juntar tapadinhos com ignorância não dá bons artigos de opinião

Hoje estava para dissertar sobre este artigo de opinião, que no mínimo diria ser disparatado e estúpido. Ora, o artigo em causa tem sido objecto de comentários em vários fóruns de discussão, sendo a larga maioria depreciativos da opinião do José. Ora bem, dizia então, estava eu esta manhã a preparar um postal de boas festas para endereçar ao José, eis que leio o post do Pedro Silva no seu blogue o gato no telhado,  onde refuta de uma forma clara e precisa todos os considerandos lógicos e os argumentos anacrónicos que vagueiam a mente(capta) do José e de alguns automobilistas cá da praça.

Partilhando…

“O Portal SAPO publicou ontem um texto de opinião da autoria de José Cabrita Saraiva que tem o seguinte título: Juntar carros e bicicletas não vai dar bom resultado

Como sou parte interessada (ando de Bicicleta todos os dias), eis que li o artigo e no final fiquei com a nítida convicção de que o autor do artigo de opinião desconhece muita da realidade do ciclismo na cidade. Não que o José não tenha razão em muitas das coisas que escreve, mas em muitos momentos este apoia a sua tese apocalíptica em teorias profundamente irrealistas que revelam um desconhecimento perigoso.

A certa altura o José diz o seguinte:

Faz sentido a aposta que está a ser feita nas ciclovias e o encorajamento do uso da bicicleta como meio de transporte em Lisboa. As bicicletas não poluem, podem ajudar a reduzir o trânsito e até fazem bem à saúde de quem anda nelas.

Inteiramente de acordo José. E não são as colinas (para todos os gostos e feitios aqui pelo Porto) que me impedem de fazer o meu trajecto diário casa/escritório – escritório/casa.

Mais à frente o José diz outra verdade com a qual concordo inteiramente.

Quer para os próprios ciclistas, que já assisti a comportarem-se como verdadeiros kamikazes, quer para os automóveis, que têm de se desviar dos pequenos veículos e assim aumentam o risco de acidentes. A verdade é que muitos ciclistas querem andar na estrada, mas acham que as regras do trânsito não são para eles. já assisti a comportarem-se como verdadeiros kamikazes, quer para os automóveis, que têm de se desviar dos pequenos veículos e assim aumentam o risco de acidentes. A verdade é que muitos ciclistas querem andar na estrada, mas acham que as regras do trânsito não são para eles.

Lamentavelmente muita da malta que circula de bicicleta tem mesmo a peregrina ideia de que o Código da Estrada não se lhes aplica.

Mas a partir daqui o José começa a disparatar…

Além disso, uma bicicleta vê-se mal e anda devagar. Muito devagar. O que para ela já é uma velocidade assinalável, 20 ou 25 km/h, para um automóvel é estar praticamente parado. Basta pensar no seguinte: se um carro de uma escola de condução já provoca o transtorno que provoca – e vai a 40 ou 50 km/h –, agora imaginem uma bicicleta a metade dessa velocidade…

José… Meu caro José… Primeiro que tudo nem todas as bicicletas estão preparadas para andar na estrada. Quem anda na estrada de bicicleta deve ter a preocupação de fazer um investimento considerável para adquirir uma bicicleta que lhe permita circular com segurança. Eu (e outros como eu) fiz este investimento. E como cumpro as regras de trânsito, procuro andar sempre devidamente sinalizado e equipado. Tal como muitos outros(as) ciclistas. Se não nos vês é porque precisas de ir ao oftalmologista com urgência José.

Mas é claro que é verdade que nós ciclistas andamos mais devagar do que os automóveis, mas que eu saiba é muito mais complicado ultrapassar um carro de uma escola de condução do que uma bicicleta. Pelo menos cá pelo Porto é assim. E a ruas da minha Invicta são bem mais pequenas do que as que tens aí em Lisboa.

Na parte final do artigo o José diz-nos o seguinte:

Bicicletas e automóveis são como água e azeite. Não existe uma forma harmoniosa de os misturar. Por isso, ao mesmo tempo que se fazem ciclovias e se criam melhores condições para os ciclistas andarem na cidade, devia desencorajar–se de forma muito séria o uso de bicicletas na estrada. Ou muito me engano – e espero sinceramente que sim – ou suspeito que, de outra forma, o número de acidentes vai disparar.

Ó José… Já não te bastou a “argolada” que meteste anteriormente e tinhas de concluir desta forma?

