um fim de semana sem pedaladas porque fui em caminhadas

Passeio Pedestre Mós

É raro o Sábado ou Domingo que não dou umas pedaladas e este fim de semana que passou foi um deles. Ontem foi um dia especial, não só porque voltei à bela aldeia dos meus avós, desta vez sem a bicla, como tive o privilégio de, pela primeira ocasião, participar na grande caminhada que a Associação de Cultura e Recreio “As Mós” realiza anualmente. Este foi o XV Passeio Pedestre da ACR, associado uma vez mais à Amendoeira em Flor, com um percurso seguindo os trilhos dos volframistas, recordando a “febre do minério” ocorrida por aquelas bandas durante a 2ª grande guerra. O passeio pedestre teve início em Freixo de Numão, primeiro subindo e depois muito descendo ao longo de quase 10 quilómetros, até às Mós. Á chegada os caminhantes, mais de 250, deliciaram-se com um reconfortante almoço e convivio.

Aqui ficam algumas das fotografias que fui tirando durante a caminhada com descrições das mais belas e deslumbrantes paisagens à face da terra.

Tudo a postos para uma longa caminhada, para nos deixar embrenhar na memória florida das amendoeiras e nas histórias de vida da gente da terra…

Bora lá dar corda às sapatilhas que o caminho é longo e a manhã está linda mas está fria…

Recalcar pedras de xisto pelos trilhos de tarimbeiros do volfrâmio e rever a Gricha, outrora terra de sustento dos meus avós. Vislumbre dos vales, testemunhos da passagem do tempo, de um modo de vida rude e um encanto para os sentidos…

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reciclando [18] “tá de chuiba!? fixe…”

porque o que tem de ser...
Não há fome que não dê em fartura e não há Inverno que não dê chuva. Temos um clima favorável à nossa opção de ir de bicicleta, para todo o lado, e a chuva acontece com toda a naturalidade. Quem é ciclista regular já lidou muitas vezes com os aguaceiros. Acreditem ou não, é uma sensação que aprecio, não de levar com água no lombo mas a frescura e liberdade que é desafiar a chuvarada numa bicicleta, porque às vezes é o mau tempo que nos prega uma partida. Se for apanhado pela chuva a meio caminho procuro um local abrigado e aguardo até que passe. Quando não tenho escolha senão continuar a pedalar, também é fácil de lidar com isso, um saco de plástico na cabeça improvisa. Caso esteja a chover a potes no momento da abalada, com o equipamento e bicicleta adequados, saio a pedalar mesmo debaixo da borrasca. Não tenham dúvidas que é uma experiência agradável.

N108 Barqueiros

O primeiro passo é mental. Com um pouco de prática, experiência e conhecimentos, pedalar à chuva requer apenas alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Um casaco com capuz e um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada do corpo. Um poncho impermeável é outra opção. Ter em conta que o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal. Assim convém pedalar de uma forma mais lenta e suave para ficar mais seco. Levar uma muda de roupa para o trabalho ou tê-la no trabalho é aconselhável. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter-se quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de adoecer. Usar botas impermeáveis ou cobrir os sapatos com capas de neoprene para os isolar irá manter os pés secos. Usar também luvas resistentes à água e um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental manter uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, depois ao parar num semáforo vão certamente embaciar e deixar-nos pitosgas. Durante o tempo seco vai-se acumulando óleo e vários detritos no pavimento, o que torna a via mais escorregadia e perigosa logo às primeiras chuvadas. Manter redobrada atenção onde colocar as rodas, evitar as superfícies metálicas, tais como tampas de esgoto, pavimentos de aço como os carris do eléctrico, marcações de trânsito pintadas como algumas passadeiras, folhas das árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto pode parecer, deve-se evitar passar sobre as poças e redobrar cuidados nos pisos empedrados, pois podem-se encontrar buracos submersos pela água. Curvar com o piso molhado é mais arriscado, como tal é aconselhável “não deitar nas curvas” e manter a bicicleta o mais direita possível. Ao fazer isso será capaz de curvar em segurança, reduzindo a velocidade e evitando o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer se usarmos pneus mais finos e lisos.

