da Cyclepedia à CicloiPadia

O que é interessante na Cyclepedia é observar a evolução visual do design das bicicletas, particularmente a partir de finais dos anos setenta para a frente. Agora há um  livro digital  para os amigos das bicicletas se deliciarem à mesa do café. Foi recentemente lançado para a tecnologia tablet uma completa e interactiva colecção de 100 bicicletas que mudaram a história do ciclismo. Da T&C Pocket Bici, tipo mala de cartão, até à Lotus Sport 110, medalhada de ouro nos Jogos Olímpicos, cada bicicleta é exibida com uma impressionante clareza e detalhe técnico. Rotação de 360º e ampliação 20 vezes de cada componente permite apreciar e comparar todos os elementos desta comemoração da cultura da bicicleta, inovação e design.

Seleccionadas a partir da colecção única de Michael Embacher, de mais de 200 bicicletas, Cyclepedia narra a história fascinante de cada uma. Inclui também filmes de vídeo, folhetos originais, publicidade contemporânea, desenhos de construção, fotos raras e links para os sites dos fabricantes.

Get it here.

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fotocycle [4] Paris Love

pour K. Hurley

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passe a publicidade [?] a toda a velocidade

Podem marcar o dia 7 na agenda. Apesar de as coisas estarem a avançar a um ritmo muito próprio, é quase certo que tudo estará a postos para a grande abertura da Mega Store nesta data.

Os dias têm passado a uma velocidade muito superior à que a tinta leva a secar e por isso o plano de obra tem sido apimentado com algum stress. Coisas da atlanticidade e da tinta rasca (entretanto subsituída por outra de marca de categoria).

Enquanto a tinta seca, vamos adiantando o plano das festas, que consiste basicamente num “apareçam a partir das 16h00 e se vierem de bicicleta e tiverem pernas para mais, inscrevam-se na Alicate de Reis, a primeira corrida vadia do MMM”.

A Sofia Torrão, mestre dos gavetões de madeira e organizadora da coisa, estará por lá para explicar as regras do jogo.

Deixemos por enquanto a duendada entretida com os acabamentos do empreendimento. Não se esqueçam, é Sábado, 7, às 16h.

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uma questão de atitude

Bicicletada de Dezembro – foto de Sónia Arrepia

Andar de bicicleta é bem mais que uma forma de lazer que proporciona bem-estar físico e psíquico. A bicicleta é um simples e provecto meio de transporte. Pedalar faz bem à saúde e garante qualidade de vida. A menos que pedale uma tandem ou se dê uma boleia ocasional, a bicicleta é apesar de tudo um veículo individual e tem o poder de reunir grupos de pessoas, familiares, amigos que ao descobrirem novos caminhos, novas rotas, renovam e consolidam laços de amizade. Quando nos sentamos ao selim e pisamos os pedais todos somos ciclistas. O espírito de solidariedade, o respeito e a honestidade é o distintivo de quem pedala. Quando alguém entra no grupo e não está ao mesmo ritmo dos outros não fica sozinho. Ninguém deixa ninguém para trás.

A bicicleta é uma amiga, confidente e terapêutica. Leva-me para todo o lado e faz questão de tornar o meu quotidiano em algo maravilhoso. Chego ao trabalho bem relaxado. Com ela aprendo a saborear o tempo, a superar os meus próprios limites.  A pessoa que faz da bicicleta o seu veículo de eleição não é a mesma quando volta. Chego a casa menos stressado. Às vezes pedalo sem um objectivo ou um destino definido. Pedalo como que por pedalar, como uma forma de ocupar o corpo com uma actividade determinada e libertar a mente para outras correrias. A bicicleta tem essa capacidade maravilhosa de nos desentorpecer, de nos fazer perceber a real dimensão da distância, do relevo, da temperatura. Ter os olhos abertos, descobrir outras visões da cidade, outras formas de ver o mundo.

Boas pedaladas.

