ciclofilia [24] dez motivos para pedalar já

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assalto à noite tripeira

Um raide nocturno pelas ruas da Imbicta proporcionou um excelente convívio e uma situação no mínimo caricata. Ponto de encontro no Parque da Cidade. Os gajos (eu e o Ricardo) chegamos atrasados mas pré-aquecidos para iniciar o assalto a pedais à noite tripeira. A Betti e a Rosa arrancaram com toda a força, Avenida acima, e deixaram-nos para trás. Mais tarde, o facto da corrente da Ofélia (a Coluer do Ricardo) ter saltado a meio caminho foi apenas o pretexto para que esperassem por nós. Depois de uma bebida quente no Café Vitória, descemos até à Ribeira para tomar um copo no bar marroquino do Cais da Estiva, mas assim que lá chegamos, tão enregelados pois praticamente não demos ao pedal, decidimos abalar em direcção à Foz e aquecer os motores. Entretanto outro desafio foi lançado: “Vamos subir D. Pedro V!?” E a maioria decidiu: “Bora lá!”. Trepar aquela parede é canja. Até a Ofélia se portou lindamente, e o prémio de montanha foi as senhoras escolherem o rumo a seguir, que foi… voltar a subir! Mas logo, logo, descemos nas calmas o Campo Alegre para, num breve briefing, escolhermos o rumo a seguir. “Ciclovia da Pasteleira?” “Let´s go”. E assim, qual Tourmalet à moda do Porto, subimos a pista e nos embrenhamos no Parque da Pasteleira, até surgir a surpresa da noite. Não nos tinham avisado que o Parque fechava e demos com a saída bloqueada! Nada temerários, qual missão impossível, escalamos o muro, passamos as quatro biclas por cima do portão para o outro lado, sorrimos para a fotografia, lá estão eles menos eu que dei o click, e prosseguimos a pedalada. Hoje à noite há novo raide, o da sexta feira 13!

Adenda: Era para ser hoje o raide daqueles que pedalam, mas entretanto fiquei a saber que o convívio foi transferido para Sábado e associado ao flash mob que vai farfalhar os bigodes. Bigoda-te, pega na bicicleta e aparece na Avenida dos Aliados, no Porto, amanhã a partir das 15h.

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serviço a pedal e de saúde

Depois da última revisão e de todos os maus tratos vs emoções que lhe tenho proporcionado, tadinha, qualquer sinal vibratório, sonoro, estouro mesmo, que sinto quando vou no lombo da velha Etielbina já não me estranha. Mas aquele “track-trak” vindo da traseira da bina não era definitivamente meu. Passado o quebra-côco (podem ver o que é aqui no glossário do tasqueiro) e entretanto a rodar suavemente num tapete negro, dou conta de um gingar esquisito da bina. Uns suspeitos abanicos do traseiro, associados a uma súbita necessidade de forçar a pedalada, fizeram-me parar de pedalar. Bonito, afinal tinha a roda traseira da Etielbina empenada. E estava tão torta, que, ao rodar, o aro encostava nos calços até parar. Um dos raios havia partido, provavelmente pelo esforço, ou havia sucumbido ao meu peso (!), deixando a roda desalinhada ao ponto de me obrigar a soltar as rédeas, ou seja, tive de desapertar o v-brake para que pudesse rolar melhor.

 a roda na Velo Invicta Capas Peneda

E, mais uma vez, perante um diagnóstico difícil de resolver com mesinhas caseiras, lá tive eu de levar a fiel companheira à clínica especializada para uma consulta. Até parecia que o especialista estava mesmo à espera dela. Com o profissionalismo e simpatia de sempre, sem esperar pela demora, o senhor Barbosa botou-lhe as mãos e tratou-lhe da saúde. Retirou a roda, trocou o raio partido e alinhou o aro de 26’’ com uma destreza de mestre. À laia de alguma conversa barata, a história de algumas beldades de duas rodas ali presentes e visitas ocasionais da clientela, entregou-me a doentinha passados uns minutos, renovada e pronta para voltar em forma ao serviço. E no final de contas, tudo num serviço imediato e de qualidade, tudo por uma módica quantia inferior a uma taxa moderadora.

