fotocycle [107] às compras

às comprasno comércio tradicional

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do novo Código da Estrada

Foto4ESER
Autoridade de Segurança Rodoviária ainda não tem pronta edição do novo Código da Estrada


“Foi o próprio presidente deste organismo, Jorge Jacob, quem anunciou o atraso, durante uma acção de divulgação das novas regras para os automobilistas realizada esta quarta-feira, em Lisboa. “Não está pronto, está na tipografia. Mas temos folhetos”, referiu. Questionado sobre as razões do atraso, não soube responder. “Foram diferentes vicissitudes”, limitou-se a dizer um técnico do núcleo de apoio à presidência da ANSR para o qual Jorge Jacob remeteu mais esclarecimentos, Pedro Miguel Silva.

Jorge Jacob confessa-se particularmente intranquilo com estas as alterações: “Preocupam-me os ciclistas, que actualmente são bastante indisciplinados”. Outra preocupação do presidente da ANSR relaciona-se com a redução da taxa máxima de alcoolemia permitida de 0,5 para 0,2 gramas por litro, regra que apenas se aplica aos novatos na estrada e aos os condutores profissionais. É preciso que uns e outros se adaptem às novas restrições – até porque as estatísticas da sinistralidade mostram que mais de uma em cada três pessoas mortas na estrada apresentam mais álcool no sangue do que o permitido.”…

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Bicicletas com mais direitos na estrada

“A partir do dia 1 de janeiro, os condutores de bicicletas podem circular a par nas estradas portuguesas, excepto em vias de reduzida visibilidade ou nos casos em que exista grande afluência de trânsito.

“Se se verifica o aumento dos direitos, também há uma maior responsabilidade dos utilizadores de bicicleta”, lembrou esta quarta-feira o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D’Ávila, durante a discussão das alterações ao código da Estrada, em Lisboa, dando como exemplo o uso das luzes à noite. Estas alterações ao código devem, por isso, “significar um comportamento responsável e, para as forças de segurança, uma maior fiscalização”, concluiu.”…

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O eco em Copenhaga do novo Código da Estrada português

Artigo de opinião de Pedro Madruga (pmadruga@occamdk.com)

“Alguém disse um dia: “implementar mobilidade ciclável começando pela infraestrutura, é começar uma casa pelo telhado”. O novo Código da Estrada (CE) português, aprovado a 24 de Julho de 2013, é uma fundação sólida para uma verdadeira cultura da bicicleta. E estes direitos ganhos pelos ciclistas não são de geração espontânea – é preciso agradecer a todos os que permitiram atingir este marco.

Não são pequenas alterações ao CE. As mudanças são tão sonantes que ecoaram de uma forma nunca antes ouvida pelos cantos da mobilidade ciclável. Incluindo no estrangeiro. Não me vou debruçar sobre elas pois é algo já está bastante escrutinado, como ilustra este texto  da MUBi.

Aqui em Copenhaga, o meu trabalho na área da mobilidade ciclável permite-me interagir com uma network atenta a tudo o que se passa. Graças ao novo CE, a caixa de correio eletrónico da Occam DK teve várias mensagens dessas mesma rede: as que não foram de apoio, foram de elogio. Ainda que o mérito não seja de todo meu, é um motivo de orgulho saber que a comunidade ativista portuguesa existe, exige, age, fala e é ouvida.”…

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no meu Porto de abrigo

Porto de abrigo

Ali o tempo passa devagar, mudo, ritmado pela serenidade do Douro, que se move espesso numa sinuosa sinfonia a caminho do mar. Dali, a cidade parece calma, ausente, distante, e ela afinal está ali tão perto. Entre luzes turvas sonoramente conduzidas pela música das aves, da cor que cria o silêncio, e do final do dia que me traz a noite. As palavras ecoam na minha cabeça como batidas fortes e quentes vindas do coração, reflectem-se descoloridas num espelho que encandeia e incendeia o meu pensamento, em tons rosados de um azul profundo. Ali, o silêncio e a tranquilidade imperam voláteis como o aroma quente de um café numa noite de Outono. Ali, no meu Porto de abrigo.

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can’t miss [74] bicicletanoporto.blogspot.pt

Voltas na minha terra

Sérgio Moura de bicicleta no Porto

“Quem gosta de ler sobre viagens acaba sempre por deixar pingar saliva no livro ou teclado enquanto viaja virtualmente pelos olhos e pernas de outra pessoa.

