escritinho* [5] à moda do Porto

à moda do Porto* sem tirar nem pôr

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can’t miss [134] mariacapaz.pt

Como adoptar um ciclista -11 passos, por Marta Elias

 FotoMartaEliasBio…“De repente, o desafio entra noutra dimensão: mais de 1.000 km de bicicleta. Portugal de uma ponta à outra por montes e vales, uma semana inteira em etapas a pedalar.
Mais treinos, mais dias inteiros fora de casa. Fins-de-semana completos. Desconfias que, podias ir fazer uma viagem ou alugar um quarto lá em casa, que ele nem dá por isso.
– Já o odeias. Já odeias os amigos todos dele e nem os conheces. Já odeias a licra toda que enche o estendal e mais os frutos secos e as barras e a balança e as perguntas “viste o meu capacete?”, “viste as minhas luvas pretas?”, “sabes do meu impermeável?” e mais a novidade do PT/ nutricionista que agora completa o cenário. Já odeias tudo e só te apetece furar os pneus da porcaria das bicicletas e parti-las aos bocadinhos e dar-lhas a comer ao jantar. Com massa.
Percebes que estás mesmo no teu limite. Sentes-te enganada, afinal não foi aquele o produto que compraste.
Decides que esperas, mas quando aquilo acabar têm de ter a conversa.”…

Esta excelente e bem humorada crónica, repleta de analogias, foi enviada por amigos à minha querida esposa, com o seguinte desafio: “diz lá em que etapa vais?”. Eu cá tive a sorte de ter sido adoptado logo desde a minha nascença velocipédica. A minha mamã adoptiva, mesmo não se sentando no selim da sua Maria Del Sol faz muito tempo, tem me tratado nas palminhas. É ela que lava as minhas licras, que me incentiva nas saídas diárias com um “tem cuidado” e “boas pedaladas”, e quando é fundamental o recurso ao carro vassoura ela se voluntaria de pronto para me acompanhar nas minhas aventuras cicloturistas. Mas em casa é pior melhor, por exemplo quando nas imagens do helicóptero da Eurosport, no meio dos pelotões coloridos ela sabe onde estão o Rui Costa e Tiago Machado, identifica o Alberto Contador só pela forma de pedalar, conhece todos os nomes, dos melhores sprinters aos contrarrelogistas da actualidade, me explica a diferença entre uma etapa de montanha especial de outra de 1ª categoria… acho que está tudo dito! Lá em casa é a Carla que enverga a camisola amarela…

E a Carla não se fez rogada e respondeu ao desafio:

“Confesso que já passei há muito tempo o ponto 11… 😉
Não passei pela maioria dos pontos. Aliás, penso que fui eu a primeira a comprar os calções de licra.
Sou ainda mais fanática que o Paulo Almeida, e só não o acompanho porque não tenho capacidade. Sempre que posso levo o carro de “apoio ” para as “provas”.
Quando já nenhum dos dois puder andar de bicicleta, vamos comprar uma autocaravana para podermos ver os outros a pedalar nas grandes voltas.
Só há uma coisa que me chateia. Cá em casa vivem muito mais bicicletas que pessoas…”

Pois… ao que parece a pasteleira vai ter de esperar mais algum tempo!!!

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reciclando [10] capacete, sim ou não!… Recomendável, porque “chapéus há muitos, seu palerma”

Esta manhã, enquanto pedalava para o trabalho, um motociclista coloca-se ao meu lado, cumprimenta-me, e quando o julgava gabar a minha bicicleta, o barulho do ciclomotor não me deixou perceber à primeira o que afinal vociferava: “Sabia que é obrigatório usar capacete!!!”…  É obrigatório o quê!!!? Aquela “reprimenda” de tão cumpridor cidadão não me espantou, pois o que não falta por aí é pessoal a conduzir sem o mínimo conhecimento do Código da Estrada. Mas quando o ilustre condutor de motoreta, insistindo na sua tese  e reprovando a minha posição mais ao centro da via, numa via de sentido único, porque segundo o suposto doutorado nas regras de trânsito… “Eu sou ciclista!…”, pois, segundo o suposto ciclista doutorado nas regras de trânsito, eu deveria estar a pedalar mais à direita, ou seja encostado aos carros estacionados, aconselhei-o variadas vezes a apear-se do seu “secador” e ir de imediato inscrever-se numa escola de condução para que fizesse, com urgência, uma reciclagem ao Código da Estrada.

