“Time-lapse showing the disassembly and assembly of a fixed gear bike, in order to paint the frame and other components.”
Azulinha ficaria muito mais bonita, penso eu de que…
“Time-lapse showing the disassembly and assembly of a fixed gear bike, in order to paint the frame and other components.”
Azulinha ficaria muito mais bonita, penso eu de que…
Com Mr. Yehuda Moon desaparecido em combate e a sua Kickstand Cyclery encerrada pra balanço, nos últimos tempos tem sido Ms. Bikeyface a animar as hostes dos meus sítios favoritos e trazido um pouco de humor da wonderland das bicicletas. Aliás, a única coisa que Bikeyface tem em comum com Yehuda, para além de um personagem de desenho animado, é o tema: a bicicleta. Mesmo que Bikeyface pareça mais voltada ao universo feminino, oferece uma leitura divertida, com grande sentido de humor, num blogue interessante e perspicaz a todos que, como a sua autora, experimentam pedalar no dia-a-dia! Bikeyface é uma BD semanal que brinda o leitor com uma espécie de mundo paralelo, onde o que se vivência se materializa em forma de desenho animado, em arte. De arte superior e ricos em detalhes visuais, os seus desenhos são magnificas peças do quotidiano, de uma visão extraordinária da alegria de pedalar, do tormento das ruas, das necessidades e direitos dos ciclistas.
Mas quem é que está por detrás da heroína desta história. Bikeyface, que na realidade é Bekka, pintora e profissional de outras artes que viaja de bicicleta. Sendo natural de Nova Inglaterra e tendo já sobrevivido à gigante Los Angeles, vive actualmente na pacata Somerville, nos subúrbios de Boston. Com a sua bicicleta de estimação e meio ideal de transporte, a quem ela deu o singelo nome de Marlene Dietrich “porque é sensual e feminina”, faz o seu commuting diário em curtas deslocações, longas distâncias ou em lazer. Pelo que consegui saber, Bekka descreve-se como uma “ciclista comum” mas que usa vestuário e calçado inadequado para o ciclismo, com um capacete padronizado e um “sorriso Bikey”. As suas experiências colidem em muito com o que experimentamos numa bicicleta. Descobrimos situações, circunstâncias que ao fim e ao cabo são coisas comuns a todos nós que pedalamos e que desenhamos por palavras, fotografias ou filmes. Eu certamente gostaria de ter um poucochinho do dom do traço que ela tem. A banda desenhada normalmente sai às quartas e é certo que me alegra os dias seguintes. Eu estou sempre ansioso de ver os seus novos desenhos.

Depois de escalado o primeiro prémio de montanha matinal, já em pleno nó do Carvalhido, o meu entorpecimento é acordado pelo sonoro dling-dlong e a saudação do nosso amigo Jacinto.
“Bom dia amigo Paulo”.
É já rotineiro que nos encontremos em parte do seu caminho. Sigo-o e percebo que para o acompanhar tenho de suar bem as estopinhas. Nos seus sessenta e tal anos, o senhor amigo Jacinto pedala cá com uma genica que demonstra a muito boa gente o que é ser jovem! Então, de lá até à Boavista, vamos pondo a conversa em dia e vejo-me ao espelho da sua nova aquisição, ficando a par da sua última viagem a pedais. E como na véspera à noite estive ausente numa comezaina, é quando chego ao gabinete que percebo que na bicicleta mais depressa se fica a par das novidades. Nem a velocidade da Internet é capaz de a ultrapassar.
Li hoje o comentário que o amigo Jacinto me deixou no post d’ontem:
“É verdade Paulo, ontem (segunda-feira) de manhã andei pela marginal de Matosinhos e Porto, e estava um sol radiante embora fresquito. De tarde fui (ida e volta) de bi até Santo Tirso, fui pela Serra da Agrela, maravilha.”
Quem pedala assim não se cansa. Boas pedaladas amigo Jacinto.
Quem viu o dia de ontem e vê o dia de hoje! É uma diferença abismal e não me refiro apenas às condições climáticas com que me deparei esta manhã à saída de casa. Acabadas as mini-férias da Páscoa e reabertas as escolas, uns pingos de chuva bastaram para que a ruas se entupissem de carros. O tráfego automóvel praí que quintuplicou. Ontem, vi ruas livres de trânsito e um sol luminoso que me cumprimentou logo pela manhã. Hoje, um céu cinzento, macambúzio como alguns automobilistas que desesperavam pelo tempo perdido nos engarrafamentos. E eu? Claro que vim para o trabalho na bicicleta e bem equipado para o momento. Vim nas calmas e por todos eles passei com a felicidade estampada no rosto. O tempo entre ontem e hoje? Ora, demorei o mesmo!
Quando se trata de vestuário de ciclismo, é certo que tenho ouvido os mais variados argumentos para este ou para aquele pronto-a-vestir. Pessoalmente, atendendo à finalidade das pedaladas, destino e bicicleta escolhida, adequo a vestimenta à ocasião. Tanto se pode pedalar num estilo casual, como mais ou menos desportivo (não pondo de parte o que é ou não é chique). O estilo estará sempre dependente do bem-estar, da prática, e do aliar o conforto à segurança do ciclista urbano. É o que certa industria tem procurado fazer, e se a visibilidade ideal pode ser alcançada sem o sacrifício supremo da alfaiataria, tanto melhor.
