velo… cidade vs pontualidade

a Etielbina sabe nadar, Yooo…

As razões pelas quais se pode incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte são as mais variadas. No entanto, uma delas mereceu-me maior relevo quando adquiri o hábito de pedalar para o trabalho, a pontualidade. Entendo que esse motivo possa parecer um pouco estranho mas só será para quem ainda não pedala.

Mais do que um dado evidente, trata-se acima de tudo da razão aprovada e comprovada por qualquer ciclista urbano no seu quotidiano. A dedução é  simples: um ciclista que pedale por vias urbanas a uma velocidade média de 15 km/h. e preveja fazer um percurso de 5 km, a sua experiência diária demonstra de uma forma convincente que demorará cerca de 20 minutos a chegar ao destino, sem pressas. Um semáforo vermelho, a mais ou a menos, as subidas, o vento, a chuva, tudo isso interfere pouco. As variantes estarão sempre dentro de uma margem de erro razoável.

Salvo algum acidente de percurso, a relação distância/tempo acaba por tornar o ciclista um cidadão cumpridor dos seus horários, algo que para os habitantes automobilizados, no carro ou em transportes colectivos, nem sempre é exequível. Com as facilidades trazidas pelos mapas, disponíveis nas novas tecnologias, um ciclista precisa apenas delinear qual o melhor percurso para saber a distância, e com um simples cálculo matemático avaliar assim o tempo necessário para a viagem pretendida.

Com congestionamentos ou sem constrangimentos, durante as horas de ponta ou a altas horas da madrugada, quem pedala saberá sempre quanto tempo demora para ir daqui para acolá, e voltar do ponto B ao ponto A. Com as contrariedades de quem diariamente depende de combustíveis para se locomover, o ciclista urbano torna-se um pouco numa personagem mítica. Ela é capaz de dominar o tempo. A grande verdade é que com a bicicleta se socializa e se promove a qualidade de vida. Dita alguma experiência das pedaladas pela minha cidade que, com a bicicleta, o andar a pé e o Metro, juntos sustentam a mobilidade urbana.

 

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um roteiro de bicicletas pelos caminhos de Portugal


Uma boa notícia para todos os amantes das pedaladas, cicloturistas, bêtêtistas, enfim, ciclistas… Portugal terá um roteiro para circulação de bicicletas. Este é o objectivo de Paulo Guerra dos Santos, que depois de em 2010 ter percorrido 4500 quilómetros pelo país, saiu este domingo da Torre de Belém a pedalar pelos caminhos de Portugal e a promover a mobilidade ciclável.

O projecto “Ecovias de Portugal” pretende sinalizar, em mapa e em GPS, as vias de reduzido tráfego automóvel ou só para bicicletas, onde se pode pedalar em segurança, e incorporar informações úteis, como números de emergência, oficinas de bicicleta e pontos de interesse turístico ou onde comer e dormir.

O percurso inicial, até Monsaraz, será a Ecovia nº 1. “Vou pedalar cerca de 200 quilómetros em seis dias, com paragens em Vila Franca de Xira, Coruche, Mora, Arraiolos e Évora. Por dia farei cerca de 30 quilómetros, está ao alcance de qualquer um”, disse o Paulo. Já tem reuniões marcadas com as autarquias por onde passará e com clubes de BTT, dos quais espera receber contributos sobre os melhores percursos. O objectivo é abranger todo o País em dois anos. “O roteiro vai ser positivo para as regiões porque agregará a oferta turística que está dispersa”. “Na última década, houve uma explosão do BTT e do cicloturismo e se houver informação sobre os melhores caminhos mais pessoas vão aderir. Os tempos de crise também fazem as pessoas reequacionar o que gastam em transporte e a bicicleta é um meio económico, faz bem à saúde e fica a conhecer-se muito melhor os sítios por onde se passa”, diz este apaixonado das duas rodas, professor e Mestre em Vias de Comunicação de 28 anos que usa sempre a bicicleta para se deslocar em Lisboa, até mesmo quando vai sair à noite.

Para avançar com o projecto, Paulo Guerra dos Santos teve de recorrer a patrocínios. A viagem até Monsaraz pode ser acompanhada no site http://www.ecovias.pt.vu/ ou no Facebook, em “Ecovias de Portugal”.

