can’t miss [1] beautyandthepen

Two wheels are better than four

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levar uma buzinadela!

Isso acontece com alguma frequência quando visto a pele do ciclourbano, mas mais quando me enfio no spandex do ciclodesportista e vou pedalar estradas fora. Nada de anormal, é um alerta importante sempre que nós, ciclistas, vamos ser ultrapassados por duas toneladas de metal em excesso de velocidade. Como tal, é uma conduta adequada do automibilista para nos precaver contra a forte probabilidade de um qualquer susto. Por outro lado o barulho constante da buzina chateia que se farta e aumenta a irritação dos que seguem tranquilos na sua.

Às vezes vou estando atento a alguns comportamentos nas estradas, comportamentos que também vou tendo. Um deles é quando pedalamos lado a lado. Não há nada de errado quando pedalamos lado a lado, no entanto a lei diz que a bicicleta, um veículo que se move devagarinho na estrada (nem sempre a mais de 30km/h!!!), deve circular o mais possível à direita, junto à berma da estrada, porque andar lado a lado na faixa de rodagem pode impedir o fluxo normal do tráfego, ouço dizer! Ora, eu gosto de ver os ciclistas usarem o espaço da faixa de rodagem, essencialmente por uma questão de direito e segurança. Portanto, quando os carros não estão por perto, os ciclistas tendem a andar lado a lado e ter conversas de ocasião. Este aspecto social do ciclismo é uma das coisas que atrai as pessoas para o convívio. Nós não estamos apenas a pedalar, estamos a ganhar algum tempo de qualidade com os nossos amigos.

Quando surge um automóvel que nos pretende ultrapassar “dá-nos” uma buzinadela avisadora e, em segurança, os ciclistas realizam duas coisas: O que pedala mais próximo da berma desloca-se para trás ou para a frente, abrindo espaço para que o que pedala no interior da faixa entre na fila única, libertando assim espaço para o automobilista proceder, em segurança, à ultrapassagem. Assim deve ser, mas infelizmente nem todos os automobilistas e ciclistas têm esse comportamento assertivo. O que muitas vezes sucede, quando um carro surge rapidamente e buzina de forma ameaçadora, é gerar no ciclista uma reacção contrária. Nos casos mais graves o ciclista tem mesmo repulsa em lhe abrir caminho, o que origina conflitos desnecessários. Não podemos fazer isso pessoal, as coisas já são complicadas o suficiente nas estradas entre as biclas e carros sem precisar de aumentar a animosidade.

É claro que infelizmente há automobilistas estúpidos mas isso não justifica um comportamento adverso da nossa parte. A buzina é um importante instrumento de comunicação no trânsito e deve ser usada com moderação para chamar a atenção quando é necessário. Então, da próxima vez que um desses apressadinhos use a buzina como a extensão da sua frustração devemos fazer o que é suposto fazer. Interromper a conversa, facilitar a ultrapassagem, esperar que o carro passe e prossiga, para que nós possamos retomar a conversa. Dessa forma a pedalada decorre sem atritos, criando mais boa vontade entre os ciclistas e os automobilistas. Sem stresses… pelo menos até o próximo cão… dutor aparecer!

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fotocycle [15] Porto de encontro

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a pedalar se vai ao longe e com menos dinheiro

Há quem vá do Porto a Lagos, há quem se fique por Odeceixe, há quem percorra cem cidades de Portugal e há quem chegue a Macau. Clara Silva falou com viajantes de duas rodas

Tanya Ruivo e Rafael Polónia saíram de Ovar a 26 de Setembro de 2010 com o objectivo de chegar a Macau de uma forma diferente: a pedalar. Sete meses antes, o casal já tinha ido a Istambul de bicicleta sem nenhuma preparação especial. Para esta viagem também não foram precisos meses a fio em aulas de RPM num ginásio. “Costumávamos brincar com quem nos ouvia falar desta viagem dizendo que ninguém treina para ir a Fátima a pé”, escrevem num mail que enviam do Vietname. Pelo caminho já passaram por países como a Síria, a Turquia, o Irão, o Quirguistão e o Laos. “O Turquemenistão foi o mais difícil, pelo imenso calor, a falta de sombra, de água e comida e pelo facto de termos de o atravessar em cinco dias com 48 graus”, recordam. O objectivo é estarem em Macau no dia 6 de Maio, até porque têm voo de regresso a Portugal no dia 13. O casal vai pondo notícias das viagens num blogue (www.2numundo.com) e dá algumas dicas a quem pensa viajar desta forma. Para eles, de bicicleta “vai-se longe e com menos dinheiro”. Além disso, “não há janelas que nos dividam do mundo, levamos com o vento, a chuva, o sol, a poeira…”, dizem. “Não contribuímos para a guerra do petróleo.”

