a Costureira Cilcista, um “can’t miss” especial

a costureira ciclista

A dica do Ricardo Cruz lá no antro ciclo-urbano português levou-me a acelerar a pedalada e visitar o atelier da costureira ciclista, a oficina de costura de Cátia Fonseca onda borda palavras ao ritmo criativo da sua máquina, uma Dahon Curve, que a leva a pedalar pelas ruas da capital e depois moldar textos de linhas bem humoradas onde enfia a agulha em ponto “para tentar mudar essa cultura carro-dependente”.

Pois, tirou-me bem as medidas, gostei bastante do que li e logo abotoei um botão ali na lapela do lado direito, para as minhas visitas diárias.

Com o devido atrevimento, abro o zipper para o corta e cose do momento, o de tanta hostilidade na convivência dos automobilistas com o novo código da estrada.

Parabéns Cátia, é uma (nova) regalia 😉

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can’t miss [77] globonautas.net

Tajiquistão – sabes guardar um segredo?

globonautas

“Há alturas em que tenho a sensação de estar num sítio maior do que nós e a nossa compreensão das coisas, um sítio tão para lá do espaço, do tempo, da dimensão real… um sitio à parte, como uma catedral de proporções infinitas com tecto de céu. É como se a nossa presença ali fosse um sacrilégio, que os ruídos dos solavancos das bicicletas, o chiar da correntes com a falta de óleo, as respirações ofegantes nas subidas, os nossos corpos sem dias de banho – quando tudo ali devia ser pureza,  excepto o som das admoestações do vento, do canto efervescente da água  no seu longo percurso rumo ao oceano, do chilrear dos pássaros com o seu picotar agudo do silêncio. A estrada que pedalámos de Khorog a Shuroabad rumo a Dushanbe, atravessa um desses sítios raros, onde nada importa, só o que nos rodeia. Um sítio onde nos esquecemos de tudo para viver apenas no seguimento do que se encontra ao longo do que a estrada trilhou.” […]

(as fantásticas aventuras da Joana e do Nuno, da Nova Zelândia a Portugal em bicicleta, são desvendadas aqui)

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can’t miss [76] aseasyasridingabike.wordpress.com

 

Not dangerous

screen-shot-2013-12-30-at-23-36-09 Continuar a ler

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os Reis da Estrada

No dia 14 de Julho de 1880 foi disputada a primeira corrida de bicicletas em Portugal, precisamente na Foz do Douro entre Matosinhos e o Castelo da Foz. A organização deste evento ficou à responsabilidade do recém fundado Clube Velocipedista Portuense que nasceu do entusiasmo que as bicicletas provocaram nesta cidade.

Vemos portanto que a marginal da cidade invicta junto à Foz é desde há mais de uma centena de anos, palco para eventos de recreio e desporto ligados à história da bicicleta.

Com esta ideia em mente, a Invictus Cycle United e O Veterano Cyclista uniram-se para proporcionar aos velocipedistas portuenses, e não só, um evento inspirado nos passeios do passado com jogos e bicicletas do passado neste exacto local histórico — o Jardim do Passeio Alegre.

O ponto de partida é pelas 11 horas da Rotunda da Boavista, descendo depois pelas avenidas históricas da Boavista e Marechal Gomes da Costa até à marginal da Foz para um picnic e convívio do século passado com jogos tradicionais da malha e fisgadas ao alvo. Vai haver também a presença dum fotógrafo da Invictus Real e C.ª a registar retratos para Cabinet Cards dos velocipedistas trajados e acompanhados das suas machinas.

Posto isto, vamos então celebrar a véspera de Reis a pedal e com um sentimento de nostalgia pelos nossos veteranos cyclistas dos tempos de outrora.”

Reis da estradafonte: http://forum.amigosdaspasteleiras.com

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relatório e contas

Alteza
Porque opto pela bicicleta como meio de transporte urbano e muitas vezes extra-urbano em detrimento do carro? Porque gosto de andar de bicicleta e essa é a principal razão. Depois tem muitas outras, como por exemplo o gozo que é passar pelo trânsito parado e pensar “olhem-me estes patetas!”. Além de não ficar preso no trânsito, vale sempre a pena repetir várias outras razões em que todos retiram benefícios, só de viver e conviver na bicicleta: O acto de pedalar e a boa sensação que é aquela corrente de ar no rosto que nos liberta o bom humor; A melhoria da forma física e de qualidade de vida, argumento válido para a nossa saúde; A consumição que se tem em constantes engarrafamentos, a perda de tempo à procura de estacionamento, são alguns exemplos dos custos e aborrecimentos que não se têm na bicicleta, e daí a razão deste blogue: partilhar, divulgar e dar força a um certo activismo em prole deste fascinante meio de transporte.