Fonte: CM
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triciclo

A foto não é minha. Recebia por e-mail faz uns anitos. É apenas mais um adepto do Futebol Clube do Porto, mas este não é um adepto qualquer. Não sei o seu nome mas quem andar pelas ruas do Porto já deve ter passado por esta simpática figura da cidade, sempre equipado a rigor. É quase impossível não dar conta do som estridente que sai do seu original e vistoso triciclo. E, como podem ver, não será difícil perceber porque o coloquei hoje a pedalar nabicicleta, quando o nosso clube acaba de completar um triciclo de sucessos.

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o São João é quando um portista quiser (cont.)

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o São João é quando um portista quiser

Impunha-se a nossa presença na Baixa, vestidos de azul e branco. Para nos juntarmos ao maralhal o metro foi a escolha lógica, mas houve quem tivesse uma melhor ideia. Aliás, muitos outros a tiveram.

Logo à saída daEstação da Trindade, comentei:

– Já viste, trazem sempre os popós para a festa e depois ficam engarrafados!

– Atão, como querias que trouxessem as buzinas!!!

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hoje, todos os caminhos vão dar a Dublin

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na clínica

na Velo Invicta Capas Peneda

Para quem já tem uma catrefada de anos, a armadura suplica e a consciência aconselha que se faça um check-up. É a altura de fazer uma batelada de exames que detectem qualquer transtorno na máquina, ou o aparecimento de alguma maleita que possa ser tratada a tempo. Aquilo a que os doutorados chamam de diagnóstico precoce… Ahhh! Não, não falo do músculo cardíaco nem dos glúteos. Se fosse levar a sério tudo o que os médicos dizem, provavelmente teria que visitar anualmente (sem trocadilho) o proctologista, o urologista, o oftalmologista, o gastrenterologista, o endocrinologista, o otorrinolaringologista (este até dá para enrolar a língua) e o diabo a quatro… logista.

Por via das dúvidas, e como seguro morreu de velho, no meu círculo de pedaladas com a velha Etielbina, onde juntos passamos já uns bons anos, de vez em quando aparece um rack e um reck sonoro mais persistente a sair das articulações. O teste de esforço diário do binómio homem-máquina, qual paradigma da vida moderna (não, não estou a fazer publicidade ao livro), com o passar do tempo já somos veteranos nisto e passamos a especialistas de barulhos estranhos e dores nos quadris.

Mais do que um mero modismo, quando se fala de bicicletas “de montanha”, associa-se o papel de lazer ao de meio de transporte. Além de serem mais resistentes e confortáveis entre outras da mesma espécie, tornando-se muito populares nas pedaladas off-road, apesar da denominação este tipo de bicicleta não é de uso exclusivo e específico para terrenos montanhosos, mas sim adaptável a praticamente todo o terreno. Pela sua estrutura robusta, possui como atributos a segurança, comodidade e agilidade, sendo utilizadas pela maioria das pessoas que costumam pedalar pelas cidades, bastando umas pequenas adaptações.

A diante. O facto é que aquele rack-reck, persistente a cada pedalada, já se tornava confrangedor. Hoje fez-se um comovente silêncio, o espírito de solidariedade tomou conta de mim e então levei a velha companheira de trabalho ao consultório. Pois bem, à hora marcada, lá estava eu e ela. A sala de espera estava lotada, cheio de velharias com os seus quadros carcomidos de ferrugem e pneus vazios de esperança, de que um dia voltarão a rolar pelas ruas da Imbicta. Finalmente, fui convidado a entrar na sala de exame e pensei que o sofrimento dela teria acabado. Puro engano! O técnico inicialmente passou os olhos pela engrenagem, começou a rodar os pedais em falso e provocou-lhe uma sensação semelhante a cócegas, que vieram acompanhadas de flatulências, e que só não foram confundidas com o meu nervosismo porque o som que se ouvia era metálico. Perante o diagnóstico e o tratamento que o especialista lhe prescrevera, mais não me restou do que prometer à fiel Etielbina doar-lhe um novo movimento pedaleiro, que o de uso está gripado, um cassete de sete e deixar-lhe trocar a velha e gasta corrente para que me retribua com uma pedalada tranquila e um aumento de velocidade.

Capas Peneda Lda. Praça D. Filipa Lencastre 208 4050-260 Porto

E assim ficou a passar esta noite na clínica, deixando-me apeado, entregue aos humores e tremores dos transportes públicos.

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transparências


Entretando, de fronte ao Edífico Transparente…

...desfocada mas nada transparente!

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sugestão a pedais

uma visita guiada à Casa da Música, Porto.

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enjoy!

“Life would be oh so sweet, if I was a bicycle seat! Ride, ride, little cheek. Sit on me I’m a bicycle seat!”

see it here

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