O mesmo pensou Augusto Lemos, de 61 anos. O professor e a mulher, Maria da Conceição, de 56 anos, fizeram em 2009 uma viagem que os levou de bicicleta do Porto a Lagos, 663 km divididos por 13 etapas. “Já viajei pela Holanda, fui de Amesterdão a Bruges, e fiz também o famoso Danube Bike Path, que é uma ciclovia que acompanha o rio Danúbio.” Mas não pense que Augusto é um atleta. “Só comprei a minha primeira bicicleta no dia em que fiz 40 anos”, confessa. De resto, costuma fazer todos os dias pequenas deslocações entre casa e o trabalho, tal como a mulher. Isso não os impediu de chegarem ao Algarve numa aventura que durou 12 dias e que pode ser lida em debicicletaapedal.blogspot.com.

Laura Alves, jornalista freelancer de 34 anos, também não precisou de preparação física para se lançar à estrada, de Lisboa a Odeceixe, na Costa Vicentina. “Era uma ideia que já tinha há algum tempo na cabeça, apesar de não ser uma pessoa muito desportiva”, conta. Juntou-se a dois amigos e foi à aventura durante cinco dias em Junho do ano passado. “Acordávamos e começávamos a pedalar às 10h/11h. Combinámos que não se pedalava entre as 13h30 e as 16h30, à hora de muito calor”, diz. No caminho faziam paragens para ir à praia e tirar fotografias. “Planeámos as coisas mas não de maneira muito exagerada, de maneira a saber onde havia parques de campismo.”

Paulo Guerra dos Santos, de 39 anos, planeou bem a viagem que fez de bicicleta por Portugal em 2010. Foram 4520 km em quatro meses, e em cada dia visitou uma cidade diferente. As suas aventuras estão num blogue (100diasdebicicletaemportugal.blogspot.pt) que foi acompanhado por tanta gente que Paulo só teve de ficar numa pensão durante dois dias. “Telefonaram-me várias pessoas a oferecer sítio para tomar banho, jantar e dormida”, recorda o engenheiro de estradas. “E também fiquei em quartéis de bombeiros.”

Em 2008, para a sua tese de mestrado (“Contribuição do modo BICI para a gestão da mobilidade urbana”), decidiu andar de bicicleta em Lisboa durante 100 dias. “Percebi que dois terços da cidade são planos e comecei a usar a bicicleta.”

Hoje em dia está envolvido em vários projectos, como o site ecovias.pt.vu, que reúne várias sugestões de percursos por Portugal. Lisboa – Badajoz é um dos que já estão concluídos, com 330 km. “Em Junho, para o promover, vou desafiar uma figura pública que só tem bicicleta há pouco tempo a fazê-lo.”

Entretanto já faz planos para 2015: “100 dias de bicicleta pela Europa, entre Lisboa e Helsínquia.”

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velo… cidade!

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a simple machine, like the lever

An interview with Evan P. Schneider, author of the novel “A Simple Machine, Like the Lever”. Film and interview by Ben Parslow, for propellerbooks.com

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um brinde de simpatia

Não sou muito entendido nas relações humanas mas desde que recomecei a pedalar e a frequentar o mundo das bicicletas percebi que os seus utilizadores, embora focados na mesma prática de dar ao pedal, detêm algumas características e comportamentos muito distintos uns dos outros. Antes de optar definitivamente pela bicicleta como meio de transporte, o ciclismo era basicamente para mim um desafio, uma diversão, uma prática desportiva. Pelo menos nas minhas pedaladas, a solo ou em companhia, percebi que quem pedala estrada fora tem uma espécie de conduta, de auxílio e partilha invulgares. Na estrada nunca encontrei uma comunidade tão unida e receptiva quanto a dos ciclistas. Na viagem, os guerreiros do asfalto, os aventureiros de todo o terreno, a malta chique e fixe, toda a massa crítica troca muitas informações a respeito das biclas, das experiências, de moda, apetrechos, rotas, sucessos, dicas, lugares porreiros para pedalar e por aí fora. Não se economiza na informação e cada um adquire coisas boas das pedaladas. Por exemplo, quando ciclistas, velocipedistas chamemos-lhes assim, se encontram a fazer um passeio todos parecem ser amigos de infância quando na realidade muitos deles estão a conhecer-se naquele preciso momento.