A vontade de fazer algo parecido aperta, mas infelizmente nem todos podemos largar tudo e passar um ano (ou mesmo um mês) a percorrer o planeta.

A vantagem de viver em Portugal (se esquecermos a crise e gostarmos de andar bicicleta) é que não é preciso muito para sentir um pouco da sensação de liberdade que pedalar para longe nos transmite (ainda que perto), bem como descobrir novas paragens.”…

(a volta continua aqui)

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“e esta, hein!”…

… foi a expressão popularizada por Fernando Pessa, o mais idoso jornalista repórter português, que  me ocorreu ao ver isto esta manhã, fria e tremida tal como a foto!

carro na ciclovia

Hoje, saí de casa atrasado, mais atrasado do que é habitual. O início do meu percurso para o trabalho é feito em parte da ciclovia da Prelada. Àquela hora, o mais normal é desviar-me de pessoas que caminham / correm no tapete avermelhado da ciclovia. Poucos são os utilizadores de bicicleta com quem me cruzo tão cedo. Assim que galgo a rampa e começo a subir para o viaduto sob a VCI deparo-me com um automóvel estacionado em plena ciclovia. Passo e reparo que é a equipe de repórteres estagiários da Correio da Manhã TV (Argh!), que costumam fazer a reportagem do trânsito em cima da VCI, em cima do viaduto.  Já é rotineiro vê-los por ali, em cima da ciclovia, câmara apontada aos engarrafados, e a menina de micro em posição. O popó de serviço também já o vi por ali bem estacionado numa das muitas vagas de estacionamento existentes. Talvez para a chuva não lhe estragar o penteado, ou para evitar queimar os fusíveis à electrónica, estavam ali plantados, estacionados onde não deviam, a aguardar o momento do directo! E se me apeteceu estragar-lhes o directo televisivo? Ahhh, lá isso me apeteceu… carago!

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can’t miss [73] nosdebina.com

Meu amor | My love

nós de bina

“Há um ano atrás, rodeados de família e amigos dizíamos sim a este compromisso de uma vida a dois.

Foi o início desta aventura, desta viagem louca, desta lua-de-mel que às vezes tem os momentos menos românticos de sempre, mas onde dia-a-dia vamos construindo as fundações para um casamento que se quer duradoiro.

Em vez da nossa primeira casa comprámos a nossa primeira tenda, e depois trocámo-la por uma onde vemos as estrelas e o nascer do Sol deitados no conforto dos nossos sacos-cama. O carro familiar foi substituído por duas bicicletas que já nos transportaram por 10.000 Km de florestas encantadas de árvores gigantes, desertos repletos de cactos, montanhas com picos cobertos de neve, vulcões activos e extintos, cascatas, rios, costas de mares calmos e revoltos, praias tranquilas de águas transparentes.

Juntos enfrentámos tempestades loucas, ventos fortes, molhas descomunais, calores em demasia, dias monótonos, estradas perigosas.”

 (ler mais)

Tenho seguido a Sara e o Pedro, um casal de lusocicloturistas a pedalar pelas Américas, desde o post que publicaram da sua entrada no Kentucky. Desde então, tenho-me deliciado com as crónicas da sua cicloaventura transamericana em modo lua-de-mel. E já vão no México.

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ciclofilia [105] The Bicycle

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [7] Transportes e Política

Um homem que, depois dos 30, ainda ande de ônibus pode considerar-se um fracasso.

Margaret Thatcher(?!?!)

É um pouco desleal da minha parte começar um texto com uma citação duvidosa. Essa citação é atribuída à Dama de Ferro por alguns, normalmente pessoal da esquerda que acha que a Thatcher foi o anticristo na terra, e desatribuída por outros, normalmente seus acólitos da direita. Pessoalmente eu não acredito que ela tenha dito tal frase porém acredito que ela pensava assim, tendo em conta o desastre que foi a sua intervenção no setor dos transportes (nas redes de ônibus/autocarros principalmente). O que ela mais queria era cortar custos governamentais e satisfazer seus partidários. Num próximo texto irei abordar mais profundamente estas questões de privatização e o legado deixado por Margaret Thatcher.