O assunto tem a sua polémica, merece  discussão cuidada e argumentação exacta, nunca se debater em plena via, enquanto se circula. Se tive vontade de parar e lhe esfregar o novo Código da Estrada em vigor desde 1 de Janeiro de 2014 nas fuças, lá isso tive, mas como o tipo estava a ultrapassar-me, sem manter a distância lateral de mínimo de 1,5m, deixei o palerma ir à sua vida.

A propósito, reciclo o que já aqui publiquei sobre o mesmo assunto:

capacete, sim ou não!

capacete, sim ou não

Talvez um dia, na estrada, darão mais atenção aos ciclistas. O preconceito será uma coisa do passado e cada um de nós será respeitado como somos. Por agora, no global, saúdo as alterações, no entanto não me satisfazendo plenamente, persistem ainda muitas outras questões no que à protecção ao ciclista diz respeito. Aqueles cuja natural predisposição no trânsito é a arrogância e a intolerância, estarão fora de regra e terão de acatar as imposições estabelecidas.

A questão do capacete é uma entre várias que abordam as bicicletas nas alterações propostas pelo Governo. Do ponto de vista da segurança parece claro, proteger um crânio de qualquer forma não pode ser uma coisa inútil. Ou assim parecia! Essa tendência começou no mundo do ciclismo profissional há coisa de duas décadas. Depois o debate seguiu feroz sobre se deve ser obrigatório usar um capacete ao andar de bicicleta.

O argumento popular na comunidade ciclista contra o uso do capacete é que ninguém usa um capacete na Holanda. Isto é verdade. Os holandeses não vêem a necessidade do uso do capacete como indispensável para a sua segurança. E a maioria deles sobrevive sem o capacete. A sua cultura é muito diferente de muitos outros países onde andar de bicicleta perto dos carros pode ser interpretado como nada menos do que coisa de gente maluca. Há quem chegue ao extremo argumentativo para provar que o uso de um capacete é prejudicial ao ciclista. Citam estudos e estatísticas que supostamente mostram haver um maior número de vítimas causadas por lesões que não foram protegidas pelo uso do capacete.

A maioria dos profissionais médicos vê o uso do capacete como obrigatório. Têm pelo seu lado a experiência em primeira mão dos danos que podem resultar de um trauma na cabeça. Muitos automobilistas entendem que se um ciclista se recusa a usar um capacete é um inconsciente e um criminoso, mesmo que o real perigo advenha nomeadamente das suas decisões e atitudes ao volante.

Podemos debater os prós e os contras do uso do capacete por tempo indeterminado. Nenhum dos dois lados vai convencer o outro porque este debate não se baseia na lógica. Ele é baseado em convicções e preferências pessoais. Andar de bicicleta é conveniente, divertido, oferece muitos benefícios para um indivíduo e para a sociedade. Desencorajar o uso da bicicleta exigindo a todos a usar um capacete derrota todos os aspectos positivos do ciclismo. Nesse sentido é contra-produtivo. Talvez a única coisa com que possa concordar é a questão de tornar obrigatório o uso do capacete a crianças com menos de sete anos, embora considere um absurdo a multa conjecturada. Desde que o meu filho aprendeu a pedalar, a regra da casa era que ele usava sempre um capacete. Para não ficar atrás do exemplo paternal, ao contrário do ponto de vista maternal, desde que pedala diariamente não o usa.

Alguns defensores do uso do capacete não podem forçar os outros a usar um capacete. Embora as intenções sejam sinceras os seus argumentos para obrigar a utilização de um capacete são fracos. Eu posso alegremente recordar quando era jovem, quando andava de bicicleta de cabeça descoberta, os muitos trambolhões que dei: quando atropelei um cão, quando bati contra um carro mal estacionado ou quando me deu a macacoa e desmaiei enquanto pedalava. Em nenhuma das situações “rachei a mona”. Já antes que pudesse subir para um selim de bicicleta, meus pais me haviam costurado o couro cabeludo. No que aos primeiros socorros dizia respeito eu estava garantido, pois tinha o privilégio permanente de dois enfermeiros de urgência lá em casa. Ainda tenho bem visível um lembrete na testa de quão frágil é a cabeça humana, e mesmo em momentos e nas situações mais corriqueiras podemos ficar com um galo do caraças.