É que não vais acreditar, mas existe uma forma harmoniosa de misturar bicicletas e carros. Chama-se Código da Estrada! Uma coisa que desconheces por completo com toda a certeza. Pois se conhecesses saberias que não se pode andar de bicicleta a não ser na estrada sempre que não exista uma ciclovia. E sabes porquê? Porque o Código da Estrada diz que só quem tiver menos de 10 anos é que pode circular de bicicleta no passeio.

Pois é José… Isto das bicicletas e dos carros não poderem circular juntos não é bem como dizes. Para a próxima informa-te antes de escrever.”

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fotocycle [198] coffee break

coffee-break

Como são adocicadas as manhãs domingueiras, quando pouco a pouco o sol começa a afastar o frio. Apesar de já ter alguns quilómetros nas pernas, o corpo continua adormecido e precisa de estímulo. É chegado o momento de uma breve paragem, no ponto comum entre dois catalisadores sociais: a cidade e o rio. A bicicleta e o café também são uma óptima combinação. A bicla como o meu veículo de eleição. O café como forma de combustível para pedalar. Apreciar um cafezinho tornou-se uma tarefa simples na rotina do meu dia a dia. Aproveito cada momento

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can’t miss [167] ionline.sapo.pt

Ciclistas: a construção do inimigo

“Na mesma semana em que os índices de poluição na cidade de Paris levaram a que o município anunciasse a gratuitidade do transporte público, o PSD/Lisboa lançou um vídeo de um minuto contra as ciclovias construídas na cidade, sustentado numa alegada contagem realizada pelos próprios no decorrer de cinco dias durante os quais, escrevem, apenas terão circulado cinco bicicletas.

Sendo a cientificidade desta contabilização, no mínimo, dúbia, o PSD acrescenta outro facto que parece relevante: o custo estimado das ciclovias será de 5 milhões de euros dos impostos dos contribuintes. Não é muito claro a quais se refere nem durante quantos anos se realizará este investimento. Apresentados os factos, o PSD declara que quer discutir os problemas de mobilidade, trânsito e transportes públicos. Como consequência óbvia deste vídeo ficamos a saber que, se o PSD voltar a ter responsabilidades governativas na cidade, não investirá em sistemas de mobilidade ciclável, não ficando claro se destruirá as existentes. Até aqui, com alguma bonomia e relativizando a difícil relação com o rigor, tudo bem. Entendamo-lo como uma opção política.

O problema está no que o vídeo deixa subentendido.

Vários responsáveis do PSD vieram entretanto afirmar que esta não era uma declaração contra as bicicletas. Mas é. Pior: esta declaração política procura construir um inimigo – o ciclista – para quem anda de transporte público ou automóvel, contrapondo o investimento realizado em ciclovias aos problemas existentes nos transportes públicos e no trânsito da cidade.

Ignorando todas as questões ambientais e de saúde pública com as quais se costuma defender a maior utilização da bicicleta em circuitos urbanos numa cidade como Lisboa – em que se leva anos de atraso – e num momento em que se anuncia a introdução de 1400 bicicletas partilhadas, a construção deste inimigo atenta contra a vida de antigos e novos ciclistas urbanos.

Tanto o problema do trânsito como o do transporte público estão a fazer crescer a contestação e a raiva de quem os vive. Se esta raiva for canalizada para os ciclistas, pode ser um sucesso político para o PSD, mas para quem utiliza a bicicleta para deslocações urbanas aumenta o fator de risco.”

(Crónica de opinião de Tiago Mota Saraiva, em: http://ionline.sapo.pt/artigo/537921/ciclistas-a-construcao-do-inimigo?seccao=Opiniao_i)

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fotocycle [197] dos dias curtos

Chegou o mês de Dezembro e com ele vem o Inverno e os dias mais curtos. Mas o Inverno no Porto também traz dias lindos. De manhãzinha a pedalada para o trabalho tem sempre os minutos contados, e pouco para contar. Já o final de tarde, quando a agenda permite e a tarde convida, o regresso a casa torna-se um sortido de desejos. Entre a luz do ocaso e as estrelas, configuro um escape com os pneus da bicicleta e estico os minutos do commute. Aproveito cada momento.

