ciclofilia [38] Bicycle Portraits – Sina Mabeta

 

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o que é tradicional é bom

Basta um quarto d’hora sentado numa esplanada junto a uma das mais concorridas vias cá do burgo à beira mar plantadas, enquanto se degusta um café num Domingo de manhã, para se dar conta do desequilíbrio entre os vários géneros de bicicletas que por lá passam. Não será um “diz-me com que bicicleta andas, dir-te-ei que ciclista és” mas apenas a constatação da discrepância entres as biclas urbanas e as restantes, as desportistas. E nem é necessária muita paciência para as contabilizar.

O velocipedismo é uma forma legítima de transporte, acessível e usado por muita gente que simplesmente monta qualquer tipo de bicicleta. O que desencoraja muita gente usar a bicicleta para a sua verdadeira função, a de transporte, é a falta de condições de segurança e outras acomodações que façam deste meio de locomoção mais prático e seguro. Outra desigualdade que ainda se nota mas que tende a diminuir é o número de mulheres que pedala.

Douro Bike

Não é difícil perceber porque algumas pessoas dizem ser desencorajadas a pedalar, pois há toda uma série de problemas que enfrentam quando tentam encaixar o ciclismo no seu quotidiano. Não esquecendo as questões práticas, a segurança e a comodidade, outra questão é a escassa oferta de cicloprodutos para satisfazer as necessidades relacionadas com esta área do velocipedismo tradicional. E com razão, porque, em geral, os produtos de ciclismo são mais orientados à prática desportiva, o que me leva a falar de um lugar estranho para muita gente: a loja de bicicletas.

SUB 954

Entrar numa loja de bicicletas de uma qualquer mega superfície é como penetrar num mundo de sonho para muitos ciclistas mas numa loja de aberrações para outros. Elegantes bicicletas de corrida, máquinas todo-o-terreno estrategicamente posicionadas perto da entrada, carbono reluzente a revestir montras, uma panóplia de ferramentas e produtos de manutenção, com destaque para a navegação, são exibidas. Um gajo perde-se e nem sabe para onde olhar primeiro, no entanto poucas ou nenhumas bicicletas de aparência tradicional, traçado clássico, patine antiquada e outras mais modestas estão amontoados a um canto. Informalmente, os clientes procuram quem dê informações, orientações que muitas vezes lhes são dadas sem o devido conhecimento e profissionalismo. Para piorar a situação, muitas das técnicas de vendas que usam enfatizam mais o aspecto técnico das bicicletas, orientando muitas vezes a tomada de decisão para a compra de um produto caro sem que estejam realmente interessados se aquela bicicleta que estão a tentar vender é a ideal para atender a finalidade e estilo de pedalada do cliente.

Velo Invicta Capas Peneda

As lojas mais antigas, as de rua, o chamado comércio tradicional, vestem frequentemente outro tipo de cliente. Há outra simpatia e know-how. A superfície de exposição é muito menor, são escassos os produtos expostos, para além de pó as prateleiras estão cobertas de coisas boas. Parece até que a sua atmosfera é suficiente para atrair clientes. Tem um ambiente hospitaleiro, espaço suficiente para alinhar meia dúzia de biclas. A menos que a loja empregue pessoas do sexo feminino, a bicla mais vistosa é a que ostentará a vitrina. Ali os termos técnicos são explicados com sabedoria, procura-se entender a escolha ideal, há cortesia com o consumidor, assume-se o risco de atender as necessidades do cliente sem o pejo de ter de indicar a concorrência se assim tiver de ser.

Megastore Velo Culture

Poderiam as lojas e o marketing da bicicleta contribuir para o aumento do número de ciclistas e consequente adopção deste modo de transporte? A tendência actual é que os proprietários e gestores reexaminem estratégias e conceitos para as suas lojas, em termos de oferta e de acolhimento dos clientes, como uma boa forma de aumentar o negócio e tornar a bicicleta ainda mais atraente. Implementar as mudanças de conceito necessárias para divulgar a bicicleta como uma forma adequada de transporte. Ajudar a fazer da bicicleta regularmente uma parte das nossas vidas.

