rumo a 2019

Bora lá entrar no novo ano, com o pé direito, um passo de dança ou a roda da frente. Brindar à vida junto da família e dos amigos.

Bom Ano e boas pedaladas

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can’t miss [195] publico.pt

Abordando essencialmente as preocupações e dificuldades sentidas pelos ciclistas urbanos em Lisboa,  a mobilidade e questões de planeamento urbano na capital, eis o artigo do ano, de leitura absolutamente imperdível.

Ciclismo urbano: obstáculos de uma opção sem marcha-atrás

“Abriu de mansinho a época da caça ao ciclista, à boleia da inundação de trotinetes eléctricas, que se traduz num súbito excesso de zelo das autoridades em “sensibilizá-lo” para as regras de trânsito. Tem de haver bom senso.”

[…] “Obviamente que há ciclistas que têm comportamentos perigosos que devem ser corrigidos até pelo meio de coimas, mas não podemos negar que ainda é o comportamento negligente de alguns automobilistas que tem o maior potencial de colocar em risco a integridade física de outrem. Mesmo assim, não se tem assistido com o mesmo zelo à sensibilização dos que continuam a conduzir enquanto mexem no telemóvel ou/e passam passadeiras e vermelhos sem ter atenção aos peões. Tanto que um ciclista que se preze não anda aí a desrespeitar regras de trânsito à louco — quanto muito trata um sinal vermelho como um Idaho Stop, pois sabe que o menor erro que cometer ao não adoptar uma condução defensiva recairá sempre sobre ele o maior dano.

Dir-me-ão que o comportamento errado de uma parte não justifica o comportamento errado de outra, mas as leis só são verdadeiramente fortes quando são fiscalizadas e feitas cumprir. Quando essas mesmas leis se tornam anacrónicas e/ou ineficientes acabam por se esvaziar sem qualquer mal maior, sendo usadas apenas pontualmente para dirimir conflitos. É com esse raciocínio em vista que peço que haja um foco das autoridades no que realmente possa causar dano, ao invés de um ciclista que, para evitar contornar uma rotunda enorme, usa o passeio onde está mais seguro e se cansa menos; ou de um que passa um vermelho numa recta sem cruzamento. Também não me parece que se vá começar a multar peões por passarem fora da passadeira ou quando o semáforo está vermelho. Tem de haver bom senso para que enquanto as cidades e mentalidades não se adaptam a esta nova dinâmica na mobilidade urbana, se consiga facilitar a vida a todas as partes.”

Podes, e deves, ler na integra este excelente artigo de Edgar Almeida, no Publico, em: https://www.publico.pt/2018/12/25/p3/cronica/bicicleta-1855213

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a teimosia é a personalidade dos imbecis

No meu mais longo belo caminho do trabalho para casa, passo na ciclovia da Foz em quase toda a sua extensão, em direcção a norte.

O tramo inicial da dita via, o asfalto da Rua Coronel Raul Peres, foi há tempos redesenhada. A cilovia foi sacrificada em largura para que a rua voltasse a ter dois sentidos de rodagem para os veiculos motorizados.

Considerando que a ciclovia está, como deve estar, na faixa de rodagem, os pilaretes estão ali com uma função específica: impedir a invasão da ciclovia por outros veículos.

No entanto, e como sucede repetidamente em outras vias interditas aos automóveis, a ciclovia da Rua da Constituição é um desses (maus) exemplos de fartar vilanagem dos senhores condutores nos espaços onde não foram plantados pilaretes, porque existem paragens de autocarro, passadeiras, entrada/saída de garagens, os espertos dos automobilistas aproveitam a deixa e deixam os popós estacionados “à lagardère”, tornando assim a funcionalidade da via tudo menos ciclável.

São raríssimas as ciclovias bem desenhadas. Na sua grande maioria não servem e tornam a vidinha dos ciclistas uma pista de obstáculos, havendo casos até que podem mesmo provocar graves acidentes.

Na tarde de terça-feira, mais uma vez precenciei um desses episódios.

Ao iniciar a minha passagem pela ciclovia dou com o imbecil que irás vêr na foto naqueles preparos. Travei e fiquei ali a observar a cena. O autocarro a tentar a passagem e o idiota abusivamente na ciclovia, em cima da passadeira, a ocupar parte da faixa de rodagem. O autocarro aperta-o e o imbecil dá finalmente sinal de vida. Depois de registada a foto avanço devagarinho, imaginando qual das seguintes desculpas esfarrapadas o imbecil terá na manga:

a) “ah e tal, estou a trabalhar!”;
b) “é só um minuto, vou espreitar a montra da Dourobike”;
c)  nenhuma das anteriores.