a humidade faz a força
Ter na bicicleta um bom conjunto de guarla-lamas é a maneira mais eficaz de evitar o spray vindo das rodas que molha o rabo e a cara. Um porta-couves com alforges impermeáveis é bom para transportar equipamento vulnerável à água, como laptops, documentos ou roupas de trabalho. Recomenda-se o uso de material fluorescente e ligar as luzes para ser notado entre a chuva e o nevoeiro. É aconselhável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para corroer a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta da borracha gasta e perde bastante eficiência na travagem. Planeie com antecedência e trave cedo. Usar um lubrificante mais consistente na corrente possa durar mais e não dilui tão rapidamente e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Verão Azul
Andar de bicicleta na chuva exige um pouco mais de cautelas do que é habitual mas que é bem divertido, lá isso é.

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can’t miss [147] expresso.sapo.pt/internacional

Quando casarem, proponham como condição do casamento andar de bicicleta

"Ms. Suleiman, center, and other women with their bikes in Gaza on Friday." in http://www.postnewsreport.com/in-gaza-bicycles-are-a-battleground-for-women-who-dare-to-ride/

“Ms. Suleiman, center, and other women with their bikes in Gaza on Friday.” in http://www.postnewsreport.com/in-gaza-bicycles-are-a-battleground-for-women-who-dare-to-ride/

“Amna, Salibi, Nour e Asala chocam quem passa por elas na rua. Motivo? Andam de bicicleta, uma rebeldia que desafia as regras que o Hamas impõe às mulheres

Condição de casamento: pedalar

A amiga Salibi, que diz que pedalar a faz “sentir-se livre”, passou em dezembro a acompanhá-la nestes passeios, sendo que as duas são as primeiras mulheres em anos a atrever-se a fazê-lo de forma pública. Foi com Salibi, a sua irmã Nour, de 21 anos, e a amiga Asala que Suleiman pedalou esta sexta-feira em Salahoddin Road, para espanto de quem por ali passava. As quatro mulheres ouviram buzinadelas de combatentes do Hamas, críticas e muitos piropos, que ignoraram, sentando-se numa zona de relvado para um piquenique. Ali, Suleiman disse às companheiras: “Vocês são jovens. Quando casarem, proponham como condição do casamento continuarem a pedalar”. Elas reagiram com risos.”…

(podes ler todo o artigo em http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-02-23-Quando-casarem-proponham-como-condicao-do-casamento-andar-de-bicicleta)

In Gaza, Bicycles Are a Battleground for Women Who Dare to Ride” é o artigo de Wissam Nassar do The New York Times onde conta a irreverência e arrojo destas quatro mulheres que desafiam todas as convenções no selim das suas bicicletas pelas ruas de Gaza.
Podes ler o artigo de Wissam Nassar em: http://www.postnewsreport.com/in-gaza-bicycles-are-a-battleground-for-women-who-dare-to-ride/

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pedaladas e fotografias, tudo a ver

pedaladas e fotografias
Às vezes, muitas vezes, gosto de registar aquilo que vejo, por onde ando, com quem pedalo. São instantâneos do meu quotidiano que abrilhantam determinado momento do meu caminho. Da aventura de uma estrada aberta a todas as coisas juntas que animadas nos falam de bicicletas, do sentimento de liberdade e de pessoas a pedalar. O sensor da câmara é insensível e a arte tem as suas limitações. Os olhos humanos têm os bits de minúcias que uma câmara digital não consegue captar. A foto não saiu bem, digo a mim mesmo. Felizmente, quando mais tarde vejo que a fotografia sempre fez jus à emoção do momento, de alguma forma me envaidece ao retratar na exacta medida aquilo que sentia quando olhei através do visor e dei o click.

pedaladas e fotografias 1
Mas existem maneiras de ver e demonstrar aquilo que quero mostrar. Nem sempre o foco do meu pensamento está no objecto de interesse, numa bicicleta, mas literalmente na paisagem que compõe a imagem. Na desordem estranha ao encontrar um cenário efémero. Considerando a cor e o brilho, a textura e o contraste, o plano de fundo, as diferenças de luz e de sombra. Um quadro que pode chamar a atenção imediatamente para o momento, para uma imagem apropriada ao ambiente, ao cenário que relaciona o ciclismo com o quotidiano.