Eu reconheço que um capacete protege a cabeça. Não precisam de me bombardear com pseudo-evidências científicas que um capacete pode de facto proteger a cabeça. Em jeito de justificação, eu uso sempre o capacete quando o considero apropriado, em pedaladas mais radicais ou em percursos de maior velocidade. Com esta alteração de regras, com mais pessoas a pedalar na cidade, com a adequação dos costumes a essa realidade, o debate sobre o uso do capacete obrigatório vai aquecer. O dilema sobre o uso do capacete pode, eventualmente, resolver-se com a tecnologia, evoluir e tornar mais conveniente a protecção da cabeça do ciclista, no entanto, quero ser poupado à necessidade de outros tomarem essa decisão por mim. Eu tendo a favorecer a liberdade pessoal, sempre que possível.

adenda a propósito:

Ayer salió a la luz el proyecto de reforma del Reglamento General de Circulación (RGC) de la DGT. Tras un injustificado retraso -la modificación iba a ser una realidad la legislatura anterior- conversaciones con asociaciones, grupos ciclistas, señales positivas y diálogo, llega una norma injusta, ilógica e irracional. Concretamente por el artículo 179:

Artículo 179. Otras normas.
1. Los ciclistas, y en su caso los ocupantes, estarán obligados a utilizar cascos de protección homologados o certificados según la legislación vigente. Los ciclistas en competición y los ciclistas profesionales en entrenamiento o en competición, se regirán por sus propias normas.

Al principio parecía que se iban a valorar sus opiniones; teniendo en cuenta que Seguí y Fernández Díaz, ministro de Interior, llegan cada día en coche oficial al trabajo, era lógico. Pero en un escalofriante giro de la trama, el argumentario de los pedaleantes ha quedado en papel mojado. “El casco obligatorio, el arrinconamiento del ciclista en la calzada y el mantenimiento del régimen sancionador a los ciclistas como si provocaran el mismo peligro que los motorizados, parecen pretender desanimar y expulsar a los ciclistas de las calles”, resume Conbici su posición respecto a la norma.

Mapa del mundo obligatoriedad del casco

Mapa del mundo en función de la obligatoriedad del casco. Enero de 2013.
Datos de Bicycle Helmet Safety Institute and Bicycle Helmet Research Foundation
Verde: no obligatorio. Rojo: Obligatorio. Resto: obligatorio fuera de las urbes, menores.

Pode ler o artigo completo aqui.

 

 

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fotocycle [163] vistas da toalha de praia

Calahonda beach

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passe a publicidade [72] do Veloculturismo

“Fizemos este pequeno filme para celebrar a abertura da Megastore do Palácio de Cristal, a bicicleta e a cidade.

Foi realizado pelo nosso amigo Sidney, com música e sonoplastia do João Bento Soares, grande ciclista, e som directo do Diogo Alves Pinto.”

do sitio das biclas bonitas

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can’t miss [133] noticiasaominuto.com

Andar de bicicleta melhora longevidade e não só

noticiasnomundo
“É uma das atividades mais adoradas pelas crianças e aquela que deve constar na prática regular de exercício físico dos adultos. Andar de bicicleta não é apenas divertido, também faz bem.

Pedalar faz bem à saúde, ao corpo e à mente, é barato e é uma atividade benéfica que não deve ser relegada apenas para as tardes de domingo.

