não é bem uma peregrinação, isto já é tradição…

Não há muita gente que acorde com as galinhas, a um Sábado, só porque lhe deu na telha ir pedalar mais de 200 km. Ainda para mais sair do quentinho do ninho e embrenhar-se no típico nevoeiro tripeiro. Talvez por isso seja daquelas oportunidades que dão mais gozo sair bem cedo a pedalar. Um momento místico, se assim se pode dizer, no ritmo das pedaladas, no frio que desaparece do corpo e da realidade que vai ganhando contornos luminosos, acordando a cidade e transformando-a num cenário provável. Para reforçar a ordem natural das coisas, e sempre acompanhado do Rui, ao duo suspeito juntou-se um quarteto que vinha de pernas aquecidas mas a tilintar os dentes desde a Serra da Agrela. O sol surge no horizonte, abrilhantando o mar, e cumprimenta-me de uma forma familiar. As padarias começam a expelir os primeiros aromas da manhã, da mesma forma que os pássaros parecem nos cumprimentar. A estrada, como tantas outras coisas, surge sempre com sacrifício, contudo, no sacrifício também pode haver prazer, e a nortada veio para ajudar. Do resto, o mesmo percurso, o mesmo destino e o pneu furado da praxe (desta vez não foi o meu). Metaforizando a razão deste blogue, a bicicleta representa a independência, a liberdade e um modo de vida, com piqueniques, sorrisos e suor à mistura. Assim se cumpriu mais um tour Porto-Fátima, o meu oitavo, outra vez com a família no meu encalce, e mesmo a pedalar não resisti e fui tirando algumas fotos.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fica o registo, agora que tenho um télélé de jeito, da primeira Volta de bicicleta, ou seja, do meu primeiro registo na aplicação Strava, aqui.

Anúncios

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
Esta entrada foi publicada em marcas do selim com as etiquetas , , , , , , , , . ligação permanente.

Uma resposta a não é bem uma peregrinação, isto já é tradição…

  1. Pingback: Porto-Fátima-Porto, uma santa volta | na bicicleta

apenas pedalar ao nosso ritmo.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s