fotocycle [31] fotoGInica (só faltava este 31)

“A pintura, a bicicleta no sítio certo, e o meu olhar, no momento exacto … matching point. :)”

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roda livre

A Roda Livre é uma das empresas de estafetas que pedala pelo Porto e arredores a entregar encomendas de uma forma apaixonada e amiga do ambiente.

No próximo dia 14, a Roda Livre vai fazer uma festa no jardim da Guesthouse Porta Azul, um sítio fantástico no coração da cidade. Antes haverá um passeio de bicicleta pela cidade. Para se juntar ao passeio, terá apenas de fazer a inscrição através do mail, evento.rodalivre@gmail.com. Deverá referir nome e contacto telefónico. Número de inscrições limitado a 100 pessoas.

Para quem não participar no passeio de bicicleta, pode aparecer na festa a partir das 16:30h.  Vamos ter boa música, muita animação, biclas e coisas giras, e parece que os nossos amigos iNBiCLA vão oferecer uns mimos mesmo porreiros. É para não perder.

 http://www.facebook.com/events/385318031516521/

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ciclofilia [48] Anjou Vélo Vintage 2012 – La Rando

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tourminator

A Saga(n) continua… e agora com campainha “para avisar que vai passar…”

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can’t miss [9] bikeportland.org

With six kids and no car, this mom does it all by bike

Emily Finch, mãe de 34 anos, aprecia claramente o desafio da bicicleta e transporta diariamente a sua família numa bicicleta de carga, especialmente desenhada para a maioria das suas necessidades de transporte. Ao invés de conduzir um automóvel, usa uma bakfiet, ou bicicleta de carga, para executar as tarefas mais rotineiras como transportar os seus seis filhos (a reboque a bicla da filha mais velha).

Nem sempre foi uma ciclista, mas ao longo da sua experiência começou a questionar a sustentabilidade de seu estilo de vida. Inicialmente achou cansativo pedalar com todos os seus filhos, mas manteve-se persistente e é agora “mais uma com uma bicicleta”.

Além dos benefícios ambientais e financeiros de não usar um carro, esta mãe refere que esta prática lhe arrebitou a consciência, a ajudou a perder peso e permite estar para mais perto da sua prole.

Ela disse que o ciclismo a tem beneficiado, a si e à sua família, de várias maneiras.”Eu realmente não sei explicar. No final do dia a minha bicicleta só me traz felicidade”, diz ela.

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fotocycle [30] hot n cold

Larissa Riquelme!? 😀

Não!!! É Katy Perry


Cause you’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down

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“uma jornada de mil milhas começa com um único passo”

Eu não era um tipo pesado, mas era bem mais pesado do que sou agora. Também não era propriamente gordo, mas sou hoje mais delgado do que era, digamos, há seis anos atrás. Por causa do ciclismo estou pelo menos vinte quilos mais leve. Não estou mais jovem, e continuo guloso, mas hoje sinto que estou mais forte do que já estive na minha vida.

Não é fácil começar a exercitar-se quando não se fez nada durante anos. É difícil, eu sei, e na bicicleta não é diferente. Ela cansa, faz suar, intimida. Mas os benefícios que as pedaladas nos proporcionam são imensos. Já testemunhei vários exemplos nas quais pessoas “fora de forma” reencontraram na bicicleta a força e o rejuvenescimento.

Para redescobrir a bicicleta, como daquela primeira vez em que era criança, apenas tem de dar um passo de cada vez. Mesmo que não tenha exercitado nos últimos anos. Não há nada de científico. Uma vez sentado no selim e com o guiador nas mãos, um pé no pedal, depois o outro, sentirá a magia a voltar. Se não tiver certezas qual a melhor bicicleta, se sentir oprimido pelos avanços tecnológicos dos últimos anos, não vá comprar uma bicicleta top. Praticamente qualquer bicicleta serve, até aquela que guarda coberta de ferrugem, ou um modelo concebido para o sexo oposto. Se não tiver uma, procure uma bicicleta barata, do seu tamanho, na qual se encaixe confortavelmente e experimente-a.

Se o fizer sentir mais seguro use um capacete e o equipamento que entenda necessário. Procure pedalar ao redor do bairro, numa ciclovia ou numa rua calma. Uma pedalada de 20 a 30 minutos diários já uma boa meta. Não pedale a bicicleta a um ritmo que não esteja habituado. Livre-se de querer imitar os ciclistas mais experimentados com que cruza. Terá tempo para fazer isso.

