“avoiding the pregnant pause”

Anna Semlyen

Can you cycle when pregnant, and is it a good idea? ANNA SEMLYEN discusses the issues with mothers who did it.

Tradução de um artigo escrito por Anna Semlyemn em 16 de Julho de 2000 para a Bicycle Magazine.

Este interessante artigo, que já tem uma boa década, descobri-o numa das minhas olhadelas pelo mundo das bicicletas nos meandros da Internet. Achei-o deveras curioso e com gosto dei-me ao trabalho de o traduzir para o postar aqui nabicicleta. Não tendo essa linda experiência de carregar um ser vivo no abdómen, nem enquanto pedalo, sendo também este um assunto pouco falado/comentado, os testemunhos aqui contidos são extremamente valiosos
 

“Prevejo que o meu primeiro bebé nasça daqui a seis semanas. Alguns amigos e familiares têm me perguntado nervosamente se eu ainda pedalo. Deus os abençoe – eles estão preocupados com a minha saúde. Contudo, eu sou “carro-independente” por opção e andar de bicicleta é para mim algo tão corriqueiro que não me posso imaginar parar sem que haja um motivo bem forte. Então, será responsável pedalar estando grávida? Claro que sim – apesar de ser uma escolha muito pessoal!

Mudanças
A gravidez transforma rapidamente o corpo. Como Daniel Stern disse em The Birth of a Mother (O nascimento de uma mãe), “Seus seios crescem e têm um peso diferente. Sua barriga aumenta mudando o centro de gravidade de forma que você anda, para, senta e levanta da cadeira de uma maneira diferente.” Felizmente é apenas temporário.

Cansada?
A energia extra usada para criar um novo ser é extenuante. A minha dica principal é restringir ao máximo os movimentos – uma vez que é cansativo, custoso e apenas um meio, não um fim. O transporte viabiliza o acesso ao trabalho, à saúde, à diversão e ao convívio social. Porque não fazer pedidos para entregar em casa, usar o telefone, escrever mais cartas/e-mails ou pedir/pagar alguém para resolver alguns dos nossos assuntos pendentes? É proveitoso localizar a alternativa mais próxima e vai sobrar algum tempo para as indispensáveis sonecas! Se estiver a planear umas férias, a 20ª e a 27ª semana é a melhor época. Nessa altura já deverão ter passado os enjoos, mas a barriga ainda não vai estar muito grande.

Pedalar é energeticamente eficiente – cinco vezes mais do que caminhar. Prepare-se para pedalar mais devagar no segundo e terceiro trimestres e ficar sem fôlego. Porém, andar de bicicleta ainda é mais rápido do que andar a pé e com menos esforço. Swea Sayers, mãe de quatro filhos, quando era uma simples estudante sem bicicleta caminhou durante a sua primeira gravidez. Mas pedalou nas outras três e confirma que “pedalar é muito mais fácil do que andar para qualquer lado”. Becky Field também descobriu que pedalar é mais confortável do que andar quando estava prestes a dar a luz.

As queixas pré-natais mais comuns incluem varizes, pés e pernas inchados. Pedalar alivia o peso e ajuda a prevenir esses problemas, assim como levantar suas pernas numa cadeira ou contra a parede.

Estudos comprovam que, em média, as bicicletas são mais rápidas que o autocarro nos primeiros 10 km’s. Além disso, você pode carregar as coisas mais facilmente numa bicicleta do que a pé, considerando que use cestas, bagageiros e alforges adequados. Swea afirmou que “fazer compras é particularmente bom com uma bicicleta”.

A concentração de fumo dos escapes é três vezes maior dentro dos carros do que na rua ou para os ciclistas. Se você está fraca ou é asmática, você irá respirar mais facilmente fora do que presa num veículo.

Mantenha-se em forma e saudável
O trabalho de parto é exactamente o que parece – trabalho extremamente pesado. Quanto mais em forma estiver melhor. Exercícios regulares, suaves, baratos e saudáveis como pedalar aumenta a sua disposição para o “empurrão final”. Talvez apenas a natação e o yoga sejam mais recomendados – mas assim terá de frequentar uma piscina ou aulas pré-parto.

Resultados de testes feitos pela palestrante Dra. Jean Rankin da Universidade de Paisley mostram que os exercícios durante a gravidez são bastante positivos. Porém, não se deve iniciar um novo desporto, ou qualquer actividade extenuante que vise basicamente o desenvolvimento muscular durante a gravidez. Continue a fazer exercícios que você já gosta enquanto se sentir confortável. Lembre-se também que a gravidez afecta os seus processos psicológicos de juízo. Por exemplo, a sua concentração é menor e a memória de curto prazo é reduzida, isso pode afectar as tomadas de decisão.

