anatomy of a lazy machine

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no regresso a casa

O minimalismo envolvido em usar uma bicicleta para o transporte permite a liberdade de parar, em qualquer lugar, desfrutar deste oásis de natureza no meio da cidade, e fazer parte do ambiente, do silêncio e da cacofonia das coisas naturais. Aproveito cada momento.

no parque

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na bicicleta

Cada dia é uma experiência, um sorriso, uma renovação, pensamentos para nos levar e memórias para durar. Hoje é um vislumbre do passado e esperança para o futuro. Aproveito cada momento.

be happy

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primeira página

Duas notícias bem recentes, desarmam vários mitos e preconceitos porque algumas pessoas, no caso duas senhoras, que optam pela bicicleta como meio de transporte diário:

Maria Alzira

 

Dos exemplos relatados,  infelizmente pouco posso desvendar do dia-a-dia de dona Maria Alzira, que na sua provecta idade vai de bicicleta para o restaurante onde trabalha (aqui o link para a notícia). Já quanto à senhora doutora Sofia, a reportagem aqui deixada é reveladora do quanto é a bicicleta imune a mitos e preconceitos:

Sofia Portilho Soares

(clica na foto para aumentar)

Alguns argumentos só para reforçar a(s) notícia(s):

  • Quem anda de bicicleta para o trabalho, todos os dias, todo o ano, fá-lo por mera opção. Não é necessário ter-se um título académico ou uma profissão qualificada para ter uma bicicleta;
  • A bicicleta como meio de deslocação não é símbolo de pobreza. Não é o estatuto sócio-económico, não é por ser advogada ou cozinheira que vai definir porque se opta por este simples modo de mobilidade;
  • Logo que hajam pernas a idade é uma falsa questão. Andar de bicicleta não é só para idosos que não têm carta de condução. Quem precisa da bicicleta para de deslocar em meio urbano ou rural não precisa de ser um jovem radical desportista;
  • Afinal sempre é possível pedalar em Portugal e ir de bicicleta para o trabalho. Quem troca o carro pela bicicleta demonstra inteligência, sabe que chega mais motivado e sadio ao trabalho;
  • As mulheres também andam de bicicleta. Ao contrário de quem o quer fazer crer, a bicicleta não mete medo nem fragiliza ninguém.

A visão jornalística para o foco deste tipo de notícias não é apontar o dedo ao inusitado.  É, isso sim, revelar os bons exemplos, motivar demonstrando benefícios e vantagens em andar de bicicleta para o trabalho.

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fotocycle [146] marejada

marejada

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a par e passo*

BRM Alto Minho #7
Na bicicleta, não há nada mais stressante do que sentir a opressão do trânsito. Andar de bicicleta acarreta algumas situações arriscadas, bem sabemos, mas se algumas estão directamente relacionadas com o nosso comportamento, muitas outras são deliberadamente ocasionadas pela acção directa de automobilistas que não ajudam. Quando não conhecem ou simplesmente se estão a borrifar para os direitos dos ciclistas, a postura ideal na estrada, a nossa reacção perante essas situações, é o “truque” eficaz e legal para a nossa segurança. Num acidente com uma bicicleta ninguém fica a ganhar.

Outrora, numa das minhas participações nos brevets randonneurs mondial, o BRM do Baixo Minho, eu experimentei isso quando à entrada de Santo Tirso um camião nos fez uma rasa a alta velocidade, com um total desrespeito para com a nossa segurança. Recordo-me bem que por sorte não acabamos no chão. Nas estradas mais movimentadas, sinuosas e estreitas, é mais difícil manobrar sem saber se se vai ser atingido por trás, a qualquer minuto. Aí, somos forçados a nos posicionar no espaço de estrada onde sentimos estar mais a salvo. Dentro da faixa de rodagem, afastado q.b. da berma, tanto quanto possível, deveremos estar o mais visíveis possível, “obrigar” o automobilista a abrandar e, quando ao nosso lado, respeitar a distância de metro e meio. A recente legislação aprovou uma distância de segurança em torno do ciclista, no entanto se o ciclista for empurrado, obrigado a andar o mais próximo à borda da estrada, isso não é seguro para si. Ele tem o direito à utilização plena da estrada.

Ao subir numa estrada de declive acentuado, estreita e sinuosa, o ciclista pedala a ritmo bem mais lento, de dentes cerrados a carregar nos pedais. Normalmente, nesta situação, o trânsito também deverá estar indo a um ritmo mais lento, pelo que têm mais tempo para nos ver. Alguns mais impacientes vão-nos amaldiçoar por estarmos ali, vão buzinar ou mesmo acelerar para expressar a sua arrogância. Temos pena. Se estamos ali a posição dum ciclista na estrada é fundamental para a sua segurança. Pode ser questionável para muitos automobilistas que julgam que o ciclista não tem o direito à estrada, mas ali o ciclista é a pessoa mais vulnerável e tem de lidar com esse assédio. Deve ser prudente na sua resposta e não reagir negativamente a fim de não agravar uma situação que poderá colocá-lo em maior risco.