Como é que se sente ao fim de duas semanas? Já dá para sentir a diferença e maior confiança, não é? Nas semanas seguintes será capaz de andar mais. Talvez 45 minutos a uma hora. Tente pedalar mais. Tente empurrar o seu limite um pouco mais. Já estará a sentir-se mais forte, a dormir melhor. A pesar menos na balança e na consciência. Provavelmente já perdeu um quilo ou dois. Estará mesmo a considerar aventurar-se em pedaladas por áreas vizinhas, ir até espaços abertos. Quem sabe a pensar naquela bicicleta gira que viu exposta numa loja do mercado!

Importante é não parar nesta fase. Não é porque se sente melhor que vai abrandar o ritmo. Lá pela quinta semana, sei que vai querer experimentar um passeio mais longo, quem sabe à beira mar numa manhã de Domingo. Já terá vontade de partilhar umas pedaladas com amigos e conhecer outras pessoas que compartilham o mesmo vicio. Falar sobre bicicletas, segurança, regras da estrada e essas coisas!

Talvez seja difícil me fazer explicar, mas acho que nessa altura a nossa mentalidade parece se ajustar aos nossos procedimentos. Pensamos o nosso corpo de uma forma diferente. Mais aventureira, talvez! Afinal a idade é um mero estado de espírito.

Pronto, já descobriu que o ciclismo é bom. Após dois meses de se ter aventurado na bicicleta, descobriu que para além de estar mais aprumado, na realidade está se divertindo. Já vai estar a pedalar dezenas de quilómetros por semana. Perdeu peso e conheceu pessoas porreiras, mas… a velha bicicleta simplesmente não está a acompanhar o seu espírito jovem e aventureiro. E isso é uma coisa boa. Não há volta a dar-lhe! Ao cobiçar as bicicletas dos outros vai imaginar-se numa bicla toda xpto, a deslocar-se para o trabalho, a trazer as compras do supermercado, a conquistar trilhos e estradas. Talvez seja de facto a hora de visitar uma loja de bicicletas respeitável. Uma boa loja irá aconselhar e vender-lhe a bicicleta que melhor se adapte às suas necessidades. Procure uma boa recomendação e explique ao vendedor o tipo de pedalada que mais pretende fazer. Estabelecer um orçamento é essencial. Compartilhe com ele as suas vontades e objectivos que tem para a bicicleta. Uma boa explanação sobre a manutenção da bicicleta e como pedalar com segurança são de valorizar.

Agora já é um ciclista. Vá andar de bicicleta, sozinho ou com os seus amigos. Conquiste as estradas e trilhas. Seus dias de modorra no sofá e de indolência ao volante serão uma remota lembrança. Como dizem as palavras de um filosofo chinoca, que não recordo o nome: “uma jornada de mil milhas começa com um único passo”.

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dá saúde e faz crescer

De dois em dois anos, a instituição que me dá trabalho convoca-me para a chamada “consulta de saúde ocupacional”, uma espécie de inspecção periódica obrigatória que nos revira dos pés à cabeça. Analisam-se fluidos corporais, medem-se tensões acumuladas, auscultam-se pulmões e interpretam-se radiografias. Depois do frango assado e do cimbalino fui à revisão dos 16.870, mais dia menos dia. Após uns minutos de suspence, depois da médica ler todos os resultados e relatórios e tirar os olhos do monitor, sou acordado do meu entorpecimento pós prato-do-dia. “Ó homem, você vende saúde!”, e saí de lá com o carimbo de “aprovado”.  Por momentos até fiquei a pensar que isto de “vender saúde” seria um mau negócio  pois  neste país  a saúde é pouco ou nada rentável. Mas o facto é que se um gajo já nesta provecta idade de… cota, vá lá, pedalar uma bicicleta e fazer dela a sua fiel companheira de toda e qualquer viagem, está a investir na sua saúde e ver crescer… o rendimento.

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fotocycle [29] foto do dia

Narendra Shrestha

“A família vai de bicicleta

Uma nepalesa viaja de bicicleta com o filho às costas, em direção à cidade de Nepalgunj. Situada numa planície conhecida por Terai, toda a região da cidade se serve maioritariamente de bicicletas como meio de transporte.”

Publicada ontem no Sapo

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um assunto chato

Pelo insólito número de recentes infortúnios ocorridos com amigas e amigos ciclistas urbanos (a quantidade de vidros partidos espalhados pelas ruas da Querida Imbicta dava para envidraçar a Baixa), lembrei-me de voltar a este assunto chato. Imagina a cena: Vais a pedalar tranquilamente para o trabalho e subitamente um dos pneus fica chato! Tão chato como este assunto. Certamente que já passaste por isto, pela chatice de ter um furo. Depois de rogares pragas e maldições, vais dar conta da longa caminhada que terás pela frente até ao escritório e, ainda por cima, a arrastar penosamente a pobre bicicleta. Nada de pânico, sempre podes pedir a um velho amigo que te desenrasque o frete ou, por dez euros, dar que fazer a um mecânico das biclas!