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bici’stória [4] um tórrido postal amoroso

“Printed in France, mailed from Olhão (not Bilbao) to Lisbon, Portugal at the end of December 1927. He has quite a fine tweed suit, and her oxfords and teal dress are really divine! Why weren’t any of the dropped bars wrapped back then? Google Translate confirms the note is written in Portuguese; on the front it introduces Joana (Joanne would be the English version of the name) and her travelling companion, and on the back…”

“To the young girl, Maria Joana Quintino, Belém, Lisboa

Olhão, 30-12-1927. Dear little cousin, have a happy new year full of prosperity and ventures it´s my ardent desire from your cousin who want see you little better and give to you many kisses.
(sign) Maria dos Reis”

No post original, onde descobri esta valiosa relíquia, a autora do blogue (loopframelove.blogspot.pt) pensou tratar-se de um tórrido postal amoroso!!! 🙂

“… apparently Google Translate really sucks!”


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in Cycle Style

Um fotógrafo alemão pedalou 5 mil km num ano para registar imagens de alguns dos ciclistas mais interessantes da capital britânica.

“Sempre fui fascinado pela enormidade da subcultura ciclista de Londres. Eu adoro a substância que se encontra na cidade, as diferentes origens, as roupas únicas, não se encontra isso em qualquer cidade”, disse Horst A. Friedrichs.

Por não gostar de conduzir, ele próprio ia de bicicleta de sua casa, em Kingston-upon-Thames, nos arredores de Londres, até à capital para tirar as fotos que agora fazem parte do livro Cycle Style, da editora Prestel. “Para mim, pedalar representa liberdade. Carros só trazem stresse, dependência, impostos.”

Entre as pessoas retratadas por Friedrichs, que se considera mais um fotojornalista que um fotógrafo de moda, estão o dançarino Para, ao lado de sua bicicleta folheada a ouro, e participantes da Tweed Run de 2011, evento descrito como “um passeio de bicicleta metropolitano com um pouco de estilo”.

Outra das fotos mostram um ciclista com uma tatuagem no braço que diz: “Ride it Like You Stole it” ou “Pedala como se a tivesses roubado”, em tradução livre. “Usar bicicletas para se locomover em cidades já foi visto como uma coisa hippie, mas isso mudou. Elas são o transporte do futuro”, diz Friedrichs.

Fotos: Horst A. Friedrichs/the5th floor

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bicicleta de recados

Na minha bicicleta de recados
eu vou pelos caminhos.
Pedalo nas palavras atravesso as cidades
bato às portas das casas e vêm homens espantados
ouvir o meu recado ouvir minha canção.

Na minha bicicleta de recados
eu vou pelos caminhos.
Vem gente para a rua a ver a novidade
como se fosse a chegada
do João que foi à Índia
e era o moço mais galante
que havia nas redondezas.
Eu não sou o João que foi à Índia
mas trago todos os soldados que partiram
e as cartas que não escreveram
e as saudades que tiveram
na minha bicicleta de recados
atravessando a madrugada dos poemas.

Desde o Minho ao Algarve
eu vou pelos caminhos.
E vêm homens perguntar se houve milagre
perguntam pela chuva que já tarda
perguntam pelos filhos que foram à guerra
perguntam pelo sol perguntam pela vida
e vêm homens espantados às janelas
ouvir o meu recado ouvir minha canção.

Porque eu trago notícias de todos os filhos
eu trago a chuva e o sol e a promessa dos trigos
e um cesto carregado de vindima
eu trago a vida
na minha bicicleta de recados
atravessando a madrugada dos poemas.

poema de Manuel Alegre

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“quando biclas também googlas?”

O maior, brum-brum, motor de busca do mundo virtual, tio Google, é conhecido por ser um bom patrão. Tido como um dos melhores lugares para se trabalhar, o campus da empresa e os seus escritórios possuem características fantásticas como mesas de bilhar, cafés, microcozinhas e uma parafernália de outras coisas bué de fixes para garantir que os seus funcionários trabalhem contentes e felizes.

