volta não volta, lá volto eu à temática “pedalar à chuva”

O inverno tardou mas a chuva já voltou, e com toda a força. Depois de voltar a levar com ela no lombo, volto a lembrar algumas dicas e pequenos truques para que, na basófia dos infiéis, nos voltem a chamar de maluquinhos só porque teimamos pedalar mesmo debaixo de fortes chuvaradas e ventania! Pois, como sabemos, o primeiro passo pedalada é mental e como sabe bemmm!

Verão Azul
Pedalar à chuva é só um pouco diferente, no entanto requer alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Vestir um bom casaco impermeável, com capuz, um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada da roupa. Um poncho também serve para o efeito. Certamente o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal, convém portanto pedalar de uma forma mais lenta e suave, até por questões de segurança. É sempre aconselhável termos uma muda de roupa no local de destino/casa/trabalho. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter o corpo quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de ficarmos doentes. Usando botas impermeáveis ou cobrindo os sapatos com capas de neoprene, para os isolar, manteremos os pés secos. Da mesma forma para as mãos, usando luvas resistentes à água. O capacete, já se sabe, protege, e caso seja um integral, sem buraquinhos, irá manter a cabeça seca. Um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental termos uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, assim que paramos num semáforo as lentes vão certamente embaciar e deixamos de enxergar.

a humidade faz a força
Ter a bicicleta equipada com um par de pára-lamas é a forma mais eficaz para manter o rabo e a cara secos, evitando o spray vindo das rodas. Um porta-couves com alforges impermeáveis é o ideal para o transporte de equipamento vulnerável à água. Recomenda-se o uso de material fluorescente, bem como manter as luzes acesas, mesmo durante o dia, para sermos vistos entre a chuva e o nevoeiro. É recomendável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para desgastar a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta de água e juntamente com a borracha derretida perde-se bastante eficiência na travagem. Um bom truque de prevenção é ir travando com antecedência. Usar um lubrificante mais consistente na corrente, tipo cera própria para a época das monções, não dilui tão rapidamente, dura mais tempo e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Maria Del Sol, a que me guarda da chuva

Maria Del Sol, a que me guarda da chuva

Durante o tempo seco muito óleo e detritos foram se acumulando no pavimento. Com a chegada da chuva, as ruas e estradas tornam-se mais escorregadias e perigosas. É importante mantermos a atenção ao piso que calcamos, procurando evitar as superfícies metálicas, tais como as tampas de esgoto e os carris do eléctrico, as marcações de trânsito pintadas no pavimento, como algumas passadeiras, folhas de árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto possa parecer, deve-se evitar passar sobre poças de água pois podemos ser surpreendidos por buracos submersos. Redobrar cuidados nos pisos empedrados. Curvar com o piso molhado pode ser complicado e arriscado. Teremos mais segurança se reduzirmos a velocidade antes da curva e usarmos o corpo de modo a manter a bicicleta “o mais direita possível”. Assim evitamos o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer devido às invisíveis manchas de petróleo e aos traços pintados no pavimento.

serenata à chuva
Uma ultima dica, mesmo que pareça cómica: Caso um aguaceiro daqueles torrenciais nos apanhe a meio caminho e não estamos preparados para ele, não trazemos o kit nem um guarda chuva, e à nossa volta nem uma varanda ou paragem de autocarro salvadora, enfiar um saco de plástico na cabeça e nas sapatilhas é sempre um bom improviso.

sacochas

Boas pedaladas molhadas

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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2 respostas a volta não volta, lá volto eu à temática “pedalar à chuva”

  1. João L. diz:

    Caro Paulofski,

    a propósito do embaciamento dos óculos, deixo aqui uma sugestão de uns óculos “anti-fog” que, na minha experiência são excelentes mas, sobretudo, foram considerados “best buy” em revistas especializadas (cycling plus, etc).
    E custam 18 euros !!! São totalmente em policarbonato, não são muito fashion mas as lentes são de alta definição e baixa distorção. São também muito ergonómicos, envolvendo a face. Para dias de chuva (e não só, como protecção são também muito bons) são excelentes.

    Eu comprei-os na Evans Cycle (é, na minha opinião, dos sites de qualidade com os melhores preços). Ver aqui:
    http://www.evanscycles.com/products/endura/spectral-anti-fog-glasses-ec022295

    abraço

    João L.

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  2. paulofski diz:

    excelente dica João, obrigado pelo comentário. Abraço

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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