Sistematicamente os personagens que compõem o debate político pegam os transportes para discutir. Nas discussões a nível nacional, na época das eleições para presidente da república por exemplo, temas como duplicação ou melhoramento das rodovias, melhoramento ou até criação no caso do Brasil de uma rede ferroviária nacional de passageiros, medidas para diminuição da quantidade de caminhões/camiões nas estradas (através da transferência do transporte de cargas para ferrovias, hidrovias e aéreo), aumento da segurança rodoviária e melhoria dos aeroportos são temas recorrentes mais no Brasil que em Portugal. Atualmente em Portugal o que muito se discute são as questões ligadas à sustentabilidade financeira dos transportes e suas instituições, às opções à privatização e formas de “remediar” os contratos ruinosos das parcerias público-privadas rodoviárias feitos durante os últimos 20 anos.

No nível mais local, para prefeito/presidente da câmara por exemplo, se discute questões referentes ao asfaltamento de ruas, ao estacionamento, à necessidade de ciclovias ou não, à preferência ao pedestre/peão e portadores de necessidades especiais através do melhoramento das calçadas/passeios e à necessidade de faixas de ônibus. Com o crescente uso da bicicleta, começa a se repensar a elevada importância dada ao automóvel.

Agora vou explicar um pouco da visão que a direita e a esquerda têm sobre os transportes. Vou dar exemplos extremos para ficar mais clara a discussão, porém é importante considerar que existe um grande meio-termo entre esses extremos. E é nesse meio-termo que se encontra a maioria dos eleitores e dos candidatos. No fim vou apresentar uma visão técnica e racional sobre as principais questões descritas a seguir.

Regra geral o pessoal da (extrema) direita política é contra qualquer aumento nos gastos públicos e, conjugado com o fato de serem normalmente pessoas que não usam/evitam o transporte público e demais serviços públicos, preferem quase sempre que se incentive (ou melhor: não se atrapalhe) o uso do automóvel pois, erradamente acreditam que o motorista paga todas as despesas inerentes ao uso do automóvel. São geralmente contra faixas de ônibus, ciclovias, aumento de subsídios ao transporte público e planos diretores que “privilegiem” o transporte público ou as bicicletas. Infelizmente não percebem que por muito tempo eles foram privilegiados. Essa falta de perceção do transporte urbano como um todo advém, na minha opinião, da visão reduzida que os motoristas têm do funcionamento desse sistema. A visão de dentro do carro.

fig 1

Figura 1 – A visão limitada de muitos motoristas a respeito do transporte urbano. Fonte: http://terceiroanodm.blogspot.pt/2012/10/visao-de-motorista-de-automovel-visao.html

Já, normalmente, o pessoal da (extrema) esquerda defende que se deve dar preferência aos pedestres/peões, bicicletas, portadores de necessidades especiais e transporte público. Normalmente não gostam de quem vai de carro pois provavelmente os consideram moralmente inferiores ou algo do gênero. Muitos acham que o meio ambiente é sagrado ou superior ao homem. Devem achar que dinheiro brota em árvore pois apresentam muitas vezes propostas absurdas de passe livre ou tarifa zero, mas se esquecem que alguém tem de pagar pelo transporte público.

Volto a dizer que essas caracterizações são extremas. Conheço pessoas de direita que apoiam e muito o transporte público e gente de esquerda que não larga o carro de jeito nenhum.

Numa visão racional, sem o calor político, é importante que todos sejam tratados iguais. A cidade é feita para as pessoas e não para os carros, bicicletas, ônibus ou metrôs. Quem paga os impostos são as pessoas e não seus veículos, apesar de os impostos estarem atribuídos ao veículo/serviço de transporte. Ninguém é melhor do que ninguém e, apesar de os automobilistas terem recebido tratamento preferenciado durante muito tempo, todos os meios de transporte devem ter espaço na cidade e os custos de cada um devem ser claramente reconhecidos. Porém, incentivos ao uso do automóvel são sempre um erro pois a rede viária não é um saco sem fundo, não é correto derrubar prédios para fazer ruas ou criar estacionamentos. Isso é um contrassenso: derrubar a cidade para dar espaço para os automóveis.

