reciclando [14] andar de bicicleta

andar de bicicleta
A forma como a cidade vê o uso da bicicleta está norteando mais tripeiros a transformar o seu dia-a-dia. Ver mais cidadãos que pedalam diariamente é o melhor indicador de quão ciclável é a nossa cidade. Quanto mais usarmos a bicicleta, melhor cidade teremos para todos, e todos os que enfrentam o trânsito a pedais, sobre duas rodas, são agentes dessa transformação.

A bicicleta é geralmente considerada um meio de lazer mas é em primeira instância um meio de transporte, limpo, eficaz, barato, que merece ser respeitada como qualquer outro veículo. É possível aumentar sensivelmente a segurança dos ciclistas se nos soubermos comportar nas ruas e nas estradas. As ciclovias não são um requisito para se pedalar. O ciclista tem o direito de circular e partilhar a via pública. Fazer parte do processo de mobilidade, compartilhando livremente o espaço urbano com os carros, autocarros, motos e demais veículos. Não basta investir apenas em ciclovias, é necessário investir também em campanhas educativas, informar que o Código de Estrada tem novas regras. A ignorância dos automobilistas da nossa praça é epidémica. Infelizmente, existe ainda muito desrespeito e algum preconceito, o que coloca o ciclista perante dificuldades acrescidas na utilização livre do seu meio de transporte preferido.

A fórmula para pedalar em segurança é a combinação do respeito das regras, educação e partilha, planeamento de rotas e uso adequado do equipamento. Sentindo-se capaz e motivado, na bicicleta economizamos tempo e dinheiro, cooperamos com o meio ambiente e de sobra ainda vendemos saúde, disposição e bem-estar. Andar de bicicleta não é só um estilo, é uma opção sensata e agradável de vida.

ciclista urbano

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está de volta o Festival da Bicicleta Solidária

festival_solidario_2015Participa.
Mais informações em: fpcub.pt

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fotocycle [141] ali

Ali, o tempo passa devagar, ritmado na molenga sinfonia do Douro, espesso, deslizando até ao mar. Ali, distante e afinal tão perto, a cidade parece serena, pequena para tamanho rebuliço de gente estranha, assombrada. Como batidas fortes e quentes vindas do coração, as palavras ecoam na minha cabeça, coloridas, reflectidas em tons azulados. Um céu carregado de um quadro que fascina e me liberta o pensamento. Ali, o silêncio e a tranquilidade imperam voláteis, como o aroma quente de um café numa fria manhã de Outono. Deste lado, alapado, aproveito cada momento.

ali, no meu Porto de abrigo

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bici’stória [11] Três mulheres que mudaram a história do ciclismo urbano

Annie “Londonderry” Kopchovsky. Imagem via Ladyland

Annie “Londonderry” Kopchovsky. Imagem via Ladyland

“No século XIX, as mulheres começaram a usar a bicicleta como meio de transporte de modo muito mais intenso, e com isso passaram a superar os preconceitos impostos pelos outros quanto ao seu uso.

Assim nasceu uma relação que tornou possível uma libertação dos papéis estabelecidos pela sociedade na época, permitindo democratizar a mobilidade pela cidade e ampliar o escopo de atividades nas quais as mulheres poderiam se envolver e também organizar.

Neste artigo (clica aqui para ver toda a história) apresentamos três mulheres (Annie “Londonderry” Kopchovsky, Kittie Knox e María Ward) que desempenharam papéis pioneiros nos EUA quanto à reivindicação das bicicletas.”…

fonte: http://www.archdaily.com.br

 

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o que me motiva!?

Às duas por três gotas de chuva lá vem a mesma pergunta: “não me digas que mesmo com este tempo vens a pedalar!?”. É, porque insisto nisto de pedalar para todo o lado, sejam quais forem as condições, a satisfação ou os motivos, evidentemente que vou de bicicleta!

um ciclista à chuva

A motivação do ser humano para fazer certas coisas não poderá ser enumerada ou psicologicamente quantificada… pelo menos no rigoroso sentido crítico que abarque todas as motivações. Eu sou um ciclista, portista, certamente um maluco das bicicletas! Sei que pedalar me motiva, o que sinceramente ainda não estou bem certo é o porquê! Talvez porque esteja no meu sangue, uma espécie de herança, sair a pedalar e experimentar a aragem amena de uma manhã soalheira. Talvez seja por teimosia em enfrentar a chuva e seguir de bicicleta para o trabalho. Talvez por uma predisposição genética de apreciar o gosto do suor. Talvez tenha uma compulsão psicológica para me fazer transportar e evitar gastar dinheiro em gasolina. Talvez seja maluco… É, parece que sempre sou!

