pelos ares

Milhares de bicicletas foram elevadas no ar, seguras pelas mãos dos seus donos, no parque da cidade de Budapeste, no final da Massa Critica, de mais um passeio a pedais que atravessou toda a capital húngara, este Sábado, organizado para promover a bicicleta como um meio de transporte ecológico.

(Foto: Reuters)

Entretanto, algures nos ares da Turquia, houve um que se elevou  ainda mais alto na sua bicicleta!

(Foto: Paris87.net)
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sem pressão

Para as minhas necessárias pedaladas inter-urbanas, ou simplesmente nas de longo curso que exijam mais velocidade e empenho, a minha escrava de serviço é a Gorka, a glutona bina de estrada. Para além de obrigar que me vista com uma fatiota para a ocasião, levo sempre uma pequena bolsa com um kit de sobrevivência. É aquela história do “seguro morreu de velho”. Melhor prevenir do que remediar, e depois ter de remediar! Numa bicicleta com pneus 700×20/23, ter um furo é um risco assumido, e pode ser um cabo dos  trabalhos se não tiver o kit, ao ponto de ficar num local remoto, a pé. Qualquer pneu furado é um imprevisto que pode não acontecer sempre, mas quando acontece, já era. E voltou a acontecer, desta vez no Sábado passado. Nada de preocupante, atendendo ao facto de ter acontecido num local aprazível, à beira-mar, de ter comigo o kit, uma câmara de reserva para uma reparação rápida e, sobretudo, por ainda não estar a chover. Estarei a exagerar se o faço ao ritmo alucinado de uma troca de pneus de um fórmula 1, mas asseguro que já me tornei um expert quando toca a trocar câmaras de bicicleta! Só não estou ao mesmo nível no que diz respeito a dar à bomba. Pois não bastava ter começado a  cair uma bátega de água em cima do lombo, tinha esquecido de levar a bomba portátil para  terminar a operação e encher o pneu! Recolocada a roda na corrente, restou-me caminhar sob a chuva, levando a bicla com o pneu traseiro vazio ao meu lado, na esperança que um bom samaritano a pedais passasse por mim e tivesse o que me fazia falta. Felizmente não faltou muito para que fosse salvo e assim prosseguir o meu percurso, encharcado até aos ossos. “Quem pedala por gosto não enregela”, não é mesmo!

Então é assim, quando as viagens de bicicleta são mais prolongadas, às vezes por estradas com menos movimento ou até isoladas, o ciclista deve ter algumas precauções. Deve procurar usar equipamentos de protecção, como o capacete, luvas e óculos. A viajem torna-se mais confortável se vestir roupa apropriada, como uma camisola de tecido sintético e uns calções acolchoados no rabo. Melhoram de sobremaneira a comodidade. Numa bolsa poderá colocar ferramentas para a manutenção da bicicleta, para eventuais problemas e avarias que com certeza ocorrerão. Deve levar uma câmara de ar de reserva, bomba portátil e kit de remendos (com cola, remendos e espátula) para reparação de câmara de ar. Isso já o irá ajudar nos imprevistos com furos de pneus e ajustes que venha a ter de fazer na bicicleta durante a pedalada. E também pode levar uma garrafa de água para hidratação, também bastante útil para afugentar com uma esguichadela alguns cães vadios mais afoitos. Conforme for aumentando a distância, é aconselhável levar alimentos que possam repor energias. Frutas são opções saudáveis e muito nutritivas para o propósito.

Boas viagens.

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cidade “ciclável”, um mito viável

As cidades não têm facilitado o modo como aproveitamos o espaço e o tempo. O ritmo de vida tornou-se rápido, apressado, urgente. O espaço ficou apertado e as pessoas foram engolidas pela voracidade de um quotidiano cada vez mais competitivo. Os portuenses, como outros habitantes de muitas cidades do mundo inteiro, reclamam uma série de mudanças em várias áreas da sua vida: saúde, trabalho, educação, hábitos alimentares, entretenimento, mobilidade… E, em grande medida isso deve-se às “regras” impostas pela sociedade: comer rápido, trabalhar mais, ter um carro, etc. Será que já nos questionamos onde nos vai levar esse estilo de vida? Será uma visão utópica desejar um futuro e estilo de vida melhor? É possível trazer a mudança através do ciclismo urbano? É pois!

