triciclo

A foto não é minha. Recebia por e-mail faz uns anitos. É apenas mais um adepto do Futebol Clube do Porto, mas este não é um adepto qualquer. Não sei o seu nome mas quem andar pelas ruas do Porto já deve ter passado por esta simpática figura da cidade, sempre equipado a rigor. É quase impossível não dar conta do som estridente que sai do seu original e vistoso triciclo. E, como podem ver, não será difícil perceber porque o coloquei hoje a pedalar nabicicleta, quando o nosso clube acaba de completar um triciclo de sucessos.

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o São João é quando um portista quiser (cont.)

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o São João é quando um portista quiser

Impunha-se a nossa presença na Baixa, vestidos de azul e branco. Para nos juntarmos ao maralhal o metro foi a escolha lógica, mas houve quem tivesse uma melhor ideia. Aliás, muitos outros a tiveram.

Logo à saída daEstação da Trindade, comentei:

– Já viste, trazem sempre os popós para a festa e depois ficam engarrafados!

– Atão, como querias que trouxessem as buzinas!!!

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hoje, todos os caminhos vão dar a Dublin

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na clínica

na Velo Invicta Capas Peneda

Para quem já tem uma catrefada de anos, a armadura suplica e a consciência aconselha que se faça um check-up. É a altura de fazer uma batelada de exames que detectem qualquer transtorno na máquina, ou o aparecimento de alguma maleita que possa ser tratada a tempo. Aquilo a que os doutorados chamam de diagnóstico precoce… Ahhh! Não, não falo do músculo cardíaco nem dos glúteos. Se fosse levar a sério tudo o que os médicos dizem, provavelmente teria que visitar anualmente (sem trocadilho) o proctologista, o urologista, o oftalmologista, o gastrenterologista, o endocrinologista, o otorrinolaringologista (este até dá para enrolar a língua) e o diabo a quatro… logista.

Por via das dúvidas, e como seguro morreu de velho, no meu círculo de pedaladas com a velha Etielbina, onde juntos passamos já uns bons anos, de vez em quando aparece um rack e um reck sonoro mais persistente a sair das articulações. O teste de esforço diário do binómio homem-máquina, qual paradigma da vida moderna (não, não estou a fazer publicidade ao livro), com o passar do tempo já somos veteranos nisto e passamos a especialistas de barulhos estranhos e dores nos quadris.

Mais do que um mero modismo, quando se fala de bicicletas “de montanha”, associa-se o papel de lazer ao de meio de transporte. Além de serem mais resistentes e confortáveis entre outras da mesma espécie, tornando-se muito populares nas pedaladas off-road, apesar da denominação este tipo de bicicleta não é de uso exclusivo e específico para terrenos montanhosos, mas sim adaptável a praticamente todo o terreno. Pela sua estrutura robusta, possui como atributos a segurança, comodidade e agilidade, sendo utilizadas pela maioria das pessoas que costumam pedalar pelas cidades, bastando umas pequenas adaptações.

A diante. O facto é que aquele rack-reck, persistente a cada pedalada, já se tornava confrangedor. Hoje fez-se um comovente silêncio, o espírito de solidariedade tomou conta de mim e então levei a velha companheira de trabalho ao consultório. Pois bem, à hora marcada, lá estava eu e ela. A sala de espera estava lotada, cheio de velharias com os seus quadros carcomidos de ferrugem e pneus vazios de esperança, de que um dia voltarão a rolar pelas ruas da Imbicta. Finalmente, fui convidado a entrar na sala de exame e pensei que o sofrimento dela teria acabado. Puro engano! O técnico inicialmente passou os olhos pela engrenagem, começou a rodar os pedais em falso e provocou-lhe uma sensação semelhante a cócegas, que vieram acompanhadas de flatulências, e que só não foram confundidas com o meu nervosismo porque o som que se ouvia era metálico. Perante o diagnóstico e o tratamento que o especialista lhe prescrevera, mais não me restou do que prometer à fiel Etielbina doar-lhe um novo movimento pedaleiro, que o de uso está gripado, um cassete de sete e deixar-lhe trocar a velha e gasta corrente para que me retribua com uma pedalada tranquila e um aumento de velocidade.