Não obtive resposta mas não foi dificíli perceber que era “nenhuma das anteriores”. Afinal o imbecil estava ali a estorvar só porque lhe apeteceu ser guia turístico. Armou aquela confusão apenas para satisfazer a sua curiosidade e a de três simpáticos sexagenários que transportava dentro do carro!

Apeteceu-lhe mostrar o revolto oceano com as ondas a rebentar contra o molhe, e a boa intenção do imbecil correu lindamente, como se pode ver!

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passe a publicidade [83] bicla de corrida iNBiCLA

Os calços da Dona Tripas não paravam de chiar se não parasse à passagem pela Dourobike para espreitar na montra as suas manas mais pequenas. A Bicla de corrida da iNBiCLA

“Uma pequena bicicleta para um grande ciclista! Leve e ágil, é a companheira ideal para destemidos aventureiros e aspirantes a velozes ciclistas. Estas bicicletas de equilíbrio são a forma mais natural para aprendizagem sendo, por isso, ideais para crianças até 3 anos. Construídas em madeira e disponíveis em 5 cores base, estas Biclas de Corrida são totalmente personalizáveis, para agradar até ao mais exigente atleta. Portes para Portugal Continental: 9€. Oferta dos portes na compra de 2 ou mais unidades.”

O senhor das barbas brancas está prestes a começar a anual distribuição chaminé-a-chaminé mas assegura que ainda tem um cantinho no porta-bagagens do trenó para o presente ideal que irá oferecer este Natal.

Mais pormenores destas pequenas maravilhas em https://www.facebook.com/inbicla

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can’t miss [194] publico.pt

Kilis, na Turquia, tem um plano ambicioso para mudar os modos de vida e de locomoção dos seus habitantes.

Kilis é uma pequena cidade turca, junto à fronteira com a Síria, que nos últimos anos tem sido notícia por ser um dos principais locais de acolhimento dos milhões de refugiados que escaparam à guerra no país vizinho. E é também uma cidade barulhenta, cheia de motas e scooters, que quer passar a ter nas bicicletas o seu principal meio de transporte. Para concretizar esta mudança, a autarquia de Kilis começa pelos mais novos. As autoridades estão agora a oferecer bicicletas a crianças e jovens que assumam alguns compromissos: convencer um familiar a deixar de fumar; terem boas notas na escola e melhorarem o rendimento numa disciplina em que tenham maiores dificuldades, e prometerem usar a bicicleta pelo menos uma hora por dia.

“Até agora, distribuímos mais de 4 mil bicicletas e nossa meta é distribuir pelo menos 15 mil”, explica o presidente da câmara de Kilis, Hasan Kara, citado pelo jornal britânico The Guardian. O objectivo do autarca é criar na cidade um ambiente habitável para toda a população. “Demos prioridade ao projecto das bicicletas porque o uso de motocicletas e carros é muito comum. Agora já vemos crianças a fazer o caminho para a escola de bicicleta”, diz ao diário londrino.

Além deste projecto para crianças, a autarquia construiu uma ciclovia de seis quilómetros ao longo de uma rua na periferia da cidade, à qual deverão juntar-se em breve outras ciclovias que irão ligar toda a urbe. A câmara de Kilis conta com o apoio financeiro do Governo turco mais vai procurar também a ajuda da União Europeia.

[…]

Podes ler o artigo completo em: https://www.publico.pt/2018/12/11/p3/noticia/ha-cidade-dar-bicicletas-criancas-parentes-deixarem-fumar-1854311

 

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fotocycle [237] Movimento colete laranja

  • Incentivar a aquisição de bicicletas e estimular a produção nacional;
  • Zero IVA na compra de bicicletas e acessórios;
  • Fomentar o uso da bicicleta;
  • Reduzir do tráfego automóvel;
  • Reduzir a sinistralidade rodoviária;
  • Reduzir as emissões e a dependência energética do petróleo;
  • Estimular estilos de vida saudáveis;
  • Qualificar e humanizar o espaço público das cidades

E estas são só para início de conversa!