pedaladas e fotografias 3
E depois há infinitas possibilidades de uma fotografia ser algo irreal e evocativo, uma sensação de fuga e saudade. Uma forma de expressar o nosso próprio e particular estilo no relacionamento com o que nos rodeia. Uma praia, calhaus, aquele pôr-do-sol que brilha no horizonte, o mar e a bicicleta. Algo que represente isso e que sugira também um sentido de localização. Que configure um final de dia entre a luz, a lua e as estrelas. Que capture uma sensação de magia com uma série de imagens. Apenas demonstrar que fotografar com uma reles objectiva de telemóvel enquanto pedalo ter alguma criatividade para registar um passeio ou um luminoso regresso a casa.

pedaladas e fotografias 2

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fotocycle [178] …and I say it’s all right

Here comes the sun

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sinais de fumo… do ar que respiramos!

poluicão automóvel

A qualidade do ar é o termo que usamos para representar o grau de poluição no ar que respiramos. A poluição atmosférica é provocada por uma mistura de substâncias lançadas no ar, gases nocivos resultantes de reacções químicas, naturais ou poluentes, e que alteram o ambiente. Estas substâncias poluentes podem ter maior ou menor impacto na qualidade do ar consoante a sua composição química, concentração, massa de ar e condições meteorológicas. A poluição afecta de sobremaneira a nossa saúde, com principal incidência nos grupos mais sensíveis, cuja capacidade respiratória se encontra em formação, no caso das crianças, ou debilitada, no caso de pessoas idosos e dos que sofrem de doenças respiratórias crónicas.

Em época de industrialização globalizada, onde insistentemente se fala do efeito estufa, de chuvas ácidas, do aquecimento global, consequência em larga medida da poluição produzida por veículos automóveis, nada mais sensato que promover o uso da bicicleta como meio de transporte urbano. Além de todos os benefícios que as pedalas nos oferecem, principalmente nas grandes cidades onde os engarrafamentos são corriqueiros, a bicicleta contribui não só para preservar a qualidade do ar, como é muitas vezes mais rápida do que todos os meios de transportes urbanos. Mas isso já nós sabemos.

“Olha lá, ao andar de bicicleta não vais respirar mais poluição?”

Pois a resposta é um categórico não. Por incrível que possa parecer, mesmo a pedalar por artérias congestionadas, de CO2 e outros venenos, ainda assim inalaremos menos partículas poluentes do que alguém que esteja dentro de um carro com os vidros fechados. Um dos argumentos que já ouvi como desculpa para desmotivar o uso da bicicleta é que pedalar nas ruas de uma grande cidade faz mal para a saúde por causa da poluição. É óbvio que pedalar no meio do mato é bem mais agradável do que pedalar por ruas fumarentas, assim como morar no campo é mais saudável do que numa metrópole, no entanto acontece que muitas das pessoas que reclamam da poluição são as primeiras a poluir, usam o automóvel para tudo e mais alguma coisa!

Alguns afirmam que o ciclista “respira mais” que um sedentário automobilista, o que de certa forma não deixa de ter a sua razão, mas não é por isso que ele inala mais poluentes, principalmente por não estar protegido por uma caixa de metal e vidro. Nas horas de ponta a bicicleta é mais rápida que o carro, portanto um condutor no meio de um engarrafamento passa mais tempo dentro do carro e respira por mais tempo o ar poluído do que se estivesse no selim de uma bicicleta, o que por si só iguala a quantidade total de ar respirado com a de quem respira em maior quantidade, durante menos tempo. E essa questão, o do volume de ar inalado, nem merece grande discussão por partir da premissa de que uma forma de evitar a poluição seria respirar menos e continuar poluindo, uma total contrariedade e um completo absurdo.

Nas ciclovias a concentração de poluentes é um pouco menor. Respiramos um ar melhorzinho do que quem está dentro de um carro, na avenida ao lado. Em vias de menor tráfego, com menor aceleração, com menor circulação de veículos pesados e mais poluentes, há menor concentração de ar poluido. Portanto, se optarmos pelas vias de menor tráfego inalamos um ar menos poluido. No entanto, uma grande parte de partículas poluentes, da fuligem, permanece concentrada no ar praticamente invisivel, e isso todos respiramos, quer estejamos a pé, de bicicleta ou ao volante. Isso mesmo verifiquei quando Sua Alteza começou a exibir um robusto bigode!