sunset

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vespertinas

Vadiagem Voadora: vá de Chaves até Faro de bicicleta (pela EN2)

low angle view of cyclist riding mountain bike on rocky trail at“Imagine um passeio de três dias em que passa por dez distritos, oito províncias, quatro serras, 11 rios e 32 concelhos portugueses, enquanto conhece todos estes sítios em detalhe, pratica desporto, diverte-se com outras pessoas e vive uma experiência única, sempre a pedalar, em cima de uma bicicleta. Despertámos o seu espírito aventureiro? Ainda bem, porque é exatamente isto que vai acontecer na viagem EN2 Vadiagem Voadora.
Mas o que é a Vadiagem Voadora? É um mega percurso de bicicleta que está a ser organizado pelo grupo de ciclismo Bicicleta Voadora. Vai percorrer a Estrada Nacional 2, que, com 739 quilómetros, une, de norte a sul, o interior do País (atravessa Portugal a meio). Mais concretamente, vai de Chaves, em Trás-os-Montes, a Faro, no Algarve.
Aquilo que se propõe é que, no máximo, em 80 horas se percorra esta estrada, tendo Chaves como ponto de partida. A Vadiagem Voadora decorre entre 8 e 11 de dezembro e arranca às 7 horas da manhã. Quem quiser participar, pode aderir ao grupo no Facebook e aparecer no local (que será definido brevemente no grupo do evento) e hora estipulados. É tudo gratuito — só precisa de ter uma bicicleta.
A Vadiagem Voadora é uma iniciativa organizada pela Bicicleta Voadora e a Vadiagem Outdoors.”

(fonte: http://nit.pt/article/vadiagem-voadora-chaves-faro-bicileta)

Rede de bicicletas elétricas estreia mobilidade sustentável em Lagoa

daniel-ferreira“Lagoa é o primeiro concelho do país a ter um sistema de 20 bicicletas elétricas públicas, num grande passo para a mobilidade sustentável no concelho. Na próxima semana será a vez do Barreiro e o objetivo é que este projeto seja replicado. Para já, segundo Daniel Ferreira, fundador e diretor geral da Wegoshare e representante europeu da Bewegan, há «potencial para alargar a outras cidades do Algarve, já havendo interesse, mesmo antes do sistema ser instalado».
«Não me espantará que assim que estiver lançado e que as pessoas experimentem», comece a surgir mais interesse, pois «a grande magia deste equipamento é experimentar. Só assim se percebe o potencial» que estará disponível a residentes e turistas, considerou.
E como não há nada como experimentar, na quinta-feira, dia 24, as bicicletas foram o meio escolhido por uma comitiva da Câmara Municipal de Lagoa, liderada pelo presidente Francisco Martins, para um passeio entre Carvoeiro e Estômbar, para inaugurar as duas das obras do Orçamento Participativo (OP) de Lagoa, o sistema de bicicletas elétricas e uma parede de escalada.”…

(ler + em http://barlavento.pt/destaque/rede-de-bicicletas-eletricas-estreia-mobilidade-sustentavel-em-lagoa)

Ladrões devolveram-lhe bicicleta roubada no aniversário da morte do pai

james“A última recordação que James teve do pai foi a bicicleta prateada que lhe foi oferecida, poucos dias antes de morrer, algo que aconteceu há um ano.
Acontece que, dias antes de passarem 12 meses desde a morte, a mencionada bicicleta prateada haveria sido roubada e a última recordação que este rapaz tinha do pai viria a desvanecer-se.
Una Magee Brewster, mãe do jovem irlandês, recorreu na altura às redes sociais para pedir ajuda para encontrar a prenda do pai.
“Estou a apelar à pessoa que viu a oportunidade de roubar a bicicleta prateada do meu filho que, por favor, a devolva. Deixe-me enquadrá-lo. Causou ainda mais dor a uma criança que amanhã se vai relembrar do pesadelo que viveu há um ano, quando o seu pai morreu, algo que nenhuma criança devia experienciar”, lia-se numa publicação feita há pouco mais de uma semana no Facebook.
Foi então que, pelos vistos, a mensagem chegou a quem devia e, a dias de se celebrar o primeiro ano desde a morte do marido, James foi filmado a reencontrar a bicicleta prateada no quintal de sua casa. Nas imagens, é mais que visível a felicidade do rapaz com a surpresa.
“Uma coisa incrível aconteceu hoje, um milagre em Pinebank! Estava a sair de casa e alguém tinha devolvido a bicicleta do James. Que lindo fim para esta história. (…) A todos os meus amigos e desconhecidos que partilharam a publicação, a todos que a procuraram, a todos que se ofereceram para comprarem outra bicicleta…vocês são inacreditáveis (…) E, finalmente, a quem devolveu a bicicleta: fez uma coisa maravilhosa. Uma coisa maravilhosa. Fizeste do James um rapaz muito feliz. Obrigada.”, escreveu na legenda do vídeo que verá abaixo.”