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yes, we do

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na “ciclovia”

Já escrevinhei algures que pratico todos os dias aquilo a que gosto de chamar pedalar no cardume, “car doom” em estrangeiro. Quase sempre prefiro praticar um ciclismo veicular do que pedalar pelas ciclovias, ciclopistas, vias cicláveis, etc. A meu ver, para que a bicicleta seja eficiente na mobilidade urbana é necessário que a mesma seja considerada um veículo, com o ciclista exigindo os seus direitos e cumprindo as suas obrigações, conforme prevê o Código de Estrada. Uma vez exigidas as ciclovias, tornou-se muito fácil, e até cómodo, para quem administra as vias urbanas, tirar a bicicleta do seu espaço conquistado no trânsito como um veículo e colocá-la em cima de passeios, calçadas, caminhos quase sempre partilhados, nivelando a bicicleta nas mesmas condições de mobilidade dos peões e deixando as vias públicas exclusivamente para os veículos motorizados. Como quase sempre as bicicletas atrapalham o trânsito, e existindo mesmo ali ao lado uma via pintada com uma tinta colorida, o legislador encontrou aí um pretexto para tirar as bicicletas da rua. Eu próprio já tive a prova que o automobilista não tolera um ciclista ao seu lado, na rua, achando que o meu lugar seria no passeio, ou na tal ciclovia!

A bicicleta no passeio perde o respeito, a agilidade e a sua importância como um veículo eficiente na mobilidade urbana, transformando-se apenas numa opção de lazer, sujeitando-se ao direito dos peões em utilizar o seu espaço. Um exemplo típico acontece quando as ciclovias são tomadas por pessoas a caminhar, jovens de patins e até em bicicleta a ziguezaguear, animais de companhia, veículos estacionados. A ciclovia compartilhada é um jeito elegante de expulsar o ciclista urbano da rua. Quem utiliza a bicicleta diariamente sabe que a ciclovia compartilhada não é a melhor solução.

Claro que existem ciclovias onde há mais vantagens do que desvantagens, mas a meu ver, nas raras que existem não é justificação suficiente para a segregação das bicicletas. A demarcação de ciclo faixas, com uma largura mínima nos dois sentidos da pista, é um investimento de baixo custo e que permite a inserção da bicicleta no seu espaço natural, no trânsito, resultando daí um deslocamento mais rápido e com maior nível de segurança. Falar da segurança dos ciclistas, justificando a sua criação, a segregação dos ciclistas com a justificação para evitar que sejam atingidos por um automóvel, a mim não pega.

Começando então por falar da segurança dos ciclistas, visto ser esta a justificação que é mais apontada para a criação de ciclovias, torna-se premente circular com cuidados mais que redobrados. Na maioria das vezes as ciclovias são usadas por pessoas que nem sequer andam de bicicleta. É fundamental que todos saibam compartilhar o espaço com precaução, velocidade moderada, e acima de tudo com uma atitude defensiva. Os acidentes com ciclistas que ocorrem com maior frequência acontecem nas ciclovias, nos passeios e vias compartilhadas, onde os automóveis não entram.

Quando eu opto por aproveitar o caminho tranquilo e livre de uma via ciclável, no passeio ou no parque, eu sei que estou a entrar num espaço comum. Se modelo o meu comportamento, espero de todos o mesmo modo de atenção e cuidado. Dependendo quase sempre do momento, e claro que também da bicicleta que esteja a usar, eu gosto de ser livre de poder escolher onde circular, até pela minha segurança, e não é por acaso que às vezes me sinta melhor pedalar na rua, no meio do cardume. E por alguma razão será, penso eu de que…

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ciclofilia [22] dos ciclos

This Short Film was initially made for the Bicycle Film Festival, which travels more than 20 countries around the world. bicyclefilmfestival.com. Enjoy! Thanks for watching!
-The Panchits-

… Riding a bike is having wings on your feet. Entirely free. I feel this intimate relationship with the city, riding fast across it.…

… I ride away smiling. Do you know what life is about? Is about being happy! To ride my bike is my happiness. Are you quite happy? Why don’t  you try it?