Lentamente, as metrópoles contemporâneas procuram soluções de transformação com implicações no desenvolvimento e na estrutura urbana, social e cultural. As propostas de mobilidade não motorizada que lentamente surgem, propõem uma mudança de hábitos dos habitantes. A poluição ambiental, o mau planeamento urbano, a deterioração do espaço, o aumento da circulação automóvel, são ameaças às suas justas pretensões. As vantagens da bicicleta como meio de transporte alternativo, regular, económico, ecológico e saudável, são imensas. É uma das formas de recuperar o bom ritmo da cidade, do civismo e boas maneiras que caracterizam uma sociedade civilizada. A bicicleta é um elemento de união. Traz felicidade, exercita não só o corpo, mas também a mente. Resgata o espaço público e permite que milhares de pessoas, de todas as idades, possam apreciar as ruas da cidade, a sua arquitectura, os seus parques e, ao mesmo tempo, reúne famílias, os cidadãos e os turistas numa convivência saudável.

Mas para ser uma óptima opção e ajudar a mobilidade, a bicicleta pode exigir um pouco de dedicação. Pedalar todos os dias e ir para as ruas circular, espremido entre os veículos nas estreitas ruas, não é nada fácil. Eu percebo que é um pouco arriscado driblar o trânsito das grandes cidades, atendendo às várias dificuldades que se depara a um pretendente commuter: a falta de vias que sejam cicláveis, os obstáculos naturais, os elementos da natureza, a exigência física. Infelizmente são muito poucas as ruas que oferecem espaço dedicado ou reservado aos ciclistas, o que obriga a uma convivência por vezes atribulada entre todos.  Basta avaliar e comparar o espaço que os automóveis ocupam nas cidades com o espaço utilizado pelos ciclistas. O grande problema é que as infra-estruturas dirigidas aos ciclistas não incentivam e não estimulam nem mesmo os ciclistas esporádicos a fazerem uso da bicicleta com maior intensidade, muito menos conseguem atrair os que utilizam outros meios de transporte.

Para que ocorra uma mudança significativa na mobilidade nas nossas cidades, seria necessário traçar metas ousadas para os próximos anos. Urge contribuir para recuperar a qualidade de vida urbana. Não é uma utopia, tanto que muitas cidades no mundo inteiro já o fizeram. Mas isso depende dos governos, de uma boa administração dos recursos existentes e das escolhas correctas por parte do poder municipal. Aí sim, saberemos que a mudança engrenou, que as cidades melhoraram e corrigiram o caminho, rumo a um progresso sadio. Mas sabemos a que velocidade essas mudanças ocorrem. Apesar de tudo, há mais gente a pedalar nas ruas e isso é de salutar. Devemos ocupar o nosso espaço, perder o medo, discutir se for o caso, viajar de bicicleta e aprender a respeitá-las no trânsito.

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a bicicleta através da lente fotográfica

Já mereceu referência na comunicação social e na bicicultura. Hoje trago para aqui a reportagem publicada há alguns dias no JPN.
E tu, se ainda não foste captado pela objectiva do Sérgio, um dia, quem sabe, enquanto pedalares pelas ruas do Porto, poderás ser o próximo ciclista urbano no seu rolo fotográfico.
 
Ciclistas urbanos são os modelos fotográficos de Sérgio Moura
Foto: Tânia Monteiro
Por Katherine Oliveira e Tânia Monteiro – jpn@icicom.up.pt
Publicado: 13.04.2011 |

Desde sempre que a fotografia apaixonou Sérgio Moura. Apesar dos estudos terem comprometido essa paixão, a “panca” pela fotografia persistiu para mais tarde formar o conjunto perfeito com o gosto do fotógrafo pelas bicicletas.

Sob rodas e com a câmara ao pescoço, foi assim que Sérgio Moura chegou ao Jardim da Cordoaria. Tinha acabado de fotografar um avô e o neto que passavam de bicicleta.

Apaixonado pela fotografia desde muito cedo e ciclista desde a adolescência, Sérgio Moura percorre as ruas do Porto à procura do ciclista urbano. “Olho para um ciclista e parece-me que está nos seus afazeres diários, que podem ser ir ao café”. O fotógrafo tenta ser “generalista” e “mostrar que a cidade é ‘ciclável’ por todo o tipo de pessoas, vestidas de todas as formas, de todas as classes sociais e etárias”.