(poderás ver os videos desta notícia em: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/700209/ladroes-devolveram-lhe-bicicleta-roubada-no-aniversario-da-morte-do-pai)

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Porto Património Mundial, vinte anos, vinte momentos

Ao meio-dia em ponto desta segunda-feira, os sinos da Invicta repicaram 20 minutos em uníssono para celebrar a consagração do centro histórico do Porto como Património Mundial. Passadas um par de horas, não exactamente em ponto, repico aqui 20 das mais interessantes fotografias que fui tirando enquanto fui dando ao pedal pela minha cidade, cidade natal onde vivo, trabalho, pedalo e me divirto com satisfação e muito orgulho.

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can´t miss [166] revistatrip.uol.com.br/trip/

Viajando de bike

“A fotógrafa Cacá Strina, 35 anos, começou a levar a bicicleta mais a sério em 2012, quando atravessou a Espanha pedalando sozinha. Não tinha nenhuma experiência em viagens de bicicleta, mas viveu 44 dias reveladores. “Foi minha primeira cicloviagem e foi maravilhosa. Onde tudo começou. Realmente mudou minha vida”, diz ela.

trip-route66-caca-strina

Cacá então nunca mais largou a bike. Pedalou por Urubici e Florianópolis, em Santa Catarina, na Chapada Diamantina, na Bahia, e no Jalapão, no Tocantins. Mas foi no mês passado que ela se lançou em sua maior aventura: pedalar os 3.900 quilômetros da histórica rodovia norte-americana Route 66. “Ainda estou processando, não faz nem uma semana que voltei. Foi um sonho muito difícil de realizar, em todos os sentidos. No início tive muitos imprevistos e a viagem quase não rolou. Eu já tinha o patrocínio, o motor-home e a bike, mas não tinha o câmera e não podia esperar mais por causa da janela climática, ou então teria que adiar a viagem para maio do ano que vem”, conta ela, que vai transformar a experiência em um documentário que pretende resgatar um pouco da história e da cultura da famosa rota dos EUA.”…

(podes ler o artigo completo e ver as magníficas fotografias desta fantástica viagem em:  http://revistatrip.uol.com.br/trip/caca-strina-bicicleta-esporte-espanha-fotografia-route-66-bike)

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reciclando [25] moldando comportamentos

hoje, a fintar o trânsito

Na bicicleta é fácil driblar os carros, mas também não há nada mais stressante do que sentir a opressão do trânsito. Andar de bicicleta acarreta muitas situações de risco, é sabido, mas também sabemos que enquanto algumas situações de perigo estão directamente relacionadas com o nosso comportamento, outras são deliberadamente ocasionadas pela acção de automobilistas, que não ajudam. Quando não conhecem ou simplesmente se estão a borrifar para os direitos dos ciclistas. Num acidente ninguém fica a ganhar, sendo que os mais vulneráveis da estrada não viajam dentro da bolha metálica. Como tal, todos devemos moldar os nossos comportamentos.

contradição e coerência

Nas estradas estreitas e sinuosas, onde desaparecemos a cada curva e contracurva, deveremos nos posicionar no espaço de estrada que sentimos estar mais a salvo, dentro da faixa de rodagem, afastados q.b. da berma. Estar o mais visível possível, obrigar os automobilistas a abrandar e respeitar a distância de metro e meio, impedindo-os de acelerar ao nosso lado. A legislação obriga à distância mínima de metro e meio em torno do ciclista, no entanto se o ciclista for empurrado, obrigado a andar o mais próximo à borda da estrada, esse comportamento não é seguro para si. Para sua segurança, ele tem o direito de utilização plena da estrada.

Senhora da Graça #16

Ao viajarmos numa via de acentuado declive, a subir, o ciclista pedala a ritmo bem mais lento, de dentes cerrados a carregar nos pedais. De carro a subida não se nota e a diferença de velocidade aumenta, pelo que temos de nos posicionar melhor para que os movidos a motor melhor nos vejam. Pois com certeza que muitos nos vão amaldiçoar por estarmos ali, vão buzinar e acelerar para expressar a sua arrogância. Temos pena. A posição do ciclista é fundamental para a sua segurança. Pode ser questionável para muitos automobilistas que julgam que o ciclista não tem o direito à estrada, mas o ciclista tem de saber lidar com esse assédio e não reagir negativamente à provocação. Ali o ciclista é a pessoa mais vulnerável e deve ser prudente na sua resposta, adoptando um comportamento adequado, não agravando uma situação que poderá colocá-lo em maior risco.