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fotocycle [5] 1+1

 Own The Lane by Amsterdamize

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momento zen

Termina o expediente. Empilho alguma papelada que arquivarei amanhã. Pico o ponto e preparo-me para retornar a casa depois de mais um dia de trabalho. Aí entra a bicicleta! Apenas eu e a bicicleta, num caminho inteiro a pedalar. Poderia ir por ali, mas algo mágico acontece e enquanto deslizo pela cidade, contornando esquinas, descendo ruas, desviando o rumo a sentir o vento nas trombas, opto por um caminho mais longo, mais duradouro. De repente sinto-me cheio de energias, com outro humor. Há qualquer coisa em mim que me deixa levar por essa sensação de liberdade que é pedalar até à margem do rio. Ir de encontro ao mar onde só a natureza fala. De que outra forma posso num ápice estar aqui, envolto na tranquilidade, absorvendo a vida?

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bicicletas? há muitas…!

Amigos… Este poste está reservado a quem volta e meia quer desamarrar uma dúvida, ou seja, me pergunta que bicicleta deve comprar. A minha resposta é sempre a mesma: que compre aquela que se ajusta melhor ao que pretende fazer com ela! Se vai apenas sair para pedalar pequenos passeios ao fim de semana, comprar uma bicla cara é um disparate, mas se vai todo dia para o trabalho com ela, não é!

Quem procura comprar uma bicicleta, para uso urbano, aventurar-se nas estradas e nos parques ou passear na orla marítima, talvez tenha dificuldade em escolher a bicicleta ideal. Entre modelos nacionais e importados, as diferenças são imensas e no meio de tantas possibilidades corre-se o risco de optar, por impulso, pelo modelo menos indicado. As categorias básicas são: as bicicletas de passeio (onde se incluem as urbanas), as de aventura (como as BTT’ês por exemplo) e as bicicletas de estrada (para pedalar em velocidade). Na escolha de uma bicicleta deve primar por prestar atenção a pelo menos três quesitos: a qualidade do material, a ergonomia e tamanho do quadro, os ajustes do selim e do guiador. Claro que o gosto pessoal de cada um, acessórios e o preço interferem na escolha.

As BTT’ês ou bicicletas de montanha são uma espécie de cavalo de batalha das biclas. Dão para todo o terreno. Com amortecedores, pneus largos e rasgados, são capazes de suportar trilhas, buraqueira, lama, empedrados, etc. Considerando algumas das nossas ruas podemos imaginá-las como bicicletas urbanas depenadas e montadas para ir para a guerra. Com algumas alterações e adaptações servem bem a causa.

As speed são o topo de gama das bicicletas. São mais ligadas ao ciclismo de competição, onde o ciclista anda praticamente deitado, todo “aerodinâmico”. Os pneus são fininhos e o peso o menor possível. Não são confortáveis mas muitos insistem em usa-las no dia-a-dia, por serem rápidas.  Possuem mudanças mais pesadas e travões simples porém eficientes. São bicicletas feitas para o asfalto que sofrem muito quando o piso é irregular. Há também toda uma gama de bicicletas rotulados como “touring” que são extremamente bem equipados para longas deslocações e ciclismo utilitário. Estas bicicletas provêm de uma longa linhagem que remonta às décadas de 80 e além. Em alguns casos, representam a mais refinada bicicleta clássica do mercado.

Para quem almeja sobretudo pedalar na cidade a melhor opção é a bicicleta urbana. São as utilitárias da “classe” ou uma espécie híbrida. São bicicletas confortáveis, projectadas para circular em pisos de asfalto ou empedrado, em distâncias curtas a médias e velocidade reduzida a moderada. Tanto podem ser BTT’ês travestidas, speed’s adaptadas, como bicicletas idealizadas para um estilo mais cool. Há uma variedade enorme de cruzamento entre estas categorias e, de facto, alguns dos melhores modelos pendulares no cardume não têm as palavras “comutar” ou “carga” em qualquer parte da sua descrição.

Supostamente, uma bicicleta urbana tem um quadro ergonómico que coloca o ciclista numa posição mais confortável, quase vertical ao pedalar. Tem pára-lamas, bagageiro com porta couves ou alforges e, se quiser, uma cestinha à frente. Os pneus são médios, lisos e oferecem conforto ao rodar. Podem ter protecção de corrente para proteger as calças e selim largo e confortável. Algumas não têm muitas mudanças nem dispõem de bons travões. Falo evidentemente das Pasteleiras, clássicas, rústicas e pesadas. Outras bicicletas poderão ser englobadas no conceito “urbano”, como as Fixas. Minimalistas, têm um desenho antigo, possuem resistentes quadros de aço e não têm sistemas de travagem. Talvez eu tenha deixado uma ou outra fora da lista, de qualquer modo são estas as mais vulgares a circular por aí.