Usando a bicicleta com consciência, orientado a pedalar no trânsito de forma segura, ajuda ao convívio mais amigável entre automobilistas e ciclistas. Está comprovado que quando há mais ciclistas nas ruas há menos acidentes. Numa cidade onde há pessoas a caminhar, a circular de bicicleta, há mais respeito mútuo. Ajuntamentos urbanos com mais gente a pedalar são comprovadamente comunidades mais solidárias. Por essas e por outras razões, mais gente pedala pelas cidades, pela minha cidade. Melhores dias virão, essa é a tendência, esse é o desejo.  E é com esta nova legislação o mote para que cumpramos a nossa cota parte de responsabilidade, como por exemplo evitar erros ainda cometidos por muitos de nós que insistem em pedalar em contra-mão e nos passeios, até porque o seguro morreu de velho! Devemos respeitar o peão e cumprir com inteligência as regras de trânsito.

A todos os leitores deste blogue, para quem muito me honra publicar, desejo boas pedaladas, boas festas, bom ano…

vimeo 2014

foto: Vimeo

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can’t miss [75] bbc.co.uk

Cycling 770 miles non-stop on a 100-year-old bike with onions

Drew Buck1

“The Paris-Brest-Paris race is said to be one of the hardest long distance cycle races in the world.

A 770 mile (1,280km) round trip – cycling through the night – which has to be completed in under 90 hours.

Of the 5,000 Lycra clad cyclists who line-up for the challenge, nearly a thousand do not make it.

But Drew Buck, a 65-year-old from Somerset, has not only completed it six times but done it on a 100-year-old bike dressed as a traditional Breton onion seller – known as an Onion Johnny.

Drew Buck onion seller

keep reading his story, straight from Café René

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [9] O caminho para a escola

Hoje em dia é difícil encontrar crianças sozinhas nas ruas, indo a pé ou de bicicleta para a escola. Tanto no Brasil quanto em Portugal o meio de transporte mais usado para levar os filhos à escola é o automóvel.

Mas o que aconteceu? Houve sem dúvida uma mudança1 de 20 anos para cá. Antigamente as crianças iam para escola a pé ou de bicicleta, junto com o vizinho ou o amigo. Buscar e levar o filho de carro para a escola era coisa “de rico” ou de quem morava muito longe. A insegurança rodoviária e o medo que os pais têm de deixar uma criança sozinha foram os principais fatores para essa mudança.

A questão do medo é válida. Hoje em dia proliferam histórias de pedófilos. Num país desigual como o Brasil onde muitos se sentem inseguros mesmo dentro de casa, deixar uma criança sozinha pode ser considerado um ato de loucura. É importante mudar isso, percebendo verdadeiramente até que ponto é realmente inseguro e até que ponto é fantasia.

Já a insegurança rodoviária é um verdadeiro paradigma, um contrassenso. Pergunte para uma mãe porque ela não deixa o filho (mais crescido claro, não vamos falar aqui de bebês) ir para escola a pé ou de bicicleta, acompanhado de um amigo ou mesmo acompanhado por ela. Ela vai dizer que é muito perigoso, os carros são muito rápidos e não respeitam os pedestres/peões, logo a única solução segura é ir de carro. Como diz na foto abaixo: “Há muito tráfego para o Billy ir a pé para a escola; portanto nós o levamos de carro.”

Figura 1- Tráfego induzindo tráfego. Fonte: http://www.planetizen.com/node/56017

Figura 1- Tráfego induzindo tráfego. Fonte: http://www.planetizen.com/node/56017

A única solução segura encontrada pela mãe, que se preocupa com a segurança do seu filho, alimenta o problema. Um ciclo vicioso no qual estamos presos e que é preciso muita coragem para lutar contra, pois estamos a falar no bem mais precioso de uma família, os filhos. Infelizmente os pais se esquecem que estão preservando a segurança presente da criança mas comprometendo o seu futuro e o de outras pessoas, através da poluição e dos demais custos inerentes a essa solução. E para agravar esse problema e condicionar os pais ainda mais a esta escolha temos a questão das distâncias. A noção de “escola de bairro” está a desaparecer. Com o mundo competitivo que temos hoje, onde cada vez mais e mais cedo se exige excelência das crianças, os pais não se importam em colocar o filho para estudar numa instituição 10, 20 km de distância, pois estão a buscar o melhor para seus filhos.

