fotocycle [158] pão nosso de cada dia

siga pro lanche… falta agora uma fatia de presunto e abrir uma mini

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“se é para pegar na bike, que seja logo a partir de casa”

A propósito deste artigo, e num email deixado no alforge da minha bicla, leio um comentário em jeito de testemunho. E que testemunho, o que é sempre um bom tema para uma posta. Assim mesmo, e sem pedir licença, pedindo, partilho também algumas das belas fotos do passeio da Vanessa com o seu mais velho…

“Olá Paulo

Sigo o seu blog com atenção.

No seguimento de enviar registo de fotografias de bicicleta envio as minhas fotos de passeio até Lisboa.
Pensei em ir de carro até Belem, mas não me fez sentido algum, se é para pegar na bike, que seja logo a partir de casa, não pegar por completo no carro e usar em exclusivo o transporte bicicleta.

Fiz com o filho mais velho (9 anos) o seguinte percurso, Parede (concelho de Cascais) – Belém, seguimos de barco para Trafaria, depois Trafaria – Costa da Caparica.

No total 40,5 kms. Se fosse possível usaria apenas bicicleta, mas apenas neste percurso tivemos imensos obstáculos, um dia num mundo melhor haverá ciclovias para podermos circular sem medo e livremente.

Continuação de excelentes artigos e parabéns pelo seu site/blog.

Abraço de natureza
Vanessa Alves”

volte sempre Vanessa 🙂

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can’t miss [128] desenvolturasedesacatos.blogspot.pt

Você deixaria de andar de carro se lhe pagassem por cada km percorrido de bicicleta?

“O Ministro dos Transporte da França, Thierry Mariani, anunciou uma surpreendente medida para fomentar o uso da bicicleta no país: pagar aos cidadãos 21 centavos de euro por cada quilómetro percorrido entre sua casa e o local de trabalho. Ainda que a França não seja o primeiro país da Europa a fomentar o uso da bicicleta, sim será o primeiro que vai pagar por isso. Mas como pode assumir essa despesa? Compensa?

Descubra lendo o artigo”… em http://desenvolturasedesacatos.blogspot.pt/2015/04/voce-deixaria-de-andar-de-carro-se-lhe.html

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reciclando [7] pela sua rica saúde

O simples facto de mexermos as pernas, um curto passeio a pedais com os filhos ou uma volta ao bairro para ir às compras, já é um excelente tónico que melhora a nossa capacidade física, liberta a mente e nos dá saúde. Com o acréscimo da sedentarização devido ao estilo de vida automatizado, das escadas rolantes, dos elevadores, dos automóveis, o ser humano amoleceu, relaxou e acomodou-se. Não importa se gordas ou magras, as pessoas andam enfraquecidas. Arfam por subir um simples lanço de escadas, dar umas passadas mais largas para atravessar a rua ou uma corridinha atrás do autocarro.

par a par
Um ciclista rotineiro, que por exemplo pedala diariamente para, sobe uma escada, salta um par degraus sem dificuldade, porque umas simples voltinhas diárias na bicicleta, por exemplo para o local de trabalho, lhe dão capacidade física, pulmão e coração mais fortes. As pessoas que andam regularmente de bicicleta poupam muitas visitas ao médico. Na saúde, os benefícios das pedaladas são imensos: pedalar regularmente não só queima calorias como melhora a capacidade respiratória, diminui o colesterol e a pressão arterial, previne doenças cardíacas e doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão, activa a circulação sanguínea, auxilia o emagrecimento, atenua o stress e as tensões. O prazer proporcionado pela bicicleta contribui para a sensação de bem-estar. Proporcionando a sustentação do corpo através de uma postura correcta, a bicicleta ajuda a fortalecer o abdómen, fortalece e define os músculos, deixa as pernas e o rabo tonificadinhos.