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o Camisola Amarela

O Tour de France do ano que vem vai celebrar o centenário da camisola amarela. A camisola mais icónica do ciclismo.

Em 1919, o amarelo foi a cor escolhida para vestir o líder da prova, e a camisola amarela tornou-se no símbolo mais icónico do ciclismo mundial. Ao longo destes cem anos, a camisola amarela deixou a sua marca também noutras provas. Foi adoptada em vários países como o símbolo do vencedor das suas corridas nacionais. Esta peça do vestuário velocipédico experimentou de tudo, as maiores façanhas, os maiores campeões, as maiores mentiras. Muitos ciclistas tiveram a honra de a usar, mesmo que fosse apenas por um dia, para no final da etapa a ter de entregar a outro.

“Lá vai o Camisola Amarela”

O amarelo é uma cor que se destaca melhor do que qualquer outra, na poeira, no nevoeiro, na multidão. Evidencia o líder da prova no meio do pelotão. A equipa defende-a, guarda e protege o líder com unhas e dentes. Controla as corridas, nas montanhas, nas fugas, repelindo os ataques dos adversários até ao derradeiro esforço do sprint em cima da meta.

O “Camisola Amarela” demonstra a sua valentia e honra a camisola que veste.

Presto assim a minha homenagem a Joaquim Leão, antigo ciclista do pelotão nacional e que envergou a camisola do F.C. Porto. Faleceu ontem, aos 75 anos.

Joaquim Leão venceu a prova rainha de Portugal, a Volta em 1964, a clássica Porto-Lisboa em 1966, entre vários títulos, nomeadamente seis, de campeão nacional de estrada. Teve participações no Tour e na Vuelta, onde por cinco vezes se classificou no top-ten.

A camisola amarela com que Joaquim Leão venceu a Volta a Portugal está exposta no Museu do Futebol Clube do Porto, perpetuada como a Amarela do Adamastor.

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arrotar postas de pescada

“A Chica Fininha

Gingando pela rua
Ao som do Lou Reed
Sempre na sua
Sempre cheia de speed
Segue o seu caminho..”

Ia eu na brasa, a cantarolar o clássico tema tripeiro quando, assim de repente, um flipado ao bolante me ultrapassa… Quer dizer, não chega bem a passar! Põe-se ao meu lado, mesmo à nesga, abre o bidro da janela e lança o piropo.

“Oh amigo, quantos anos tem?”

Rebiro os olhos para a esquerda e no lugar do morto topo uma garina, toda gira, que me filma o pername com os seus lindos olhinhos.

Eu!?… Fonix, o borracho tem cá um bozeirom!, pensei eu com os meus… botões! Só que não era ela a cusca!

“A sua bicicleta amigo, quantos anos tem?”

Ah… a bicla!!! Tem dois anos… E o morcom do gajo não me desamparaba a loja!

“Essa bicicleta é à antiga, não é?”

É, é… Esta é das boas e dá pica! Farto de lhe dar trela arrematei com um MUITO OBRIGADO, mas mesmo assim o gajo teimaba.

“Bem bonita… É que parece nova!”

Pois parece… É noba mas é mais rodada que a Bia de Cintura Interna!

A chabala, toda gira, que ia no lugar do morto sorriu, eu “sorri-lhe” (acho que hoube ali um ambiente) e, após um “Parabéns” retribuido com o polegar oponível, finalmente, o freak lá deu de frosques.

E eu sigo o meu caminho na minha Tripas, a Chica Fininha, pela Cantareira e com a merda na algibeira…

Da Cantareira à Baixa
Da Baixa à Cantareira
Conhece os flipados
Todos de gingeira

Chica Fininha

Uh uh…

Já leste tudo? Arreganhaste a tacha e não te esbardalaste?

Achantra a mula, pega num fino e topa-me este som marabilhoso.

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novidades só na bicicleta (.com)

Foram ontem tornados públicos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) os resultados dos Inquéritos à Mobilidade nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa, o que confirma a excessiva dependência do automóvel face a um uso reduzido do transporte colectivo.

hoje, a fintar o trânsito

Até aqui, nenhuma surpresa. O automóvel continua a ser o meio de transporte favorito dos residentes nas grandes áreas metropolitanas. Os dados do Eurostat de 2016 já mostravam que os portugueses eram os segundos europeus que mais usavam o carro como meio de transporte principal. Os primeiros são os lituanos.