E o ápice desse contrassenso são os carros tipo SUVs. Estes carros são comprovadamente os que mais ameaçam a segurança de uma criança que atravessa a rua, pois devido à posição elevada do motorista e à baixa estatura da criança o motorista simplesmente não vê a criança que atravessa na sua frente. Ou seja, uma mãe decide comprar um SUV para levar o filho com segurança para a escola mas esquece que está a ameaçar as demais crianças que vão para esta mesma escola.

É estranho, no mundo cheio de soluções que vivemos, as famílias se restringirem somente ao automóvel como solução única de mobilidade, quando existem tantas outras opções. Ao mesmo tempo que confiamos cegamente no automóvel como solução ótima, nos tornamos reféns dele. Quem nunca ficou “na mão” de manhã no caminho para o trabalho? Com o carro quebrado ou o pneu furado? Ao invés de ser uma solução o automóvel se torna um problema.

Há ainda uma outra questão. A relação entre a saúde das crianças (e dos adultos também), os transportes e a distribuição espacial da cidade. Fugindo do foco já batido da poluição, até que ponto nossas opções de mobilidade e de localização afetam o nosso nível de atividade física, nosso peso e nossa saúde. Um tema para outro texto.

Para finalizar deixo aqui dois exemplos interessantes: O “Walking Bus2”, uma solução presente na Austrália e Reino Unido, e o “Bicycle Bus3”, uma solução holandesa.

Referências:

1         http://www.saferoutesinfo.org/sites/default/files/resources/NHTS_school_travel_report_2011_0.pdf (apesar de retratar a realidade americana acredito que é válido)

2         http://atitudesustentavel.com.br/blog/2012/03/08/indo-a-pe-para-a-escola/

3         http://atitudesustentavel.com.br/blog/2012/02/14/bicycle-school-bus-leva-criancas-para-a-escola/

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a todos um Bom Natal, que seja mesmo um Feliz Natal…

Feliz Natal

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [8] A rua e as crianças

Neste texto e no próximo irei abordar o papel das crianças na cidade. Hoje vou escrever sobre o uso da rua pelas crianças como espaço público de lazer e no próximo sábado a respeito das crianças e o caminho para a escola.

Uma das “classes de usuários” da rua que mais sofreu com a obsessão pela fluidez do tráfego a qualquer custo (uma das várias obsessões que compõem o chamado rodoviarismo) foram as crianças.

fig1

Figura 1 – Uma imagem cada vez mais incomum. Ou não. Fonte: http://goo.gl/pz77r4

A rua é o verdadeiro espaço público. É o espaço público por excelência. Durante toda a história da humanidade a rua, conjugada com as praças e parques, serviu e ainda serve de palco para revoluções, manifestações e passeatas. E, claro, para o tráfego. Tais eventos são sempre grandiosos e acabam por invariavelmente tomar à força o direito temporário pelo uso da rua. Esses eventos têm um início e um fim, tem um propósito específico, são esporádicos e “atrapalham bastante” durante um determinado período, porém não chegam a roubar a rua do tráfego, basicamente emprestam-na. Mas há outro evento que perdeu o direito à rua e talvez nunca mais o recupere: o ato de brincar na rua.

Eu ainda brinquei na rua. Joguei bola, taco, andei de bicicleta (como forma de lazer), brinquei de carrinho com os vizinhos e amigos. Hoje em dia a rua é perigosa, é lugar de pessoas apressadas, um lugar de passagem e não de paragem.

Mas qual o impacto na formação de um adulto a privação do uso da rua pelas crianças1? Tem algum impacto? Devemos mesmo nos preocupar com isso2,3? Afinal hoje em dia já somos todos ricos e as crianças vivem cada vez mais em mundos virtuais, como os adultos. Com 7 anos já têm iphone, ipad e motorista particular (os pais). Desde pequenas essa obrigação de “diversão controlada” é-lhes incutida. Elas brincam em espaços privados: em casa, na casa do amigo, no clube, na escola ou na Internet, um “espaço” que os pais podem facilmente controlar.

Uma mãe que deixa o filho brincar na rua com o amigo ou com o vizinho, nos dias de hoje, só pode ser louca! A rua é para os carros caramba!