Alteza com bigode

Está no entanto comprovado que no interior do carro, no meio de um engarrafamento, o ar é poluído, tanto ou mais que no exterior. A qualidade do ar de dentro do carro tem uma concentração de poluentes bem maior que do lado de fora, porque dentro do carro os poluentes não se dissipam. Os filtros e o ar condicionado do carro não impedem a entrada de poluentes. O automóvel não é um cubículo selado e mesmo com as janelas fechadas, embora haja alguma diminuição na entrada de gases poluentes, o ar está contaminado. Como os gases não se dissipam e não têm por onde sair, acabam sendo inalados pelos ocupantes. Pode-se facilmente comprovar isso ao fechar as entradas de ar de um veículo e permanecer alguns instantes atrás de outro que deite bastante fumo. O CO2 será notado dentro do carro e permanecerá lá por bastante tempo, mesmo tendo-se afastado do causador do problema.

Podendo haver algum prejuízo na sua comodidade, fleuma, ou stress, inspire fundo, pense bem e ajude a reduzir a poluição, pois todos saímos a ganhar. Muitas das viagens de automóvel que fazemos não são necessárias. Respirar faz parte da vida e, como tal, se o ar está poluído temos de ser nós a agir e contribuir com a nossa cota-parte. Replico, uma das formas mais simples e recomendadas para reduzir a poluição do ar é trocar o carro e caminhar mais, usar meios alternativos de locomoção e mais amnigos do ambiente, como a bicicleta, o metro, os transportes públicos mais ecológicos, carroça puxada a cavalo…

Não temos de nos preocupar em respirar menos e sim em poluir menos.

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tvciclismo.pt, o novo canal de ciclismo

Não sei se sabem, se não ficam a saber, desde o passado dia 10 de Fevereiro que a tvciclismo.pt está “no ar” e pretende transmitir as principais competições de ciclismo nas suas vertentes desportivas, novidades e tradições.

tvciclismo.ptOs amantes do ciclismo urbano e estrada, os que preferem andar aos saltos em cima de um selim, quem dá umas valentes pedaladas nos trilhos ou nas pistas, todos os que sentem a adrenalina a subir nas descidas e o suor a escorrer nas subidas, enquanto estão bem acomodados na cadeira do escritório, no sofá de casa, ou até mesmo sentado na sanita… quem sabe (!),  dizia, têm agora à mercê de um clique um projecto televisivo inovador.

“O tvciclismo.pt é um canal de televisão transmitido exclusivamente na Internet e criado para responder aos anseios de quem vive intensamente as emoções das duas rodas a pedal. Focado nas mais diversas utilizações da bicicleta e com forte ligação às redes sociais, o tvciclismo.pt é uma Web TV que estará online 365 dias por ano”, explica a nota de apresentação do projecto.

O projecto televisivo tem o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo e as gravações ficam a cargo da empresa audiovisual PGM-Projectos Globais de Media. No dia da apresentação do canal, transmitida em directo desde o Velocite Café, entre corredores profissionais, directores desportivos, organizadores de provas e jornalistas estiveram presentes, Delmino Pereira (Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo) e Joaquim Gomes (Director da Volta a Portugal)

Toda a emoção do ciclismo em tvciclismo.pt

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fotocycle [177] sentindo o Porto

Pelas suas múltiplas utilidades a bicicleta é um dos ícones da contemporaneidade. O usufruto do tempo, promovendo reflexos da nossa qualidade de vida. Percepção de ver e se relacionar com a cidade. Um padrão esboçado no horizonte, um qualquer pormenor que nos prenda a atenção, da cidade que especialmente se ama. Esse coro de risos e vozes, música que fica no pensamento, uma doce canção que vou lembrar por quanto tempo puder.

sentindo o Porto e promovendo reflexos da nossa qualidade de vida

(e para que o post faça mais sentido, faxabôre clicar no play, abrir o volume e deleitar-se na melodiosa voz de Luciana Araújo cantando o Porto Sentido de Carlos Tê e Rui Veloso)

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pesquisa perfil do ciclista brasileiro

Pesquisa Perfil do Ciclista BrasileiroRecentemente chegou à redacção minha mão uma interessante pesquisa vinda de terras de Vera Cruz. A ONG Transporte Ativo, em parceria com outras nove organizações que actuam na promoção da bicicleta, promoveram um inquérito junto de cinco mil ciclistas, visando mostrar qual o perfil de quem pedala no Brasil: Quem são as pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte nas grandes cidades brasileiras? Em quantos dias da semana elas pedalam? O que as faz pedalar mais? Quais as suas dificuldades? Estas são apenas algumas das perguntas respondidas pelos ciclistas brasileiros.