Relativamente à questão ambiental devemos ser racionais. É claro que devemos preservar o meio ambiente, acharia estranho se alguém dissesse o contrário, mas também devemos reconhecer que as pessoas devem ser livres para escolher a forma de se transportarem e ninguém é obrigado a amar o transporte público ou a bicicleta. Muitas pessoas têm necessidades que só o automóvel consegue servir e, tendo em conta a organização espacial das cidades atuais, é impraticável para uma grande parte das pessoas se transportar de outra forma. Um erro urbanístico durante o século 20 que usou o automóvel como “escala urbana” fez com que muitas famílias se tornassem dependentes desse meio de transporte.

É ambientalmente correto fazer 20 km por dia de bicicleta mas não é nenhum pouco interessante e funcional trabalhar suado. E eu faço 20 km de bicicleta quase todos os dias, mas reconheço que não é a melhor opção. Faço porque gosto e porque consigo me pôr decente antes de começar a trabalhar.

A respeito dos custos, o transporte público invariavelmente terá de ser subsidiado, por questões puramente técnicas inerentes ao sistema: é preciso assegurar serviços noturnos, de baixa demanda/procura e de caráter social, preços reduzidos para estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais e é preciso assegurar a integração entre os vários meios, acabando sempre por um meio ter um custo maior que o outro apesar do passageiro pagar só uma tarifa, normalmente. Na Europa em geral os transportes públicos são normalmente subsidiados a 50%, ou seja o passageiro só paga metade do valor total da viagem. No Brasil há ainda muitos casos onde não há subsídio nenhum.

A ideia do passe livre até pode funcionar (e funciona em algumas cidades) mas nós nos devemos perguntar se é realmente necessária pois os entusiastas do passe livre se esquecem que já existem muitas pessoas que não pagam toda a passagem, através de descontos para estudantes, idosos, crianças, portadores de necessidades especiais e empresas que pagam o transporte de seus funcionários. Devemos também questionar se o sistema de transporte está pronto para receber esta nova demanda/procura, se é financeiramente sustentável pois há exemplos que mostram não ser, algumas cidades voltaram atrás e passaram a cobrar a tarifa (http://bit.ly/1grZe8U), se o sistema não vai piorar e se os passageiros continuarão a respeitar o sistema visto agora ser gratuito.

Na minha opinião o transporte deve ser barato mas não deve ser gratuito, exceto em redes pequenas e casos muito particulares onde os custos são facilmente controláveis, pois os custos inerentes a um sistema de transporte são muito elevados e sujeitos às flutuações dos preços do petróleo. Tal solução obrigaria a uma maior arrecadação de impostos ou a um maior redireccionamento dos impostos locais para o transporte. Os contratos entre os operadores de transporte e as agências reguladoras teriam de ser redesenhados para evitar que o operador tome atitudes desleixadas e não respeite o passageiro, pois ele sabe que como é o governo quem paga ele não precisa ter grande cuidado na prestação do serviço.

Os defensores da tarifa zero alegam que o transporte é um direito social como a saúde e a educação. Recentemente o transporte foi aprovado como direito social no Brasil (http://bit.ly/IG4OGt), tal inclusão deve estimular a busca de novas formas de financiar a tarifa, sem dúvida um importante passo a dar. Porém me pergunto: Visto que agora o transporte é um direto social, o governo terá de subsidiar todos os transportes ou só o transporte público coletivo de passageiros? E quem vai de bicicleta também receberá um subsídio? E a pé? E de carro? E de moto?

Às vezes me pergunto porque não há movimentos como “Água livre”, “Gás livre” ou “Luz livre”, visto que são bens tão ou mais essenciais que o transporte. Tendo em conta o pouco que aprendi na faculdade sobre redes de água, acredito que seria muito mais simples tornar a água gratuita do que o transporte.

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das notícias

Em Lisboa e no Porto

ANSR divulga alterações ao Código da Estrada

ANSR“A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) vai realizar, em Lisboa e no Porto, dois workshops que têm como principal objetivo dar a conhecer as diversas alterações ao Código da Estrada que irão entrar em vigor no próximo dia 1 de janeiro de 2014.Ciente do impacto que estas mudanças irão provocar, a ANSR pretende convidar todos os profissionais do setor para assistir a estas sessões de esclarecimento. Assim, dia 12 de dezembro terá lugar a sessão no Porto e no dia 18 de dezembro irá realizar-se a sessão de Lisboa, que irá decorrer no Auditório do Metropolitano de Lisboa, no Alto dos Moinhos. A participação no evento é gratuita mas sujeita a inscrição.

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