No ano passado, a empresa Google lançou um concurso entre os seus trabalhadores para reformular e substituir a velha frota de bicicletas espalhadas pelo complexo. A ideia era criar uma bicicleta de baixa manutenção, fácil produção e utilização, acessível, confortável e segura, e acima de tudo ser imediatamente associada à empresa, teria de ser “Googley”, daí o esquema de cores. Entre as propostas que recebeu, entre elas uma réplica da Penny farthing-bike do sec. XIX, a que venceu o concurso tem um estilo mais conservador, sendo semelhante a uma beach cruiser aliada ao tradicional estilo de bicicleta urbana. A G-bike é uma bicicleta de aço, com cesta, campainha, pára-lamas e protecção de corrente. David Fork, membro da equipe vencedora, disse que para além de seguir à risca os critérios estabelecidos teria que dar à bicicleta um aspecto divertido. A equipa recebeu um vale de 500$ para gastar numa loja de bicicletas local mas ironicamente não conseguem descobrir como gastar a massa. Já no próximo mês terão o prazer de ver a sua criação salpicar de cor o complexo. A empresa pretende satisfazer as necessidades dos seus mais de 10.000 funcionários de se deslocarem da maneira mais fácil que existe, que é ter sempre uma bicicleta à mão… e ao pé!

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passe a publicidade [22] Foffa bikes – A day in Antwerp

Podia ser no Porto, no porto de Matosinhos…

Foffabikes. Quer saber como, pergunte ao homem que não tem três letras no nome.

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o Cycle Chique e o Cycle Choque

No Sábado houve Cycle Chique

Minibus ou a capacidade de carga que uma bicla tem em “Um passeio em família”

Cycle moves e o fotógrafo regista

Bem comportadinhas, no Velo Culture bike rack, à espera dos donos

Depois, ontem, tive um Cycle Choque!

A aguardar a debandada dos gnus…

O dia era da Terra e o cenário foi este: entre terra queimada e as cores do litoral

Olha, outra piscina olímpica!…

… onde aqui o tonso havia de meter a pata na poça!

Tempo de uma merendinha rápida à beira rio. O rio é o Neiva.

“Oh pá, cuidado com os cornos… com o capacete!”

E à chegada, no bike wash, fui encontrar Mr. Tiago, the Alley Cat champion.

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ciclofilia [38] nonna lina riding bike extreme freeride

La signora Lina scende in bicicletta su monopedale con le borse della spesa. Quando si parla di bicicletta da discesa o di ciclismo estremo spesso pensiamo alla velocità in bicicletta. In inglese la chiamano bike extreme, in discesa per le scoscese montagne una mountain bike estrema scende in downhill…. Cosa dire di questa signora con la borsa della spesa e su un lato solo della bicicletta? Freeride allo stato puro, la nonna ciclista più spericolata che io abbia mai visto!

Complimenti (meus também) a Nonna Lina.

www.morettafanese.it

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situação caricata e não menos embaraçosa da manhã

Bem cedo, o pai teve a necessidade de sair de carro. Chave de casa, chave do carro, casaco e porta fora. Já no regresso a enervante luz de reserva que se acende no tablier. Há que ir novamente abastecer o glutão. Não foi à estação de serviço mais próxima de casa mas àquela que o seu clube do coração o beneficia com cêntimos de desconto pela filiação. 1,709€ a gota! Nem tuge nem muge, 20 euritos e uns trocos deram apenas para 12 litros. Fechado o carro, lá foi ele pagar, mas… e a carteira! A carteira…!!! Ó diacho, querem lá ver! Então não é que o parvo se esqueceu da carteira! E agora!? Perguntam vocês, como é que te desentalaste? Ora, peguei no telemóvel, despertei o Rafa pr’ai do seu 2º ou terceiro sonho húmido e pedi-lhe que viesse socorrer o velhote de mais uma enrascada. E ele foi, ao fim de 15 minutinhos chegou na sua bicicleta, à chuva, ensonado, trazendo a minha carteira no bolso. Como prémio degustou uma recheadérrima bola de berlim.

Conclusão, a bicicleta outra vez na história porque ela não tem reserva.

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