Segundo o Huffington Post, são seis os principais benefícios de andar de bicicleta.”…

Relembra-os aqui

 

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porque as férias nunca são grandes, são boas!…

Mesão Frio - Santa Cristina (N108)

Mesão Frio – Santa Cristina (N108)

Nos idos tempos da escola primária, toda vez que voltávamos à classe a senhora professora pedia que fizéssemos uma redacção composição: “As Minhas Férias”. Sim, meus amigos, sou do tempo em que redacção ainda se chamava composição. Quando as férias eram passadas em casa, na cidade, era sempre a mesma ladainha: acordar tarde, passar a tarde a jogar à bola e, sempre que nos era permitido, as voltas de bicicleta não eram muito prolongadas. Mas quando a gente, e essa gente era eu e o meu irmão, íamos para as aldeias dos nossos avós aí a composição já tinha um texto mais apelativo: acordávamos com as galinhas, brincávamos nos campos, comíamos fruta das árvores, e voltávamos todos sujos, tomávamos banho nas águas límpidas do ribeiro, e voltávamos todos queimados, felizes com muito para contar. Só que lá não tínhamos bicicletas! Os bichos eram outros. E este relambório todo só para contar que repeti de bicicleta um percurso que dantes fazia de carro ou comboio, quando ia às aldeias dos meus avós. Assim, em três dias de puro cicloturismo, desta vez na companhia dos meus amigos Jacinto e Alex, fomos a pedalar até Mós, terra natal do meu pai, em Freixo de Numão, Vila Nova de Foz Côa, passando, na ida e na volta, pelo Lugar do Castelo, terra natal de minha mãe, em Frende, Baião. São cerca de quatrocentos quilómetros, grande parte dos quais ao longo das margens do Rio Douro, ora subindo e descendo montes, ora atravessando vales floridos, pelas míticas estradas nacionais 108, 222 e 324. Concluindo a minha composição, curti bastante estas férias, especialmente os três dias reservados para cicloturistar, sob muito calor, do humano e do climático, entre boa companhia, bons repastos, e um grande pão da aldeia que tive de levar para casa no porta couves, recordando ao longo do caminho alguns lugares marcantes da minha juventude. As férias nunca são grandes, são boas! Férias tranquilas, agradáveis e baratuchas, de bicicleta é coisa certa! Ficam as fotografias.

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porque a silly season é quando um silly man quer

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vou ali e já volto…

Adeus horários, papelada, telefones, mails, chat…ices, rotinas diárias de dias úteis e inúteis que só me trazem trabalhos. Não, não fui promovido nem tão pouco me saíram os 100 milhões do eurocoiso. Junto-me à malta do ripanço. Todos precisamos destes intervalos, sem horas para nada, para coisíssima nenhuma. Só faço planos de pedalar bastante, aproveitar a beleza e magia do Alto Douro, cumprindo mais uma ida e volta a Foz Côa na companhia do Jacinto e do Alex. E depois uma semana de toalha estendida nas areias escaldantes do mediterrâneo para recarregar energias e de volta aos meus paraísos para encontrar alguma criatividade e motivação que andam meio esbatidas. Portantos, despeço-me do blogue até um dia destes.

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cicloficina de Almada, uma oficina para todos

“Uma cicloficina tem como objetivo ajudar e tornar autossuficientes os utilizadores de bicicleta a reparar gratuitamente as suas bicicletas e a criar uma cultura de utilização de bicicleta como transporte urbano. Trata-se de um evento de entreajuda na reparação, afinação e esclarecimento de dúvidas em tudo o que se relaciona com bicicletas, servindo igualmente para divulgar e promover a utilização deste meio de transporte.

Cicloficina AlmadaSomos um grupo de voluntários que se propôs dinamizar o projeto “Cicloficina de Almada”, uma iniciativa da Agência Municipal de Energia de Almada, que conta com o apoio da CMA.

 

Abertura da Cicloficina de Almada – um ponto de encontro entre utilizadores de bicicleta com experiências diferentes, onde se pode trocar conhecimento e ideias, promovendo-se a bicicleta como alternativa de transporte na cidade.

Na Cicloficina os participantes aprendem a fazer os principais consertos e reparações numa bicicleta, e usam peças e componentes cedidos por outros ciclistas ou lojas de bicicletas apoiantes. Nesta iniciativa tudo é gratuito e sem fins lucrativos.

 

A Cicloficina decorrerá todas as últimas quintas-feiras de cada mês, entre as 19 e as 22h00, no Mercado Municipal de Almada.”

Cicloficina Almada info

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ciclofilia [128] de bicla tá bom

“Aveiro- Torres Vedras de Bicla.
4 dias, 300km, 20 euros, 4 olhos.”

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