Mas o melhor mesmo é teres sempre contigo aquilo a que chamo um kit de sobrevivência (remendos, cola, lixa, alavancas de pneu, bomba de ar e, porque não, uma ou duas câmaras-de-ar suplentes).

A solução do problema é fácil. Vira a bicicleta de rodas para o ar e retira a roda que furou. As rodas de aperto rápido são simples de tirar, já para as que estão aparafusadas é necessário ter à mão uma chave para as desaparafusar (inclui-la no kit).

Uma por uma, vai entalando as alavancas para retirar o pneu do respectivo aro. Força ligeiramente até que o pneu se solte do aro. Depois retira a câmara-de-ar para fora do pneu e volta a enchê-la com a bomba para localizar o furo. Dependendo do tamanho do furo, a câmara-de-ar encherá mais rapidamente, ou não. Por vezes basta escutar o som do ar que escapa para detectar o orifício na borracha. Outra técnica é segurar a câmara-de-ar debaixo de água e procurar bolhinhas de ar que se escapam. Estas indicam a localização do furo.

Detectado e bem seco o local do furo, com uma lixa raspa a borracha circundante da câmara. A parte rugosa que vai ficar, vai reter mais facilmente a cola. Aplica uma boa quantidade de cola em cima e à volta do orifício, certificando que cobre uma área maior do que o remendo que pretendes aplicar, o qual, por sua vez, deverá ser suficientemente grande para cobrir completamente o orifício. Quando a cola tiver secado parcialmente, mas ainda estiver mole, aplica mais um pouco na parte inferior do remendo, coloca-o sobre o orifício e pressiona com afinco durante alguns minutos.

Antes de recolocar a câmara-de-ar, inspecciona a parte exterior e tacteia a parte interior do pneu e vê se sentes alguma coisa a picar. O objecto causador do furo poderá ainda lá estar: um prego, um espinho, cacos de vidro, etc. Caso encontres algo estranho, retira-o e atira-o para bem longe rogando-lhe mais pragas pelo azar que te deu. Aproveita para observar com cuidado o estado das fitas internas dos aros. Depois, volta a encher a câmara-de-ar apenas com o ar sufi­ciente para adquirir forma antes de voltar a inseri-la no pneu, introduzindo primeiro a válvula de ar no respectivo orifício do aro. Certifica-te de que esta está direita, evitando torcer a câmara-de-ar neste processo. Com os dedos volta a colocar o pneu dentro do aro (cuidadosamente com o auxilio das alavancas apenas caso o pneu resista).

Bombeia um pouco mais de ar, de modo a verificar que a câ­mara-de-ar não ficou presa entre o aro e o pneu. Depois, fixa a roda e enche completamente o pneu de ar. Monta na bicla e recomeça a pedalada para o trabalho, caso ainda estejas para aí virado.

Actualmente existem disponibilizadas no mercado algumas soluções para evitar ou retardar uma das situações mais incómodas para todo o ciclista. Para minimizar furos nos pneus, quem ainda não ouviu falar ou não experimentou colocar uma fita de kevlar anti-furo entre o pneu e a câmara-de-ar, ou usar um produto selante, reparador de furos na câmara-de-ar? Evitar ao máximo esta situação desagradável também pode estar associada à maior segurança do ciclista, tanto pela situação do pneu furado, como pelo facto de deixar o ciclista mais vulnerável ao ter que parar na estrada para resolver o problema.

Não dispenso relembrar o cuidado que o ciclista deve ter para evitar potenciais ameaças aos seus pneus. Recomenda-se que opte por pneus e câmaras de boa qualidade; ter o cuidado de calibrar os pneus com a pressão de ar indicada; procurar evitar locais potencialmente cravejados de resíduos e objectos que possam danificar os pneus; não pedalar demasiado próximo da berma. Evitar os buracos e zonas irregulares na estrada. Antes de começar a pedalar, não esquecer de inspeccionar bem como está o piso dos pneus.

Mais vale prevenir e continuar a pedalar. Boas pedaladas…

Ah… estás intrigado com a ultima imagem? Pois aquele pneu “faquirizado” com pregos continua a rolar em prefeitas condições. Espreita aqui para ficares a saber como isso é possível.

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