Todo mundo é diferente e, como tal, abomino os estereótipos. Por isso, e não sendo para mim surpreendente, permanecem as generalizações que as pessoas fazem sobre os ciclistas. Antes mesmo de começar o meu discurso retórico, tenho de indagar que critérios se usam para se achar que determinada pessoa é ou não ciclista. Será que é porque essa pessoa lhe apetece e pega numa bicla para passear com o filho nos parques, nas ciclovias ou nos passeios? Será que é porque ele prefere dar umas pedaladas numa bicicleta de estrada, vestindo um kit ajustado e aerodinâmico? Será porque gosta de se aventurar no todo-o-terreno? Ou será simplesmente porque é o tipo de pessoa que opta por se deslocar de bicicleta para o trabalho, assim como a criança que utiliza sua primeira bicicleta para ir e voltar da escola, com a devida permissão dos seus pais? Qual é afinal a classificação de um ciclista? Isso certamente não pode ser dito assim ao de leve, nem seria francamente exigente que cada pessoa que anda de bicicleta não o possa fazer livremente, mas um ciclista é aquele que pedala.

Tudo o que posso dizer é que não dependo do carro para chegar aonde quero ir. Também gosto de conduzir em estrada livre, acelerar a fundo, ultrapassar, sob um tejadilho com sofagem e buzina, mas em consciência isso torna-me um egoísta. Conduzir na cidade torna-me tenso e stressado. Parado no meio de um engarrafamento sinto necessidade de murmurar coisas horríveis, perco a calma e o controlo das minhas acções. Por mera arrogância ou quando algo não vai ao jeito de quem vê o tempo passar, vejo imensos disparates ao volante. E então na condição de ciclista sou testemunha disso todos os dias. Baseado na minha experiência, ao volante de um carro, a minha linha de pensamento é que todos os outros automobilistas são patetas. Sendo assim já não me importo de também estereotipar os automobilistas. Em vez disso sigo na biciceta e toco à campainha!

campainha à chuva

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can’t miss [141] sapo.pt/noticias

Mulheres no centro de Moçambique precisam de nove horas para encontrar água

noticia sapo
“Machaze, Moçambique, 25 out (Lusa) – A maioria das mulheres de Mavissanga, província de Manica, centro de Moçambique, precisa de pedalar até 70 quilómetros, ida e volta, para encontrar água potável, uma viagem que demora em média nove horas e que tem custado vários divórcios.

“Nós é que somos a pobreza”, declara à Lusa Berta Chithango, grávida, enquanto ajeita um bebé ao colo e se prepara para iniciar a viagem de regresso a Mavissanga com dois bidões de 25 litros cada, com a preciosa água encontrada algures no posto administrativo de Save, a mais de 30 quilómetros de casa. “…

Aqui podes conhecer a incrível abnegação destas mulheres moçambicanas, o dia-a-dia feito em cima de uma bicicleta em busca da subsistência.

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a distância faz toda a diferença

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fotocycle [170] quem sou eu para a contrariar!

quem sou eu para a contrariar

Só, com a companhia habitual, palmilho a cidade. Por rotas certas, por um caminho diferente, à sua vontade. Mais uma vez o rio, o encontro de um amigo, outra vez até ao mar. Guia-me pelo movimento dos outros, aos olhares de outros, sob o sol de Outono. Leva-me onde há vento, calma e perfume no ar. E com ela, aproveito cada momento. Quem sou eu para a contrariar!

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moldando comportamentos

Na bicicleta é fácil driblar os carros, mas também não há nada mais stressante do que sentir a opressão do trânsito. Andar de bicicleta acarreta muitas situações de risco, já sabemos. Mas sabemos também que se algumas situações de perigo estão directamente relacionadas com o nosso comportamento, outras são deliberadamente ocasionadas pela acção de automobilistas, que não ajudam. Quando não conhecem ou simplesmente se estão a borrifar para os direitos dos ciclistas. Num acidente ninguém fica a ganhar, sendo os mais vulneráveis da estrada quem não viaja dentro da bolha metálica. Como tal, todos nós devemos moldar os nossos comportamentos.

contradição e coerência

Nas estradas estreitas e sinuosas, onde desaparecemos a cada curva e contracurva, deveremos nos posicionar no espaço de estrada que sentimos estar mais a salvo, dentro da faixa de rodagem, afastados q.b. da berma. Estar o mais visível possível, obrigar os automobilistas a abrandar e respeitar a distância de metro e meio, impedindo-os de acelerar ao nosso lado. A recente legislação aprovou uma distância de metro e meio em torno do ciclista, no entanto se o ciclista for empurrado, obrigado a andar o mais próximo à borda da estrada, esse comportamento não é seguro para si. Para sua segurança, ele tem o direito de utilização plena da estrada.