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Neste recente brevet experimentamos de tudo. Circulamos em estradas com bastante movimento, sinuosas subidas, apressadas rectas, tortuosas descidas, mas notei uma mudança bastante positiva na abordagem do automobilista para com o(s) ciclista(s) que pedalava(m) à sua frente. Encontrei mais respeito na estrada. A postura a par com outro colega ciclista obriga o tráfego a abrandar para nos passar a uma velocidade segura. Dando conta do tráfego que se aproxima por de trás, ora através do som dos motores, ora avistando o tráfego através de um espelho na bicla ou incorporado nos óculos, medindo as condições da estrada e do tráfego em sentido contrário, os ciclistas esperam pela altura certa para com a mão sinalizar o automobilista indicando que pode iniciar a ultrapassagem a uma distância segura. Isso funcionou bem. Muitos automobilistas respeitaram as indicações dos ciclistas dando depois um curto toque sonoro na buzina ou um “pisca” de agradecimento. Para cada automobilista que abrandou, esperou e me respeitou enquanto utilizador da estrada, à sua passagem eu sempre acenei e disse obrigado.

Independentemente de sentimentos antagónicos que possamos ter por más experiências anteriores, é importante ser respeitador no trânsito. Acredito que um ciclista não precisa de se acanhar perante os automobilistas, basta apenas ser rigoroso e educado. Não há condutas perfeitas e saber lidar com as condições de tráfego, com más educações, más estradas e mau clima, torna o ciclismo uma experiência mais agradável e segura. O ciclismo está aqui para ficar.

* “a par e passo”: locução adverbial, proveniente do latim “pari passu” que significa “em passo igual”, que algo é levado no mesmo passo, no mesmo andar ou ritmo.
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uma voltinha pelo Douro…

... por onde o padeiro já passou!

… por onde o padeiro já passou!”

“O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.” Miguel Torga in “Diário XII” 

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uma voltinha pelo Douro

Se bem se lembram, – se não, remexo o arquivo do estaminé para vos recordar – há coisa de um ano troquei um belo dia de praia por umas longas pedaladas com amigos sob um sol abrasador pelas encostas do Douro. O objectivo era acompanhar o Zé Ferreira e o Manuel Miranda no reconhecimento local para a preparação de um novo desafio breveteiro, o BRM (Brevet de Randonneurs Mondiaux) de 200km, Douro Vinhateiro. Pois muito bem, amanhã bem cedo estaremos na estrada para cumprir mais um brevet, este muito especial.

Cartaz Douro Randonneurs

 

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bicicletas à moda do Porto

Na secção Vícios do P3, vem publicado um artigo completo de Sara Sampaio sobre os mais recentes negócios a pedais na Invicta e um apanhado das bicilojas mais na berra:

“O Porto não é dos melhores locais para se andar de bicicleta? Há lojas, oficinas e outros pequenos negócios que mostram que o investimento nesta cidade é maior do que parece à primeira

Apesar do seu ambiente citadino, o Porto está-se a tornar cada vez mais num local onde a bicicleta ganha notoriedade. Com fatores como a crise e até mesmo as preocupações com a saúde e boa forma, a bicicleta está-se a popularizar cada vez mais como meio de transporte. O P3 apresenta-te alguns exemplos de negócios nesta cidade que avançam sobre duas rodas.”… (clica aqui para continuar a ler o artigo)

E como em tudo na vida temos as nossas preferências, não menosprezando os restantes negócios, deixo uma fotografia de cada uma das minhas lojas favoritas referidas no artigo:

Velo Culture

Velo Culture

Douro Bike

Douro Bike

SUB 954

SUB 954

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can’t miss [110] efeitodoslivros.blogspot.pt

O diário da bicicleta – David Byrne

Diário da Bicicleta David Byrne
“Como amante das bicicletas este era um livro que não podia passar sem ser lido. foi com grande alegria que o descobri na Feira do Livro de Lisboa (e em promoção!!!) e decidi imediatamente comprar.

Quando comecei a ler ainda fiquei de pé atrás, pois David Byrne começa por relatar as suas pedaladas pelas cidades americanas, e ao principio pareceu-me mais uma descrição das cidades do que do acto de andar de bicicleta, enfim … não era bem o que eu queria ler, mas esta sensação depressa desapareceu.

Mas, efectivamente, o autor leva-nos a “pedalar” pelas cidades, dando-nos uma visão muito própria sobre a cada cidade, os seus habitantes, as condições para se pedalar e a evolução das cidades através do seu gosto pelas bicicletas.”…

(podes continuar a ler o artigo aqui)

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