Capas Peneda Lda. Praça D. Filipa Lencastre 208 4050-260 Porto

E assim ficou a passar esta noite na clínica, deixando-me apeado, entregue aos humores e tremores dos transportes públicos.

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transparências


Entretando, de fronte ao Edífico Transparente…

...desfocada mas nada transparente!

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sugestão a pedais

uma visita guiada à Casa da Música, Porto.

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enjoy!

“Life would be oh so sweet, if I was a bicycle seat! Ride, ride, little cheek. Sit on me I’m a bicycle seat!”

see it here

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bike to work

Join the growing community of bike commuters and discover the fun and freedom of bicycling to work!


click
e confira.

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ciclovia da Prelada

Foram precisos mais de 20 anos para que o viaduto da Prelada sob a VCI (este mesmo que suporta o fotógrafo e a bicla na foto que se segue) ganhasse serventia. Para lhe dar acesso, foi construída uma ampla alameda com duas faixas de rodagem, espaços de estacionamento de cada lado, passeios arborizados e uma excelente ciclovia. Mesmo assim a obra teve um significativo atraso. A ideia era estender a alameda até à Estrada Interior da Circunvalação mas segundo a Câmara do Porto, questões burocráticas e expropriações, a norte e a poente,  pareceres do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) adiaram o prolongamento da via.

A primeira fase ficou concluída há cerca de 2 anos. São 550 metros de asfalto, passeios  e ciclovia que rasga terrenos da antiga Quinta da Prelada e que adornam as vistas com o verdejante e rural Parque da Prelada, desde a Rua de Teodoro de Sousa e a Travessa da Prelada até às Rua de Maria Lamas e Doutor Cruz Malpique, o que veio a completar a rede viária na envolvente à Urbanização Cidade Cooperativa da Prelada (CCP), dotando a área de uma ligação rápida entre os dois lados da Via de Cintura Interna, encurtando distâncias e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas que habitam na zona.

Recentemente foi iniciada a obra da segunda fase do projecto de continuação da Alameda até à Circunvalação, a qual está quase concluída. Talvez no próximo final de semana será aberta ao trânsito a nova artéria que muito contribuirá para a melhoria das acessibilidades. Ao todo terá  uma extensão de  1,2 km e será uma importante alternativa para a entrada e saída da cidade. Vai concluir as obras de ligação ao Viaduto da Prelada, constituir uma alternativa rodoviária à Rua Central de Francos e dotar aquela zona de alguns equipamentos públicos, em colaboração com a Misericórdia do Porto, que ali tem o Hospital e o antigo parque de campismo.

Há dias pedalei pelo novo trajecto (podem ver aqui o mapa). No seu ínicio há que escalar o declive do viaduto para depois se ganhar embalo até à Rua de Requesende. As vistas para o verdejante Parque da Prelada arregalam o ímpeto. Segue pela direita e é de facto uma verdadeira pista dedicada às bicicletas, patins e afins, a não ser que os passeantes ocupem o tapete vermelho. No cruzamento com a Rua de Requesende a ciclovia “vira a casaca”, cruza as duas vias e segue então pela banda esquerda da Alameda, ocupando o antigo Caminho das Congostas. Mais à frente, a ciclovia é “cortada” por um vindouro arruamento até desembocar (ainda sem rampa) na Estrada Interior da Circunvalação e em “fora de mão”!

Deixo registada aqui a esperança de um dia vir ainda a testemunhar uma requalificação digna desse nome, para uma via estruturante para a Área Metropolitana, como é a Estrada da Circunvalação, e a construção de várias ciclovias de ligação, assim como a continuação da ciclovia da Prelada para sul, até à Boavista. Por outro lado reconheço que os moradores da CCP perderão algum sossego e ordem com a futura acessibilidade mas certamente trará uma melhoria substancial para a mobilidade da cidade e para a qualidade de vida dos residentes.

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