No Porto, 67,6% dos inquiridos admitiram que o carro era o seu meio principal de transporte. A taxa de ocupação automóvel, isto é, o número de pessoas que transporta cada carro, é de 1,56 pessoas naquela área metropolitana.

Em média, no Porto, admitem passar mais de uma hora por dia no trânsito: 66,8 minutos, sendo os residentes em Vila Nova de Gaia  que mais tempo gastam em média, nas deslocações nos “dias úteis”, cerca de uma hora e 20 minutos agarrados ao volante.

Na área metropolitana do Porto, as distâncias médias percorridas foram de 10,6 quilómetros. Já os residentes em Gondomar percorrem em média uma maior distância no quotidiano: 13,2 quilómetros.

Nesta área metropolitana, as despesas mensais com combustível variam entre 60 e 150 euros por cada agregado: 37,9% dos inquiridos admitiu gastar entre 30 e 100 euros em combustível. As despesas com portagens não chegaram, em média, aos dez euros mensais.

Há, no entanto, quem prefira deslocar-se a pé ou de bicicleta. No Porto, essas pessoas representam 18,9% nos casos que prefere andar a pé, e apenas 0,4% usam a bicicleta diariamente nas deslocações casa-trabalho-casa. Em comparação, em Lisboa a percentagem dos que prefere caminhar é ligeiramente mais alta, 23,5%, mas apenas 0,5% do pessoal dá ao pedal na cidade.

Os transportes públicos surgem em terceiro quarto lugar no pódium das preferências dos residentes. No Porto representam 11,1% das deslocações. Neste particular o autocarro é o meio de transporte público mais usado, mais de 8%, seguido do transporte ferroviário pesado e ligeiro (comboio e metro) que corresponde a 2,8% da utilização no Porto.

Complementando estes dados, leio hoje no Público que o transporte público ainda é para quem não tem alternativa !!!

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a segunda pele de dona Tripas

“Depois desta foto, tão cedo dona Tripas voltará a deixar a sua marca registada neste meu álbum fotográfico. A principal protagonista da série #tripasbicla ficará em quarentena por tempo indeterminado. Eu e esta minha mania de destruir quadros! É que nem tenho nada contra obras de arte! Já quanto a carros, bocas de incêndio, bordas de passeios… eh pá, saiam da minha frente que eu sou um gajo perigoso.”

Completa hoje um ano deste meu postal desconsolado deixado algures no Instagram. Já quase no términus de um fenomenal passeio a solo, de um mágico final de tarde de Novembro, já no bréu da noite e no cardoom rodoviário, não enxerguei a borda de um passeio, e  bruscamente terminou ali mesmo… o passeio!

Numa estúpida distracção fiz da Tripas empadão.

Ficou ela e depois eu, paralisados e de coração partido. Felizmente não senti a aspereza do asfalto mas fiquei de rastos quando percebi a bela merda que havia feito. O quadro não estava mesmo nada bonito. Irremediavelmente ferida na sua beleza, a bicha foi rebocada para os seus aposentos e depois de uma inspecção minuciosa foi posteriormente transferida para os cuidados intensivos da clínica iNBiCLA. Embora com um prognóstico muito reservado, os sinais eram encorajadores e a possibilidade de uma recuperação total uma possibilidade. A reabilitação foi lenta mas valeu a pena a demora. Aguardei pacientemente voltar a tê-la nos meus braços, nos meus pés, sentar-me de novo no seu selim para me alegrar. E assim, precisamente um ano após a tragédia, dona Tripas voltou como nova.

Com mais de oito mil quilómetros registados no STRAVA nos seus treze meses de curta vida, sem uma avaria, sem um único furo, apenas um ligeiro arranhão, já tinha uma longa história de sucesso para contar. Por isso foi ponto assente investir na sua cirurgia reconstrutiva.

Eu sei que eu já disse isto, eu adoro esta bicicleta. É perfeita em todas as situações. Depois do esqueleto de aço afinado pelas mãos sábias do mestre da soldadura, depois do lifting estético operado pelo cirurgião veloplástico, que lhe acrescentou ainda novos apêndices e uns quantos dentes à desmultiplicação, para me aligeirar as subidas e assim beneficiar as gastas pernas, Tripas Inbicla foi ressuscitada e está desde já a carburar a pleno gás.

 

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