BRM 200 Montejunto ao Atlantico #6

A postura a par com outro colega ciclista obriga o tráfego a diminuir o ritmo, para os automobilistas nos passarem a uma velocidade segura. Este comportamento é legal e eficaz, pois o ciclista está mais visível ao tráfego. Em demasiadas ocasiões em que pedalava sozinho vi surgir na minha direcção um veículo em manobra de ultrapassagem. Isso pode resultar muito mal para mim. Em estradas estreitas e sinuosas procuro auxiliar o tráfego que surge por de trás, dando sinal com a mão para sinalizar e permitir ser ultrapassado a uma distância segura. Eu defendo que o ciclista deve ser atencioso para com os automobilistas. Para cada um que abrandou e me respeitou, sempre que seja possível, eu aceno com um obrigado. É importante ser respeitoso no trânsito, independentemente dos sentimentos que nos foram impostos por condutores imprudentes e/ou com comportamentos agressivos.

reset

Considerando uma série de coisas, tais como o brilho e a visibilidade à distância, existem sistemas luminosos de bateria recarregáveis a um custo razoável. Com poucas dezenas de euros podemos equipar a nossa bicicleta com um bom par de luzes, não havendo desculpa para não sinalizarmos correctamente a nossa presença no trânsito, tanto de noite como de dia. Uma luz brilhante, a piscar ou permanente, suficientemente forte para ser visto pelo menos a cem metros atrás e à frente, já é eficaz.

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A nossa segurança tem prioridade. Um comportamento assertivo, calmo e atento, se posicionando correctamente, tornando-se bem visível no trânsito, cumprindo cabalmente as regras, é a melhor prática para boas pedaladas. Não há rotas perfeitas e lidar com as condições de tráfego e as más estradas é recorrente, mas o que deveremos fazer é passar mais tempo a aperfeiçoar a nossa conduta, tornando a experiência mais agradável e segura.

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este distinto cais, “waterfront” como agora se diz!

distinto

O Douro é o cenário e a sua presença um elemento de ligação às memórias e ao imaginário. Um passado construído do impulso do desenvolvimento comercial e portuário. A história comprime-se numa imagem fixa, onde tudo se congela para que o tempo, mítico, misture a cidade, as muralhas medievais, as margens, os armazéns, os barcos. Negócios do comércio do vinho que se estendiam ao longo do curso do rio. O antigo entreposto vinhateiro de Vila Nova de Gaia que recebia os tradicionais barcos de transporte de vinho. O vinho do Porto que já não desce o rio nos Rabelos, essas velhas embarcações, que na margem direita à Ribeira apenas flutuam, em primeiro plano, compondo o postal guardado em imagens e recordações.

Correntes preocupações pela importância económica, na lógica do negócio global que é o turismo, vão restaurando e convertendo velhos edifícios. Em segundo plano vem a preocupação de manter uma fisionomia de paisagem de velho burgo, do Porto Património da Humanidade. O pensamento de suporte de uma economia do souvenir, cais de cruzeiros e wine tasting, transfigurando o íntimo das habitações e das margens em espaços públicos e adegas adaptadas para receber visitantes. Várias escalas para diferentes estrelas, multiplicam-se os hotéis, residenciais, espécie de parques temáticos de esplanadas e vistas exclusivas, vendo sair os residentes, cada vez mais envelhecidos, e os seus descendentes. Impulsos de uma neo-urbanização das duas margens, numa nova maneira de pensar a relação da metrópole, reciclando o passado e actualizando a condição urbana que evolui com outras relações e outros modos de ver e fazer a cidade.

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can’t miss [165] bikeelegal.com

Em Copenhague, número de bikes ultrapassa o de carros pela primeira vez

Como os cidadãos se locomovem diariamente para o trabalho, escola ou universidade na cidade de Copenhague / © Colville-Andersen/Copenhagenize

Como os cidadãos se locomovem diariamente para o trabalho, escola ou universidade na cidade de Copenhague / © Colville-Andersen/Copenhagenize

“Não é por acaso que Copenhague é conhecida como uma das melhores cidades para pedalar no mundo, mas agora em 2016, a capital da Dinamarca atingiu um feito histórico que deixa boquiaberto qualquer apaixonado pela bicicleta e pela mobilidade ativa. Pela primeira vez, o número bicicletas superou a quantidade de carros circulando na cidade – as autoridades fazem essa medição do tráfego na região central desde 1970. Enquanto o número de magrelas foi de 265.700, o de carros foi de 252.600. A porcentagem de bicicletas cresceu 13% desde o último ano, o que representa 35.080 novas bikes.

São números como esses que fizeram a cidade alcançar também em 2016 a primeira colocação do ranking de Cidades Amigas da Bicicleta, feito desde 2011 por uma consultoria baseada na própria cidade. Nas duas outras edições do ranking, Amsterdam foi eleita a campeã.”

(clica em: http://bikeelegal.com/em-copenhague-numero-de-bikes-ultrapassa-o-de-carros/ para continuares a ler este artigo e assistir ao vídeo da capital do pais das biclas)

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