ciclistas urbanos Porto

Ao viajarmos numa via de acentuado declive, a subir, o ciclista pedala a ritmo bem mais lento, de dentes cerrados a carregar nos pedais. Normalmente, nesta situação o trânsito está indo também a um ritmo mais lento, pelo que têm mais tempo para nos ver. Muitos vão-nos amaldiçoar por estarmos ali, vão buzinar ou muitas vezes acelerar para expressar a sua arrogância. Temos pena. A posição do ciclista é fundamental para a sua segurança. Pode ser questionável para muitos automobilistas que julgam que o ciclista não tem o direito à estrada, mas o ciclista tem que aprender a lidar com esse assédio e não reagir negativamente. Ali o ciclista é a pessoa mais vulnerável e deve ser prudente na sua resposta, adoptando um comportamento adequado e não agravar uma situação que poderá colocá-lo em maior risco.

par a par

A postura a par com outro colega ciclista obriga o tráfego a diminuir o ritmo para os automobilistas nos passarem a uma velocidade segura. Este comportamento é legal e eficaz, pois o ciclista está mais visível ao tráfego. Já notei em variadíssimas ocasiões, em que pedalava sozinho, surgir um veículo em ultrapassagem ao tráfego vindo na minha direcção. Isso pode resultar muito mal para mim. Ao tráfego que surge da parte de trás eu dou sinal com a mão para sinalizar e efectuar a ultrapassagem a uma distância segura. Eu defendo que o ciclista deve ser atencioso para com os automobilistas. Para cada um que abrandou e me respeitou, sempre que seja possível, eu aceno com um obrigado. É importante ser respeitoso no trânsito, independentemente dos sentimentos que nos foram impostos por condutores imprudentes e/ou com comportamentos agressivos.

buzinadela

Considerando uma série de coisas, tais como o brilho e a visibilidade à distância, existem sistemas luminosos de bateria recarregáveis a um custo razoável. Com poucas dezenas de euros podemos equipar a nossa bicicleta com um bom par de luzes, não havendo desculpa para não sinalizarmos correctamente a nossa presença no trânsito, tanto de noite como de dia. Uma luz brilhante, a piscar ou permanente, suficientemente forte para ser visto pelo menos a cem metros atrás e à frente, já é eficaz.

luz frontal

Na minha opinião a nossa segurança tem prioridade. Um comportamento assertivo, se posicionando correctamente e bem visível no trânsito, cumprindo cabalmente as regras, é a melhor prática para boas pedaladas. Não há rotas perfeitas e lidar com as condições de tráfego e as más estradas é recorrente, mas o que deveremos fazer é passar mais tempo a aperfeiçoar a nossa conduta, tornando a experiência mais agradável e segura.

de Hossegor até Peniche

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retrato de Portugal em Bicicleta – Edição 2015

De acordo com os últimos Censos, uma em cada três famílias portuguesas tem bicicleta e há cerca de 30.000 pessoas que a usam como meio de transporte casa-trabalho ou casa-escola. Calcula-se que existam aproximadamente 100.000 praticantes de provas desportivas em bicicleta e muitos outros portugueses fazem turismo ou lazer a pedal.
O presente inquérito não é um recenseamento aos utilizadores da bicicleta, mas um esforço de caracterização de grupos de utilizadores e de padrões de utilização da bicicleta. Trata-se de uma iniciativa promovida pelo jornal electrónico Pedais.pt (http://pedais.pt/) e pela Plataforma Tecnológica da Bicicleta da Universidade de Aveiro (http://www.ua.pt/ptbicicleta/), com o apoio das organizações representativas – Federação Portuguesa de Ciclismo (http://www.uvp-fpc.pt/) e Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (http://www.fpcub.pt/) – e demais organizações de promoção do uso da bicicleta.
Os resultados serão divulgados publicamente e ficarão acessíveis a todos os interessados.
Qualquer esclarecimento pode ser solicitado através dos emails: redacao@pedais.pt ou ptbicicleta@ua.pt

inquérito

Clica no link e preenche também o inquérito em: https://docs.google.com/forms/d/1oENl32Q27E7DmGgt-Zf1eI0LVq46R3q56tJPEoRyadg/viewform?fbzx=-1106648725325528191, ajudando a colorir o retrato da bicicleta em Portugal.

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