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a pedalar pelas crianças do Brasil

Uma crónica inspiradora chega agora ao ritmo da pedalada do outro lado do Atlântico. Um jovem casal inglês, Laura Pollit e Patrick Mottram, ambos de 30 anos e activistas da ONG Action for Brasil’s Children, empreenderam uma viagem conjunta de bicicleta pela América do Sul com o intuito de arrecadar fundos para crianças carentes no Brasil. A viagem conta com o apoio de empresários e de instituições que se interessaram pelo projecto. O dinheiro arrecadado será destinado à construção de centros desportivos e de atendimento ao menor. A jornada começou no Rio de Janeiro e está prevista acabar no mesmo local, em Julho de 2012, após terem passado por todos os países do continente. Por enquanto, os dois já passaram pela região sul do Brasil e também pelo Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Equador, num percurso que já soma 11 mil km.

O casal está neste momento a pedalar pelo Equador e tem ainda pela frente a Colômbia, a Venezuela, o Suriname e as Guianas, francesa e inglesa. Depois disso, voltarão ao Brasil para encerrar a viagem. “Pedalar pela América do Sul é uma grande aventura, pois há muitos desafios, como por exemplo os Andes e a Floresta Amazónica”, disse Laura à Agência EFE.

Os dois afirmaram ainda que foi muito bom realizar a viagem nesta época e deixar para trás a crise na Europa. “É um bom momento para estar longe de casa”, afirmou Mottram, ao lembrar que a aventura começou quando ambos decidiram fazer algo diferente para comemorar seus 30 anos. Os dois destacaram que ficaram satisfeitos por terem encontrado pessoas amáveis e receptivas. Laura lembrou que no Deserto do Atacama, no Chile, os motoristas paravam os seus veículos para oferecer água, comida, ou simplesmente para conversar e tirar umas fotografias.

Apesar disso, ela contou que “pedalar no deserto foi muito duro” e que no planalto boliviano a areia e o vento dificultaram muito as pedaladas. Mottram disse também que eles puderam conhecer pontos turísticos tradicionais, como Macchu Picchu e as Cataratas do Iguaçu, mas que o mais significativo foi estar em lugares menos badalados, principalmente pela simplicidade das pessoas.

Fonte: Agência EFE

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quase 8 da matina, 2 graus lá fora…

Que frio, que nada!

esta manhã no Parque da Prelada, Porto

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bem ao estilo Flintstone

Fred Flintstone já havia prognosticado o nosso futuro. Que haveríamos de circular num veículo familiar movido pelos pés onde uma família inteira poderia exercitar o corpo e, à conversa, explorar novos caminhos.

O Quattrocycle fez a sua estreia europeia em 2008. É uma bicicleta de 4 rodas, uma “Quadricicleta” portantos, movida pela pedalada de uma até quatro pessoas. Cada um dos ocupantes pode individualmente ajustar a alavanca de mudanças, permitindo que todos não só participem na força de transmissão como tenham a possibilidade de ajustar o próprio desempenho como bem entenderem. Cada assento é também individualmente ajustável em altura e comprimento das pernas. Se alguém quiser relaxar apenas tem de se encostar. O homem do leme ocupará o banco traseiro esquerdo e dali controlará o veículo através de dois guiadores verticais. Dessa forma as crianças podem viajar nos lugares da frente e o adulto vigiá-las sem ter que virar a cabeça para trás. Pode também interagir com os passageiros do terceiro banco (opcional). A Quatrocicleta tem quatro travões de tambor operados pelo condutor (os travões frontais são operados por ambas as barras do punho movendo para a frente). Tem uma verdadeira suspensão todo-o-terreno, a qual não só proporciona uma condução suave como é um importante recurso de segurança. Quando se viajar por pisos irregulares esta suspensão evita os solavancos e garante que todas as rodas permaneçam em contacto com o solo. Os pedais estão muito acima das rodas, num estilo “recumbent” contrário ao dos Flintstones, o qual garante que os pés não toquem no chão. Os assentos da terceira fila são opcionais e permitem uma capacidade até 7 pessoas, tal qual um monovolume. Na terceira fila, cada assento tem o seu próprio cinto de segurança mas os seus ocupantes não participam na força da pedalada.

Numa Quadricicleta, todos juntos podem encarar as estradas e pedalar com confiança, em segurança e com todo o conforto de um veículo de quatro rodas. Juntos podem enriquecer o prazer de pedalar uma bicicleta e de usufruir de todas as soluções que nos oferece.

A QuattroCycle é produzida na Holanda, natuurlijk…

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