e suburbano. Há então a necessidade de se adoptar um conjunto de políticas de transporte e circulação que visem proporcionar um acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através de prioridade aos modos de transporte colectivo e não motorizados de maneira socialmente aceite e ecologicamente sustentável.  Nesta era de vacas mirradas que nos deparamos: a crise ambiental, a crise económica e a crise de mobilidade, entre todas elas há um agente comum: o automóvel. Consequência da má qualidade e a fraca oferta dos transportes públicos, o transporte individual e o aumento de veículos a circular comprometem a qualidade de vida das pessoas que se deslocam em meio urbano e suburbano.


A bicicleta é o veículo ideal para preencher a necessidade de mobilidade. Regularmente usada como meio de transporte em muitos locais espalhados pelo mundo, a barata bicicleta necessita de espaço reduzido para circular, a sua manutenção não requer gastos excessivos, é fiável e simples o que a torna ainda mais atraente. Distinguida consoante o objectivo do utilizador, a bicicleta é essencialmente, um meio de transporte eficaz como alternativa ao automóvel e ao transporte público em meio urbano e suburbano. É uma máquina que funciona em perfeita harmonia com a habilidade do Homem. É notório o crescimento do uso da bicicleta, tanto por jovens como por adultos, para irem trabalhar, estudar, como prática desportiva e de lazer. Nesse cenário a bicicleta emerge como alternativa para uma mobilidade urbana sustentável. Ao ter a bicicleta como um instrumento fundamental do seu quotidiano, além da opção de transporte urbano ecologicamente correcto, ao pedalar promove-se a diminuição do stress, melhora-se o estado físico, bem como os sistemas cardiovascular e respiratório.

Com este texto pretendo apenas chamar a atenção para a importância da bicicleta como elemento essencial à mobilidade urbana. Entre ruas e avenidas, carros e pessoas, é necessário contextualiza-la e dar-lhe o devido destaque. Defender o uso da bicicleta como alternativa às grandes dificuldades económicas e sociais que atravessamos, para o alívio nos congestionamentos do trânsito das grandes cidades, para a sensibilização dos governos e municípios à falta de políticas públicas em favor deste extraordinário meio de transporte. Para a necessidade de agregar o uso da bicicleta através de medidas eficazes e projectos implementados. Não tenho nenhuma formação nessas áreas, apenas sou mais um que impulsionado pela corrente pousou as rodas na terra e com os pés bem assentes nos pedais descobriu que a bicicleta assume diversas finalidades. Com ela a crise passa-me ao lado.

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fotocycle [160] quem foi ao mar guardou o lugar

quem foi ao mar guardou o lugar

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passe a publicidade [70] The Speed Ride

… or how to have daily fun riding your fixie carbon belted Overlap!

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sobre as alterações no ordenamento do trânsito da Rua Costa Cabral no Porto

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http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76849

“A Câmara Municipal do Porto anunciou, no dia 17 de Abril de 2015, o início de realização de alterações no ordenamento do trânsito da Rua Costa Cabral no Porto para o dia 21 de Abril, sem qualquer auscultação prévia de moradores e utilizadores da rua. As alterações visam disciplinar o estacionamento nesta rua evitando o congestionamento que se verifica em alguns períodos do dia e “melhorar a acessibilidade”.
As medidas tomadas constam no seguinte:
– criação de linhas contínuas ao longo da rua;
– separadores através de postes flexíveis nas zonas das intersecções;
– criação de lugares legais de estacionamento;
– criação de zonas de cargas e descargas;
– permissão de motociclos e ciclomotores circularem nos corredores BUS.
– criação de barreiras “mais eficazes” para peões nos passeios junto a Escolas e Equipamentos Desportivos.

Tendo em consideração que:
– A criação de linhas contínuas vai criar conflitos com os utilizadores de bicicletas que usam diariamente esta artéria, pois não permitem aos condutores ultrapassar os mesmos legalmente (na via de trânsito de sentido oposto em zonas de traço descontínuo);
– O aumento de velocidade de circulação dos autocarros e dos motociclos e ciclomotores, vai criar mais perigo para uma rua que tem uma elevada intensidade de utilização pedonal e muitos atravessamentos pedonais de um lado para o outro da rua;
– Que a proposta não vai resolver os problemas estruturais de segurança, mobilidade e acessibilidade nesta rua;
– Que os utilizadores de bicicletas vão ser ainda mais penalizados na utilização de uma artéria que é a única que oferece condições de segurança mínimas para acesso à cidade do Porto nesta área e neste modo de transporte.