É maravilhoso quando vemos que mais bicicletas específicas para o commuter estão a chegar ao mercado. É uma indicação clara que a opção da bicicleta para o transporte está a enraizar e a crescer. Realmente quem pedala precisa ter em mente que cada bicicleta deve reflectir a cara do dono. Afinal, bicicleta boa é aquela que satisfaz as nossas necessidades e se adapta às nossas medidas. Antes de se decidir, é recomendável dar uma volta e experimentar vários modelos para que esteja ciente que a sua escolha foi acertada. Uma boa sugestão é visitar uma loja especializada.

Pois a Ana dobrou-me a orelha e fez-me vir cá adendar o poste, porque eu não falei das dobráveis, logo eu que aprendi a pedalar numa órbita de dobrar ao meio! Pois tem toda a razão, as bicicletas dobráveis são o tipo de bicicletas mais adaptável a todo o tipo de situações. Dobrando-a em várias partes tornam-se mais fáceis de transportar e de guardar em casa, no trabalho, podendo ser combinada com o uso de transportes públicos. A popularidade destas bicicletas cresceu muito rapidamente nos últimos anos.

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ciclofilia [23] Revolution

This documentary looks into the bicycling culture in Fort Collins, CO. It is a culmination of work by four students at Colorado State University, produced during the Fall 2011 semester under professor Greg Luft.

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destaque do dia

No ano passado, o Metro do Porto transportou mais de metade da população portuguesa. Em 2011, mais de 5,5 milhões de clientes viajaram a bordo do metro, o que representa uma taxa de crescimento superior a 3,5% face a 2010. Com a excepção da Linha Azul (A), todas as linhas da rede de metro registaram um aumento de validações. A Linha Violeta (E) e a Estação do Aeroporto alcançaram o maior crescimento. O período de maior movimento continua a ser entre as 17h e as 20h.

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mais uma do reino da Dinamarca…

e que bem ficava na minha colecção 🙂

Since Copenhagen is one of the most bike-friendly city around the globe we decided to launch this new little project, answering a few quick questions and see if your ride reflects who you are.

DIN CYKEL is the new Project of Copenhagers, to participate you just need to answer the questions listed below and attached a picture of your ride or a picture of you and your bicycle and send it to:

info@copenhagers.com

– Your Name, your age and where you come from

– When and how you got your bike (what’s the story behind it)

– What makes cycling special to you

– Do you think your ride reflects the person you are somehow?

Notes: Everyone can participate in this, no matter where you live or the type of bicycle you have; from a fixie to a cargobike, from a city-bike to your old grandad’s ride.
You can also post picture and answers on our FB Wall right here: facebook.com/pages/Copenhagers/230554507000367 We’ll then update the project page on the website.

We will collect the whole material and this page will be then weekly updated with your stories.

As H.G. Wells once said: ”Every time I see an adult on a bicycle, I no longer despair for the future of the human race.”

Love, Copenhagers

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o carro do meu vizinho

Hoje, mais uma vez fiz prova que na cidade a bicicleta é (ou pode ser!) mais rápida que o carro. O percurso é o mesmo, da Cidade Cooperativa da Prelada ao Hospital de Santo António. O casal meu vizinho sai pouco depois de mim da garagem do prédio no seu VW Polo azul e ultrapassa-me logo a seguir. – Deixá-los ir que não perdem pela demora!, regozijo. À passagem pelo Carvalhido dou com eles embrulhados no nó dos semáforos. Acho que já estarão resignados por serem ultrapassados por um ciclista maluco e perderem assim a “corrida”. Só no mês de Agosto, com muito menos trânsito nas ruas, me conseguem vencer. Chegado ao Hospital, desta vez paro e tento perceber o tempo que iriam demorar a passar. Tive de esperar uns bons minutos e ainda me deu tempo de registar o momento em fotografia.

ó pra eles cheios de pressa!

Aqui o mapa

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