bike legs NYCMover-se é da nossa essência e, portanto, é estético, pois o belo e atraente é o que a natureza nos ensinou a procurar e desejar, não necessariamente jovem, não necessariamente musculado, mas saudável. Não importa a idade que se começa ou recomeça. A velhice não é desculpa. Desde que consulte o seu médico e faça exames prévios, qualquer pessoa pode-se juntar a alguém, ou então sozinho sair para uns passeios a pedal. A avaliação médica serve sobretudo para identificar algum problema cardíaco, ortopédico, ou ainda de outro tipo de patologias que possa contra-indicar a prática de actividade física intensa. É recomendável que no início das pedaladas encontre o seu ritmo e escolha percursos suaves e calmos. Depois, aumentando gradualmente a distância e o ritmo das pedalas, verá que logo, logo, se estará a sentir cheio de força e vitalidade como um adolescente, num corpo velho mas cheio de energia. E sendo qualquer dia um bom dia para (re)começar, hoje que é Dia Mundial da Saúde é um bom dia para pedalar.

João Correia

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can’t miss [127] De bicicleta em Lisboa

De bicicleta em Lisboa

de bicicleta em Lisboa

“O número de bicicletas a circular em Lisboa é cada vez maior, mas ainda muitos são aqueles que, usando as ciclovias já existentes, reclamam por mais e melhores acessos, para tornar este um meio de transporte mais utilizado.

Pedro Charneca, Alcides Carvalho e Carlos Costa têm em comum o facto de terem trocado o automóvel pela bicicleta, escolhendo o veículo de duas rodas para as suas deslocações diárias em Lisboa tanto para o trabalho, como para lazer, como relataram à agência Lusa.

“Tenho carta de automóvel há dois anos, mas uso a bicicleta para me deslocar na cidade há mais de quatro”, começou por dizer à Lusa, Alcides Carvalho, ‘Sena’ para os amigos, justificando a sua escolha com a rapidez com que se move para qualquer ponto da cidade, aliado ao facto de ser também mais saudável.

‘Sena’ contou que criou o “hábito de ‘ciclar'” e que sempre o preferiu para percorrer Lisboa, cidade que, comparando com outras europeias, tem, em sua opinião, “poucas ciclovias onde se possa circular com segurança e de modo confortável”.

“Quando se circula pelo centro da cidade, o nível de exigência pelo cuidado é maior. Na hora de ponta há menos tolerância por parte dos automobilistas que perdem a paciência facilmente”, lembrou Alcides Carvalho.

O novo Código da Estrada, que entrou em vigor a 01 de janeiro de 2014, veio introduzir alterações na circulação rodoviária e conferiu aos ciclistas novos direitos, ao passarem a ser equiparados aos veículos motorizados.

Estes três ciclistas, literalmente ‘parados’ pela Lusa quando se deslocavam para os seus locais de trabalho, foram perentórios em afirmar que, apesar das alterações ao Código da Estrada, ainda há muito a fazer pelos ciclistas. “…

Podes continuar a ler esta excelente reportagem aqui

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trolha da Areosa mode…

 

porque à falta de melhor, recorre-se ao expediente rápido e rústico de pôr a baínha por dentro da peúga!…

trolha da Areosa mode

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hoje tem a palavra o subgerente da subcave, e que já não é subcave, das subtis biclas que sublimam as ruas do Porto

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rafeiro vs. ciclista

rafeiro vs ciclista 1
Por alguma razão há cães que não se dão lá muito bem com bicicletas e têm vocação para perseguir afoitos ciclistas. Talvez seja apenas para sacudir as pulgas, querem dar ao dente num rechonchudo tornozelo, ou porque se sentem intimidados pelo ciclista, o facto é que por vezes cães e bicicletas não combinam. Posso dizer até já possuir alguma experiência na temática como escapar aos pulguentos, mas até ver ainda só atropelei um! (edit: dois!)