Para Sérgio Moura, a abordagem às pessoas é muito simples: “é só explicar o projecto, porque se cria uma certa empatia por sermos ciclistas que se vêem na mesma situação, nesta cidade um pouco agreste”. Assim, as pessoas têm aceitado posar para a fotografia porque têm “orgulho em mostrar a sua bicicleta”.

Na hora de optar entre o analógico e o digital, Sérgio Moura não hesita na escolha do analógico, “tanto pelo resultado” como pela “relação com as máquinas”, conta. Essa relação tem-se tornado um “hobby obsessivo” para este fotógrafo, arquitecto de profissão.

Ver mais pessoas a andar de bicicleta

Apesar de começarem a ser alguns os ciclistas urbanos, Sérgio Moura confessa que gostava de ver “mais pessoas a andar de bicicleta em Portugal”.

O fotografo possui uma moto mas, mesmo assim, destaca que andar de bicicleta permite não só “aliar muitas vantagens num só veiculo” como também “é uma forma mais eficiente para se deslocar na cidade, em termos de rapidez, custos económicos, ecológicos”. Sempre que pode, a bicicleta é o seu meio de eleição.

Sérgio Moura lembra os costumes de aldeia, onde era possível ver senhores que “sempre usaram a bicicleta e que continuam a usar” e espera que, num futuro próximo, as gerações mais novas passem a adoptar a bicicleta como meio de transporte diário.

Para promover a utilização da bicicleta e a comunidade de ciclistas urbanos, Sérgio Moura decidiu criar o blog “De bicicleta no Porto“. Para o fotógrafo, “às vezes, a imagem vale só por si e consegue transmitir o gosto pela fotografia e pela bicicleta”.

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este é para os afixieonados

One text and it’s on for a crazy ride all night long …

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uns diazitos de férias

… a descontrair, a visitar, a comutar, prá cá e pra lá, a pedalar e a filmar.

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e o vencedor é…

Just like Lance Armstrong wins, these cyclists make it seem so easy, almost as if they were not racing at all. As if they were just enjoying a bike ride in the park. A presentation of the Just For Laughs Gags.

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a tradição ainda é o que era


“I still feel that variable gears are only for people over forty-five. Isn’t it better to triumph by the strength of your muscles than by the artifice of a derailleur? We are getting soft…As for me, give me a fixed gear!”
 
—  Henri Desgrange, L’Équipe article of 1902

Então, já agora, que atingi a barreira psicológica dos forty-five… as for me uma italiana fininha dessas até que não seria mal pensada, nossignore!

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bicycle film festival

Filmes rodados nas bicicletas…

…e de bicicleta, à fartazana aqui.

“The Bicycle Film Festival has been a major catalyst for the urban bike movement, one of the most powerful and culturally relevant forces of the last decade. The BFF is sure to carry this momentum into the next decade.”
 
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brincadeira à roda com os amigos

Renovando o grande apreço, chega a ser paixão, que tenho pela minha Etielbinazinha, foi do filme “O Padrinho”, de Francis Ford Coppola, mais especificamente da mítica cena da cabeça de cavalo decepada deixada na cama de um influente produtor de Hollywood, que relembrei, e associei numa metáfora, mais ou menos à nora, para narrar a surpresa e espanto que tive ontem após o regresso do almoço. Então não é que chego ao gabinete e deparo com a roda da minha bicicleta misteriosamente largada debaixo da minha mesa de trabalho! Passada a minha estupefacção, de imediato dei conta que afinal não seria um recadinho ao pior estilo de Don Vito Corleone. O meu amigo Rui, companheiro de longas pedaladas e colega de trabalho, coadjuvado por outros dois mafi… comparsas, tiveram a delicadeza de me pregar esta partida. Passaram pelo “bike parque”, retiraram a roda e deixaram-me a bina literalmente de joelhos. Para mais tarde, ficou a triste figurinha deste vosso amigo, pelos corredores da instituição afora, com roda debaixo do braço e sob o olhar curioso de quem comigo cruzasse.  Que não me julguem zeloso e convencido como Mr. Bean, que retirava o volante do seu Mini pensando assim evitar ser roubado! E também não sou rancoroso e  perverso como Don Vito. Mas meu amigo Rui, não esperas pela demora, a vendetta será servida a quente já na próxima longa pedalada.

Até uma roda de bicicleta serve para uma boa gargalhada, à roda com os amigos.

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