Os peticionários propõem a suspensão das alterações e a sua revisão, tendo em conta os seguintes princípios:

– Maior fiscalização nas horas e pontos mais críticos, relativamente ao estacionamento ilegal, seja através da polícia municipal, seja através de influência junto da Polícia de Segurança Pública;
– Criação de vias Bus & Bici (partilha de via BUS pelas bicicletas, mas não pelos motociclos e ciclomotores);
– Criação de zonas limite de velocidade 30 Km/h nas zonas de Escolas, Equipamentos Desportivos e intersecções mais movimentadas, com medidas de acalmia como por exemplo semáforos ativados por velocidade, plataformas elevadas ao nível do passeio e com pavimentos diferenciados e boa iluminação.
– Manutenção das linhas de traço descontínuo nas zonas sem intersecções, permitindo a ultrapassagem segura de veículos mais lentos, nomeadamente as bicicletas. “

via MUBI

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still lazy after all these years…

still lazy after all these years…Depois de mais um ano de agradáveis pedaladas, vivendo outros desafios e algumas oportunidades de mudança, sinto que não mudei, porque não mudei o meu modo de ver o mundo. Sinto-me bem porque estou em constante movimento, com naturalidade e algum humor. Veremos se me resta fôlego para quarenta e nove velas!…

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fotocycle [159] como a chuva que sempre volta

a chuva voltou

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outro biciparque tótil de fixe

 Biciparque na marginal
Alguns indícios mostram a gradual tendência para o uso da bicicleta nas cidades. Aproveitando para falar em causa própria, cada vez mais portuenses, e muitos de quem nos visita, entende que a bicicleta é benéfica para a cidade e que tem o seu espaço na via pública. Unindo os benefícios da mobilidade, meio ambiente e sustentabilidade, a bicicleta oferece alternativas e mais qualidade de vida. Mas para isso a cidade Invicta precisa de melhorar as suas infra-estruturas para melhor receber os adeptos das pedaladas. Precisa criar mais opções para a população escolher a bicicleta como o seu preferencial meio de transporte. A proliferação de estruturas para parquear/guardar a bicicleta, numa cidade que ainda dá mais regalias aos automóveis, mesmo que os estacionamentos sejam pagos, afirma o incentivo à cultura da bicicleta como meio de transporte. No sentido da partilha das vias públicas, do aumento da malha cicloviária, repito, seria por exemplo a administração municipal alargar a permissão de utilização dos corredores BUS também às bicicletas. Acredito que a tendência para a utilização diária da bicicleta aumentaria cada vez mais.

Aqui podes ver onde estão espalhados os biciparques pela Invicta

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não é bem uma peregrinação, isto já é tradição…

Não há muita gente que acorde com as galinhas, a um Sábado, só porque lhe deu na telha ir pedalar mais de 200 km. Ainda para mais sair do quentinho do ninho e embrenhar-se no típico nevoeiro tripeiro. Talvez por isso seja daquelas oportunidades que dão mais gozo sair bem cedo a pedalar. Um momento místico, se assim se pode dizer, no ritmo das pedaladas, no frio que desaparece do corpo e da realidade que vai ganhando contornos luminosos, acordando a cidade e transformando-a num cenário provável. Para reforçar a ordem natural das coisas, e sempre acompanhado do Rui, ao duo suspeito juntou-se um quarteto que vinha de pernas aquecidas mas a tilintar os dentes desde a Serra da Agrela. O sol surge no horizonte, abrilhantando o mar, e cumprimenta-me de uma forma familiar. As padarias começam a expelir os primeiros aromas da manhã, da mesma forma que os pássaros parecem nos cumprimentar. A estrada, como tantas outras coisas, surge sempre com sacrifício, contudo, no sacrifício também pode haver prazer, e a nortada veio para ajudar. Do resto, o mesmo percurso, o mesmo destino e o pneu furado da praxe (desta vez não foi o meu). Metaforizando a razão deste blogue, a bicicleta representa a independência, a liberdade e um modo de vida, com piqueniques, sorrisos e suor à mistura. Assim se cumpriu mais um tour Porto-Fátima, o meu oitavo, outra vez com a família no meu encalce, e mesmo a pedalar não resisti e fui tirando algumas fotos.

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Fica o registo, agora que tenho um télélé de jeito, da primeira Volta de bicicleta, ou seja, do meu primeiro registo na aplicação Strava, aqui.

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