Sporty Supaheroe é uma espécie de segunda pele mas só que digital. Anunciado como um jersey de ciclismo inteligente para o ciclista urbano, o Projecto Utope, uma colaboração entre o designer Wolfgang Langeder e a divisão de circuitos stretchable Fraunhofer IZM, pretende com esta farpela toda xpto conciliar o estilo, o conforto e a segurança, dizem! É um casaco leve, de design sofisticado, que integra um sistema portátil electrónico e diferentes tipos de sensores que estabelecem uma interface entre o corpo e electrónica. A jaleca é feita de algodão orgânico com camadas resistentes à água mas que não sacrificam a ventilação. Fabricados em várias cores, incluem painéis flexíveis com 64 led’s RGB embutidos no tecido, posicionados na parte superior ao longo dos braços e tronco, que emitem uma variedade de padrões luminosos dependendo das circunstâncias. Um sensor de aceleração integra um giroscópio que acompanha o movimento pedaleiro do ciclista, transmitindo informações luminosas para que todos o possam ver. Por exemplo, o painel traseiro revestido com led’s exibe um intenso brilho vermelho na travagem e pisca para o lado que o ciclista se inclina quando muda de direcção. Para além de outras mariquices, a jaleca incorpora vários modos de exibição, como a simples luz branca nos painéis frontais do casaco ou cintilar como se fosse uma árvore de Natal, levantando algumas questões. Eu não sou nenhum especialista em segurança, mas fica na linha entre a ser-se visto e se tornar numa distracção. Muito possivelmente a vestimenta também integra uma bateria. Englobado numa colecção sportswear de tradicional roupa masculina, será supostamente lançando este ano, embora ainda não haja notícia de datas de lançamento e preços. Ainda assim, é um conceito futurista com um design atraente. Será fascinante ver o artigo acabado e, mais importante, como ele se comporta!
foto: Fabio Teixeira
Breve documental acerca de la historia del Bikepolo. Curioso y desconocido deporte
A nova loja do Mercado Municipal de Matosinhos quer ser o santuário da cultura da bicicleta, das novidades ao vintage.
Caminhar pela zona portuária da cidade de Matosinhos pode ser uma experiência de realidade paralela. Ao longo da paisagem as bicicletas estacionadas amontoam-se. Ao longe, na ponte móvel, passam como bandos de ciclistas intermitentes a completar a paisagem, pelotões muito longe do prémio da montanha mas com o espírito todo nos pés. E quem se aproxima da “Velo Culture” corre o risco de se sentir automaticamente parte destas corridas.
“Tudo isto é paixão pela bicicleta e isso é cultura.” Este é o lema dos donos da loja, três sócios criados no seio do activismo da mobilidade sobre rodas e bloggers influentes na cultura do pedal portuense. Falamos de Sérgio Moura, arquitecto, Hugo Cardoso, jornalista, e Miguel Barbot, consultor. Dizem que a paixão em comum os uniu mas que foi a danada da crise a servir de gatilho para a loja, aberta ao público depois de menos de um mês de preparações.
“A nossa loja é muito diferente das outras porque é destinada a quem gosta verdadeiramente de bicicletas, não como desporto, mas pelo objecto em si.” Miguel Barbot, responsável pela imagem da Velo, garante que nestes primeiros meses de existência já tiveram todos os tipos de público, mas o seu preferido é o “utilizador diário”, aquele que “mais dá valor à estética e alma da bicicleta”.
Na Velo Culture os velocípedes são mais do que simples de guiadores+pés-nos-pedais+rodas. Há modelos clássicos, bicicletas novas inspiradas nas antigas ou até as utilizadas há décadas atrás pelos mensageiros e estafetas – tudo inspirado no espírito velo, claro, mais do que um gosto pelo objecto vintage, um estilo de vida sobre rodas sem motor – e coisa mais na moda é difícil.
Os critérios de selecção para os modelos em loja são simples: nada de monos e nada de comum. “Não vendemos aqui qualquer coisa” é o imperativo, e as bicicletas de supermercado estão proibidas. No interior podemos encontrar bicicletas de cidade, altas, de quadro largos e traços clássicos. Não faltam também acessórios, materiais diferenciados e até uma marca de roupa própria. “Trabalhamos com especialistas que nos fazem produtos de artesanato de alta qualidade, baseados na tradição portuguesa.” É o exemplo dos cestos de carga, objectos originais de valor acrescentado, com forros diferenciados e aplicações em pele para os mais exigentes.
Já na roupa, a ideia passa por conjugar o uso diário e informal com a utilidade móvel. “Para nós faz todo o sentido ter roupa porque somos acima de tudo uma loja de estilo de vida.” Barbot dá o exemplo da roupa de mulher, vestidos de cortes modernos e toque casual. “A ideia é não ter que mudar nada, ter sempre alguma aplicação que torne o uso da bicicleta mais fácil.”
Apesar da aposta decidida neste novo conceito, os responsáveis garantem não querer inventar a roda. “O espírito velo representa um certo catecismo da bicicleta, vamos continuar a militar a cultura do ciclismo feito de suor, sangue e lágrimas”.
do outro lado: “Tou… pai! Posso ir almoçar contigo?”