velo… cidade vs pontualidade

a Etielbina sabe nadar, Yooo…

As razões pelas quais se pode incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte são as mais variadas. No entanto, uma delas mereceu-me maior relevo quando adquiri o hábito de pedalar para o trabalho, a pontualidade. Entendo que esse motivo possa parecer um pouco estranho mas só será para quem ainda não pedala.

Mais do que um dado evidente, trata-se acima de tudo da razão aprovada e comprovada por qualquer ciclista urbano no seu quotidiano. A dedução é  simples: um ciclista que pedale por vias urbanas a uma velocidade média de 15 km/h. e preveja fazer um percurso de 5 km, a sua experiência diária demonstra de uma forma convincente que demorará cerca de 20 minutos a chegar ao destino, sem pressas. Um semáforo vermelho, a mais ou a menos, as subidas, o vento, a chuva, tudo isso interfere pouco. As variantes estarão sempre dentro de uma margem de erro razoável.

Salvo algum acidente de percurso, a relação distância/tempo acaba por tornar o ciclista um cidadão cumpridor dos seus horários, algo que para os habitantes automobilizados, no carro ou em transportes colectivos, nem sempre é exequível. Com as facilidades trazidas pelos mapas, disponíveis nas novas tecnologias, um ciclista precisa apenas delinear qual o melhor percurso para saber a distância, e com um simples cálculo matemático avaliar assim o tempo necessário para a viagem pretendida.

Com congestionamentos ou sem constrangimentos, durante as horas de ponta ou a altas horas da madrugada, quem pedala saberá sempre quanto tempo demora para ir daqui para acolá, e voltar do ponto B ao ponto A. Com as contrariedades de quem diariamente depende de combustíveis para se locomover, o ciclista urbano torna-se um pouco numa personagem mítica. Ela é capaz de dominar o tempo. A grande verdade é que com a bicicleta se socializa e se promove a qualidade de vida. Dita alguma experiência das pedaladas pela minha cidade que, com a bicicleta, o andar a pé e o Metro, juntos sustentam a mobilidade urbana.

 

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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