Durante os meses de Agosto e Setembro de 2015, pesquisadores foram para as ruas de dez cidades brasileiras (Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Niterói, Salvador e São Paulo) e abordaram cinco mil utilizadores de bicicleta que as utilizam como modal de transporte pelo menos uma vez por semana.

A pesquisa procurou gerar evidências, experiências e necessidades, sobre como as pessoas utilizam a bicicleta nas suas deslocações diárias, e que papel desempenha esse modo de transporte no sistema de mobilidade local e no acesso ao sistema de mobilidade urbana em cada cidade. Para os promotores a pesquisa procurou ajudar a aprofundar o entendimento sobre o utilizador de bicicleta e contribuir para a formulação de políticas públicas para esse tipo de transporte. “Políticas de mobilidade para a bicicleta só podem ser formuladas a partir da compreensão da cultura e do comportamento do ciclista, das suas demandas. Nesse sentido a pesquisa traz informações inéditas para o país, e poderá fortalecer ainda mais o debate sobre estruturas cicloviárias nas grandes cidades”.

A pesquisa identificou que, na sua maioria, o ciclista brasileiro tem entre 25 e 34 anos, pedala cinco dias ou mais por semana, adopta a bicicleta como modo de transporte, principalmente para ir ao trabalho, faz integração com outro modo, tem rendimentos mensais entre um e três salários mínimos. No geral, o trajecto realizado de bicicleta é feito entre 10 e 30 minutos, uma distância que pode variar entre três e oito quilómetros. O maior uso da bicicleta é motivado, em primeiro lugar por trabalho (88,1%), seguido de lazer (76%), compras (59,2%) e estudo (30,5%). As maiores motivações para pedalar são a rapidez/praticabilidade (44,6%) e os benefícios para a saúde (25,9%). Já os maiores problemas enfrentados são a falta de educação no trânsito (34,6%) e a falta de infraestrutura cicloviária (26,6%).

Os resultados variam de cidade para cidade. Na capital, Brasília, por exemplo, o uso combinado das biclas e outros meios de transporte é expressivo: metade dos ciclistas usa o metro para completar o trajecto. No Rio de Janeiro, 81% usa a bicicleta em pelo menos cinco dias da semana em trajectos de até 30 minutos. Já em São Paulo, o número de pessoas que utiliza a “magrela” como meio de transporte diário é bem menor: 38%. Mas, em compensação, a distância aumenta: 29% dos ciclistas pedala entre 30 minutos e uma hora.

A pesquisa pode ser vista na íntegra aqui, em http://www.ta.org.br/perfil/ciclista.pdf.

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can’t miss [146] www.greenme.com.br

De bike e debaixo da neve, uma princesa leva os filhos à escola

princesa bici“Nada de limusine com chofer. A princesa dinamarquesa Mary foi fotografada em sua cargobike levando seus dois filhos gêmeos de 5 anos à escola.

A neve e o gelo das ruas de Copenhague certamente não desanimaram a princesa de acompanhar seus filhos Vincent e Josephine à escola. Bem coberta, a família real que poderia estar no quentinho de um carro de luxo, prefere a aventura e o lado green da bike, como meio de transporte.

Nas fotos também se vê o pai das crianças, o príncipe Frederik, seguido à distância por um guarda-costas, também de bicicleta, e Ziggy, o vira-lata da família.”…

(lê a reportagem completa e todas as fotos em: https://www.greenme.com.br/locomover-se/bicicleta/2870-de-bike-e-debaixo-da-neve-uma-princesa-leva-os-filhos-a-escola)

NDR: o remate da reportagem é priceless:

“Menos carro e mais bike, isso sim é um verdadeiro luxo”.

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