Mas devemos ser racionais. Qualquer um que tirou a carta de condução/carteira de motorista percebe que há ruas e ruas. É claro que é inseguro para uma criança brincar numa avenida com duas faixas, corredores de ônibus/autocarro e velocidade máxima de 60km/h. Eu não estou questionando isso. Mas aquela obsessão que falei no início tornou muitas ruas em lugares inóspitos! Ruas residenciais que antes eram calmas se tornaram lugares perigosos onde o motorista acha que tem o direito supremo de passar. Que egoísta! Quando ele era criança de certeza que brincou na rua.

Figura 2 - O que a velocidade faz com as ruas. Fonte: http://goo.gl/ETwXjA

Figura 2 – O que a velocidade faz com as ruas. Fonte: http://goo.gl/ETwXjA

No entanto as pessoas estão a mudar. Não foram todos que caíram no engodo da fluidez de tráfego e muitos estão agora a perceber que existem coisas mais importantes que isso. A cidade de Freiburg4, Alemanha tem uma política que reconhece o real papel da rua e sua importância para as crianças. Nessa cidade é muito famoso o bairro de Vauban5,6 pelo seu modo peculiar de ver o automóvel. As zonas 307 são um conjunto de soluções de acalmia de tráfego (que irei explicar num próximo texto) que buscam também resgatar a rua como espaço de lazer.

fig.3

Figura 3 – Vauban, Freiburg. Fonte: http://goo.gl/ZxTfoj

Para finalizar recomendo uma vista de olhos neste vídeo e link (http://goo.gl/PQiqHm) que mostra crianças holandesas a lutar contra o tráfego, reclamando a rua de volta… em 1972(!!!!) Acho que temos muito que aprender com eles.

https://www.youtube.com/watch?v=YY6PQAI4TZE#t=212

 Retomem as ruas!

Referências:

1 – http://www.tvi24.iol.pt/503/iol-push—sociedade/criancas-ar-livre-estudo-brincar-tvi24/1469219-6182.html

2 – http://www.dm.com.br/texto/155899-que-falta-faz-aquelas-brincadeiras-de-rua

3 – http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2902135

4 – http://www.freiburg.de/pb/,Lde/231709.html

5 – http://en.wikipedia.org/wiki/Vauban,_Freiburg

6 – http://www.apocalipsemotorizado.net/2010/06/02/vauban-e-o-uso-racional-do-automovel/

7 – https://www.facebook.com/notes/zona-30/podem-as-crian%C3%A7as-adaptar-se-ao-tr%C3%A1fego-rodovi%C3%A1rio/506903862687287

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via MUBI, Nelson Nunes apresenta o CycleOurCity

cycleourcity

“Bom dia a todos,

Gostava de vos dar a conhecer um novo sistema de planeamento de deslocações de bicicleta  na área de Lisboa. Este sistema teve origem no meu trabalho de Mestrado, no âmbito de um projecto de investigação no Instituto Superior Técnico e INESC-ID.

O CycleOurCity tem uma característica muito especial: é actualizado pelos próprios utilizadores de bicicleta, numa vertente comunitária.

Quem conhece bem e pedala regularmente em alguns bairros da cidade, classifica os respectivos troços segundo escalas de inclinação, segurança e tipo de pavimento.

Dessa forma, o sistema aprende e passa a ser capaz de recomendar os trajectos mais cicláveis aos utilizadores que precisem de se deslocar de bicicleta por esses bairros, mas não sabem por onde devem ir.

Vemos o CycleOurCity como um projecto que unirá a comunidade de pessoas que usam a bicicleta numa cidade. Permitindo que quem conhece alguns bairros como a palma da sua mão torne essa informação útil a outros utilizadores de bicicleta na mesma cidade.

Depois de uma cuidada fase de testes e experiências com utilizadores voluntários, o CycleOurCity é hoje lançado ao público: http://cycleourcity.org/

Contamos com a vossa ajuda de diferentes formas:

  • criando uma conta no sistema e classificando os troços que melhor conhecem;

  • experimentando o sistema e enviando-nos sugestões de melhorias;

  • divulgando o sistema a outros.

Uma última palavra a quem não é de Lisboa: caso achem que faria sentido ter o CycleOurCity na vossa cidade, entrem em contacto connosco. Numa primeira fase, queremos manter a experiência em Lisboa apenas, mas assim que sintamos o sistema estável e afinado, será possível estendê-lo a outras cidades.

Obrigado a todos!”

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