Nunca fiz parte exclusiva de um grupo. Gozo do prazer de pedalar sem ter a necessidade de me integrar numa tribo. No mundo das bicicletas uma característica interessante e que me atrai é que não existe distinção entre nós. Um velocipedista que tenha uma bicla rasca pedala ao lado de outros com verdadeiras máquinas. O gosto pelo pedal é o ponto comum e isso me basta. O resto não tem tanta importância, por isso e em toda a circunstância, qualquer pessoa que pedale ao meu lado é bem recebido e ateia ainda mais a minha paixão pelo velocipedismo. A única diferença que existe dá-se na diferença de andamentos, mas nisso sou eu que terei de me ajustar.

De acordo com a modalidade de pedalada que pratico opto pelo equipamento mais confortável, e refiro-me tanto na vestimenta quanto à bicicleta. Se quero andar depressa, treinar um pouquinho as pernas e fazer longas pedaladas, então monto na gOrka, a minha elegante bicicleta de estrada. Quando encontro um grupo de “speedeiros” pelo caminho todos me recebem bem e pedala-se em conjunto. Para bater terra de pá e pica ou curtir uma paisagem, a velhinha Etielbina ainda está boa para as curvas. Em breve terá nova oportunidade de sair da arrecadação e sujar os pneus. Para as rotinas diárias, ciclourbanas, à chuva e afins, com muito peso nas bagagens, prefiro a mordomia da Maria Del Sol, a jeitosa bicla da minha amada. E ultimamente, não só para invejar meio mundo como para sentir a fibra de que são feitas as pernas, com a singularidade de um pedal pesado, tenho Sua Alteza, a desafiadora bicla vintage que me incentiva e motiva pela cultura da bicicleta, porque simplesmente pedalar é o que me basta.

Na bicicleta, e não importa qual, considero-me um privilegiado, pois tenho obtido alegrias e bons momentos com a prática da velocipedia. E em nenhuma outra prática, me arrisco dizer que em nenhuma outra área da minha vida, fiz tantas amizades e encontrei tanta gente porreira e de bem com a vida. Independentemente de qual tribo possa vir a fazer parte, todos os velocipedistas, ou pelo menos todos os que conheci e são bastantes, têm em comum o senso prático, a simplicidade, o gosto pela liberdade, o respeito e a defesa pelo meio ambiente, a solidariedade, a amizade e certamente uma profunda paixão pela bicicleta. Depois de mais um ano a pedalar, vivendo tantos desafios e oportunidades de mudança, sinto que não mudei, porque não mudei o meu modo de ver o mundo e tudo a meu redor. Muitos dos meus valores já existiam, outros foram substituídos pelo caminho que escolhi, pelo passeio que fiz e principalmente pelo relacionamento humano ganhei. Sinto-me bem porque estou em constante movimento, com naturalidade e bom humor. Veremos se me resta fôlego para quarenta e seis velas!…

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foi você que pediu um Porto Vintage?

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a master piece: Boy

This heart-warming short film about cycling is by Prasanna Puwanarajah – winner of the British Airways Great Britons competition. It stars Timothy Spall and has some great shots of the new London Olympic Velodrome. Put the kettle on and have a watch… Ride On!

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ciclofilia [37] We Pedal – Greece 2012

This isn’t a film about what separates each cycling genre/sub culture but about the one thing that should unite us…passion for riding.

Set in Greece(2012) We Pedal is a documentary about our cycling culture. From the people that build bikes, sell bikes, work with bikes, compete with bikes or simply ride them for fun this is our take on what makes them tick…or more appropriately what makes them pedal.

For more info, photos and the upcoming release follow us on:

facebook.com/WePedal

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