A Doutora Becky Field acha que “mulheres grávidas são geralmente recomendadas a não fazer esforços. Eu recomendo que as mulheres escutem o seu corpo e descubram o que elas podem ou não fazer”. A senhora Mieke Jackson, uma treinadora ciclista, foi aconselhada pelo seu médico a não correr, não praticar ski aquático nem escalada, mas não tinha problema algum pedalar durante toda a gravidez.

Pedalar aumenta a tonificação e a força das pernas e músculos pélvicos, facilitando assumir posições de joelho ou de cócoras que podem ser necessárias. Exercitar esses músculos e articulações vão mantê-los flexíveis. Isso ajuda a abrir a cavidade pélvica – crucial para um parto mais suave e menos doloroso. Pedalar também aumenta a função cardíaca e respiratória, facto importante quando o maior músculo do corpo feminino – o útero – está a ser utilizado. Além disso, pedalar também trabalha o abdómen, deixando-o mais forte e reduzindo as hipóteses de obesidade, incontinência urinária e pele flácida após parto.

Posição de pedalada
As duas pedras extras (mais de 20% do peso corporal no meu caso) podem causar dores nas costas e no nervo ciático quando as mulheres tentam contrabalançar. Portanto, uma posição ideal ao pedalar é a erecta, semelhante ao modelo holandês de bicicletas urbanas e às dobráveis, bem melhor do que curvada, apoiando-se no guiador.

Sara Robin do grupo York CycleWorks afirma que “nos quatro primeiros meses eu pedalei curvada sobre o guiador e depois tive que trocar por uma bicicleta leve com postura erecta. Eu recomendaria às mulheres que escolham bicicletas com selins baixos, com suspensão, confortáveis, largos e com gel.” Já existem selins próprios para mulheres – alguns com um furo no meio para reduzir o atrito em áreas sensíveis e mantê-la mais arejada.

Evidentemente que subir para uma bicicleta feminina ou dobrável é mais fácil do que passar a perna por cima de um quadro alto e também tem que ter espaço para o “barrigão”. Talvez ajustar o banco numa posição mais baixa? Achou Sara que “conduzir é incrivelmente desconfortável, por outro lado, de bicicleta, eu só tive problema para subir ladeiras íngremes a partir do oitavo mês. Também me senti menos isolada na minha bicicleta do que no carro “. Dra Becky Field diz que “as minhas pernas tinham que ficar meio de lado para evitar bater na barriga enquanto pedalava “.

Quando (ou se) parar
A preocupação com a segurança e a sensibilidade emocional aumentam ao proteger o filho ainda no ventre. Eu passei a fazer uma rota bem mais longa para ir às minhas aulas de ioga quando parei de levantar a minha bicicleta bem no início da gravidez. É certo que a futura mãe precisa de uma bicicleta bem afinada e assegurar-se de usar roupas coloridas e para ser bem notada.

O equilíbrio físico pode ser afectado na gravidez. Se for o caso, pedalar pode não ser recomendável a não ser por caminhos livres de trânsito ou num triciclo. Contudo, nas suas duas gestações, Sara Robin pedalou até entrar em trabalho de parto. Jane Henshaw (da revista A to B) em Castle Cary pedalou até ao hospital para ter o bebé. A minha parteira contou-me de uma senhora que foi de bicicleta até ao hospital após ter rompido a bolsa. Como ela se tinha esquecido de algumas coisas importantes em casa, voltou a casa e pedalou uns 5 km’s para buscá-las! Ela alegou que o ritmo regular das pedaladas era uma distracção para as dores do parto iniciais. Swea Sayers também ainda pedalava no dia após o início do trabalho de parto. Todos seus filhos foram tardios, mas perfeitamente normais.

Pedalada pós-natal
Em quanto tempo está de volta a pedalar depende de como se sente fisicamente e se está feliz a andar de bicicleta com um bebé. Se tiver sido um parto difícil, com episiotomia e/ou rasgos, deve tomar muito cuidado! Sara Robin disse: “após o nascimento do meu segundo filho eu voltei a pedalar em menos de duas semanas e voltei ao meu peso normal em dois ou três meses, amamentando e pedalando”.

Pedalar melhora a atenção, reduz o stress e reduz a depressão, proporcionando uma sensação geral de bem-estar. Uma pedalada para lazer (talvez deixando o bebé aos cuidados de outra pessoa) oferece uma oportunidade de se sentir libertada se se estiver a sentido em baixo ou aprisionada pela maternidade.

Trailer para bebé
Claro que é natural proteger o recém-nascido. Desconfio que muito pais não pesquisem as opções de acessórios de bicicletas para bebés e evitam pedalar com o pequenito, excepto em locais sem trânsito. A enciclopédia (Internet!) é um bom lugar para se procurar soluções para pedaladas em família. O Bike Best ou o sling são as únicas maneiras de carregar o bebé que encontrei até agora, que podem apoiar o frágil pescoço de um recém-nascido.”

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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