rafeiro vs ciclista 2
Caso algum cão vadio se intrometa no nosso caminho deveremos ter sempre alguns truques na manga. Em primeiro lugar não demonstrar medo aos caninos. Parar e até desmontar da bicla intimida-os e assim eles já não mostram tanta coragem. Ladram um pouquinho e vão embora, provavelmente a rosnar algo do género: “Olha, este não quer brincar!”. Mas caso os vira-latas sejam daqueles que não desistem facilmente e exibem os caninos bem pertinho do nosso tornozelo, resta-nos antecipar uma vigorosa pedalada, sacar do bidon e esguichar um pouco de água no focinho, na esperança de os ver ficar para trás.

rafeiro vs ciclista 3
Ontem à tarde, bem pertinho de minha casa, dou de caras com o audaz e eriçado rafeiro. Numa correria desenfreada, o jeco aparece do nada, direito a mim a ladrar como que a convidar-me para uma corridinha. Parei, ele também parou, e então dei-lhe trela ao desafio. Apenas lhe pedi para esperar um pouquinho, para preparar a minha teleobjectiva telefónica. Lado a lado, eu na ciclovia e ele no relvado, fizemos um pequeno jogo entre o cão e o gato, que resultou num grande divertimento e nas fotos para hoje vos mostrar. O que eles querem é simplesmente brincar.

rafeiro vs ciclista 4
Tenho uma teoria que poderá explicar os cães correrem atrás das bicicletas: Cá para mim o que os move são os ciúmes, porque em todo o caso a bicicleta rivaliza com eles, na qualidade de melhor amiga do homem.

rafeiro vs ciclista 5

“Aaaauuu… ganhei-te por um dente!”… ladra-me o gajo!

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bicicleta

Lá vai a bicicleta do poeta em direcção
ao símbolo, por um dia de verão
exemplar. De pulmões às costas e bico
no ar, o poeta pernalta dá à pata
nos pedais. Uma grande memória, os sinais
dos dias sobrenaturais e a história
secreta da bicicleta. O símbolo é simples.
Os êmbolos do coração ao ritmo dos pedais —
lá vai o poeta em direcção aos seus
sinais. Dá à pata
como os outros animais.

O sol é branco, as flores legítimas, o amor
confuso. A vida é para sempre tenebrosa.
Entre as rimas e o suor, aparece e des
aparece uma rosa. No dia de verão,
violenta, a fantasia esquece. Entre
o nascimento e a morte, o movimento da rosa floresce
sabiamente. E a bicicleta ultrapassa
o milagre. O poeta aperta o volante e derrapa
no instante da graça.

De pulmões às costas, a vida é para sempre
tenebrosa. A pata do poeta
mal ousa agora pedalar. No meio do ar
distrai-se a flor perdida. A vida é curta.
Puta de vida subdesenvolvida.
O bico do poeta corre os pontos cardeais.
O sol é branco, o campo plano, a morte
certa. Não há sombra de sinais.
E o poeta dá à pata como os outros animais.

Se a noite cai agora sobre a rosa passada,
e o dia de verão se recolhe
ao seu nada, e a única direcção é a própria noite
achada? De pulmões às costas, a vida
é tenebrosa. Morte é transfiguração,
pela imagem de uma rosa. E o poeta pernalta
de rosa interior dá à pata nos pedais
da confusão do amor.
Pela noite secreta dos caminhos iguais,
o poeta dá à pata como os outros animais.

Se o sul é para trás e o norte é para o lado,
é para sempre a morte.
Agarrado ao volante e pulmões às costas
como um pneu furado,
o poeta pedala o coração transfigurado.
Na memória mais antiga a direcção da morte
é a mesma do amor. E o poeta,
afinal mais mortal do que os outros animais,
dá à pata nos pedais para um verão interior.

de Cinco Canções Lunares, Herberto Helder *

sleeping hollow* Herberto Helder, o poeta dos poetas, morreu na passada segunda-feira, aos 84 anos.

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hoje tem a palavra o guru das biclas da Inbicta

mister Barbosa aka Capas Peneda

https://vimeo.com/86646112

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